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28 de junho de 2015

Ninja Gaiden II/Sigma 2 - Novamente Separando Meninos dos Homens


O mês de junho quase passou batido hein? Falta de tempo é uma merda. 

Enfim, Ninja Gaiden Sigma foi uma experiência alucinante. Não mais do que quem jogou a versão original ou a Black do Xbox.

Como eu já falei por aqui, eu gostei muito do jogo. E ele nada mais é que uma versão mais justa e equilibrada do reboot do NG original e do remake Ninja Gaiden Black.

Então, depois de jogar o remake do remake do reboot, foi a vez de jogar o segundo jogo do reboot.

Bom, pra quem jogou no Xbox 360, saiba que sim, tem bastante diferença e eu como tenho ambos os consoles, fiz o favor de retratar à vocês como são essas diferenças.

O motivo é óbvio: porque sim. Afinal, por que não?

Eu hein...

Seguinte, a história é tão ruim quanto a do primeiro, vocês podem ignorá-la por completo. Tal como Devil May Cry 3, a função da "história" de Ninja Gaiden II/Sigma 2 é simplesmente "estar lá", nada além disso.

Ressuscitar o Archfiend... Usando a Demon Stone e... Ah, quem se importa? Tudo que você precisa saber é que é bem melhor que Final Fantasy XIII. Mas isso não é lá muito difícil, certo? A diferença é que a do NG2 é só ruim, não há pretensão alguma nela.


Tudo que essa "história" serve é pra mostrar cutscenes legais e curtas das quais vimos o fator badass de Ryu, como esse cara é foda. Pular de um prédio pro outro sem para-quedas não é pra qualquer um mesmo.

A história de NG2 é tão profunda quanto de qualquer Final Fight, é um pretexto pra sair espancando (no caso aqui, fatiando) tudo que se move e a diferença ta na censura, se você jogou Ninja Gaiden II no seu 360, provavelmente deixou aquela sua tia sensível morrendo de medo quando ela olhou pra tela e a fez entrar em desespero com tamanho banho de sangue que encontrou.

É sangue pra lá, pra cá, pra cima, pra baixo e até mesmo onde não era pra sangrar sai sangue e todo mundo fica feliz. Sua tia sensível fica "feliz", seu pai vê aquele jogo pra macho e fica feliz, e você, o jogador que se matou pra aprender a jogar também ficou feliz.

Todo mundo fica bem.

Porém, se você jogou o Sigma 2... Provavelmente ficou menos feliz.

Afinal de contas, Sigma 2 é uma versão MUITO censurada do II. Botaram gráficos melhores e usaram a arquitetura limitada do PS3 como vantagem. No II haviam muitos inimigos na tela, em média cada parte tinha entre 7 a 9 inimigos com IA muito alta, no PS3 o máximo que enfrentamos é em torno de 5 a 7 porém com uma IA ainda maior.

Mas ainda assim... É MUITA CENSURA! Sai cerca de 20% da quantidade de sangue do original e quando você corta um membro sai uma FUMAÇA ROXA no lugar.

Uma fumaça roxa? Sério? Pera... Vou decepar algum membro do meu corpo pra ver se sai algo que justifique essa bosta.

WHAT THE FUCK?!?!


Sério, é muito estranho decapitar e desmembrar seres vivos sem sangue e não ver os membros no chão. É estranho como cheguei a rir de ver os braços e pernas sumindo do nada tipo as famosas espuminhas de Kamen Rider. É ridículo. Somente ridículo.

Mas por sorte, não alteram a qualidade do game, é um dos poucos casos onde mesmo a censura boba e exacerbada não conseguiu estragar a essência do game.

Em termos musicais, Ninja Gaiden II também faz bonito, o Sigma 2 usa a mesmíssima OST porém com umas poucas músicas novas pras fases adicionais que jogamos com Momiji, Rachel e Ayane.

Essas garotas foram incluídas na versão Sigma 2 porque a Tecmo não gostava da ideia de fazer um jogo exclusivo pra um console ocidental, quando portou pro oriental ela botou extras pra justificar uma nova compra dos que possuíam os dois consoles e pra fazer com que os jogadores do PS3 se sentissem jogando uma versão melhor que a concorrente.

O pior de tudo, eles conseguiram. O jogo é realmente mais balanceado, relativamente mais justo e ainda tem mais personagens pra se brincar na campanha e no modo Team Missions.

Ele tem uma vida útil maior, então acaba por ser melhor tecnicamente.

Porém... Tem suas outras diferenças que talvez façam você pensar duas vezes antes de dizer qual é a melhor versão. Por exemplo, o gráfico no PS3 é mais vivo e colorido e no Xbox 360 é mais pálido.

Convenhamos, qual é o clichê do ninja? Aquele clima japonês com tudo pálido, então obviamente o conceito das cores mais apagadas funciona melhor e soa mais bonito e natural pro jogo e seu contexto. Eu não sei porque diabos alteraram isso, no PS3 é feio? Não. É bem bonito até, mas no Xbox é mais agradável aos olhos, se é que me entendem. Esse aspecto ao menos é meramente visual, as diferenças significativas vão pouco além.


No gameplay em geral, temos as mesmas armas, o mesmo modo de jogar e no PS3 quando achamos a loja de armas, temos direito à somente UM upgrade e mais nada, como o jogo tem IA aumentada, seu foco será juntar orbs pra comprar itens de cura. É um desafio maior e recompensado de forma justa. No 360 as coisas são um pouco diferentes, o uso de orbs é igual ao Black/Sigma, ou seja, com eles você compra tudo, inclusive itens de cura e usam pra upgrade das armas, tornando assim o jogo mais difícil no ponto de coleta porém mais acessível por causa da IA levemente menor, sendo assim compensada no número maior de inimigos.

Convenhamos, apesar da IA maior no PS3, no 360 dá mais trabalho de modo geral. Mas são desafios de formas diferentes.

Há também um outro fator, apesar das fases com Momiji, Ayane e Rachel serem legais, elas são uma levíssima quebra de ritmo do jogo, tal como da Rachel no Sigma 1, mas convenhamos elas tem mecânicas muito boas e tudo, desafio alto mas não fariam tanta diferença assim na campanha.

Porque você ta adaptado à um personagem, e de repente começa a apanhar por não ter total domínio do outro, querendo ou não, elas não fazem aqueeeeela diferença. São bons acréscimos pra mim que prefiro uma vida útil de um bom jogo maior, mas pra aqueles que simplesmente preferem uma campanha mais sólida sem desfocar tanto, pode ser um pé afundando as bolas pro centro do seu corpo.

Tais diferenças ajudam no jogador que tem as duas versões a comprar as duas ou escolher uma delas, e eu particularmente pretendo comprar a do Xbox 360 original, foda é achar. Mas a piratinha eu já garanti pelo menos.

Olha esse lindo sorriso. Sim, sorriso.

Um fator que mudou drasticamente foram as músicas. No original antes do Reboot as músicas tinham mais fator de ambientação do que música em si, o Sigma ganhou músicas novas e tão marcantes quanto Confrontation por exemplo. Apesar de não ser perfeita, ela é marcante e tem muito destaque por misturar de forma impecável rock, tecno e instrumentos japoneses causando drama e tensão nas horas dos combates com muitos inimigos ou chefes.

No 2, a coisa mudou um bocado, sendo um ar mais moderno, apesar de seguir a linha do Sigma 1, porém isso causou uma mudança absurda nos sons, ainda tem aquelas que mantém a tradição como A Renaissance, mas no geral mudou pra caralho e eu fiquei surpreso de como ficou diferente porém totalmente funcional. E um exemplo claro de música nova é a Standing Tall.

Um detalhe que muita gente reclamou, inclusive eu no Sigma 1 é a câmera. Convenhamos que quase todo hack'n'slash que tenha mais refinamento que os padrões casuais como God of War sofrem por câmeras horríveis.

Vejamos: Devil May Cry 3 e 4, Metal Gear Rising, Ninja Gaiden Black/Sigma e II/Sigma 2, e por aí vai.

Jogos com foco na mecânica e construção de combos de forma livre e equilibrada geralmente sofrem com a câmera porque elas tem de ser livres e não fixas, por isso a câmera de God of War funciona que é uma beleza. E antes que me xinguem, eu gosto de God of War.


Mas no II/Sigma 2 ao menos te deram o mínimo, um botão que centraliza a câmera tal como o Sigma/Black, que é o que me salvava, e colocaram o outro básico que é te dar a opção de manipular a velocidade do giro. Não venha com essa frescura de "ah eu não mexo em opções". Se você pode alterar a seu gosto, altere, a menos que a alteração não funcione, sua reclamação é só um choro. Tanto que eu achei a câmera do Sigma 2 e do Metal Gear Rising lentas, aumentei a velocidade e nunca mais elas foram problema.

Quanto ao gameplay, acreditam que ta melhor? Se você jogou o Black/Sigma e nunca teve contato com o II/Sigma 2 deve se perguntar se isso é possível. E eu digo: Sim!

Incrível como Itagaki conseguiu criar um sistema ainda melhor e mais direto que do primeiro jogo. Tem o mesmo número de armas, ou seja, 10. Porém elas são mais variadas. Porque por exemplo, antes tínhamos nunchaku e flail, elas não são idênticas mas o modo de bater com elas é bem próximo, então tiraram o nunchaku e colocaram coisas novas como garras,  foice e principalmente armas como a Kusari-Gama, uma arma que é uma lâmina de foice com uma corrente e uma pedra na outra ponta da corrente. É simplesmente MUITO foda ver Ryu batendo com ela.

Mas no geral, é o mesmo, mecânica refinada ao extremo, combos de difícil execução, porém apesar de tudo é um jogo altamente punitivo onde cada falha sua é refletida num belo golpe bem dado que pode gerar sua morte ou algo próximo disso.

Não, Ninja Gaiden não é um jogo injusto, eles te dão ferramentas até demais (se for considerar lógica) contra os inimigos, a diferença é que eles tem comportamento, eles analisam a sua estratégia e jamais saem por aí repetindo o mesmo erro. Exemplo claro: você enfrenta 5 inimigos, eles notaram que você ataca demais e mais esquiva do que defende, os próximos inimigos vão levar isso em conta. Por isso Ninja Gaiden é um constante aprendizado de como se jogar, repetir a mesma tática é um tremendo erro.


A jogatina é frenética mas exige timing, dedicação, defesa na hora certa, conta-ataques e por aí vai. O mais legal é que assim como no primeiro, cada chefe é um aprendizado de uma nova mecânica, seguindo os preceitos de jogos como DMC3 ou MGR.

Mas uma coisa mudou, Ninja Gaiden Black/Sigma tem mais clima de aventura, leve exploração, pra upar o life de Ryu é necessário juntar algumas esferas e com o tempo elas aumentam levemente a life bar, mas o II/Sigma 2 não, ele difere nesse ponto, sendo ainda mais linear e tendo menos exploração, ele é literalmente uma linha reta onde até mesmo os itens de ampliar a barra de life são adquiridos de forma simples, achou no baú, aumenta e pronto.

Se você apesar de tudo, prefere uma aventura, talvez goste mais do Sigma/Black mas se você joga hack'n'slash por mecânica e desafio, o II/Sigma 2 vai ser um prato cheio de lutas e derrotas pra você, é muito prazeroso entender como funciona a mecânica de cada chefe e usar isso à nosso favor.

Foi por conta da segunda opção que eu curti mais o Sigma 2 que o Sigma 1. Aventura é sempre bom mas em jogos com fundações básicas e centralizadas em mecânicas como hack'n'slash, quando mais tático e desafiador for, melhor. Porque independente dos poucos erros do jogo (tal como a câmera, curva de aprendizado bem complicada apesar de bem feita, e etc), ele acaba se saindo um jogo pouco melhor.

As batalhas com chefes no Sigma 1 são mais interessantes, porém o clima de aventura pesa bastante, cabe à você escolher qual prefere. Mas confesso, jogar NG Sigma 2 foi muito gratificante, mesmo com toda a censura imbecil que ele tem. Mesmo com todos os erros, mesmo com a mudança das músicas.


É um jogo refinado, afiado, pra verdadeiros fãs de hack'n'slash e da série (no caso, do reboot), mas entendam, preferir o Sigma 1 é compreensível, ele é tão bom quanto porém usando um outro tipo de essência, e a vantagem é que temos dois jogos parecidos na teoria mas totalmente diferentes na prática.

Seria uma pena se o Itagaki tivesse saído pouco antes da conclusão do segundo game e o terceiro caísse em mãos erradas.

Se Ninja Gaiden 3 é um horror? Sim. Ele é. Mas é assunto pra outro dia. Preciso de tempo pra digerir aquela merda, jogar o Razor's Edge e falar dos dois num só post.

Mas os dois primeiros são excelentes, confiem em mim. Selo Juninho chato de qualidade.

12 de setembro de 2014

Ninja Gaiden Sigma - Separando Meninos dos Homens!


É galera... Pois é.

O título ta bem sugestivo, certo?

Tempos atrás, eu vi um vídeo do Zangado contando a história dos Ninja Gaiden, porque certo dia eu lembrei da série e vi que eles eram famosos por terem sido os pioneiros na introdução de cutscenes nos jogos da época do finado Nintendo 8 bits ou conhecido nas esquinas e bares pobres de todo Brasil como Nintendinho...

Com isso comecei a me interessar, e joguei o Trilogy do SNES. Cacete, que treco difícil. O 1 eu terminei com cheats porque é meio ilógico jogar ele normalmente sem muito aviso e o 2 eu acabei largando por jogar RPG's e etc, mas ainda prometo terminar. É uma promessa interna.

Não olha pra mim com essa cara porque eu terminei o NG1 com cheat, eu sei que você PROVAVELMENTE demorou muito ou usou também.

Enfim, vamos prosseguir.

Pra quem não sabe, Ninja Gaiden teve um reboot.

"Nossa Juninho, que novidade."

Pois é, uma novidade com 10 anos de atraso, afinal de contas, o remake é de 2004.

Você pediu um bife? Serve esse que tirei de você?

Depois disso saiu a versão atualizada com novas dificuldades e mais detalhes aqui e ali e era Ninja Gaiden Black, e isso em 2005.

Logo depois, em 2007, saiu o que diz um amigo meu:

"Ninja Gaiden Sigma é o remake, do remake, do reboot (?)"

Sim, isso mesmo. Parece confuso, eu sei, mas vamos lá.

Sabe quando a parada ta com gráfico pronto e eles esticam em HD e foda-se? Nesse caso não foi assim, eles redesenharam alguns lugares, alguns cenários são praticamente outros por conta de brilhos e novas cores de texturas e cenários mas eu honestamente preferia que fosse igual ao Black, mais sóbrio, mas quem sou eu pra reclamar de algo que apesar de diferente, ficou consideravelmente impresisonante, em vista da sua época de lançamento.

Bom, falando francamente, Ninja Gaiden é daqueles jogos mais arcades, voltado pra pontos e passar fases, os primeiros por sinal tinham uma breve historinha que era legal de acompanhar, posso falar por mim mesmo em vista do que joguei do primeiro do Trilogy no SNES mas a verdade é que a história era simplória e boa somente pra sua época.

Considerando tudo isso, é um jogo com um bom enredo, mas nada atemporal.


Em Ninja Gaiden Sigma (ou Black, o de 2004) o enredo agora é algo antes do primeiro jogo, o pai de Ryu não tava morto nem nada e a Espada Negra do MAAAAAAAAAAAALLLLLLLLLLLL havia sido raptada e clamava por socorros imediatos.

Não é literal a parte da espada clamar por socorro, por favor viu...

Em tempos modernos como os nossos, um enredo tão simplório e bobo chega a ser seriamente ofensivo de tão idiota a menos que você tenha padrões de exigência absurdamente baixos.

E é verdade, doa a quem doer, a menos que você veja profundidade num enredo onde você consegue prever cada movimento dele e inacreditável... simplesmente acontece tudo como o previsto.

Eu logo nos primeiros 30 minutos do jogo deduzi quem seria o último chefe, deduzi que a moça que aparecia na abertura (Rachel) seria sequestrada e eu teria de salva-la, deduzi que eu teria muitas coisas totalmente clichês e previsíveis e veja só, o dono do blog é quase uma mãe Dináh.

Ou seja, Ryu morre e ressuscita, busca vingança blá blá blá, Rachel aparece tentando salvar a irmã da maldição e blá blá blá, aí tem um samurai do capeta blá blá blá e no final o último chefe que queria a espada porque sim e mais blá blá blá...


Tem até uns livros no jogo que enriquecem o universo mas a história do jogo que é bom mesmo... NADA! Eu li boa parte deles e simplesmente são absolutamente insignificantes, eu reconheço o capricho deles, não é nem de longe muito difícil perceber que se esforçaram mas é completamente desnecessário.

Mas ironicamente... O jogo apesar do enredo RUIM é divertidão de acompanhar, provavelmente porque eu, Juninho da Silva Sauro, gosto muito de enredos de Ninja, mesmo os mais puramente clichês.

Antes clichê que algo próximo à Final Fantasy VIII. Kami-sama que me proteja daquilo.

E sim, eu prefiro o "enredo" do Ninja Gaiden Sigma do que o do Final Fantasy VIII, e isso não foi uma piada.

Mas essa é provavelmente a pior parte, então vamos pra próxima.

A trilha sonora do game é simplesmente SOBERBA! Caralho, que trilha sonora bem colocada foi essa, PQP!

As músicas variam do rock ao eletrônico passando por músicas puramente nipônicas, as que não são totalmente japas tem ao menos parte da essência japonesa com uma ou duas excessões. Simplesmente sensacional, boa parte delas passa o clima certo, seja exploração, batalhas, chefes, ou mesmo aquele clima de aventura de ir de um local ao outro pra descobrir o que diabos vai rolar. A direção musical do jogo foi totalmente impecável.

"Sinta o poder ninja da sola do meu sapato"

Eu poderia dizer claramente que não é perfeita, mas é marcante, principalmente pelas músicas combinarem exatamente com cada situação de forma brilhante.

Caso queiram ouvir, saca só que foda. Basta clicar nesse link.

Enquanto escrevo isso, to bem de boa ouvindo no celular a trilha sonora do jogo num período tranquilo do trabalho.

Não, eu não sou vagabundo, apenas tenho tempo livre pra jogar e escrever... Eu hein.

O gráfico do jogo é bem bonito, considerando um jogo de 2007 e o fato de ser um port do primeiro Xbox pro console da Sony, é realmente de impressionar, ta certo que como eu já falei acima, eu prefiro o gráfico mais sóbrio do primeiro Xbox, mas nem de longe acho esse ruim, eu não sou fresco, se eu tivesse como jogar as duas versões, eu faria isso sem sombra de dúvidas.

O que achei de problema no gráfico do jogo nem foi totalmente isso...

Efeitos de sangue do NG remake original ou do Black eram de sangue digamos... mais líquido, eu observei em vários e vários vídeos do YouTube que apesar de sumirem MUITO rápido, eles são bem feitos e tinham a impressão certa de sangue jorrando.


No Sigma não... é um efeito de sangue "pronto" e até meio feio, mas ao menos está lá, o foda de tudo é que além de ser consideravelmente menos sangue (pouco, mas é menos) é um efeito em 3D que muitas vezes não "encaixa" com o cenário, dando a impressão que o sangue ta "voando" muitas vezes. Em algumas situações é bem bizarro.

Chega a ser engraçado em alguns casos, eu nem creio que seja um problema grave...

Grave mesmo seria a câmera de bosta, que é ruim, lerda e segundo dizem corrigiram bastante do original e do Black mas porra, ela ainda é uma grande e estúpida merda de elefante muitíssimo bem cagada.

Sinceramente, se não fosse o R1 pra ajustar ela automaticamente, eu não sei como seria a progressão do jogo, é realmente bem retardada a câmera e provavelmente um aspecto sério como esse seria o único motivo pra não dizer com todas as letras que é um jogo PERFEITO!

A história é ruim, eu sei, mas ela me desce, apesar de tudo, mesmo eu tendo total consciência que os 3 do NES eram melhores. Mesmo que isso pareça piada...

Agora... a cereja do bolo. Vamos falar da JOGABILIDADE!

Sério, jogar Ninja Gaiden é quase uma experiência de tão divertido, é uma imersão ao mundo sem nexo do jogo onde demônios brotam do chão literalmente sem o menor sentido à mandado de um humano que era pra ser o primeiro chefe mas na verdade é o grande vilão ultra previsível e clichê.

Sério, é divertido apesar de ruim. Notando que dá pra se divertir pelos motivos certos e errados com o jogo? Pois é.

A jogabilidade do game é basicamente um jogo de luta em 3D.


Itagaki, o idiota que produz os jogos (idiota porque é um babaca que se acha o ocidental, curte a cultura ocidental e cria jogos com base em peitos como Dead Or Alive que apesar de bom, só tem peitos) deixou bem claro no desenvolvimento do primeiro remake:

"Ninja Gaiden é um jogo de pura ação frenética, não tem puzzles, se quiser pensar, vai ter que pensar dentro da batalha."

Nisso o cara foi GÊNIO. Conseguiu fazer isso com total maestria.

O jogo te permite evoluir as armas com dinheiro, mas o dinheiro é a coisa mais sem nexo possível, que é um orb amarelo obtido ao matar inimigos, é praticamente a alma dos caras, e isso é o dinheiro.

Vocês nem imaginam como eu ri quando me dei conta disso.

Enfim, você pode evoluir e vai pegando armas no decorrer do jogo. Maaaaas não são NADA de graça, você tem de acha-las, e em alguns casos vai ser necessário ter armas como bastão ou arco e flecha pra passar, e isso em termos te força a ser um excelente explorador.

Conforme a evolução de cada arma, ela ganha novos visuais (ficando sempre mais bonitas e perigosas) e com isso também novos combos, que em seus últimos níveis são destruidores.

Quando se domina o jogo, fazer isso se torna parte da graça.

Mas a enorme graça além de tudo isso, é COMO se joga, como se aplica tudo isso.

Jogadores de God of War ou similares jamais se darão bem inicialmente com Ninja Gaiden, que apesar de ser um Hack'n'Slash, é dos mais táticos possíveis, você é um Ninja, você é FODA, mas os outros ninjas também são. E você ainda é uma pessoa, um corte bem dado pode significar num hitstun seguido de morte.

Será necessário aprender a atacar, defender, esquivar, usar Nippos (jutsus) e a bagaça toda, tudo está a seu favor, mas nada é de graça, você terá de fazer TUDO!

A inteligência artificial do jogo é tão "humana" que parece que você ta jogando online contra outros ninjas, porque eles analisam sua situação, ou seja, sua arma e alcance, o seu meio de atacar e se você é mais defensivo ou ofensivo, tudo isso é visto por eles e eles SEMPRE mudam o meio de te atacar, de forma que se você enfrenta por exemplo, 20 inimigos, os 10 que vierem depois, já terão visto os 10 primeiros se ferrando no meio que você joga e eles vão tentar uma estratégia alternativa.

De forma que até mesmo um game over pode resetar essa situação, nenhuma parte do jogo será igual, nem se você nunca morrer ou mesmo que morra mil vezes, a IA do jogo sempre vai ser imprevisível, e isso até faz muitas pessoas verem esse jogo como um dos poucos mais difíceis que Demon's/Dark Souls.


O mais impressionante é que há comandos de jogos de luta em alguns casos, como girar o direcional e apertar o  botão ou pra cima e pra baixo do analógico com o botão pra variações de golpes e sem falar nos jutsus tipo Izuna Drops ou mesmo combos aéreos e extremamente impressionantes, porque Ryu Hayabusa bate DE FORMA FODA PRA CARALHO! COMO ELE BATE FODA!

Isso se aplica à todas as armas, antes que eu me esqueça.

O gameplay do jogo é extremamente complexo e exige a maldita combinação de raciocínio e velocidade, sem se aplicar à um button masher, porque sair apertando botões não vai te trazer nada além de uma morte patética e frustrante...

Com isso. Ninja Gaiden Sigma separa os meninos dos homens, e o primeiro do NES separa os homens dos semi-deuses.

Se eu só usei na última fase (na parte final mesmo, dos últimos chefes) do 1 do NES, isso me torna um "quase semi-deus"? Bom, acho que não. Mas acho que to no meio do caminho pelo menos.


*COF COF* - Voltei meu ego pro lugar.

Continuando...

Apesar dos chorões de plantão alegando que o NG original ou o Black são melhores que o Sigma, infelizmente eu discordo.

Esse é um dos jutsus do Ryu. E não, não parece com nada do Naruto.

Eu prefiro o gráfico sóbrio do Black, mas a verdade é que apesar do leve efeito de plástico do Sigma, ele é graficamente melhor, mais bonito e os cenários tem uma diferença enorme em detalhamento, e o motivo maior do Sigma ser melhor é que há a possibilidade de jogar com Rachel, aumentando assim de 16 pra 19 capítulos.

A Rachel, meio que "quebra" o ritmo, porque jogar com ela exige outro sistema e é menos tático, bem mais agressivo e até lembra vagamento os hack'n'slashes normais, essa quebra de ritmo ajuda muito no jogo pra não ficar cansativo, sem falar que segundo os próprios jogadores, não havia tanto sentido assim na presença de Rachel nas versões anteriores. O Sigma meio que conta isso.

Esse choro todo é porque a Tecmo acabou quebrando o contrato de exclusividade com a Microsoft e deixou os jogos multiplataforma.... Mas agora vamos falar de peitos.

"Ei Ryu, por que não olha nos meus olhos?"

E é engraçado como os peitos da Rachel balançam sem a menor lógica, muitas vezes eu estava com ela totalmente parada e ela balançava os peitos e o mesmo aconteceu numa cena dela DEITADA, totalmente imóvel, onde ela parou de balançar totalmente, mas os peitos estavam ali com vida própria, pra loucura dos punheteiros de plantão.

Causando também algum contrangimento em pessoas que acham fan service um tanto quanto desnecessário, como eu não curto fan service mas eu adoro peitos, tive um mix de sensações que quase me virou do avesso mas eu sobrevivi de forma que me sinto ainda puro.

Ei!!!!! Não me olha com essa cara, eu to falando sério!

Vamos finalizar isso logo, antes que todos pensem que eu joguei esse jogo com uma mão só...

Em todo caso, Ninja Gaiden Sigma é exatamente como o meu chegado disse, é o remake do remake do reboot... Um puta jogo com praticamente tudo melhorado e uns acréscimos extremamente positivos e entre eles até algumas armas, e apesar de retroceder em determinados aspectos como o sangue, ele ainda assim na balança se mostra extremamente positivo.

Enfrente inimigos super originais como o samurai negro genérico do MAL.

Sem falar no leve rebalanceamento dos inimigos e o modo Mission incluso agora nessa nova versão.

Cada chefe, cada fase, cada novo combo, cada coisa que aprendemos em Ninja Gaiden é eternamente recompensador. é gratificante e nem é injusto como a maioria dos chorões costuma dizer que é, porque diferente de jogos como Dark Souls, o jogo não te limita em NENHUM aspecto, tudo é de acordo com o que você tem e pode fazer naquele momento, mas a IA não vai te perdoar em nenhum segundo e isso se aplica à todo e qualquer aspecto.

Ninja Gaiden é absurdamente recomendado pelo dono do blog, que tem uma opinião bem ninja sobre o assunto.

E como um bom ninja, abandono esse post sem dar uma palavra.

Mesmo que isso não faça o menor sentido.


Sim, essa é uma fumaça ninja de uma bomba de fumaça ninja. Espero que ela transmita credibilidade.