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28 de junho de 2015

Ninja Gaiden II/Sigma 2 - Novamente Separando Meninos dos Homens


O mês de junho quase passou batido hein? Falta de tempo é uma merda. 

Enfim, Ninja Gaiden Sigma foi uma experiência alucinante. Não mais do que quem jogou a versão original ou a Black do Xbox.

Como eu já falei por aqui, eu gostei muito do jogo. E ele nada mais é que uma versão mais justa e equilibrada do reboot do NG original e do remake Ninja Gaiden Black.

Então, depois de jogar o remake do remake do reboot, foi a vez de jogar o segundo jogo do reboot.

Bom, pra quem jogou no Xbox 360, saiba que sim, tem bastante diferença e eu como tenho ambos os consoles, fiz o favor de retratar à vocês como são essas diferenças.

O motivo é óbvio: porque sim. Afinal, por que não?

Eu hein...

Seguinte, a história é tão ruim quanto a do primeiro, vocês podem ignorá-la por completo. Tal como Devil May Cry 3, a função da "história" de Ninja Gaiden II/Sigma 2 é simplesmente "estar lá", nada além disso.

Ressuscitar o Archfiend... Usando a Demon Stone e... Ah, quem se importa? Tudo que você precisa saber é que é bem melhor que Final Fantasy XIII. Mas isso não é lá muito difícil, certo? A diferença é que a do NG2 é só ruim, não há pretensão alguma nela.


Tudo que essa "história" serve é pra mostrar cutscenes legais e curtas das quais vimos o fator badass de Ryu, como esse cara é foda. Pular de um prédio pro outro sem para-quedas não é pra qualquer um mesmo.

A história de NG2 é tão profunda quanto de qualquer Final Fight, é um pretexto pra sair espancando (no caso aqui, fatiando) tudo que se move e a diferença ta na censura, se você jogou Ninja Gaiden II no seu 360, provavelmente deixou aquela sua tia sensível morrendo de medo quando ela olhou pra tela e a fez entrar em desespero com tamanho banho de sangue que encontrou.

É sangue pra lá, pra cá, pra cima, pra baixo e até mesmo onde não era pra sangrar sai sangue e todo mundo fica feliz. Sua tia sensível fica "feliz", seu pai vê aquele jogo pra macho e fica feliz, e você, o jogador que se matou pra aprender a jogar também ficou feliz.

Todo mundo fica bem.

Porém, se você jogou o Sigma 2... Provavelmente ficou menos feliz.

Afinal de contas, Sigma 2 é uma versão MUITO censurada do II. Botaram gráficos melhores e usaram a arquitetura limitada do PS3 como vantagem. No II haviam muitos inimigos na tela, em média cada parte tinha entre 7 a 9 inimigos com IA muito alta, no PS3 o máximo que enfrentamos é em torno de 5 a 7 porém com uma IA ainda maior.

Mas ainda assim... É MUITA CENSURA! Sai cerca de 20% da quantidade de sangue do original e quando você corta um membro sai uma FUMAÇA ROXA no lugar.

Uma fumaça roxa? Sério? Pera... Vou decepar algum membro do meu corpo pra ver se sai algo que justifique essa bosta.

WHAT THE FUCK?!?!


Sério, é muito estranho decapitar e desmembrar seres vivos sem sangue e não ver os membros no chão. É estranho como cheguei a rir de ver os braços e pernas sumindo do nada tipo as famosas espuminhas de Kamen Rider. É ridículo. Somente ridículo.

Mas por sorte, não alteram a qualidade do game, é um dos poucos casos onde mesmo a censura boba e exacerbada não conseguiu estragar a essência do game.

Em termos musicais, Ninja Gaiden II também faz bonito, o Sigma 2 usa a mesmíssima OST porém com umas poucas músicas novas pras fases adicionais que jogamos com Momiji, Rachel e Ayane.

Essas garotas foram incluídas na versão Sigma 2 porque a Tecmo não gostava da ideia de fazer um jogo exclusivo pra um console ocidental, quando portou pro oriental ela botou extras pra justificar uma nova compra dos que possuíam os dois consoles e pra fazer com que os jogadores do PS3 se sentissem jogando uma versão melhor que a concorrente.

O pior de tudo, eles conseguiram. O jogo é realmente mais balanceado, relativamente mais justo e ainda tem mais personagens pra se brincar na campanha e no modo Team Missions.

Ele tem uma vida útil maior, então acaba por ser melhor tecnicamente.

Porém... Tem suas outras diferenças que talvez façam você pensar duas vezes antes de dizer qual é a melhor versão. Por exemplo, o gráfico no PS3 é mais vivo e colorido e no Xbox 360 é mais pálido.

Convenhamos, qual é o clichê do ninja? Aquele clima japonês com tudo pálido, então obviamente o conceito das cores mais apagadas funciona melhor e soa mais bonito e natural pro jogo e seu contexto. Eu não sei porque diabos alteraram isso, no PS3 é feio? Não. É bem bonito até, mas no Xbox é mais agradável aos olhos, se é que me entendem. Esse aspecto ao menos é meramente visual, as diferenças significativas vão pouco além.


No gameplay em geral, temos as mesmas armas, o mesmo modo de jogar e no PS3 quando achamos a loja de armas, temos direito à somente UM upgrade e mais nada, como o jogo tem IA aumentada, seu foco será juntar orbs pra comprar itens de cura. É um desafio maior e recompensado de forma justa. No 360 as coisas são um pouco diferentes, o uso de orbs é igual ao Black/Sigma, ou seja, com eles você compra tudo, inclusive itens de cura e usam pra upgrade das armas, tornando assim o jogo mais difícil no ponto de coleta porém mais acessível por causa da IA levemente menor, sendo assim compensada no número maior de inimigos.

Convenhamos, apesar da IA maior no PS3, no 360 dá mais trabalho de modo geral. Mas são desafios de formas diferentes.

Há também um outro fator, apesar das fases com Momiji, Ayane e Rachel serem legais, elas são uma levíssima quebra de ritmo do jogo, tal como da Rachel no Sigma 1, mas convenhamos elas tem mecânicas muito boas e tudo, desafio alto mas não fariam tanta diferença assim na campanha.

Porque você ta adaptado à um personagem, e de repente começa a apanhar por não ter total domínio do outro, querendo ou não, elas não fazem aqueeeeela diferença. São bons acréscimos pra mim que prefiro uma vida útil de um bom jogo maior, mas pra aqueles que simplesmente preferem uma campanha mais sólida sem desfocar tanto, pode ser um pé afundando as bolas pro centro do seu corpo.

Tais diferenças ajudam no jogador que tem as duas versões a comprar as duas ou escolher uma delas, e eu particularmente pretendo comprar a do Xbox 360 original, foda é achar. Mas a piratinha eu já garanti pelo menos.

Olha esse lindo sorriso. Sim, sorriso.

Um fator que mudou drasticamente foram as músicas. No original antes do Reboot as músicas tinham mais fator de ambientação do que música em si, o Sigma ganhou músicas novas e tão marcantes quanto Confrontation por exemplo. Apesar de não ser perfeita, ela é marcante e tem muito destaque por misturar de forma impecável rock, tecno e instrumentos japoneses causando drama e tensão nas horas dos combates com muitos inimigos ou chefes.

No 2, a coisa mudou um bocado, sendo um ar mais moderno, apesar de seguir a linha do Sigma 1, porém isso causou uma mudança absurda nos sons, ainda tem aquelas que mantém a tradição como A Renaissance, mas no geral mudou pra caralho e eu fiquei surpreso de como ficou diferente porém totalmente funcional. E um exemplo claro de música nova é a Standing Tall.

Um detalhe que muita gente reclamou, inclusive eu no Sigma 1 é a câmera. Convenhamos que quase todo hack'n'slash que tenha mais refinamento que os padrões casuais como God of War sofrem por câmeras horríveis.

Vejamos: Devil May Cry 3 e 4, Metal Gear Rising, Ninja Gaiden Black/Sigma e II/Sigma 2, e por aí vai.

Jogos com foco na mecânica e construção de combos de forma livre e equilibrada geralmente sofrem com a câmera porque elas tem de ser livres e não fixas, por isso a câmera de God of War funciona que é uma beleza. E antes que me xinguem, eu gosto de God of War.


Mas no II/Sigma 2 ao menos te deram o mínimo, um botão que centraliza a câmera tal como o Sigma/Black, que é o que me salvava, e colocaram o outro básico que é te dar a opção de manipular a velocidade do giro. Não venha com essa frescura de "ah eu não mexo em opções". Se você pode alterar a seu gosto, altere, a menos que a alteração não funcione, sua reclamação é só um choro. Tanto que eu achei a câmera do Sigma 2 e do Metal Gear Rising lentas, aumentei a velocidade e nunca mais elas foram problema.

Quanto ao gameplay, acreditam que ta melhor? Se você jogou o Black/Sigma e nunca teve contato com o II/Sigma 2 deve se perguntar se isso é possível. E eu digo: Sim!

Incrível como Itagaki conseguiu criar um sistema ainda melhor e mais direto que do primeiro jogo. Tem o mesmo número de armas, ou seja, 10. Porém elas são mais variadas. Porque por exemplo, antes tínhamos nunchaku e flail, elas não são idênticas mas o modo de bater com elas é bem próximo, então tiraram o nunchaku e colocaram coisas novas como garras,  foice e principalmente armas como a Kusari-Gama, uma arma que é uma lâmina de foice com uma corrente e uma pedra na outra ponta da corrente. É simplesmente MUITO foda ver Ryu batendo com ela.

Mas no geral, é o mesmo, mecânica refinada ao extremo, combos de difícil execução, porém apesar de tudo é um jogo altamente punitivo onde cada falha sua é refletida num belo golpe bem dado que pode gerar sua morte ou algo próximo disso.

Não, Ninja Gaiden não é um jogo injusto, eles te dão ferramentas até demais (se for considerar lógica) contra os inimigos, a diferença é que eles tem comportamento, eles analisam a sua estratégia e jamais saem por aí repetindo o mesmo erro. Exemplo claro: você enfrenta 5 inimigos, eles notaram que você ataca demais e mais esquiva do que defende, os próximos inimigos vão levar isso em conta. Por isso Ninja Gaiden é um constante aprendizado de como se jogar, repetir a mesma tática é um tremendo erro.


A jogatina é frenética mas exige timing, dedicação, defesa na hora certa, conta-ataques e por aí vai. O mais legal é que assim como no primeiro, cada chefe é um aprendizado de uma nova mecânica, seguindo os preceitos de jogos como DMC3 ou MGR.

Mas uma coisa mudou, Ninja Gaiden Black/Sigma tem mais clima de aventura, leve exploração, pra upar o life de Ryu é necessário juntar algumas esferas e com o tempo elas aumentam levemente a life bar, mas o II/Sigma 2 não, ele difere nesse ponto, sendo ainda mais linear e tendo menos exploração, ele é literalmente uma linha reta onde até mesmo os itens de ampliar a barra de life são adquiridos de forma simples, achou no baú, aumenta e pronto.

Se você apesar de tudo, prefere uma aventura, talvez goste mais do Sigma/Black mas se você joga hack'n'slash por mecânica e desafio, o II/Sigma 2 vai ser um prato cheio de lutas e derrotas pra você, é muito prazeroso entender como funciona a mecânica de cada chefe e usar isso à nosso favor.

Foi por conta da segunda opção que eu curti mais o Sigma 2 que o Sigma 1. Aventura é sempre bom mas em jogos com fundações básicas e centralizadas em mecânicas como hack'n'slash, quando mais tático e desafiador for, melhor. Porque independente dos poucos erros do jogo (tal como a câmera, curva de aprendizado bem complicada apesar de bem feita, e etc), ele acaba se saindo um jogo pouco melhor.

As batalhas com chefes no Sigma 1 são mais interessantes, porém o clima de aventura pesa bastante, cabe à você escolher qual prefere. Mas confesso, jogar NG Sigma 2 foi muito gratificante, mesmo com toda a censura imbecil que ele tem. Mesmo com todos os erros, mesmo com a mudança das músicas.


É um jogo refinado, afiado, pra verdadeiros fãs de hack'n'slash e da série (no caso, do reboot), mas entendam, preferir o Sigma 1 é compreensível, ele é tão bom quanto porém usando um outro tipo de essência, e a vantagem é que temos dois jogos parecidos na teoria mas totalmente diferentes na prática.

Seria uma pena se o Itagaki tivesse saído pouco antes da conclusão do segundo game e o terceiro caísse em mãos erradas.

Se Ninja Gaiden 3 é um horror? Sim. Ele é. Mas é assunto pra outro dia. Preciso de tempo pra digerir aquela merda, jogar o Razor's Edge e falar dos dois num só post.

Mas os dois primeiros são excelentes, confiem em mim. Selo Juninho chato de qualidade.

22 de março de 2015

Middle-Earth: Shadow of Mordor - Descendo O Cacete na Terra-Média



A oitava geração chegou e junto com ela o meu PC, resolvi pegar um brutamontes estilo Rambo
e dispensei a ideia de um novo console.

Qualquer dia eu explico os motivos pra isso. Mas enfim, junto com o PC novo veio um amigo pirateiro e bingo, testamos o jogo, rodava lindamente bem e muito bem otimizado (se eu jogar algo no PC tentarei ajudar nesse aspecto de otimização), mas enfim, vamos nós pra abordar mais um jogo do qual eu nem sequer sabia da existência até pouco tempo.

Tudo começou quando comprei a versão pirata do 360 e vi que tinha algo errado. O que seria?

Em resumo, o jogo não suporta a quantidade de informação e de 30 FPS o jogo cai pra uns 15 ou até menos do nada e o que acontece? Muitas cenas pulam, se a tela encher de inimigo (coisa fácil de acontecer) você não consegue contra-atacar, no PS3 há relatos do jogo literalmente travar o console ao simples sair do menu e por aí vai.

E você me pergunta: "Juninho, por que fizeram essa bosta de versão então?"

Minha resposta é:


Ao certo eu não sei mas é provavelmente pra te "forçar" a ver que precisa de um console novo. Uma tremenda covardia com o consumidor que paga caro no jogo em pré-venda. Não sei se atualizaram depois mas o que me irrita é que poderiam ter lançado uma versão com gráfico pior e mais estável na hora de jogar (coisa comum em jogos lançados em duas gerações) ou simplesmente não lançar a porra do jogo.

Mas agora vamos falar da parte boa, a ruim é tão ruim que sequer me motivei a tentar jogar principalmente com a ´versão boa em mãos.


Uma "história" pra lá de sem sal

Shadow of Mordor é pertencente ao universo de The Lord of the Rings ou Senhor dos Anéis se você for brazuca demais, e ele tem um potencial de enredo muito bom mas simplesmente não o usa totalmente.

Verdade seja dita, LOTR é bom mas não é nada original, a grande graça é o modo de como a história é contada através de longos filmes de 3 horas de duração mas não existe originalidade alguma ali, e no jogo dá pra sentir isso com muita clareza.

"Não se preocupe meu amor, o Juninho vai falar bem da gente"

Basicamente, temos Talion, personagem que no começo já está treinando seu filho pra ensinar o jogador o tutorial básico de como a porra toda funciona, mas logo de cara vemos a sua mulher e seu filho morrerem em sua frente e nosso protagonista morre.

Ou melhor "morre". Em suma, seu personagem fica amaldiçoado preso entre a realidade dos vivos e mortos com o espírito de um elfo, mas nada mais é do que uma desculpa pra ser um jogo de mundo aberto do qual nunca morremos definitivamente. Funciona bem, acreditem.

Porém, a curta campanha de 10 horas vai sendo contada durante a jogatina e simplesmente não empolga muito, se você já viu ou leu qualquer coisa medieval, dá pra chutar boa parte dos eventos que acontecerão e o pior é que eles acontecem da exata forma que você pensou. Com o decorrer, algumas coisas melhoram consideravelmente mas nada surpreendente e temos uma batalha final que dura SEGUNDOS (literalmente) com base em Quick Time Events (blergh) e digo mais.

Eu te benzo, eu te curo...

As reviravoltas não são surpreendentes, a gente olha e "ah... beleza". É como se o jogo fosse tão focado em sua brilhantíssima (e copiada) mecânica que a história simplesmente não acompanha o nível de fodeza de todo o resto do jogo. E ela sendo previsível torna tudo ainda pouco motivador nesse aspecto. Somente nesse. Porque independente da história que seria algo como uma coxinha fria sem catupiry, o jogo ainda é fantástico mas o motivo disso ta logo abaixo.

Só pra constar, sim, é de fato um meio de vender a marca Senhor dos Anéis junto com o filme do Hobbit, porém não é um caça-níquel.

Nada de novo, algumas cópias e originalidade

Sim,  não estou ficando louco. É isso mesmo que viu acima.

Bom, vamos por partes, como funciona o sistema? O jogo te dá uma árvore de evolução da qual você vai desbloqueando habilidades conforme as que você já tem ou as que a campanha apresenta pra você de graça (praticamente tutorais dentro do jogo com missões)  e com isso você escolhe como Talion vai evoluir, e com isso várias habilidades são apresentadas como explosão espectral, flecha com chamas, execuções, saltar sobre inimigos causando stun e por aí vai, a lista é imensa.

Vocês jogaram Batman Arkham Asylum ou City? Pois bem, quando batemos em um inimigo, estando cercado deles, basta apontar o direcional e usar o botão de bater, criar aquele chain combo, ou simplesmente apertar o botão na hora certa pra contra-atacar. Nesse ponto é literalmente idêntico! Totalmente idêntico eu diria.

"Passa negão, passa neguinha, quero ver você passar por debaixo da espadinha"

Porém usando armas como espadas e adagas, lembrando Assassin's Creed, com direito à ataques e finalizações usando furtividade e tudo mais que a série costuma oferecer. Porém dentro de um mundo aberto do qual andamos a pé (ou em caragors) no maior estilo sandbox de GTA e derivados. A mistura de tudo isso parece uma colagem mas aí que entra o ponto: o modo de como o jogo usa isso.

Ele não tem um período, tudo é usado simultaneamente de maneira sutil, apesar de notavelmente pegar partes mecânicas de outros jogos, ME:SoM usa tudo de uma maneira muito única, apresentando algumas pequenas novidades dentro de cada um desses pontos. Mas sem dúvidas a coisa mais assustadoramente funcional é a sua grande novidade, o seu trunfo, o seu Exódia: O NEMESIS SYSTEM!

Você provavelmente está se perguntando o que diabos é isso. É o sistema do qual vários orcs vivem em hierarquia, quando eles te vencem, eles também evoluem, mas eles não tem habilidades como o nosso personagem, então ele ganha cargos dentro do exército e fica mais forte, virando capitão, warchief e por aí vai.



E tudo até começa meio fácil demais PORÉM os novos orcs vão aparecendo, os berserks que não aceitam golpes diretos e precisam ser atordoados, os que usam lança, os arqueiros e por aí vai, essa variedade conforme aumenta e eles te matam (coisa que vai acontecer muito), eles simplesmente ganham um cargo maior e ver aquele tipo de orc que te encheu o saco ganhando uma promoção pra virar um capitão é super divertido pois aumenta o desafio do jogo com o passar do tempo, seja na variedade ou pelo fato de serem chefes. E mesmo sem perder pra eles, constantemente haverá duelos entre eles e eles vão subir de cargo sozinhos, nunca que o seu jogo ficará igual daquele seu amigo.

O problema é que serem chefes não os torna desafiadores como deveriam, eles só tem uma life bar 3x ou 4x maior que o normal, contudo eles ganham vantagens ou desvantagens, porém descobrir elas pode muitas vezes tirar a pouca graça que esses combates tem.

O único chefe que vi graça em enfrentar foi um na exata metade do game, não vai ser difícil saber de quem me refiro.

É mais divertido se aventurar em hordas de sei lá, 20 ou 30 orcs sozinho do que enfrentar um chefe. E em alguns casos, os Warchiefs vem com 2 capitães pra que aí sim, tenha algum desafio mas são partes pequenas, o desafio do jogo mora nas coisas mais simples, tipo fazer side-missions ou caçadas ou simplesmente sair por aí exterminando grupos inteiros de orcs. Se querem uma sugestão, invadam pequenas bases onde sempre tem um dos caras pra dar sinal de invasão e aí vem MUITOS orcs, são nesses pontos onde eu mais brincava com o sistema e ficava ali muuuiuto tempo simplesmente esquivando, batendo, contra-atacando e usando tudo que o sistema tinha a oferecer.


Até porque se não usar, a sua chance de apanhar é bem grande. O jogo vai te "forçar" a usar tudo, mas eu digo no contexto positivo, ele não tira a sua liberdade de usar o que bem entende mas haverão situações das quais a melhor ferramenta é o domínio de cada técnica adquirida.

Sem falar que ao vencer um capitão/warchief do jogo, você ganha habilidades extras pra equipar em sua adaga, arco e espada, e com side-quests adquire os pontos necessários pra abrir mais slots e usar no máximo 5 habilidades extras em cada uma de suas 3 armas.

Então, como deu pra ver, o jogo é fantástico e aborda vários elementos de gameplay num só, uma mistura de várias coisas simples usadas sem maiores complicações deixaram o jogo relativamente complexo de ser dominado pela variedade e principalmente pelas possibilidades que o próprio jogador pode moldar.

Outra bola fora do sistema em geral é que os orcs em alguns pontos tem a inteligência artificial muito baixa, por exemplo, quando usamos furtividade e execução com ela, a menos que o inimigo tenha literalmente levantado a arma, o jogo computa como se ele tivesse indefeso e com isso dá pra aproveitar desse tipo de falha em várias formas, mas acreditem, ainda assim o sistema brilha e brilha muito.

Aliás, é um jogo bem polido viu, quase não vi bugs mas o que eu vi, fiz questão de registrar. Um cara sem cabeça falar é simplesmente hilário.

Ambientação, músicas e um passeio em Mordor mais que gratificante

Mordor foi relatada de uma maneira simplesmente soberba.


Tudo remete à o que já tínhamos noção de acordo com os filmes e tudo está nos conformes, lugares de maneira abandonados, fogueiras espalhadas, um lugar sujo e com tom macabro e apesar de ser ridiculamente genérico eu gostei pra cacete de toda e completa ambientação de Mordor.

Andar por lá é se sentir lá, a músicas, o ambiente em si, causam uma boa imersão e uma excelente sensação de "estar lá" com facilidade tremenda.

As músicas também, seguindo o padrão épico dos filmes na medida certa pra não ser chato pra um jogo de ação, lógico que houve algumas alterações pra não ser literalmente músicas que seriam de filmes, são músicas de jogos e com bastante ação em alguns pontos. Eu simplesmente adorei a trilha do jogo.

Sim, a OST do jogo INTEIRA é muito boa, tire como base a música de menu. Não esquecendo que o jogo foi localizado em nosso idioma e legendaram o jogo quase muito bem (tem alguns erros bobos porém toleráveis) e uma dublagem muitíssimo boa. Mas tão boa que eu até assustei. Normalmente eu jogo em PT-BR se a dublagem for pelo menos aceitável mas não, ela não é aceitável, ela é simplesmente ótima.

Exceto por alguns Uruks/Orcs aqui e ali, a dublagem como um todo é tão boa e tão bem escolhida que até me assustei.


E bom, vocês me conhecem, sabem que não sou um alienado por gráficos mas não dá pra dizer que não está impressionante na versão PC, eu tive a chance de jogar no PS4 antes e vi pouco (sim, pouco) daquela famosa textura brilhante excessiva que vimos em milhões de jogos por aí na geração passada, mas ao jogar no PC tudo caiu e vi texturas bonitas, bem feitas e numa resolução muito alta à ponto de vermos os mínimos detalhes. Entre eles o mais surpreendente o da chuva, que em alguns casos bate na pedra e vimos claramente a água escorrendo, efeitos como de chamas e explosões e etc. Tudo absurdamente lindo!

Conseguiram fazer um trabalho tão surpreendente e nas cenas vimos muitos efeitos que mostram o detalhamento das texturas em vários ângulos e aspectos. Simplesmente embasbacante.

E olha que nem joguei no Ultra, tive azar da minha GTX760 não rodar ele no máximo à 60 FPS, eu preferi baixar pro High (PS4 e One tem texturas de nível médio se comparada à versão PC) e desfrutar de tudo que eu vi e é simplesmente de arrepiar.


Vale à pena decapitar tudo que se move na Terra-Média?

Sim, vale muito. Vale pra caralho. Um jogo lindíssimo, rico de detalhes nos cenários e com um puta sistema, apesar da campanha relativamente curta e sem nenhum tipo de empolgação no seus momentos finais, vale sem pensar duas vezes.

Apesar da falta daquele clímax empolgante, a história em si já não tava me empolgando mesmo e quando ela começou a me encher o saco, ela foi lá e acabou.

Que Sauron seja louvado por isso.


E não posso me esquecer da batalha final totalmente sem graça que dura segundos. Sério, o que foi aquilo?

Mas ainda vale MUITO à pena porque o jogo tem uma tonelada de conteúdo extra, dois mapas medianos porém entupidos de informações sobre aquele mundo encontrada em artefatos, um puta sistema que você pode pegar tudo pra se divertir ainda mais com as possibilidades, o sistema Nemesis que é brilhante, as runas equipáveis nas armas e principalmente por ser um jogo que somando tudo dura mais de 50 horas de duração e isso sem necessidade de nenhum DLC, e numa geração onde pegar tudo não dura 20 pra 30 horas, isso é quase um milagre. E principalmente lembrando que apesar do sistema ser repetitivo, eles conseguiram criar toda uma estrutura pra que a diversão do jogo passe por cima desse fator usando todas as suas gigantes possibilidades.

É um jogo incrível, óbvio que não perfeito, mas altamente recomendado pra você que tem um PC, PS4 ou Xbox One. É um jogo caprichadíssimo na geração atual que infelizmente sofreu pra caralho na versão "antiga" ao ponto de ser quase injogável, nesse caso eu recomendo que você gaste seu dinheiro com outra coisa, mas se puder jogar na nova geração, vale praticamente qualquer preço.

Decapitar inimigos é boa parte da graça.

Se não tiver acesso à nova, fique na antiga e vá jogar Batman Arkham Asylum ou City que é quase a mesma coisa.

Falando em Arkham City, eu ainda não o joguei. Droga, que sacrilégio. Preciso corrigir isso.

9 de fevereiro de 2015

Castelinho da Vânia - Senhor das Sombrinhas 2


Ok, vamos por partes. Se você acompanha esse blog, provavelmente viu riu desse post.

Graças à pirataria, eu tive acesso à alguns jogos dos quais não tinha e ainda não tenho coragem de pagar caro.

Assim foi com o Lords of Shadow, pra quem não sabe, eu ia comprar, mas um amigo me impediu chegando ao extremo de tomar de mim meu cartão de crédito alegando que não me deixaria comprar essa bosta, o tempo passou, eu joguei e hoje em dia agradeço por ter poupado meu suado dinheiro com essa abominação.

Valeu Phillipe, beijo do gordo!

Depois de um tempo, assim zerado o LoS1, eu ia na internet e sempre diziam:

"Nossa, se odiou o 1, você vai odiar o 2 ainda mais."

Confesso, eu fiquei meio... Impressionado. Podia o 2 ser tão pior que o 1 assim? Aí eu vi alguns vídeos e de cara notei que os monstros sofriam impacto, ao contrário do 1, a câmera livre parecia melhor que a fixa do primeiro e as coisas começaram a se confrontar.

Basicamente igualzinho com DmC, que é um jogo mediano mas os fãs tem uma birra além da conta com ele e até dizem que o DMC2 é melhor que ele. E isso não é muito possível.

Com Lords of Shadow 2 é a mesma coisa. O 1 é tão ruim, que nada que eu via do 2 me fazia acreditar nisso. Então após terminar Metal Gear Solid 3, eu decidi jogar Lords of Shadow 2 e ver de vez o que é que tava de tão errado com o game, afinal as notas eram menores que do 1 tanto pelos fãs quanto pela crítica.

O motivo principal era o stealth do jogo. Alegando que ele era uma merda que estragava toda a experiência. Ao menos foi o motivo que eu vi com maior frequência. Então... Ok, vamos ver o que temos nesse jogo.

Iniciando com a parte que me faz vomitar sangue:


Deu pra rir? Isso é cena do jogo, vá se acostumando.

Começando com uma "história" absurdamente medíocre, e que se leva MUITO a sério. Falando francamente, Castlevania nunca se levava a sério, eram poucos os diálogos e dava pra ver honestidade nos jogos que se focavam em mecânicas, fator replay e músicas com o poder de te fazer cantar os "nã na nã" junto com elas. Apesar de se levar menos a sério que o primeiro Lords of Shadow, o 2 rermete à mesma coisa. É extremamente genérico e previsível.

Drácula está preso ao castelo, quer se libertar, é contado que durante todos os anos de intervalo do 1 pro 2, ele foi confrontado por seu filho Trevor, que morreu em suas mãos e Gabriel Kratos Drácula Belmont tentou salvá-lo desse destino de morte por ser seu filho. Achando que tudo tinha dado errado, mas na verdade deu certo e Trevor agora tinha poderes vampirescos, um cabelo branco, pele pálida e roupa preta.

Com todo esse poder, ele decidiu que mudaria seu nome pra Alucard, aquele que representa o oposto ao seu pai (por isso o nome é Drácula invertido) e que ele seria a bonança pro mundo que combate tudo que há de maligno.

Sim... ISSO é o Alucard.

Depois que eu parei de rir dessa parte, eles me vem com outra ainda mais engraçada. Alegando que o filho de Gabriel era um filho que a esposa dele (morta por ele) mantinha em segredo, e nem contam como isso acontece direito mas quem se importa? Depois de tudo isso, a mulher do Trevor, também tinha um filho em segredo que é Simon.

Mas o Gabriel Drácula Kratos Belmont tava putão bolado das linguiça e queimou várias vilas inteiras. Dentre elas estava a mãe de Simon, e com o pai mortos (na verdade morreu enquanto tava vivo e agora que ele vive porém morto como vampiro... ok) e a mãe batendo as botas, ele foi acolhido e treinado por um povo tribal que ninguém se importa com o nome, porque no final de tudo ele bate com chicote de novo.

Assim, o tempo passou e pai e filho se unem contra seu avô. Eles montaram uma dupla sertaneja chamada "Filhos Ocultos" e desceram a lenha no avô malvadinho.

Usando seus poderes de dupla sertaneja, eles conseguiram distrair o mais novo e sem graça Drácula e com isso Alucard deu um Full Nelson nele, e Simon enfiou-lhe uma estaca.

Como assim, você NÃO SABE o que é um Full Nelson? Vá googlear seu mandrião e depois volte pra leitura.

Agora que você sabe o que é um Full Nelson e o pouco enredo do Mirror of Fate, que é o interlúdio entre o 1 e 2. Ou seja, se começou o 2 você tomou todos os spoilers da "história" do MoF.

Devidamente explicado e spoilado, vamos prosseguir.

O tempo passou e o CAPETA QUER VOLTAR depois da sua derrota pro Drácula, ele teme que seria vencido por Gabriel de novo. Mas pensa comigo, o Capiroto desse jogo é um fracassado. Ele como entidade maligna DO MAU perdeu pra um cara normal que mesmo transformado em vampiro perdeu pra um meio vampiro e um humano normal.

Que capeta fracote... Enfim, ele quer voltar, anos depois da sua queda e mesmo com data marcada, Zobek descobre de algum modo e avisa Drácul, o dragão. Como assim se intitula.

Na verdade ele é um fracote bem bombado, olha isso:



Alguém tomou muito whey e comeu muita batata doce enquanto ficava esses mil anos no inferno puxando supino. Pra continuar sendo um fracote, mesmo que em outro contexto.

Só faltou algo como:


E assim o "enredo" do jogo prossegue em ritmos tão bobos que me fizeram gargalhar à ponto de quase ter um AVC. O bom do "enredo" desse jogo, que apesar de a beira do medíocre, ele não tenta te fazer acreditar à todo custo que é um Castlevania, exceto pelos nomes dos personagens e referências meia boca em quase todos os casos. Mas a verdade é que LoS2 é uma proposta inteiramente nova e mesmo medíocre, dessa vez me fez rir ao invés de me fazer dormir como no primeiro jogo.

Por que ninguém merece um guerreiro de deus se levando a sério igual no primeiro jogo. Ninguém mesmo.

Mas LoS2 tem suas peculiaridades como por exemplo os pseudo-dramasos diálogos MUITO bobos como:

"Eu sempre serei uma pedra no sapato de Deus"

Caralho, como eu ri. Eu ri tanto que não acreditei que tava lendo isso. Sem falar na patética morte do Victor Belmont, que é o sacrifício mais inútil que eu já vi num videogame. Ou um dos mais pelo menos. Mas ao menos não querem me forçar a acreditar que é um "Castlevania clássico reformulado".

Agora, você provavelmente não entendeu quando eu disse "forçar à acreditar" né?

No 1, tínhamos o que? Um personagem humano comum, de chicotinho, que estava em uma época feudal ou que se parece como uma, sei lá, com as mesmas situações que um Belmont dos jogos antigos estaria, porém com gameplay meia boca e tantos outros problemas que já citei no post que deixei link no começo da postagem.

No 2 não, temos uma proposta inteiramente nova, mecânicas novas, e uma tentativa absurdamente nova de te dar algo novo, uma vez que é um reboot, deveriam ter feito isso desde o começo. Vou falar francamente, copiar mal copiado igual no primeiro jogo é vergonhoso. O segundo ao menos tenta de certa forma criar algo, te apresentando uma ideia nova sem te forçar a barra pra acreditar que aquilo é de fato um Castlevania clássico reformulado.


Apesar das partes do Castelo meio forçadas mas você pode relevar como eu, afinal, são bem poucas.

Então, vamos à melhor parte de um Castlevania. As mecânicas.

Isso não inclui Lords of Shadow 1 ou Simon's Quest. Ok?

Aqui, logo no começo do jogo eles corrigiram dois dos maiores problemas. O primeiro, os monstros sofrem impacto. UAU! Colocaram o básico de todo hack'n'slash no game, e pode até parecer zuação mas em vista do primeiro, eu fiquei foi surpreso. O segundo é o fato de não haver repetição visual, no 1 era um chicote com e a variação eram duas cores. Num jogo chato... Aí fode né. Mas no 2 não, agora Drácul usa chicote de sangue (ui), a Void Sword e a Flame of Chaos, a espada do vazio tem a mesma função da magia Holy do 1, ou seja, sugar energia, e a Flame of Chaos tem a mesma da magia Shadow, ou seja, aumentar o dano.

Porém, contudo, todavia... Essas armas ganharam muito mais utilidade, a espada congela partes com água pra serem escaladas, as chamas agora projetam energia pra quebrar pequenos obstáculos dentro das fases e isso é tudo associado ao gameplay no desenrolar do jogo de forma geral. Vai ter muito o que ser feito nesse ponto. O  que atrapalha de leve é a falta de intuitividade no level design do jogo.

Também deixaram a câmera livre e ela não te deixa sem visão do ambiente, o fato de ser livre melhora, mas os ângulos que mostram são MUITO melhores e agora ao menos não atrapalham, exceto por um ou dois momentos, a câmera se ajuda de forma decente nos momentos certos, aproximando ou distanciando o ângulo do combate sem exageros. 


As escaladas no 1 eram quase inúteis, e mal fingiam quebrar o ritmo da progressão mas não, era só uma chatice mascarando tal linearidade. No 2 eles tentaram mais, botaram um cenário aberto ao invés de uma linha reta e pra ter acesso tem de fazer várias coisas e isso inclui escalar, mas como eu citei acima tem mais coisas, como uso das armas, virar névoa, escaladas e etc. Nesse ponto, houve um esforço muito maior. E eu acho válido porque funciona. Mas a falta de intuitividade no level design é triste de chata em alguns pontos.

Vale citar que o 2 também é linear, porém num cenário aberto onde vamos abrindo algumas partes aos poucos. Mas eu prefiro uma linearidade assim do que só andar pra frente como Final Fantasy XIII ou o primeiro Lords of Shadow.

E removeram os "puzzles" do jogo. No 1 era ofensivo como você mal arrastava um pilar e ganhava um PUZZLE SOLVED na sua cara. Porra, vai pra merda né? No 2 trocaram tudo isso por coisas como as que eu citei acima. E isso melhorou 100% na progressão, além do cenário aberto que permite maior "exploração".

Também tiraram as partes de montaria. Porque como eu disse no post anterior - ninguém liga pra isso, é só chato. Não tem a menor graça ou qualquer destaque. Era só mais uma forma de mascarar a linearidade e o progresso morno do jogo.

Mas ao menos voltaram com o backtracking dos metroidvania. Ou seja, você vai num lugar, acessa ele mas vai ter parte X ou Y que não pode ser acessada, mas não são fases em linha reta como no lixo do primeiro Lords of Shadow e sim um mapa aberto do qual você pode ir e voltar por sua livre e espontânea vontade. Não vai ter uma seta apontando e sim um mapa, mostrando onde e o que deve ser feito. Pode parecer estranho mas acreditem em mim, é muito melhor assim. Eu prefiro me perder num lugar aberto do que me entediar numa linha reta. Poucos os jogos lineares tem o poder de prender o jogador de vez, porque pro jogo linear ser bom, ele tem que ter muito destaque e fazer uso de tudo que pode a seu favor pra tudo aquilo não cansar.


Acreditem, é bem mais divertido agora, principalmente levando em conta o quanto o combate melhorou. E agora sem excessivos Quick Time Events.

Basicamente, o que antes era uma cópia mal feita de God of War, agora é um filho recém nascido e bastardo de Devil May Cry. Bom, pode não parecer, mas os inimigos melhoraram muito na hora de serem combatidos, eles não mais tem 1 ou 2 ataques e ficam levando porrada sem você saber se pode ou não ser atingido no meio do combo de graça, agora eles tem vários ataques e normalmente tem 1 ou 2 indefensáveis. Mas ao usá-los, eles "piscam" de vermelho, te avisando que aquele golpe não pode ser defendido, os outros golpes podem ser facilmente cortados dando golpes muito fortes ou batendo com muita intensidade quebrando a defesa deles.

Tá vendo? Agora o sistema é um Devil May Cry simplificado, qualquer coisa que tenha um combate de DMC é no mínimo aceitável. E isso é refletido ainda mais nas batalhas com os chefes. Eles não são o "bate e esquiva" do 1, muito pelo contrário, as batalhas tem muito a serem feito dentro delas. Existem batalhas padrão? Sim. Mas a maioria é muito boa, como por exemplo a luta contra Carmilla ou Gorgon Sisters.

Essas batalhas não são somente "bater" como eu disse, tem de escalar, quebrar algo, quebrar o mero ritmo comum e se adentrar dentro das mecânicas, e com isso as batalhas ganharam um novo nível de diversão. Mesmo as padrões por conta da mecânica ter melhorado, acaba por serem muito mais gratificantes e proveitosas.

Com isso tudo, o desafio do jogo poderia ser pouco maior mas acaba por ser menor, e é muito mais fácil que o primeiro jogo. Mas vamos falar a verdade, melhor um jogo fácil pelos motivos certos do que difícil pelos motivos errados.

Eu não sou Dante mas te jogo pra cima e te desço o combo

Por exemplo, agora não há tantos QTE como no anterior, ainda bem! Antes era QTE até pra peidar, no 2 além de ter no mínimo 70% a menos e você ainda pode desligar os mais chatos como os de sugar sangue dos inimigos ou mesmo pra abrir portas. E melhor ainda, você pode desligar os que eu acabei de citar diminuindo no mínimo uns 85%. Mesmo as batalhas com chefes, quando você venceu a luta a cena final na grande maioria dos casos não é mais baseada num Quick Time Event. Felizmente!!! Alguém fez mesmo o dever de casa. Eles souberam separar a parte de jogar com a parte de assistir e não é mais aquela chatice do primeiro jogo onde cada respirada do Gabriel necessitava de um QTE.

Outras reclamações vieram até mim, uma delas é a parte de virar rato. Olha, não sei se sabem, mas na mitologia Drácula vira animais de várias formas, e não somente morcegos, e essas partes de ratinho funciona legal, é até divertido por quebrar o ritmo da matança no game. Apesar de que agora sair matando geral dá gosto, porque funciona.

Mas apesar de tirarem as partes de montaria eles colocaram algo ainda pior. A única reclamação que eu tenho forte mesmo é da parte do Stealth. Sério, não é colocar isso que me incomoda. O que eu achei chato é o seguinte, você tem de passar sem ser visto. Certo? Mas só existe UM MEIO de fazer isso. Somente UM MEIO! E esse meio é totalmente específico. Como possuir um corpo ou distrair o soldado com morcegos e passar naquela parte específica. Mas o problema é que não existe variedade. Você não pode alternar pra um outro método. Somente AQUELE método DAQUELA situação funciona e não existe nada desse mundo que te permita usar uma outra alternativa mesmo que ela seja mil vezes mais difícil e mesmo que funcione em teoria. Ou seja, é chato e pra caralho!

Mas são poucas essas partes, e tem até algumas funcionais. No primeiro embate contra a Carmilla, pouco antes do pau quebrar tem uma parte de stealth com ação e que funciona muito bem e tem uma do trem que é meia boca mas não chega a ser monótona como as partes "cruas" de stealth do game. Então, isso é de fato um ponto bem negativo.

Possuir monstros pra passar algumas partes... Não é uma ideia ruim mas é chaaaaaaaaaato...

E a trilha sonora continua da mesma forma, não é ruim, mas não é marcante, apenas genérica e encaixaria melhor num filme de tom épico. No 1 era sem graça e no 2 continua sem graça em boa parte do tempo, porém ao menos nas partes com mais pancadaria, não fica tocando uma música que remeta ao sono, pelo contrário, acaba sendo uma música totalmente padrão e não cansa porque você simplesmente vai ver que ela ta ali e não vai te afetar em nada.

É, Oscar Araujo, você não consegue acertar o ponto de Castlevania e as suas "novidades" definitivamente não me surpreendem. 

Conclusão: Lords of Shadow 2 é um jogo mediano, muitíssimo mais esforçado que o porco primeiro jogo, um plot twist risível no final à ponto de causar infarto por gargalhadas, e uma mecânica tão boa que nem parece ter sido feito pela mesma galera do primeiro jogo.

Se parar pra pensar, ele é exatamente como DmC em alguns pontos. Ou seja, se leva a sério demais sem espaço pra isso e tem pequenos defeitos que pesam na jogatina geral e que impedem de serem jogos melhores. Incrível como esses jogos são ridiculamente parecidos olhando por esse ângulo.

E digo mais, o primeiro Lords of Shadow era um button masher demoníaco (que irônico pra um jogo tão cristanóide) e boa parte do game a gente mais assistia do que jogava, então como o 2 melhorou isso, o povo criticou a parte do stealth como se fossem piores que todos os defeitos do 1.


Não, definitivamente não. O 1 é ruim e o 2 é mediano, minimamente esforçado mas só esforço não gera qualidade, aqui eles conseguiram ao menos transformar o que era um verdadeiro triturador de botões num jogo propriamente dito. Com exploração, bom combate num cenário open world. Que só peca por novamente levar a sério demais a história à pontos exorbitantemente engraçados, mesmo que não tão ridículos quanto o primeiro. Talvez uma proposta mais descompromissada seguindo esses mesmos passos corrigindo a falta de intuitividade no level design e removendo ou melhorando as partes de stealth permitam um futuro jogo promissor, porque muita coisa do 2 pode ser aproveitada, principalmente as batalhas com chefes.

Mas se teremos um próximo bom jogo, isso só o tempo dirá, afinal, anunciaram que vai sair um Lords of Shadow 3 pra next-gen.Mas ninguém sabe se vai sair ou não por conta de treta da Konami com a Mercury Steam.

E só pra constar, o final é TÃO ruim e tão retardado, que chega a ser bom de tão engraçado, incrível como algo tão pretensioso pode ser tão medonhamente cômico.

Aliás, fechando o post, o único easter egg decente é referente ao Curse of Darkness, vamos ver se você é capaz de desvendá-lo e me dizer com um sorriso na cara o quanto gostou.

19 de novembro de 2014

Metal Gear Rising: Revengeance - O Jogo do Ódio Gratuito



Sabe um jogo bom? Tipo... Muito bom MESMO? Que beira o fantástico em sua execução e que geral odeia com toda força possível e imaginável?

Não, não estou falando de nenhum Final Fantasy e se for o VIII e o XIII merecem todo ódio possível mesmo.

Metal Gear é uma franquia fantástica, joguei somente o primeiro jogo e foi suficiente pra comprar todo o resto da franquia, porém...

...eu descobri que gosto de hack'n'slashes desde que sejam mais refinados tais como Ninja Gaiden, Devil May Cry 3 e 4 e consequentemente Metal Gear Rising. Depois de saber que os spoilers seriam praticamente mínimos, eu cocei de vontade de jogar, aí vi as DLC's do Sam e do Wolf de graça e baixei, e minha vontade ficou ainda maior. Aí eu vou lá e termino aquela abominação chamada Final Fantasy XIII e eu precisava jogar algo mais simples, focado em gameplay, que fosse refinado e eu não tolerei, mandei a ordem de Metal Gear Solid pro quinto dos infernos e fui jogar o Rising independente do quanto de spoilers eu poderia tomar.

Por sorte, são poucos, quase nada eu diria. Porque a história basicamente conta o rumo que Raiden tomou depois do 4. Geral diz que a conclusão é perfeita e por sorte o jogo não aborda ela de forma clara, fica tão vago porque eles preferiram focar inteiramente NESSE jogo que eu achei ótimo, porque isso é uma forma inteligente de pegar novos fãs pra franquia e dar aquela sensação "porra, que massa, vou ver se jogo os antigos agora" quanto pros novos porque fica focado na história o suficiente sem te dar elementos dos quais você já conhece e vão direto ao fluxo essencial que uma narrativa decente deve ter.


Ouviu Toriyama, um hack'n'slash tem um enredo simples e melhor que seu RPG de bosta.

A história é basicamente grupos querendo fazer a guerra voltar porque isso em um contexto atual seria a verdadeira natureza do ser humano, a natureza do conflito, existe um pouco mais por trás disso, existe um conceito pelo qual Raiden precisa amadurecer, e outros do próprio enredo envolvendo personagens como Sam ou mesmo a razão REAL voltar a existir na mente do último chefe. Que por sinal tem um diálogo ótimo e até inteligente com o Raiden.

Confesso, o enredo é simples, não tem metade das reviravoltas que o 1 tem e muito menos os outros títulos da franquia pelo que dizem, mas Rising é um spin-off e mesmo que não seja ele não faz diferença porque o 4 é o final da franquia, não joguei mas pelo que todos constam ele sim é um desfecho mas o Rising se torna inútil de certa forma em termos práticos de história, então ao meu ver um enredo simples pós-MGS4 usado de maneira coesa e bem feita, funciona muito bem. Mas o foco de jogos hack'n'slash é enredo desde quando? Só o fato de não ser uma briga de irmãos demônio ou um cara estereotipado metido a macho matando deuses porque sim já tá de ótimo tamanho pra mim.

Exceto por Darksiders, não me lembro de nenhum outro jogo do gênero tendo um enredo minimamente bem construído à ponto de atrair jogadores de fora do gênero pra jogar por história, coisa que eu vi com o Rising, e até alguns que foram pro MGS graças à ele.

Mas... Qual é o verdadeiro foco de todo hack'n'slash? O gameplay! Qual é o verdadeiro propósito de se jogar um jogo do gênero? Fatiar!

Então... Risinig pega justamente isso, imagina um jogo onde você pode despedaçar o cenário em mil partes, jogar com um personagem tipicamente frio e cruel que desmembra inimigos com o maior gosto possível e tudo isso com um gráfico assustadoramente lindo, mas lindo à pontos assustadores MESMO. Que venham as pedras, mas achei o gráfico melhor que The Last of Us, porém obviamente menos detalhado (porque nada do PS3 é mais detalhado que TLOU principalmente em termos de expressão facial) mas ainda assim impressionante ao extremo, por vários e vários motivos, como por exemplo as CG's, cenas de luta, QTE com chefes e por aí vai.

Uma das partes BREVEMENTE exageradas de MGR: Revengeance

O gameplay é simplesmente a grande e mais importante cereja do bolo, e digo mais, lembra o quanto eu disse que Ninja Gaiden é refinado? Metal Gear Rising chega perto, bem perto eu diria, mas não é tão complexo e variado em termos de combate, mas o simples fato de chegar perto é muito e até me impressionou.

Há várias coisas no combate, inicialmente o combate básico começa com a Katana de Raiden, depois pegamos a lança de Mistral, os sais de Monsoon e  o "machete" (ou seja lá o que for aquilo) do Sundowner e uma outra arma que é bem óbvia de tão na cara que é, mas seria um spoiler mais do que óbvio também.

Além do básico de sair andando, cortando e fatiando como um bom açougueiro de plantão, tem também o modo Estripador, do qual você corta os inimigos mais facilmente, uma coisa que normalmente só se faria com o modo katana no máximo já tendo atingido parcialmente o inimigo, além do mais, o combate é ótimo e tão refinado pra alguns mais preguiçosos é visto como trabalhoso ou burocrático e dos melhores que eu já vi de longe.

Eu por exemplo gosto de God of War por causa da temática e da mitologia grega mas é um jogo mediano na prática porque o gameplay é resumidamente um button smasher do quadrado do caralho, em Rising isso não acontece. Aqui o grande diferencial é o parry.


Quando um inimigo te ataca, você pode sair do ataque correndo um risco gigante de tomar ou pode usar a melhor ferramenta do jogo, que é justamente o Parry, ele vai te salvar de muita coisa o jogo inteiro e os combates com chefes são totalmente focados nisso e acaba sendo aquela "briga de foice" do qual você defende, e ataca, aí o chefe também defende e contra-ataca e por aí vai. As batalhas com chefes são MUITÍSSIMO emocionantes mesmo, vocês nem imaginam como fiquei em todas elas.

Os combates são inteligentes, estratégicos e muito rápidos, há muito do que ser feito e Rising ainda por cima é dos poucos, bem poucos jogos MESMO que sabe fazer bom uso de Quick Time Events, lembra que eu falei do Vanquish? Que era um shooter com pouco QTE e os poucos que tem são muito do foda. Rising bebeu da mesma água, tem muitos QTE's que funcionam exatamente na proposta do jogo, de segurar a espada, espancar algo e etc, mas fiquem tranquilos, não chega a nada perto da primeira versão de Ninja Gaiden 3 (do reboot da série) ou de esmaga botões como God of War e derivados.

De quebra, tem o sistema de absorção de energia dos inimigos que bizarramente é bem explicado dentro da história do jogo, geralmente esses elementos de gameplay são ridiculamente mal explicados e quando são e alguns casos tentam usar a "história" como base e só dá aquilo que chamamos de shitstorm. Mas nesse caso funcionou porque condiz com o universo de Metal Gear e nos mostra que Kojima fez o dever de casa.

Ai que fome.

Agora, quando a gente começa a espancar os chefes. Aí dá gosto vencer porque você quase sempre os finaliza com um dos melhores e mais importantes pontos desse jogo: você pega e FATIA os caras em vários pedaços.

Provavelmente inspirado nisso aqui:


Platinum Games provavelmente tem algum cabeçudo que adora Dragon Ball Z e que gosta MUITO mesmo do Trunks. Quase inegável.

Mas falando sério, a Platinum só tem jogo foda, quando anunciaram muita gente já ficou feliz logo de cara, porque eles fizeram Madworld do Wii (um dos meus próximos que jogarei, inclusive), Bayonetta e o meu amado Vanquish. Platinum é uma equipe de pessoas pequena e independente, que faz jogos excelentes, a Kojima Productions bem tentou fazer mas não conseguiram, o foco deles é outro tipo de jogo, então eles pediram a Platinum pra fazer e simplesmente escreveram o enredo, diálogo e representação visual dos personagens. Ou seja, tudo fora da parte mecânica de gameplay tem dedo do Kojima.

E tudo do jogo funciona tão maravilhosamente bem, que até as músicas de batalha são quase sempre cantadas, principalmente nos chefes e o mais absurdo... É que funciona muito bem. Não é aquela coisa chata de ouvir.

"Como assim não gostou das músicas?  Então é hora do Jack fatiar à vontade"

Funciona tão mas tão bem, que até assusta, porque você ta lá, ouvindo aquele som foda durante a pancadaria (ou "espadaria", vai saber) e de repente aparece um QTE pra dar aquela finalizada gostosa no inimigo e durante a metralhação de botões... "AND THEY RUN WHEN THE SUN COMES UP, WITH THEIR LIVES ON THE LIIIINE... ALIIIIIIIIVE"

E eu:

"Mas como assim caralhos? Que raio de música cantada foda do capeta é essa?"

Sério, eu reagi exatamente assim, eu tomei muito susto e um susto deveras positivo sobre isso. E mal era o primeiro chefe, porra. E ainda pensei que não viria músicas melhores mas tem sim.

The Stains of Time, Red Sun, Collective Consiousness, The Only Thing I Know For Real e principalmente It Has to Be This Way são simplesmente estrondosas, músicas fortes, com refrões marcantes, usados de maneira certa, na hora certa.

Uma delícia (Jailson approves) por exemplo fatiar um inimigo ao som do refrão da música tema dele. E o melhor de tudo que as letras do jogo tem a ver com aquela batalha com aquele personagem e não é uma coisa aleatória do tipo enfrentar um cara maluco com uma música falando de falta de chuva no nordeste. As músicas são assustadoramente coerentes com aquela situação e personagem.


É um jogo 10/10 apesar de dois pequenos problemas.

O primeiro é o fato de ser excessivamente curto, em torno de NO MÁXIMO 6 horas você pode muito bem finalizar o jogo pegando bastante coisa, comprando bastante upgrades (que são de extrema importância) ou achando os amplificadores de energia de Raiden. Mas isso é recompensado da seguinte forma: Raiden assim como qualquer Devil May Cry continua com todos os upgrades que tinha pra começar  o jogo numa dificuldade mais alta tunado até o limite. Confesso que o Hard fica consideravelmente fácil com os upgrades mas ele é mais um reforço pra você jogar o Very Hard e principalmente a dificuldade Revengeance, que carrega o nome do jogo.

O problema maior acabou por ser a câmera, que pra variar entrou na maldição dos hack'n'slashes fodas terem câmera de merda. Olha bem: Ninja Gaiden 1 e 2 do reboot, DMC3 e 4 e apesar de não ter jogado muita gente também xinga a câmera do Bayonetta, mostrando que todo hack'n'slash decente sofre da maldição da câmera, que é sempre lerda, retardada e acaba deixando você num ângulo totalmente desfavorável.

Diferente DmC: Devil May Cry, God of War de uma meia dúzia de hack mediano com câmera muito da boa, esse aqui novamente caiu no estigma do jogo bom com câmera de bosta.

Confesso que consegui me acostumar e adaptar e ainda aumentei a sensibilidade dela no menu pra dar uma aliviada na tensão que ela causa, mas ainda assim não a torna boa nem aceitável, ela é uma merda e deve ser vista e tratada como tal, eu consegui me virar mas entendo quem não conseguiu.

Pros jogadores do jogo que foram honestos o suficiente pra jogar original, vale o aviso das DLC's de Jetstream Sam e do Blade Wolf serem disponíveis na Live e na PSN de graça e tem algumas armaduras do Raiden pra serem compradas incluindo uma skin do Cyborg Ninja que ainda de quebra vem com uma espada bem filhadaputamente roubada e já inclusas na versão PC num preço obviamente menor.


Se querem saber, gostei das duas, são MUITO boas e aumentam ainda mais a breve longevidade do jogo de 6 pra 9 horas numa primeira zerada. Mas tenha noção de que são difíceis, trabalhosas e vão exigir TODO o conhecimento das mecânicas do jogo na hora dos combates de chefes porque vai ter que saber usar parry, esquiva, ataque defensiva e tudo mais. Principalmente na de Sam.

Fechando o post, eu digo claramente, meu hack'n'slash favorito ainda provavelmente é Ninja Gaiden Sigma até então, mas o fato é que Metal Gear Rising é mais completo, o fator replay é maior (do NG também, só que como a dificuldade é altíssima, é natural dar um tempo), a história não é "aceitável" ou "ruim mas da pra ignorar" e sim EXCELENTE, a narrativa, diálogos e eventos de Rising surpreendem em toda sua simplicidade mostrando que pra uma história ser boa ela não precisa ser complexa ou longa e de quebra se não conhece Metal Gear Solid, você pode muito bem se convencer a dar uma chance pra série com esse jogo. E como se não bastasse os vilões tem boas motivações, os diálogos finais são muito do foda e tem uma trilha sonora soberbamente marcante.

É Jack, suas piadas são ruins mesmo.

Eu juro que não entendo quem odeia o jogo, os motivos que vejo são "ah é o Raiden" ou "é uma história simples demais pra Metal Gear" mas é um hack'n'slash meu povo, não tem que focar nessas coisas, e ainda acho que esses motivos são pequenos demais pro alvoroço que o ódio desse jogo se tornou, ao ponto de menos de um ano de lançamento ele ser achado original a menos de 50 reais, em alguns casos até 20 ou 30. Dá até pra pensar que esse jogo é um abordo mal cozido sendo que ele é ótimo, e até mesmo tem partes de stealth totalmente opcionais como referência à série e isso porque você pode fazer ou simplesmente ignorar e descer a espada em tudo que se move.

Ele é mais um dos casos onde a crítica gamer entendeu o recado e curtiu MUITO o jogo dando notas altíssimas enquanto os fãs preferiram se fazer de revoltados dizendo que é uma merda porque não é um jogo de espionagem com o Snake. Será que se fosse um jogo de sair fatiando geral com o Snake seria bom?

Por sorte, a ideia original do jogo de mostrar o processo de transformação de Raiden em ciborgue ainda vive (afina ela foi cancelada pra ser algo pós-MGS4) e existe a possibilidade de Kojima ajudar na produção de uma continuação, então o que resta às 49 pessoas que gostaram do jogo (incluindo eu) esperar pra que essa continuação realmente venha e nos dê um novo jogo da série com ainda mais qualidades que esse.

Querem mais um motivo pra jogar Rising? É de longe o melhor hack'n'slash de 2013 e uma imagem vale mais que mil palavras:

 Viu. Eu não disse?