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3 de fevereiro de 2016

Dark Souls II - Uma Bela Reciclagem Entupida de "Poréms"



Saudações macacada, quanto tempo. Não?

Acontece que eu tenho uma vida, um trabalho e coisas importantes como me trancar no banheiro usando as mãos me ocupam o tempo livre então nem sempre dá pra postar algo.

Então, agora que finalizei Dark Souls II, posso vir aqui sentar o bambu no jogo, certo? CERTO?

Errado.

Mentira, é certo mesmo.

O que acontece quando uma mente brilhante está por trás de um jogo como Dark Souls simplesmente se destaca pra caralho? Ele vira presidente da porra da From Software. Até aí, tudo supimpa.

Mas ele pega dois estagiários (colegas de direção, eu sei, sem choro) e bota eles pra fazer o jogo no lugar dele, mas aí vem aquele pensamento:

"Pra que dar um passo à frente se eu posso ficar no mesmo lugar?"

Entende?

Pois então, e assim começa a jornada de Dark Souls II, onde nosso protagonista não é mais um não-morto especial pra ser um não-morto comum, porém com a mesma ideia de um rei que decaiu depois de ter muito poder em mãos sem usar direito, 4 almas ultra fodas espalhadas pelo mundo que precisamos coletar pra abrir uma área, e demais elementos que simplesmente mostram uma notável preguiça pra se fazer algo novo.

Tem seus elementos novos? Sim, não dá pra negar, mas muita coisa foi literalmente jogada em água fervente e reaproveitado. Ao invés de fazer como fiz no 1 de ir atrás de tudo e lendo, dessa vez eu ignorei. Li tudo no Lore super detalhado de um amigo, caso queiram, o link ta aqui.

Mas bom, vamos ao que interessa, a campanha.



A campanha de Dark Souls II (ou DS2, como pretendo abreviar) é bem parecida com a do 1, exceto por alguns detalhes.

O level design do jogo é simplesmente pavoroso, muitos cenários não parecem se conectar, pensem na minha cara de "WTF?!" quando eu saí de Eastern Peak, que é uma espécie de gruta com veneno e peguei um "elevador" (na falta de palavra melhor) pra chegar em Iron Keep, que é nada menos que uma masmorra de ferro com lava e fogo.

Tentem entender como geograficamente isso poderia fazer algum sentido. No 1 tudo era muitíssimo bem pensado, claro que não era realidade mas você conseguia ver uma lógica funcional no ligamento dos cenários.

Além do mais, o jogo é praticamente uma linha reta, você segue linhas retas até chegar nas fogueiras primordiais e seus respectivos chefes, depois abre o Shrine of Winter, avança em linha reta de novo e depois volta pro Drangleic Castle e fecha o jogo.

Mas, aí entra uma coisa interessante, apesar da campanha ser levemente menor que do anterior, o número de coisas extras aumentou bastante, é praticamente o triplo do jogo anterior, se o anterior dava uma média de 60 horas pra se fazer tudo, no 2 no total é mais ou menos 80 e isso sem NENHUMA DLC, o que é um capricho realmente louvável em tempos tão mercenários com tantas EA's e Ubisoft's por aí.

E o jogo é ótimo de se seguir sabendo disso, mesmo com alguns OUTROS problemas.

O primeiro e mais irritante, a IA dos inimigos é mais agressiva, porém mais burra, dão as costas facilmente, caem em truques bobos, se jogam com facilidade de abismos e etc, muitas vezes aquelas "manhas" que usamos no 1 de fazer o inimigo atacar e se jogar nem são necessárias, o bicho se joga mesmo e sem a menor razão.

A adorável Testosterona, descendente de Genericus

Outro é que os chefes são fáceis, tiram pouco dano e 90% deles usa IA de outros chefes do jogo anterior, se você o terminou, é MUITO fácil identificar os padrões e vencer de primeira ou segunda, como por exemplo o Royal Rat Authority que usa a IA do Great Grey Wolf Sif, a do Darklurker que usa do Four Kings e por aí vai, chega a ser idiota e preguiçoso nos dar um JOGO NOVO com desafio baseado exatamente idêntico ao jogo anterior porém usando outra skin.

Depois muita gente reclama que ficou facilitado e ainda tentam reclamar falando que é exagero.

Tudo isso fica ainda pior se somado ao fato da barra de HP diminuir a cada vez que morremos, porque essa foi a forma mais "inteligente" de se fazer desafio, ainda mais considerando o fato de que mesmo se morrer muito, basta usar uma Human Effigy (que nos transforma em humano imediatamente) e bingo, tudo certo. Sem falar que existem MUITAS delas no jogo.

Outra tática besta foi fazer as armas quebrarem super rápido, claro que elas quebravam antes mas não a cada 40 golpes, o que é absurdamente idiota de tão forçado. Talvez a ideia seja pra te fazer jogar com mais de uma, sempre variar, mas não gosto da ideia do jogo tentar forçar isso a cada segundo. E a melhor parte, é saber que com poucas horas de jogo, essa preocupação vai embora, não só por elas regenerarem na fogueira (???) como pelas armas posteriores e seus devidos upgrades que beiram o absurdo de tão fortes, mais fortes que muita arma secreta do jogo.

"Que Testosterona o caralho, agora eu sou o Esqueleto".


Eu mesmo peguei uma Homunculous Mace e botei ela +10 e fui com ela do começo ao fim, ela é rápida, com dano alto, bate em uma área considerável e causa quase o mesmo dano da Greatsword que tem todas essas vantagens com alcance maior, porém sendo muito lenta.

Pela lógica, a primeira arma deveria ser secreta, mas ela é um drop comum de inimigos, e a segunda que deveria ser comum, é secreta.

Vai entender.

Mas apesar de tantos defeitos, sou obrigado a admitir, o Status Adaptabilidade (que melhora manuseio de armas e como se lida com status negativos) foi uma adição ótima e de forma geral o jogo é bem mais fácil que Demon's Souls ou Dark Souls mas ainda assim é bem divertido e como sempre, explorar é quase sempre gratificante, os chefes são meio merda pra quem já jogou o anterior mas de certa forma o jogo acaba sendo a melhor porta de entrada possível pra série, uma vez que ele ainda assim é um jogo com desafio muito maior que a média dos jogos do mercado.

E ele é longo, sem nenhuma DLC. E caso queira as DLC's, fiquem avisados. Devido à tamanhas reclamações do jogo ser fácil, Miyazaki, mente brilhante por trás de tudo, ajudou no desenvolvimento e deu aos jogadores a parte mais difícil de toda franquia Souls, essas DLC's são um absurdo de difícil, mais que Demon's ou a DLC do Artorias do 1 e isso com folga.

E fiquem avisados também, devido aos chefes serem bem tranquilos na maioria das vezes, e as músicas apesar de ótimas não ter tanta inspiração quanto as do 1, é fácil esquecer elas. Por um motivo simples: você provavelmente vai ouvir muito pouco delas. Afinal, o que marca as músicas nesses jogos é justamente as batalhas contra chefes, mas se elas forem pífias acabam não resultado no esperado. Então com isso, as músicas acabaram sofrendo,  mas muita coisa  melhorou na otimização do jogo (e é  por isso que muita gente do PC prefere o II ao I) que agora é absolutamente funcional, o jogo é leve e tem poucas porém suficientes opções na hora de configurar o seu gráfico.

Se querem saber? O jogo vale à pena mas é bem menos marcante que o anterior, isso é mais do que fato, mas ainda um bom jogo, duradouro, que raramente vai te fazer parar de jogar por ter ficado sem graça. Tem seus pontos fracos mas não deixa de ter uma função (de chamar novos jogadores) pra série.

Mas, se você é veterano e por algum motivo não jogou Dark Souls II ainda e quer aquele desafio camarada do 1, jogue o Scholar of the First Sin. Preferencialmente na nova geração. Porque na antiga ele é o mesmo jogo com as DLC's, se jogar o Scholar da nova geração, vai ver inimigos melhor posicionais, desafio ampliado, itens raros/apelões em local de acesso mais complicado, as DLC's já disponíveis no jogo e um online brutalmente melhorado.


 Além de um segundo final, só pra deixar tudo ainda melhor.

Como eu sempre digo, nem toda reciclagem é ruim, mas ainda não deixa de ser um sinal de preguiça. Né?

9 de outubro de 2014

Tales of Eternia Is Awesome... YOU BET!



Aaaaaaaaaahhhhhhhh a série Tales. O que seria de nós pobres mortais sem essa franquia que igualmente bate com as sub-vertentes de Shin Megami Tensei como de longe das coisas mais divertidas que já tive contato.

Comecei com Tales of the Abyss e porra, que mega jogo. Se eu fosse usar ele como base pra tudo eu desgostaria de 90% dos JRPG's que vemos por aí e isso inclui esse jogo: Tales of Eternia.

A verdade é que o Abyss é desnecessariamente acima da média, ele assusta no começo de tanta coisa boa envolvendo ele e nessas coisas da internet me peguei lendo um cara me sugerindo jogar o Eternia que era ainda melhor e mais foda de enredo.

Obviamente não acreditei mas eu tava com o PSP na mão, o jogo no PC. Então... Por que não?

E assim comecei Tales of Eternia. Que no ocidente foi lançado da forma mais errada possível e isso gerou muito hate contra ele por aqui. Mas como assim? Você não sabe?

Desinformado. Fica por conta de Xvideos na internet. Dá nisso.

Embarcando no sucesso de Tales of Destiny, a Namco fez isso aqui:


Entendeu? Com isso muita gente achou que era uma sequência direta do Destiny e alegam ainda que ele "não continua direito". O que prova que muita gente não sabe o óbvio. Que nem todo jogo numerado de uma franquia é sequência e Final Fantasy ta aí pra isso.

Assim como Shin Megami Tensei e por aí vai.

No final de tudo, muito rancor brotou nos corações dos fãs do Destiny e quando ele foi relançado aqui no ocidente no PSP como remake, a Namco fez o que deveria ter feito desde o começo. Usou o nome original.

Nomes geram confusões há séculos, não sei como essas empresas não entenderam até hoje que essas coisas não precisam ser alteradas a menos em casos isolados. Por isso SEMPRE dá merda.

But... Who cares?

Tales of Eternia é um jogo fantástico! YOU BET!

E esse bordão só terá graça pra quem jogou mesmo.

Por sorte estamos falando de um remake da série Tales. Esse jogo por si só já era ridiculamente completo tanto pra sua época e quanto pra hoje em dia. Ele só era meio feinho de gráfico no PS1 porque o jogo tinha bastante coisa e meio que não cabia tudo em um disco, então fizeram o jogo em 3 CD's.


A única coisa que mudou mesmo foi notavelmente o gráfico que por ser numa tela menor deu espaço pra um maior polimento gráfico em todos os aspectos como cenários, personagens, movimentação, animação de magias e tudo mais. Era relativamente feio no PS1 por conta da época e por usar sprites bem maiores que do seu jogo anterior. Isso obviamente acarretou num downgrade.

A outra coisa que eu vi que mudaram foi a câmera que só gira mais rápido. Pude notar uma outra diferença bem leve mas essa só vou falar quando eu citar o gameplay.

Mas você deve ta pensando:

"Poxa, um remake sem nada demais então."

Pode parecer idiota o que to falando mas o que você vai completar num jogo que já é naturalmente completo?

O jogo tem tudo! Desafio, muita batalha, muita dungeon secreta, chefes secretos, craymels secretos e o caralho a quatro secreto também. É tanta coisa que é meio ilógico colocar mais ainda sendo que o jogo por si só já é tão completo.

Seguinte, no PSP ele tem um gráfico bem detalhado, os sprites são belíssimos e a animação em batalha é muito foda. Minha nossa como 2D é foda! E como ele fica lindo pra RPG's e inevitavelmente eu fico gamado.

No PS1 já era bem feito, mas o gráfico era meio pixeladinho, mas num era incômodo mas no PSP a cor é muito viva, é muito bonito.

Eu joguei na casa do Dipaula, caso não saibam nós jogamos mais ou menos ao mesmo tempo pra comparar a jogatina, e tudo que poderíamos.


E a OST foda, podia faltar? CLARO QUE NÃO!

Motoi Sakuraba com seu selo de qualidade anti-Uematsu simplesmente mostrou como se faz boas músicas de novo e mostra que um RPG não precisa ter música metida a épica pra ser épica. O cara é gênio e a quantidade de trabalhos dele me assustou, o cara faz OST pra uma pá de franquias das mais diferentes formas, Tales por exemplo tem clima de shounen, Star Ocean aquela coisa mais comédia, Valkyrie Profile é aquela coisa mais clássica e tudo mais. O sujeito é foda e as músicas desse jogo são muitíssimo marcantes, principalmente a de batalhas em Celestia.

Sinceramente, não dá pra esquecer as músicas de drama do jogo, quando os eventos vão sendo revelados. É muito foda. Mesmo!

Agora o Gameplay, rapaz. Essa é a melhor parte de Eternia. Jogadores hardcore ficarão loucos de alegria.

Bom, o jogo tem vários elementos normais da série mas tem lá suas diferenças.


O grupo é composto por um guerreiro, que é Reid, um cara que come à níveis de Goku e que usa uma espada, é o espadachim padrão de quase todo jogo de RPG, um cara relativamente azedo e que no começo pouco se importa com tudo e todos e nem ao menos tem vontade de sair da sua vida pacata na vila.

Vale citar que Reid é provavelmente o único homem que usa baby look que merece moral na história dos videogames. 

Temos também dois magos, Meredy e Keele, você pode customizar eles como bem entender, eles tem um diferencial muito forte em suas personalidades, Meredy é meio doidinha mas depois tudo faz sentido, ela é alegre, motivada por uma coisa muito amarga que a faz pensar exatamente da forma oposta de Keele. Que por ser um garoto que sempre foi frágil porém inteligente, acabou se tornando um exemplo das escolas e se tornou um mago ultra fodão mesmo que seu estado físico seja longe de ser algo decente. Isso fez com que Keele fosse um cara completamente azedo e amargo, até mesmo um bocado egoísta mas o contraste deles faz com que ambos amadureçam de formas diferentes, principalmente Keele.

Outra personagem é Farah, a lutadora, ela luta artes marciais derivadas de seu clã, conhecimento passado de pai pra filhos e ela é simplesmente uma camponesa comum que luta Kung Fu. Só isso automaticamente já torna ela muito foda.

Chat e Max são dois personagens "extras", sendo eles igualmente distintos, Chat fica jogando as coisas nos inimigos e tem uma jogabilidade um tanto quanto incomum e Max é um cara super lento porém com MUITO HP e usa armas de fogo que mais parecem canhões, porque ele é dos que solta tiros carregados e devastadores.


A essência do gameplay é totalmente idêntica à de todo e qualquer Tales, ou seja, 3 golpes com lutadores e espadachins, uso de magias por conjuração e etc, mas principalmente com os de combate corpo-a-corpo muda muita coisa.

Primeiro de tudo, não ache que apertar o botão 3 vezes vai te dar um mini-combo de 3 hits. Isso não vai acontecer. O jogo tem um sistema de atacar pra cima ou pra baixo segurando nas direções e apertando o botão mas o mini-combo de 3 hits por exemplo NUNCA vai ser emendado por 3 golpes comuns, se você jogador não encaixar uma sequência mesclando ao menos um dos golpes adicionais o combo ficará incompleto.

Esse ponto é interessante porque é apresentado desde o início, então aos pouquinhos você vai ter que se desdobrar usando isso e mesclando as técnicas do jogo porque conforme o jogo avança, os inimigos começam a cortar combos mais simples e eventualmente começam a cortar combos mais complexos, a variedade de possibilidades de estratégia pra enfrenta-los é GIGANTE mas nada é de graça.

O sistema é refinado e pra caralho, em termos de pegar e jogar eu curti mais ele que qualquer outro Tales, incluindo os que joguei muito tipo o Abyss ou o World. Eu achei mais envolvente ter que me desdobrar literalmente pra começar a jogar, a maioria dos jogos da série Tales se assemelha à um jogo de luta e o Eternia é o que mais realmente se aproxima disso. Em especial se jogar com Reid e Farah.

Mas como eu disse.... Nada é de graça. Absolutamente nada!

Achou que era Final Fantasy? Haha

O "problema" é que jogar com Chat, Max ou os magos é muito difícil, porque sempre tem as estratégias levemente pré-programadas no jogo, se for jogar com um mago ou um dos dois extras vai ter que suar MUITO à camisa montando estratégias que sejam terrivelmente eficientes porque magos aqui tem golpes físicos fraquíssimos e os dois adicionais são muito complexos de ser jogados, exigindo bem mais do jogador.


Jogar com Max e Chat por si só já é boa parte do desafio mas os magos tem um diferencial super bacana.

Os Craymels! Os Summons do jogo! E sabe o que é ainda mais interessante? Eles usam um sistema chamado Craymel Cage. Eles por si só já tem suas próprias magias... Mas os Craymel Cages quando unidos usando a técnica Fringe você combina as técnicas de todos os Craymels de um Cage com do outro e isso gera novas magias.

A infinidade de magias não é gigante mas é consideravelmente vasta porque terá de evoluir os Craymels e conforme vai usando e combinando vai ganhando novas magias. Então mesmo a variedade não sendo gigante ela acaba por ser satisfatória.

Justamente porque vai precisar de tempo, dedicação e eu recomendo uma atenção boa nisso porque dependendo das combinações que usar, ficará sem magias de cura e num jogo feito o Eternia todo e qualquer recurso pra te curar é pouco.

Cozinhar, comprar itens, usar magia. Tudo é válido.

Falando nisso, nesse jogo é meio bizarro pegar as receitas, vai ter um "Cozinheiro Errante" que simplesmente se disfarça de objetos em todos os dois mundos e simplesmente quando você toca nesse objeto. Ele treme e do nada ele aparece com uma música dramática e te recompensa com uma receita.

Isso nem de longe faz sentido e é tão improvável que eu morri de rir na primeira vez que o encontrei. Inevitável. Simplesmente inevitável.



Por sorte, se jogar a versão do PSP vai jogar uma versão com desafio relativamente alto mas com experiência e dinheiro em maior número que sua versão original do PS1 que era altamente desafiador, os inimigos são praticamente a mesma coisa mas dão menos experiência e menos dinheiro, exigindo mais dedicação na hora de fazer aquele Grind. É essa basicamente a grande diferença de Destiny II no PS1 pra Eternia no PSP.

Antes de mais nada, vou deixar claro, Eternia é um jogo focado na grande jornada e etc, não há tanta profundidade nos personagens e por isso a história é simples e o foco do jogo é inteiramente gameplay. Enquanto o Abyss tinha praticamente tudo em todos os campos, o Eternia é uma coisa mais voltado ao modelo clássico dos RPG's e nem é necessariamente ruim.

A história é simples: Reid estava caminhando ao encontro de Farah, até que do nada um artefato cai perto deles.

Esse artefato era Meredy que estava numa espécie de máquina e ninguém entende o que ela fala, deixando tudo ainda mais intrigante. Aí encontram Keele, um amigo de infância dos dois primeiros citados e nisso eventualmente solucionam o problema com o idioma de Meredy. Depois ela conta que ela veio de Celestia, um outro mundo que precisa da ajuda deles, de Inferia, pra evitar a Great Fall. Que ninguém sabe direito o que é e é exatamente isso que motiva a jornada dos 4 iniciais.


Boa parte da jornada dá pra prever mas de certo ponto em diante o roteirista botou o pau na mesa, mostrou quem manda nessa porra e virou o jogo. Não ficou totalmente imprevisível mas foi uma puta reviravolta. Deveras surpreendente mas o final do jogo infelizmente decepciona.

Seguinte... O motivo é claro. Vou explicar aos poucos.

Mas sabe o que me assustou no jogo? Foi a construção do universo. Tal como o Abyss, Eternia tem um universo ridiculamente carismático com vários e vários elementos próprios de forma que a lógica aplicada de lá funciona tão bem que é fácil mergulhar até aquele mundo.

Um exemplo bem claro. Os Craymels são entidades da natureza, eles são representações vivas dela tal como um Mana em qualquer jogo seria. Mas o que os difere?

Um Craymel influencia no clima daquele mundo. Exemplo: Em Inferia tem 3 Craymels: do fogo, da água e do ar, os 3 juntos foram o Craymel supremo da Luz.

E como é o clima de Inferia? Um lugar parecido com a Terra padrão mesmo, ou seja, muita água, ar, um clima relativamente quente e como um todo o lugar é iluminado.

Celestia tem outros 3 Craymels: terra, eletricidade e gelo e a união dos 3 é o Craymel Supremo das Trevas. Deu pra imaginar o clima de Celestia?

Se você chutou um lugar com muita montanha, gelado e totalmente escuro com relâmpago pra cima e pra baixo acertou em cheio.


Esse é um dos fatores intrigantes do universo do Eternia. Vale bem à pena ficar lendo tudo que pode, conversando com as pessoas mais velhas das cidades, ouvir histórias e tudo mais, porque além de side-quests, também te mostra bastante coisa daquele maravilhoso universo e sua formidável construção.

Infelizmente... Todos os detalhes desse universo rico afetaram o final de forma que nem tudo foi esclarecido. A jornada como um todo fecha mas algumas coisas ligadas ao passado daquele mundo simplesmente não fazem sentido. E nem me atrevo a falar porque poderia ser spoiler mas quando chegar no final se você esperava por exemplo um motivo pro final boss fazer tudo aquilo, simplesmente receberá o motivo mais padrão de todos e algumas coisas o envolvendo não farão muito sentido porque o jogo apresenta o que rolou mas não te explica o que aconteceu. E isso torna o final absolutamente vago nesse ponto.

Mas a jornada dos personagens, a situação em si que eles tentam resolver da Great Fall é devidamente resolvida e etc, se o seu foco for esse não se preocupe. E é por isso que o final não ofende, mas ele simplesmente te apresenta uma porrada de possibilidades que sequer foram exploradas. E isso é realmente um bocado triste. É exatamente por isso que eu deduzi que ele siga aquele arquétipo clássico da grande jornada ou então pode ser que ele tenha sido apressado pro jogo sair o quanto antes de forma que isso foi prejudicado.



Nunca saberemos a verdade até que eles relancem o jogo tal como fizeram com o Destiny no PS2 e ainda temos que contar com a sorte deles lançarem no ocidente, mas como Tales ficou famoso do final do PS2 pra cá com o Legendia e o Abyss eu acredito que se isso acontecer algum dia, eles irão lançar pra cá sim.

Mas existe ainda um outro "problema" pros mais perceptivos como eu.

Sério, Max e Chat são super legais mas eles carregam um leve "problema". E não é o visual porque nesse jogo todo mundo é muito esdrúxulo.

O problema de ambos é que eles são apresentados na história e são jogáveis. E tudo mais. Mas diferente dos outros 4 NADA deles é revelado durante o game, somente com side-quests.

Não nego que são divertidas, como por exemplo pegar habilidades pro Max, ele procura uns bichos do jogo e toda vez que tenta pega-los eles ficam bravos e soltam um raio na cabeça dele e esse raio faz ele ter boas ideias e essas ideias viram novos golpes...

...sim, é sério! E é sinistramente engraçado e completamente imprevisível. Vale citar que o humor desse jogo é muito muito bom e sinistramente improvável em muitos aspectos, como esse de Max ou demais coisas envolvendo os costumes de Meredy.

Mas voltando, eu acho desnecessário colocar dois personagens como motivos pra se fazer side-quests. Se fossem complementos eu me calava porque teríamos a noção do personagem e só teríamos um aprofundamento maior em sides, tal como Jade do Abyss. Mas não, colocaram dois personagens muito legais por sinal, que tem uma participação ínfima na história e que se eu quiser saber deles vou ter que ficar fazendo evento extra.

Sinceramente, só não é pior que Parasite Eve onde os verdadeiros eventos finais estão numa torre de 77 andares liberada somente com New Game +. Mas é um conceito que eu realmente desgosto com todas as forças porque com tanto evento dos outros personagens, acaba ficando inevitável gostar mais deles por uma participação e presença maiores.

Mas os poucos defeitos de Eternia não tiram o brilho do jogo que é entupido de side-quests, lotado de coisas secretas como Craymels e evoluções das magias, além de ter um gameplay super viciante. Sabe aquele RPG que você pega batalha com muito gosto? Então, Eternia é ESSE jogo.

Seja lá quem desenhou isso, ficou menos esdrúxulo que a arte original do jogo haha

Se o seu foco é uma história boa, pode jogar o Eternia, porque apesar do final vago em alguns aspectos, o universo é bem construído e é muito lindo de se ver, entender  e pesquisar. Se o seu foco for gameplay, jogue também porque é de longe um dos melhores RPG's que eu já joguei em termos de combate e aplicações de estratégia em batalhas.

E só pra constar, que batalha final foi aquela? Caralho! Que foda! Eu nem tenho coragem de falar nada que comprometa, só posso garantir que usar um elemento da história dentro da batalha foi BRILHANTE!

Agora, se você é jogador Hardcore mesmo? Já deveria é ter jogado. Porque pegar tudo em Eternia é coisa pra loucos mesmo. É um bocado assustador a quantidade de coisas à serem pegas, a quantidade de side-quests tanto de personagens do grupo, quanto de fora do grupo, masmorras e etc.

E se você é bom mesmo, derrote Sekundes e me ensine como se faz. Porque com ele o bagulho é louco. Principalmente se você jogou e gostou do Tales of Phantasia, porque aí derrotar o Sekundes vira uma obrigação moral por motivos óbvios.

Meredy approves this post .You Bet!

29 de maio de 2014

Tales of the Abyss - O Destruidor de Clássicos.


Não entendeu o título? Eu imaginei!

Pois é, continue lendo e vai fazer todo sentido a longo prazo.

Tales of the Abyss foi meu primeiro contato com a série Tales of, mas diferente do que dizem, eu não sou um cara que se apega por nostalgia ou ao primeiro que eu jogo de uma franquia...

Mas depois de terminar esse jogo, eu duvido que qualquer outro da série seja melhor, do mesmo nível ainda vai, mas MELHOR... Não. Eu duvido!

Mas tudo isso por que?

Seguinte, o enredo de Tales of the Abyss é igual a jóia de 4 almas do Inu-Yasha.

É um milhão de pedaços pra todos os lados e você precisa juntar tudo pra ter o enredo total nas mãos.

Entende a ideia?

Mas vamos por partes, ok?

Tudo começou numa discussão do Alvanista e que veio parar no meu blog, eu digo e repito, quem é fã de Final Fantasy VIII realmente não entende porra nenhuma de coisa alguma.


Primeiro o tal fã lunático lá disse que o Final Fantasy XII era HORRÍVEL e eu joguei do começo ao fim, não é uma obra de arte mas ao menos é um jogo ok, ele nem de longe chega nas bizarrices da série como todo mundo esquecendo ou o esquadrão suicída do FF4.

Mas sério, fã de Final Fantasy reclamar do XII é um absurdo, ele é bem melhor que muita tosqueira da série.

Porém esse mesmo idiota disse que tinha jogado Tales of the Abyss e não tinha gostado.

E eu pensei:

"Se um fã de Final Fantasy VIII detesta algo, esse algo deve ser muito bom."

O Dipaula já tinha zerado e falou comigo:

"Juninho, esse cara num sabe o que fala, Tales of the Abyss é um jogo maravilhoso, ele REALMENTE não sabe o que fala."

Como eu vi uma mina fã de FF8 falar que Persona 2 é ruim e um outro cara falando que o FF12 era ruim, agora esse mesmo último fã putinha disse que Tales of the Abyss era ruim, eu tinha MESMO que verificar.

Juntei tudo, amarrei uma faixa na cabeça e desbravei.

Depois de quase morrer de tédio jogando Final Fantasy XII pelos motivos errados (ou seja, trilha sonora de bosta e que me fez dormir literalmente 3 vezes, pelo menos o enredo é legal) eu peguei ele pra jogar no dia seguinte.

Mieu, mascote do grupo, útil em puzzles e até mesmo ele tem background...

E UAU! QUE DIFERENÇA!

Sair de um jogo "ok" como Final Fantasy XII e ir pra Tales of the Abyss é como tomar uma taça de vinho tinto francês depois de engolir meio copo de água suja.

Uma diferença sem tamanho.

Antes de continuar, vou deixar claro: Tales of the Abyss não é um jogo foda, ele é O jogo foda, porque apesar do meu JRPG favorito (por motivos pessoais, etc...) ser Persona 2: Eternal Punishment eu reconheço a fodeza de Tales of the Abyss como melhor JRPG que eu já tive contato em toda minha vida. Os motivos?

Ahá! Vamos ler pra descobrir!


Suba na minha Albiore II e vamos desbravar o mundo de Auldrant!

Seguinte, Tales of the Abyss eu poderia falar tudo de bom que ele tem e ia ficar uns 29 posts aqui falando sem parar, e olha que eu nem vi tudo do jogo. Mas seguinte, vamos começar pelo enredo!

Trata-se de Luke fon Fabre, um cara que vive dentro de uma mansão trancafiado e não conhece quase nada do mundo, é um cara que poderia ser facilmente amigo da Mint do Threads of Fate porque os dois inicialmente são bem parecidos e do nada, Van, seu mestre durante um dia que não era habitual de treino, vai visitar o ruivinho e é deperado do nada com sua irmã Tear o atacando, acusando de traidor e tudo mais.

Com isso, Tear e Luke sozinhos sem querer causam uma hiperressoância e são sem querer teleportados pra fora do reino, caindo no reino inimigo e assim inicia uma jornada de volta pra casa.

Isso é o que temos pro começo, parece normal, comum, genérico ou sem graça, mas caralho... COMO ESSA HISTÓRIA CRESCE! E como fica FODA!


Sério, é inacreditável o crescimento desse jogo pra algo que no começo é TÃO SIMPLES!

É como eu falei, é tipo a jóia de 4 almas do Inu-Yasha mesmo, vários pedaços encaixando e quando você menos espera já está barbudo, fedido, sem tomar banho a 3 dias jogando sem parar e com leves pausas pra mijar e comer algo.

Mais do que isso, é spoiler, tiraria boa parte da graça como fizeram o favor de me tirar com alguns spoilers, um amigo meu (Gustavo, seu filho da puta) foi lá em casa e tinha acabado de ver o anime e me deu um MONTE de spoiler sendo que eu tava prestes a começar o jogo... Maldito seja!

Mas não farei o mesmo com vocês leitores.

Vou deixar pra vocês jogarem e descobrirem. Mas pera... Jogar? Ah sim, vou falar do sistema do jogo!

Basicamente, você tem recursos à torto e à direito.

É um action-RPG onde você controla somente um personagem e deixa o resto programado, a inteligência artificial do jogo funciona maravilhosamente bem e você jamais passará aperto, mas a graça disso está em COMO você pode fazer tudo isso.

Não achei o Menu em inglês e eu espero que você não jogue em japonês...

Existem estratégia semi-prontas, como atacar com tudo, ou defender, e etc, mas o ideal é você montar sua própria com cada personagem deixando os magos a distância, os guerreiros na frente e etc.

Ironicamente, você pode bater com os magos e muito bem nesse jogo, não são tão eficientes quanto um guerreiro mas você nunca passará aperto pela falta de TP (que é o MP do jogo) e poderá descer a porrada com eles também.

Diferente de Final Fantasy XII que é um jogo inteiramente programável e torna o gameplay chatíssimo torando 90% das batalhas algo como "ande com o personagem e deixa a batalha rolar sozinha" com tudo programado, em Abyss as coisas não são assim.

Você programa os personagens mas eles não são digamos... ROBÔS!

Em Final Fantasy XII CADA mísera ação deve ser programada, incluindo itens, ataques, magias e tudo mais, até mesmo prioridades como atacar no ar e no chão e isso é bem ousado mas na verdade na hora de jogar É CHATO PRA CACETE.

Se eu joguei FFXII foi por conta da história que era menos ofensiva e até boa por ser assumidamente simples sem tentar ser profunda, o resto foi um porre, mas aqui as coisas não são assim.

Tipo, eu ficaria feliz jogando o Tales of the Abyss mas fiquei duas vezes mais porque eu tinha acabado de sair de um jogo bom, porém muito coxinha (fria e sem catupiry), então vocês devem entender que é impossível não comparar as situações uma vez que aconteceram tão próximas.

Minha reação foi EXATAMENTE essa:
 

***Momento constrangedor** *

Continuando... No Abyss, os personagens são programáveis em coisas mais simples, mas eles não são completos retardados. Se você programa um mago pra atacar somente de longe, com magias usando determinada porcentagem do TP (technical points) ele simplesmente vai fazer, mas se um inimigo ataca ele de perto e tira muito HP dele, ele automaticamente vai priorizar a própria saúde e usar uma Apple Gel (item de cura) ou o que tiver de cura disponível no momento.

E isso é completamente variável, se ele acaba o TP, ele pega e parte pra porrada, se um personagem guerreiro bate físico e não surte efeito, ele automaticamente vai usar técnicas pra tentar assim abrir uma brecha, ou fugir na horas que tiver com pouco HP e se recuperar pra depois tentar de outras formas acertar os inimigos.

Tá vendo, são situações assim que tornam o jogo extremamente frenético de gameplay e as batalhas não cansam, justamente porque você não precisa se preocupar com a IA do jogo, já que ela é completamente eficaz.

Uma coisa legal é o fato de poder cozinhar depois da batalha, isso mesmo! Cozinhar! Um aspecto de gameplay desde os primórdios de Tales Of que te permitem recuperar parte da energia depois de cada batalha, afinal de contas você tem um número limitado de itens, 16 pra cada um deles, no máximo.

Agora, por que as batalhas são legais? Só por isso?

NÃO!

Ahá!

As batalhas desse jogo (na verdade da série Tales Of) são bem dinâmicas, divertidas e extremamente frenéticas porque conisiste em combos, mesclando variações de golpes normais, com técnicas normais e técnicas avançadas e isso aumenta e muito o leque de possibilidades dentro da batalha, e quando mais combos você fizer, mais bônus (em experiência) ganha por isso e realmente é divertido pra caralho!


Principalmente quando você começa a pegar as técnicas que misturam outras técnicas, e aí sim, tudo fica mais louco que o Batman depois da cheirada de pó com a Branca de Neve e disparamos em direção ao País das Maravilhas.

Depois de determinado ponto, você vai acabar querendo misturar técnicas, magias, overlimits e vai acabar se sentindo como se tivesse jogando um jogo de luta.

Sério! É praticamente o mesmo feeling.

O jogo ainda tem mais variações do sistema com aumento de dano em magias ou em atributos com coisas pegas ao longo do jogo e que variam de acordo com a necessidade de cada personagem, ou com sua preferência. Falando em personagens...

Antes de mais nada, só citarei os protagonistas, qualquer coisa além deles é muito spoiler MESMO. Sério!


Luke fon Fabre


Arrogante, mesquinho, chato, birrento, metido, nojento e todas as demais características que fazem ele ser amigo da Mint de Threads of Fate definem Luke, exceto pela busca de grana da Mint, porque ele já é rico, o filho do Duke Fabre.

Luke é um personagem literalmente insuportável por cerca de 20 horas de jogo, até ele mudar... Mas como ele muda? Só jogando pra saber, mas eu garanto que a cena é foda.

Luke é de longe, o melhor protagonista que eu já vi num JRPG e motivo disso é justamente ele ter amadurecido e perdido as características inteiramente "positivas" que falei na primeira frase sobre ele.

Ele tem um crescimento MUITO digno e eu diria que até muito forte, o que causa essa mudança tem tanto impacto que até hoje me surpreendo com a cena dele se dedicando a mudar, e não pensem que é como em jogos normais:

"Ah, ele fez merda, mas agora ele vai ficar no grupo de novo porque ele é o principal."

Não, o grupo rejeita ele, ele acaba provando ao longo do jogo que poderia mudar e depois prova que mudou, recuperando a confiança de todos. O mais legal é que é tudo natural, apesar do contexto de fantasia, é fácil pensar como todos do grupo em relação à ele antes e depois de sua mudança, essa naturalidade realmente me tocou.

Jade Curtiss


Jade... Jade... O cara é simplesmente FODA. Eu ainda não consegui saber se gosto mais dele ou do Luke (depois de amadurecido, por favor...). Ambos são absolutamente icônicos mas por motivos diferentes.

Como o Dipaula já disse no MeMe 2013, ele é basicamente uma mistura de Batman com Roy Mustang e Zero.

E tipo, ele deu uma suavizada, o Jade é além disso na verdade, um absurdo de forte, e ele tem uma característica ainda maior que suas habilidades e força no geral.

A sua maior marca de longe é sua personalidade... Um cara simplesmente irônico, sarcástico, debochado... Um tremendo filho da puta de se suportar, mas EXTREMAMENTE engraçado. Se eu tivesse do lado do Jade, eu realmente ia querer esmurrar ele até a morte, mas como eu só "vejo" ele (ou jogo, tanto faz) ele acaba se tornando daqueles personagens que roubam a cena e pra caralho.

Seu humor me fazia ter crises de riso, eu sempre ria quando ele abria a boca ou quase sempre. Tinha vezes que era aquele famoso guilty pleasure onde eu ficava com dó de quem ele tirava e mesmo assim chorava de rir.

Mas ele é um cara que além de tudo é misterioso e um grande gênio do mundo de Auldrant, só jogando pra ter NOÇÃO do quanto ele fez pra esse mundo e quanto a sua presença revoluciona a ciência de lá.

Uma frase que vi na internet resume ele: "whatever you can do, he can do better".

Tear


Essa é sem dúvida dos grandes personagens do jogo, Tear ao lado de Jade e Luke tem digamos... Uma importância maior, e não entenda errado, os outros não tem menos importância, eles tem até demais por motivos diferentes mas os 3 estão intimamente ligados ao universo do jogo e ao vilão.

Tear é o estereótipo da garota que ajuda o principal, mas não se engane, ela não é uma personagem vazia como Rinoa, Tear tem seus próprios problemas mas não deixam eles a afetarem de forma alguma.

Ela tem um objetivo maior, revelado a longo prazo e segue nele firmemente, mesmo que isso em partes lute contra a própria personalidade da garota, mas esse detalhe é revelado em pequenas partes do jogo, e não é digamos, jogado na sua cara, é um elemento sutil que deve ser percebido ao longo do jogo.

Além do mais, não é meramente "ajudar o principal" porque sim, os dois adquirem um laço ao decorrer do jogo de forma que os dois funcionam muito bem mas se ela fosse um personagem separado, ela também funcionaria, não é aquele caso de que é totalmente NECESSÁRIO existir um principal pra ela ser legal.

Tear é implacável com seus inimigos, uma verdadeira guerreira e com habilidades de magia incríveis ela é muito respeitada por elas.

Um detalhe interessante é como ela é ironicamente melhor em inglês, a dublagem dela dá um ar mais de "mulher foda" (tipo Mulher Maravilha, entendem?) enquanto no japonês passa essa impressão porém com uma voz mais adorável, mais suave...

Guy


Guy é um personagem muito memorável, absolutamene formidável. Mas inicialmente ele é só o amigo do principal, que é um servo da família Fabre e parceiro esporádico de espadas com Luke.

E aí eu te pergunto, só isso mesmo?

Não. Você sabe que não. E seu passado não é mirabolante ou super complexo, mas é impactante, eu fiquei embasbacado com as ambições de Guy e os motivos que o levaram a ter a vida que leva, as situações que o levaram a ter tal postura com todas as coisas.

Mas não pense que apesar da falta de complexidade, ele é menos memorável, ele é de longe dos mais carismáticos de todo o jogo, seja por sua maturidade absolutamente notável ou por ser alvo de Jade em várias partes do jogo.

Guy também tem um medo inexplicável de mulheres, e isso remete cenas engraçadíssimas mas não pensem que ele é gay ou algo do tipo, essa é provavelmente a única parte realmente complexa de Guy, da qual ele vai superando ao decorrer do jogo e quando a causa é revelada, eu vi uma causa totalmente psicológica e tão massa, que fiquei totalmente embasbacado com esse fator no jogo. Muita coragem dos desenvolvedores.

Natalia


Quem me conhece sabe que eu normalmente detesto princesas de jogos. E o motivo é simples.

Elas são retardadas, de forma geral. E esse não é o caso de Natalia. Ufa!

Quando eu joguei Final Fantasy XII o Dipaula perguntava do jogo e eu falava:

"Ah, ta normal, a história anda devagar e a Ashe é mais protagonista que o Vaan, e ela é uma princesa até legal. Em vista do padrão de princesas por aí"

E ele sempre dizia:

"Se a Ashe for UM TERÇO da Natalia ela já vai ta de bom tamanho."

A Ashe é até legal mas NÃO. Nenhuma princesa se iguala à Natalia Luzu Kimlasca-Lanvaldear. Nenhuma MESMO!

Natalia é uma mulher forte, determinada, inteligente, extremamente habilidosa com seu arco e flecha além de um talento nato pra magias de cura. A mina é filha do rei mas ela não é uma garotinha mimada, ela é uma política nata, e o povo a respeita de forma que é impressionante. Ela é a princesa de Kimlasca e honra suas tarefas todo o tempo lutando por seu povo com as próprias mãos, sendo que bem poderia enviar alguém em seu nome.

Várias reviravoltas acontecem com ela ao longo do jogo e quando ela entra no jogo, ela chega meio chatinha, depois ela se enturma e fica tudo certo, porém ela só vai melhorando e melhorando e melhorando, é um absurdo o nível do carisma dela. Natalia é provavelmente a princesa mais foda que já pintou num JRPG, e eu duvido que alguma outra seja melhor do que ela em qualquer aspecto.

Anise


Essa é outra personagem relativamente estereotipada do jogo, a garota kawaii.

Mas Anise não é meramente kawaii, ela tem background, ela não tem um passado digamos, muito complexo, afinal de contas ela é uma criança, então nada de cobrar dela o que ela não pode oferecer.

Mas ela é uma garota forte, uma maga que usa seu boneco Tokunaga como arma dentro da luta, tornando assim um urso de pelúcia gigante (e ela segurando ele pelas costas) sua arma dentro da batalha, ela é meio que o grandalhão do grupo.

Apesar de tudo, não se engane, ela é MUITO forte mesmo, tanto é que é uma das duas únicas crianças do exército de Malkuth e a guardiã pessoal do Fon Master, que por sinal a pessoa mais importante daquele mundo. Só isso.

Sentiram firmeza? Pois é, ela é a guardiã pessoal da pessoa mais importante do mundo e ela ainda é uma criança.

Mas muitas coisas também acontecem com ela de forma a torna-la memorável, sejam pelos eventos ligados à ela ou por seu humor extremamente retardado, ela me fazia rir de graça, e ela o tempo inteiro fica cantando Luke por ser filho de rico, alegando que quando crescer precisa de um homem rico que a bancasse.

E ela é bem desbocada pra uma garota da idade dela em determinadas situações deixando tudo nela ainda mais engraçado.

Além das poucas piadas sexuais que ela faz, que apesar de constrangedoras são absurdamente engraçadas. Eu me sentia culpado rindo, mas ainda bem que essa culpa passava rápido.

Mas são piadas leves, não entendam ela como fan service pervertido. Eu hein...

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Com isso deu pra ver que é até estranho escolher um grupo de 4 personagens, justamente porque todos os seis são muito legais, eu realmente não tinha um grupo fixo, eu gosto mais do Luke e Jade e eles nunca saíam mas o resto estava sempre variando, a que eu menos joguei acabou sendo Anise mas não por degostar dela, e sim por gostar mais dos outros do que dela, mas isso não me fazia deixar de jogar com ela.

Continuando...

Sim. Esse post vai ser looooongo!

Outra coisa, o jogo tem uma OST fuderosamente foda. Sim! Muito mas MUITO foda!

O jogo consiste em basicamente 3 atos, 3 grandes etapas do jogo de forma geral, e acreditem se quiser... A música de batalha muda de ato pra ato, mas o que mais me impressionou é que as músicas tem certo background com a situação de forma geral.

Eu imagino que não entendeu. Certo?

Anise em um de seus momentos mais doces...

Seguinte, a primeira música de batalha, The Arrow Was Shot, tem um climão de aventura e tudo mais, de coisa mais simples, é até uma música "boba" (no sentido de sem muita emoção) remetendo ao que eu já falei sobre Tear e Luke irem de volta pra casa, porém, claramente não é só isso e coisas acontecem, mas o foco é exatamente essa coisa mais voltada pra aventura padrão.

A segunda, The Edge Of A Decision, é mais forte, mais rápida e agressiva, justamente porque tem algo muito sério acontecendo e você PRECISA impedir, essa é digamos a parte mais de ação do jogo, onde os reais inimigos começam a aparecer e você precisa solucionar toda a treta que está por vir.

A terceira, e última, Never Surrender, é uma coisa mais melancólica, um tanto dramática e digamos, mostrando algo meio triste, uma coisa totalmente inevitável, ou seja, o confronto final, afinal de contas, a situação meio que se resolve antes da batalha final. Mas não é nada retardado, só digo a grosso modo mesmo.

Luke enquanto ainda era insuportável...
Não pensem que fica limitado à isso, os chefes, sub-chefes, grandes chefes e todas as demais situações tem suas músicas específicas de forma que são muito mas MUITO fodas, eu por exemplo fiquei um tanto quanto surpreso quando peguei o Tartarus, que é o navio de guerra do jogo e ouvi uma música totalmente diferente.

Pera, música pra navios? Sim. Tem! E ela é MUITO FODA!

Eu realmente fiquei abismado, o jogo tem uma variação sonora pra tudo, e o mesmo pra músicas de mapa, cenários, cidades, situações, cutscenes e tudo mais. Tudo MUITÍSSIMO bem encaixado.

Na verdade, essa parte sonora até ajuda nas cutscenes já que o gráfico não é dos melhores, ele é bonito mas tem suas notáveis limitações, mas as cutscenes são bem vivas justamente por conta do apoio sonoro de Motoi Sakuraba apoiado de Shinji Tamura e Motoo Fujiwara.


Vai entender porque a Namco investe em Tekken e no Tales of the Abyss investiu tão pouco em gráfico...

Não que seu gráfico seja feio, porém bem limitado se considerado à outros jogos da mesma época com maior poder visual. 

O gráfico é bonito, os cenários são enormes e ele é visualmente bem agradável por conta da estética de anime, mas em algumas situações é fácil notar que tem probleminhas aqui e ali, mas não é nada incômodo, na verdade... Um RPG por mim sendo bom de história, até um gameplay meia boca com gráfico feio eu suporto, mas aqui é pacote fechado.

E falando no enredo, a abordagem dele é de múltiplos temas. Mas como eu já falei, ele é fragmentado, nada é de graça ou corrido, tudo vai aparecendo devagar e no seu devido tempo, e com isso temos várias abordagens como religião, fanatismo, superação, aceitação, pontos de vista, amor, ódio, guerra e até mesmo discriminação, mas como eu falei, nada é totalmente JOGADO ou esfregado no seu nariz, as coisas acontecem e você tem de ver pouco a pouco e ficando sempre antenado pra não perder nada. 

Pra piorar as coisas, é necessário ficar duas vezes mais esperto porque a história é MUITO complexa principalmente do segundo ato do jogo em diante, mas ao menos, temos a função Synopsis que seria o Diário do Luke, lá através do ponto de vista dele, temos uma noção bem grande de tudo que ta havendo, é sempre bom usar ele principalmente se o Jade ou mais alguém falar algo SUPER complicado e você não entender, aí só dá uma passadinha por lá e vai ta escrito de forma resumida e simplificada justamente por ser o ponto de vista do Luke.

Cena de um dos três mangás
 
O mais assustador à respeito do enredo, é como ele aborda todos esses temas de uma só vez, sendo que de pouco a pouco eles vão sendo apresentados e desenvolvidos de forma que TODOS foram bem usados, não fica nada no ar ou mesmo um tema menos explorado que outro. É brilhante.

Uma coisa que eu gostei muito também foi a ausência de maniquéismo, não pensem que os vilões são do MAAAAAAAALLLLLL que não são. Nenhum deles.

NENHUM DELES!

Um deles até engana, eu cheguei a achar que ele realmente era do padrão "malvadinho porque sim" mas não, diferente da maioria, ele tinha uma opinião, uma forma de pensar que o levou a ser daquela forma, e ele é claramente um dos elementos que eu citei acima, mas creio que só quem jogou saberia identificar quem e qual.

Não nego que dá vontade de falar deles, afinal de contas são TODOS muito fodas, ao menos a esmagadora maioria deles, e seus motivos e crenças são formidáveis, mas melhor não, é uma experiência a longo prazo e realmente melhor não estragar como fizeram com boa parte da minha.

Asch é sem dúvidas um dos personagens mais marcantes do jogo. Talvez até da franquia.
Outro fator é que dentro das dungeons tem puzzles, nada colossal ou difícil, slevemente trabalhosos a maioria deles e assim as masmorras de modo geral não são meramente passar até o final e vencer o chefe, tem um pequeno desafio dentro delas como quebra de ritmo pra não ser um jogo que só tem batalhas, isso tudo contribui pra um dinamismo maior dentro do jogo de forma que com o ritmo de uma coisa só sendo constantemente quebrado, acaba por ficar menos cansativo.

O jogo tem um desafio normal, não é de graça feito um Final Fantasy seria mas te exige um pouco de treino e atenção nos combates mas nada comparado à um Shin Megami Tensei e se quiser aumentar a dificuldade, é só alterar dentro do menu. 

Bom, pra mim foi é NADA cansativo, foram 3 semanas seguidas jogando só quando dava e eu adorei tudo mesmo do jogo, eu me divertia pegando batalhas, lendo diálogos, falando com as pessoas da cidade e até mesmo nos puzzles das dungeons, eu só não fiz muita coisa extra porque tenho tanta coisa pra jogar e principalmente porque o enredo do jogo me deixou ALUCINADO de tanta vontade de ver o que diabos ia rolar.

Iron, o Fon Master, figura importantíssima do jogo!

"Mas o que será que vai acontecer?"

Foi a frase que mais usei durante a jogatina, o universo é extremamente rico e eu ficava pensando em todos os detalhes da história e tal coisa não acontecia comigo desde Persona 2 e Metal Gear Solid, é realmente brilhante o modo como tudo se desenvolve e o jogador fica cada vez mais maluco.

Sobre as side-quests, o Dipaula fez bastante coisa, e eu vi uma coisa ou outra do jogo dele porque no meu mesmo quase nada, eu só sei que o jogo ainda por cima tem um gigantesco fator replay porque só nele você pega as segundas Overlimits de cada personagem, eventos se abrem, além de outras mil coisas que você tem mais liberdade pra fazer.

Overlimit? Não sabe o que é?

Ah é... Eu quase esqueci de falar.

This ends now... INDIGNATION!

Tem uma barra abaixo do HP e TP que quando enche, você pode soltar ela e explodir (tipo The King of Fighters 97 mesmo) e você pode emendar combos e enfiar o Overlimit, que seria tipo um especial que tem foto do personagem na frente e tudo. Aquelas coisas legais de anime que a gente gosta.

E só pra não deixar passar, fiquem atentos porque assim como The Legend of Dragoon TODOS os chefes mais importantes tem suas próprias técnicas, eles tem Overlimit e tudo mais, é realmente impecável esse fator, porque os inimigos são como você, só que do outro lado.

Um detalhe MUITO forte e interessante foi a presença dos skits.

Skits são basicamente o seguinte, sabe quando tem diálogo e o grupo fala:

"Vamos pra lá?"


E você simplesmente vai... Mas nos 'Tales of' você sempre terá os skits. Que são a conversa dos personagens no meio do caminho ou durante uma masmorra, na cidade, em lojas, no mapa! Em TODO lugar existe a possibilidade de se ter um skit legal, os mais antigos só tinham pequenas falas e tudo, e eu não sei exatamente qual foi o jogo da série que fez com que fossem DIÁLOGOS mesmo, mas no Abyss os diálogos são fodas, e em alguns casos funcionam como complemento principalmente pra entender melhor determinados personagens.

Algumas coisas são meramente citadas por lá, e não é necessário pra se entender a história, mas são esses detalhes à parte que fazem do mundo de Auldrant um mundo MUITO rico de detalhes, determinadas coisas mal serão citadas na história mas nos skits será sempre bem trabalhado, então fica a seu critério usar ou não, mas eu recomendo, justamente por ser um dos acréscimos mais positivos em relação aos RPG's tradicionais.

Guy ao ver um fã de Final Fantasy VIII.

Com tudo isso, acho que os dois únicos reais problemas ao meu ver é o fato dos Skits não terem sido dublados na dublagem americana (imperdoável isso, na moral, enquanto a versão UNDUB TODOS são dublados) e alguns raros slowdowns quando a tela enchia de magias, afinal de contas, do meio pro final do jogo, Jade e Tear terão muitas magias, tudo isso misturado à muitas técnicas dos amigos e inimigos ao mesmo tempo e com isso em algumas batalhas ocorreram e até encheram o saco mas não foi nada que estragasse o jogo, até porque já tinha TANTA coisa boa (como deu pra notar, né?) e o gráfico que esporaficamente fica meio feio ou esses slowdowns não atrapalharam, eu diria que o maior problema ao meu ver é não ter os skits dublados mesmo.

Tales of the Abyss é um jogo MUITO foda, ele é incomum porque ele é profundo (mesmo que não tanto como Persona) e ele tem várias coisas como um enredo fragmentado de forma brilhante, personagens extremamente carismáticos e profundos (até a piloto do avião tem história, puta merda), uma grande jornada, vilões formidáveis e alguns deles é até difícil lutar contra, porque seus ideais são digamos... Reais! É absolutamente aceitável ver a causa que eles lutam e isso sem falar em tantos outros fatores como as tantas abordagens de diferentes temas num jogo só de forma que nada perde o foco e tudo é bem explicado e detalhado.

Até mesmo será citado, que a batalha final tem um mesmo objetivo com meios diferentes, será um "conflito de duas fés" e não uma batalha de bem e mal. Acreditem em mim, a ausência de maniqueísmo desse jogo só deixa ele ainda melhor.

Não use o mesmo status muito tempo, variar eles é variar suas habilidades obtidas!

Outra coisa mega divertida são os Títulos, situações são geradas ao longo do jogo e esses status recebidos podem ser adicionados nos personagens, eles influenciam nas AD Skills que você ganha ao passar do jogo e todo mundo tem um monte deles. E alguns títulos são roupas extras pros personagens, e eu vi poucas mas curti a esmagadora maioria, isso é um tremendo acréscimo de gameplay pra uma segunda jogada.

E os AD Skills que eu citei acima, são as habilidades obtidas com o passar de níveis de cada personagem, o modo como você joga influencia diretamente nisso, e com isso cada jogo de cada pessoa terá ganhos diferentes pra cada personagem, tornando assim toda jogatina inteiramente única, se você mudar de estratégia com todos os personagens numa segunda jogada, as AD Skills obtidas também mudarão.

O motivo de tanta coisa boa, ou seja, o fato desse jogo acertar pra todos os lados que ele atira, o torna um destruidor de clássicos. Por isso o título da postagem!

O motivo do cabelo curto de Luke e da briga com Asch são fantásticos!

Apesar do jogo ter anime (com a história do jogo, porém adaptada pra algo mais curto), mangá, e entre outras mais coisas na mídia...

...ele não é tããããão famoso como merece, mas ao menos é reconhecido na comunidade gamer, porém eu duvido que todos entendam a grandiosidade desse jogo, é possível aprender muito mesmo com ele como pessoa, dá pra rir muito dele porque o humor é extremamente bem usado, ele tem um fator replay gigante e gameplay violento, side quests bem maneiras que até complementam a história de determinados personagens... O jogo é bom em TUDO mesmo!

Existem basicamente dois formatos de JRPG's, aqueles que tem abordagem em profundidade como Shin Megami Tensei seja nos heróis ou vilões, e tem aqueles que como The Legend of Dragoon é uma grande jornada, sem muita profundidade mas todo mundo com muito carisma... O mais absurdo é que...

TALES OF THE ABYSS É OS DOIS! AO MESMO TEMPO! PUTA QUE PARIU!

Vamos perguntar o que ele acha de quem prefere Final Fantasy ao Tales of the Abyss:


Não fui eu quem disse, foi um presidente. Lide com isso!

Por esses motivos, apesar de ter Persona 2 como meu jogo favorito, eu reconheço com todas as letras que Tales of the Abyss é provavelmente o melhor JRPG que eu já joguei em toda minha vida. Eu recomendo fortemente porque quem gosta de um bom jogo, com bom enredo e um bom sistema vai encontrar aqui um pacote completamente perfeito com tudo de bom ao extremo.

Quando jogarem, vão entender o tamanho da covardia que é comparar Tales of the Abyss com qualquer outro jogo, exceto por uma meia dúzia aí como Persona 2, Legend of Mana e etc...

Ah, e tem versão pra 3DS. Que por sinal é tão boa quanto a do PS2 pelo que dizem!

Enfim, ficou longo mas espero que tenham gostado!

Lembrando que Tales of the Abyss tem o selo Jailson e Obama de qualidade xD


Enjoy!

24 de abril de 2013

A Elite dos Jogos de Luta!


Jogos de luta, definitivamente meu gênero favorito no mercado dos games. Isso é mais do que notável pra quem me conhece ou acompanha o blog!

Esse gênero é o que mais jogo, e o que jogo há mais tempo, desde garoto eu sempre joguei muitos e muitos...


E isso é mais do que prova suficiente de que videogames não geram violência como a ungida emissora Record fez o favor de transmitir como "verdade".

Onde é que já se viu, uma emissora jogar culpa em jogos violentos por causa de um cara que entra numa escola atirando, mas ela não cita os laudos médicos e policiais que PROVAM que o cara tinha sérios desequilíbrios mentais.

Falar é realmente fácil....

Entretando, contudo, todavia, eu sou uma PROVA VIVA de que jogos violentos não geram violência, porque eu mesmo nunca me envolvi numa briga e mesmo assim amo jogos de luta com todas as minhas forças.

Tá vendo como sou importante?

Pois bem!

Agora, falando sério! Recentemente tive uma ideia, que seria algo meio inusitado, pegar várias e várias franquias de jogos de luta e depois de explora-las, deixar bem claro o melhor jogo de cada uma delas em minha humilde (e majestosa) opinião.

Antes de torrarem o saco, não é lista "técnica" ou qualquer coisa parecida, ESSA PORRA É PESSOAL!

Blog do Juninho! Regras do Juninho! Entendido?

Pois bem, sem mais delongas, sigam-me os bons!


Darkstalkers Chronicle: The Chaos Tower


Eis uma franquia super interessante, na verdade uma das mais interessantes que eu já vi.

Esse jogo pega contos, mitologias e coisas relacionadas à terror e transformou todos em personagens (altamente carismáticos) de jogos de luta.

O que pensar de uma ideia maluca assim?

GENIAL!

Honestamente, tampar na porrada com uma Chapeuzinho Vermelho psicótica é uma das coisas mais fodas que já vi em jogos de luta.

Mas esse jogo é o melhor porque ele te engana como se fosse uma coletânea, sendo que na verdade são três jogos dentro de um, os principais da franquia. Quando se começa, basta escolher se quer Night Warriors, Darkstalkers Revenge ou Darkstalkers 3 e terás o final de cada jogo com cada personagem respectivo.

O gameplay em si é todo do 3, mas ele é o melhor mesmo!

Além de tudo, houve mudanças bruscas de um jogo pro outro em golpes dos personagens, e mesmo assim é permitido por exemplo jogar com o seu personagem na versão antiga no último jogo, entende?

Além do The Tower, um modo super divertido feito exclusivamente pra esse jogo!

Simplesmente tão legal, tão caprichado, que nem parece coisa da Capcom!

Bloody Roar 2: Bringer of the New Age


Outra ideia excepcional...

Sério! Pessoas que se transformam em animais e caem na porrada, não poderia ser mais legal logo de cara!?!?!?!

Mas a real, é que o primeiro jogo da série, era tudo meio "porque sim", a maioria dos finais eram horrendos e o único final realmente bom era o de Gado, o leão!

E depois, o segundo jogo veio com tudo!

Gráficos melhores, músicas legais, jogabilidade renovada e melhorada e um Story Mode de cair o queixo!

É lindo, perfeito, um dos melhores que eu já vi sem sombra de dúvidas!

Você escolhe o personagem, seja lá quem for, mostra a introdução da história, depois a do seu personagem e as lutas vão acontecendo e não tem essa de "te achei mais galã que eu, vamos cair na porrada" - Não. Nada disso.

As coisas acontecem de forma natural, diálogos nem longos demais, nem curtos demais, e sim no ponto certo de forma que a ideia foi passada e não é sentido aquela sensação de que falta algo ou de que foi muito forçado...

E o mais legal é que jogando com o personagem a perspectiva dele assume a trama, de forma que dois personagens na história de um deles podem ser tanto amigos quanto na outra inimigos. É bem interessante mesmo.

Sem contar que o último chefe muda de acorda com o personagem escolhido!

E minha nossa, como ShenLong apela, selo SNK de apelatividade.

Virtua Fighter 5 - Final Showdown


A primeira franquia de jogos de luta 3D. Assim como a Capcom nos jogos de luta 2D, a Sega revolucionou criando o primeiro jogo de pancadarias em 3D.

Yu Suzuki, o gênio, criou um jogo incrível e cada jogo evoluiu e muito de acordo com o anterior, tornando o 4 espetacular, e com o lançamento do 5 jogo, no princípio da sétima geração de consoles, os fãs foram ao delírio!

O jogo foi lançado e depois atualizado nos arcades com nome de Virtua Fighter 5 R, e tempos depois uma última revisão para pouco depois sair aos consoles. E assim chegou o Final Showdown!

Esse jogo é incrível, sua mecânica é esplêndida e trilha sonora impecável.

Na verdade, as 7 trilhas sonoras do jogo são impecáveis...

Mas o jogo é um tanto quanto seco, somente Arcade e Versus praticamente, normalmente seria algo ruim, principalmente de um jogo onde a pouquíssima história se encontra em manuais.

A grande vantagem do game são os novos personagens adicionados depois do quinto jogo, deixando o jogo com um número de 20 personagens.

Um número pequeno, mas o trabalho que se tem pra aprender a jogar com cada um compensa e muito o pouco número, porque é um jogo muito satisfatório de se aprender, tanto pela dificuldade de domínio quanto pelos golpes incríveis que cada personagem possui.

Virtua Fighter é o tipo de jogo que a útima versão é sempre a melhor, porque é a que sempre contém o máximo de coisas boas da série, e eu tenho certeza que se sair na nova geração um sexto jogo, ela superará o 5 tranquilamente.

Aposto tudo que tenho nessa ideia!

Guilty Gear XX Accent Core Plus


Daisuke Ishiwatari é um grande cara mesmo, depois de trabalharna SNK fazendo alguns jogos, ele criou o único que se impulsionou mesmo que levemente, que foi The Last Blade.

Não vou falar que é ruim, mas foi esmagadoramente desbancado pela própria SNK com Samurai Shodown, que é deveras melhor, sem sombra de dúvidas!

Então, depois de se demitir (ou levar um pé da SNK, tanto faz) a Ark System chamou ele e falou:

"Vamos te dar a grana que você precisa pra fazer o que você quiser no jogo!"

Com isso ele pegou seu vício de adolescente, que era o Heavy Metal, e criou um jogo de luta num futuro apocalíptico onde o METAAAAL tocava no fundo das pancadarias e com personagens bem diferentes do padrão, com gráficos sempre bonitos e visual puxado pro anime.

E o que mais impressionava era sua jogabilidade única, mesmo que inicialmanete a impressão seja a fusão de mecânica de KOF com Street Fighter... Porém, a série cresceu, cresceu e mesmo que de pelas beiradas foi conquistando o público de forma que Accent Core é o último jogo até o momento lançado pra série.

Porém, o seu mérito de melhor está no seu Story Mode bem construído e com variações de final pra cada personagem, sendo que a maioria deles tem 2 caminhos, com alguns poucos tendo 1 somente.

As conversas chegam a ser longas mas pelo menos coerentes com o universo e a questão de cada personagem, e assim como Bloody Roar o último chefe pode variar de forma assustadora.

Tudo isso aliado ao gameplay que sempre foi evoluindo de jogo pra jogo, e os modos extras sempre presentes do GGX em diante e um desafio um tanto quanto perturbador nos últimos chefes.

Pra quem preferir, tem esse mesmo jogo com um "R" no final, que provavelmente significa "Reload" e que tem gráficos HD e modo online.

Ainda espero grana pra comprar o meu na PSN...

Samurai Shodown IV: Amakusa's Revenge


Depois que Daisuke caiu fora da SNK e ela tentou investir numa tentativa alternativa de gerar novos fãs, afinal de contas a maioria estava focada em The King of Fighters...

Eis que veio Samurai Shodown.

Ao invés de espadachins bizarros e de terno, com um principal que virou super saiyajin com poderes elétricos... a SNK investiu em algo mais sóbrio (coisa rara), e adivinha?

ACERTOU EM CHEIO!

O tempo passou e Samurai Shodown ganhou 4 bons jogos, sendo os dois últimos uma negação completa, o 5 era ruim porém tolerável, mas o 6 já era um abuso de paciência e ofendia a inteligência de qualquer um, porque parece que a sobriedade deu adeus e entrou parte das ideias imbecis de The Last Blade, com direito ao jogo ter um SOLDADO.

PUTA MERDA, O 6 TEM UM SOLDADO! COMO ASSIM UM JOGO DE SAMURAI COM SOLDADO ?

Sincermente, não quero entender a SNK, custou a acertar com o III e IV e do nada manda dois jogos de merda...

Mas o IV é fantástico, apesar de eu ter jogado o III mais do que tudo, o IV é realmente superior e sem fazer muito esforço, com personagens carismáticos, finais interessantes e um sistema melhor que os anteriores.

Agora com um sistema de rotas, sendo duas e completamente aleatórias, é necessário enfrentar inimigos em um determinado tempo para chegar ao último chefe antes de seu rival, e depois de finaliza-lo, dar uma baita surra em seu rival.

Isso sem contar as músicas do jogo que sempre foram incríveis e nesse jogo ganhou um destaque ainda maior.

Killer Instinct


Mas olha só, durante boa parte dos anos 90, Street Fighter reinou com a jogabilidade única e diferenciada, e Mortal Kombat veio com o gore num sistema diferente e sem copiar o pai de todos os jogos de luta.

Mas a Rare teve uma ideia:

"Vamos pegar o gore de um e a jogabilidade do outro, vamos ver no que dá."

E com isso nasceu um jogo com visual estranho, porém muito legal, com finalizações mortais inspirados em você-sabe-quem e com jogabilidade de você-também-sabe-quem.

Resumindo, o jogo copia duas ideias muito boas e foi um híbrido e tudo isso com um roteirinho de merda, à respeito de uma empresa que torneios pra testar seus lutadores e etc...

E provavelmente dominar o mundo com eles, afinal de contas né...

Só que infelizmente, é um jogo que somente a jogabilidade o carrega, de forma que o seu roteiro é ignorado mesmo até hoje, ainda mais no segundo jogo onde depois de derrotar Eyedol (último chefe) acontece algo inexplicável que joga os personagens pra sei lá quantos mil anos ANTES dos eventos do primeiro jogo...

Bem imbecil né? Agora sabe por que a franquia não sobreviveu?

Mas houve boatos que alguma empresa teria comprado a série, e poderia vir um terceiro jogo ou remake dos primeiros. E eu sinceramente adoraria!

Dead Or Alive 5


Uma série baseada em peitos, isso já define tudo que se precisa sobre Dead Or Alive.

Dead Or Alive é daquelas séries que tem pouca história, não te força a leva-la a sério, e ainda assim tenta ter algo que presta nos roteiros...

E quase nunca tem. Tanto que os finais do jogo são quase sempre inúteis, no máximo se entende parte da personalidade do personagem e nada além. Chegando a ser escroto em alguns casos.

Mas pelo menos DOA é uma franquia sincera, ela só quer vender por causa de peitos e acaba conseguindo.

Apesar do 2 ter atingido o ponto alto da série, e apesar de eu não ter jogado muita gente falar que o 3 é um jogaço, o 4 apresentava problemas graves como dificuldade absurda de contra-atacar os oponentes e uma última chefe capaz de causar aneurisma.

E no 5, parte desses problemas foram corrigidos, o sistema de contra-atacar é o mesmo porém com tempo mais camarada, mesmo que não seja de graça, acredito que ele esteja no ponto certo!

Apesar de muitos modos no jogo, o simples "Normal" é complicado e difícil o bastante pra te desanimar de jogar em alguns casos, são 8 dificuldades sendo essa a terceira, não vejo necessidade de tenta apelação.

Acreditem em mim, a dificuldade me fez dar uma pausa de joga-lo e olha que eu gostei MUITO mesmo de tudo no jogo!

Mas a grande vantagem desse game, é que os personagens clássicos estão cada vez mais legais, os novos são interessantes pra cacete, e ainda por cima Akira Yuki, Sarah Bryant e Pai Chan de Virtua Fighter estão presentes como participações especiais.

Não poderia ser melhor, poderia ?

Real Bout Fatal Fury Special: Dominated Mind


Sei que a minha opinião à respeito de Fatal Fury vai gerar choques na realidade... Afinal de contas, muitos me xingarão por não ser o Fatal Fury 3, outros por não ser o Real Bout 2 mas dane-se.

Como eu disse, meu blog, minhas regras!

A verdade é que eu curto muitos dos personagens, apesar de repulsas de outros como Yamazaki e Cheng.

Mas no geral, não curto muito jogar a série, poucos jogos me agradaram muito mesmo.

Essa versão é o port do Arcade feito no PS1, e no meu ponto de vista é bem melhor porque removeram o sistema de lutas em planos de fundo, que eu particularmente acho dispensável.

Tá certo que funciona bem na versão desse jogo no arcade e no Real Bout 2, porém, quando o recurso pra se fugir ou defender torna-se dependente dessa ideia de planos de fundo, a luta se torna um saco! Uma chatice total.

Exatamente pelo espírito side-scroller dessa versão que eu prefiro, além dos Final Impact's presentes somentes nesse jogo como uma coisa extra. O gráfico era inferior mas foda-se, tinha coisas boas o bastante pra suprir isso!

Acho que o seu pior ponto é nunca ter saído em inglês, mas como se trata de um Dream Match com um FINAL TOSCO pra caralho pra todo mundo... mas Fatal Fury tem uma história que não se pode ser levada à sério mesmo...

E apesar de um péssimo último chefe, que é o White, ainda acho melhor que colocar o Geese de novo. Chega desse fracassado que vive se matando pra provar que é forte!

Tekken Tag Tournament 2


Tekken, Tekken...

A franquia que turbinou o PS1 em tempos de glória e teve uma notável evolução, e assim como Virtua Fighter, dificilmente um Tekken novo é inferior ao último jogo.

Tekken é uma serie que foi evoluindo com o passar do tempo, o 3 era foda, o 4 melhorou, e 5 deu o ar da graça como se fosse algo supremo.

Até o 6 chegar, e mesmo que num ritmo menor, evoluiu também mostrando que a Namco sabia do que estava fazendo.

Tekken sempre teve uma história rasa pra cacete, até o 3, depois com o 4 em diante, a ideia tomou níveis idiotas e tacou todo a pouca lógica do jogo na estratosfera!

Tanto que a história do jogo ridiculariza 90% do elenco, uma vez que é provado por "A + B" que somente Jin, Kazuya, Heihachi e alguns poucos são realmente fortes e o resto não passa de esperma muito desenvolvido sem qualquer possibilidade de vitória, deixando claro em partes dos jogos que foi "sorte" ou fatores externos que promoveu suas vitórias...

Isso mata a série, numa boa!

Esse jogo pelo menos, tem finais mais ou menos toleráveis e alguns até bons, ao contrário dos finais horríveis que a série teve em especial no Tekken 6, onde um canguru tinha família e traiu a esposa e por aí vai...

Tá vendo como não se pode levar à sério?

Porém, a qualidade do jogo se manteve intacta, sistema de luta foda pra caralho, possibilidade de de jogar em dupla ou sozinho, ou até mesmo sozinho contra uma dupla, e isso sem falar nos tantos modos extras que a Namco nunca deixa faltar.

E ainda fico chocado toda vez que lembro que um canguru lê jornal, tem família, e a esposa traída entra no torneio pra ter grana pra sustentar a casa...

The King Of Fighters XIII


Outro que sei que vão me crucificar e jogar meu corpo pros abutres por preferi-lo...

Tenho certeza disso!

Mas abaixa essa foice, vamos com calma!

KOF é uma série da qual gosto muito, muito mesmo! Sempre curti a ideia viajada dos personagens, os golpes sem noção e os especiais que assim como a história do Tekken, pega a lógica e taca na estratosfera!

Entretudo, sempre havia falhas de alguma forma ou de outra, e eu não conseguia me divertir em certos pontos, como os bugs do 98', ou o lag na hora de enfrentar o Team Orochi no 97'.

É uma série feita pela SNK e não sei como permitiam isso, mas quase sempre tinha um filho da puta com combo infinito e não era coisa tão complicada de fazer, além de combos que matam na hora.

Você começa a jogar, e defende como um louco, porque se o combo entrar... JÁ ERA! PORRA!!!

E acreditem, joguei todos os da série, todos mesmo! Conheço eles de cabo a rabo, e quando comprei o XIII me surpreendi com as novidades do sistema, terem implantado EX nos movimentos copiados de você-sabe-qual-jogo-estou-falando, além do Hyper Drive que era uma espécie de barra que assim como nos anteriores te permitia combos maiores e etc, mas nada com o mesmo impacto de antigamente!

Afinal de contas, depois do tombo do KOF XII, a SNK pegou e fez algo que prestasse no XIII. Criou um jogo com modos extras legais, apesar dos finais horrendos do Arcade e do Story Mode terrível, sendo um dos piores que já joguei, talvez o pior.

Além disso estragaram alguns personagens como Ralf, mas melhoraram outros como Kensou.

Mas sem dúvidas o maior capricho foi colocar diálogos entre os personagens a cada luta, de forma que os 3 do seu grupo, conversa com os 3 oponentes e tudo muito bem feito, interessante pra cacete. Eu realmente gosto muito de ler e entender algumas coisas que aparecem nesses diálogos.

Mas nem tudo são terrores, afinal de contas é nesse jogo que Ash morre, ora pombas. A história é terrível mas só de Ash morrer já é algo tão positivo que não sei explicar o quão satisfatório foi pra mim.

Soul Calibur III


A Namco sabe o que faz, definitivamente sabe.

Enquanto ela adquire milhões de fãs retardados (assim como eu) com suas histórias de merda num gameplay excelente, ela meio que resolveu pegar uma equipe e falar com eles assim:

"Pega a engine do Tekken, muda uma coisa aqui e ali e cria algo que presta."

Assim nascia Soul Edge (no ocidente Soul Blade). Que logo depois teve um sucessor no DreamCast, que era Soul Calibur!

Soul Calibur era incrível, lindo, com finais inteligentes e que eram totalmente coesos com os personagens! E depois veio o II, onde tinham pouco mais de opções de jogo e finais igualmente legais.

Até surgir o III.

Soul Calibur III mandou o I e o II de volta pra escola, e mostrou como era um jogo foda pra caralho poderia ficar MUITO MAIS FODA PRA CARALHO!!

Esse agora tinha MUITOS modos extras, um modo de estratégia interessante, armas e itens a serem comprados e muito mais personagens a serem escolhidos, além de alguns extras fora da história que completavam um bom número jogável.

E nisso tudo ainda tem o Tales of Souls, onde se tem um lindo prólogo do personagem com ilustração bacana, e eventos que vão acontecendo de forma que você tem MUITOS caminhos pra chegar ao final da história de cada personagem.

Foda pra cacete, ainda mais sabendo que no final de tudo, tem um evento no qual é necessário apertar o botão na hora certa, caso aperte, verá um final, caso não aperte (ou erre o tempo) verá outro.

E sem falar no modo de criação de personagens...

INCRÍVEL!

Soul Calibur pode não ser o meu jogo 3D favorito, mas ele tem o meu respeito como melhor jogo 3D de luta por sua qualidade e competência em amplos aspectos.

Mortal Kombat 9


Mortal Kombat já nasceu virando febre, foi uma franquia que já nasceu grande.

E depois de muitos bons jogos, veio Deadly Aliance e Deception pra ferrar com tudo, e mesmo assim, continuava dando certo mesmo que por tabela...

Porém, com Armageddon, a porca torceu o rabo e a série virou um amontoado de lixo. Sem contar no MK vs DC que fez multidões vomitarem comida de anos atrás de tanto desgosto!

Quando anunciado MK9, ninguém botava muita fé, porque inicialmente parecia uma tática desesperada de chamar o mesmo público dos jogos antigos por estarem trazendo personagens antigos de volta e com a jogabilidade dos últimos jogos lançados, então o povo teve medo mesmo!

Porém, tratava-se de uma mega revisão da jogabilidade antiga, agora excelente, a história dos três primeiros jogos totalmente unificada e com sentido, coisa que não havia muito. E todas as mudanças aplicadas resultaram num jogo extremamente bem feito!

Gráficos lindos, personagens bem movimentados, fatalities fodas pra cacete, cenários clássicos feitos do zero, cenários novos, músicas clássicas e novas.

Dessa vez com barra de especial, possibilidades de quebra de combos mais justa que nos jogos anteriores, uso de EX e etc... O jogo no final ficou foda!

E não bastando o Story Mode com história fixa, ainda temos o Ladder, que é o clássico Arcade com finais muito interessantes cheios de ilustrações muito mega fodas pra caralho!

Além de tudo, muitos modos extras, desafios a serem realizados e etc. O jogo é bem completo!

O melhor de luta da sétima geração, sem sombra de dúvidas!!!

BlazBlue Continuum Shift EXTEND


Bom, quem conhece Daisuke e Guilty Gear, provavelmente também conhece BlazBlue.

Quando surgiu BlazBlue, a galera esperava um novo jogo de Sol e Ky mas isso não aconteceu, surgia assim BlazBlue: Calamity Trigger, inicialmente confundido como uma espécie de continuação espiritual do jogo já citado, BlazBlue carrega uma trama própria e isolada do jogo citado.

Na verdade, por mais que eu prefira Guilty Gear, BlazBlue é um jogo melhor estruturado por desde o seu primeiro jogo ter um modo story bacana, com caminhos alternativos assim como Guilty Gear, porém o Arcade também tinha um final voltado ao personagem, coisa que antes Daisuke por motivos nunca citados, não usava.

E o tempo passou e o jogo gerou uma continuação, Continuum Shift, depois Continuum Shift II. Usando o II como base, foi feito o EXTEND que é quase uma "Game Of The Year Edition" do jogo com conteúdos antes somente disponíveis por DLC todos inclusos no jogo logo de cara.

Assim como o seu anterior, esse segue o mesmo esquema, porém com ainda mais modos extras e antes mesmo de pegar o Story mode do II, o jogo ainda tem a história do Calamity Trigger e Continuum Shift contados em forma de diálogos, eventos e ilustrações todos os eventos anteriores.

A história de modo geral é bem grande, completa e ficaria um pouco difícil de explicar como ela acontece, mas eu posso garantir que é bacana!

Ou seja, comprar esse vai te dar acesso ao conteúdo do roteiro já feito! E como a jogabilidade só evoluiu mesmo, não será tão necessário comprar as versões anteriores, a menos que você queira!

Street Fighter Alpha 3


Street Fighter é o pai dos (bons) jogos de luta e isso já não é nenhum tipo de novidade mais.

A Capcom quis justificar a galera e os eventos de Street Fighter II e assim surgiu a série Alpha.

Nessa jogada, vieram dois jogos, sendo o primeiro um tanto quanto ofuscado e o II atingindo boa parte do mundo e se tornando um clássico supremo...

Porém, Alpha 3 foi a ideia mais criativa, ousada e arriscada da Capcom na época, por que o jogo basicamente continuava os eventos do Alpha 2, só que sem dar taaaanta importância pra eles.

Porque era meio que algo totalmente NOVO! Primeiro, músicas clássicas totalmente eliminadas do jogo, os personagens clássicos ganharam músicas totalmente diferentes, umas do mesmo nível das antigas, porém a esmagadora maioria muito melhor.

E isso sem falar nos cenários, totalmente diferentes, com outra pegada, e francamente também acho melhor!

Agora, o roteiro do jogo é simples e sutil, e nem por isso ruim. Na verdade é isoladamente o melhor. Esse jogo meio que abre a mente do jogador e se entende coisas à respeito de personagens de forma mais madura, mais interessante.

Como por exemplo Dhalsim, Rose, Bison, Ken, Sagat, Adon e outros personagens que ganharam arcos melhores ou então foram melhor explicados de forma que é muito simples notar sua importância durante o jogo.

É justamente nesse jogo, o único onde Ken deixa de ser o "amigo invejoso" de Ryu, e tem um arco melhor trabalhado pra sua personalidade, coisa que simplesmente NUNCA MAIS FOI USADA. E o único jogo onde um personagem cômico pôde ser levado à sério, sagrado seja Sodom!


Mas a história funciona de forma simples, quando o seu personagem é escolhido, ele tem um prólogo, dois rivais e o último chefe! E os finais do jogo são simplesmente fantásticos mesmo que usando poucas ilustrações e os sprites do jogo pra ilustrar os eventos finais.

Contudo, Alpha 3 não só tinha tudo isso como muitos modos extras extremamente divertidos como Final Battle, Dramatic, e outros. Mas nada supera o World Tour, nenhum jogo de luta conseguiu criar um modo mais divertido que esse. Ele pega a ideia básica do Street Fighter que é de lutadores que saem pelo mundo procurando oponentes.

E NISSO VOCÊ SAI EM BUSCA DO MAIS FORTE!

Street Fighter Alpha 3 não é só o melhor jogo de luta da Capcom, ou da franquia, mas pra mim ele é sem dúvidas o melhor jogo de luta de todos os tempos. Por tamanho capricho em respeito aos personagens e quantidade de coisas à serem feitas!

Isso tudo anexado no excelente gameplay, que tem 3 barras, uma de combos customizados, uma em 3 níveis e uma de um nível só, gerando um especial destruidoramente apelão. Tudo funciona tão bem, que é inacreditável o modo que a Capcom conseguiu criar algo tão complexo num jogo só.

Como saiu pra muitas plataformas, se quiserem jogar sozinhos recomendo a versão do PSP que possui 3 personagens novos (Yun, Eagle e Maki) e o excremento conhecido como Ingrid, ou caso queiram jogar entre amigos a versão presente no Alpha Anthology de PS2, o Alpha 3 Upper, que tem a melhor revisão do jogo com (ainda) mais equilíbrio entre os personagens.

Esse jogo é sem dúvidas o jogo que mais joguei na vida, sempre curti muito mesmo e ao que tudo indica, dificilmente virá algum que possa fazer frente com ele, apesar de que eu gostaria que todos fossem dessa mesma forma.



Eu peguei e disse à respeito das franquias que mais curto e seus melhores jogos, porém, essa parte eu não sabia como usar e eu resolvi criar com base em três tópicos principais.

Hoje eu to quebrando as regras mesmo, e pior ainda... as regras que eu criei!

But, who cares ?

Enfim, eu peguei um jogo inspirado em anime, outro em mangá e por último um crossover. Se tem lógica ou não, dane-se.

Dragon Ball Z: Supersonic Warriors


Esse jogo é incrível!

Olha, francamente, o gameplay do jogo é meio duro, um pouco travado e tudo...

Mas você provavelmente está se perguntando por que causa, motivo, razão, circunstância, eu estou usando justamente essa joça ao invés de um jogo com gameplay excelente como Naruto Ultimate Ninja 5 ou mesmo Dragon Ball Z Tenkaichi Tag Team...

Mas a resposta pra isso é simples!

Ousadia! Essa é a palavra que define Supersonic Warriors!

O 2 é muito bom, presente no 3DS mas nem assim superou a ousadia do primeiro jogo...

É tudo bem simples, você escolhe o personagem e assim como em Alpha 3, ele se transforma no principal de forma que ele luta, ele vence, ele evolui e ele encerra a história com ele como protagonista.

Olha, com o Goku foi algo normal, mas imagina minha reação ao jogar com Vegeta, Frieza, Cell, Piccolo e Trunks, todos como principais com suas respectivas visões, personalidades e treinamentos!

Imaginem a minha cara quando eu escolhi Kuririn e vi ele treinando com senhor Kaiô e aprendendo Genki Dama... e como ele controla Ki melhor que o Goku, ele pega uma Genki Dama menor e mais concentrada COM UMA MÃO SÓ.

CARALHO! FOI FODA PRA CARALHO!!!!

Ou então o final de Piccolo, que de tão surpreendente prefiro deixar vocês leitores na expectativa.

Mas sem dúvidas, o melhor de tudo foi jogar com Frieza. O melhor vilão da série.

JoJo's Bizarre Adventure: Heritage for the Future


Lançado inicialmente no CPS-III, JoJo's é um dos poucos jogos que a poderosa placa teve tempo de produzir antes de morrer.

Eu imagino que deve ter pegado meio mundo de surpresa, por tratar de um jogo baseado num mangá e que mesmo sendo conhecido, sua fama se remete em extrema maioria ao oriente, deixando muitas pessoas no ocidente com aquela sensação de: "Que porra é essa ?"

O jogo tem personagens muito bizarro (o nome do mangá diz tudo) com pessoas invocando "espíritos" e outros usando armas de forma improvável e etc...

Na verdade, o jogo se basea no terceiro arco do mangá, Stardust Crusaders, e segue de forma nada linear a história do mangá, uma história muito boa, diga-se de passagem!

Assim como Alpha 3, o personagem escolhido vira o protagonista, e você deve desvendar sua aventura e chegar ao final. E é bem interessante, por terem explorado até mesmo os personagens que na história original morrem como principais, algo semelhante ao Charlie/Nash do Street Fighter, que apesar de oficialmetne sua morte ser no final de Guile, ele ainda assim tem um final dele como protagonista.

Isso é o tipo de coisa que agrada gregos e troianos, por nunca verem seus personagens favoritos como fracotes, afinal de contas, num jogo de luta dificilmente um cara fraco terá carisma o suficiente pra superar o fato de ser um fraco!

Coisa que até onde me recordo, somente o Dan conseguiu.

Mas honestamente, o destaque desse jogo não é somente por "ter história" e sim no fato de como ela é contada, com diálogos antes e depois de cada luta, justificando-as e tornando elas nada desnecessárias, caso tenha alguma luta sem sentido, eu realmente não me lembro e olha que eu zerei com todo mundo. Mais de uma vez!

Como se não bastasse o fato de ter sido bem trabalhado no roteiro, principalmente por ter um mangá como base, o sistema dele é fantástico, com o controle dos Stands, que é a materialização da força vital de cada personagem, algo parecido com Persona da Shin Megami Tensei!

E o sistema em alguns personagens funciona de maneira diferenciada, parecido com BlazBlue, porque alguns personagens podem invocar seu stand livremente, e outros só o usam como auxílio de coisa ou outra, e ainda tem alguns que são estranhos como Mahrahia (Mariah) ou Alessi e nem por isso ruins.

Melhorando ainda mais as coisas, a Capcom soltou esse jogo em HD na PSN e na Xbox Live, vale muitíssimo a pena! Ainda mais se levar em conta que pode se tirar a censura do jogo!

Capcom vs SNK 2: Mark of the Millennium 2001


Em termos de qualidade num crossover, nenhum jogo se iguala à esse! Isso é um fato mais absoluto que as verdades do universo.

Por mais que eu me divirta mais com Marvel vs Capcom 2, e ele provavelmente seja o meu favorito, não é muito difícil ver seus erros e constantes problemas.

Capcom vs SNK é uma série que começou bem interessante no primeiro jogo, e manteve um espírito bem bacana, com variações de personagens (normal e EX) e golpes entre elas, somente duas barras (uma da Capcom e outra SNK) e muitas outras coisas.

A ideia era boa, boa até demais, a jogabilidade tinha leves inspirações na SNK assim como músicas e cenários, pra atrair o público da empresa rival mesmo, uma vez que por motivos óbvios a galera da Capcom já estaria presente nesse público!

Depois o segundo jogo veio com tudo. Simplesmente a ideia do 1 turbinada!

Não eram mais 4 botões pra bater e sim 6, inspirados em Street Fighter, várias barras de jogabilidade sendo elas que vão determinar o modo de especial, se o personagem vai correr ou dar dash, se terá esquiva ou não e etc...

Além de terem removidos o lance de versão de golpe pra cada personagem, todos agora tem somente uma versão e com todos os golpes. E se querem saber, melhor assim!

E ao contrário dos finais idiotas do primeiro jogo, caso vença os chefes secretos do jogo, verá alguns escritos de cada personagem, que mesmo de forma simples ilustra seu final.

Muito melhor que os finais do Street Fighter X Tekken, certo? A Capcom meio que cagou na retranca com esse jogo...

Capcom vs SNK 2 foi e ainda é o ápice dos crossovers, personagens carismático, equilíbrio e uma jogabilidade alucinante. Só as músicas que são meio sem graça mas pelo menos melhor que as do Marvel vs Capcom 2, só que pra isso não é necessário muito esforço mesmo...

Esse jogo foi o último dessa união entre as duas empresas, o último bom pelo menos, porque depois foi anunciado SVC Chaos: SNK vs Capcom, usando a já super ultrapassada pra sua época placa NeoGeo.

Se você conhece o jogo, sabe que o nome "Chaos" diz tudo à respeito dele, é um caos total essa aberração do mundo dos games. Uma ofensa aos jogos de luta!

Perguntei ao Fulgore o que ele achou do Chaos, e ele me reagiu assim:


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Mas finalizando esse post, espero que tenham gostado, sinceramente, como eu disse lá em cima, foi uma postagem completamente pessoal... assim como todas as outras, é claro!

Aquele tipo de ideia que surge da puta que pariu da sua mente e você quer botar em prática!

E agora que eu fiz e falei dos melhores, qualquer dia eu faço um falando dos piores, algo como um "Troféu Privada" pra eles ou coisa do tipo.

Depende da minha vontade, e claro, do pedido de vocês também.


Enjoy!