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14 de março de 2015

Persona 4 Arena - Maturidade Voltando? Quem Diria!!!!


Bom, eu sou fã de Persona, adoro a série mais do que tinha direito, mas não sou cego pra ver o tamanho retrocesso depois do Persona 2 Eternal Punishment.

Persona 3 e 4 são ótimos mas abaixo tanto do que eu esperava quanto do que poderia ser em termos de profundidade, e eu já falei isso mais de mil vezes então no máximo posso deixar os links de tudo que já falei deles por aqui.

Se não entendeu, eu já fiz um leve "desabafo" sobre isso e basta ler pra ficar por dentro da minha cabeça pensando sobre a série.

Mas aí o que acontece. Anunciaram um jogo de luta pra continuar o RPG Persona 4. Que ideia mais.... Bizarra?

Estranha?

Maluca?

Incompreensível?

Sim. Tudo isso. Eu suponho.


Mas Persona 4 Arena veio e eu não sabia o que esperar, meu amigo comprou e recomendou. Falou que a história era muito boa e vi numa promoção uns tempos atrás e resolvi dar uma chance.

Afinal, por que não?

Comprei. E logo de cara veio o espanto.

Primeiramente, se você está acostumado com jogos de luta tendo story modes tipo Mortal Kombat 9, vai desapontar muito suas expectativas. Porque o modo desse jogo é MUITO FODA, diferente do meh MK9.

O motivo é simples: apesar que eu gosto do MK e etc, o formato beneficia principais e pronto, quem é fraco não tem destaque por ser fraco mas num jogo de luta você tem que pensar em todos os lados, ou seja, em todos os jogadores. Se eu gosto do personagem fraco, não importa como, eu quero ver ele vencendo e não tomando surras.

É nesses pontos que o Skullgirls foi foda, ele mostrou exatamente o lado certo do jogo de luta e ainda fez melhor, porque explorou dois lados da moeda, mostrando coisas de um personagem jogando com outro e isso com todos. Então é bacana explorar aquele mundo. Persona 4 Arena faz a mesma coisa. Exatamente a mesma coisa e ficou FODA!

O enredo do jogo é bem cabeça, maduro mesmo.

Até tem um formato diferente e interessante.

Uma das cenas mais tristes do jogo


Inicialmente temos só quatro personagens pra jogar mas os outros vão se abrindo ao decorrer, através deles vamos vendo eventos e a história para digamos pouco a frente da metade e aparece um "continuará" na sua cara, depois de zerar com eles, vai abrindo mais e mais até chegar na Labrys, jogando com ela temos a visão dela de tudo que aconteceu pra ela ser daquele jeito e é simplesmente fantástico e até trágico. Muito deprimente tudo que aconteceu com ela. Mesmo eu que sou um bruto coração de pedra quase fiz um suor masculino descer pelo rosto.

Ela é uma robô que veio a produção pelo Kirijo Group antes da Aegis, sim, a robozinha adorável que aprendemos a amar em Persona 3. E com isso ela foi treinada pra ter uma consciência que se aproxima da humana e com isso adquiriu persona e também sentimentos mas tudo contado pouco a pouco (por mais idiota que pareça, é convincente) e triste. Muito triste. Tem partes de doer o coração mesmo.

Então, quando se termina o Story Mode dela, você abre o restante da história. O motivo é simples, você vai confrontá-la mas não saberá porque ela age e pensa daquele jeito, os seus personagens só pensam por eles, e assim você vai ver os dois lados da moeda. É um formato inteligente de muita criatividade, eu diria.

Labrys não é puramente maligna e seus personagens tem defeitos e coisas mal resolvidas do Persona 4 são colocadas à prova. Isso é muito foda e sem contar que quando se joga com cada personagem, ele é o protagonista, a história segue um mesmo fluxo porém tendo ele como principal e nisso diálogos e situações mudam por completo, sendo obviamente um modelo mega bem feito de se contar uma história por um longo tempo, sendo em média 1 hora e meia pra ver a história completa de cada personagem.

Somado tudo isso ao subtítulo que cada personagem carrega consigo, fica tudo ainda melhor.

Incrível como um jogo de luta com tanto personagem tem tanta vida útil

Antes que me pergunte, esse subtítulo que cada personagem tem é uma "pista" de tudo que vai acontecer dentro da história, e de longe o melhor exemplo é do Yosuke com o apelido de "Capitão Ressentimento". Não vou dar spoiler porque é sacanagem mas acredite, ele melhora bastante como personagem nesse arco do P4A e esse desenvolvimento torna ele consideravelmente mais interessante do que já era.

Se pensa que era "só" isso, tem mais. Vish, como tem.

Em suma, quando você começa o jogo, coisas estranhas começam a acontecer e um torneio é anunciado com Teddie, depois disso você vai investigar no mundo da TV e simplesmente cada personagem começa a ter de lutar com os outros, mas não "porque sim". Acontece que eles são ofendidos e acabam por imaginar que estão lutando com cópias e etc mas na verdade é aquele mundo da Labrys iludindo eles fazendo com que ouçam somente o que NÃO QUEREM ouvir. Com isso esse conflito mútuo faz todo esse combate vir à tona até o ponto de se entender Labrys, confrontá-la e vencê-la.

O mais bizarro é que o Story Mode completo de cada personagem dura cerca de 1 hora e meia mais ou menos. Então dura bastante, e ver todos os acontecimentos, personagens, diálogos e alguns casos até mesmo tem escolhas e etc. É bem completinho e bem caprichado. E de quebra tem muito modo extra pra ficar brincando por longo tempo, porém tem o problema do gameplay que já já eu cito.

Ironicamente mesmo o Arcade tem finais bons exceto personagens como Elizabeth ou Shadow Labrys, que não tem absolutamente nada além de um "CONGRATULATIONS AND FUCK YOU" depois de terminar. Ou seja, um belo e fantástico nada.

Vai Chie, use o seu "Bruce Lee Kick"

O jogo seria perfeito se não fosse um problema pequeno e outro bem grande. O pequeno é meio que dose dupla, poucos personagens incluindo somente a galera do 3 e 4 (lembrando que a galera do 3 é quase super herói aqui) e as músicas que poderiam ser melhores mas passam longe de serem ruins, mas veja bem, eles usaram Reach Out To The Truth e definitivamente ela não combina com um jogo de luta, assim como não combinava com um RPG e dificilmente vai combinar com alguma coisa em algum momento da história dos games. Mas ao lado dela tem só uma ou outra que destoam totalmente, o restante acabaram por escolher bem.

Mas no geral, as músicas funcionam bem, mas elas funcionariam melhor num RPG, no caso, as do Persona 4. Porque as do 3 são boas em qualquer lugar e se você jogar com a galera do 3, todas as músicas vão mudar, a de mistério, batalhas, chefes e até batalha final vai mudar pras músicas do 3. E isso é ótimo e um capricho e tanto.

O outro problema e definitivamente maior problema do jogo é a sua mecânica. Simplesmente pobre. É uma coisa totalmente facilitada e obviamente feita pra não afastar os jogadores de RPG do jogo mas custava MESMO ter dois modos do qual um fosse um mais tranquilo feito pra aqueles que só querem ver a história e outro normal como os jogos do qual P4A foi feito por cima?

Pra quem não sabe, quem fez foi a Arc System com o meu ídolo Daisuke Ishiwatari, então como já sabe, ele usou a engine de BlazBlue, que por sinal é uma versão evoluída da engine do Guilty Gear XX e etc.

Então, custava ter dois modos como eu disse acima? Sério que custava?

Uma das muitas cenas épicas.

Tudo uma questão de metralhar quadrado (ou X no Xbox 360) e simplesmente vai sair um combo PRONTO! Sim, PRONTO! E tem ataque fraco e forte com persona e sem persona. Só isso. Não muito além, e o que tem mal faz muita diferença porque o gameplay se baseia em combos simplórios e pobres e como diferencial tem status de RPG durante a luta causado por magias de persona durante os ataque...

...sério? Eu realmente não consigo ver isso como uma boa ideia. No máximo como algo inútil que estando ali ou não sequer me faz diferença.

Outro fator é que os especiais são MUITO rápidos, alguns duram míseros segundos e não há muita elaboração no sistema como um todo, e pra variar, tem os instant kills (porque TODO jogo da Arc System precisa ter isso mesmo quando não há necessidade) e infelizmente não são grande coisa.

Apesar dos personagens do Persona 3 terem sentido o peso dos anos passarem, o visual deles ficou MUUUUUUUUUITO tosco também. Minha nossa. Akihiko, meu deus, o que fizeram com você? Pobrezinho!

...

Um minuto de silêncio em luto ao character design legal dos personagens do P3 que simplesmente foram pro espaço.

...

Porém, apesar do gráfico serrilhado e do gameplay relativamente pobre, o jogo vale a pena SE você tiver foco absoluto em narrativas e quiser saber o que acontece depois de Persona 4.

Porque falando francamente, se você jogar, não será por sistema, e sim por sua história e você passará MUITO mais tempo lendo do que jogando, típico de um RPG. Ao menos no Story Mode que é o prato principal, óbvio que pode se divertir com o resto mas saiba que determinados arcos de história, lendo calmamente, as batalhas podem acontecer entre 10 a 20 minutos, de tanto diálogo que o jogo tem. Então tenha isso em mente.



E eu gostei mais dele que de muito RPG e se comparar ele com o Persona 4...

Eu achei o Arena melhor. Motivo: mais sério.

Sim, ele é mais adulto, mais cabeça, tem umas coisas mais intensas e vão além de chiliques juvenis que vi em Persona 3 e 4 (mesmo gostando deles), então é difícil negar pra si mesmo ao jogar o quanto a ideia do P4A acaba por ser mais madura e sem querer resgata parte de uma seriedade relativamente perdida na série.

Ele aborda temas bobos ainda? Sim. Bem usados? De fato, são! Não dá pra negar. Mas acaba por ter mais foco na seriedade e mesmo Yosuke foi relativamente melhorado, tal como os outros mantiveram o nível ou melhoraram. Até mesmo o lixo do Teddie melhorou graças ao story mode. E também tem um humor mais refinado, tipo a campanha inteira da Elizabeth que é simplesmente fantástica além de unir os mundos de Persona 3 e 4 num só jogo e de forma que o defeito maior da história acaba por não ter um fim.

Porém, esse defeito virou qualidade, porque a história é tão mas tão boa que eu quero muito que tenha continuação. Mas que pelo amor de Higor, que não dure 20 jogos pra chegar ao fim. Persona 4 Arena é um jogo que não foi perfeito porque os desenvolvedores não quiseram mesmo. E o mais bizarro é que repetiram todos os erros de mecânica na sequência, que por sinal já tenho pirata no Xbox 360 mas não joguei direito.

Ou seja, ainda vou jogar. Mas acredite, o gameplay cansa por ser literalmente o mesmo e vou dar um bom descanso até pegar o Persona 4 Arena Ultimax Suplex Hold. Muitas ideias ideias boas podem rolar nesse jogo por conta do desfecho da história do Arena.

Tem dois mundos unidos num só jogo, Persona 3 e 4. Apesar do baixíssimo número de personagens jogável, ainda vale a pena. Acho que seria ainda mais incrível se elaborassem com a galera do 1 e 2 junto. Mas quem sabe essa ideia algum dia não tome forma. Difícil não é fazer algo assim.

Katsuya vs Tatsuya - A Batalha do Século
Tá vendo?

PS: se você tem videogame nacional, não compre a edição física porque é O ÚNICO jogo do PS3 com trava de região.

30 de julho de 2014

Mass Effect 2 (PS3) - A Evolução!


É, eu recentemente terminei Mass Effect, e assim como fiz com Persona 2 Innocent Sin, corri pra sua continuação.

Literalmente Mass Effect 2 é praticamente um Persona 2 Eternal Punishment, onde temos personagens, história e uma narrativa melhores que seu anterior.

A diferença é que o Innocent Sin é aburdamente foda enquanto o ME1 é só foda e comparado ao IS vai pra fodinha.

Enfim, eu poderia muito bem falar o quanto o jogo é mal portado, mas não preciso já que falei isso do primeiro jogo e quem acompanha minimamente sobre Mass Effect já está careca de saber disso.

Esse é mal portado, tem algumas falhas de áudio mas nem se compara ao port ridículo do primeiro jogo, se comparados é como se o ME2 fosse uma versão até bem portada. 

E eu aqui achando que nunca veria jogos tão mal portados como Sunset Riders do Mega Drive, mas pra que falar de velho oeste se eu posso falar de putarias no espaço.

Ou melhor, aventuras no espaço, eu me expressei mal.

Aviso que o post será longo, Mass Effect 2 tem MUITA coisa e eu me esforcei pra passar tudo sem spoilers e detalhes que pudessem estragar a experiência, então senta, fica à vontade, pega um suquinho e bora ler.

Enfim, houve uma super evolução do primeiro pro segundo jogo.

Caralho, a que nível impressionante chegamos.

Bora começar pelo problema maior do primeiro jogo, o gameplay!

"Foi daqui que pediram uma bomba?"

O que antes era um amontoado de problemas, bugs e demais fatores irritantes como mira subir e descer, poderes funcionarem mal, inventário bagunçado e demais problemas foram todos resolvidos. Mesmo que com alguns custos... Não entendeu? Eu vou chegar lá.

O problema maior, a mira, deslocamento do personagem e demais coisas, totalmente diferentes, agora a câmera durante o tiroteio é mais perto parecida com Resident Evil 4, se antes já era, agora é mais ainda, mais aproximada e permite uma visão maior e melhor do campo de batalha, a mira que antes era uma bosta instável, agora ta bem melhor, centralizada e menos irritante.

Não pensem que os bugs sumiram, é bem comum você passar por um relevo e continuar andando no ar ficando literalmente preso... no ar...?

Isso não faz sentido, eu sei. Mas é bem assim que acontece.


A diferença de uso de poderes do primeiro jogo pro segundo é gigante.

Os poderes agora tem maior poder impacto visual e impressionam bem mais, antes eram pequenos feixes de luz que apareciam na maioria dos poderes os deixando muito parecidos mas não necessariamente feios, mas agora por exemplo, eu continuei jogando de Vanguard, se eu usar Shockwave, uma onda de energia azul atravessará o cenário em forma de linha reta de onde eu mirei, assim como agora temos habilidades de congelamento e aquecimento nas balas.

Eu usava uma skill aplicada nas balas com envenenamento, lembram? Agora eu usei um troço (leia-se: habilidade/skill) que faz os inimigos pegarem fogo ou congelarem, depende do que eu queria usar no momento. Se eu for lá e atirar, quando mais dano ele leva, maior a chance do efeito se ocorrer à ele, principalmente na hora que ta quase morto onde ele congelava, caía e quebrava ou simplesmente pegava fogo até virar cinzas.

Além disso, existem as habilidades que você vai destravando pegando outras, tal como no primeiro jogo mas agora a distribuição de pontos mudou, o que antes era ponto por ponto agora são "níveis".

O nível 1 precisa de 1 ponto, o nível 2 de 2 pontos e por aí vai até chegar no 4.


Ao chegar no level 4, a habilidade pode ser dividida em duas, sendo que é necessário escolher somente uma, ou seja, uma forte e direcionada num inimigo só ou algo que espalhe e acerte todos e alguns casos a habilidade se mantém a mesma do nível 3 só que pra todos os amigos do seu grupo.

Usei isso na Cryo Ammo e porra, você e mais dois aliados congelando geral é bem útil.

Agora os personagens podem usar quase todo tipo de arma, o que te diferencia é a precisão delas,  no 1 era praticamente impossível um Vanguard usar metralhadora, a mira ficava do tamanho da barriga do Jô Soares e você não podia mirar em nada, agora a mira fica só aberta mas sem tamanha precisão, eu não recomendo, se possível, use armas que o seu personagem tem porte, agora no ME2 Vanguards por exemplo podem usar metralhadoras mais simples e eu as uso, tal como Shotguns e Pistolas, mas a quarta arma é geralmente uma mais pesada, seja ela roubada de um alien ou mesmo comprada.

O inventário foi limado, você agora só vê as armas antes ou durante determinadas partes do jogo pra poder trocar e mais nada, isso é um tanto quanto desnecessário, mas é melhor que a bagunça do inventário do 1, que era uma bela duma bosta.

Outra coisa removida foi a exploração nos planetas com o Mako, aquele carrinho sem física. O jogo agora te permite extrair riquezas minerais direto dos planetas e com cerca de 2 minutos no máximo você explora tudo do planeta, extrai o que precisa, e se tiver uma missão de anomalia, você vai lá e resolve, se num tiver, passa pro próximo. Gostei de explorar planetas, mas cansa às vezes, mas eu realmente prefiro algo mais direto assim do que as chatices de side do 1 em termos de exploração.


Outro ponto bem melhorado foram as músicas, que por sinal é parte primordial de um jogo com campanha longa, mas basicamente... Elas são genéricas, mas são boas.

Honestamente, entre ser boa e genérica ou original e sem graça igual do 1, eu fico com a primeira opção, as do 2 combinam tanto quanto as do primeiro mas são menos mornas, menos chatas e etc. Mas ao contrário do 1, que só me marcou em termos musicais bem no final do jogo, coisa das 2 horas finais mesmo, o 2 me marcou em quase tudo, as missões tem músicas de tensão, ação, clima triste na hora certa, é bem aplicada apesar de genérica, então fico com elas.

Vale lembrar que no Mass Effect 2 tem a música de puteiro mais legal do mundo.

Dizem que no 3 melhora TUDO musicalmente, vamos ver se eu consigo viver o suficiente pra verificar.


As dublagens nem preciso falar, padrão BioWare de qualidade, andei vendo que são sempre caprichosos nesse aspecto, se já era bom no 1, no 2 só ficou ainda melhor. Tanto pro Shepard homem e mulher quanto pros outros personagens que tem características de dublagens únicas como Thane ou Mordin.

Interessante mesmo foram as habilidades avançadas das quais você pode escolher apenas uma e usar, se quiser tirar e botar outra, também pode, e até mesmo os pontos gastos na outra será devolvidos e você poderá distribuir novamente, mas os pontos você também pode pagar um determinado valor e redistribuir tudinho.

Agora o gameplay direto ao ponto, na hora do pew pew pew mudou um bocado. Antes todo mundo tinha uma HUD com seu HP e etc, e tinha o chatíssimo sistema de aquecimento de armas porque elas tinham balas infinitas (???). O que eu achei interessante é que o 1 era mais RPG e menos shooter, mas a parte shooter funcionava mal, logo boa parte da experiência poderia ser frustrante caso não fosse Soldier, que era de longe uma classe mega overpower, quase como se o jogo tivesse sido feito pra se jogar comente com essa maldita classe.

E por isso.... Eu sofri... E como sofri. Sofri pra caralho!



No 2 mexeram em tudo isso, agora você tem duas barras, uma vermelha de HP e uma azul por cima dessa vermelha como escudo, tal como no primeiro jogo, porém agora o seu HP volta com o passar do tempo assim como na esmagadora maioria dos FPS' e TPS' genéricos... Sinceramente, eu acho a ideia pior, mas entre ela e o sistema de combate do 1, eu acho que acabo preferindo essa ideia "moderna" e imbecil de regeneração.

Na boa, toda vez que vejo gameplay desse tipo "regenerativo" eu fico pensando se o personagem em questão é um filho bastardo de uma trepada violenta entre Deadpool e Wolverine.

Se sua mente pensou mais de 5 segundos nisso, vai viver com trauma eterno. Já era.

Vale citar, que o que antes eram grandes "fases" (ir no planeta, resolver a quest) agora é a mesma coisa porém de forma um bocado diferente...

Seguinte, o jogo não é mais linear, no começo do 1 dava a entender que não seria mas quem jogou sabem bem como ele depois de poucas horas é uma bruta duma linha reta até o final, e isso não o torna automaticamente ruim uma vez que as sides ficavam na sua cara pra ir quando bem entendesse (tanto é que o normal é finalizar o jogo com level 30 e eu finalizei no 46), no 2 as sides estão no mapa, pra você ir quando quiser, e as quests da história principal também, recrutar os personagens e etc, resolver pequenas missões mesmo da história principal ou sides. A grande sacada é que agora são "missões menores".


Thane e Jack.

Se antes eram poucos lugares com missões grandes, agora são muitas porém menores, no final das contas dá quase no mesmo e só achei melhor porque constantemente quebra o ritmo, porque nem todas são de mero tiroteio, é raro mas dá pra se achar missões com pequenos puzzles, outras pra sobreviver até a chegada de reforços, algumas de recuperar artefatos, e numa das DLC's até mesmo pilotar Hammerhead, uma nave legal e com uma missão bem bacana, parece chato falando assim, mas várias missões com várias quebras de um ritmo único são MUITO melhores pra experiência de pegar e jogar do que simplesmente missões longas e repetitivas como no primeiro, a graça era o enredo mas o gameplay era cansativo ainda mais por ser pouco funcional.

Uma característica mantida foi a de escolhas, ainda bem, é o grande diferencial, porém com alguns ajustes. Se antes era uma ação boa e pacífica, uma neutra e uma boa porém digamos, meio extrema, agora tem uma coisa ainda mais legal do que isso.

Em determinados momentos, haverão situações das quais você pode interferir com ações, sejam elas de Paragon ou Renegade, muitas vezes a situação é algo da qual você literalmente tem de se meter e botar a ordem na coisa. Por exemplo, haverão situações que você pode interferir atirando no cara disparando fogo, ou confortando um amigo na situação de aperto, o botão vai aparecer (L2/LT e R2/RT) e a cena acontece você se metendo ou não, isso foi uma manobra mega foda de aumentar o fator replay, porque olha tudo que pode mudar só com isso? É brilhante!

Being a nice guy of a great motherfucker? That's the question.

Eu pude notar um cuidado forte em trabalhar as partes cansativas do primeiro game, transformando elas em algo mais divertido e nem por isso menos produtivo em termos de seu enredo que já estava com uma pegada maior e melhor, mas já que falamos nele...

Em termos de história o jogo deu uma considerável melhorada, depois dos eventos do 1, um mês depois, Shepard e sua nave procurando vestígios dos Geth quando de repente são atacados pela nave dos Collectors, a nova ameaça do ME2 e nisso a Normandy é completamente explodida, Shepard consegue salvar a todos mas Joker (o piloto legal do jogo) fica com uma doença conhecida como "Síndrome do Capitão" e decide afundar junto com seu "navio". Shepard não permite, meio que a força o salva e acaba explodindo junto com a nave tendo seu corpo vagando no espaço.

Um grupo radical extremista conhecido como Cerberus encontra Shepard, alguns de seus companheiros da nave, e os salve, sendo que Shepard precisava ter seu corpo reconstruído à partir de seu esqueleto, não necessariamente chegando a morrer mas digamos que ela chegou bem perto disso.

"Voltei gente."

Dois anos se passam, com o passar do tempo o corpo de Shepard está quase pronto, o que faltava mesmo era uma cirurgia plástica e um belo botox pra dar uma esticadinha na cara dele/dela pra assim tirar as cicatrizes que ainda faltavam porque o médico no dia bebeu demais e errou na hora do corte com o bisturi.

Antes disso, é a hora de arrumar a cara da Shepard se você fez cagada no primeiro jogo com a sua cara, é muito difícil criar um personagem bonito no jogo anterior, agora você poderia consertar a lenha e trocar de classe. Eu particularmente dei Load no meu save com minha Shepard com cara de fugitiva da APAE e não troquei de classe, permaneci Vanguard.

Com 99% da cara arrumada e o resto totalmente pronta pra entrar em combate, a nave da Cerberus é atacada e você acaba sendo despertada antes da hora e mal abriu os olhos e já tem que se vestir, pegar armas de fogo e brincar de tiro ao alvo.

Nesse curtíssimo tempo você é apresentado à dois personagens, Jacob e Miranda, falo mais deles logo abaixo.

Nisso depois de concluído, você vai até o Illusive Man e tem de descobrir o que diabos são os Collectors, o que querem, e como combate-los, pra isso ele te pede pra recrutar os melhores dos melhores em torno da galáxia pra combater essa nova ameaça e descobrir a ligação deles com os Reapers.

E são muitos viu, se antes no 1 eram 6 personagens, agora são 12. Sua missão é clara e simples, destruir os Collectors numa missão praticamente suicida.

Sim, outro excelente começo de jogo, tanto quanto o primeiro, porém com um clima de mistério/enigma no ar muito maior, mas agora você precisa de uma nova tripulação e é agora que começo a falar dos personagens.

Bora lá!

Sabe aquele jogo que todo mundo é foda? Então. Tá bom, eu sei que Jacob é sem graça...

Os personagens desse jogo são BEM melhores que do primeiro game, ainda que exista aquela diferença do personagem humano ser mais simples que os aliens, os aliens tem conflitos e situações mais interessantes exceto por um dos humanos que se destaca tanto quanto os alienígenas.

Miranda e Jacob são os dois iniciais, Miranda é chata, enjoada, arrogante e etc, mas ela tem um bom motivo pra ser dessa forma, coisa que só será revelada na Missão de Lealdade dela, ela é tipo o Luke do Tales of the Abyss, é necessário detestar ela pra entender o que ela passa. Jacob é um soldado biótico, que questionou a aliança humana e achava os métodos deles muitos ultrapassados e falhos, achando mesmo que só algo mais extremo pode resolver, por isso se uniu à Cerberus.

Mordin, o alien que CRIOU a doença que afetou os Krogan (sim, Wrex, e etc...) onde diminuiu a população porque afetava as fêmeas da espécie matando seus filhotes ao nascimento, entra pro grupo, ele não é só um cientista mas um assassino de sangue frio de sua raça, os Salarian. Garrus está de volta, em sua melhor forma, mais bem humorado, mais divertido e ainda igualmente sério, se antes ele era um cara que estava  no grupo de investigação, depois que Shepard morre, ele dá um rumo na sua vida matando bandidos como hobby.

"Olha pra mim e diga X"

Os Turian definitivamente tem hobbies estranhos.

O cara é foda, ele de longe continuou sendo meu favorito do jogo justamente por ter tido uma evolução em sua personalidade de forma que ele mantivesse a sua ideia do jogo anterior, porém melhorada e com bom senso de humor, agora mais voltado pro sarcasmo.

Wrex infelizmente não volta, mas temos Grunt, que ao meu ver foi um personagem mais interessante, e igualmente foda ao Krogan que participou no primeiro jogo. Grunt é um experimento que o tornou um Super Soldado Krogan. Como se UM KROGAN não fosse uma coisa forte o suficiente... É mais ou menos criar um Batman absurdamente inteligente ou um Superman ainda muito mais forte.

Pera, isso já foi criado... É o Apollo e o Meia Noite, o casal gay do The Authority.... Vai chamar um casal desse de "viadinhos". Eu te desafio.

Essa piada definitivamente pouca gente vai entender ou conhecer. Enfim, continuando.

Dois dos personagens mais legais da série: Tali e Grunt

Voltando ao assunto, quem retorna junto com Garrus ao time dos amigos do 1 é Tali, agora mais séria, porém a ideia dela como personagem se manteve intacta, ela mantém sua peregrinação, aparece no começo do jogo mas depois pede ajuda e volta pra Normandy como sua amiga mesmo que desconfiando da Cerberus, Tali teve uma mudança brusca em sua personalidade a tornando uma personagem ainda melhor.

Jack é a personagem humana que eu falei que se destacava dos demais e tinha um background tão bom quanto dos alienígenas de forma geral, ela é uma mulher linda, careca e toda tatuada, inicialmente um tanto quanto assustadora pela sua personalidade e seu modo absurdamente rude, mas é compressível já que ela na verdade sofreu experimentos da própria Cerberus quando criança pra ter poderes bióticos, só que ela nunca nem concordou com isso, fugiu quando criança e passou a viver uma vida de drogas e sexo até ser pega por um bando de lunáticos de uma seita religiosa que envolve sexo porém no processo a agrediram, drogaram e ainda rasparam sua cabeça, ela matou todos e usa a cabeça raspada como uma forma de não se embelezar pra não ter que passar por tudo aquilo de novo.

Notaram como Jack tem uma pegada maior e melhor que dos outros humanos de toda a série Mass Effect? Jack poderia facilmente estar em Persona... Infelizmente ela é a única humana que tem esse tipo de background, realmente foi a ÚNICA em dois jogos que achei realmente marcante...

Cena de uma das melhores Loyalt Missions do jogo.

Outros dois aliens legais são Samara e Thane, Samara é uma Justicaar, que são basicamente como o próprio jogo descreve, como os monges dos jogos, só troque força física absurda por poderes bióticos absurdos e uma mente absurdamente bem trabalhada e nunca perde o foco, ela procura sua filha pra poder mata-la, o motivo seria spoiler forte e essa filha, Morinth ainda pode entrar no grupo no lugar de Samara, se você for louco o bastante pra fazer isso.

E Thane é um personagem bem diferente, ele é da raça dos Drell, uma raça que tem uma memória muito sinistra e nunca esquecem de detalhes mínimos mesmo que tenham se passado muitos anos, ele é um assassino profissional, que tem uma doença mortal e tenta se redimir matando pessoas perigosas até que chegue a hora de sua morte e também é um personagem um tanto quanto religioso.

Não entenda a religião dele como uma coisa tipicamente cristã, porque não é nem remotamente perto disso.



Legion é outro legal, ele é da raça dos Geth, sim, os inimigos do primeiro jogo... Estranho ter um desses no grupo. Na verdade ele é parte das últimas missões, onde se acha uma nave dos Reapers (a real ameaça dos 3 jogos) e está lá, um Geth com digamos, mais de uma consciência, tanto é que ele se refere a si mesmo como "We" ao invés de "I", os Geth graças ao Legion tem maior detalhamento na sua história e passamos a entender eles BEM melhor, assim como sua raça, e a sua missão de fidelidade é provavelmente a mais complementar de todas por dar uma visão diferente dos inimigos que enfrentamos boa parte dos jogos da série. E de quebra, ele ainda tem um pedaço da N7 Armor da Shepard no peito, sim, da explosão do começo do jogo.

E finalizando temos dois personagens DLC,que são Zaeed, o criador de uma facção criminosa do game mas que no começo não era tão criminosa assim, só meramente extremista, tal como a Cerberus e por último e nem por isso menos carismática temos Kasumi, que é uma personagem MUITO apelona, legal pra caramba e assim como Zaeed, tem nenhuma importância pra história principal, mas pelo menos tem um bom background porém igualmente simples como o dele, ambas boas ideias usadas de forma simplista mesmo que ainda igualmente legal. A missão de Lealdade de ambos é praticamente a única coisa que se tem deles pra entende-los melhor. O que não é necessariamente ruim, já que eles nem fazem diferença pra história.

Entender melhor os Geth me fez gostar pra caralho do Legion.

As Loyalt Mission, no caso, Missão de Fidelidade/Lealdade, são uma excelente parte do game, pra abrir elas é bem simples, basta fazer igual no primeiro game conversando com eles a cada missão, pra eles se abrirem pouco à pouco contigo, a diferença é que no final de tudo eles pedem sua ajuda.

Essas missões são... Digamos... as últimas coisas que cada personagem quer fazer antes de ir com a cara e a coragem pra essa missão que provavelmente os deixaria sem vida, é bem bacana pra conhecer os personagens de dentro pra fora e muita coisa pode mudar, por exemplo eu achei que Jacob melhoraria e ele continuou sem graça (mesmo sendo melhor que os dois humanos do 1) e a missão dele pouco acrescenta, eu detestava Miranda e passei a gostar dela, gostava muito do Mordin mas depois da missão dele deixei de gostar um bocado dele, Grunt pra mim já era pouco melhor que Wrex por ele ter nascido sem a cultura Krogan e ter mais perguntas do que respostas e a missão dele é juntamente se tornar um Krogan legítimo e é muito bacana por sinal... e por aí vai.

Objetivo, enigmático e fumante. Esse é o Illusive Man

Outros personagens do primeiro jogo retornam mesmo que não pra sua nave e não participam do grupo nem do campo de batalha, Liara, Wrex, Kaidan ou Ashley (depende de quem você deixou morrer) e demais que você salvou no primeiro estarão lá no jogo, em algum lugar pra te agradecer pela oportunidade ou te dizer algo interessante. Assim como alguns da nave como a doutora Chakwas ou o piloto Joker, e ainda por conta da história, quase toda a tripulação da nave é nova e bem melhor, dentre eles eu achei absurdamente carismática a Kelly, a assistente da nave, ela te diz quando alguém quer conversar contigo (ou seja, missão de Lealdade, ou algo pra abrir ela), te ajuda nas instruções de várias funções como avisar se tem mensagens e etc.

Não pensem que pelo fato de terem se aprofundado eles são profundos, não, eles tem uma profundidade suficiente pra serem convincentes, muitos deles como Jack ou Mordin se bem trabalhados seriam personagens de destaque gigantesco mas como não era a proposta, acabaram deixando tudo de uma forma muito crível, muito acima da média de jogos normais, onde os personagens tem motivações pequenas ou pobres.

SHORYUKEN!!!!

Entre tudo que já citei, uma coisa que eu fiquei impressionado (por capricho e coragem) é mostrar uma coisa que raros os grupos de RPG tem... que são BRIGAS!

Sim, brigas entre os membros. Claro que verbal, mas sim, brigas. Jack e Miranda por exemplo vão se estranhar em determinadas partes, assim como Jacob e Thane, é bem convincente porque os ideias desses personagens citados por exemplos são bem opostas, e eles acabam se chocando, sendo assim por exemplo ter de agir de forma neutra pra não afetar nenhum dos lados e acabar com isso se fodendo com um dos dois.

Nunca tome partido numa briga de dois amigos, isso tanto pro jogo quanto pra vida real. O estranho que sem querer eu tomei partido numa briga onde envolvia Tali e falei que confiava mais nela por ela ter sido minha amiga no primeiro jogo....

...caralho, fiquei com o filme queimado com ela e o Jacob, com ele por confiar nela e com ela por estar com a Cerberus e agindo de forma tão parcial, com direito a ouvir dela que se eu fizesse algo fora do que eu aparento estar fazendo, ela teria o prazer de botar uma bomba na minha boca e me fazer morrer de novo.


Caralho.... Ainda bem que eu resetei essa ação e dei load, porque puta que pariu né.

De longe como deu pra notar, os personagens são muito mais bem trabalhados, mas só fora de combate, dentro das batalhas eles falam menos que no 1, porém as missões são curtas e fora de batalha os personagens são muito mais aproveitáveis, vários diálogos me fizeram gostar muito mesmo de personagens como Garrus (que continua sendo meu favorito), Thane, Grunt, Mordin eu gostei mas depois desanimei, Miranda eu odiava mas depois entendi ela e passei a gostar, Jacob é um picolé de chuchu de tão sem sal, e achei fascinante personagens que me marcaram como Legion e Jack.

Jack é de longe a ÚNICA humana que eu joguei frequentemente porque diferente dos humanos normais ela não tem um background "normal" ou sem graça e sim um puto dum background foda e bem trabalhado. Mesmo que eu ainda prefira os alienígenas de forma geral, ela me ganhou fácil.

O primeiro jogo, que era um bom jogo apesar de levemente experimental, teve TUDO melhorado, mesmo que seja só 95%, porque ainda não vejo necessidade de remover o inventário, mesmo preferindo isso que a bagunça do seu antecessor e principalmente no gameplay, que por mais que ele tenha melhorado em mais de 10 vezes e eu goste desse tipo de jogabilidade, acho meio absurdo os personagens terem um tanto de Wolverine e Deadpool pra se regenerarem do nada.


Aqui ainda é meramente justificável se você forçar a barra por causa dos apetrechos da armadura, mas honestamente... Não convence. A verdade é que o primeiro jogo era mais RPG do que shooter (mesmo ainda sendo ambos) e eles preferiram tirar as complicações retardadas do 1 como e melhorar a parte de tiro, tornando assim um jogo praticamente 50% tiro e 50% RPG.

Do RPG, temos obviamente a parte de interação com personagens, poderes, distribuição de pontos e diálogos fodas, de shooter temos armas funcionais, um sistema mais preciso, a habilidade de cover melhorada, regeneração e etc. É como se as duas coisas andassem juntas e muito bem assim.

A parte de relacionamentos foi mantida, no 1 só se tem um relacionamento com o personagem que se tiver mais contato e isso se você fizer tudo acontecer, no 2 você pode pular de galho em galho e comer geral...

...ou ser comida, como foi o caso de muitas Shepard femininas.

Eu honestamente não ligo pra isso, é muito bem feito sim mas... Sei lá, não consigo me importar com romances, mas PELO MENOS ele é natural, você constrói ele de pouco a pouco nos diálogos ao invés de algo forçado e jogado garganta abaixo como Final Fantasy adora fazer. E pra justificar isso que eu falei nem preciso falar de Rinoa e Squall ou Tidus e Yuna, né?



No final das contas acaba sendo um produto final incontáveis vezes melhor, seja por história, personagens ou jogabilidade, e mesmo bugado no PS3 ele ainda assim é um jogo bem melhor.

Sobre os DLC's, tem os dois que já citei de personagens, com Zaeed e Kasumi e tem mais alguns como Project Overlord que tem mais missões com a Hammerhead (a nave), algumas missões extras além das já citadas acima, tem duas DLC's que são de extrema importância.

São elas, Lair of the Shadow Broker, que é a DLC da Liara, contando mais sobre sua atual função do jogo e explorando isso ainda mais, divertida pra cacete, e tem um puta dum background, sem falar que esclarece umas coisas sobre Shepard mas melhor que ela só a The Arrival mesmo.

Essa missão pode ser feita antes ou depois da Missão Suicida, e não, NÃO LEIA NADA sobre ela, absolutamente nada, não procure, não veja, não leia, apenas jogue. E só se tiver o jogo e não tiver ela e não tiver acesso mesmo que aí sim veja no YouTube, mas só caso você não tenha acesso algum ou vai levar MUITO SPOILER MESMO.

As duas missões são de extrema importância e a The Arrival ainda de quebra é a ponte que liga ME2 ao ME3, então tenha isso em mente. Eu não li nada sobre e fiquei de queixo caído, porque a DLC da Liara já era foda mas essa se saiu brilhante.

Quanta criatividade esses caras tem. Puta que pariu, muito jogo poderia ter essa noção de criatividade e botar em prática.

"Toma isso em nome do meu café que você derrubou"

A missão final é simplesmente INCRÍVEL, todo mundo diz muito sobre a famosa Suicide Mission não está entre as melhores e mais emocionantes cenas da história dos videogames sem razão.

Jogar a missão suicida é como jogar Silent Hill com fone de ouvido, você pode explicar mas palavras não serão o suficiente. É simplesmente incrível, é uma missão onde você tem que saber exatamente o que fazer e como fazer porque senão personagens vão morrer e se não tiver feito muita coisa antes do jogo, vai dar merda.

A recomendação é simples e clara, faça TUDO antes de "dar início" ao final do jogo, vai dar pra sentir bem claramente quando o final vai começar, então, faça tudo antes, explore bastante os planetas, faça todas as missões de lealdade, pegue todos os upgrades da nave com os membros e nas lojas, faça tudo que tem direito pra ter um final trincado de foda.

Durante a Suicide Mission é necessário tomar atitudes pesadas que podem resultar em mortes, seja MUITO ATENTO com tudo que se passa, as Loyalt Missions vão te mostrar claramente a eficiência de cada personagem e entender elas durante a missão final é a chave do sucesso.



Mass Effect 2 é o tipo de jogo que deu gosto escrever, ler, falar, observar, conhecer, jogar, entender e etc, ele ultrapassou a barreira de um mero jogo normal e se tornou uma experiência absurdamente marcante apesar das poucas falhas do seu sistema e bugs mesmo que pouco frequentes, o enredo é grandioso, te deixa com aquele gosto de quero mais e cada vez que desligava o videogame eu tinha aquela sensação de "eu poderia jogar um pouco mais..." mas como eu tenho vida e trabalho, num dava.

Honestamente, esse jogo é um bom shooter e um bom RPG, acho que até dá pra falar que eu vejo ele como um puta RPG (porque eu priorizo enredo acima de tudo) e se tornou uma experiência absurdamente fantástica, eu jogarei de novo algum dia, porque até o momento foi o melhor jogo da sétima geração que eu joguei de longe, Mass Effect 2 é um RPG americano no nível de muito JRPG e melhor que muitos desses famosos até por um capricho incontestável em todos os seus departamentos.

Mass Effect 2 é basicamente uma evolução gigante, que todos dizem ter retrocedido no terceiro, mas ainda não sei, de toda forma, já ta tudo pronto e com todas as DLC's pra começar a destrinchar pra ver como diabos a saga termina e se o final é tão problemático quanto dizem.

Então, até lá. Eu fui.


Enjoy

29 de maio de 2014

Tales of the Abyss - O Destruidor de Clássicos.


Não entendeu o título? Eu imaginei!

Pois é, continue lendo e vai fazer todo sentido a longo prazo.

Tales of the Abyss foi meu primeiro contato com a série Tales of, mas diferente do que dizem, eu não sou um cara que se apega por nostalgia ou ao primeiro que eu jogo de uma franquia...

Mas depois de terminar esse jogo, eu duvido que qualquer outro da série seja melhor, do mesmo nível ainda vai, mas MELHOR... Não. Eu duvido!

Mas tudo isso por que?

Seguinte, o enredo de Tales of the Abyss é igual a jóia de 4 almas do Inu-Yasha.

É um milhão de pedaços pra todos os lados e você precisa juntar tudo pra ter o enredo total nas mãos.

Entende a ideia?

Mas vamos por partes, ok?

Tudo começou numa discussão do Alvanista e que veio parar no meu blog, eu digo e repito, quem é fã de Final Fantasy VIII realmente não entende porra nenhuma de coisa alguma.


Primeiro o tal fã lunático lá disse que o Final Fantasy XII era HORRÍVEL e eu joguei do começo ao fim, não é uma obra de arte mas ao menos é um jogo ok, ele nem de longe chega nas bizarrices da série como todo mundo esquecendo ou o esquadrão suicída do FF4.

Mas sério, fã de Final Fantasy reclamar do XII é um absurdo, ele é bem melhor que muita tosqueira da série.

Porém esse mesmo idiota disse que tinha jogado Tales of the Abyss e não tinha gostado.

E eu pensei:

"Se um fã de Final Fantasy VIII detesta algo, esse algo deve ser muito bom."

O Dipaula já tinha zerado e falou comigo:

"Juninho, esse cara num sabe o que fala, Tales of the Abyss é um jogo maravilhoso, ele REALMENTE não sabe o que fala."

Como eu vi uma mina fã de FF8 falar que Persona 2 é ruim e um outro cara falando que o FF12 era ruim, agora esse mesmo último fã putinha disse que Tales of the Abyss era ruim, eu tinha MESMO que verificar.

Juntei tudo, amarrei uma faixa na cabeça e desbravei.

Depois de quase morrer de tédio jogando Final Fantasy XII pelos motivos errados (ou seja, trilha sonora de bosta e que me fez dormir literalmente 3 vezes, pelo menos o enredo é legal) eu peguei ele pra jogar no dia seguinte.

Mieu, mascote do grupo, útil em puzzles e até mesmo ele tem background...

E UAU! QUE DIFERENÇA!

Sair de um jogo "ok" como Final Fantasy XII e ir pra Tales of the Abyss é como tomar uma taça de vinho tinto francês depois de engolir meio copo de água suja.

Uma diferença sem tamanho.

Antes de continuar, vou deixar claro: Tales of the Abyss não é um jogo foda, ele é O jogo foda, porque apesar do meu JRPG favorito (por motivos pessoais, etc...) ser Persona 2: Eternal Punishment eu reconheço a fodeza de Tales of the Abyss como melhor JRPG que eu já tive contato em toda minha vida. Os motivos?

Ahá! Vamos ler pra descobrir!


Suba na minha Albiore II e vamos desbravar o mundo de Auldrant!

Seguinte, Tales of the Abyss eu poderia falar tudo de bom que ele tem e ia ficar uns 29 posts aqui falando sem parar, e olha que eu nem vi tudo do jogo. Mas seguinte, vamos começar pelo enredo!

Trata-se de Luke fon Fabre, um cara que vive dentro de uma mansão trancafiado e não conhece quase nada do mundo, é um cara que poderia ser facilmente amigo da Mint do Threads of Fate porque os dois inicialmente são bem parecidos e do nada, Van, seu mestre durante um dia que não era habitual de treino, vai visitar o ruivinho e é deperado do nada com sua irmã Tear o atacando, acusando de traidor e tudo mais.

Com isso, Tear e Luke sozinhos sem querer causam uma hiperressoância e são sem querer teleportados pra fora do reino, caindo no reino inimigo e assim inicia uma jornada de volta pra casa.

Isso é o que temos pro começo, parece normal, comum, genérico ou sem graça, mas caralho... COMO ESSA HISTÓRIA CRESCE! E como fica FODA!


Sério, é inacreditável o crescimento desse jogo pra algo que no começo é TÃO SIMPLES!

É como eu falei, é tipo a jóia de 4 almas do Inu-Yasha mesmo, vários pedaços encaixando e quando você menos espera já está barbudo, fedido, sem tomar banho a 3 dias jogando sem parar e com leves pausas pra mijar e comer algo.

Mais do que isso, é spoiler, tiraria boa parte da graça como fizeram o favor de me tirar com alguns spoilers, um amigo meu (Gustavo, seu filho da puta) foi lá em casa e tinha acabado de ver o anime e me deu um MONTE de spoiler sendo que eu tava prestes a começar o jogo... Maldito seja!

Mas não farei o mesmo com vocês leitores.

Vou deixar pra vocês jogarem e descobrirem. Mas pera... Jogar? Ah sim, vou falar do sistema do jogo!

Basicamente, você tem recursos à torto e à direito.

É um action-RPG onde você controla somente um personagem e deixa o resto programado, a inteligência artificial do jogo funciona maravilhosamente bem e você jamais passará aperto, mas a graça disso está em COMO você pode fazer tudo isso.

Não achei o Menu em inglês e eu espero que você não jogue em japonês...

Existem estratégia semi-prontas, como atacar com tudo, ou defender, e etc, mas o ideal é você montar sua própria com cada personagem deixando os magos a distância, os guerreiros na frente e etc.

Ironicamente, você pode bater com os magos e muito bem nesse jogo, não são tão eficientes quanto um guerreiro mas você nunca passará aperto pela falta de TP (que é o MP do jogo) e poderá descer a porrada com eles também.

Diferente de Final Fantasy XII que é um jogo inteiramente programável e torna o gameplay chatíssimo torando 90% das batalhas algo como "ande com o personagem e deixa a batalha rolar sozinha" com tudo programado, em Abyss as coisas não são assim.

Você programa os personagens mas eles não são digamos... ROBÔS!

Em Final Fantasy XII CADA mísera ação deve ser programada, incluindo itens, ataques, magias e tudo mais, até mesmo prioridades como atacar no ar e no chão e isso é bem ousado mas na verdade na hora de jogar É CHATO PRA CACETE.

Se eu joguei FFXII foi por conta da história que era menos ofensiva e até boa por ser assumidamente simples sem tentar ser profunda, o resto foi um porre, mas aqui as coisas não são assim.

Tipo, eu ficaria feliz jogando o Tales of the Abyss mas fiquei duas vezes mais porque eu tinha acabado de sair de um jogo bom, porém muito coxinha (fria e sem catupiry), então vocês devem entender que é impossível não comparar as situações uma vez que aconteceram tão próximas.

Minha reação foi EXATAMENTE essa:
 

***Momento constrangedor** *

Continuando... No Abyss, os personagens são programáveis em coisas mais simples, mas eles não são completos retardados. Se você programa um mago pra atacar somente de longe, com magias usando determinada porcentagem do TP (technical points) ele simplesmente vai fazer, mas se um inimigo ataca ele de perto e tira muito HP dele, ele automaticamente vai priorizar a própria saúde e usar uma Apple Gel (item de cura) ou o que tiver de cura disponível no momento.

E isso é completamente variável, se ele acaba o TP, ele pega e parte pra porrada, se um personagem guerreiro bate físico e não surte efeito, ele automaticamente vai usar técnicas pra tentar assim abrir uma brecha, ou fugir na horas que tiver com pouco HP e se recuperar pra depois tentar de outras formas acertar os inimigos.

Tá vendo, são situações assim que tornam o jogo extremamente frenético de gameplay e as batalhas não cansam, justamente porque você não precisa se preocupar com a IA do jogo, já que ela é completamente eficaz.

Uma coisa legal é o fato de poder cozinhar depois da batalha, isso mesmo! Cozinhar! Um aspecto de gameplay desde os primórdios de Tales Of que te permitem recuperar parte da energia depois de cada batalha, afinal de contas você tem um número limitado de itens, 16 pra cada um deles, no máximo.

Agora, por que as batalhas são legais? Só por isso?

NÃO!

Ahá!

As batalhas desse jogo (na verdade da série Tales Of) são bem dinâmicas, divertidas e extremamente frenéticas porque conisiste em combos, mesclando variações de golpes normais, com técnicas normais e técnicas avançadas e isso aumenta e muito o leque de possibilidades dentro da batalha, e quando mais combos você fizer, mais bônus (em experiência) ganha por isso e realmente é divertido pra caralho!


Principalmente quando você começa a pegar as técnicas que misturam outras técnicas, e aí sim, tudo fica mais louco que o Batman depois da cheirada de pó com a Branca de Neve e disparamos em direção ao País das Maravilhas.

Depois de determinado ponto, você vai acabar querendo misturar técnicas, magias, overlimits e vai acabar se sentindo como se tivesse jogando um jogo de luta.

Sério! É praticamente o mesmo feeling.

O jogo ainda tem mais variações do sistema com aumento de dano em magias ou em atributos com coisas pegas ao longo do jogo e que variam de acordo com a necessidade de cada personagem, ou com sua preferência. Falando em personagens...

Antes de mais nada, só citarei os protagonistas, qualquer coisa além deles é muito spoiler MESMO. Sério!


Luke fon Fabre


Arrogante, mesquinho, chato, birrento, metido, nojento e todas as demais características que fazem ele ser amigo da Mint de Threads of Fate definem Luke, exceto pela busca de grana da Mint, porque ele já é rico, o filho do Duke Fabre.

Luke é um personagem literalmente insuportável por cerca de 20 horas de jogo, até ele mudar... Mas como ele muda? Só jogando pra saber, mas eu garanto que a cena é foda.

Luke é de longe, o melhor protagonista que eu já vi num JRPG e motivo disso é justamente ele ter amadurecido e perdido as características inteiramente "positivas" que falei na primeira frase sobre ele.

Ele tem um crescimento MUITO digno e eu diria que até muito forte, o que causa essa mudança tem tanto impacto que até hoje me surpreendo com a cena dele se dedicando a mudar, e não pensem que é como em jogos normais:

"Ah, ele fez merda, mas agora ele vai ficar no grupo de novo porque ele é o principal."

Não, o grupo rejeita ele, ele acaba provando ao longo do jogo que poderia mudar e depois prova que mudou, recuperando a confiança de todos. O mais legal é que é tudo natural, apesar do contexto de fantasia, é fácil pensar como todos do grupo em relação à ele antes e depois de sua mudança, essa naturalidade realmente me tocou.

Jade Curtiss


Jade... Jade... O cara é simplesmente FODA. Eu ainda não consegui saber se gosto mais dele ou do Luke (depois de amadurecido, por favor...). Ambos são absolutamente icônicos mas por motivos diferentes.

Como o Dipaula já disse no MeMe 2013, ele é basicamente uma mistura de Batman com Roy Mustang e Zero.

E tipo, ele deu uma suavizada, o Jade é além disso na verdade, um absurdo de forte, e ele tem uma característica ainda maior que suas habilidades e força no geral.

A sua maior marca de longe é sua personalidade... Um cara simplesmente irônico, sarcástico, debochado... Um tremendo filho da puta de se suportar, mas EXTREMAMENTE engraçado. Se eu tivesse do lado do Jade, eu realmente ia querer esmurrar ele até a morte, mas como eu só "vejo" ele (ou jogo, tanto faz) ele acaba se tornando daqueles personagens que roubam a cena e pra caralho.

Seu humor me fazia ter crises de riso, eu sempre ria quando ele abria a boca ou quase sempre. Tinha vezes que era aquele famoso guilty pleasure onde eu ficava com dó de quem ele tirava e mesmo assim chorava de rir.

Mas ele é um cara que além de tudo é misterioso e um grande gênio do mundo de Auldrant, só jogando pra ter NOÇÃO do quanto ele fez pra esse mundo e quanto a sua presença revoluciona a ciência de lá.

Uma frase que vi na internet resume ele: "whatever you can do, he can do better".

Tear


Essa é sem dúvida dos grandes personagens do jogo, Tear ao lado de Jade e Luke tem digamos... Uma importância maior, e não entenda errado, os outros não tem menos importância, eles tem até demais por motivos diferentes mas os 3 estão intimamente ligados ao universo do jogo e ao vilão.

Tear é o estereótipo da garota que ajuda o principal, mas não se engane, ela não é uma personagem vazia como Rinoa, Tear tem seus próprios problemas mas não deixam eles a afetarem de forma alguma.

Ela tem um objetivo maior, revelado a longo prazo e segue nele firmemente, mesmo que isso em partes lute contra a própria personalidade da garota, mas esse detalhe é revelado em pequenas partes do jogo, e não é digamos, jogado na sua cara, é um elemento sutil que deve ser percebido ao longo do jogo.

Além do mais, não é meramente "ajudar o principal" porque sim, os dois adquirem um laço ao decorrer do jogo de forma que os dois funcionam muito bem mas se ela fosse um personagem separado, ela também funcionaria, não é aquele caso de que é totalmente NECESSÁRIO existir um principal pra ela ser legal.

Tear é implacável com seus inimigos, uma verdadeira guerreira e com habilidades de magia incríveis ela é muito respeitada por elas.

Um detalhe interessante é como ela é ironicamente melhor em inglês, a dublagem dela dá um ar mais de "mulher foda" (tipo Mulher Maravilha, entendem?) enquanto no japonês passa essa impressão porém com uma voz mais adorável, mais suave...

Guy


Guy é um personagem muito memorável, absolutamene formidável. Mas inicialmente ele é só o amigo do principal, que é um servo da família Fabre e parceiro esporádico de espadas com Luke.

E aí eu te pergunto, só isso mesmo?

Não. Você sabe que não. E seu passado não é mirabolante ou super complexo, mas é impactante, eu fiquei embasbacado com as ambições de Guy e os motivos que o levaram a ter a vida que leva, as situações que o levaram a ter tal postura com todas as coisas.

Mas não pense que apesar da falta de complexidade, ele é menos memorável, ele é de longe dos mais carismáticos de todo o jogo, seja por sua maturidade absolutamente notável ou por ser alvo de Jade em várias partes do jogo.

Guy também tem um medo inexplicável de mulheres, e isso remete cenas engraçadíssimas mas não pensem que ele é gay ou algo do tipo, essa é provavelmente a única parte realmente complexa de Guy, da qual ele vai superando ao decorrer do jogo e quando a causa é revelada, eu vi uma causa totalmente psicológica e tão massa, que fiquei totalmente embasbacado com esse fator no jogo. Muita coragem dos desenvolvedores.

Natalia


Quem me conhece sabe que eu normalmente detesto princesas de jogos. E o motivo é simples.

Elas são retardadas, de forma geral. E esse não é o caso de Natalia. Ufa!

Quando eu joguei Final Fantasy XII o Dipaula perguntava do jogo e eu falava:

"Ah, ta normal, a história anda devagar e a Ashe é mais protagonista que o Vaan, e ela é uma princesa até legal. Em vista do padrão de princesas por aí"

E ele sempre dizia:

"Se a Ashe for UM TERÇO da Natalia ela já vai ta de bom tamanho."

A Ashe é até legal mas NÃO. Nenhuma princesa se iguala à Natalia Luzu Kimlasca-Lanvaldear. Nenhuma MESMO!

Natalia é uma mulher forte, determinada, inteligente, extremamente habilidosa com seu arco e flecha além de um talento nato pra magias de cura. A mina é filha do rei mas ela não é uma garotinha mimada, ela é uma política nata, e o povo a respeita de forma que é impressionante. Ela é a princesa de Kimlasca e honra suas tarefas todo o tempo lutando por seu povo com as próprias mãos, sendo que bem poderia enviar alguém em seu nome.

Várias reviravoltas acontecem com ela ao longo do jogo e quando ela entra no jogo, ela chega meio chatinha, depois ela se enturma e fica tudo certo, porém ela só vai melhorando e melhorando e melhorando, é um absurdo o nível do carisma dela. Natalia é provavelmente a princesa mais foda que já pintou num JRPG, e eu duvido que alguma outra seja melhor do que ela em qualquer aspecto.

Anise


Essa é outra personagem relativamente estereotipada do jogo, a garota kawaii.

Mas Anise não é meramente kawaii, ela tem background, ela não tem um passado digamos, muito complexo, afinal de contas ela é uma criança, então nada de cobrar dela o que ela não pode oferecer.

Mas ela é uma garota forte, uma maga que usa seu boneco Tokunaga como arma dentro da luta, tornando assim um urso de pelúcia gigante (e ela segurando ele pelas costas) sua arma dentro da batalha, ela é meio que o grandalhão do grupo.

Apesar de tudo, não se engane, ela é MUITO forte mesmo, tanto é que é uma das duas únicas crianças do exército de Malkuth e a guardiã pessoal do Fon Master, que por sinal a pessoa mais importante daquele mundo. Só isso.

Sentiram firmeza? Pois é, ela é a guardiã pessoal da pessoa mais importante do mundo e ela ainda é uma criança.

Mas muitas coisas também acontecem com ela de forma a torna-la memorável, sejam pelos eventos ligados à ela ou por seu humor extremamente retardado, ela me fazia rir de graça, e ela o tempo inteiro fica cantando Luke por ser filho de rico, alegando que quando crescer precisa de um homem rico que a bancasse.

E ela é bem desbocada pra uma garota da idade dela em determinadas situações deixando tudo nela ainda mais engraçado.

Além das poucas piadas sexuais que ela faz, que apesar de constrangedoras são absurdamente engraçadas. Eu me sentia culpado rindo, mas ainda bem que essa culpa passava rápido.

Mas são piadas leves, não entendam ela como fan service pervertido. Eu hein...

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Com isso deu pra ver que é até estranho escolher um grupo de 4 personagens, justamente porque todos os seis são muito legais, eu realmente não tinha um grupo fixo, eu gosto mais do Luke e Jade e eles nunca saíam mas o resto estava sempre variando, a que eu menos joguei acabou sendo Anise mas não por degostar dela, e sim por gostar mais dos outros do que dela, mas isso não me fazia deixar de jogar com ela.

Continuando...

Sim. Esse post vai ser looooongo!

Outra coisa, o jogo tem uma OST fuderosamente foda. Sim! Muito mas MUITO foda!

O jogo consiste em basicamente 3 atos, 3 grandes etapas do jogo de forma geral, e acreditem se quiser... A música de batalha muda de ato pra ato, mas o que mais me impressionou é que as músicas tem certo background com a situação de forma geral.

Eu imagino que não entendeu. Certo?

Anise em um de seus momentos mais doces...

Seguinte, a primeira música de batalha, The Arrow Was Shot, tem um climão de aventura e tudo mais, de coisa mais simples, é até uma música "boba" (no sentido de sem muita emoção) remetendo ao que eu já falei sobre Tear e Luke irem de volta pra casa, porém, claramente não é só isso e coisas acontecem, mas o foco é exatamente essa coisa mais voltada pra aventura padrão.

A segunda, The Edge Of A Decision, é mais forte, mais rápida e agressiva, justamente porque tem algo muito sério acontecendo e você PRECISA impedir, essa é digamos a parte mais de ação do jogo, onde os reais inimigos começam a aparecer e você precisa solucionar toda a treta que está por vir.

A terceira, e última, Never Surrender, é uma coisa mais melancólica, um tanto dramática e digamos, mostrando algo meio triste, uma coisa totalmente inevitável, ou seja, o confronto final, afinal de contas, a situação meio que se resolve antes da batalha final. Mas não é nada retardado, só digo a grosso modo mesmo.

Luke enquanto ainda era insuportável...
Não pensem que fica limitado à isso, os chefes, sub-chefes, grandes chefes e todas as demais situações tem suas músicas específicas de forma que são muito mas MUITO fodas, eu por exemplo fiquei um tanto quanto surpreso quando peguei o Tartarus, que é o navio de guerra do jogo e ouvi uma música totalmente diferente.

Pera, música pra navios? Sim. Tem! E ela é MUITO FODA!

Eu realmente fiquei abismado, o jogo tem uma variação sonora pra tudo, e o mesmo pra músicas de mapa, cenários, cidades, situações, cutscenes e tudo mais. Tudo MUITÍSSIMO bem encaixado.

Na verdade, essa parte sonora até ajuda nas cutscenes já que o gráfico não é dos melhores, ele é bonito mas tem suas notáveis limitações, mas as cutscenes são bem vivas justamente por conta do apoio sonoro de Motoi Sakuraba apoiado de Shinji Tamura e Motoo Fujiwara.


Vai entender porque a Namco investe em Tekken e no Tales of the Abyss investiu tão pouco em gráfico...

Não que seu gráfico seja feio, porém bem limitado se considerado à outros jogos da mesma época com maior poder visual. 

O gráfico é bonito, os cenários são enormes e ele é visualmente bem agradável por conta da estética de anime, mas em algumas situações é fácil notar que tem probleminhas aqui e ali, mas não é nada incômodo, na verdade... Um RPG por mim sendo bom de história, até um gameplay meia boca com gráfico feio eu suporto, mas aqui é pacote fechado.

E falando no enredo, a abordagem dele é de múltiplos temas. Mas como eu já falei, ele é fragmentado, nada é de graça ou corrido, tudo vai aparecendo devagar e no seu devido tempo, e com isso temos várias abordagens como religião, fanatismo, superação, aceitação, pontos de vista, amor, ódio, guerra e até mesmo discriminação, mas como eu falei, nada é totalmente JOGADO ou esfregado no seu nariz, as coisas acontecem e você tem de ver pouco a pouco e ficando sempre antenado pra não perder nada. 

Pra piorar as coisas, é necessário ficar duas vezes mais esperto porque a história é MUITO complexa principalmente do segundo ato do jogo em diante, mas ao menos, temos a função Synopsis que seria o Diário do Luke, lá através do ponto de vista dele, temos uma noção bem grande de tudo que ta havendo, é sempre bom usar ele principalmente se o Jade ou mais alguém falar algo SUPER complicado e você não entender, aí só dá uma passadinha por lá e vai ta escrito de forma resumida e simplificada justamente por ser o ponto de vista do Luke.

Cena de um dos três mangás
 
O mais assustador à respeito do enredo, é como ele aborda todos esses temas de uma só vez, sendo que de pouco a pouco eles vão sendo apresentados e desenvolvidos de forma que TODOS foram bem usados, não fica nada no ar ou mesmo um tema menos explorado que outro. É brilhante.

Uma coisa que eu gostei muito também foi a ausência de maniquéismo, não pensem que os vilões são do MAAAAAAAALLLLLL que não são. Nenhum deles.

NENHUM DELES!

Um deles até engana, eu cheguei a achar que ele realmente era do padrão "malvadinho porque sim" mas não, diferente da maioria, ele tinha uma opinião, uma forma de pensar que o levou a ser daquela forma, e ele é claramente um dos elementos que eu citei acima, mas creio que só quem jogou saberia identificar quem e qual.

Não nego que dá vontade de falar deles, afinal de contas são TODOS muito fodas, ao menos a esmagadora maioria deles, e seus motivos e crenças são formidáveis, mas melhor não, é uma experiência a longo prazo e realmente melhor não estragar como fizeram com boa parte da minha.

Asch é sem dúvidas um dos personagens mais marcantes do jogo. Talvez até da franquia.
Outro fator é que dentro das dungeons tem puzzles, nada colossal ou difícil, slevemente trabalhosos a maioria deles e assim as masmorras de modo geral não são meramente passar até o final e vencer o chefe, tem um pequeno desafio dentro delas como quebra de ritmo pra não ser um jogo que só tem batalhas, isso tudo contribui pra um dinamismo maior dentro do jogo de forma que com o ritmo de uma coisa só sendo constantemente quebrado, acaba por ficar menos cansativo.

O jogo tem um desafio normal, não é de graça feito um Final Fantasy seria mas te exige um pouco de treino e atenção nos combates mas nada comparado à um Shin Megami Tensei e se quiser aumentar a dificuldade, é só alterar dentro do menu. 

Bom, pra mim foi é NADA cansativo, foram 3 semanas seguidas jogando só quando dava e eu adorei tudo mesmo do jogo, eu me divertia pegando batalhas, lendo diálogos, falando com as pessoas da cidade e até mesmo nos puzzles das dungeons, eu só não fiz muita coisa extra porque tenho tanta coisa pra jogar e principalmente porque o enredo do jogo me deixou ALUCINADO de tanta vontade de ver o que diabos ia rolar.

Iron, o Fon Master, figura importantíssima do jogo!

"Mas o que será que vai acontecer?"

Foi a frase que mais usei durante a jogatina, o universo é extremamente rico e eu ficava pensando em todos os detalhes da história e tal coisa não acontecia comigo desde Persona 2 e Metal Gear Solid, é realmente brilhante o modo como tudo se desenvolve e o jogador fica cada vez mais maluco.

Sobre as side-quests, o Dipaula fez bastante coisa, e eu vi uma coisa ou outra do jogo dele porque no meu mesmo quase nada, eu só sei que o jogo ainda por cima tem um gigantesco fator replay porque só nele você pega as segundas Overlimits de cada personagem, eventos se abrem, além de outras mil coisas que você tem mais liberdade pra fazer.

Overlimit? Não sabe o que é?

Ah é... Eu quase esqueci de falar.

This ends now... INDIGNATION!

Tem uma barra abaixo do HP e TP que quando enche, você pode soltar ela e explodir (tipo The King of Fighters 97 mesmo) e você pode emendar combos e enfiar o Overlimit, que seria tipo um especial que tem foto do personagem na frente e tudo. Aquelas coisas legais de anime que a gente gosta.

E só pra não deixar passar, fiquem atentos porque assim como The Legend of Dragoon TODOS os chefes mais importantes tem suas próprias técnicas, eles tem Overlimit e tudo mais, é realmente impecável esse fator, porque os inimigos são como você, só que do outro lado.

Um detalhe MUITO forte e interessante foi a presença dos skits.

Skits são basicamente o seguinte, sabe quando tem diálogo e o grupo fala:

"Vamos pra lá?"


E você simplesmente vai... Mas nos 'Tales of' você sempre terá os skits. Que são a conversa dos personagens no meio do caminho ou durante uma masmorra, na cidade, em lojas, no mapa! Em TODO lugar existe a possibilidade de se ter um skit legal, os mais antigos só tinham pequenas falas e tudo, e eu não sei exatamente qual foi o jogo da série que fez com que fossem DIÁLOGOS mesmo, mas no Abyss os diálogos são fodas, e em alguns casos funcionam como complemento principalmente pra entender melhor determinados personagens.

Algumas coisas são meramente citadas por lá, e não é necessário pra se entender a história, mas são esses detalhes à parte que fazem do mundo de Auldrant um mundo MUITO rico de detalhes, determinadas coisas mal serão citadas na história mas nos skits será sempre bem trabalhado, então fica a seu critério usar ou não, mas eu recomendo, justamente por ser um dos acréscimos mais positivos em relação aos RPG's tradicionais.

Guy ao ver um fã de Final Fantasy VIII.

Com tudo isso, acho que os dois únicos reais problemas ao meu ver é o fato dos Skits não terem sido dublados na dublagem americana (imperdoável isso, na moral, enquanto a versão UNDUB TODOS são dublados) e alguns raros slowdowns quando a tela enchia de magias, afinal de contas, do meio pro final do jogo, Jade e Tear terão muitas magias, tudo isso misturado à muitas técnicas dos amigos e inimigos ao mesmo tempo e com isso em algumas batalhas ocorreram e até encheram o saco mas não foi nada que estragasse o jogo, até porque já tinha TANTA coisa boa (como deu pra notar, né?) e o gráfico que esporaficamente fica meio feio ou esses slowdowns não atrapalharam, eu diria que o maior problema ao meu ver é não ter os skits dublados mesmo.

Tales of the Abyss é um jogo MUITO foda, ele é incomum porque ele é profundo (mesmo que não tanto como Persona) e ele tem várias coisas como um enredo fragmentado de forma brilhante, personagens extremamente carismáticos e profundos (até a piloto do avião tem história, puta merda), uma grande jornada, vilões formidáveis e alguns deles é até difícil lutar contra, porque seus ideais são digamos... Reais! É absolutamente aceitável ver a causa que eles lutam e isso sem falar em tantos outros fatores como as tantas abordagens de diferentes temas num jogo só de forma que nada perde o foco e tudo é bem explicado e detalhado.

Até mesmo será citado, que a batalha final tem um mesmo objetivo com meios diferentes, será um "conflito de duas fés" e não uma batalha de bem e mal. Acreditem em mim, a ausência de maniqueísmo desse jogo só deixa ele ainda melhor.

Não use o mesmo status muito tempo, variar eles é variar suas habilidades obtidas!

Outra coisa mega divertida são os Títulos, situações são geradas ao longo do jogo e esses status recebidos podem ser adicionados nos personagens, eles influenciam nas AD Skills que você ganha ao passar do jogo e todo mundo tem um monte deles. E alguns títulos são roupas extras pros personagens, e eu vi poucas mas curti a esmagadora maioria, isso é um tremendo acréscimo de gameplay pra uma segunda jogada.

E os AD Skills que eu citei acima, são as habilidades obtidas com o passar de níveis de cada personagem, o modo como você joga influencia diretamente nisso, e com isso cada jogo de cada pessoa terá ganhos diferentes pra cada personagem, tornando assim toda jogatina inteiramente única, se você mudar de estratégia com todos os personagens numa segunda jogada, as AD Skills obtidas também mudarão.

O motivo de tanta coisa boa, ou seja, o fato desse jogo acertar pra todos os lados que ele atira, o torna um destruidor de clássicos. Por isso o título da postagem!

O motivo do cabelo curto de Luke e da briga com Asch são fantásticos!

Apesar do jogo ter anime (com a história do jogo, porém adaptada pra algo mais curto), mangá, e entre outras mais coisas na mídia...

...ele não é tããããão famoso como merece, mas ao menos é reconhecido na comunidade gamer, porém eu duvido que todos entendam a grandiosidade desse jogo, é possível aprender muito mesmo com ele como pessoa, dá pra rir muito dele porque o humor é extremamente bem usado, ele tem um fator replay gigante e gameplay violento, side quests bem maneiras que até complementam a história de determinados personagens... O jogo é bom em TUDO mesmo!

Existem basicamente dois formatos de JRPG's, aqueles que tem abordagem em profundidade como Shin Megami Tensei seja nos heróis ou vilões, e tem aqueles que como The Legend of Dragoon é uma grande jornada, sem muita profundidade mas todo mundo com muito carisma... O mais absurdo é que...

TALES OF THE ABYSS É OS DOIS! AO MESMO TEMPO! PUTA QUE PARIU!

Vamos perguntar o que ele acha de quem prefere Final Fantasy ao Tales of the Abyss:


Não fui eu quem disse, foi um presidente. Lide com isso!

Por esses motivos, apesar de ter Persona 2 como meu jogo favorito, eu reconheço com todas as letras que Tales of the Abyss é provavelmente o melhor JRPG que eu já joguei em toda minha vida. Eu recomendo fortemente porque quem gosta de um bom jogo, com bom enredo e um bom sistema vai encontrar aqui um pacote completamente perfeito com tudo de bom ao extremo.

Quando jogarem, vão entender o tamanho da covardia que é comparar Tales of the Abyss com qualquer outro jogo, exceto por uma meia dúzia aí como Persona 2, Legend of Mana e etc...

Ah, e tem versão pra 3DS. Que por sinal é tão boa quanto a do PS2 pelo que dizem!

Enfim, ficou longo mas espero que tenham gostado!

Lembrando que Tales of the Abyss tem o selo Jailson e Obama de qualidade xD


Enjoy!