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31 de agosto de 2014

Mass Effect 3 (PS3) - Entre O Amor E O Ódio


Caramba, esse título me lembra uma música da minha banda favorita.

Mas... pois é, terminado Mass Effect 2, agora comecei o 3. Acredito que esse post será tão longo ou maior que do 2, pega um pacote de Ruffles e um suco aí.

Não, Ruffles tem pouco demais, pega qualquer coisa pra comer ou uns 5 pacotes de Ruffles, aí sim. Na dúvida, troque por Doritos porque Doritos é amor demais da conta.

Mas.... esse jogo é polêmico por criar piadas como essa:


Mas isso é uma piada com o final do jogo, porque o começo já tá bem errado...

Antes de mais nada, quero deixar bem claro que a EA é uma FILHA DA PUTA mas não pelo final, isso eu xingo depois.

E sim, por como eu já disse, terem vendido parte da história no ME2, Lair of the Shadow Broker e The Arrival.

A primeira citada é de Liara, a gente jogando entende mesmo que superficialmente sobre o que ela é e se tornou mas não mostra como, então já fica uma dúvida, e mesmo que isso seja ruim, você pode até dizer que é fácil "deduzir" sobre o que rolou, mas não é tanto porque vários diálogos ligados à Liara (ou se tiver ela no grupo) citarão coisas de Shadow Broker e você não entenderá nada... E pra piorar... Tem a The Arrival não, essa é primordial pro entendimento do começo do terceiro jogo da série.

Sem ela, o jogo já começa com um tremendo buraco de forma que não entendemos nada:

"Como assim, to aqui a meses, sem contato com a Cerberus e tão me acusando de ter feito isso?"

Isso é o feeling de um jogador de ME3 que não teve contato com The Arrival.

Se a EA pode foder muito bem com o rabo de todos nós que amamos Mass Effect, claro que ela não faria isso só uma vez, ME2 assim como o ME1 eram jogos completos, tais DLC's já eram um mero complemento pro segundo jogo mas usar isso como base na introdução do terceiro jogo é simplesmente ridículo, muita gente odiou a introdução do jogo por coisas como essa mas tem um outro problema que eu vou citar logo abaixo depois de uma coisa que quero esclarecer.

Antes de mais nada, eu vou falar nem do enredo e nem do gameplay, nem mesmo das músicas e sim da parte mais problemática de toda a história da trilogia Mass Effect.

O desenvolvimento do terceiro jogo...

Casey Hudson, o cara que foi cagado pela EA.

Casey Hudson, produtor da série, havia "marketado" (a palavra não existe mas todos usam, então foda-se) tudo que haveria no terceiro jogo de acordo com o desenvolvimento original, mas tivemos um problema... Mass Effect 2 vendeu demais. Principalmente fora dos PC's. Com isso e DLC's de história vendidas separadamente, o lucro da EA não poderia ser maior e tiveram a "brilhante" ideia de transformar o jogo em uma coisa focada em Multiplayer Online. Com isso houve uma simplificação da história e me digam QUAL O MALDITO PROBLEMA DE TER QUE MEXER NA HISTÓRIA PRA FAZER O MULTIPLAYER?

Eu acho que tenho a resposta.

Na verdade... Acredito, que o ÚNICO "problema" que me é visto como lógico se chama investimento.

O investimento que seria dado à única coisa realmente incrível de Mass Effect, ou seja, seu grandioso enredo com base em conquistas, decisões, responsabilidades e consequências foi provavelmente voltado à melhorias de gameplay, servidores online, modos de jogo multiplayer e etc. Havendo assim uma necessidade de simplificação da história do game.

Dizem que a BioWare vendeu a alma pra esse diabo da foto.

Com isso, a história teve de ser retrabalhada em alguns bons pontos, mas isso não a estragou, não totalmente...

Tais problemas misturado ao final problemático do jogo, mancharam o nome de Hudson que saiu da BioWare logo após ME3 ter sido lançado e meio que ele falou algumas coisas do enredo.

O enredo originalmente teria uma mirabolância danada, sendo os Reapers como uma espécie de povo desesperado que precisa de ser ajudado mas ninguém os ajudava por serem fortes demais e ainda que incapazes de se virar sozinhos nesse aspecto, ao ter os pedidos de ajudas negados, tais medidas desesperadas seriam tomadas, incluindo a aniquilação de povos mais inteligentes (quem jogou sabe exatamente do que to falando) na busca por algo que fosse de uma ajuda pra eles, durante tudo isso, desenvolveriam um soldado que tinha uma "missão" que seria de salva-los.

Adivinha quem seria esse soldado? Se você respondeu *NOME* Shepard. Acertou. Acertou em cheio.


A missão de Shepard seria inconscientemente buscar uma solução pro problema de seus criadores, lembrando que no 1 você é orientado pelo artefato Prothean no final a NÃO AJUDAR nunca os Reapers e não questiona-los, nem mesmo tentar entende-los e provavelmente tudo isso mudaria de acordo com o fato que você morre no segundo jogo e é totalmente reconstruído, suas memórias voltam normalmente mas poderia sim haver um processo que JUSTAMENTE ALI você poderia mudar no decorrer dele e do terceiro jogo. Até mesmo Harbringer fala no final do 2:

"Humanos, vocês não mudaram nada, a salvação está a caminho."

Essa salvação não é clara, não fica definitivamente exposta de quem ou o que seria salvos, era justamente pra você pensar o óbvio e ter um choque de realidade no final de tudo porque haveria um plot twist genial que te deixaria com a boca aberta e o cu na mão.

Além do mais, não deixou claro se o final do jogo seria com base em suas ações de suma maioria Paragon ou Renegade, ou seja, um final Paragon com base no que você, jogador, decidiu e o mesmo pra Renegade ou então se cada uma das opções daria 3 variações sendo assim um total de 6 finais.

Ele até mesmo diz, que "finais convencionais" de jogos da BioWare como A, B ou C não seriam usados da mesma forma, que seria uma visão diferente dos jogos que já tínhamos jogado.

Palavras do próprio Hudson:

"As Mass Effect 3 in the end of the planned trilogy, the developers are not constrained by the necessity of allowing the story to diverge, yet also continue into the next chapter. This will result in a story that diverges into WILDLY DIFFERENT conclusions based on player's actions in the first two chapters"

O que me faz pensar que ou haveriam 3 finais pra cada caminho ou cada caminho teria um desfecho completamente diferente do outro usando puramente suas ações. Ou seja, salvou isso, acontece aquilo, não salvou, acontece outra coisa, e etc.

Caso pense que estou de mimimi, não, não estou, eu comprei o Trilogy do PS3 e comprei todas as DLC's do ME2 e ME3, naturalmente eu vou ter uma visão bem mais positiva do jogo que quem jogou ele totalmente "pelado", agora vamos ver como ficou essa nova base de enredo.

Porém, essa simplificação exigiu uma nova visão, e ela é a seguinte:

Poucos meses após os eventos de ME2, ou seja, 3 anos após os eventos do 1 e os eventos que sequenciaram no 2, Shepard está na Aliança Humana e isso já é meio que um problema.

Por que?

Se você concordou com Illusive Man e queria ajudar ele sendo Renegade... Ja era.

Você, jogador, não jogou o 1 ao lado da Aliança e o 2 ao lado da Cerberus mesmo contra a própria vontade? Ao meu ver, ficou bem claro, que se eu fosse Paragon no 2, significaria que eu faria o que é certo, de forma pacífica, indo totalmente contra os princípios extremistas da Cerberus e indo à favor da Aliança Humana, enquanto ser Renegade seria ser bom e fazer a coisa certa porém ao ritmo de crueldade e todos os tipos de atrocidades necessárias justamente por um bem maior, abraçando ainda mais a causa da Cerberus que me fariam eventualmente me distanciar das causas da Aliança.

Entendem isso? O fato de no 3 eu COMEÇAR na Aliança humana, sem a menor escolha disso e sem uma consequência do caminho maior que eu segui no jogo anterior, querendo ou não é um "problema".

Usei aspas porque é relativo, muitas pessoas acham que isso é parte do fluxo da história e eu não. Eu vejo totalmente como uma forma preguiçosa ou mal feita que foi afetada por causa do desenvolvimento do jogo e seu projeto inicial alterado pra algo menos complexo.

Não necessariamente ruim, eu não disse isso.

Mas pensem comigo, se a Cerberus me reconstruiu e eu abracei a causa, por que não continuar ao lado deles? Porque não ter um ponto de partida desde o começo ao lado deles?

Eu vi isso como uma incrível "parte cortada" da narrativa, poxa vida, eu desde o começo pude escolher tanta coisa e o 2 inteiro é uma "escolha" sobre qual lado se aliar, eu fiquei MUITO triste por isso.

Retomando, eu estou na Aliança, indo responder por umas coisas que aconteceram em The Arrival e de repente...

~A WILD FUCKING INVASION APPEARS!~


Porra, muito louco, os Reapers chegaram, foderam com tudo e simplesmente com poucos momentos de jogo a Terra se encontra ferrada, fudida e lascada, totalmente pega de surpresa por ninguém ter levado fé no aviso do "farol" (beacon) que Shepard teve no começo do primeiro jogo e a Terra está totalmente enfraquecida e Anderson, líder da aliança dos humanos envia Shepard numa missão de buscar reforços.

A grande e total maior graça por conta desse terceiro e último capítulo dessa saga é ajudar seus velhos e novos amigos à encontrar saídas pra seus problemas em suas respectivas terras natais e com isso levar o que restar dos sobreviventes pra Terra. Isso é uma sacada muito mas MUITO FODA!

Pena que mal usada em determinados aspectos. Mas eu chego lá.

O gameplay teve consideráveis melhorias, afinal de contas, a tentativa da EA era justamente essa, manter um foco em multiplayer. Desnecessário pra cacete. Mas aconteceu.

Agora podemos fazer tudo que já fazíamos no 2 mas temos esquiva, sim, dodge, literalmente cambalhotas e corridas mais fluídas pro seu/sua Shepard.

Boa parte do jogo se manteve parecido com o 2, com leves melhorias no modo geral, agora ao invés de 4 armas, podemos ter 5, duas pesadas nas costas e três no coldre, a mira ta muito mais rápida e é até meio difícil de se acostumar, mesmo porque eu vim de 2 jogos onde a mira era algo mais "travado", mas não ruim, acontece que no 3 é sensível demais, mas é uma leve questão de costume, com 2 ou 3 horas eu já tava gritando HEAAAAAAADSHOT loucamente.

O cover ficou estranho, apesar de melhorado, ele é sensível demais e não precisa mais apertar o botão de cover pra sair dele como no 1 e 2, e como eu já tava recém adaptado, demorei pouco pra me acostumar, além de acidentalmente pular as plataformas e etc.

O problema do cover é quando ele simplesmente para de responder naturalmente, há MUITA mas MUITA gente que reclama disso, é bem natural botar pra cima e Shepard não andar ou ir pro lado, e botar pro lado e ele sair do cover, é muito bizarro, tentaram automatizar o cover, e até deu certo porque funciona bem mas só funciona quando quer mesmo. Do nada o cover pode se tornar uma maratona de bugs.

Comigo mesmo, bugou uma ou duas vezes mas quando bugou foi muito bem bugado viu. Puta merda!


Uma coisa legal que continua são os upgrades de poderes que se mantiveram da mesma forma do 2, você vai abrindo e ramificando, sendo que em determinados níveis de poder você pode ramificar podendo escolher apenas um, e as alterações nas balas do ME1 também voltaram no 3.

Você pode atribuir novamente status nas balas de cada arma de forma diferenciada, podendo se adaptar melhor pra cada situação. Mas definitivamente a mudança que mais me agradou foi da health bar.

Lembra que eu falei que o HP regenerava de graça demais no 2? Então, é isso, no 3 só seu escudo regenera, no 1 nem isso, era tudo manual, era até bom mas infelizmente todo o resto colaborava pra ser uma campanha à beira do frustrante por ter um gameplay nada funcional, enquanto no 2 era de graça demais.

No 3, somente o escudo regenerando deixando a barra vermelha do HP intacta aumenta o uso de Mid-Gel de forma que acaba atribuindo mais desafio e maior estratégia no uso dos já citados itens de cura. Mas ele mantém a mesma função do 2 de ressuscitar seus amigos na hora do aperto, regenerando seu escudo automaticamente e botando seu HP no máximo, porém o uso deles agora exige mais cuidado.


E agora também, se o amigo cai, você pode ir lá levantar ele, não faz diferença pra mim, não ter de forma funcional ou ter funcionando bem, não fede nem cheira. E como funciona bem, acaba sendo bem-vindo.

Uma das coisas que virou um "problema" pra muitos foi o fato de ter perdido ainda mais elementos de RPG de forma geral passando mais feeling de um shooter que o normal, o 1 era um shooter mal feito com RPG, o 2 era metade RPG e metade shooter, o 3 é mais shooter e até justificaram isso como a guerra contra os Reapers do jogo ser o motivo disso, sendo que na verdade só passa isso porque o gameplay tem um refinamento que um shooter focado em pew pew pew teria.

Sinceramente... ser uma guerra não justifica o motivo de gameplay com mais feeling de shooter, isso foi feito pro multiplayer que é o que a EA queria vender aproveitando a marca Mass Effect se consagrando.

Até golpes físicos que antes tinham pra se usar em situações de aperto, agora tem pequenos combos e se segurar o botão de bater vai ter um golpe concentrado pra mandar o inimigo longe. Muita coisa foi alterada pra ficar cada vez mais similar à um shooter comum.

Poderiam muito bem deixar determinadas coisas do gameplay só no online mas não, preferiram enfiar garganta abaixo dos jogadores causando um imenso desgaste em missões que agora não são longas e legais como do 1 ou mais curtas como no 2 e sim missões enormes no 3 com um desafio maior.

Esse desafio é até bom, mas...

...é um desafio com base no número de inimigos você enfrenta, nem na missão final do 2 você enfrenta tanto inimigo como em MUITAS missões do 3, mas o mais absurdo é que essa dificuldade é SOMENTE baseada em número de inimigos porque em muitos casos a IA do jogo simplesmente desliga.


Mas quando ela fica normal, é um aperto danado, principalmente no começo do jogo, é uma espécie de modo "kill kill kill" que a IA tem e é sufocante você e mais dois personagens enfrentando HORDAS (literalmente) em situações que até mesmo te obriga a fazer missões  como "clear the area" ou esperar por reforços e foi exatamente por isso que aconteceram milhões de piadas chamando Mass Effect 3 de Gears of Wars 3.

Por muitas e muitas e muitas vezes eu andava, via um cara dando cover, ele olhava pra mim e não reagia, cheguei a ficar parado na frente de um e absolutamente nada aconteceu. Enquanto eu não atirei nele, ele não reagiu ou me entendeu como inimigo.

Isso contribuiu pra uma melhora de gameplay no geral MAS.. perdeu AINDA MAIS o feeling de se estar jogando um RPG, mas se no 2 era meio a meio, poderiam manter agora no 3, mas com mais elementos de RPG se perdendo, cada vez mais Mass Effect 3 se aproximava de quase qualquer shooter em terceira pessoa, só que bugado. Houveram severas reclamações já no 2 por ter menos "cara de RPG" que o 1 e o 3 só distanciou esse público ainda mais e aproximou um público novo focado em shooter e multiplayer que pouco se importava com a história.

Querem a prova? Ou melhor... Mais uma.

O que antes no 1 e 2 podíamos fazer com a barra de Paragon/Renegade no 3 ela serve pra tão pouca coisa que é quase inútil, determinados personagens sempre morrem e não é o problema eles morrerem e sim os que você pode salvar.

Sabe por que? Porque o que salva um personagem que é possível de se salvar como Grunt ou Jacob é simplesmente ter a missão de fidelidade deles do 2 e eles sobreviverem na missão suicida. Enquanto Miranda por exemplo, se quiser salvar ela vai ter que fazer uma série de coisas por fora do jogo, a ideia nem é ruim, mas tá vendo a utilidade da sua barra de Paragon/Renegade? Ela simplesmente sumiu. Não pra tudo, mas em vista dos dois primeiros é como se ela perdesse 80% da importância.


A prova disso é que o jogo agora tem três modos, um onde é mais próximo de um RPG mas que basicamente só diminui a dificuldade, um modo normal que é o que você vai ver no modo padrão do jogo e um modo totalmente automático, que a dificuldade é maior e as escolhas e conversas são todas passadas automaticamente com escolhas ligadas no modo RANDOM!

Isso é muito mas MUITO absurdo. Tanto é que você inicialmente tinha que pegar War Assets no jogo. War Assets é o que te ajuda na sua EMS que é a Effective Military Strenght. Ou seja, a barra que mostra quanto em números você tem de aliados.

Agora, no começo do jogo, quando lançado, se quisesse War Assets você tinha que ficar jogando online pra coletar eles, e depois atualizaram pra virar a ÚNICA coisa de exploração dos planetas. O único motivo de se explorar planetas é justamente os War Assets que você coleta depois atualizar o jogo.

Aí você pensa que ignorar os War Assets e a EMS pode dar em nada. Mas é justamente ISSO que determina o final.

Com 5 mil pontos (agora atualizado é bem fácil) você simplesmente vai lá e tem o direito de ver os 4 finais.

"Uai e tudo que eu escolhi?"

No final não serve pra nada. Mas isso só piora, aguarde e confira.

Afinal, os problemas não param por aí.

O  mais bizarro é que automatizaram tanta coisa como as portas que tinham "códigos" pra abrir no 1 e 2 (no 1 por QTE e no 2 usando dispositivos de eletrônica) e agora era basicamente só esperar que a porta abria sozinha, Shepard faz tudo pra você... Eu não vi a MENOR necessidade disso, mas colocaram. O jogo é entupido de coisas simples e pequenas porém problemáticas e se estende até coisas bem maiores que citarei logo mais.

Ashley, a racista mais gostosa da aliança humana voltou. Se você deixou ela viva, claro.

O gráfico... Ah meu deus, outro problema.

"Ah Juninho, você é um chato"

O que eu posso fazer se eu pago original pelo produto e ele não é tão competente quando deveria? Pois é.

O gráfico do jogo é bem porco não por ser feio (até porque, feio não é) e sim por MUITAS carregadas de texturas ao longo do jogo, um tom mais escuro que eu realmente não sei de onde veio e principalmente por ter pegado uma engine pronta (Unreal Engine 3) e polido ela tão pouco de forma que o lindo 3D do jogo anterior não é mais tão bonito assim no terceiro jogo...

Basta conferir a diferença no nível de acabamento da armadura do Shepard pra ter uma breve noção do que digo.

Sem falar nas cutscenes com quedas de frame no PS3 que mais parece que o jogo ta rodando de 15 a 30 FPS ao invés de 60 como no Xbox 360 e PC. Mas segundo relatos, mesmo com muito menor frequência, tais problemas também aconteceu nas demais plataformas.

O gráfico escureceu do 2 pro 3 (???) e como essa Shepard parece com a minha o.O

Como eu já sei que vão falar que eu to exagerando, deixo aqui um link que mostra tudo. Nem é necessário assistir mais de 30 ou 40 segundos pra ver a queda de frames...

E provavelmente alguém vai falar que no PC não tem quedas (o que é bem normal), então peguei a mesma cena no 360. Confiram aqui.

A diferença é grande como deu pra notar... Sério, investiram TANTO assim à ponto de quase tudo sair prejudicado?

Ao menos as músicas melhoraram tipo... PRA CARALHO!

Sério, é o único provável ponto onde a série somente evoluiu nos 3 jogos, as músicas chatinhas do 1 e as genéricas do 2 meio que se fundiram, as do 3 meio que pega um pouco de cada uma e meio que a fusão das duas coisas gerou uma OST fuderosamente foda. É DE LONGE a melhor da série, é quase que sem discussão, apesar de em alguns eventos usar músicas do 1 e 2 (que são poucos eventos, muito poucos) as do 3 de longe se mostram superiores por encaixar com 100% de perfeição em todos os momentos do jogo.

A evolução é tão mas tão grande, que se possível jogar com fone, jogue. Porque vai valer à pena. E confesso que em muitas missões mais chatas a OST me fazia continuar jogando e jogando e jogando. Porque é bonita, bem feita, agressiva, triste, mas tudo na medida certa. Dá gosto ouvir essas músicas, dá gosto falar delas.

Pena que o enredo do jogo não dá tanto gosto assim com tantos bugs e problemas.

E agora sim, os problemas maiores que eu prometi, da história.

Começando pelos personagens. Onde houve um absurdo nível de queda de qualidade e de carisma nos envolvidos.


Inicialmente temos Ashley ou Kaidan, onde um dos dois sobrevive e se você for do tipo que não atura os humanos, ainda pode matar o sobrevivente dos dois em poucas horas de jogo. Meu Kaidan sobreviveu, amadureceu, então poupei a vida dele e dei uma chance pra ver se ele deixava de ser o picolé de chuchu do primeiro jogo pra ser algo mais e sim, valeu à pena.

O mesmo pra Ashley, se você foi americano o bastante pra deixar ela viva. Sinceramente TODOS os gameplays que eu vejo com a Ashley são de americanos, tá mais que na cara que foi um personagem criado pra eles, ela é chata, egoísta, racista e nojenta, e mesmo amadurecida e tendo um motivo, ainda não justifica tamanha prepotência e arrogância vindo dela. Eu não a suporto então ela morreu e bem morrido pra mim. Mas tive que dar uma pesquisada né?

Depois temos Liara, a Shadow Broker, que infelizmente sem jogar a DLC do 2 você dificilmente entenderá o que se passou com ela à menos que corra pra uma wiki da vida ler tudo sobre esses eventos. Mas Liara voltou mais madura, mais interessante, mais inteligente e ainda mais carismática. Nos dois primeiros jogos eu fiz minha Shepard namorar com ela, esses romances são algo que eu realmente não me importo mas aconteceu o evento e eu simplesmente só permiti e deixei rolar.

Depois temos James Vega, o segundo melhor humano da saga Mass Effect perdendo somente pra gatíssima Jack. Vega tem um drama bem interessante, um sofrimento um tanto quanto profundo e não é muito difícil simpatizar com ele e seu sotaque espanhol. Mas infelizmente ele ainda é um humano e como de costume continua sem graça perto dos aliens.

Quem voltou também foi Tali, que se suicidou no meu jogo... Acontece que nesse jogo fica ainda mais forte a guerra dos Quarian contra os Geth e fica muito fácil entender (ainda melhor) como os Geth são injustiçados e eu não fiquei do lado dos Quarian, isso ao lado de uma escolha minha fez com que eles fossem quase dizimados e com isso somada á liberação dos Geth que eu permiti, ela acaba por se matar.

Ela dá uma de Gesse Howard e se joga de um precipício... Patético...

Foi nesse jogo que eu entendi de forma digamos... Bem viva como a mente dos Quarian funciona, e isso é através de Tali, que volta ainda em sua peregrinação, e ela não melhorou muito do 2 pro 3, continua praticamente a mesma coisa. Então ela continua legal.

EDI agora está no grupo, sim, a inteligência artificial do jogo usando um corpo de robô, até faz sentido a explicação e tudo mas não adianta, o carisma dela é enquanto nave, dentro do grupo acaba não sendo lá grande coisa mas ela continua carismática como sempre, e os diálogos com ela são quase sempre legais, principalmente agora que pinta um clima dela com o Joker, o piloto mais legal da galáxia.

Meu time fixo em Mass Effect 3 - The best turian and the last prothean

E novamente, melhor e mais foda do que nunca GARRUS VAKARIAN! Garrus se manteve como meu favorito e membro fixo no meu time de novo, se ele era foda no 1 como quase Batman usando seus dotes investigativos e seu sarcasmo no 2, agora no 3 ele volta praticamente como Jade Curtiss do Tales of the Abyss, líder de um pelotão de seu planeta, mas que não gosta da parte burocrática e nem "certinha" de um militar, ele quando pode, abandona tudo pra ajudar Shepard mais uma vez, porque limites é pros fracos, Garrus gosta é da ação sem compromisso que só a Normandy poderia lhe proporcionar.

E através de uma DLC paga temos Javik, um prothean (sim, daquela raça extinta... ou melhor "extinta") e sinceramente a DLC dele é chatinha, difícil (como todas as DLC's...) e que tem um background forçadíssimo no meu humilde ponto de vista mas Javik por si só é um acréscimo gigante pra série como um todo porque ele tem como parte de seus poderes, tocar e saber tudo que aconteceu com cada personagem.

Isso ajuda pra conhecer ainda mais as culturas e o universo de Mass Effect. Ele usa isso no decorrer da história se usa-lo em seu grupo mas por ter sido de uma raça ultra dominante, a mais foda do universo, Javik é MUITO arrogante, mas digamos que ele "pode" ser assim. Ele só não entende totalmente que sua raça caiu e meio que diz coisas como se ela ainda existisse, mas ao decorrer do jogo ele vai baixando a guarda e ficando um personagem ainda melhor do que já era quando entra no jogo.

Por motivos como esse Javik e Garrus foram praticamente fixos em toda a minha campanha, esporadicamente jogava com os outros pra dar uma leve variada mas no geral eu joguei com os dois.

Mas apesar da queda de qualidade do grupo em relação ao 2, o grupo em si é muito foda, pena que caiu PRA CARALHO o nível, uma vez ainda que como seria a guerra, a EA e a BioWare anunciaram que TODOS os sobreviventes estariam no jogo ao seu lado, mas isso acontece de uma forma um tanto quanto broxante...

Pegue a Terra de volta. Do jeito que Marcus Fenix nos ensinou.

Inicialmente, tem o que eu falei acima do começo na base da Aliança, mesmo se eu tivesse sido um cara que aprova as ações da Cerberus, notavelmente ignorando já uma possível escolha do jogo anterior.

E o final, vou deixar pro final. Of course.

Mas lembra que eu falei o jogo tinha uma sacada foda de recrutar personagens ajudando eles nas suas possíveis invasões e etc.

Então, é uma ideia genial, você por exemplo TEM que fazer uma missão opcional entre um evento e outro, senão o envolvido naquele incidente pode morrer, afinal é uma guerra, é uma invasão e tempo é o que você menos tem.

Com isso você vai eventualmente encontrar seja pelo fluxo normal de jogo ou side quests, velhos companheiros como Wrex, Jacob, Miranda, Legion, personagens de demais DLC's e que você salvou nos jogos anteriores e etc.

As partes do fluxo da história são brilhantes, são muito mas MUITO fodas e Mordin por exemplo tem um desfecho emocionante mas o problema ta nos que não são obrigatórios...

Kai Leng, um cara que vai te dar MUITOS motivos pra odiá-lo.

Meu save do jogo simplesmente BUGOU em uma coisa. Muitos personagens vão te mandar um email falando que precisa de ajuda, ou seja, recebeu VÁ E FAÇA a missão, as missões principais (chamadas de Priority) podem esperar, mas essas sides não. Se você demorar a fazer o jogo vai entender como se tivesse deixado o personagem e sua missão de lado e ele pode morrer... Ou melhor. Ele VAI morrer.

Mas.... Thane, Jack e alguns outros personagens eu simplesmente não vi porque não recebi email deles, a missão deles não apareceu pra mim em NENHUM aspecto, algumas missões aparecem conversando com personagens ou ouvindo conversas de outros, é bem legal mas isso quando o jogo não buga.

Por conta disso, Thane não me mandou email, ele sobreviveu no meu save do 2 na missão suicida e ele era leal a mim. Ele DEVERIA aparecer numa determinada parte e simplesmente isso não aconteceu.

Vi relatos de pessoas dando load no mesmo save por várias e várias vezes até o danado aparecer mas porra, que tipo de jogo é esse que eu pago original, atualizo bonitinho e tenho de ficar repetindo eventos pra ver se uma hora o jogo simplesmente entende que o personagem DEVERIA ESTAR LÁ!!!

ISSO É RIDÍCULO! É PORCO! É MAL FEITO PRA CARALHO!

Thane não me enviou o email do hospital com nome trocado pra eu ir verificar, ele não apareceu numa missão que Kai Leng deveria mata-lo e eu não vi seu funeral, eu não vi nada dele durante o jogo inteiro. Foi um bug incomum que simplesmente tive o desprazer de desfrutar no meu save e confesso. Isso naquele instante matou boa parte da minha vontade de jogar na hora.

Thane foi parar no mural dos mortos, sem eu nem saber como ele morreu. O resto dos personagens nem sei como ficou porque fiquei tão mas tão triste, que só finalizei logo e nem procurei saber direito. De tão desapontado com o fluxo da história naquele ponto.

Anderson deixa a barriga de lado e mostra seu lado de estrategista veterano. Muito foda inclusive.

Agora vamos usar como base as missões que acontecem entre as missões de prioridade. Ou seja, as que os personagens envolvidos podem morrer.

Sabe o que me irrita nisso tudo? Além de algumas no meu jogo terem bugados e nem sequer terem sido citadas?

Seguinte, existem side-quests nos planetas que você explora que são literalmente IDÊNTICAS à essas. Só que essas podem esperar, as outras não.

"Ah Juninho, as que os personagens morrem são de personagens que eram do seu grupo?"

Mas tem missões assim com personagens do seu grupo como Grunt e Samara onde há esse necessidade de urgência e possibilidade  de mortes e sabe o que muda nessas missões? Nada!

Elas tem o mesmo conceito usado de formas diferentes. E isso se pelo menos o jogo não bugasse, ainda tava bom. Mas existe a possibilidade do jogo bugar e se você quiser vai ter que meramente contar com a sorte. E como sorte e Juninho nunca andam juntos...

Outro fator DE BOSTA é o seguinte, vou dar um mísero spoiler... Se Legion sobreviver, ele simplesmente vai participar de uma missão crucial do game, mas... se você vender ele pra Cerberus no 2 ou deixar ele por algum motivo morrer na Sucide Mission do 2, o que acontece no fluxo da história no 3?

Nada. Eles simplesmente colocaram outro Geth no lugar dele, só que sem carisma algum. Não é como na própria missão dos Krogan onde se ninguém salvar os Krogan (ou seja, se Mordin e Maelon morrerem no 2) eles NÃO se salvam.

E isso é frequente no jogo inteiro, se querem botar consequências, que colocassem consequências de peso, que mostrasse pra gente que o que jogamos e escolhemos teve SIM muito significado seja de forma positiva ou negativa.

Mas pensa que é só isso? Calma. Ainda tem o final que é ainda pior.

Mas não antes de falar das DLC's.


"Javik vai dar merda no final do jogo"

From Ashes, é a DLC do Javik, que eu disse acima, que força uma barra tremenda pra ter um prothean vivo mas no geral acaba sendo uma DLC incrível porque acrescenta ao universo do jogo um personagem que sabe tudo de todos, isso revela determinados aspectos que a gente não sabia e acaba que mesmo de uma forma arrogante, nos apresentando os demais fatores culturais de cada raça de uma forma diferente do padrão e sem auxílio de um Codex.

Omega é a DLC da Aria, lembra dela no 2? Então. O puteiro espacial foi tomado e você vai recuperar ele no braço! Com Aria no seu grupo! Confesso que achei meio chata também essa DLC mas da metade em diante ela ganha um ritmo muito mas MUITO bom e tem um desfecho muito irado. Também valeu à pena.

Leviathan era pra ser uma DLC que explica um dos buracos do jogo, que é sobre os Reapers, lembra que eu falei que originalmente seriam uma raça desesperada pra se salvar usando métodos extremos? E isso foi removido certo? Com isso eles são a "ordem" da galáxia mas que no fundo só são os caras do mau porque sim e pronto. Essa DLC explica um pouco melhor mas não justifica suas ações. Ela é boa e provavelmente a melhor DLC porque explica a origem dos Mass Relays, alguns detalhes dos reapers mas não justifica o que deveria justificar.

E tem Citadel, que é uma DLC divertida, que reúne muita gente pra uma missão e depois pra festa. Não é canônico e nem nada demais e eu nem imagino essa DLC fazendo falta pra alguém. Mas é com certeza MUITO divertida apesar do final boss ser MUUUUUUUUUITO difícil e relativamente bugado. No meu save eu tive que baixar a dificuldade porque eu caía na batalha já morrendo totalmente de graça. Ou seja, outra batalha mal feita...

Leviathan... E sua marca das cavernas. Muito foda

Mas a festa é logo em seguida do chefe, você pode fazer na hora ou depois de zerar o jogo. Assim que eu zerei fiquei TÃO desapontado com o final que nem me dei o trabalho de fazer a festa. 

E além das 4 DLC's tem o Extended Cut, que é a DLC gratuita pra "corrigir" o final de bosta da série. Que no final só deixa a merda um pouco menos fedorenta e não resolve porra nenhuma.

Além do mais ele acrescenta o final "nothing" ao jogo, do qual você não faz nada e deixa tudo se escafeder... E acaba sendo um final redundante porque um jogo de escolhas onde você não escolhe nada numa parte tão crucial como o final acaba sendo bem imbecil.

Não pense que o final é o motivo maior de hate do jogo, muita mas MUITA gente já fez posts como esse, que eu recomendo se já tiver jogado e souber inglês, o cara explica muito bem os motivos de tamanho ódio ao jogo.

Outro motivo é o fato de Illusive Man ser simplesmente o cara mal e pronto, tudo que você fez como Renegade no 2 e se você apoiou a Cerberus, tudo cai por terra. É simplesmente a forma de justificar o fato de que no começo você não pode ser à favor dele e de sua causa. Então o jogo faz o que? Elimina ele e Anderson, ou seja, os dois pilares de Paragon e Renegade do jogo te entregando uma situação pronta e mal feita. É aí que começa o problema do final.

Eu sei que você gostaria que Shepard estivesse aí...

A justificativa pra Illusive Man no 3 ser o cara do mal me quebrou as pernas, porque destoou totalmente do cara com objetivos que eu vi no 2. Isso ao meu ver foi a tacada preguiçosa da EA/BioWare pra eliminar toda a sua possibilidade de um questionamento sobre tudo que fiz no 2 como Renegade e uma possível luta ao lado deles.

Mas isso é só o começo dos problemas do final. Que é simplesmente uma merda porque jogam um personagem no seu colo, que não te explica nada e ainda diz na sua cara sobre quem fez tudo aquilo:

"YOU DO NOT KNOW AND I DON'T HAVE TIME TO EXPLAIN"


PORRA BIOWARE! PORRA EA!!!!

Aceitar isso por si só já é ruim e ainda me dão 3 finais de merda que não mudam nada e mal tem um efeito de mudança de cor numa explosão? Sério?

Nada contra quem realmente gostou e entendeu mas ao meu ver 99% das pessoas que engoliram esse final não entenderam o quanto ele é tosco e preguiçoso. O Extended Cut resolve parcialmente o problema mas não muda o fato de que me tiraram do foco, me jogaram um personagem do nada e concluíram a história com base nisso.

Porque o que muda com o Extended Cut é justamente o que acontece depois da explosão. Se antes era a explosão e pronto, agora é a explosão, algumas ilustrações com uma narrativa diferente pra cada uma de suas escolhas e mais nada. Ou seja, o problema maior não é a parte cinematográfica que mal muda e temos 3 finais com 3 cores diferentes numa explosão. O problema é outra coisa.

A série em 2 jogos e 90% do terceiro te causam um nível de exigência gigantesco e o problema não é a ausência de um final feliz, não é a possibilidade de todos sobreviverem. É uma guerra, então é natural que haja, mortes, perdas, sacrifícios, e demais coisas.

Mas não justifica 3 finais igualmente parecidos, o que as pessoas querem não é uma tragédia forçada em 3 situações ou um final feliz e perfeito. O que queríamos eram variações.

O problema do final não é só isso. O problema maior sem sombra de dúvidas está no StarChild chegar do nada, te aplicar uma lógica inquestionável, Shepard aceitar tudo aquilo na maior naturalidade e simplesmente concluir a trama com base nisso.

E tão grande quanto o StarChild é 3 finais prontos pra TODO MUNDO ignorando TUDO, absolutamente TUDO que você tanto lutou pra proteger e construiu, se salvou a rainha Rachni ou não, se deu liberdade pros Geth ou não, se salvou Ashley ou Kaidan, se você no final do 2 entrega a base Collector pro Illusive Man ou não. Tudo isso não faz A MENOR FUCKING DIFERENÇA! É ISSO QUE IRRITOU A TODOS!

É ISSO QUE ME IRRITOU! E É ISSO QUE VAI IRRITAR AS GERAÇÕES FUTURAS QUE JOGAREM MASS EFFECT!

Querem um final onde haja total variação, pra que sendo assim, finais diferentes gerem discussões por gostos e não um ódio profundo por 3 finalizações de merda.

Que geraram muitas piadas como essa:


O que faltou é um pouquinho de boa vontade, de amor ao que faz na hora de produzir esse jogo.

Se eu gostei? Sim. Apesar de tudo sim, mas escrevi esse post com muita tristeza, seja por conta dos bugs e perdas que tive como na storyline do Thane, dos glitches, do final horroroso, dos elementos mais que jogados e das suas escolhas perderem boa parte do peso ao decorrer de vários jogos.

Quer outra porqueira? Muita gente queria ver o rosto da Tali no ME1 e ME2 e no 3 como foi um jogo vetado, corrido, feito de forma porca, pegaram uma imagem totalmente aleatória do Google Imagens e aconteceu isso:


A Tali existia antes do jogo existir. Uau. Que criatividade...

Sabe qual é o nome disso? Eu digo à todos: PREGUIÇA! P-R-E-G-U-I-Ç-A!

Joguei Mass Effect 1, 2 e 3 em seguida, torcendo pra que tudo que eu li e vi do 3 fosse mero exagero. Que fosse mero extremismo, mas não é. Infelizmente ele é um bom jogo com problemas tão mas tão graves que sim, de certa forma afetam a experiência mais que emocionante que foi jogar. Confesso que não consigo odiar o jogo ainda, mesmo com tantos problemas, mas eu consigo compreender totalmente quem odeia esse jogo.

Tanto é que joguei Mass Effect Jokes no google imagens e as zuações com os dois primeiros jogos são de coisas naturais e brincadeiras até saudáveis enquanto as do 3 são 90% ofensivas... E esse é um dos raros casos, onde a maioria tem toda razão.

Se vale à pena? Sim. Até vale, mas o ideal é jogar com a consciência de que apesar de um bom jogo, ele é um gigantesco passo pra trás em vários aspectos com uma das piores finalizações das história dos games.

Não sei se é o pior final de todos os jogos que eu já joguei, afinal de contas ainda existe Final Fantasy VIII pra isso. Mas com toda certeza é um dos piores sem sombra de dúvidas.


Mass Effect 3 é um bom jogo, um ótimo shooter, mas um péssimo RPG, um péssimo Mass Effect, uma péssima continuação com o final que provocou a maior revolta dos fãs NO MUNDO até hoje. Podem pesquisar, isso é verdade. A quantidade de pessoas decepcionadas ultrapassa todo e qualquer limite normal de um jogo com final aberto ou vago.

E na boa, mais do que merecido todo esse ódio. É um dos poucos casos onde a maioria tem total razão, porque o que a EA fez com Mass Effect foi simplesmente esculhambar com toda a experiência de vários jogadores que diferente de mim, não imaginavam como seria esse desfecho.

Mais bizarro que tudo isso gerou um ódio tão grande que inúmeros fãs fizeram milhões de MOD's com finais alternativos, e o que mais me chamou atenção foi justamente um deles que trocava o StarChild por uma inteligência virtual Prothean. O cara fez o que? Usou a mesma situação dos finais (ou seja, três cores na explosão e um final que rejeita tudo) mas com muito mais sentido e que se eu jogasse aquela versão, ficaria satisfeito.

Pois é, um cara em casa fez melhor que uma empresa grande. Que vergonha hein?

Observação: Antes que diga sobre extremismo e o fato de terem mudado ME3 no rumo original pro rumo que já conhecemos, saibam de um simples fator.

Somente 10% da equipe original do ME1 e ME2 estava envolvida em ME3.

Isso justifica muita coisa.

30 de julho de 2014

Mass Effect 2 (PS3) - A Evolução!


É, eu recentemente terminei Mass Effect, e assim como fiz com Persona 2 Innocent Sin, corri pra sua continuação.

Literalmente Mass Effect 2 é praticamente um Persona 2 Eternal Punishment, onde temos personagens, história e uma narrativa melhores que seu anterior.

A diferença é que o Innocent Sin é aburdamente foda enquanto o ME1 é só foda e comparado ao IS vai pra fodinha.

Enfim, eu poderia muito bem falar o quanto o jogo é mal portado, mas não preciso já que falei isso do primeiro jogo e quem acompanha minimamente sobre Mass Effect já está careca de saber disso.

Esse é mal portado, tem algumas falhas de áudio mas nem se compara ao port ridículo do primeiro jogo, se comparados é como se o ME2 fosse uma versão até bem portada. 

E eu aqui achando que nunca veria jogos tão mal portados como Sunset Riders do Mega Drive, mas pra que falar de velho oeste se eu posso falar de putarias no espaço.

Ou melhor, aventuras no espaço, eu me expressei mal.

Aviso que o post será longo, Mass Effect 2 tem MUITA coisa e eu me esforcei pra passar tudo sem spoilers e detalhes que pudessem estragar a experiência, então senta, fica à vontade, pega um suquinho e bora ler.

Enfim, houve uma super evolução do primeiro pro segundo jogo.

Caralho, a que nível impressionante chegamos.

Bora começar pelo problema maior do primeiro jogo, o gameplay!

"Foi daqui que pediram uma bomba?"

O que antes era um amontoado de problemas, bugs e demais fatores irritantes como mira subir e descer, poderes funcionarem mal, inventário bagunçado e demais problemas foram todos resolvidos. Mesmo que com alguns custos... Não entendeu? Eu vou chegar lá.

O problema maior, a mira, deslocamento do personagem e demais coisas, totalmente diferentes, agora a câmera durante o tiroteio é mais perto parecida com Resident Evil 4, se antes já era, agora é mais ainda, mais aproximada e permite uma visão maior e melhor do campo de batalha, a mira que antes era uma bosta instável, agora ta bem melhor, centralizada e menos irritante.

Não pensem que os bugs sumiram, é bem comum você passar por um relevo e continuar andando no ar ficando literalmente preso... no ar...?

Isso não faz sentido, eu sei. Mas é bem assim que acontece.


A diferença de uso de poderes do primeiro jogo pro segundo é gigante.

Os poderes agora tem maior poder impacto visual e impressionam bem mais, antes eram pequenos feixes de luz que apareciam na maioria dos poderes os deixando muito parecidos mas não necessariamente feios, mas agora por exemplo, eu continuei jogando de Vanguard, se eu usar Shockwave, uma onda de energia azul atravessará o cenário em forma de linha reta de onde eu mirei, assim como agora temos habilidades de congelamento e aquecimento nas balas.

Eu usava uma skill aplicada nas balas com envenenamento, lembram? Agora eu usei um troço (leia-se: habilidade/skill) que faz os inimigos pegarem fogo ou congelarem, depende do que eu queria usar no momento. Se eu for lá e atirar, quando mais dano ele leva, maior a chance do efeito se ocorrer à ele, principalmente na hora que ta quase morto onde ele congelava, caía e quebrava ou simplesmente pegava fogo até virar cinzas.

Além disso, existem as habilidades que você vai destravando pegando outras, tal como no primeiro jogo mas agora a distribuição de pontos mudou, o que antes era ponto por ponto agora são "níveis".

O nível 1 precisa de 1 ponto, o nível 2 de 2 pontos e por aí vai até chegar no 4.


Ao chegar no level 4, a habilidade pode ser dividida em duas, sendo que é necessário escolher somente uma, ou seja, uma forte e direcionada num inimigo só ou algo que espalhe e acerte todos e alguns casos a habilidade se mantém a mesma do nível 3 só que pra todos os amigos do seu grupo.

Usei isso na Cryo Ammo e porra, você e mais dois aliados congelando geral é bem útil.

Agora os personagens podem usar quase todo tipo de arma, o que te diferencia é a precisão delas,  no 1 era praticamente impossível um Vanguard usar metralhadora, a mira ficava do tamanho da barriga do Jô Soares e você não podia mirar em nada, agora a mira fica só aberta mas sem tamanha precisão, eu não recomendo, se possível, use armas que o seu personagem tem porte, agora no ME2 Vanguards por exemplo podem usar metralhadoras mais simples e eu as uso, tal como Shotguns e Pistolas, mas a quarta arma é geralmente uma mais pesada, seja ela roubada de um alien ou mesmo comprada.

O inventário foi limado, você agora só vê as armas antes ou durante determinadas partes do jogo pra poder trocar e mais nada, isso é um tanto quanto desnecessário, mas é melhor que a bagunça do inventário do 1, que era uma bela duma bosta.

Outra coisa removida foi a exploração nos planetas com o Mako, aquele carrinho sem física. O jogo agora te permite extrair riquezas minerais direto dos planetas e com cerca de 2 minutos no máximo você explora tudo do planeta, extrai o que precisa, e se tiver uma missão de anomalia, você vai lá e resolve, se num tiver, passa pro próximo. Gostei de explorar planetas, mas cansa às vezes, mas eu realmente prefiro algo mais direto assim do que as chatices de side do 1 em termos de exploração.


Outro ponto bem melhorado foram as músicas, que por sinal é parte primordial de um jogo com campanha longa, mas basicamente... Elas são genéricas, mas são boas.

Honestamente, entre ser boa e genérica ou original e sem graça igual do 1, eu fico com a primeira opção, as do 2 combinam tanto quanto as do primeiro mas são menos mornas, menos chatas e etc. Mas ao contrário do 1, que só me marcou em termos musicais bem no final do jogo, coisa das 2 horas finais mesmo, o 2 me marcou em quase tudo, as missões tem músicas de tensão, ação, clima triste na hora certa, é bem aplicada apesar de genérica, então fico com elas.

Vale lembrar que no Mass Effect 2 tem a música de puteiro mais legal do mundo.

Dizem que no 3 melhora TUDO musicalmente, vamos ver se eu consigo viver o suficiente pra verificar.


As dublagens nem preciso falar, padrão BioWare de qualidade, andei vendo que são sempre caprichosos nesse aspecto, se já era bom no 1, no 2 só ficou ainda melhor. Tanto pro Shepard homem e mulher quanto pros outros personagens que tem características de dublagens únicas como Thane ou Mordin.

Interessante mesmo foram as habilidades avançadas das quais você pode escolher apenas uma e usar, se quiser tirar e botar outra, também pode, e até mesmo os pontos gastos na outra será devolvidos e você poderá distribuir novamente, mas os pontos você também pode pagar um determinado valor e redistribuir tudinho.

Agora o gameplay direto ao ponto, na hora do pew pew pew mudou um bocado. Antes todo mundo tinha uma HUD com seu HP e etc, e tinha o chatíssimo sistema de aquecimento de armas porque elas tinham balas infinitas (???). O que eu achei interessante é que o 1 era mais RPG e menos shooter, mas a parte shooter funcionava mal, logo boa parte da experiência poderia ser frustrante caso não fosse Soldier, que era de longe uma classe mega overpower, quase como se o jogo tivesse sido feito pra se jogar comente com essa maldita classe.

E por isso.... Eu sofri... E como sofri. Sofri pra caralho!



No 2 mexeram em tudo isso, agora você tem duas barras, uma vermelha de HP e uma azul por cima dessa vermelha como escudo, tal como no primeiro jogo, porém agora o seu HP volta com o passar do tempo assim como na esmagadora maioria dos FPS' e TPS' genéricos... Sinceramente, eu acho a ideia pior, mas entre ela e o sistema de combate do 1, eu acho que acabo preferindo essa ideia "moderna" e imbecil de regeneração.

Na boa, toda vez que vejo gameplay desse tipo "regenerativo" eu fico pensando se o personagem em questão é um filho bastardo de uma trepada violenta entre Deadpool e Wolverine.

Se sua mente pensou mais de 5 segundos nisso, vai viver com trauma eterno. Já era.

Vale citar, que o que antes eram grandes "fases" (ir no planeta, resolver a quest) agora é a mesma coisa porém de forma um bocado diferente...

Seguinte, o jogo não é mais linear, no começo do 1 dava a entender que não seria mas quem jogou sabem bem como ele depois de poucas horas é uma bruta duma linha reta até o final, e isso não o torna automaticamente ruim uma vez que as sides ficavam na sua cara pra ir quando bem entendesse (tanto é que o normal é finalizar o jogo com level 30 e eu finalizei no 46), no 2 as sides estão no mapa, pra você ir quando quiser, e as quests da história principal também, recrutar os personagens e etc, resolver pequenas missões mesmo da história principal ou sides. A grande sacada é que agora são "missões menores".


Thane e Jack.

Se antes eram poucos lugares com missões grandes, agora são muitas porém menores, no final das contas dá quase no mesmo e só achei melhor porque constantemente quebra o ritmo, porque nem todas são de mero tiroteio, é raro mas dá pra se achar missões com pequenos puzzles, outras pra sobreviver até a chegada de reforços, algumas de recuperar artefatos, e numa das DLC's até mesmo pilotar Hammerhead, uma nave legal e com uma missão bem bacana, parece chato falando assim, mas várias missões com várias quebras de um ritmo único são MUITO melhores pra experiência de pegar e jogar do que simplesmente missões longas e repetitivas como no primeiro, a graça era o enredo mas o gameplay era cansativo ainda mais por ser pouco funcional.

Uma característica mantida foi a de escolhas, ainda bem, é o grande diferencial, porém com alguns ajustes. Se antes era uma ação boa e pacífica, uma neutra e uma boa porém digamos, meio extrema, agora tem uma coisa ainda mais legal do que isso.

Em determinados momentos, haverão situações das quais você pode interferir com ações, sejam elas de Paragon ou Renegade, muitas vezes a situação é algo da qual você literalmente tem de se meter e botar a ordem na coisa. Por exemplo, haverão situações que você pode interferir atirando no cara disparando fogo, ou confortando um amigo na situação de aperto, o botão vai aparecer (L2/LT e R2/RT) e a cena acontece você se metendo ou não, isso foi uma manobra mega foda de aumentar o fator replay, porque olha tudo que pode mudar só com isso? É brilhante!

Being a nice guy of a great motherfucker? That's the question.

Eu pude notar um cuidado forte em trabalhar as partes cansativas do primeiro game, transformando elas em algo mais divertido e nem por isso menos produtivo em termos de seu enredo que já estava com uma pegada maior e melhor, mas já que falamos nele...

Em termos de história o jogo deu uma considerável melhorada, depois dos eventos do 1, um mês depois, Shepard e sua nave procurando vestígios dos Geth quando de repente são atacados pela nave dos Collectors, a nova ameaça do ME2 e nisso a Normandy é completamente explodida, Shepard consegue salvar a todos mas Joker (o piloto legal do jogo) fica com uma doença conhecida como "Síndrome do Capitão" e decide afundar junto com seu "navio". Shepard não permite, meio que a força o salva e acaba explodindo junto com a nave tendo seu corpo vagando no espaço.

Um grupo radical extremista conhecido como Cerberus encontra Shepard, alguns de seus companheiros da nave, e os salve, sendo que Shepard precisava ter seu corpo reconstruído à partir de seu esqueleto, não necessariamente chegando a morrer mas digamos que ela chegou bem perto disso.

"Voltei gente."

Dois anos se passam, com o passar do tempo o corpo de Shepard está quase pronto, o que faltava mesmo era uma cirurgia plástica e um belo botox pra dar uma esticadinha na cara dele/dela pra assim tirar as cicatrizes que ainda faltavam porque o médico no dia bebeu demais e errou na hora do corte com o bisturi.

Antes disso, é a hora de arrumar a cara da Shepard se você fez cagada no primeiro jogo com a sua cara, é muito difícil criar um personagem bonito no jogo anterior, agora você poderia consertar a lenha e trocar de classe. Eu particularmente dei Load no meu save com minha Shepard com cara de fugitiva da APAE e não troquei de classe, permaneci Vanguard.

Com 99% da cara arrumada e o resto totalmente pronta pra entrar em combate, a nave da Cerberus é atacada e você acaba sendo despertada antes da hora e mal abriu os olhos e já tem que se vestir, pegar armas de fogo e brincar de tiro ao alvo.

Nesse curtíssimo tempo você é apresentado à dois personagens, Jacob e Miranda, falo mais deles logo abaixo.

Nisso depois de concluído, você vai até o Illusive Man e tem de descobrir o que diabos são os Collectors, o que querem, e como combate-los, pra isso ele te pede pra recrutar os melhores dos melhores em torno da galáxia pra combater essa nova ameaça e descobrir a ligação deles com os Reapers.

E são muitos viu, se antes no 1 eram 6 personagens, agora são 12. Sua missão é clara e simples, destruir os Collectors numa missão praticamente suicida.

Sim, outro excelente começo de jogo, tanto quanto o primeiro, porém com um clima de mistério/enigma no ar muito maior, mas agora você precisa de uma nova tripulação e é agora que começo a falar dos personagens.

Bora lá!

Sabe aquele jogo que todo mundo é foda? Então. Tá bom, eu sei que Jacob é sem graça...

Os personagens desse jogo são BEM melhores que do primeiro game, ainda que exista aquela diferença do personagem humano ser mais simples que os aliens, os aliens tem conflitos e situações mais interessantes exceto por um dos humanos que se destaca tanto quanto os alienígenas.

Miranda e Jacob são os dois iniciais, Miranda é chata, enjoada, arrogante e etc, mas ela tem um bom motivo pra ser dessa forma, coisa que só será revelada na Missão de Lealdade dela, ela é tipo o Luke do Tales of the Abyss, é necessário detestar ela pra entender o que ela passa. Jacob é um soldado biótico, que questionou a aliança humana e achava os métodos deles muitos ultrapassados e falhos, achando mesmo que só algo mais extremo pode resolver, por isso se uniu à Cerberus.

Mordin, o alien que CRIOU a doença que afetou os Krogan (sim, Wrex, e etc...) onde diminuiu a população porque afetava as fêmeas da espécie matando seus filhotes ao nascimento, entra pro grupo, ele não é só um cientista mas um assassino de sangue frio de sua raça, os Salarian. Garrus está de volta, em sua melhor forma, mais bem humorado, mais divertido e ainda igualmente sério, se antes ele era um cara que estava  no grupo de investigação, depois que Shepard morre, ele dá um rumo na sua vida matando bandidos como hobby.

"Olha pra mim e diga X"

Os Turian definitivamente tem hobbies estranhos.

O cara é foda, ele de longe continuou sendo meu favorito do jogo justamente por ter tido uma evolução em sua personalidade de forma que ele mantivesse a sua ideia do jogo anterior, porém melhorada e com bom senso de humor, agora mais voltado pro sarcasmo.

Wrex infelizmente não volta, mas temos Grunt, que ao meu ver foi um personagem mais interessante, e igualmente foda ao Krogan que participou no primeiro jogo. Grunt é um experimento que o tornou um Super Soldado Krogan. Como se UM KROGAN não fosse uma coisa forte o suficiente... É mais ou menos criar um Batman absurdamente inteligente ou um Superman ainda muito mais forte.

Pera, isso já foi criado... É o Apollo e o Meia Noite, o casal gay do The Authority.... Vai chamar um casal desse de "viadinhos". Eu te desafio.

Essa piada definitivamente pouca gente vai entender ou conhecer. Enfim, continuando.

Dois dos personagens mais legais da série: Tali e Grunt

Voltando ao assunto, quem retorna junto com Garrus ao time dos amigos do 1 é Tali, agora mais séria, porém a ideia dela como personagem se manteve intacta, ela mantém sua peregrinação, aparece no começo do jogo mas depois pede ajuda e volta pra Normandy como sua amiga mesmo que desconfiando da Cerberus, Tali teve uma mudança brusca em sua personalidade a tornando uma personagem ainda melhor.

Jack é a personagem humana que eu falei que se destacava dos demais e tinha um background tão bom quanto dos alienígenas de forma geral, ela é uma mulher linda, careca e toda tatuada, inicialmente um tanto quanto assustadora pela sua personalidade e seu modo absurdamente rude, mas é compressível já que ela na verdade sofreu experimentos da própria Cerberus quando criança pra ter poderes bióticos, só que ela nunca nem concordou com isso, fugiu quando criança e passou a viver uma vida de drogas e sexo até ser pega por um bando de lunáticos de uma seita religiosa que envolve sexo porém no processo a agrediram, drogaram e ainda rasparam sua cabeça, ela matou todos e usa a cabeça raspada como uma forma de não se embelezar pra não ter que passar por tudo aquilo de novo.

Notaram como Jack tem uma pegada maior e melhor que dos outros humanos de toda a série Mass Effect? Jack poderia facilmente estar em Persona... Infelizmente ela é a única humana que tem esse tipo de background, realmente foi a ÚNICA em dois jogos que achei realmente marcante...

Cena de uma das melhores Loyalt Missions do jogo.

Outros dois aliens legais são Samara e Thane, Samara é uma Justicaar, que são basicamente como o próprio jogo descreve, como os monges dos jogos, só troque força física absurda por poderes bióticos absurdos e uma mente absurdamente bem trabalhada e nunca perde o foco, ela procura sua filha pra poder mata-la, o motivo seria spoiler forte e essa filha, Morinth ainda pode entrar no grupo no lugar de Samara, se você for louco o bastante pra fazer isso.

E Thane é um personagem bem diferente, ele é da raça dos Drell, uma raça que tem uma memória muito sinistra e nunca esquecem de detalhes mínimos mesmo que tenham se passado muitos anos, ele é um assassino profissional, que tem uma doença mortal e tenta se redimir matando pessoas perigosas até que chegue a hora de sua morte e também é um personagem um tanto quanto religioso.

Não entenda a religião dele como uma coisa tipicamente cristã, porque não é nem remotamente perto disso.



Legion é outro legal, ele é da raça dos Geth, sim, os inimigos do primeiro jogo... Estranho ter um desses no grupo. Na verdade ele é parte das últimas missões, onde se acha uma nave dos Reapers (a real ameaça dos 3 jogos) e está lá, um Geth com digamos, mais de uma consciência, tanto é que ele se refere a si mesmo como "We" ao invés de "I", os Geth graças ao Legion tem maior detalhamento na sua história e passamos a entender eles BEM melhor, assim como sua raça, e a sua missão de fidelidade é provavelmente a mais complementar de todas por dar uma visão diferente dos inimigos que enfrentamos boa parte dos jogos da série. E de quebra, ele ainda tem um pedaço da N7 Armor da Shepard no peito, sim, da explosão do começo do jogo.

E finalizando temos dois personagens DLC,que são Zaeed, o criador de uma facção criminosa do game mas que no começo não era tão criminosa assim, só meramente extremista, tal como a Cerberus e por último e nem por isso menos carismática temos Kasumi, que é uma personagem MUITO apelona, legal pra caramba e assim como Zaeed, tem nenhuma importância pra história principal, mas pelo menos tem um bom background porém igualmente simples como o dele, ambas boas ideias usadas de forma simplista mesmo que ainda igualmente legal. A missão de Lealdade de ambos é praticamente a única coisa que se tem deles pra entende-los melhor. O que não é necessariamente ruim, já que eles nem fazem diferença pra história.

Entender melhor os Geth me fez gostar pra caralho do Legion.

As Loyalt Mission, no caso, Missão de Fidelidade/Lealdade, são uma excelente parte do game, pra abrir elas é bem simples, basta fazer igual no primeiro game conversando com eles a cada missão, pra eles se abrirem pouco à pouco contigo, a diferença é que no final de tudo eles pedem sua ajuda.

Essas missões são... Digamos... as últimas coisas que cada personagem quer fazer antes de ir com a cara e a coragem pra essa missão que provavelmente os deixaria sem vida, é bem bacana pra conhecer os personagens de dentro pra fora e muita coisa pode mudar, por exemplo eu achei que Jacob melhoraria e ele continuou sem graça (mesmo sendo melhor que os dois humanos do 1) e a missão dele pouco acrescenta, eu detestava Miranda e passei a gostar dela, gostava muito do Mordin mas depois da missão dele deixei de gostar um bocado dele, Grunt pra mim já era pouco melhor que Wrex por ele ter nascido sem a cultura Krogan e ter mais perguntas do que respostas e a missão dele é juntamente se tornar um Krogan legítimo e é muito bacana por sinal... e por aí vai.

Objetivo, enigmático e fumante. Esse é o Illusive Man

Outros personagens do primeiro jogo retornam mesmo que não pra sua nave e não participam do grupo nem do campo de batalha, Liara, Wrex, Kaidan ou Ashley (depende de quem você deixou morrer) e demais que você salvou no primeiro estarão lá no jogo, em algum lugar pra te agradecer pela oportunidade ou te dizer algo interessante. Assim como alguns da nave como a doutora Chakwas ou o piloto Joker, e ainda por conta da história, quase toda a tripulação da nave é nova e bem melhor, dentre eles eu achei absurdamente carismática a Kelly, a assistente da nave, ela te diz quando alguém quer conversar contigo (ou seja, missão de Lealdade, ou algo pra abrir ela), te ajuda nas instruções de várias funções como avisar se tem mensagens e etc.

Não pensem que pelo fato de terem se aprofundado eles são profundos, não, eles tem uma profundidade suficiente pra serem convincentes, muitos deles como Jack ou Mordin se bem trabalhados seriam personagens de destaque gigantesco mas como não era a proposta, acabaram deixando tudo de uma forma muito crível, muito acima da média de jogos normais, onde os personagens tem motivações pequenas ou pobres.

SHORYUKEN!!!!

Entre tudo que já citei, uma coisa que eu fiquei impressionado (por capricho e coragem) é mostrar uma coisa que raros os grupos de RPG tem... que são BRIGAS!

Sim, brigas entre os membros. Claro que verbal, mas sim, brigas. Jack e Miranda por exemplo vão se estranhar em determinadas partes, assim como Jacob e Thane, é bem convincente porque os ideias desses personagens citados por exemplos são bem opostas, e eles acabam se chocando, sendo assim por exemplo ter de agir de forma neutra pra não afetar nenhum dos lados e acabar com isso se fodendo com um dos dois.

Nunca tome partido numa briga de dois amigos, isso tanto pro jogo quanto pra vida real. O estranho que sem querer eu tomei partido numa briga onde envolvia Tali e falei que confiava mais nela por ela ter sido minha amiga no primeiro jogo....

...caralho, fiquei com o filme queimado com ela e o Jacob, com ele por confiar nela e com ela por estar com a Cerberus e agindo de forma tão parcial, com direito a ouvir dela que se eu fizesse algo fora do que eu aparento estar fazendo, ela teria o prazer de botar uma bomba na minha boca e me fazer morrer de novo.


Caralho.... Ainda bem que eu resetei essa ação e dei load, porque puta que pariu né.

De longe como deu pra notar, os personagens são muito mais bem trabalhados, mas só fora de combate, dentro das batalhas eles falam menos que no 1, porém as missões são curtas e fora de batalha os personagens são muito mais aproveitáveis, vários diálogos me fizeram gostar muito mesmo de personagens como Garrus (que continua sendo meu favorito), Thane, Grunt, Mordin eu gostei mas depois desanimei, Miranda eu odiava mas depois entendi ela e passei a gostar, Jacob é um picolé de chuchu de tão sem sal, e achei fascinante personagens que me marcaram como Legion e Jack.

Jack é de longe a ÚNICA humana que eu joguei frequentemente porque diferente dos humanos normais ela não tem um background "normal" ou sem graça e sim um puto dum background foda e bem trabalhado. Mesmo que eu ainda prefira os alienígenas de forma geral, ela me ganhou fácil.

O primeiro jogo, que era um bom jogo apesar de levemente experimental, teve TUDO melhorado, mesmo que seja só 95%, porque ainda não vejo necessidade de remover o inventário, mesmo preferindo isso que a bagunça do seu antecessor e principalmente no gameplay, que por mais que ele tenha melhorado em mais de 10 vezes e eu goste desse tipo de jogabilidade, acho meio absurdo os personagens terem um tanto de Wolverine e Deadpool pra se regenerarem do nada.


Aqui ainda é meramente justificável se você forçar a barra por causa dos apetrechos da armadura, mas honestamente... Não convence. A verdade é que o primeiro jogo era mais RPG do que shooter (mesmo ainda sendo ambos) e eles preferiram tirar as complicações retardadas do 1 como e melhorar a parte de tiro, tornando assim um jogo praticamente 50% tiro e 50% RPG.

Do RPG, temos obviamente a parte de interação com personagens, poderes, distribuição de pontos e diálogos fodas, de shooter temos armas funcionais, um sistema mais preciso, a habilidade de cover melhorada, regeneração e etc. É como se as duas coisas andassem juntas e muito bem assim.

A parte de relacionamentos foi mantida, no 1 só se tem um relacionamento com o personagem que se tiver mais contato e isso se você fizer tudo acontecer, no 2 você pode pular de galho em galho e comer geral...

...ou ser comida, como foi o caso de muitas Shepard femininas.

Eu honestamente não ligo pra isso, é muito bem feito sim mas... Sei lá, não consigo me importar com romances, mas PELO MENOS ele é natural, você constrói ele de pouco a pouco nos diálogos ao invés de algo forçado e jogado garganta abaixo como Final Fantasy adora fazer. E pra justificar isso que eu falei nem preciso falar de Rinoa e Squall ou Tidus e Yuna, né?



No final das contas acaba sendo um produto final incontáveis vezes melhor, seja por história, personagens ou jogabilidade, e mesmo bugado no PS3 ele ainda assim é um jogo bem melhor.

Sobre os DLC's, tem os dois que já citei de personagens, com Zaeed e Kasumi e tem mais alguns como Project Overlord que tem mais missões com a Hammerhead (a nave), algumas missões extras além das já citadas acima, tem duas DLC's que são de extrema importância.

São elas, Lair of the Shadow Broker, que é a DLC da Liara, contando mais sobre sua atual função do jogo e explorando isso ainda mais, divertida pra cacete, e tem um puta dum background, sem falar que esclarece umas coisas sobre Shepard mas melhor que ela só a The Arrival mesmo.

Essa missão pode ser feita antes ou depois da Missão Suicida, e não, NÃO LEIA NADA sobre ela, absolutamente nada, não procure, não veja, não leia, apenas jogue. E só se tiver o jogo e não tiver ela e não tiver acesso mesmo que aí sim veja no YouTube, mas só caso você não tenha acesso algum ou vai levar MUITO SPOILER MESMO.

As duas missões são de extrema importância e a The Arrival ainda de quebra é a ponte que liga ME2 ao ME3, então tenha isso em mente. Eu não li nada sobre e fiquei de queixo caído, porque a DLC da Liara já era foda mas essa se saiu brilhante.

Quanta criatividade esses caras tem. Puta que pariu, muito jogo poderia ter essa noção de criatividade e botar em prática.

"Toma isso em nome do meu café que você derrubou"

A missão final é simplesmente INCRÍVEL, todo mundo diz muito sobre a famosa Suicide Mission não está entre as melhores e mais emocionantes cenas da história dos videogames sem razão.

Jogar a missão suicida é como jogar Silent Hill com fone de ouvido, você pode explicar mas palavras não serão o suficiente. É simplesmente incrível, é uma missão onde você tem que saber exatamente o que fazer e como fazer porque senão personagens vão morrer e se não tiver feito muita coisa antes do jogo, vai dar merda.

A recomendação é simples e clara, faça TUDO antes de "dar início" ao final do jogo, vai dar pra sentir bem claramente quando o final vai começar, então, faça tudo antes, explore bastante os planetas, faça todas as missões de lealdade, pegue todos os upgrades da nave com os membros e nas lojas, faça tudo que tem direito pra ter um final trincado de foda.

Durante a Suicide Mission é necessário tomar atitudes pesadas que podem resultar em mortes, seja MUITO ATENTO com tudo que se passa, as Loyalt Missions vão te mostrar claramente a eficiência de cada personagem e entender elas durante a missão final é a chave do sucesso.



Mass Effect 2 é o tipo de jogo que deu gosto escrever, ler, falar, observar, conhecer, jogar, entender e etc, ele ultrapassou a barreira de um mero jogo normal e se tornou uma experiência absurdamente marcante apesar das poucas falhas do seu sistema e bugs mesmo que pouco frequentes, o enredo é grandioso, te deixa com aquele gosto de quero mais e cada vez que desligava o videogame eu tinha aquela sensação de "eu poderia jogar um pouco mais..." mas como eu tenho vida e trabalho, num dava.

Honestamente, esse jogo é um bom shooter e um bom RPG, acho que até dá pra falar que eu vejo ele como um puta RPG (porque eu priorizo enredo acima de tudo) e se tornou uma experiência absurdamente fantástica, eu jogarei de novo algum dia, porque até o momento foi o melhor jogo da sétima geração que eu joguei de longe, Mass Effect 2 é um RPG americano no nível de muito JRPG e melhor que muitos desses famosos até por um capricho incontestável em todos os seus departamentos.

Mass Effect 2 é basicamente uma evolução gigante, que todos dizem ter retrocedido no terceiro, mas ainda não sei, de toda forma, já ta tudo pronto e com todas as DLC's pra começar a destrinchar pra ver como diabos a saga termina e se o final é tão problemático quanto dizem.

Então, até lá. Eu fui.


Enjoy