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9 de fevereiro de 2015

Castelinho da Vânia - Senhor das Sombrinhas 2


Ok, vamos por partes. Se você acompanha esse blog, provavelmente viu riu desse post.

Graças à pirataria, eu tive acesso à alguns jogos dos quais não tinha e ainda não tenho coragem de pagar caro.

Assim foi com o Lords of Shadow, pra quem não sabe, eu ia comprar, mas um amigo me impediu chegando ao extremo de tomar de mim meu cartão de crédito alegando que não me deixaria comprar essa bosta, o tempo passou, eu joguei e hoje em dia agradeço por ter poupado meu suado dinheiro com essa abominação.

Valeu Phillipe, beijo do gordo!

Depois de um tempo, assim zerado o LoS1, eu ia na internet e sempre diziam:

"Nossa, se odiou o 1, você vai odiar o 2 ainda mais."

Confesso, eu fiquei meio... Impressionado. Podia o 2 ser tão pior que o 1 assim? Aí eu vi alguns vídeos e de cara notei que os monstros sofriam impacto, ao contrário do 1, a câmera livre parecia melhor que a fixa do primeiro e as coisas começaram a se confrontar.

Basicamente igualzinho com DmC, que é um jogo mediano mas os fãs tem uma birra além da conta com ele e até dizem que o DMC2 é melhor que ele. E isso não é muito possível.

Com Lords of Shadow 2 é a mesma coisa. O 1 é tão ruim, que nada que eu via do 2 me fazia acreditar nisso. Então após terminar Metal Gear Solid 3, eu decidi jogar Lords of Shadow 2 e ver de vez o que é que tava de tão errado com o game, afinal as notas eram menores que do 1 tanto pelos fãs quanto pela crítica.

O motivo principal era o stealth do jogo. Alegando que ele era uma merda que estragava toda a experiência. Ao menos foi o motivo que eu vi com maior frequência. Então... Ok, vamos ver o que temos nesse jogo.

Iniciando com a parte que me faz vomitar sangue:


Deu pra rir? Isso é cena do jogo, vá se acostumando.

Começando com uma "história" absurdamente medíocre, e que se leva MUITO a sério. Falando francamente, Castlevania nunca se levava a sério, eram poucos os diálogos e dava pra ver honestidade nos jogos que se focavam em mecânicas, fator replay e músicas com o poder de te fazer cantar os "nã na nã" junto com elas. Apesar de se levar menos a sério que o primeiro Lords of Shadow, o 2 rermete à mesma coisa. É extremamente genérico e previsível.

Drácula está preso ao castelo, quer se libertar, é contado que durante todos os anos de intervalo do 1 pro 2, ele foi confrontado por seu filho Trevor, que morreu em suas mãos e Gabriel Kratos Drácula Belmont tentou salvá-lo desse destino de morte por ser seu filho. Achando que tudo tinha dado errado, mas na verdade deu certo e Trevor agora tinha poderes vampirescos, um cabelo branco, pele pálida e roupa preta.

Com todo esse poder, ele decidiu que mudaria seu nome pra Alucard, aquele que representa o oposto ao seu pai (por isso o nome é Drácula invertido) e que ele seria a bonança pro mundo que combate tudo que há de maligno.

Sim... ISSO é o Alucard.

Depois que eu parei de rir dessa parte, eles me vem com outra ainda mais engraçada. Alegando que o filho de Gabriel era um filho que a esposa dele (morta por ele) mantinha em segredo, e nem contam como isso acontece direito mas quem se importa? Depois de tudo isso, a mulher do Trevor, também tinha um filho em segredo que é Simon.

Mas o Gabriel Drácula Kratos Belmont tava putão bolado das linguiça e queimou várias vilas inteiras. Dentre elas estava a mãe de Simon, e com o pai mortos (na verdade morreu enquanto tava vivo e agora que ele vive porém morto como vampiro... ok) e a mãe batendo as botas, ele foi acolhido e treinado por um povo tribal que ninguém se importa com o nome, porque no final de tudo ele bate com chicote de novo.

Assim, o tempo passou e pai e filho se unem contra seu avô. Eles montaram uma dupla sertaneja chamada "Filhos Ocultos" e desceram a lenha no avô malvadinho.

Usando seus poderes de dupla sertaneja, eles conseguiram distrair o mais novo e sem graça Drácula e com isso Alucard deu um Full Nelson nele, e Simon enfiou-lhe uma estaca.

Como assim, você NÃO SABE o que é um Full Nelson? Vá googlear seu mandrião e depois volte pra leitura.

Agora que você sabe o que é um Full Nelson e o pouco enredo do Mirror of Fate, que é o interlúdio entre o 1 e 2. Ou seja, se começou o 2 você tomou todos os spoilers da "história" do MoF.

Devidamente explicado e spoilado, vamos prosseguir.

O tempo passou e o CAPETA QUER VOLTAR depois da sua derrota pro Drácula, ele teme que seria vencido por Gabriel de novo. Mas pensa comigo, o Capiroto desse jogo é um fracassado. Ele como entidade maligna DO MAU perdeu pra um cara normal que mesmo transformado em vampiro perdeu pra um meio vampiro e um humano normal.

Que capeta fracote... Enfim, ele quer voltar, anos depois da sua queda e mesmo com data marcada, Zobek descobre de algum modo e avisa Drácul, o dragão. Como assim se intitula.

Na verdade ele é um fracote bem bombado, olha isso:



Alguém tomou muito whey e comeu muita batata doce enquanto ficava esses mil anos no inferno puxando supino. Pra continuar sendo um fracote, mesmo que em outro contexto.

Só faltou algo como:


E assim o "enredo" do jogo prossegue em ritmos tão bobos que me fizeram gargalhar à ponto de quase ter um AVC. O bom do "enredo" desse jogo, que apesar de a beira do medíocre, ele não tenta te fazer acreditar à todo custo que é um Castlevania, exceto pelos nomes dos personagens e referências meia boca em quase todos os casos. Mas a verdade é que LoS2 é uma proposta inteiramente nova e mesmo medíocre, dessa vez me fez rir ao invés de me fazer dormir como no primeiro jogo.

Por que ninguém merece um guerreiro de deus se levando a sério igual no primeiro jogo. Ninguém mesmo.

Mas LoS2 tem suas peculiaridades como por exemplo os pseudo-dramasos diálogos MUITO bobos como:

"Eu sempre serei uma pedra no sapato de Deus"

Caralho, como eu ri. Eu ri tanto que não acreditei que tava lendo isso. Sem falar na patética morte do Victor Belmont, que é o sacrifício mais inútil que eu já vi num videogame. Ou um dos mais pelo menos. Mas ao menos não querem me forçar a acreditar que é um "Castlevania clássico reformulado".

Agora, você provavelmente não entendeu quando eu disse "forçar à acreditar" né?

No 1, tínhamos o que? Um personagem humano comum, de chicotinho, que estava em uma época feudal ou que se parece como uma, sei lá, com as mesmas situações que um Belmont dos jogos antigos estaria, porém com gameplay meia boca e tantos outros problemas que já citei no post que deixei link no começo da postagem.

No 2 não, temos uma proposta inteiramente nova, mecânicas novas, e uma tentativa absurdamente nova de te dar algo novo, uma vez que é um reboot, deveriam ter feito isso desde o começo. Vou falar francamente, copiar mal copiado igual no primeiro jogo é vergonhoso. O segundo ao menos tenta de certa forma criar algo, te apresentando uma ideia nova sem te forçar a barra pra acreditar que aquilo é de fato um Castlevania clássico reformulado.


Apesar das partes do Castelo meio forçadas mas você pode relevar como eu, afinal, são bem poucas.

Então, vamos à melhor parte de um Castlevania. As mecânicas.

Isso não inclui Lords of Shadow 1 ou Simon's Quest. Ok?

Aqui, logo no começo do jogo eles corrigiram dois dos maiores problemas. O primeiro, os monstros sofrem impacto. UAU! Colocaram o básico de todo hack'n'slash no game, e pode até parecer zuação mas em vista do primeiro, eu fiquei foi surpreso. O segundo é o fato de não haver repetição visual, no 1 era um chicote com e a variação eram duas cores. Num jogo chato... Aí fode né. Mas no 2 não, agora Drácul usa chicote de sangue (ui), a Void Sword e a Flame of Chaos, a espada do vazio tem a mesma função da magia Holy do 1, ou seja, sugar energia, e a Flame of Chaos tem a mesma da magia Shadow, ou seja, aumentar o dano.

Porém, contudo, todavia... Essas armas ganharam muito mais utilidade, a espada congela partes com água pra serem escaladas, as chamas agora projetam energia pra quebrar pequenos obstáculos dentro das fases e isso é tudo associado ao gameplay no desenrolar do jogo de forma geral. Vai ter muito o que ser feito nesse ponto. O  que atrapalha de leve é a falta de intuitividade no level design do jogo.

Também deixaram a câmera livre e ela não te deixa sem visão do ambiente, o fato de ser livre melhora, mas os ângulos que mostram são MUITO melhores e agora ao menos não atrapalham, exceto por um ou dois momentos, a câmera se ajuda de forma decente nos momentos certos, aproximando ou distanciando o ângulo do combate sem exageros. 


As escaladas no 1 eram quase inúteis, e mal fingiam quebrar o ritmo da progressão mas não, era só uma chatice mascarando tal linearidade. No 2 eles tentaram mais, botaram um cenário aberto ao invés de uma linha reta e pra ter acesso tem de fazer várias coisas e isso inclui escalar, mas como eu citei acima tem mais coisas, como uso das armas, virar névoa, escaladas e etc. Nesse ponto, houve um esforço muito maior. E eu acho válido porque funciona. Mas a falta de intuitividade no level design é triste de chata em alguns pontos.

Vale citar que o 2 também é linear, porém num cenário aberto onde vamos abrindo algumas partes aos poucos. Mas eu prefiro uma linearidade assim do que só andar pra frente como Final Fantasy XIII ou o primeiro Lords of Shadow.

E removeram os "puzzles" do jogo. No 1 era ofensivo como você mal arrastava um pilar e ganhava um PUZZLE SOLVED na sua cara. Porra, vai pra merda né? No 2 trocaram tudo isso por coisas como as que eu citei acima. E isso melhorou 100% na progressão, além do cenário aberto que permite maior "exploração".

Também tiraram as partes de montaria. Porque como eu disse no post anterior - ninguém liga pra isso, é só chato. Não tem a menor graça ou qualquer destaque. Era só mais uma forma de mascarar a linearidade e o progresso morno do jogo.

Mas ao menos voltaram com o backtracking dos metroidvania. Ou seja, você vai num lugar, acessa ele mas vai ter parte X ou Y que não pode ser acessada, mas não são fases em linha reta como no lixo do primeiro Lords of Shadow e sim um mapa aberto do qual você pode ir e voltar por sua livre e espontânea vontade. Não vai ter uma seta apontando e sim um mapa, mostrando onde e o que deve ser feito. Pode parecer estranho mas acreditem em mim, é muito melhor assim. Eu prefiro me perder num lugar aberto do que me entediar numa linha reta. Poucos os jogos lineares tem o poder de prender o jogador de vez, porque pro jogo linear ser bom, ele tem que ter muito destaque e fazer uso de tudo que pode a seu favor pra tudo aquilo não cansar.


Acreditem, é bem mais divertido agora, principalmente levando em conta o quanto o combate melhorou. E agora sem excessivos Quick Time Events.

Basicamente, o que antes era uma cópia mal feita de God of War, agora é um filho recém nascido e bastardo de Devil May Cry. Bom, pode não parecer, mas os inimigos melhoraram muito na hora de serem combatidos, eles não mais tem 1 ou 2 ataques e ficam levando porrada sem você saber se pode ou não ser atingido no meio do combo de graça, agora eles tem vários ataques e normalmente tem 1 ou 2 indefensáveis. Mas ao usá-los, eles "piscam" de vermelho, te avisando que aquele golpe não pode ser defendido, os outros golpes podem ser facilmente cortados dando golpes muito fortes ou batendo com muita intensidade quebrando a defesa deles.

Tá vendo? Agora o sistema é um Devil May Cry simplificado, qualquer coisa que tenha um combate de DMC é no mínimo aceitável. E isso é refletido ainda mais nas batalhas com os chefes. Eles não são o "bate e esquiva" do 1, muito pelo contrário, as batalhas tem muito a serem feito dentro delas. Existem batalhas padrão? Sim. Mas a maioria é muito boa, como por exemplo a luta contra Carmilla ou Gorgon Sisters.

Essas batalhas não são somente "bater" como eu disse, tem de escalar, quebrar algo, quebrar o mero ritmo comum e se adentrar dentro das mecânicas, e com isso as batalhas ganharam um novo nível de diversão. Mesmo as padrões por conta da mecânica ter melhorado, acaba por serem muito mais gratificantes e proveitosas.

Com isso tudo, o desafio do jogo poderia ser pouco maior mas acaba por ser menor, e é muito mais fácil que o primeiro jogo. Mas vamos falar a verdade, melhor um jogo fácil pelos motivos certos do que difícil pelos motivos errados.

Eu não sou Dante mas te jogo pra cima e te desço o combo

Por exemplo, agora não há tantos QTE como no anterior, ainda bem! Antes era QTE até pra peidar, no 2 além de ter no mínimo 70% a menos e você ainda pode desligar os mais chatos como os de sugar sangue dos inimigos ou mesmo pra abrir portas. E melhor ainda, você pode desligar os que eu acabei de citar diminuindo no mínimo uns 85%. Mesmo as batalhas com chefes, quando você venceu a luta a cena final na grande maioria dos casos não é mais baseada num Quick Time Event. Felizmente!!! Alguém fez mesmo o dever de casa. Eles souberam separar a parte de jogar com a parte de assistir e não é mais aquela chatice do primeiro jogo onde cada respirada do Gabriel necessitava de um QTE.

Outras reclamações vieram até mim, uma delas é a parte de virar rato. Olha, não sei se sabem, mas na mitologia Drácula vira animais de várias formas, e não somente morcegos, e essas partes de ratinho funciona legal, é até divertido por quebrar o ritmo da matança no game. Apesar de que agora sair matando geral dá gosto, porque funciona.

Mas apesar de tirarem as partes de montaria eles colocaram algo ainda pior. A única reclamação que eu tenho forte mesmo é da parte do Stealth. Sério, não é colocar isso que me incomoda. O que eu achei chato é o seguinte, você tem de passar sem ser visto. Certo? Mas só existe UM MEIO de fazer isso. Somente UM MEIO! E esse meio é totalmente específico. Como possuir um corpo ou distrair o soldado com morcegos e passar naquela parte específica. Mas o problema é que não existe variedade. Você não pode alternar pra um outro método. Somente AQUELE método DAQUELA situação funciona e não existe nada desse mundo que te permita usar uma outra alternativa mesmo que ela seja mil vezes mais difícil e mesmo que funcione em teoria. Ou seja, é chato e pra caralho!

Mas são poucas essas partes, e tem até algumas funcionais. No primeiro embate contra a Carmilla, pouco antes do pau quebrar tem uma parte de stealth com ação e que funciona muito bem e tem uma do trem que é meia boca mas não chega a ser monótona como as partes "cruas" de stealth do game. Então, isso é de fato um ponto bem negativo.

Possuir monstros pra passar algumas partes... Não é uma ideia ruim mas é chaaaaaaaaaato...

E a trilha sonora continua da mesma forma, não é ruim, mas não é marcante, apenas genérica e encaixaria melhor num filme de tom épico. No 1 era sem graça e no 2 continua sem graça em boa parte do tempo, porém ao menos nas partes com mais pancadaria, não fica tocando uma música que remeta ao sono, pelo contrário, acaba sendo uma música totalmente padrão e não cansa porque você simplesmente vai ver que ela ta ali e não vai te afetar em nada.

É, Oscar Araujo, você não consegue acertar o ponto de Castlevania e as suas "novidades" definitivamente não me surpreendem. 

Conclusão: Lords of Shadow 2 é um jogo mediano, muitíssimo mais esforçado que o porco primeiro jogo, um plot twist risível no final à ponto de causar infarto por gargalhadas, e uma mecânica tão boa que nem parece ter sido feito pela mesma galera do primeiro jogo.

Se parar pra pensar, ele é exatamente como DmC em alguns pontos. Ou seja, se leva a sério demais sem espaço pra isso e tem pequenos defeitos que pesam na jogatina geral e que impedem de serem jogos melhores. Incrível como esses jogos são ridiculamente parecidos olhando por esse ângulo.

E digo mais, o primeiro Lords of Shadow era um button masher demoníaco (que irônico pra um jogo tão cristanóide) e boa parte do game a gente mais assistia do que jogava, então como o 2 melhorou isso, o povo criticou a parte do stealth como se fossem piores que todos os defeitos do 1.


Não, definitivamente não. O 1 é ruim e o 2 é mediano, minimamente esforçado mas só esforço não gera qualidade, aqui eles conseguiram ao menos transformar o que era um verdadeiro triturador de botões num jogo propriamente dito. Com exploração, bom combate num cenário open world. Que só peca por novamente levar a sério demais a história à pontos exorbitantemente engraçados, mesmo que não tão ridículos quanto o primeiro. Talvez uma proposta mais descompromissada seguindo esses mesmos passos corrigindo a falta de intuitividade no level design e removendo ou melhorando as partes de stealth permitam um futuro jogo promissor, porque muita coisa do 2 pode ser aproveitada, principalmente as batalhas com chefes.

Mas se teremos um próximo bom jogo, isso só o tempo dirá, afinal, anunciaram que vai sair um Lords of Shadow 3 pra next-gen.Mas ninguém sabe se vai sair ou não por conta de treta da Konami com a Mercury Steam.

E só pra constar, o final é TÃO ruim e tão retardado, que chega a ser bom de tão engraçado, incrível como algo tão pretensioso pode ser tão medonhamente cômico.

Aliás, fechando o post, o único easter egg decente é referente ao Curse of Darkness, vamos ver se você é capaz de desvendá-lo e me dizer com um sorriso na cara o quanto gostou.

14 de dezembro de 2014

Kratosvania - Lords of War


Era uma vez, uma bela camponesa que cuidava de seus amados anões.

Seu nome, era Konami.

Ela de repente, teve a ideia de dar um tiro em um dos seus 3 anões durante mais um de seus surtos psicóticos. O nome desse anão era Silent Hill.

Ela tentou dar o tiro no segundo, um tal de Metal Gear Solid mas esse tinha um santo forte, o seu protetor sagrado chamado Hideo Kojima, esse ser místico do além alegava que esse era seu corpo e seu sangue e que o protegeria como um bom Jesus 2.0 que é para os games.

Então sobrou o terceiro anão, um anão que havia crescido e se desenvolvido bastante, estava bem gordinho, afinal vivia se alimentando de coisas boas na sua franquia, seu nome... Castlevania.

De repente, Konami acordou, bateu o dedão na quina do móvel da cozinha e ficou puta de ódio, pegou seu espingardão e saiu em busca de alguém pra atirar, como já havia matado um de seus três anões e o outro não podia morrer, então sobrou somente o gordinho Castlevania, então ela deu um mega tiro nele. E o matou.

Assim surgia Lords of Shadow, jogo que me recuso de todas as formas a chamar de Castlevania.

Porque durante uma pesquisa, Konami descobriu uma coisa chamada alquimia, e com isso conseguiu ressuscitar Silent Hill (Downpour) e agora ele cresce rápido e forte porque o santo protetor de Metal Gear Solid ficou com pena dele e decidiu que dividiria sua sagrada bênção com ele, mas Konami tentou de novo, e falhou. Por isso nasceu Kratosvania ao invés de Castlevania, usando o corpo de seu antecessor, um novo ser nasceu, um ser maligno e deformado.


Mas... Por que tanta piada? Por que tanto deboche? O jogo é ruim?

SIM! EU VOS DIGO!

Sim! Ele é e muito ruim! Mas os motivos de tanto ódio não são meramente gratuitos. Se você acha que não curti por ser um outro tipo de jogo, engano seu. E como se enganou.

Debaixo dos caracóis... Dos seus cabelos...

O jogo não precisa de coisas como comparações pra ser ruim. Não é como Silent Hill Downpour que é bom mas se comparado aos clássicos poderia ser visto como ruim. Lords of Shadow é um jogo ruim sozinho, sem nenhum tipo de esforço envolvido. Vou mostrar tudo que penso depois de terminar esse abordo mal passado.

Me digam, qual é o foco de todo e qualquer Castlevania? Mecânica. Simples e pura mecânica, seja nas fases side-scrolling ou então na exploração dos metroidvanias usando seus gimmicks jogo a jogo e aprimorando tudo que temos em mãos pra assim perdermos horas, dias, meses e anos das nossas vidas e por causa disso que jogos como Symphony of the Night, Aria of Sorrow, Circle of the Moon e Order of Ecclesia são exemplos de jogos da série que são vivos até hoje, que vendem digital até hoje, que são bem aceitos e muito jogados mesmo em tempos atuais com o passar de tantos anos.

Não, isso NÃO É NOSTALGIA. Isso se chama jogo ATEMPORAL. Ele supera a barreira do tempo e fica preso entre o antigo e o novo, nunca perdendo a graça. Isso é um bom Castlevania e tem mais uma porrada de jogos da franquia tão bons quanto funcionando da mesma exata maneira.

E o que é Lords of Shadow? Uma verdadeira aberração genérica. Somente isso.

Imagine o seguinte, você ta numa mesa com seus colaboradores e todos dizem:

"Olha, por que não fazemos como sempre, a gente bota um castelo gigante, mil upgrades, um personagem qualquer e bota muita exploração pra nego perder no mínimo uns 3 anos da vida dele jogando de novo e de novo"

"Vou bicar esse viadinho só de zoa"

E aí um fala:

"Não, vamos INOVAR, vamos deixar exatamente igual à God of War porém pior"

E todos aplaudem de pé falando que é uma ideia genial. É só isso que rolou.

Me digam, é fácil fazer um Castlevania novo? Não! Não é, tem Castlevania com chicote, com espada, com mago, com criador de armas... Por que é difícil pegar e criar uma ideia simples e nova dentro de um contexto funcional?

Eles fizeram simplesmente o contrário, pegaram a ideia base de hack'n'slash sem refinamento (já explico o por que), botaram um personagem tão sem carisma quanto quase qualquer outro e simplesmente enfiaram você, o jogador, numa linha reta de vinte horas. E... Só!

Mas o que torna tudo tão ruim? God of War é uma linha reta e é divertido, por que Lords of Shadow não seria?

Começando pela parte que mais me ofende. Castlevania sempre teve histórias tipicamente ruins, é um cara qualquer do bem, seja ele humano, meio vampiro ou meio vendedor Jequiti, tanto faz. Contra um ser do mal que é ninguém mais e ninguém menos que Drácula, o conde dos vampiros por qualquer motivo que seja. Isso é o background básico de qualquer jogo da série e que é totalmente simples e honesto consigo mesmo. Sem tentar parecer profundo ou maduro.

"Por favor, me agarre e me possua, afinal sou a personagem demônio feminino fan service que TEM que cantar o protagonista."

Lords of Shadow vai justamente pela linha oposta, sendo um jogo com a mesma ideia, um cara do bem que perdeu a esposa por ele mesmo (fracote manipulado) enquanto era controlado (viu, eu falei que era fracote) por um cara que não sei como ele não percebeu que era o famoso "vilão disfarçado de amigo", nisso tudo, Kratos Gabriel Belmont, vai em busca de uma máscara que daria a ele poderes pra ressuscitar sua amada... Quando na verdade era manipulado pelo amigo genérico do mal. Que só esperou a hora de lhe passar a perna.

Pra chegar lá, ele matou todos os SENHORES DAS SOMBRAS (meu deus que nome ridículo) e assim que chega lá, Zobek, o amigo do mau e narrador do jogo nas horas vagas se mostra ser o Lorde Necromante, líder dos Lords e que na verdade estava por trás de tudo até... QUE O CAPETA APARECE E MOSTRA QUEM MANDA!

Sim, literalmente. Trocar Drácula por Diabo/Satan/Exu/Belzebu/Capeta é simplesmente uma ideia ainda pior e ainda mais genérica do que antes, e eu diria que ainda mais infantil. Eu retiro tudo que disse sobre DmC ter a pior história de um hack'n'slash, esse posto já era ocupado por Lords of Shadow e eu nem sabia, porque além de tudo, é ABSURDAMENTE FORÇADO, e muuuuuuuuito monótono a cada mísero segundo e dormi umas 5 vezes jogando e acordava com uma queda do controle do meu Xbox 360.

Esse é Zobek, conhecido na internet como "amigo genérico previsível que vai trair o protagonista"

Maldito jogo, estragando controles causando sonolência em jogadores...

Em termos de história ruim o DmC é muito melhor (ou pior?) porque ele ao menos me deixou com raiva mas acordado, enquanto Final Fantasy XIII e Lords of Shadow me fizeram dormir.

Pior de ser uma história ruim, é ela se levar a sério como se fosse boa ou profunda, pagando de adulta tentando te convencer a cada instante cortando sua ação pra mostrar um diálogo ou cutscene.

Cortar a sua ação pra mostrar história é uma coisa excelente quando a história é boa, tal como Metal Gear Rising, entretanto quando ela é ruim, ela só incomoda ainda mais como Lords of Shadow, isso é só o começo de todo um pacote de erros desse maldito jogo genérico que denigre a imagem da franquia Castlevania.

Não é atoa que quando chamam ele de Castlevania, eu demoro pra associar, em minha mente ele se chama Kratosvania.


Sabe por que? Porque é mais ou menos o seguinte: lembra quando eu disse de plágio de God of War?

Tudo poderia ser resumido à isso:


Então. Se você ainda teve a sorte de NÃO jogar esse jogo, eu vou te falar. Sabe a Vampire Killer? Não me refiro à música e sim ao chicote clássico que os Belmont, Morris e Nathan Graves usaram. Tá ligado?

Então, transformaram ele numa cruz com uma corrente gigante e que bate de forma ondulada igual à quem? Adivinha? KRATOS!

Diga Oi pro novo design da Vampire Killer

Além da mera cópia visual, entra o problema. O gameplay é muito ruim. Vamos ao que importa, God of War é um jogo casual, simples, curto e divertido, tem mecânicas simples e faz uso do pouco que te oferece do começo ao fim do jogo, seja nas finalizações, combos em área ou combos em inimigos focados.

O que temos em Kratosvania? Um jogo que simplesmente... tem um milhão de combos porque não servem pra absolutamente nada.

"Uai Juninho, como assim serve pra nada? Tá ali na lista sem motivo?"

E eu posso tranquilamente dizer: SIM!

O motivo pra isso é claro: os inimigos não sentem o impacto da porrada que você dá neles.

Sim, isso mesmo, você começa um combo, não importa qual seja (testei todos) e o monstro não sente bem a porrada, ele pode muito bem do nada te dar um golpe e como você ta ali vendo aquele monte de golpe acertando nele, e muito rápido, você não imagina que ele pode te cortar, até entender que o jogo é inteiramente baseado em esquivar e bater, mas não pode esquivar demais porque assim você não bate nada e se bater demais ta fadado à apanhar eventualmente.



Isso definitivamente não é uma ideia boa pra um hack'n'slash. Falta de impacto nos monstros, foco em esquiva e nada que seja bom o suficiente pra prender a atenção com um bom diferencial...

Definitivamente, você pode não gostar de God of War, mas vamos admitir que é um jogo muitíssimo bem feito. E Kratosvania não chega PERTO disso seja em movimentação, fluidez, combate ou mesmo no fator diversão pelo simples fato do gameplay de LoS ser ridiculamente retardado.

Achou pouco ele copiar God of War? Então se prepara, ele tenta e falha miseravelmente em vários momentos... COPIAR SHADOW OF THE COLOSSUS!

Sim, batalhas contra gigantes, e etc, PORÉM com a delícia de câmera de bosta do jogo, fica tudo ainda pior.

Primeiro de tudo, copia mal essa ideia também e ela não funciona bem por natureza, e a câmera só deixa tudo pior porque em alguns momentos a batalha fica focada em mostrar o colosso (que aqui é titã, mas tanto faz) e não mostra literalmente nada do personagem que controlamos.

Uma das partes onde o jogo copia Shadow of the Colossus. E muito mal por sinal.

A câmera é um problema fortíssimo de todo o jogo, ela vai eventualmente te atrapalhar porque mostra uma parede, ou não mostra Gabriel, ou fica longe demais, ou perto demais... Falando sério, são raros os momentos onde ela realmente funciona, tipo quando se enfrenta algum chefe que não tem 20 andares de altura. Nesses casos, ela funciona tão maravilhosamente bem, que me deixou duas vezes mais puto. O motivo é simples, acertar na parte mais difícil e errar na mais fácil.

Gabriel tem a velha ideia dos Castlevanias anteriores, mata um chefe e ganha um upgrade, seja ele dois pulos, corrida ou demais coisas que acabam se tornando iditoas.

Sem dúvidas os mais úteis são as barras azul e vermelha. Os poderes Holy e Shadow Magics.

Basicamente, o Shadow faz os monstros terem um pouco de impacto, ainda podendo te cortar eventualmente e o Holy regenera seu HP a cada porrada que você acerta nos inimigos.

Isso faz algum sentido pra você além de deixar o jogo ainda mais casual e facilitado pra bundões? Eu imaginei que não.

Tem até partes de montarias nos monstros, minha nossa senhora, pelas barbas do Conde Drácula, quem liga pra isso?

"Não jogue esse lixo" - Tá vendo, ouça o Pan

Pense na minha insatisfação ao saber que Metal Gear Rising foi mega divertido de se jogar nas 3 vezes que joguei em seguida e no quanto foi ruim jogar Lords of Shadow uma única vez. Enquanto MGR tem 5 horas de campanha (apesar do gigante fator replay ultra divertido), LoS tem simplesmente VINTE HORAS DE CAMPANHA!

VINTE FUCKING MALDITAS HORAS DE TÉDIO NUMA CAMPANHA!

Prestem atenção, quantos jogos dignos no hack'n'slash tem essa duração?

Ninja Gaiden Sigma ou Devil May Cry 3 na primeira vez que você os termina. Talvez nem cheguem a tanto. Com sorte devem chegar nas 15 ou 16 horas. Agora imagina um jogo tedioso chegar a vinte. VINTE!

Sabe o que é ainda pior, existem "puzzles" em Lords of Shadow, puzzles tão dignos que fariam qualquer pessoa com mais de 2 pontos de QI morrer de vergonha.

Empurrar estátuas ou direcionar pilares de luz... E ainda brotar na tela PUZZLE SOLVED como se você tivesse  resolvido o enigma do século?


Ah fala sério Konami. Já não basta dar a série pra um bando de amadores como esses da Mercury Steam, e ainda vem me chamar de bundão dessa forma? Eu já to perdendo o tempo jogando essa porra, num parte pra ofensa gratuita.

Quer mais que isso? As batalhas com os chefes são todas iguais. Esquiva e bate, esquiva e bate e depois repete o procedimento mil vezes até... APARECER UM MILHÃO DE QUICK TIME EVENTS.

Detalhe: Ou você mata no QTE, ou não mata. Tipo God of War, só que ainda mais chato porque pra variar... erraram a mão e excederam BASTANTE o número de QTE's. Lembrando que tem QTE pra abrir porta, matar chefe, comprar Avon e tudo mais. É QTE ao extremo do extremo. Nem eu que curti Resident Evil 6 consegui jogar o LoS sem achar tedioso.

Lembrando que no RE6 eram em partes onde se era agarrado ou coisas mais simples (apesar de sim, ter demais) enquanto no LoS é pra absolutamente tudo. Segundo fontes, no 2 você pode tirar essa opção nos menus. Só pra vocês terem uma vaga ideia da parada.

Outro fator incômodo, tudo que você precisa fazer é jogado na sua cara e atropelando a sua possibilidade de tentar descobrir o que deve ser feito, sempre algo vai piscar, brilhar ou usar holofotes de neon GIGANTESCOS mostrando que é exatamente ali que você deve ir, ou tem algo a ser feito lá. E normalmente é tão óbvio que nem sei por que diabos colocaram essa merda.

Piorando tudo ainda mais, na batalha final contra o filho bastardo de deus, Gabriel fica invencível porque tem o PODER DE DEUS e simplesmente fica LITERALMENTE INVENCÍVEL dentro da batalha.

Tem ideia do que é isso? Vocês tem IDEIA do que é uma batalha final do qual seu personagem fica INVENCÍVEL? É o CÚMULO da preguiça! Eu matei o Satan de primeira, afinal... Era quase impossível morrer. Mas quando ele quase morre... Ele solta várias argolas de energia em volta dele, aí basta usar os poderes que você ganha (holy e shadow) e bingo, chega perto e mata. Não tem desafio, não tem graça, não tem nada além de pura preguiça ao tentar reinventar o jogo deixando tudo na mão de amadores e que por sinal nem tentaram criar nada e somente copiaram de maneira levemente alterada ideias de outros jogos.

Ui, o capeta aqui é sarado e usa uma tanguinha de trevas.

Se ainda alterassem de forma positiva, beleza. Vejamos por exemplo Uncharted e Tomb Raider, não são idênticos mas são super parecidos e igualmente bons. Entendem onde eu quero chegar?

Lords of Shadow não parece Castlevania, copia God of War e NÃO É BOM.

Ele é um jogo que simplesmente adentra na moda do Hack'n'slash da maneira errada, ou seja, sem gerar nada novo ou pelo menos usar ideias já usadas de forma decente, ele só é escroto porque é focado em esquiva e bater mas nem muito um ou outro, tem uma trilha sonora bem esquecível (e não, não é ruim, mas é genéééérica....), uma história que além de escrota e estúpida, te corta a ação toda hora, PORÉM com gráficos lindos.

Sinceramente... Se você se impressiona graficamente, talvez goste do jogo, mas só assim, porque pegaram tudo que Castlevania tinha de ótimo, a progressão, as músicas, a exploração e a mudança de gameplay que sempre tinha de jogo pra jogo apresentando gimmicks únicos e jogaram tudo NO LIXO! Pra simplesmente no final de tudo fazer um jogo de ação genérico, sem graça, que é nada menos que uma linha reta de 20 horas.

Gabriel até tem estilo pra matar os monstros ou alguns chefes... mas isso não salva o jogo. Certo?

Triste, eu sei. Porém verdade. Quer uma dica? Se for jogar de curiosidade... Jogue pirata. Jogue no PC ou no 360 de alguém, ou pegue emprestado... Mas NÃO compre. Não faça essa atrocidade à si mesmo, eu tive receio de comprar, não comprei. Comprei a versão Jack Sparrow e paguei 20 reais nos dois discos desse lixo e me arrependi amargamente.

Achei caro. Eu podia ter limpado a bunda com esse dinheiro, seria muito mais útil.

Caso você ainda não saiba, ISSO é o Drácula. Digam Oi pra ele.

É um jogo equivocado, com pouquíssimas coisas boas e que não salvam o mar de merda que ele é no final das contas. Tão verdade, que os fãs odiaram, e se o Mirror of Fate do 3DS saiu pra outros consoles em HD (mesmo que um HD porco de doer) foi porque os fãs imploraram pelo amor de Drácula que lançassem o único jogo que realmente parecia um legítimo Castlevania. Mesmo que nem tão legítimo assim...

Fechando com chave de bosta, temos uma história ruim que de quebra, mostra no final Gabriel sendo condenado por deus por vencer o filho dele e por ter matado pessoas inocentes (mesmo quando estava sendo controlado) com a vida eterna... Com isso ele se transforma em Drácula. Mas COMO EXATAMENTE ISSO ACONTECE... Ahá. Vai ter que comprar uma DLC! Porque história "boa" é assim: Além de ruim, se quiser ver ela inteira, vai ter que desembolsar.

Lords of Shadow é tão ruim, que muitos ainda acham ele pior que o Castlevania II: Simon's Quest. Sentiu o drama?

E não fiquem tristes, eu jogarei o Mirror of Fate e o Lords of Shadow 2. No fundo, acho que sou meio masoquista.