Mostrando postagens com marcador JRPG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador JRPG. Mostrar todas as postagens

10 de maio de 2015

Ironic Post: Final Fantasy XIII


Olá pessoas. Lembram de mim? Sou eu.

Como assim não se lembram?

Sou eu, porra, o Ranger Irônico.

Mamãe, olha como eu to lindo na foto.

Já se esqueceram da obra de arte que eu escrevi aqui há alguns meses quando o Juninho saiu de casa naquela festa?

Agora venho aqui, defender outro jogo do qual o Juninho falou tão mas tão mal, que eu me senti doído o suficiente pra tomar as dores e dizer o quanto essa maravilhosa obra de arte é na verdade incompreendida pelos haters que a rodeiam.

Como em breve ele vai jogar o XIII-2, antes que isso aconteça, eu resolvi vir aqui defender esse humilde jogo nas horas que tenho acesso, que é quando ele vai ali cagar, afinal de contas o viado resolveu parar de sair de casa.

Mas posso dizer claramente, se você não gostou de FFXIII é porque não entendeu, afinal ele é "2deep4you" ao extremo.

Uma trama mais profunda que o centro da terra. Mais genial do que Shakespeare e com mais reviravoltas que qualquer Metal Gear Solid.

Motomu Toriyama é um dos gênios incompreendidos da atualidade, tal como aquele cara que inventou a bola quadrada.

Querem a prova? Quando ele foi descrever um dos 3 Final Fantasy da genial trilogia XIII, ele usou até mesmo rosas.


Quem seria o gênio por trás de explicar jogos com rosas? Só ele mesmo.

Como assim brega? Você sabe o que é brega por acaso? Explicar jogos com rosas é a mais pura e profunda arte que somente Final Fantasy poderia ter.

Mas vamos ao que importa.


Uma História Profunda Além dos Limites

Sim, como eu disse acima, Final Fantasy XIII tem um enredo extremamente complexo e maduro, tão adulto que abre espaços pra interpretações.

Se você jogou o começo com a Lightinig e não entendeu nada porque simplesmente não abriu o Datalog no menu. Lá tem tudo, quem precisa de narrativa com uma ideia tão boa como essa em mãos?

O jogo por sorte, também tem narrativa e muitos dizem que o jogo não se decide entre usar o datalog ou a narrativa mas a verdade é que o uso dos dois em conjunto que fazem com que essa obra seja brilhante.

Por exemplo, no começo não explica quase nada, é aí que entra o jogador adulto e profundo que entendeu o contexto da trama e pode interpretar como bem entender, Lightning poderia ta de boa comendo rámen ou lamentando a morte da bezerra antes do começo do jogo. Quem decide é você: jogador.

Tradução: eu te amo tanto que poderia te matar de porrada em nome do amor

Entenderam? Isso que eu disse sobre a profundidade absurda do game, vocês que não tem a capacidade de refletir 2 minutinhos pra pensar no que poderia estar acontecendo. Pensa comigo, um jogo que abre portas pra várias interpretações nas quais todas podem estar corretas é simplesmente uma tacada de mestre.

Sabe aquela pintura abstrata que ninguém entende nada? Aquela que só os mais entendidos e cheios de sentimento podem entender. Então, é assim que a massa ignorante em relação à Final Fantasy XIII, é a pintura abstrata dos games.

Um verdadeiro primor  dos games, com um enredo tão épico e maravilhoso à nível de Resident Evil.

Uma outra franquia que o Juninho adora mas fala mal do enredo, particularmente, eu não entendo a razão disso. Um enredo tão profundo e épico.

Mas eu me distraí por um instante.

Tudo começa com Lightning, uma moça forte e destemida que começou uma jornada em prol de salvar  a sua irmã que virou cristal. Com isso, ela nega ajuda de TODOS mas no final das contas tem um grupo de 6 amigos unindo forças contra o mal que Barthandelus pode causar.

É o poder da amizade, mesmo quando não faz o menor sentido, ele se manifesta pra proteger nossa heroína super profunda.

Vejam a profundidade desse olhar

Os outros personagens também se destacam muito, apesar de terem menor importância, afinal de contas um grupo precisa de chamar toda a atenção pra sua protagonista principal e destacar todo o seu brilho icônico que a transformou num personagem de Final Fantasy tão lendário quanto Entei em Pokémon.

Lighting é tão importante que mesmo tratando todos feito lixo ainda ganha o próprio espaço. É muito carisma.

Muitos como o Juninho chamam os personagens e o enredo de pretensioso, mas a verdade é que eles são muito maiores que as opiniões de um típico hater de internet, tal como aquele babaca do Ryu do Angry Video Game Blogger.

A verdade é que o jogo tem referências cristãs e várias delas são vistas como referências ao Criador (Deus) que cria tudo e se manda sem dar sinais e tem muita gente acreditando nele, sendo que na verdade tudo é obra de Barthandelus, uma versão diferente do Papa que é um super vilão, que só teve os planos falhados por causa que ele teve um breve erro de cálculo dando poderes pra Lightning e ela os usou pra vencê-lo.

Essa cena é tão emocionante

Ele deu pra ela e seus amigos os poderes  de l'Cie pra que assim pudessem matar todos de Coccon pra que o número de mortos por eles chamasse o criador, ele poderia ter feito diferente invocando monstros mas não, Final Fantasy é sempre o ápice da  profundidade mostrando que até mesmo vilões erram mesmo que sejam erros fortes o suficiente pra culminar sua possível vitória uma vez que era quase uma entidade viva.

Mesmo que seu plano inclua uma espera de 1.300 anos e seja muito mais tardio do que simplesmente botar o terror, porque botar o terror é algo profundo e genérico, algo bem modinha nos FPS modernos tipo Bioshock Infinite.

Tá vendo, a profundidade em Final Fantasy está em TODOS os pontos, só não vê quem não quer.

O mesmo vale pra abordagem ao homossexualismo que Kuja representa. Ou ao fato de ainda existirem pessoas importantes com síndrome de down tal como Tidus.

Além de tudo, Final Fantasy é abrangente. Durma com essa.


Um Sistema de Batalha Jamais Visto

Final Fantasy XIII como JRPG é um excelente filme e já estamos carecas de saber. Square sempre foi conhecida por criar gameplays diferentes e absolutamente inovadores, mesmo que 90% dos casos sempre falhe e nunca vire tendência por motivos que desconheço.

Sempre inovando e criando a prova mais absoluta é o sistema do Final Fantasy VIII que muitos insistem em chamar de quebrado mas na verdade ele é amplo, você pega o seu personagem sem treinar, amplia a força dele e mata tudo que se move sem esforço.

Ainda acham que o sistema é quebrado só porque você fica literalmente 10x mais forte que qualquer inimigo ou chefe do jogo, que bobagem. Vocês são uns chorões.


Final Fantasy XIII vai muito além, ele pega todas as suas habilidades e as deixa guardadas pra algum outro jogo, porque o jogo é tão bom e bonito, que você não pode apreciar toda a paisagem jogando, quando o jogo é lindo, você precisa de tempo pra apreciar a beleza de tudo. Os inimigos mal se movem pra que você percebe o tamanho da beleza da grama crescendo abaixo de seus pés, é natural o suficiente que sintam medo de Lightning e seus amigos uma vez que eles são os guerreiros escolhidos do bem pra lutar contra o mal em nome da justiça e do amor.

Mas você precisa de observação pra perceber tudo isso, então criaram o Auto-Battle. Um sistema simples, do qual você troca de estratégia em meros segundos e tritura o botão de batalha como se não houvesse amanhã. Mas não é por ser um triturador de botões que ele é ruim, na verdade é a sua interpretação que está errada.

Não pense que o desafio foi limado por causa disso, você só evolui conforme a vontade do desenvolvedor do jogo, o Cristarium só te permite evoluir até certo ponto pra que você nunca fique forte demais pros chefes. Afinal RPG não precisa de treino, eles precisam é ter suas excepcionais narrativas contadas ignorando quase sempre o gameplay, porque é isso que um jogador de RPG faz, ignora suas mecânicas.


Pra isso, FF XIII é perfeito, afinal de contas, mesmo se você treinar muito, aquela batalha com aquele chefe sempre será épica e desafiadora, mesmo que você em teoria tenha um status que poderia fuzilar sua existência com um mero peido.

A função do Auto-Battle como eu disse, é te fazer desfrutar de toda a beleza impossivelmente linda de Final Fantasy XIII te permitindo assistir quase como se fosse um filme, porém com um barulho de botão esmagado no fundo. É a única diferença.

Eles poderiam ter feito tipo aquele jogo horrível Tales of Xillia, mas ao invés de ver e jogar, você só vê. Quer coisa melhor?

Tão verdade que te botam pra assistir o todo, mas controlando somente um personagem. E claro, você vai deixar a Lightning no comando sempre. Afinal... é a Lighting, ela ta na capa, você sabe né.

Então, o resto é normal, uso de itens, magias e etc, a diferença é que você tem que se preocupar só com o fato de trocar  de estratégia aqui e ali, e o Juninho até falou que alguns momentos eles vão totalmente contra a estratégia empregada mas a verdade é que essas batalhas mostram pra nós como cada personagem é humano, e mesmo contra a vontade dele (no caso, da programação do jogo) ele vai lá e age de uma maneira que provavelmente vai beneficiar à ele, mesmo que pra isso ele FERRE o grupo.

Lindos combos aéreos que você nem faz mas assiste lindamente :D

Mostrando seu egoísmo mais profundo e ainda que isso custe alguns game overs aqui e ali, afinal de contas, como você só controla um personagem, só acontece game over com a morte dele, o resto pode morrer e voltar mil vezes quase como o Kuririn, mas o seu controlado não. Te colocando na pele do protagonista, afinal de contas, você não é imortal, certo?

Há também o fato de criticarem a linearidade do jogo, ninguém reclama dos jogos de ação serem lineares, e como Final Fantasy XIII tem muita ação e pouca jogabilidade, não acham justo ele ser uma linha reta? Todos os objetivos seguem uma linha reta, por que Final Fantasy XIII não seguiria?

Sem mais, meritíssimo.

Trilha Sonora Perfeita

Num mundo calmo e tranquilo, onde as máquinas e humanos vivem juntos e tudo pode ser comprado via internet sem a menor necessidade de lojas ou pessoas por aí, qual é o melhor caminho a se tomar em relação às músicas?

Calmas. Tranquilas. Suaves. Tão sutis que você nem mesmo perceberá que estão ali ou saberá quando é uma música de batalha, de cidade ou de chefe tudo encaixando perfeitamente com o contexto que se encontra.



Algumas pequenas coisas acontecem e mudam o ritmo das coisas, tipo um planeta caindo no outro, morte em massa, monstros gigantes destruindo continentes, mas coisa sutil assim merece música sutil, pra isso vou deixar claros exemplos de músicas fantásticas feitos pelo compositor que ganhou prêmio de maior indução ao sono do Japão: Mazashi Hamauzu. Músicas tão sutis que você nem mesmo perceberá que estão ali ou saberá quando é uma música de batalha, de cidade ou de chefe tudo encaixando perfeitamente com o contexto que se encontra.

Mas guardem bem o nome desse compositor. Ele é icônico ao extremo e esse prêmio das músicas de elevador mostram como a Square Enix acertou em cheio nas músicas tranquilas adotadas pro jogo.

Não consigo ouvir sem chorar, eu sempre choro bocejando quando escuto essas músicas, vamos pular esse tópico antes que essa obra de arte me emocione em coma induzido.

Conclusão:

Final Fantasy XIII como eu disse, é a pintura abstrata dos games, aquela coisa que você que curte pode se sentir muito mais inteligente que quem não curte, simplesmente por não terem captado a mensagem emitida pelo fantástico Motomu Toriyama.

Sim, muito drama, veja a cara dramática da Fang ao segurar o cocô enquanto protege Vanille

Não é um jogo pra adolescentes revoltados salvando planetas como Final Fantasy VII, aqui o buraco é mais embaixo e temos personagens que são extremamente unidos pelo poder da amizade improvável que Lightning possui, principalmente por ela tratar todos feito lixo e todos serem amigos dela, mostrando que no fundo ela tem um carisma tão grande que até quem detesta ela, no fundo ajuda ela.

Incluindo o Barthandelus como eu disse, mas isso é um ponto de profundidade dele.

Contudo, ele tem uma falha, que é o simples fato de ter fim, mesmo que numa trilogia, das quais os dois jogos que vieram não são do mesmo nível, principalmente o XIII-2 por ter um vilão de merda que faz sentido demais. Porque essa coisa de lógica é pra fracos, nós fãs de FF XIII queremos sentimentos expostos à situações extremas como o milagre que salvou todos no final da morte esperada que diziam ser um buraco "consertado" no próximo jogo com a existência de uma deusa mas na verdade era tudo a força do amor.

Ou tudo que eu queria pelo menos.

Barthandelus, o vilão tão profundo que comete erros humanos tipo sabotar o próprio plano

Mas agora, usaram uma deusa que fodeu tudo, explicou demais e perdeu a graça. Então mesmo com duas sequências horríveis, ainda fico com a primeira parte do jogo e prefiro esquecer que essas continuações  nunca existiram, deixando assim eterno o gostinho de quero mais que a franquia atingiu nesse jogo, que é de longe o ápice de toda a franquia.

28 de outubro de 2014

Final Fantasy XIII... O VIII Não Era Ruim O Suficiente?


Ei, essa capa ta leve demais pro jogo.

Vamos ver se eu acho algo mais sincero. Que tal:


Agradeço ao Phillipe, dono do já falecido blog Scariel pela imagem que representa esse "belíssimo" game.

Mas agora, pra falar desse  jogo...

É... Eu não sei como ou por onde começar.

Sinceramente, eu venho nesse humilde post morder minha língua porque eu disse pra e todos que não havia possibilidade de existir um RPG mais tosco que Final Fantasy VIII...

...sério. Eu vim aqui pra pedir desculpas porque o XIII é INFINITAMENTE pior.

Eu nem sei o que o VIII poderia ter de melhor que o XIII. O VIII perto dele é simplesmente uma masterpiece.

Vamos por partes, se você gosta do VIII a chance de você não ligar pro quão sólido é um sistema ou não se importar tanto com diálogos e narrativa de um RPG são bem altas.

Mas sinceramente, se você gosta do XIII ou você tem um gosto bem inquestionavelmente ruim ou tem um nível de exigência menor que a quantidade de membros do fã-clube do Homem-Formiga.

Vocês tem ideia? Se você jogou você sabe que eu não estou exagerando em nenhum ponto. Toriyama tem o talento inexplicável grande pra fazer merda. Minha nossa, o cara surpreende criando merda à níveis que não estamos acostumados, estamos falando do mais alto e estratosférico talento pra bosta.

Nossa que legal a índia chinesa do fundo. Quem é essa galera na frente dela?

Mas... Tudo havia mal das pernas, Sakaguchi pediu arrego depois do IX, o X dividia opiniões em termos de qualidade e fora feito com um dos colaborados de Sakaguchi e depois deixaram nas mãos da galera do Tactics a função de aproveitar o resto que podia da engine do XI (que era pra ser online HA HA HA) pra criar um novo jogo e bingo. Tiveram o FF mais completo de toda a série que é o XII e eu já até falei dele e expliquei os motivos pelo qual digo isso.

Entre eles veio o X-2 que ninguém lembra e quando lembra só ignora ou odeia. Porque ele é uma piada muito forte viva. E ele foi feito por um cara muito especial que vou falar.

Então, pegaram uma franquia que já estava morta e se arrastava mais do que um zumbi do The Walking Dead e depois de um jogo tipicamente decente rejeitado eles fizeram o que:

"Ah, foda-se essa bosta, vamos pegar aquele cara que matou Parasite Eve, a gente joga o jogo nas costas dele e se a franquia morrer a culpa fica toda pra ele."

Sim, assim nascia a brilhante ideia de usar Motomu Toriyama como diretor de uma franquia ruim que já se arrastava de forma simplesmente bizarra...

Motomu Toriyama, o cara que de tão bom ganhou sua própria placa de trânsito

Como a série andava mal das pernas e o Toriyama  precisava de um emprego, ele tinha um novo jogo pra fazer. Afinal de contas o seu último trabalho era qual?

Final Fantasy X-2. Jogo do qual nem preciso fazer piadas por motivos mais do que óbvios.

E deram pra ele uma coisa super perigosa chamada Carta Branca. Ou seja, ele estava livre pra executar suas ideias idiotas com todo o gás e força possíveis.

Então Toriyama com seu pirulito de Dipirona tiveram a ideia genial de mudar o formato pra algo ainda mais chato, ainda mais arrastado porque com seu gosto bizarro ele acha que todo mundo adora coisas idiotas como meninas com voz de rato, princesas bancando de durona ou mesmo pirulitos de dipirona.

Esperem só pra ver quando chegar na parte da mãe do ano. Não, vocês definitivamente não leram errado.

"História? O Que É Isso?"

Vocês querem meu parecer sobre o jogo e aqui vai ele. Começando de leve, esse jogo é um aborto expelido com tanta velocidade que bateu na parede e desmanchou, e nem os lobos uivantes famintos quiseram comê-lo de tão podre e fedorento que estava.


A história dessa abominação abortiva já começa errado pelo formato. Você deve estar se perguntando o motivo e eu digo, o jogo começa bem "depois do começo", ou seja, o prólogo e tudo mais será contado depois MAS o problema está no Datalog.

Porque o Datalog tem coisas que a história não mostra e só aparece depois que você tá jogando um certo tempo e acaba que não faz sentido.

Em vários e vários momentos você vai ver muita coisa que não fará sentido e depois o Datalog mostra uma coisa que aconteceu entre os eventos incoerentes ou o que rolou antes mas só DEPOIS que você viu uma cena desconexa.

Percebem como isso é totalmente retardado? Esse tipo de coisa deveria ser normalmente pra explicar de forma resumida tudo que você já viu até agora mas ele tenta fazer isso e nesse ponto até funciona mas tem vários e vários elementos e trechos da história que sem ele não farão sentido e o pior de tudo, só são revelados conforme você vai jogando e DEPOIS de ter ficado em dúvida sobre algo.

Isso é, QUANDO MOSTRA.

"Mas eu acabei de dormir 28 horas em seguida, de onde veio tanto sono...?"

Um exemplo bem notável é o fato de Snow ter sido capturado por Fang e do nada os dois aparecem juntos pra te ajudar. O Datalog mostra DEPOIS que eles aparecem que na verdade Fang estava infiltrada esperando alguém pra poder dar o bote e tudo mais. Mas... O jogo simplesmente não mostra e quando aparece no Datalog é consideravelmente pouco depois de ver a cena do jogo do qual os dois chegam e tudo fica no ar, aí você lê o Datalog e tem uma vaga ideia do que rolou porque nem mesmo explicado de forma detalhada ou objetiva....

Um outro exemplo é quando se chega em Gran Pulse, vamos à um lugar onde temos que fazer caçadas com estátuas pra liberar o caminho que passamos mas essas estátuas ganham armas conforme vamos fazendo missões (???), nos ajudam enfraquecendo um chefe cortando o rabo dele (??????), e sequer faz sentido a participação deles na narrativa e eles não estão no Datalog.

Não adianta falar "ah é só gameplay", porque não é, essas cenas tem diálogos e cutscenes e o caralho a quatro, se algo é abordado na narrativa ESSE ALGO TEM MAIS QUE SER EXPLICADO SIM! PORRA!

Oi, eu sou a Lightning e tenho o carisma de uma capa de CD do Nirvana.

Mas apesar do formato desconexo a história é boa...

...pra fogo.

Antes de mais nada, muitos dos diálogos são completamente mal escritos ou incoerentes com o contexto em que se habitam. É bem fácil rir de como determinadas coisas são terríveis de tão engraçadas pelos motivos errados. Tipo um dos generais que fala pros soldados atirarem em todos, e um soldado fala:

"Mas senhor, não vamos atirar em tudo, e as pessoas?"

E ele diz:

"Mas quem você acha que está amedrontado com os l'Cie de Pulse, não sou eu, nem você, nem Sanctum, e sim as pessoas."

Que jeito inteligente de proteger as pessoas do medo delas: ATIRANDO!!!

Yaag, você é um gênio e merece uma foto em sua homenagem:

Farei um cartaz com a foto desse gênio.

Mas eu perdi o foco em meio à tanta "poesia".

Enredo não é o maior o maior mérito que a Square já teve com Final Fantasy mas o XIII conseguiu ser mais besta colocando milhões de cutscenes e guerras pra ser meramente uma briguinha de deuses contra eles mesmos causada de propósito pra um planeta cair em cima do outro e chamar a atenção do criador.

Não entendeu? Calma aí.

A Square não é de hoje que tenta fazer jogos pra ocidentais ou que os atinja e ela fez uma nova história em 3 capítulos (no caso, 3 jogos) do qual essa bosta conta basicamente algo como um deus maior (Maker) que tava coçando saco do nada criou tudo.

Esse criou outros deuses menores, no caso, os Fal'Cie. Esses Fal'Cie administravam tudo e queriam chamar a atenção do criador. Olha bem, essa ideia já é ruim, mas olha o que fizeram pra chamar a atenção...

Simplesmente criaram a vida, os monstros, a tecnologia e os pastéis de chá de boldo, e do nada criaram uma cidade voadora que é mais ou menos tipo o planeta do senhor Kaioh de tão pequeno e o objetivo era "simples".

"Credo, eu to participando dessa história?"

Criar a vida em ambos, ou seja, no planeta criado (Pulse) e no novo planeta que é basicamente uma metrópole voadora (Cocoon) e o objetivo era simples, marcar pessoas como os l'Cie que viriam a ser os enviados dos Fal'Cie que teriam uma missão, chamada de Focus pra cumprir.

A missão do seu grupo é simples: o Ragnarok, ou seja, destruir Cocoon.

O problema é que essa missão é idiota, destruir Cocoon, de forma que o planeta cairia sobre Pulse gerando uma grande catástrofe pra chamar a atenção do Maker, mas você deve estar se perguntando:

"Se os deuses que criaram tudo querem destruir tudo, por que eles mesmo não destroem?"

Porque tá na ficha deles do Datalog que vai contra a natureza deles destruir tudo que eles criaram, então pra  isso esperaram 1.300 anos, ou seja TREZE séculos (referência obrigatória) pra gerar uma guerra inexistente entre os dois planetas que no fundo era só uma forma de fazer o planeta menor cair no maior pra chamar atenção de um deus que criou tudo e foi coçar saco em outro lugar.

Melhor ainda, o motivo de escolherem humanos pra realizar o Focus é o que o poder dos Fal'Cie seria supostamente limitado e dos humanos seria infinito, porque eles sonham, amam, vivem e... MEU DEUS, ESTOU MORRENDO DE DIABETES COM TANTO AÇÚCAR!

Perceberam como é idiota, é como se o Toriyama falasse que é isso mesmo, e foda-se e no final mandasse aquela pose:


A única ideia interessante por trás de todo o conceito é que os l'Cie tem uma missão e se eles não cumprirem eles viram monstros e se conseguirem eles viram cristais. O fato deles lutando contra o Focus e pra sobreviver em meio à tudo aquilo é uma ideia muitíssimo da boa mas totalmente jogada no lixo porque o foco do jogo acaba por ser inteiramente baseado nos deuses e em toda sua frescura.

Quantas histórias boas poderiam ter sido gerada com essa ideia usada como base...? Mas não, o tal Toriyama chupando seu pirulito de Dipirona acredita mesmo que todo mundo só gosta das coisas bizarras que ele gosta, tipo pimenta malagueta no café da manhã ou pastéis de chá de boldo. E com isso arruinou a única parte boa de todo um universo idiota que ele construiu.

Um universo que como eu disse, tenta pegar os ocidentais por diversos motivos e o mais forte deles é apelar pra "referências" ao cristianismo, como por exemplo o Maker que seria o Deus, Fal'Cie que seriam uma espécie de Jesus e os l'Cie que seriam seus discípulos, OBVIAMENTE não é tudo na cara, mas tem formato de história bíblia em vários tons e basta ver como o formato é transmitido e rapidinho um jogador mais atento pode observar isso. E mais que obviamente não é literalmente copiado, algumas coisas foram levemente modificadas como por exemplo ter mais de um Jesus.

Afinal de contas, o plural de Jesus seria Jesuzes? Enfim. Não importa.

Bestiário ou Fauna Local, como preferir

Geralmente Final Fantasy tem dois tipos de monstros... Os do grupo e os de fora do grupo. O elenco do XIII provavelmente só não é o pior elenco porque o VIII existe, mas perder pro VIII em termos de personagem é totalmente natural mas chegar quase perto como o XIII não é pra qualquer um. Vamos dar nomes aos bois.

Lightning, conhecida como Lampeja ou Squall com buceta


Sabe quando eles tentam repetir um tipo de personagem da franquia e sem nenhum tipo de originalidade misturando milhões e milhões de elementos prontos de fórmula e acaba que o personagem tem o carisma de uma capa de CD do Nirvana.

Lightning ou Lampeja como eu prefiro chamá-lo simplesmente tenta ter o lado frio de Cloud misturado com o lado cretino de Squall.

A verdade é que ela não queria estar naquilo mas ela não luta contra tudo aquilo com força e determinação e sim escondendo seu lado mais doce e açucarado tornando ela basicamente uma Barbie que tenta pagar de Xena, a princesa guerreira.

Misturando tudo isso, ela é na verdade um Squall com buceta, falhando nas partes que tenta ser badass como Cloud... Com tudo isso somado, seu lado cretino grita, seu lado badass falho e no final de tudo ela acaba sendo um péssimo personagem mas em vista de tantos outros ela acaba sendo o máximo porque pelo menos o visual dela não me deu vontade de vomitar um aborto.

Em resumo ela acaba eventualmente sendo ignorada e tratada de forma que estando ali ou não ela nem faz diferença. O que fez essa garota ganhar muitos fãs é o fato dela socar Snow loucamente. Mas convenhamos que isso é um puta ponto positivo.

Sazh, o Lionel Murphy ofensivo


Provavelmente você não entendeu porque acabei de chamar Sazh de Lionel Murphy... A verdade é que ele é a cara do Lionel Richie:



...mas tem a personagem de negro babaca bobo e fracassado de qualquer personagem do Ed Murphy..

Então... Eu acabei gerando Lionel Murphy ou Ed Richie e a galera durante uma discussão virtual acabou preferindo a primeira opção. E pra mim tanto faz, ele é tosco o suficiente pra eu nem querer jogar com ele. E enquanto personagem ele também é uma bosta porque nada nada era um cara focado em trabalho que durante um dia com o filho, passa um cometa e ele faz um pedido.

Aí ele pergunta pro filho dele o que ele tinha pedido e o garoto responde:

"Ah pai, você ta sempre com cara de cu, poderia ser mais divertido"

E daquele dia em diante, o mal-humorado Sazh se tornaria o retardado mental fracassado com cara de estuprador que o jogo te apresenta e faz questão de te dar vários e vários momentos do qual se é obrigado à jogar com essa coisa tosca e de personalidade retardada.

O cara é tão panaca, que mesmo sabendo que a Vanille é parcialmente culpada pelo destino trágico de seu filho, ele não tem coragem de matar ela porque sabe que não foi por causa dela, e aí toma uma decisão bem padrão em jogos do tipo, deixar ela viva e dizer que o que ela fez está feito e matar ela não ia trazer o Dajh (filho dele) de volta. Mas precisava mesmo dizer um coisa como:

"Você pensa que morre e tá tudo certo? Você acha mesmo que morrer vai transformar tudo em açúcar e arco-íris?"

Falando francamente, na prática ele é bobo, retardado, fica fazendo poses quando atira e tem um background tosco pra justificar tamanha pegada de personagem fracassado de forma que eu achei um estereótipo totalmente ofensivo de "negão bocó" de filmes genéricos hollywoodianos.

Mas nunca que ele é o pior personagem afinal de contas...


Snow, conhecido como Nevinha ou Saco de Pancadas


...temos Snow. Que é um completo idiota.

Ele até tem uma ideia boa de personagem órfão que quer juntar uma família e superar a velha tristeza clichê de todo órfão seja de filme ou jogo mas ele acaba sendo estúpido porque tem uma coisa que o torna COMPLETAMENTE INSUPORTÁVEL.

Sua personalidade retardada de metido à super-herói sendo que na verdade ele só se fode.

E só apanha. Lightning e Fang deram uma boa surra nele, principalmente a Lightning que deu MUITO soco nele e a Fang deu uns dois chutes e ficou satisfeita.

Não foi por "ah ele num bate em mulher" que ele apanhou, ele apanhou porque é um fracassado que não pensa direito mesmo.

Como se não bastasse o jogo também chama ele de idiota porque ele é o líder de uma organização que tenta parar a guerra mas a guerra é "fictícia", ou seja, ela não existe de verdade e sim como mera ferramenta de deuses pra fazer Cocoon cair em Pulse. Então é como se o jogo também anulasse a proposta dele do jogo inteiro e o chamasse de imbecil.

Acho que a única coisa de super-herói que ele tem é o poder de cair de prédios gigantescos e não morrer. Porque isso acontece duas vezes.

Hope, o menino Esperança e também filho da MÃE DO ANO!


Lembra da mãe do ano? Então. É a mãe do Hope.

Antes de falar dele eu PRECISO falar dela. Porque ela sozinha consegue ser uma das coisas mais estúpidas que eu já na minha humilde e curta vida de 100 e poucos anos.

Vamos imaginar uma situação. Existe uma guerra da qual Snow tenta impedir mas ele acaba sendo obrigado a combater, então ele pede ajuda de voluntários e entre eles a mãe de Hope se oferece. Mas Snow a rejeita mas ela insiste em ir. E diz uma frase "lindamente poética":

"MOM'S ARE TOUGH!"

Mamães são duronas? Sei não hein...

Ela não sabe nem segurar uma vassoura, imagina uma arma de fogo...

E o que rola depois disso? Ela abandona seu filho NO MEIO DA GUERRA e vai ajudar um estranho sendo que ela nunca segurou numa arma de fogo antes. E do nada se sacrifica pra salvar Snow e morre por causa dele. Até falei dela aqui num determinado momento aqui com vídeo e tudo.

Pera, ela abandonou o filho pra se sacrificar por um estranho. Sério?

Fiquei tenso, quase desliguei o meu Xbox 360 quando jogava essa parte e muito mal o jogo tinha acabado de começar, eram parte dos primeiros minutos.

MAS OLHA COMO ESSA MULHER É IDIOTA!

E o Hope é insuportável em boa parte do jogo por causa dela porque mesmo ele tendo visto TUDO de forma muito clara e objetiva, ele simplesmente culpa o Snow por isso e fica com todo ódio do mundo dele.

Mas... Se ele viu ela abandonando ele e depois se matando pelo cara, ele deveria é ter orgulho de ter visto a mulher mais idiota do mundo batendo as botas mas ao invés disso fica lá chorando as pitangas falando que é culpa do Snow.

E não vou mentir que ele melhora um pouco mas o "progresso" do Hope é simplesmente perceber o óbvio e acaba sendo tão idiota como quase qualquer outra coisa do jogo. Espera só até eu falar do gameplay que vão ter certeza do que eu to falando.

Vanille, conhecida como "Menina Retardada da Voz de Rato" ou Baunilha


Vamos começar pelo nome, quem teve a brilhante ideia de botar o nome dela de Baunilha em francês? Só porque ela é a menina kawaii açucarada e retardada do jogo? Precisava de algo além do visual retardado e do andar de patricinha de Beverly Hills pra isso? Mas não, botaram o nome e uma voz forçada e irritante que parece os ratinhos de qualquer episódio do Tom e Jerry.

Vamos pegar como base um outro jogo, então... Que tal The Legend of Dragoon?

Meru é uma personagem kawaii, fofinha, que fica toda serelepe e pululante e... Ela não é chata. Mas sabe por que ela não é chata? Porque independente da excelente backstory dela, ela NÃO é forçada, NÃO é um saco e se tivesse dublagem provavelmente não teria uma voz de rato ou do Tico (sim, do Tico e Teco).

A dubladora da Baunilha deveria ter sofrido de um GRAVE retardo mental ou seria uma interpretação de uma personagem já assim em japonês? Porque não faz sentido ninguém ter esse tipo de voz. E digo mais, ela precisa MESMO rebolar em batalha? Andar com braços balançando feito uma maluca que não tomou o remedinho na hora certa? E também precisa gemer quando bate ou apanha.

Se você não jogou e acha que é exagero ou jogou e acha que eu to mentindo... Que tal isso?

 
Parece que a garota anda com um vibrador... Bem posicionado. Se é que me entende. Porque não tem cabimento ela ter uma voz tão forçada à ponto dela parecer uma retardada quando fala e uma atriz pornô quando luta.

Aposto que se você acha ela sexy, nesse momento se sente um pouquinho pedófilo. Nem que  seja um pouquinho.

Vanille é tão insuportável e açucarada que não sei como Lightning não deu o mesmo murro nela que deu em Snow. E ela merecia pelo mero tom de sua voz.

Ela fala com um chocobo também, não tem como levar essa retardada á sério.

Fang, a sem graça que ironicamente se beneficia com isso...


Literalmente, é assim que dá pra definir ela.

Sério? Não acredita. Ela assim como Vanille é uma l'Cie de Pulse. Ou seja, que veio pra fazer Cocoon cair em Pulse, foder tudo e finalmente se libertar dessa merda que vive. Tanto ela como Baunilha falharam em suas missões e foram cristalizadas.

A missão delas no passado foi cumprida? Elas voltaram com algum motivo realmente decente?

O que você espera como resposta vindo do cara que escreveu um jogo num ritmo pior e mais sem graça que o Sakaguchi? Você literalmente esperava isso?

Sinto muito...

E no final de tudo, ela acaba por ser uma personagem meh, totalmente sem graça e que não tem muito o que contar pra atrapalhar, ela não oferece grande coisa além de um visual realmente sóbrio e genialmente bem feito.

Num mundo de personagens sem nada a oferecer como Lightning e Hope ou personagens ofensivamente idiotas como Sazh e Snow ser sóbrio e sem graça é uma vantagem tremenda. Afinal, ela pelo menos não ofende.

Tanto é que eu jogava com ela no meu grupo. Ao lado de Lightning e Hope mas não era porque eu gostei deles e sim porque eram os que menos me ofendiam.

Ela não é mesmo apaixonante? Olha como ela maltrata o Snow. É lindo.

Lightning é sem graça mas é útil, Hope é risível mas ofende menos que Sazh, Snow é patético mas irrita menos que Vanille e a Fang é legal visualmente pelo menos. Pronto. Temos um JRPG onde um grupo foi formado meramente por eliminação.

Ah, e a Fang morrre no final com a Vanille e não vai aparecer nos jogos seguintes. Porque o único personagem visualmente decente dessa abominação abortiva vai e morre logo de cara no primeiro jogo sem chance de retorno nos outros.

Parabéns Toriyama, você erra até quando acerta. Você tem o "Toriyama" no nome não é à toa. Ao menos a Fang deu uns bons chutes no Snow. Ao menos nisso você merece crédito.

E as músic..... ZZZZZZzzzzzZZZZZzzzZZZzzzZZZZZ

Que fique bem claro, não sou fã do Uematsu, PORÉM as músicas dele não ofendem.

Exceto pelo FF VIII e X. São bem tediosas em ambos os casos. Então nesses casos ofende mesmo.

Mas... ele faz muitas "musiquinhas". Ou seja, tá lá, não incomoda mas não me chama atenção. Eu sou um cara super ligado à músicas e Donkey Kong Country 2 foi o primeiro jogo que me fez parar pra apreciar o som lá quando eu ainda era um garoto...

Uematsu tem sua meia dúzia de músicas decentes, tem a de batalha do VII e IX, a de chefe do VI e mais uma ou duas das quais não me lembro.

Caralho, até os monstros dormem com o Hamauzu.

Mas... Hitoshi Sakimoto que fez a OST de FF Tactics e XII não me empolga, pelo contrário, dormi 3 vezes jogando FF XII como eu disse no meu post mas as músicas dele são indutoras de coma total. Eu recomendo fortemente porque curou minha insônia.

E quando eu penso: "Ah, nada pode ser mais tedioso que o Sakimoto"... Me aparece os "trabalhos" de Masashi Hamauzu, que por sinal fez algumas músicas do X.

Agora sim, estou começando a entender como funciona o esquema de chatice... O X fora feito pelo Toriyama em boa parte, e isso já é um  péssimo sinal. Esse era só mais um sinal que eu realmente num deveria mas eu fui abrir a boca pra prometer que ia jogar essa bosta...

E sério, eu demorei 4 semanas pra terminar o jogo, o ritmo é um saco e digo e repito, músicas são importantes em jogos longos, principalmente quanto mais longo ele for, mais importante será as músicas pra que você não enjoe delas e boa parte dela te atinja, tipo Mass Effect 3 que boa parte das missões repetitivamente chatas são salvas pela FANTÁSTICA OST do jogo. É assustadora de tão boa enquanto essa do FF XIII conseguiu ser ainda mais chata que os padrões de Uematsu e Sakimoto.

"SE QUER ANDAR COMIGO, TIRA LOGO ESSE SOM DO HAMAUZU, SEU BOSTA"

Muito mais MESMO! Eu dormi 3 vezes jogando FF XII numa campanha que durou em torno de umas 60 horas e eu em menos de 20 no XIII já tinha dormido jogando inúmeras vezes.

Sério. Literalidade total nesse aspecto. Cheguei ao ponto de dormir sentado e acordar com a porra do controle caindo no chão. Maldito seja essa Hamauzu, me fez quase perder um controle de Xbox 360. Maldito seja.

Depois fui ver o cara é super conceituado. Mesmo com músicas super bregas cantadas à cada dez segundos e uma música de batalha que consegue transmitir tédio sendo chata e feita com violino.

Mas... O problema não está no violino, quem pega e faz direito tem uma ou duas coisas pra ensinar.

Quer um exemplo claro? Aprende com o mestre Motoi Sakuraba. Olha o que é uma música de violino que é tema de batalha mas ao mesmo tempo é linda e nada tediosa.

Droga, eu tenho Tales of Xillia em casa original e to me torturando com esse lixo que só me faz dormir.

E A Direção Artística...

...sério que acham boa?

Me digam, personagens com cara de porcelana não são legais e me digam abertamente, vocês não acham ridículo um visual mangá esdrúxulo exagerado no físico de um personagem realista, humano e com cara de louça?

Muita gente diz da direção de arte e eu considero super sem graça. Vamos combinar que um cara loiro, alto, com barba aparecendo de leve usando um sobretudo gigante gritando que é um herói não colabora com isso.

Mas Final Fantasy sempre teve monstros bem legais, e alguns até são como esse:


Não é a melhor coisa do mundo, mas tem alguns melhores e outros piores, mas no geral esse jogo tem bem menos monstros legais, porque a maioria é totalmente retardada e idiota.


...tipo isso.

Os monstros de fora do grupo em geral melhoraram muito depois do VII, principalmente no X e XII, e do nada aparece isso. O melhor que podem fazer é isso?

Nomura, o que você tem na cabeça? Uma viga de construção que faz barulho de sirene?

Vai me desculpar quem gostou, mas visualmente todos os personagens são sem graça ou ruim. Nenhum além da Fang foi meramente satisfatório pra mim. A Lightning foi meh, Snow, Vanille, Sazh, são toscos e o Hope lembra visualmente o Leo do Tekken numa versão adolescente e isso definitivamente não é um bom sinal.

O Leo bate legal. Mas é tosco de doer visualmente.

Mas aí você descobre que "o" Leo é "A" Leo. Sim, é uma mulher.

Minha nossa, que combo. Leo e Hope de repente parecem ainda piores.

"Sistema": Esmagando Botões Com IA Ruim


Pode parecer um bocado de exagero mas METADE do jogo é batalha e a outra metade é assistir cutscenes.

Mas aí você me diz:

"Poxa Juninho, o jogo não tem cidades, nem NPC's, nem muita história, nem narrativa, o Datalog é uma bosta, as músicas causam sono mas PELO MENOS as batalhas prestam né?"

E eu digo:

"Não, é uma bosta muito da mal cagada com hemorragias de uma hemorróida mal curada."

Aí você vira e me diz que eu to exagerando e que o sistema só é descomplicado e eu reajo assim:


Sinceramente, o sistema desse jogo é (mais) um dos motivos pelo qual odeiam esse jogo.

Vamos por partes, o que temos à disposição.

Inicialmente personagens com diferenças notáveis, Lightning é equilibrada, Vanille e Hope são melhores com magias e curas, Sazh é equilibrado mas voltado pros buffs e Fang e Snow são os "sentinels" do jogo, ou seja, eles são praticamente força bruta com umas características de defesa elevada.

O sistema consistem em Paradigm Shifts, e eles são estratégias prontas, e as estratégias são variáveis em Commando (ataque físico), Ravager (magias de ataque), Medic (Magias de cura), Saboteour (status negativo nos inimigos), Sentinel (são os "alvos" pra que os inimigos ataquem neles e deixem o resto do grupo se curando enquanto eles aumentam a defesa gigantescamente) e Synergist (buff nos aliados).

O conceito por trás de montar estratégias com essa variedade é interessante, se bem usado. Mas TUDO além da mera ideia do sistema é ruim.

Literalmente tudo.

Existe uma barra de Stagger em todos os inimigos e serve pra que? Pra deixar o inimigo enfraquecido, essa barra só aumenta com danos físicos pra que ela não caia rápido demais e com magias (que aumentam e muito a porcentagem) mas com elas a barra enche mais fácil, ou seja, misturar dano físico e mágico combinado. Algo como RAV/RAV/COM resolve.

Porém... Depois que o inimigo é enfraquecido, você vai lá e usa COM/COM/COM e bingo. Matou os inimigos.

Sabe o que é ruim nisso tudo? O jogo é INTEIRAMENTE baseado nisso. Totalmente MESMO baseado nisso. Tudo que você enfrenta é com base em:

"Magia + Ataque físico = Stagger e depois ataque físico de novo"

Stagger again, and again, and again...

Isso é a fórmula da jogabilidade inteira do FF XIII. Tudo se resume à isso. E é monótono pra cacete. Mesmo que no começo você acha que não é, eventualmente vai se tornar porque tudo é com base nisso. As magias praticamente perderam a sua importância como algo que gasta MP pra causar um dano maior, aqui não tem nada te limitando, você vai usando magias como se não houvesse amanhã e depois aumenta o status de Stagger usando ainda mais e depois fecha a luta com dano físico ridiculamente aumentado.

E a IA do jogo é uma outra bosta problemática que acentua ainda mais os problemas desse gameplay.

Pelo motivo mais óbvio, quando se começa o jogo e pega um trio, o jogo deixa bem claro que o sistema é baseado em "ordens", ou seja, você controla um líder que dá ordens pro grupo, quando você muda de estratégia você tá dando uma ordem e quando você mira em um inimigo é pra todos fazerem o que suas estratégias dizem em relação à ele. Ou seja, se for um buff vai ser pra se proteger dele, se for um status negativo, vai ser um que afete ele e se for magia e ataque físico, obviamente voltado pra acertar ele.

Mas.... Por que seria um problema?

Porque em MUITAS (eu disse muitas, no sentido mais forte da palavra) você vai lá, acerta os inimigos e quando você causa o Stagger, que é o momento onde você pode enfiar o World Trade Center na bunda dos inimigos... O terceiro aliado especificamente começa a fazer algo totalmente random. Como usar outra coisa de outro paradigma ou usar o paradigma que você escolheu em outro inimigo.

MAS PORRA! E A LÓGICA QUE O SISTEMA ME APRESENTOU SERVE PRA QUE??????? PORRA!!!!!!!!!!!!!!!!!

VANILLE, SUA RETARDADA, É PRA BATER NO INIMIGO COM STAGGER AQUIIII! AQUIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!

Vários e vários momentos do jogo se tornam difíceis pelos motivos errados, como a batalha de Lampeja e Esperança contra um monstro que muda de característica toda hora, ou seja, se ele é forte a trovão e fraco à gelo, ele do nada muda pra forte a fogo e vulnerável à trovão. E mesmo na sua troca, o Esperança vai lá e usa uma magia que não deveria e acaba por causar nenhum dano ou pior, dar HP ao inimigo porque ele absorve os danos do qual é forte naquele momento convertendo em HP.

Isso é uma falha absurdamente ridícula, uma vez que a habilidade Libra (ou o item Librascope) faz o Scam e ao trocar de estratégia o jogo mesmo já bota a mais adequada no "auto-battle" do jogo.

Isso torna as batalhas longas porque o chefe tem HP demais pra você naquele momento e ainda por cima tem que se preocupar com a falha da IA do jogo em beneficiar ele. No caso, você luta contra o chefe e contra o jogo por esmagadora parte do tempo, tal como a luta com Barthandelus onde tem várias partes do corpo dele a ao causar Stagger o terceiro aliado começa a atacar uma outra parte dele, atrasando a batalha.

Mas aí você fala:

"Ah, é só treinar que fica tudo certo."

Errado. O jogo te limita no Crystarium, que é tipo a Sphere Grid do X. Mas diferente de lá, que você escolhe como vai evoluir e o que vai evoluir e principalmente o quanto vai evoluir, no XIII não é assim.

O jogo expande o Crystarium após cada chefe mas isso impede meu treino, ou seja, o jogo sempre vai me barrar com um número máximo de características e me obrigar a usar upgrades inúteis nas armas  ou contar com a sorte por causa da IA retardada do jogo. E isso faz o que?

Esse limitador torna as batalhas difíceis por motivos errados, torna as batalhas longas porque o jogo não te permite evoluir como bem entender como em todo e qualquer RPG normal.


 
Vou usar como exemplo o recém falado aqui: Tales of Eternia.

Quando você chega num lugar estando no nível normal ou fraco, você ganha um determinado número de experiência. Então, quando você vai ficando forte e mais forte e mais forte... Chega um ponto que você tá atropelando tudo daquela dungeon sem o menor  desafio e a sua experiência cai pela metade.

Isso é uma manobra inteligente do jogo estufar o peito, bater no seu ombro de forma amiga e dizer:

"Olha parceiro, você já tá muito forte... Tipo... PRA CARALHO e você é meu orgulho. Mas agora pode ir em frente"

Lembrando que você não é impedido de continuar ali, caso queira a experiência só vai diminuir, e seu treino será menos recompensado porque exige muito menos esforço. Isso é uma boa lógica aplicada.

Mas "polimento" e "Final Fantasy XIII" na mesma frase só pode ser algum tipo de piada...

Primeiro de tudo, por  70% do jogo você ficará focado apenas nos Paradigm Shift que o jogo quer e do nada eles te dão todos à disposição, cometendo assim o mesmo (grave) erro de Final Fantasy XII onde mesmo que não fossem 100% iguais, todo mundo poderia ter tudo e ficariam EXTREMAMENTE parecidos.

Isso é um saco. Principalmente quando o sistema te apresenta eles de formas diferentes, e do nada muda pra algo que me permite deixar todos iguais. Isso é tosco viu Square, TOSCO!

E depois de tudo isso, a execução do gameplay é basicamente isso:


BUTTON SMASHER!!!!!!

Imagina um RPG baseado em "auto-battle". Ou seja, você troca o paradigma e soca o botão como se não houvesse amanhã, aí feriu, troca o paradigma e soca de novo, aí deu stagger, troca o paradigma e faz o que?

METRALHA O BOTÃO DE NOVO! SANTA ESTRATÉGIA!

É só isso. Não existe muita estratégia envolvida na prática, só na teoria, mas como tudo é Stagger + ataque. Então acaba ficando chato.

Bizarro é que o jogo é tão retardado que às vezes o próprio jogo scaneia o inimigo pra você e te entrega tudo que precisa, logo nem precisa experimentar magias diferentes e o pior de tudo, as magias vulneráveis só causam mais stagger, não há muito dano envolvido. Por isso o sistema INTEIRO é baseado nessa ideia que se bem usada, poderia ser boa. Mas só ficou repetitivo e monótono pra diabo.

E tem o sistema de Upgrades nas armas. Mas... Por que é idiota? Porque o jogo te dá dinheiro NENHUM.

Ou seja, existe loot. Aqueles itens que você compra pra vender. Mas esses itens causam os upgrades das armas. Então... Ou eu fico com grana ou fico com armas upadas. E o sistema não tende à um lado ou outro e sim os dois, e acaba que ou você vai ter que escolher.

Pior ainda, o upgrade é completamente aleatório, não existe NENHUM (literalmente) tipo de pista nos itens que usamos pra isso possa nem que seja brevemente ajudar em algo como:

"Ah, se eu usar o item que tem fogo na descrição, vai me dar resistência ao fogo"

Não. Não tem nada e acaba por ser puramente tentativa e erro da forma mais retardada possível e com isso as armas passam de nível mas o dano delas só é executado no Stagger, então o dano normal delas acaba sendo inútil e favorecendo ainda mais pro jogo ficar 100% FOCADO NA PORRA DO STAGGER.

E o mais bizarro é que nesses upgrades eu sem nem tentar fiz um que reduz o life dos inimigo pela metade. Não é frequente mas foi um upgrade da arma que fez isso no capítulo 10 e durou por MUITO tempo. E não é bug do jogo e sim um upgrade possível.

A prova:


Caso você diga:

"Ah, mas é só uma foto, não tem vídeo"

Bingo, Juninho pensou nisso e fez esse lindo vídeo provando o que digo. É diretamente do meu celular.

Como se não bastasse, o jogo é um button smasher até em torno do capítulo 10, quando vamos pra Gran Pulse, chegando lá as batalhas ficam consideravelmente difíceis e alguns inimigos nem podem mesmo ser enfrentados.

Até aí, tudo certo, mas os que podemos enfrentar nos recompensa com MUITA experiência, mas olha que retardado...

...você vai chegando aos eventos finais, as batalhas ficam muito mais difíceis, exige uma estratégia que você mal usou por cerca de 70% de toda a campanha e quando você vence as batalhas elas te dão certa de 3 a 4 vezes MENOS experiência do que as batalhas de Gran Pulse.

Sabe o que é isso? É UM LIXO! UM LIXO MAL PROGRAMADO!

Onde já se viu isso? Qual o sentido dessa bosta. Dá pra ver MUITO NA CARA que foi jogado de última hora, o capítulo final é um lugar vermelho que parece mal acabado e não me surpreenderia se tivesse sido feito de última hora, incluindo as batalhas e detalhes, não me surpreenderia MESMO. É inacreditável como a dificuldade sobe do nada e ainda por cima valendo menos experiência do que antes. Isso não é nem de longe algo coerente. Gran Pulse não é uma dungeon secreta e os eventos finais são os mais difíceis de toda a campanha valendo menos experiência... Minha reação foi exatamente essa:


Mesmo o gameplay do VIII sendo quebrado por coisas que podíamos fazer com os Junctions, agora aqui é só assistir e metralhar botões. Porque ver as batalhas é legal, mas um jogo que tem como único ponto forte a parte visual, principalmente se tratando de um RPG... É sinal que tem alguma coisa errada.

Ou algumas coisas.

Ou tudo.

E quando você pensa que não pode piorar, você se lembra que o jogo é literalmente uma linha reta de andar pra frente. Somente pra frente. Não há muita exploração e nem muito o que ser feito além de andar pra frente, batalhar e assistir cutscenes. É literalmente uma reta mais bizarra que uma rodovia americana.

Poderia ser pior?

Sim. Temos summons em forma de transformers que são a beira do patético e eles sempre se transformam em veículos das formas mais patéticas e engraçadas possíveis.

Ah, e como eu já disse, não tem MP, você pode usar tudo que tem à vontade, exceto por algumas habilidades como Quake que só se podem usar gastando a barra de TP mas a maioria das habilidades de lá podem ser substituídas por qualquer outra. Como por exemplo Quake, eu posso usar Fira. Dá no mesmo já que só muda o tanto de Stagger que o inimigo toma.

Ou então pra que eu vou usar Renew que gasta uma barra de TP se eu posso usar Raise e dar um Cure em seguida. Vai dar no mesmo e nem vou usar uma porra de uma barra extra que é praticamente inútil.

Vou ganhar força na parte de magia do Criystarium... Parece tão retardado... PORQUE É RETARDADO!

Qual o motivo de eliminarem o MP? E qual o motivo pra seu HP sempre regenerar ao máximo depois de cada luta? Pra deixar o jogo AINDA MAIS FÁCIL!

Também tem a bosta do sistema de Ranks que é inconsistente ao extremo, muitas vezes eu peguei duas batalhas literalmente iguais, os mesmos inimigos e a mesma quantidade, matava rápido e sem dano e recebia 3 estrelas e do nada fazia o mesmo e dava 5 estrelas.

E muitas vezes quase morria e me fodia, demorava pra caralho, gastava tudo que tinha naquele momento e pensei: "Porra vou receber nem meia estrela"

E vinha 3 ou 4. Isso faz sentido pra vocês? Porque comigo foi TOTALMENTE aleatório. Mais uma "belíssima" falha do game, mas o que é um peido pra quem ta na merda?

Conclusão:

Falando francamente, eu nunca imaginei que eu diria isso mas o conceito por trás de personagens lutando pra sobreviver é muito bom e daria excelentes histórias mas PORRA. USARAM ISSO DA PIOR E MAIS RETARDADA FORMA POSSÍVEL!

Inacreditável o quão ruim esse jogo pode ser, um chute nas bolas vindo do Roberto Carlos (sim, aquele Roberto Carlos) ou suicídio parecem mais interessantes que isso. E na boa, nem DmC não é tão tedioso.

Na verdade nem FF VIII é tão tedioso apesar da história dele em si ser mais idiota. Mas porra, FF XIII é o pior JRPG que eu já assisti.

Porque a gente mal joga nessa bosta.

Eu nunca vi tanta falha ridícula num só jogo em um período tão curto de tempo, Final Fantasy exceto pelo VI e VII só me desagradam (por enredo) e isso porque não acho os dois que eu gosto isso tudo hoje em dia, apesar de ainda que não pareça, eu gostar deles.

O XIII é tão incompetente que exige em determinados momentos estratégias ridiculamente especificas como por exemplo ser mais rápido que o chefe, então você precisa usar Haste, e em todo caso vai ter que jogar com o Sazh mesmo não gostando dele porque ele é o único naquele momento que pode ter Haste, se você não gosta dele, o jogo ignora a sua opinião e te dá uma banana.

Todo qualquer RPG decente que se preze, permite a estratégia ao gosto do jogador e não te obriga a usar personagens que não gosta, isso é o ápice do mal feito e se foi feito de propósito não torna as coisas melhores, só ainda piores porque eles ignoraram a possibilidade de você desgostar daquele personagem.



O VIII de repente parece uma obra de arte perto do XIII. Os personagens do VIII são piores e de vomitar mas os do XIII são quase do mesmo nível, e isso é muito. O jogo é horrendo em cada mero detalhe de sua existência ao longo dos 5 anos de produção.

Confesso, estou tão mas tão surpreso negativamente que ele me ofendeu ao ponto de eu não xingar o jogo o tanto que ele merecia tanto aqui ou enquanto jogava porque eu de verdade, transcendi o estado da ofensa e de verdade... Fiquei com pena. Fiquei triste de verdade por quem é fã da franquia e MUITÍSSIMO PROVAVELMENTE se frustrou com as piores coisas possíveis num RPG.

Isso é, até chegar em Gran Pulse e TUDO DO JOGO FICAR AINDA PIOR E MAIS MAL FEITO!

Aí o ódio veio com tudo!

Personagens ruins, história ruim, música ruim, sistema ruim e linearidade total, toda história caminha de forma linear mas não à ponto de SOMENTE ir pra frente em corredores. Porque é isso que FF XIII é. Um corredor de 13 capítulos com um lugar mais ou menos aberto tentando se maquiar de menos linear mas o caminho é um só: pra frente.

Final Fantasy XIII é definitivamente o pior JRPG que eu já tive contato e tá pra nascer algo pior que esse aborto que mais parece ter sido cuspido à 400 KM/H e que acerta te acerta com toda a doçura de um feto morto explodindo em sua face.

Sabe o motivo pelo qual o VIII e o XIII venderam? Gráficos. Ou você acha mesmo que alguém jogaria o XIII se ele fosse assim:

Duvido que o jogo teria 10% dos fãs se fosse exatamente o mesmo jogo com esse gráfico.

Isso mostra o quão pouco exigente é o gamer atual, não acho nem minimamente coerente tanto esse quanto o VIII terem aceitações tão altas pra tão pouca qualidade, mas o XIII consegue descer ainda mais um poço já cavado pelo VIII. Ele é um jogo ruim, disfuncional, pra gente pouquíssimo exigente que só se importa com gráficos e não consegue enxergar o nível de falhas que o jogo carrega por estar distraindo babando ovo pra um gráfico que parece uma CG.

Honestamente, não da pra culpar quem não teve interesse em jogar o XIII-2 ou o Lightning Returns, porque o primeiro jogo dessa trilogia é absolutamente medíocre. Mas como eu ganhei os jogos, quem sabe não venham os próximos reviews?

Mas vou precisar de muito estômago... E paciência. Principalmente paciência.

29 de maio de 2014

Tales of the Abyss - O Destruidor de Clássicos.


Não entendeu o título? Eu imaginei!

Pois é, continue lendo e vai fazer todo sentido a longo prazo.

Tales of the Abyss foi meu primeiro contato com a série Tales of, mas diferente do que dizem, eu não sou um cara que se apega por nostalgia ou ao primeiro que eu jogo de uma franquia...

Mas depois de terminar esse jogo, eu duvido que qualquer outro da série seja melhor, do mesmo nível ainda vai, mas MELHOR... Não. Eu duvido!

Mas tudo isso por que?

Seguinte, o enredo de Tales of the Abyss é igual a jóia de 4 almas do Inu-Yasha.

É um milhão de pedaços pra todos os lados e você precisa juntar tudo pra ter o enredo total nas mãos.

Entende a ideia?

Mas vamos por partes, ok?

Tudo começou numa discussão do Alvanista e que veio parar no meu blog, eu digo e repito, quem é fã de Final Fantasy VIII realmente não entende porra nenhuma de coisa alguma.


Primeiro o tal fã lunático lá disse que o Final Fantasy XII era HORRÍVEL e eu joguei do começo ao fim, não é uma obra de arte mas ao menos é um jogo ok, ele nem de longe chega nas bizarrices da série como todo mundo esquecendo ou o esquadrão suicída do FF4.

Mas sério, fã de Final Fantasy reclamar do XII é um absurdo, ele é bem melhor que muita tosqueira da série.

Porém esse mesmo idiota disse que tinha jogado Tales of the Abyss e não tinha gostado.

E eu pensei:

"Se um fã de Final Fantasy VIII detesta algo, esse algo deve ser muito bom."

O Dipaula já tinha zerado e falou comigo:

"Juninho, esse cara num sabe o que fala, Tales of the Abyss é um jogo maravilhoso, ele REALMENTE não sabe o que fala."

Como eu vi uma mina fã de FF8 falar que Persona 2 é ruim e um outro cara falando que o FF12 era ruim, agora esse mesmo último fã putinha disse que Tales of the Abyss era ruim, eu tinha MESMO que verificar.

Juntei tudo, amarrei uma faixa na cabeça e desbravei.

Depois de quase morrer de tédio jogando Final Fantasy XII pelos motivos errados (ou seja, trilha sonora de bosta e que me fez dormir literalmente 3 vezes, pelo menos o enredo é legal) eu peguei ele pra jogar no dia seguinte.

Mieu, mascote do grupo, útil em puzzles e até mesmo ele tem background...

E UAU! QUE DIFERENÇA!

Sair de um jogo "ok" como Final Fantasy XII e ir pra Tales of the Abyss é como tomar uma taça de vinho tinto francês depois de engolir meio copo de água suja.

Uma diferença sem tamanho.

Antes de continuar, vou deixar claro: Tales of the Abyss não é um jogo foda, ele é O jogo foda, porque apesar do meu JRPG favorito (por motivos pessoais, etc...) ser Persona 2: Eternal Punishment eu reconheço a fodeza de Tales of the Abyss como melhor JRPG que eu já tive contato em toda minha vida. Os motivos?

Ahá! Vamos ler pra descobrir!


Suba na minha Albiore II e vamos desbravar o mundo de Auldrant!

Seguinte, Tales of the Abyss eu poderia falar tudo de bom que ele tem e ia ficar uns 29 posts aqui falando sem parar, e olha que eu nem vi tudo do jogo. Mas seguinte, vamos começar pelo enredo!

Trata-se de Luke fon Fabre, um cara que vive dentro de uma mansão trancafiado e não conhece quase nada do mundo, é um cara que poderia ser facilmente amigo da Mint do Threads of Fate porque os dois inicialmente são bem parecidos e do nada, Van, seu mestre durante um dia que não era habitual de treino, vai visitar o ruivinho e é deperado do nada com sua irmã Tear o atacando, acusando de traidor e tudo mais.

Com isso, Tear e Luke sozinhos sem querer causam uma hiperressoância e são sem querer teleportados pra fora do reino, caindo no reino inimigo e assim inicia uma jornada de volta pra casa.

Isso é o que temos pro começo, parece normal, comum, genérico ou sem graça, mas caralho... COMO ESSA HISTÓRIA CRESCE! E como fica FODA!


Sério, é inacreditável o crescimento desse jogo pra algo que no começo é TÃO SIMPLES!

É como eu falei, é tipo a jóia de 4 almas do Inu-Yasha mesmo, vários pedaços encaixando e quando você menos espera já está barbudo, fedido, sem tomar banho a 3 dias jogando sem parar e com leves pausas pra mijar e comer algo.

Mais do que isso, é spoiler, tiraria boa parte da graça como fizeram o favor de me tirar com alguns spoilers, um amigo meu (Gustavo, seu filho da puta) foi lá em casa e tinha acabado de ver o anime e me deu um MONTE de spoiler sendo que eu tava prestes a começar o jogo... Maldito seja!

Mas não farei o mesmo com vocês leitores.

Vou deixar pra vocês jogarem e descobrirem. Mas pera... Jogar? Ah sim, vou falar do sistema do jogo!

Basicamente, você tem recursos à torto e à direito.

É um action-RPG onde você controla somente um personagem e deixa o resto programado, a inteligência artificial do jogo funciona maravilhosamente bem e você jamais passará aperto, mas a graça disso está em COMO você pode fazer tudo isso.

Não achei o Menu em inglês e eu espero que você não jogue em japonês...

Existem estratégia semi-prontas, como atacar com tudo, ou defender, e etc, mas o ideal é você montar sua própria com cada personagem deixando os magos a distância, os guerreiros na frente e etc.

Ironicamente, você pode bater com os magos e muito bem nesse jogo, não são tão eficientes quanto um guerreiro mas você nunca passará aperto pela falta de TP (que é o MP do jogo) e poderá descer a porrada com eles também.

Diferente de Final Fantasy XII que é um jogo inteiramente programável e torna o gameplay chatíssimo torando 90% das batalhas algo como "ande com o personagem e deixa a batalha rolar sozinha" com tudo programado, em Abyss as coisas não são assim.

Você programa os personagens mas eles não são digamos... ROBÔS!

Em Final Fantasy XII CADA mísera ação deve ser programada, incluindo itens, ataques, magias e tudo mais, até mesmo prioridades como atacar no ar e no chão e isso é bem ousado mas na verdade na hora de jogar É CHATO PRA CACETE.

Se eu joguei FFXII foi por conta da história que era menos ofensiva e até boa por ser assumidamente simples sem tentar ser profunda, o resto foi um porre, mas aqui as coisas não são assim.

Tipo, eu ficaria feliz jogando o Tales of the Abyss mas fiquei duas vezes mais porque eu tinha acabado de sair de um jogo bom, porém muito coxinha (fria e sem catupiry), então vocês devem entender que é impossível não comparar as situações uma vez que aconteceram tão próximas.

Minha reação foi EXATAMENTE essa:
 

***Momento constrangedor** *

Continuando... No Abyss, os personagens são programáveis em coisas mais simples, mas eles não são completos retardados. Se você programa um mago pra atacar somente de longe, com magias usando determinada porcentagem do TP (technical points) ele simplesmente vai fazer, mas se um inimigo ataca ele de perto e tira muito HP dele, ele automaticamente vai priorizar a própria saúde e usar uma Apple Gel (item de cura) ou o que tiver de cura disponível no momento.

E isso é completamente variável, se ele acaba o TP, ele pega e parte pra porrada, se um personagem guerreiro bate físico e não surte efeito, ele automaticamente vai usar técnicas pra tentar assim abrir uma brecha, ou fugir na horas que tiver com pouco HP e se recuperar pra depois tentar de outras formas acertar os inimigos.

Tá vendo, são situações assim que tornam o jogo extremamente frenético de gameplay e as batalhas não cansam, justamente porque você não precisa se preocupar com a IA do jogo, já que ela é completamente eficaz.

Uma coisa legal é o fato de poder cozinhar depois da batalha, isso mesmo! Cozinhar! Um aspecto de gameplay desde os primórdios de Tales Of que te permitem recuperar parte da energia depois de cada batalha, afinal de contas você tem um número limitado de itens, 16 pra cada um deles, no máximo.

Agora, por que as batalhas são legais? Só por isso?

NÃO!

Ahá!

As batalhas desse jogo (na verdade da série Tales Of) são bem dinâmicas, divertidas e extremamente frenéticas porque conisiste em combos, mesclando variações de golpes normais, com técnicas normais e técnicas avançadas e isso aumenta e muito o leque de possibilidades dentro da batalha, e quando mais combos você fizer, mais bônus (em experiência) ganha por isso e realmente é divertido pra caralho!


Principalmente quando você começa a pegar as técnicas que misturam outras técnicas, e aí sim, tudo fica mais louco que o Batman depois da cheirada de pó com a Branca de Neve e disparamos em direção ao País das Maravilhas.

Depois de determinado ponto, você vai acabar querendo misturar técnicas, magias, overlimits e vai acabar se sentindo como se tivesse jogando um jogo de luta.

Sério! É praticamente o mesmo feeling.

O jogo ainda tem mais variações do sistema com aumento de dano em magias ou em atributos com coisas pegas ao longo do jogo e que variam de acordo com a necessidade de cada personagem, ou com sua preferência. Falando em personagens...

Antes de mais nada, só citarei os protagonistas, qualquer coisa além deles é muito spoiler MESMO. Sério!


Luke fon Fabre


Arrogante, mesquinho, chato, birrento, metido, nojento e todas as demais características que fazem ele ser amigo da Mint de Threads of Fate definem Luke, exceto pela busca de grana da Mint, porque ele já é rico, o filho do Duke Fabre.

Luke é um personagem literalmente insuportável por cerca de 20 horas de jogo, até ele mudar... Mas como ele muda? Só jogando pra saber, mas eu garanto que a cena é foda.

Luke é de longe, o melhor protagonista que eu já vi num JRPG e motivo disso é justamente ele ter amadurecido e perdido as características inteiramente "positivas" que falei na primeira frase sobre ele.

Ele tem um crescimento MUITO digno e eu diria que até muito forte, o que causa essa mudança tem tanto impacto que até hoje me surpreendo com a cena dele se dedicando a mudar, e não pensem que é como em jogos normais:

"Ah, ele fez merda, mas agora ele vai ficar no grupo de novo porque ele é o principal."

Não, o grupo rejeita ele, ele acaba provando ao longo do jogo que poderia mudar e depois prova que mudou, recuperando a confiança de todos. O mais legal é que é tudo natural, apesar do contexto de fantasia, é fácil pensar como todos do grupo em relação à ele antes e depois de sua mudança, essa naturalidade realmente me tocou.

Jade Curtiss


Jade... Jade... O cara é simplesmente FODA. Eu ainda não consegui saber se gosto mais dele ou do Luke (depois de amadurecido, por favor...). Ambos são absolutamente icônicos mas por motivos diferentes.

Como o Dipaula já disse no MeMe 2013, ele é basicamente uma mistura de Batman com Roy Mustang e Zero.

E tipo, ele deu uma suavizada, o Jade é além disso na verdade, um absurdo de forte, e ele tem uma característica ainda maior que suas habilidades e força no geral.

A sua maior marca de longe é sua personalidade... Um cara simplesmente irônico, sarcástico, debochado... Um tremendo filho da puta de se suportar, mas EXTREMAMENTE engraçado. Se eu tivesse do lado do Jade, eu realmente ia querer esmurrar ele até a morte, mas como eu só "vejo" ele (ou jogo, tanto faz) ele acaba se tornando daqueles personagens que roubam a cena e pra caralho.

Seu humor me fazia ter crises de riso, eu sempre ria quando ele abria a boca ou quase sempre. Tinha vezes que era aquele famoso guilty pleasure onde eu ficava com dó de quem ele tirava e mesmo assim chorava de rir.

Mas ele é um cara que além de tudo é misterioso e um grande gênio do mundo de Auldrant, só jogando pra ter NOÇÃO do quanto ele fez pra esse mundo e quanto a sua presença revoluciona a ciência de lá.

Uma frase que vi na internet resume ele: "whatever you can do, he can do better".

Tear


Essa é sem dúvida dos grandes personagens do jogo, Tear ao lado de Jade e Luke tem digamos... Uma importância maior, e não entenda errado, os outros não tem menos importância, eles tem até demais por motivos diferentes mas os 3 estão intimamente ligados ao universo do jogo e ao vilão.

Tear é o estereótipo da garota que ajuda o principal, mas não se engane, ela não é uma personagem vazia como Rinoa, Tear tem seus próprios problemas mas não deixam eles a afetarem de forma alguma.

Ela tem um objetivo maior, revelado a longo prazo e segue nele firmemente, mesmo que isso em partes lute contra a própria personalidade da garota, mas esse detalhe é revelado em pequenas partes do jogo, e não é digamos, jogado na sua cara, é um elemento sutil que deve ser percebido ao longo do jogo.

Além do mais, não é meramente "ajudar o principal" porque sim, os dois adquirem um laço ao decorrer do jogo de forma que os dois funcionam muito bem mas se ela fosse um personagem separado, ela também funcionaria, não é aquele caso de que é totalmente NECESSÁRIO existir um principal pra ela ser legal.

Tear é implacável com seus inimigos, uma verdadeira guerreira e com habilidades de magia incríveis ela é muito respeitada por elas.

Um detalhe interessante é como ela é ironicamente melhor em inglês, a dublagem dela dá um ar mais de "mulher foda" (tipo Mulher Maravilha, entendem?) enquanto no japonês passa essa impressão porém com uma voz mais adorável, mais suave...

Guy


Guy é um personagem muito memorável, absolutamene formidável. Mas inicialmente ele é só o amigo do principal, que é um servo da família Fabre e parceiro esporádico de espadas com Luke.

E aí eu te pergunto, só isso mesmo?

Não. Você sabe que não. E seu passado não é mirabolante ou super complexo, mas é impactante, eu fiquei embasbacado com as ambições de Guy e os motivos que o levaram a ter a vida que leva, as situações que o levaram a ter tal postura com todas as coisas.

Mas não pense que apesar da falta de complexidade, ele é menos memorável, ele é de longe dos mais carismáticos de todo o jogo, seja por sua maturidade absolutamente notável ou por ser alvo de Jade em várias partes do jogo.

Guy também tem um medo inexplicável de mulheres, e isso remete cenas engraçadíssimas mas não pensem que ele é gay ou algo do tipo, essa é provavelmente a única parte realmente complexa de Guy, da qual ele vai superando ao decorrer do jogo e quando a causa é revelada, eu vi uma causa totalmente psicológica e tão massa, que fiquei totalmente embasbacado com esse fator no jogo. Muita coragem dos desenvolvedores.

Natalia


Quem me conhece sabe que eu normalmente detesto princesas de jogos. E o motivo é simples.

Elas são retardadas, de forma geral. E esse não é o caso de Natalia. Ufa!

Quando eu joguei Final Fantasy XII o Dipaula perguntava do jogo e eu falava:

"Ah, ta normal, a história anda devagar e a Ashe é mais protagonista que o Vaan, e ela é uma princesa até legal. Em vista do padrão de princesas por aí"

E ele sempre dizia:

"Se a Ashe for UM TERÇO da Natalia ela já vai ta de bom tamanho."

A Ashe é até legal mas NÃO. Nenhuma princesa se iguala à Natalia Luzu Kimlasca-Lanvaldear. Nenhuma MESMO!

Natalia é uma mulher forte, determinada, inteligente, extremamente habilidosa com seu arco e flecha além de um talento nato pra magias de cura. A mina é filha do rei mas ela não é uma garotinha mimada, ela é uma política nata, e o povo a respeita de forma que é impressionante. Ela é a princesa de Kimlasca e honra suas tarefas todo o tempo lutando por seu povo com as próprias mãos, sendo que bem poderia enviar alguém em seu nome.

Várias reviravoltas acontecem com ela ao longo do jogo e quando ela entra no jogo, ela chega meio chatinha, depois ela se enturma e fica tudo certo, porém ela só vai melhorando e melhorando e melhorando, é um absurdo o nível do carisma dela. Natalia é provavelmente a princesa mais foda que já pintou num JRPG, e eu duvido que alguma outra seja melhor do que ela em qualquer aspecto.

Anise


Essa é outra personagem relativamente estereotipada do jogo, a garota kawaii.

Mas Anise não é meramente kawaii, ela tem background, ela não tem um passado digamos, muito complexo, afinal de contas ela é uma criança, então nada de cobrar dela o que ela não pode oferecer.

Mas ela é uma garota forte, uma maga que usa seu boneco Tokunaga como arma dentro da luta, tornando assim um urso de pelúcia gigante (e ela segurando ele pelas costas) sua arma dentro da batalha, ela é meio que o grandalhão do grupo.

Apesar de tudo, não se engane, ela é MUITO forte mesmo, tanto é que é uma das duas únicas crianças do exército de Malkuth e a guardiã pessoal do Fon Master, que por sinal a pessoa mais importante daquele mundo. Só isso.

Sentiram firmeza? Pois é, ela é a guardiã pessoal da pessoa mais importante do mundo e ela ainda é uma criança.

Mas muitas coisas também acontecem com ela de forma a torna-la memorável, sejam pelos eventos ligados à ela ou por seu humor extremamente retardado, ela me fazia rir de graça, e ela o tempo inteiro fica cantando Luke por ser filho de rico, alegando que quando crescer precisa de um homem rico que a bancasse.

E ela é bem desbocada pra uma garota da idade dela em determinadas situações deixando tudo nela ainda mais engraçado.

Além das poucas piadas sexuais que ela faz, que apesar de constrangedoras são absurdamente engraçadas. Eu me sentia culpado rindo, mas ainda bem que essa culpa passava rápido.

Mas são piadas leves, não entendam ela como fan service pervertido. Eu hein...

-----------------------------------------

Com isso deu pra ver que é até estranho escolher um grupo de 4 personagens, justamente porque todos os seis são muito legais, eu realmente não tinha um grupo fixo, eu gosto mais do Luke e Jade e eles nunca saíam mas o resto estava sempre variando, a que eu menos joguei acabou sendo Anise mas não por degostar dela, e sim por gostar mais dos outros do que dela, mas isso não me fazia deixar de jogar com ela.

Continuando...

Sim. Esse post vai ser looooongo!

Outra coisa, o jogo tem uma OST fuderosamente foda. Sim! Muito mas MUITO foda!

O jogo consiste em basicamente 3 atos, 3 grandes etapas do jogo de forma geral, e acreditem se quiser... A música de batalha muda de ato pra ato, mas o que mais me impressionou é que as músicas tem certo background com a situação de forma geral.

Eu imagino que não entendeu. Certo?

Anise em um de seus momentos mais doces...

Seguinte, a primeira música de batalha, The Arrow Was Shot, tem um climão de aventura e tudo mais, de coisa mais simples, é até uma música "boba" (no sentido de sem muita emoção) remetendo ao que eu já falei sobre Tear e Luke irem de volta pra casa, porém, claramente não é só isso e coisas acontecem, mas o foco é exatamente essa coisa mais voltada pra aventura padrão.

A segunda, The Edge Of A Decision, é mais forte, mais rápida e agressiva, justamente porque tem algo muito sério acontecendo e você PRECISA impedir, essa é digamos a parte mais de ação do jogo, onde os reais inimigos começam a aparecer e você precisa solucionar toda a treta que está por vir.

A terceira, e última, Never Surrender, é uma coisa mais melancólica, um tanto dramática e digamos, mostrando algo meio triste, uma coisa totalmente inevitável, ou seja, o confronto final, afinal de contas, a situação meio que se resolve antes da batalha final. Mas não é nada retardado, só digo a grosso modo mesmo.

Luke enquanto ainda era insuportável...
Não pensem que fica limitado à isso, os chefes, sub-chefes, grandes chefes e todas as demais situações tem suas músicas específicas de forma que são muito mas MUITO fodas, eu por exemplo fiquei um tanto quanto surpreso quando peguei o Tartarus, que é o navio de guerra do jogo e ouvi uma música totalmente diferente.

Pera, música pra navios? Sim. Tem! E ela é MUITO FODA!

Eu realmente fiquei abismado, o jogo tem uma variação sonora pra tudo, e o mesmo pra músicas de mapa, cenários, cidades, situações, cutscenes e tudo mais. Tudo MUITÍSSIMO bem encaixado.

Na verdade, essa parte sonora até ajuda nas cutscenes já que o gráfico não é dos melhores, ele é bonito mas tem suas notáveis limitações, mas as cutscenes são bem vivas justamente por conta do apoio sonoro de Motoi Sakuraba apoiado de Shinji Tamura e Motoo Fujiwara.


Vai entender porque a Namco investe em Tekken e no Tales of the Abyss investiu tão pouco em gráfico...

Não que seu gráfico seja feio, porém bem limitado se considerado à outros jogos da mesma época com maior poder visual. 

O gráfico é bonito, os cenários são enormes e ele é visualmente bem agradável por conta da estética de anime, mas em algumas situações é fácil notar que tem probleminhas aqui e ali, mas não é nada incômodo, na verdade... Um RPG por mim sendo bom de história, até um gameplay meia boca com gráfico feio eu suporto, mas aqui é pacote fechado.

E falando no enredo, a abordagem dele é de múltiplos temas. Mas como eu já falei, ele é fragmentado, nada é de graça ou corrido, tudo vai aparecendo devagar e no seu devido tempo, e com isso temos várias abordagens como religião, fanatismo, superação, aceitação, pontos de vista, amor, ódio, guerra e até mesmo discriminação, mas como eu falei, nada é totalmente JOGADO ou esfregado no seu nariz, as coisas acontecem e você tem de ver pouco a pouco e ficando sempre antenado pra não perder nada. 

Pra piorar as coisas, é necessário ficar duas vezes mais esperto porque a história é MUITO complexa principalmente do segundo ato do jogo em diante, mas ao menos, temos a função Synopsis que seria o Diário do Luke, lá através do ponto de vista dele, temos uma noção bem grande de tudo que ta havendo, é sempre bom usar ele principalmente se o Jade ou mais alguém falar algo SUPER complicado e você não entender, aí só dá uma passadinha por lá e vai ta escrito de forma resumida e simplificada justamente por ser o ponto de vista do Luke.

Cena de um dos três mangás
 
O mais assustador à respeito do enredo, é como ele aborda todos esses temas de uma só vez, sendo que de pouco a pouco eles vão sendo apresentados e desenvolvidos de forma que TODOS foram bem usados, não fica nada no ar ou mesmo um tema menos explorado que outro. É brilhante.

Uma coisa que eu gostei muito também foi a ausência de maniquéismo, não pensem que os vilões são do MAAAAAAAALLLLLL que não são. Nenhum deles.

NENHUM DELES!

Um deles até engana, eu cheguei a achar que ele realmente era do padrão "malvadinho porque sim" mas não, diferente da maioria, ele tinha uma opinião, uma forma de pensar que o levou a ser daquela forma, e ele é claramente um dos elementos que eu citei acima, mas creio que só quem jogou saberia identificar quem e qual.

Não nego que dá vontade de falar deles, afinal de contas são TODOS muito fodas, ao menos a esmagadora maioria deles, e seus motivos e crenças são formidáveis, mas melhor não, é uma experiência a longo prazo e realmente melhor não estragar como fizeram com boa parte da minha.

Asch é sem dúvidas um dos personagens mais marcantes do jogo. Talvez até da franquia.
Outro fator é que dentro das dungeons tem puzzles, nada colossal ou difícil, slevemente trabalhosos a maioria deles e assim as masmorras de modo geral não são meramente passar até o final e vencer o chefe, tem um pequeno desafio dentro delas como quebra de ritmo pra não ser um jogo que só tem batalhas, isso tudo contribui pra um dinamismo maior dentro do jogo de forma que com o ritmo de uma coisa só sendo constantemente quebrado, acaba por ficar menos cansativo.

O jogo tem um desafio normal, não é de graça feito um Final Fantasy seria mas te exige um pouco de treino e atenção nos combates mas nada comparado à um Shin Megami Tensei e se quiser aumentar a dificuldade, é só alterar dentro do menu. 

Bom, pra mim foi é NADA cansativo, foram 3 semanas seguidas jogando só quando dava e eu adorei tudo mesmo do jogo, eu me divertia pegando batalhas, lendo diálogos, falando com as pessoas da cidade e até mesmo nos puzzles das dungeons, eu só não fiz muita coisa extra porque tenho tanta coisa pra jogar e principalmente porque o enredo do jogo me deixou ALUCINADO de tanta vontade de ver o que diabos ia rolar.

Iron, o Fon Master, figura importantíssima do jogo!

"Mas o que será que vai acontecer?"

Foi a frase que mais usei durante a jogatina, o universo é extremamente rico e eu ficava pensando em todos os detalhes da história e tal coisa não acontecia comigo desde Persona 2 e Metal Gear Solid, é realmente brilhante o modo como tudo se desenvolve e o jogador fica cada vez mais maluco.

Sobre as side-quests, o Dipaula fez bastante coisa, e eu vi uma coisa ou outra do jogo dele porque no meu mesmo quase nada, eu só sei que o jogo ainda por cima tem um gigantesco fator replay porque só nele você pega as segundas Overlimits de cada personagem, eventos se abrem, além de outras mil coisas que você tem mais liberdade pra fazer.

Overlimit? Não sabe o que é?

Ah é... Eu quase esqueci de falar.

This ends now... INDIGNATION!

Tem uma barra abaixo do HP e TP que quando enche, você pode soltar ela e explodir (tipo The King of Fighters 97 mesmo) e você pode emendar combos e enfiar o Overlimit, que seria tipo um especial que tem foto do personagem na frente e tudo. Aquelas coisas legais de anime que a gente gosta.

E só pra não deixar passar, fiquem atentos porque assim como The Legend of Dragoon TODOS os chefes mais importantes tem suas próprias técnicas, eles tem Overlimit e tudo mais, é realmente impecável esse fator, porque os inimigos são como você, só que do outro lado.

Um detalhe MUITO forte e interessante foi a presença dos skits.

Skits são basicamente o seguinte, sabe quando tem diálogo e o grupo fala:

"Vamos pra lá?"


E você simplesmente vai... Mas nos 'Tales of' você sempre terá os skits. Que são a conversa dos personagens no meio do caminho ou durante uma masmorra, na cidade, em lojas, no mapa! Em TODO lugar existe a possibilidade de se ter um skit legal, os mais antigos só tinham pequenas falas e tudo, e eu não sei exatamente qual foi o jogo da série que fez com que fossem DIÁLOGOS mesmo, mas no Abyss os diálogos são fodas, e em alguns casos funcionam como complemento principalmente pra entender melhor determinados personagens.

Algumas coisas são meramente citadas por lá, e não é necessário pra se entender a história, mas são esses detalhes à parte que fazem do mundo de Auldrant um mundo MUITO rico de detalhes, determinadas coisas mal serão citadas na história mas nos skits será sempre bem trabalhado, então fica a seu critério usar ou não, mas eu recomendo, justamente por ser um dos acréscimos mais positivos em relação aos RPG's tradicionais.

Guy ao ver um fã de Final Fantasy VIII.

Com tudo isso, acho que os dois únicos reais problemas ao meu ver é o fato dos Skits não terem sido dublados na dublagem americana (imperdoável isso, na moral, enquanto a versão UNDUB TODOS são dublados) e alguns raros slowdowns quando a tela enchia de magias, afinal de contas, do meio pro final do jogo, Jade e Tear terão muitas magias, tudo isso misturado à muitas técnicas dos amigos e inimigos ao mesmo tempo e com isso em algumas batalhas ocorreram e até encheram o saco mas não foi nada que estragasse o jogo, até porque já tinha TANTA coisa boa (como deu pra notar, né?) e o gráfico que esporaficamente fica meio feio ou esses slowdowns não atrapalharam, eu diria que o maior problema ao meu ver é não ter os skits dublados mesmo.

Tales of the Abyss é um jogo MUITO foda, ele é incomum porque ele é profundo (mesmo que não tanto como Persona) e ele tem várias coisas como um enredo fragmentado de forma brilhante, personagens extremamente carismáticos e profundos (até a piloto do avião tem história, puta merda), uma grande jornada, vilões formidáveis e alguns deles é até difícil lutar contra, porque seus ideais são digamos... Reais! É absolutamente aceitável ver a causa que eles lutam e isso sem falar em tantos outros fatores como as tantas abordagens de diferentes temas num jogo só de forma que nada perde o foco e tudo é bem explicado e detalhado.

Até mesmo será citado, que a batalha final tem um mesmo objetivo com meios diferentes, será um "conflito de duas fés" e não uma batalha de bem e mal. Acreditem em mim, a ausência de maniqueísmo desse jogo só deixa ele ainda melhor.

Não use o mesmo status muito tempo, variar eles é variar suas habilidades obtidas!

Outra coisa mega divertida são os Títulos, situações são geradas ao longo do jogo e esses status recebidos podem ser adicionados nos personagens, eles influenciam nas AD Skills que você ganha ao passar do jogo e todo mundo tem um monte deles. E alguns títulos são roupas extras pros personagens, e eu vi poucas mas curti a esmagadora maioria, isso é um tremendo acréscimo de gameplay pra uma segunda jogada.

E os AD Skills que eu citei acima, são as habilidades obtidas com o passar de níveis de cada personagem, o modo como você joga influencia diretamente nisso, e com isso cada jogo de cada pessoa terá ganhos diferentes pra cada personagem, tornando assim toda jogatina inteiramente única, se você mudar de estratégia com todos os personagens numa segunda jogada, as AD Skills obtidas também mudarão.

O motivo de tanta coisa boa, ou seja, o fato desse jogo acertar pra todos os lados que ele atira, o torna um destruidor de clássicos. Por isso o título da postagem!

O motivo do cabelo curto de Luke e da briga com Asch são fantásticos!

Apesar do jogo ter anime (com a história do jogo, porém adaptada pra algo mais curto), mangá, e entre outras mais coisas na mídia...

...ele não é tããããão famoso como merece, mas ao menos é reconhecido na comunidade gamer, porém eu duvido que todos entendam a grandiosidade desse jogo, é possível aprender muito mesmo com ele como pessoa, dá pra rir muito dele porque o humor é extremamente bem usado, ele tem um fator replay gigante e gameplay violento, side quests bem maneiras que até complementam a história de determinados personagens... O jogo é bom em TUDO mesmo!

Existem basicamente dois formatos de JRPG's, aqueles que tem abordagem em profundidade como Shin Megami Tensei seja nos heróis ou vilões, e tem aqueles que como The Legend of Dragoon é uma grande jornada, sem muita profundidade mas todo mundo com muito carisma... O mais absurdo é que...

TALES OF THE ABYSS É OS DOIS! AO MESMO TEMPO! PUTA QUE PARIU!

Vamos perguntar o que ele acha de quem prefere Final Fantasy ao Tales of the Abyss:


Não fui eu quem disse, foi um presidente. Lide com isso!

Por esses motivos, apesar de ter Persona 2 como meu jogo favorito, eu reconheço com todas as letras que Tales of the Abyss é provavelmente o melhor JRPG que eu já joguei em toda minha vida. Eu recomendo fortemente porque quem gosta de um bom jogo, com bom enredo e um bom sistema vai encontrar aqui um pacote completamente perfeito com tudo de bom ao extremo.

Quando jogarem, vão entender o tamanho da covardia que é comparar Tales of the Abyss com qualquer outro jogo, exceto por uma meia dúzia aí como Persona 2, Legend of Mana e etc...

Ah, e tem versão pra 3DS. Que por sinal é tão boa quanto a do PS2 pelo que dizem!

Enfim, ficou longo mas espero que tenham gostado!

Lembrando que Tales of the Abyss tem o selo Jailson e Obama de qualidade xD


Enjoy!