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22 de março de 2015

Middle-Earth: Shadow of Mordor - Descendo O Cacete na Terra-Média



A oitava geração chegou e junto com ela o meu PC, resolvi pegar um brutamontes estilo Rambo
e dispensei a ideia de um novo console.

Qualquer dia eu explico os motivos pra isso. Mas enfim, junto com o PC novo veio um amigo pirateiro e bingo, testamos o jogo, rodava lindamente bem e muito bem otimizado (se eu jogar algo no PC tentarei ajudar nesse aspecto de otimização), mas enfim, vamos nós pra abordar mais um jogo do qual eu nem sequer sabia da existência até pouco tempo.

Tudo começou quando comprei a versão pirata do 360 e vi que tinha algo errado. O que seria?

Em resumo, o jogo não suporta a quantidade de informação e de 30 FPS o jogo cai pra uns 15 ou até menos do nada e o que acontece? Muitas cenas pulam, se a tela encher de inimigo (coisa fácil de acontecer) você não consegue contra-atacar, no PS3 há relatos do jogo literalmente travar o console ao simples sair do menu e por aí vai.

E você me pergunta: "Juninho, por que fizeram essa bosta de versão então?"

Minha resposta é:


Ao certo eu não sei mas é provavelmente pra te "forçar" a ver que precisa de um console novo. Uma tremenda covardia com o consumidor que paga caro no jogo em pré-venda. Não sei se atualizaram depois mas o que me irrita é que poderiam ter lançado uma versão com gráfico pior e mais estável na hora de jogar (coisa comum em jogos lançados em duas gerações) ou simplesmente não lançar a porra do jogo.

Mas agora vamos falar da parte boa, a ruim é tão ruim que sequer me motivei a tentar jogar principalmente com a ´versão boa em mãos.


Uma "história" pra lá de sem sal

Shadow of Mordor é pertencente ao universo de The Lord of the Rings ou Senhor dos Anéis se você for brazuca demais, e ele tem um potencial de enredo muito bom mas simplesmente não o usa totalmente.

Verdade seja dita, LOTR é bom mas não é nada original, a grande graça é o modo de como a história é contada através de longos filmes de 3 horas de duração mas não existe originalidade alguma ali, e no jogo dá pra sentir isso com muita clareza.

"Não se preocupe meu amor, o Juninho vai falar bem da gente"

Basicamente, temos Talion, personagem que no começo já está treinando seu filho pra ensinar o jogador o tutorial básico de como a porra toda funciona, mas logo de cara vemos a sua mulher e seu filho morrerem em sua frente e nosso protagonista morre.

Ou melhor "morre". Em suma, seu personagem fica amaldiçoado preso entre a realidade dos vivos e mortos com o espírito de um elfo, mas nada mais é do que uma desculpa pra ser um jogo de mundo aberto do qual nunca morremos definitivamente. Funciona bem, acreditem.

Porém, a curta campanha de 10 horas vai sendo contada durante a jogatina e simplesmente não empolga muito, se você já viu ou leu qualquer coisa medieval, dá pra chutar boa parte dos eventos que acontecerão e o pior é que eles acontecem da exata forma que você pensou. Com o decorrer, algumas coisas melhoram consideravelmente mas nada surpreendente e temos uma batalha final que dura SEGUNDOS (literalmente) com base em Quick Time Events (blergh) e digo mais.

Eu te benzo, eu te curo...

As reviravoltas não são surpreendentes, a gente olha e "ah... beleza". É como se o jogo fosse tão focado em sua brilhantíssima (e copiada) mecânica que a história simplesmente não acompanha o nível de fodeza de todo o resto do jogo. E ela sendo previsível torna tudo ainda pouco motivador nesse aspecto. Somente nesse. Porque independente da história que seria algo como uma coxinha fria sem catupiry, o jogo ainda é fantástico mas o motivo disso ta logo abaixo.

Só pra constar, sim, é de fato um meio de vender a marca Senhor dos Anéis junto com o filme do Hobbit, porém não é um caça-níquel.

Nada de novo, algumas cópias e originalidade

Sim,  não estou ficando louco. É isso mesmo que viu acima.

Bom, vamos por partes, como funciona o sistema? O jogo te dá uma árvore de evolução da qual você vai desbloqueando habilidades conforme as que você já tem ou as que a campanha apresenta pra você de graça (praticamente tutorais dentro do jogo com missões)  e com isso você escolhe como Talion vai evoluir, e com isso várias habilidades são apresentadas como explosão espectral, flecha com chamas, execuções, saltar sobre inimigos causando stun e por aí vai, a lista é imensa.

Vocês jogaram Batman Arkham Asylum ou City? Pois bem, quando batemos em um inimigo, estando cercado deles, basta apontar o direcional e usar o botão de bater, criar aquele chain combo, ou simplesmente apertar o botão na hora certa pra contra-atacar. Nesse ponto é literalmente idêntico! Totalmente idêntico eu diria.

"Passa negão, passa neguinha, quero ver você passar por debaixo da espadinha"

Porém usando armas como espadas e adagas, lembrando Assassin's Creed, com direito à ataques e finalizações usando furtividade e tudo mais que a série costuma oferecer. Porém dentro de um mundo aberto do qual andamos a pé (ou em caragors) no maior estilo sandbox de GTA e derivados. A mistura de tudo isso parece uma colagem mas aí que entra o ponto: o modo de como o jogo usa isso.

Ele não tem um período, tudo é usado simultaneamente de maneira sutil, apesar de notavelmente pegar partes mecânicas de outros jogos, ME:SoM usa tudo de uma maneira muito única, apresentando algumas pequenas novidades dentro de cada um desses pontos. Mas sem dúvidas a coisa mais assustadoramente funcional é a sua grande novidade, o seu trunfo, o seu Exódia: O NEMESIS SYSTEM!

Você provavelmente está se perguntando o que diabos é isso. É o sistema do qual vários orcs vivem em hierarquia, quando eles te vencem, eles também evoluem, mas eles não tem habilidades como o nosso personagem, então ele ganha cargos dentro do exército e fica mais forte, virando capitão, warchief e por aí vai.



E tudo até começa meio fácil demais PORÉM os novos orcs vão aparecendo, os berserks que não aceitam golpes diretos e precisam ser atordoados, os que usam lança, os arqueiros e por aí vai, essa variedade conforme aumenta e eles te matam (coisa que vai acontecer muito), eles simplesmente ganham um cargo maior e ver aquele tipo de orc que te encheu o saco ganhando uma promoção pra virar um capitão é super divertido pois aumenta o desafio do jogo com o passar do tempo, seja na variedade ou pelo fato de serem chefes. E mesmo sem perder pra eles, constantemente haverá duelos entre eles e eles vão subir de cargo sozinhos, nunca que o seu jogo ficará igual daquele seu amigo.

O problema é que serem chefes não os torna desafiadores como deveriam, eles só tem uma life bar 3x ou 4x maior que o normal, contudo eles ganham vantagens ou desvantagens, porém descobrir elas pode muitas vezes tirar a pouca graça que esses combates tem.

O único chefe que vi graça em enfrentar foi um na exata metade do game, não vai ser difícil saber de quem me refiro.

É mais divertido se aventurar em hordas de sei lá, 20 ou 30 orcs sozinho do que enfrentar um chefe. E em alguns casos, os Warchiefs vem com 2 capitães pra que aí sim, tenha algum desafio mas são partes pequenas, o desafio do jogo mora nas coisas mais simples, tipo fazer side-missions ou caçadas ou simplesmente sair por aí exterminando grupos inteiros de orcs. Se querem uma sugestão, invadam pequenas bases onde sempre tem um dos caras pra dar sinal de invasão e aí vem MUITOS orcs, são nesses pontos onde eu mais brincava com o sistema e ficava ali muuuiuto tempo simplesmente esquivando, batendo, contra-atacando e usando tudo que o sistema tinha a oferecer.


Até porque se não usar, a sua chance de apanhar é bem grande. O jogo vai te "forçar" a usar tudo, mas eu digo no contexto positivo, ele não tira a sua liberdade de usar o que bem entende mas haverão situações das quais a melhor ferramenta é o domínio de cada técnica adquirida.

Sem falar que ao vencer um capitão/warchief do jogo, você ganha habilidades extras pra equipar em sua adaga, arco e espada, e com side-quests adquire os pontos necessários pra abrir mais slots e usar no máximo 5 habilidades extras em cada uma de suas 3 armas.

Então, como deu pra ver, o jogo é fantástico e aborda vários elementos de gameplay num só, uma mistura de várias coisas simples usadas sem maiores complicações deixaram o jogo relativamente complexo de ser dominado pela variedade e principalmente pelas possibilidades que o próprio jogador pode moldar.

Outra bola fora do sistema em geral é que os orcs em alguns pontos tem a inteligência artificial muito baixa, por exemplo, quando usamos furtividade e execução com ela, a menos que o inimigo tenha literalmente levantado a arma, o jogo computa como se ele tivesse indefeso e com isso dá pra aproveitar desse tipo de falha em várias formas, mas acreditem, ainda assim o sistema brilha e brilha muito.

Aliás, é um jogo bem polido viu, quase não vi bugs mas o que eu vi, fiz questão de registrar. Um cara sem cabeça falar é simplesmente hilário.

Ambientação, músicas e um passeio em Mordor mais que gratificante

Mordor foi relatada de uma maneira simplesmente soberba.


Tudo remete à o que já tínhamos noção de acordo com os filmes e tudo está nos conformes, lugares de maneira abandonados, fogueiras espalhadas, um lugar sujo e com tom macabro e apesar de ser ridiculamente genérico eu gostei pra cacete de toda e completa ambientação de Mordor.

Andar por lá é se sentir lá, a músicas, o ambiente em si, causam uma boa imersão e uma excelente sensação de "estar lá" com facilidade tremenda.

As músicas também, seguindo o padrão épico dos filmes na medida certa pra não ser chato pra um jogo de ação, lógico que houve algumas alterações pra não ser literalmente músicas que seriam de filmes, são músicas de jogos e com bastante ação em alguns pontos. Eu simplesmente adorei a trilha do jogo.

Sim, a OST do jogo INTEIRA é muito boa, tire como base a música de menu. Não esquecendo que o jogo foi localizado em nosso idioma e legendaram o jogo quase muito bem (tem alguns erros bobos porém toleráveis) e uma dublagem muitíssimo boa. Mas tão boa que eu até assustei. Normalmente eu jogo em PT-BR se a dublagem for pelo menos aceitável mas não, ela não é aceitável, ela é simplesmente ótima.

Exceto por alguns Uruks/Orcs aqui e ali, a dublagem como um todo é tão boa e tão bem escolhida que até me assustei.


E bom, vocês me conhecem, sabem que não sou um alienado por gráficos mas não dá pra dizer que não está impressionante na versão PC, eu tive a chance de jogar no PS4 antes e vi pouco (sim, pouco) daquela famosa textura brilhante excessiva que vimos em milhões de jogos por aí na geração passada, mas ao jogar no PC tudo caiu e vi texturas bonitas, bem feitas e numa resolução muito alta à ponto de vermos os mínimos detalhes. Entre eles o mais surpreendente o da chuva, que em alguns casos bate na pedra e vimos claramente a água escorrendo, efeitos como de chamas e explosões e etc. Tudo absurdamente lindo!

Conseguiram fazer um trabalho tão surpreendente e nas cenas vimos muitos efeitos que mostram o detalhamento das texturas em vários ângulos e aspectos. Simplesmente embasbacante.

E olha que nem joguei no Ultra, tive azar da minha GTX760 não rodar ele no máximo à 60 FPS, eu preferi baixar pro High (PS4 e One tem texturas de nível médio se comparada à versão PC) e desfrutar de tudo que eu vi e é simplesmente de arrepiar.


Vale à pena decapitar tudo que se move na Terra-Média?

Sim, vale muito. Vale pra caralho. Um jogo lindíssimo, rico de detalhes nos cenários e com um puta sistema, apesar da campanha relativamente curta e sem nenhum tipo de empolgação no seus momentos finais, vale sem pensar duas vezes.

Apesar da falta daquele clímax empolgante, a história em si já não tava me empolgando mesmo e quando ela começou a me encher o saco, ela foi lá e acabou.

Que Sauron seja louvado por isso.


E não posso me esquecer da batalha final totalmente sem graça que dura segundos. Sério, o que foi aquilo?

Mas ainda vale MUITO à pena porque o jogo tem uma tonelada de conteúdo extra, dois mapas medianos porém entupidos de informações sobre aquele mundo encontrada em artefatos, um puta sistema que você pode pegar tudo pra se divertir ainda mais com as possibilidades, o sistema Nemesis que é brilhante, as runas equipáveis nas armas e principalmente por ser um jogo que somando tudo dura mais de 50 horas de duração e isso sem necessidade de nenhum DLC, e numa geração onde pegar tudo não dura 20 pra 30 horas, isso é quase um milagre. E principalmente lembrando que apesar do sistema ser repetitivo, eles conseguiram criar toda uma estrutura pra que a diversão do jogo passe por cima desse fator usando todas as suas gigantes possibilidades.

É um jogo incrível, óbvio que não perfeito, mas altamente recomendado pra você que tem um PC, PS4 ou Xbox One. É um jogo caprichadíssimo na geração atual que infelizmente sofreu pra caralho na versão "antiga" ao ponto de ser quase injogável, nesse caso eu recomendo que você gaste seu dinheiro com outra coisa, mas se puder jogar na nova geração, vale praticamente qualquer preço.

Decapitar inimigos é boa parte da graça.

Se não tiver acesso à nova, fique na antiga e vá jogar Batman Arkham Asylum ou City que é quase a mesma coisa.

Falando em Arkham City, eu ainda não o joguei. Droga, que sacrilégio. Preciso corrigir isso.

18 de abril de 2014

Threads of Fate


Threads of Fate é um jogo injustamente desconhecido... Mas muito mesmo.

Squaresoft teve sua época de ouro em jogos como Chrono Cross, Legend of Mana ou Xenogears. E são jogos mais do que merecidos de suas devidas famas.

Tá certo que Chrono Cross merecia uma continuação (que foi cancelada, puta que pariu) ou principlmente um jogo da série Mana que lembrasse o Legend.

E não vou citar Final Fantasy, afinal de contas, é um RPG meio que pra "começar" a jogar o gênero, se procurar vai ver coisa melhor por aí, o que nem de longe é remotamente difícil de se encontrar.

Mas... A Square prefere ficar focando em Final Fantasy mesmo em tempos atuais, são mais superficiais, atingem todo mundo... Muito mais lucrativo, nem dá pra culpa-la por agir dessa forma.

 Bom, foda-se. O foco agora é Threads of Fate.

Esse é um jogo que como eu disse, merecia não só uma continuação como toda uma franquia. Por que?

Primeiramente, vou falar como conheci esse jogo.

Um amigo não sei porque trocou um jogo dele de PS1 por outro do mesmo console com um amigo dele, ironicamente na capa estava a estampa do Dragon Ball Z: Ultimate Battle 22.

Sim sim, aquele lixo supremo em forma de jogo. Blergh!

Mas quando o cara foi jogar... Bingo! Era Threads of Fate.

Mint quando se encontra com Mel, cena incrivelmente engraçada.

Anos e anos atrás, eu joguei e joguei mas não sabia inglês e nunca o terminava, ele me atraía mas não o bastante, e conversando o meu amigo postador esporádico aqui, o Dipaula, ele me perguntou se eu conhecia, e eu disse que sim.

Fiquei chocado quando ele me disse que o jogo era digno de um RPG, com profundidade, história boa e não maniqueísta e ainda de quebra com tudo aquilo de foda que o jogo poderia me oferecer. E como eu imagino que 90% de vocês que estão lendo não conhecem esse jogo, vou dizer tudo de fora que ele tem.

Basicamente, a grosso modo é um jogo de Aventura com elementos de Dungeon Crawler, Plataforma e Beat'em Up.Mas no geral, eu diria que é um jogo de aventura e provavelmente o melhor que eu joguei e eu duvido muito que qualquer Zelda seja melhor do que ele por UM motivo.

SUA HISTÓRIA!

ELA É SIMPLESMENTE FANTÁSTICA!!!!!


O conceito base é simples...

Existem pessoas com poderes inacreditavelmente gigantes, os Aeons, eles criaram relíquias pra aumentar seus poderes ou mesmo colocar tudo deles ali, por motivos diferentes cada um criava a sua. Mas apesar de tudo, os Aeons, apesar de extremamente poderosos e dignos dos poderes de uma entidade viva, eles ainda eram mortais.

Tais pessoas buscavam de alguma forma burlar as leis da natureza pra que assim pudesse viver eternamente, pra não se sentirem como se tivesse buscando poder à todo tempo de forma inútil, afinal de contas, era limitado devido à sua existência crucialmente humana.

Com isso, temos um cenário inicial pra um EXCELENTE mundo de fantasia. Onde tudo aqui é muito bem usado. Principalmente com os personagens. Vou apresenta-los em duplas e tudo porque... Porque eu quero. Ora pombas, por qual motivo seria?

Rue e Mint


Mint é uma garota bem incomum, vamos assim dizer... Ela é mimada, birrenta, azarada, traiçoeira, mesquinha, egoísta, sacana, oportunista, comilona, maluca, mal-humorada, estressada, irresponsável e uma excelente atriz.

Sim, atriz. Mas é difícil explicar sem dar spoilers, quando jogar irão entender.

Mint seria a nova rainha mas devido à seu caráter no mínimo questionável ela acabou perdendo o direito e foi passado pra Maya, sua irmã mais nova. Que além de tudo é super poderosa devido ao Book of Cosmos que ela tem.

Além do mais, Mint busca tudo isso num objetivo de conquistar o mundo, mostrando à todos sua superioridade, uma superioridade que só ela enxerga com toda sua visão maluca. Mas apesar de tudo Mint tem um bom coração e meio que não sabe disso, e amadurece muito com o decorrer da história.

Rue por outro lado, é um garoto triste, melancólico, que despertou de um lugar estranho, do nada, sem saber direito suas origens e passa a sair vagando por aí sem entender direito o que acontece.

Depois de tudo, é encontrado por Claire, do qual nutre um sentimento meio que de irmão porque essa cuida dele, o ajuda e sua vida passa a ser ligada junto à dela até que repentinamente ele e ela são atacados por um ser de garra gigante que mata ela e sem entender muito bem o porque, Rue, que não é humano, acaba por sem querer deixando Claire presa dentro cristal que possui em sua testa.

Enquanto a história de Mint é totalmente mais leve e descompromissada, a de Rue é cheia de lutas, dramas e questões maiores envolvidas, tais como vontade, maniqueísmo ou mesmo o fato de Rue pouco se importar pro que pode acontecer com o mundo se ele simplesmente puder salvar sua amada irmã de consideração.

Klaus e Mira


Klaus é o cara que ajudamos no começo do jogo, e com isso podemos ficar na cidade de Corona durante a aventura por conta dele. Afinal de contas, salvamos sua filha de dois babacas...

Com isso, Klaus vai ajudando de pouco a pouco a desenvolver a história de modo que boa parte da importância do desenvolvimento e as coisas que precisamos são devido aos estudos dele. Ele pode ler manuscritos absurdamente antigos e tem uma inteligência e raciocínio fora do comum.

Suas habilidades em combate nem de longe são as melhores, é quase como se ele não as tivesse, e tudo ainda se agrava por seus problemas nas pernas, isso o impede de ir diretamente com Rue ou Mint nas aventuras mas ele cumpre seu papel muito bem como pesquisador do grupo.

Mira por sinal é a esposa dele, ela gosta dele do jeito que ele é, apesar de considerar um abuso as horas que Klaus trabalha, Mira é uma excelente cozinheira e parece uma mulher totalmente comum, até quando são necessárias suas habilidades.

Não vou contar o que acontece, quando jogarem ficarão totalmente surpresos, quem jogou sabe EXATAMENTE do que me refiro e o choque foi muito grande, ao menos pra mim.

Elena e Rod


Elena é sem dúvidas a coisa mais engraçada presente no jogo. O começo nos faz pensar que Mint é mais engraçada, mas o fato é que Mint aparece mais e isso faz com que a gente pense isso, mas Elena não, quando ela aparece, ela simplesmente tira o fôlego da gente de tanto rir.

Existem duas situações das quais me fizeram chorar mas chorar MESMO de tanto rir. Uma delas é bom nem falar, só digo o seguinte... Jogando com Mint, quando enfrentar a "estrela", não vença a luta e deixe a cena rolar. É constrangedor mas absurdamente engraçado e uma das cenas que veremos o lado teatral de Mint.

A outra é com Rue, no qual ela fala com um tom de que vai se declarar e...

Não. Não vou contar. Melhor vocês verem. É totalmente improvável o diálogo dela nessa situação.

Elena também faz outras coisas absurdas e entende tudo da maneira mais idiota possível, como no final de Mint a cena dela e ela explicando sobre "seu novo irmão".

Ela funciona como alívio cômico e é nada mais que a desconsertante mistura da inocência com a burrice. Absurdamente hilária.


Rod é outro, totalmente retardado e engraçado, acredita em coisas como "a força do coração" e tem um cachorro chamado Johnny Wolf.

Ele é totalmente hilário por ser aquela coisa totalmente... eeerrr.... ÚNICA. Mas unicamente retardada assim digamos. E nem por isso menos engraçado.

Ele usa armas malucas, bate de forma maluca (apesar de ser excelente em combate), tem poesias e falas malucas mas no fundo é um viajante, pé rapado, morto de fome e que tem uma nave a qual chama carinhosamente de Pulsar Inferto Typhoon Omega.

Essa nave gera piadas super sinistras durante o jogo, tais como suas falas, mas por trás de tudo isso Rod é simplesmente um cara satisfeito com a vida que leva, ele não se culpa ou briga com ninguém por isso.

Dentro do jogo, Rod aparece mais na campanha de Mint e meio que ensina nas duas à como viver e se aceitar, mas nada disso é dito, as cenas em si que "falam" por ele, deixando claro sua profundidade nas entrelinhas que o jogo mostra. Assim como a inocência/ingenuidade de Elena.

Belle e Duke


Duke e Belle são duas figuraças do jogo! Simplesmente a mistura do sério com o cômico!

Ambos tem funções de serem rivais dos protagonistas. Sendo Belle a rival de Mint e Duke o rival de Rue!

Belle e Mint tem uma rivalidade que vem de antes do jogo começar, 1 ano antes exatamente. Ela é uma maga de 30 anos muito poderosa e páreo duro pra Mint, e sempre tendo piadas envolvendo sua idade. Mas ela não é uma má pessoa, somente busca por poder mas não tem coragem o suficiente pra passar por cima de necessidades maiores. Porém não admite isso de forma alguma, ela mantém a pose de vilã o tempo inteiro. Sem JAMAIS ceder.

Duke por outro lado, é um outro cara que tem a mesma função dela, porém de forma diferente e com Rue. Ele tem poderes dos mais criativos que eu já vi, ele pode ter o poder daquilo que leu recentemente. Não se sabe bem como a mente dele funciona, mas o fato é que depois de perder pra Rue duas vezes ele se auto nomeia como seu eterno rival. Algo como Ryu e Ken mesmo. Diferente de Belle e Mint, os dois admitem uma certa amizade.

Doll Master e Maya


Maya e Doll Master são os dois "vilões" do jogo.

Mas notem que eu usei aspas, na verdade eles tem excelentes motivações pra fazer tudo que fazem, sendo que como o Dipaula mesmo já mostrou, eles são o que definimos como antagonistas, ou sejam, aqueles vilões com uma razão realmente boa o bastante pra fazer tudo que fazem.

Maya carrega consigo uma enorme responsabilidade, da qual Mint não é nem remotamente qualificada pra cumprir, mas só descobrimos isso a longo prazo, e o fato dela ter sido expulsa não é uma inveja gratuita ou coisa do tipo, há uma real razão boa o bastante.

Assim como Doll Master, esse por sinal é o vilão "maior", porém na perspectiva de Mint nem tanto assim, afinal o foco dela é em sua irmã, mas na de Rue ele faz toda a diferença.

Doll Master é um dos bonecos de Valen, que despertou 100 anos atrás, porém ele é um modelo falho e sua única missão e lembranças estavam absolutamente intactos, diante disso e da sua pedra do poder (em sua testa) totalmente sem poderes ele se viu desesperado, sozinho... Mas depois ao invés de se entregar ao desespero ou espera uma ajuda seja ela qual for, ele buscou por poder e se tornou um arquimago extremamente poderosos (sim, extremamente MESMO) que tem poder o bastante pra peitar um Aeon de frente.

Doll Master vai além na arte de roubar a cena por conta de seus 3 subordinados: Trap Master, Mode Master e Psycho Master.


Os 3 diferentes da maioria que vemos nos jogos, não o seguem por ele ser mais forte ou simplesmente por dinheiro/recompensa. Eles ACREDITAM no Doll Master. Não fica totalmente claro, mas o jogo explica nas entrelinhas de forma que entendemos que eles sempre foram inacreditavelmente fortes, mas suas vidas perderam seus respectivos sentidos e objetivos, com isso Doll Master apareceu provando à eles que suas forças poderiam servir à algo maior e recompensador. Ele não é simplesmente MAU e sim visa seus interesses de forma que ele é extremamente generoso com seus aliados.

Tanto é, que todos eles o respeitam de forma a fazer tudo que lhes for possível pros objetivos de seu mestre. Não por recompensas, não por obrigação e sim por total admiração tanto pelas suas motivações, quanto pela sua força de vontade.

Eu aqui deveria ter falado sobre 2 mas falei de 5 por tabela... Mas foda-se, meu blog, minhas regras. A galera já ta familiarizada mesmo.

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Bom, o gameplay do jogo apesar de tudo nem de longe é lááá dos melhores, mas não é dos piores. Ele é absolutamente competente e cumpre bem seu papel apesar de uns bugs aqui e ali.

Tais como de pulos em determinadas situações que falham e me tiraram do sério, além de com Rue o botão forte no ar só poder ser usado no chão, logo se eu pulo e aperto esse botão, ele vai cair no chão primeiro e depois executar o comando, podendo assim irritar e de quebra tem slowdowns mas são raros, esses eu vi em POUQUÍSSIMAS vezes mesmo. Tão raros mas infelizmente existentes. Sorte que nada disso atrapalha o jogo.


O jogo além de tudo é curto, uma cerca de 20 horas de duração, sendo 10 pra cada campanha porééééém... Existe uma grande graça por trás disso tudo!

Os dois jogos são basicamente equilibrados num aspecto que seria, com Rue o jogo é MUITO mais fácil, e compensa isso com uma história absolutamente triste, dramática e totalmente cativante pela sua seriedade, e ele tem poderes de se transformar nos inimigos que tem contato, com isso vários elementos de dungeon crawler são mais presentes na sua campanha.

Com Mint, o jogo é MUITO mais difícil, usar magias com ela é realmente algo complicado em determinadas situações, sem falar que seus jogos tem mais elementos de plataforma mesmo que pouca coisa à mais, mas sua dificuldade de campanha é totalmente quebrada pelo bom humor do jogo em sua campanha, além das maluquices dela, suas trapaças e motivações bizarras.

Isso funcionou como um puta equilíbrio pro game, tornando ele mais dinâmico e altamente satisfatório por vários motivos e entre eles as músicas excentes do jogo que honestamente podem ser facilmente incluídas entre as melhores do PlayStation 1 sem a menor dificuldade.


Além do mais, as cenas do jogo não são de Hideo Kojima mas porra, algumas chegam perto disso. Os ângulos de câmera, as situações, as coisas em cutscenes acontecem de forma natural, bem bolada e totalmente cativante, de forma que fica muito instigante com aquela sensação de "o que vai acontecer agora?" a todo tempo.

Só fico profundamente triste porque o jogo depois de zerado com ambos (e usem um mesmo save, vão por mim) mostra um epílogo que completa o final do jogo, deixando claro que o jogo teria um inacreditavel gancho pra continuação mas simplesmente não vai acontecer....


Provavelmente devido ao baixo sucesso do game, afinal de contas jogos assim infelizmente não costumam atingir todo mundo, seja pelo visual infantil pela falta de um grande nome. O que me irrita é que a Square poderia muito bem sustentar o retorno de um incrível jogo desses mas prefere a todo instante investir em coisas como Final Fantasy que há tempos vive em declínio de qualidade (não que já tivesse começado muito bem né...) ou então patrocinando outros jogos.

Olhem  bem pra esse jogo, ele merece MUITO destaque, ele tem MUITA qualidade seja nos detalhes, nas músicas ou principalmente em sua historia e eu nem falei tudo que poderia e nem citei determinados personagens que só aparecem no meio da aventura pra não comprometer a surpresa do jogador, mas vejam isso! É muita coisa foda num jogo só, ele ainda de quebra tem uma profundidade como eu disse, nas entrelinhas, que muitos jogos grandiosos que são aclamados nem sequer costumam ter. Fico realmente irritado com essa injustiça...

Mas infelizmente, não tem mais jeito, ao que parece Threads of Fate nunca terá a merecida franquia ou muito menos uma continuação. O máximo que você pode é baixar esse jogo desconhecido (ou comprar na PSN) e experimenta-lo. E principalmente ir com calma, apreciar cada detalhe e ver que no fundo, ele poderia ser um grande RPG ou mesmo uma franquia, porque enredo é o que ele mais tem, sem dúvidas o seu ponto forte.

5 de dezembro de 2011

Kirby - Nightmare In Dream Land


Kirby, nossa adorável bolinha rosa.

Hoshi no Kirby: Yume no Izumi Deluxe (traduzindo significa A História da Fonte dos Sonhos) e  no ocidente batizado como Kirby: Nightmare In Dream Land. Lançado exclusivamente pra GameBoy Advance.

Agora sejamos francos, só olhando pra ele jamais se imagina que se trata de um excelente jogo. Sempre é assim que pensamos.

Afinal ele é muito além do simples, visualmente falando, ele é uma bola rosa com braços e pernas. Qualquer um com pequena noção de desenho poderia fazer um personagem principal melhor.

Maaaas, a simplicidade dele no entanto tem carisma e chama atenção de todos no mundo inteiro. Afinal não me lembro de um jogo do Kirby, com excessão do Dream's Curse do Super Nintendo que é um lixo total, mas ele nem sequer é um jogo de aventura como de costume.


Enfim, a história do jogo é absolutamente simples, Kirby acorda e não sonhou naquela noite, e vai em busca da Fonte dos Sonhos investigar pra saber o que ta rolando e tals, e descobre que o seu arquinimigo King Dedede tirou a Star Rod de lá, que por sinal é a fonte de poder da fonte...

Fonte de uma fonte... que merda.

Mas enfim, nisso, King Dedede simplesmente a quebrou em 7 pedaços e deu um pra cara capanga e se manteve com um. E Kirby vai atrás dele feito louco pegando pedaço por pedaço e juntando tudo pra colocar de volta em seu lugar e quando você pensa "por que diabos tem um Nightmare" no nome ?

Eis que a história te diz, que havia um ser maligno que corrompeu a fonte uma vez, mas estava preso na mesma e quando Kirby foi devolver a Star Rod completa, aparece ele, Nightmare como seu vilão final.


Bom, eu sinceramente não sei por que perdi meu tempo escrevendo essa "história", afinal as histórias do Kirby são sempre simples. Muito simples mesmo. Quase não deu pra notar o gigantesco espaço que gaster pra escrever ela inteira.

É... inteira!

Mas agora falando de gameplay, afinal de contas assim como Megaman e outros jogos de aventura, história não é o grande marco dessa franquia e sim pegar e sair jogando horas feito doido.

Esse jogo primeiramente falando é remake do Kirby's Adventure do Nintendinho. Porém com gráfico, músicas, ambiente e inimigos muito mais bem trabalhados, afinal esse remake faz jus ao nome, afinal hoje em dia vemos remakes com "versão HD" ou simplesmente com gráficos polidos, mas esse sim é do zero mesmo.

E muito bom por sinal. Jogabilidade excepcional.


A física do jogo é basicamente a mesma do Kirby's Super Star do Super Nintendo, porém os criadores manteram a fidelidade ao do NES em alguns aspectos, como o fato da bolinha rosa não poder fazer combos com poderes mais ofensivos ou mesmo fazer um ataque mais poderoso carregado, coisa que no Super Star era possível.

Porém, tem alguns poderes super legais como o que permite voar com capa e tudo no melhor estilo herói, e agora dois de gelo, pouco diferentes, e por ae vai, numa infinidade de poderes, que não chega perto da variedade do Super Star, mas acredite bem grande pra um jogo relativamente pequeno. Diga-se de passagem que alguns poderes desse jogo são mais legais mas não vou tirar o fator surpresa.

Como se não fosse bom o bastante, esse jogo tem extras, algumas fases bonus que você deverá explorar o jogo pra achar, e os bonus são nada menos que alguns jogos novos e outros são meros aproveitamentos do Super Nintendo como aquele do Samurai Kirby, lembra ?



Finalizando agora, segue uma tremenda indicação de um excelente jogo de aventura pro GameBoy Advance.

E sem contar que temos a oportunidade de jogar com Meta Knight.

Preciso falar mais ?

E não jogar GBA hoje não é desculpa pra ninguem, afinal de contas além de ter um dos melhores emuladores já feitos pra PC, os jogos são pequenos.

Ou seja, vá jogar esse puta jogão da Nintendo e seja feliz.

Enjoy!