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15 de janeiro de 2015

Melhores Personagens de Mass Effect



Mass Effect foi sem dúvidas uma das coisas mais fantásticas que eu tive o prazer de jogar na sétima geração de consoles, tive um gasto em torno de 350 reais com a série, 220 no Box com a trilogia e 120 reais de DLC's do 2 e 3, sendo que só do 3 foram mais ou menos 100 reais.

Caralho, como a EA rouba. Puta que me pariu.

Apesar do PÉSSIMO final de Mass Effect 3 que desmerece todas as suas escolhas nos momentos finais ele ainda é um bom jogo e até mesmo massacrado além da conta, mas vamos combinar que finalizar toda uma saga é uma responsabilidade grande. E eu até entendo quem odeia o terceiro jogo.

Mas ainda assim, a trilogia como um todo tem ótimos personagens e absolutamente marcantes por seus mais diversos motivos e em nome ao amor carinho que tenho pela série, fiz esse singelo post mostrando como curti os personagens dessa fantástica obra de arte da BioWare.

E olha que isso é muito, porque quem me conhece sabe que eu nem de longe sou o maior fã de RPG's americanos de forma geral, porém Mass Effect conquistou um espaço bem forte e até me fez ter pouco mais de ânimo pra experimentar outros do gênero.

Aviso que o post terá alguns spoilers, e a maioria deles eu recebi mas acreditem, não perdeu a graça. Se você é absurdamente sensível a spoilers, recomendo que leia alguma outra coisa nesse momento.

Com os avisos dados. sem mais delongas, vamos lá.

10° Lugar - Liara 


Oh, essa azulzinha é um personagem muito do foda.

Liara basicamente é uma personagem com um nível de carisma inconfundível, você a salva e até poderia pensar que ela é uma personagem frágil e dondoca mas não. Liara é uma mulher FODA...

...ou uma Asari foda. Sei lá.

Ela é um ser do sexo feminino muito do forte, determinada, inteligente, sábia e até relativamente jovem, apesar da sua idade próxima à de um idoso humano. Ela é jovem pois sua raça vive bem mais. BEM mais.

No segundo jogo ela dá uma sumida, mas volta numa DLC e poxa, que DLC. É dos poucos casos onde a DLC dela (Lair of the Shadow Broker) vale CADA MÍSERO centavo (mesmo que essa eu não tenha pagado, veio no meu box) e nos mostra bastante coisa, incluindo o caminho que Liara tomou do 1 pro 2 e o caminho que ela toma do 2 pro 3.

No 3 inclusive, ela retorna ainda mais madura, inteligente, atraente e etc.

Liara é um personagem fantástico, se você não gosta dela, existe muita mágoa nesse coração. Consulte um médico caso esse sintoma persista.

9° Lugar - Jack


Eu sempre disse sobre Mass Effect, que os personagens humanos são bem sem graça perto dos aliens.

Mas esse não é nem de longe o caso de Jack.

Jack é uma personagem que se tivesse em Persona faria total sentido, ela é uma personagem com drama e profundidade incríveis.

Ela desde sua infância foi usada como cobaia pra ser um ser humano com poderes bióticos ao extremo do extremo. Tendo até sua própria nomenclatura: Subject Zero.

Jack depois de certo tempo, fugiu dos domínios da Cerberus e passou a viver uma vida totalmente desorientada regrada à bebidas, sexo e drogas.

Exceto pelas drogas, me parece uma boa ideia. Muito boa por sinal.

Mas nem tudo são flores, durante uma das aventuras de Jack, a mesma foi violentada e teve seu cabelo raspado... Mas ela se vingou virando todos eles do avesso e os devorando no café da manhã.

E ainda volta na base onde ela foi criada e simplesmente bota tudo pelos ares, a lembrança daquele lugar e a simples possibilidade de existência do local à atormentava, por sorte ela supera tudo isso e no 3 vive uma vida bem melhor até que... A invasão acontece.

Mas Jack é de longe a personagem humana que eu mais curti, que eu mais me identifiquei e me senti até mesmo mal pela situação dela, mesmo sua agressividade natural é totalmente plausível em vista de sua trajetória.

Digo e repito, seria o máximo ver ela em Persona.

8° Lugar - Wrex


Wrex é um dos personagens mais marcantes do primeiro jogo da franquia, e também aparece pra caralho no 2 e 3 e provavelmente ele só não está numa posição mais elevada por ter aparecido menos e mesmo assim ainda tem um destaque e um carisma totalmente fora do normal.

Ele, diferente da maioria da sua raça que é algo totalmente voltado pra guerra, também pensa, e usa diplomacia mesmo que em casos raros, mas usa. Wrex sabe muito bem por exemplo que se os Krogan continuassem a ser a raça guerreira de sempre, o máximo que aconteceria é perder outro planeta.

Porque os Krogan já tinham perdido um e através de uma missão tinham conseguido um segundo planeta, dos qual vivem bichos que lembram minhocas gigantes e eles ainda por cima encaram aquela coisa gigante todos os dias como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Isso que é ser macho. Wrex é um festival de testosterona.

Mas sem dúvidas a coisa mais marcante de Wrex é seu humor negro, quando ele chega ele sempre fala algo, ele marca a presença não só dando tiros e usando os poucos poderes bióticos que tem mas também com palavras engraçadas.

Wrex na equipe é quase certo de pelo menos ter uma boa dose de risadas seguida de humor tipicamente negro.

Não só isso, como é o personagem que provavelmente as pessoas mais lamentam por não voltar ao grupo depois do 1.

7° Lugar - Thane


Esse personagem é um estereotipo que eu raramente gosto: religioso.

Eu não sou o maior fã de personagens assim e a maioria deles eu torço contra mesmo. Mas... Estamos falando de Mass Effect. Thane é um assassino religioso. Ok, ainda é clichê. Mas qual é a graça do Thane?

A graça dele é que ele é um personagem bem exótico, do tipo que se lembra de tudo, dos míseros detalhes de situações de muitos anos atrás, o cara lembra dia,hora, minuto, data, cor, cheiro do que tinha naquele ambiente.

E honestamente, eu gostei dele pela parte trágica, ele SOFRE por essas lembranças absurdas mas não luta contra elas, pelo contrário, ele as aceita, mas o sofrimento dele permanece ali, porque ele sabe que é uma coisa da raça dele. E pra piorar ele simplesmente foi embora porque tinha uma doença e não queria seu filho sofrendo com esse laço de pai e filho justamente porque o tempo de vida dele era limitado.

Essa "religião" do Thane, é algo meio tribal em certos pontos, de forma que alivia parte da dor dele ao matar mas ele sabe que ta fazendo e não fica escondendo os próprios hábitos mascarando seus feitos como "uma coisa pra deus", essa religião meio que funciona como um budismo, como uma mera orientação pra ele. Não tem muito certo e errado envolvido nela, então acaba por não fazer muita diferença. Thane é marcante pra mim pelo tom trágico, melancólico e até deveras tocante. Porque é muito difícil não ter ao menos um pouco de empatia pela dor dele.

6° Lugar - Javik


Olha, vou ser sincero, o que leva a ter esse personagem no grupo é um tanto quanto forçado.

Você encontra uma base de um ponto próximo à um lugar do primeiro jogo, chega lá e encontra um cara adormecido há sei lá, duas eternidades e de repente descobre que ele na verdade é um soldado Prothean adormecido que dormiu pra que eventualmente encontrasse uma forma de salvar sua raça e a humanidade.

Ok, vamos por partes. Protheans foram atacados por Reapers e totalmente dizimados, Javik é meio que a salvação desse povo mas não me convenceu bem esse ponto.

Sabe o que eu gostei nele? De verdade mesmo? Foi um ponto: Arrogância.

Sim, ele é arrogante e ao extremo. Mas ao extremo do extremo mesmo. Acontece que os Prothean eram o povo mais avançado daquele ciclo e não havia nada que os combatessem até a chegada dos Reapers, independente disso, Javik ainda carrega consigo esse "orgulho prothean" e isso mostra como ele se incomoda de estar perto de seres que na visão dele são como se tivesse parado na evolução ou evoluído pouco, chegando a fazer piada com Liara pelo fato dos Asari terem aprendido a ler e escrever, coisa que não faziam em seu tempo.

Ele até chama a quase todos de primitivos. Sem dó nem piedade.

Ou seja,o cara é totalmente deslocado naquele mundo e vai aprendendo pouco a pouco a ser humilde no decorrer. O cara tem uma progressão muito boa, que alguns pontos poderia sim, ser melhorada, mas ainda assim muito boa mesmo, foi membro fixo na minha party do Mass Effect 3. Javik se bobear, é a melhor coisa do último jogo.

5° Lugar - Grunt



Ok, você fã do Wrex quer me matar. Eu sei disso.

Mas por que eu prefiro o Grunt? Por um motivo mais simples, ele é mais intrigante que o Wrex.

Grunt, coitado, foi criado em laboratório pra ser um super Krogan, minha nossa, um super Krogan no universo de Mass Effect é algo que daria mais medo que um possível Batman do jeitinho que é tendo super poderes.

Sim, seria o caos do universo DC. E todos os outros personagens estariam condenados. Com Grunt é quase isso. Ele é um mega soldado de uma super fucking raça. Ele carrega consigo uma super força, uma super precisão, um dom pra matança fora do comum porém ele é um personagem que não tem passado, presente ou sequer sabe se terá um futuro. Tal como Raiden em Metal Gear Solid 2.

A diferença é que Grunt é como se fosse o Raiden do Rising, com armadura roubada e tudo. Sabe? Mas Grunt é muito diferente de Wrex, Wrex é engraçado e tem um senso de humor muito bom mas Grunt usa isso ainda melhor e faz piadas de humor negro envolvendo mortes e genocídios de forma ainda mais pesada, e é compreensível que uma pessoa normal não goste tanto dele por esse "excesso" de humor, coisa que funciona de forma oposta pra mim. Quanto mais humor afro-descendente, melhor!!

Grunt ainda tem um lado bem interessante que é o fato de tentar ser aceito pelos Krogan, mesmo oficialmente sendo um dinossauro de laboratório, ele não tem muita noção da cultura, costumes e tudo mais mas quer se adentrar a seu povo. Com isso ele gera muitas dúvidas, ele é um recém-nascido jogado naquele mundo e não entende direito como as coisas funcionam, ele age meramente por instinto mas ainda assim é racional o bastante pra se questionar de tudo, sendo assim ainda mais racional que Wrex.

Brilhante BioWare. Simplesmente brilhante!

4° Lugar - Saren


O que dizer do vilão do primeiro jogo?

Saren é um personagem fantástico, que infelizmente só dura o primeiro jogo. Mas suas ambições se estendem ao decorre de toda a trama.

O cara é tão bom que Mass Effect ganhou dois livros e um deles é SOMENTE dele. Olha o nível de carisma do rapaz.

Quando começamos o jogo, vamos em busca dele. Pra quem não se lembra (ou não sabe), seu personagem Shepard busca se tornar um espectro e Saren não é só um espectro como também é o maior de todos eles e líder. O cara é simplesmente brutal. E nós vamos procurá-lo. Chegando lá, vimos ele matar inocentes e depois de provarmos a culpa dele no conselho, Shepard atinge o patamar de espectro e tem como missão ir atrás de Saren e capturá-lo. Vivo ou morto.

Mas Saren não é um cara ruim, ele sabia dos reapers, até mesmo estava infectado por eles pela "doutrinação" mas sabia que ainda ia demorar um bocado até ser completamente consumido por isso. Chegamos no final de tudo e descobrimos que ele tem uma certa similaridade com Kraft do Megaman Zero. Ou seja, ele prefere os seres orgânicos e sintéticos escravizados e vivendo como porcos porém VIVOS do que simplesmente mortos. Ele chega a dizer que entrar numa luta perdida é burrice e Shepard o combate com o clichê vivencial do "nós vivemos pra lutar e vamos morrer lutando" e por mais que seja coerente, vamos combinar que a lógica pura e fria pesa pro lado de Saren.

A racionalidade de Saren o obrigou a agir de maneira extrema. Ele é do tipo antagonista, que não apela pra clichês abusivos de "dominar o mundo" pra ser imensamente carismático. Podia bem haver um lado do qual o apoiamos. Seria genial.

3° Lugar - Legion


Ah, o que seria de nós sem o Legion?

Legion no ME2 é o último personagem a entrar pro grupo, com cerca de sei lá, 70% da campanha, e de repente ele entra no grupo. Legion é basicamente uma "falha" dos Geth que reuniu vários em um só. Um corpo com várias mentes e que por sinal tem inteligência e vão além do protocolo obediente dos outros.

Ele é de longe um personagem que se destaca muito, quando eu pensei que teria um geth no grupo, imaginei um soldadinho padrão e não um sniper ultra foda com mais de uma mente. Tanto é que ele se refere a si mesmo como "Nós" e não "Eu".

Apesar de muita coisa no ME3 de certa forma tirar parte do brilho do jogo, foi lá que Legion ganhou ainda mais destaque, em uma de suas possibilidades ele consegue libertar todos os geth da sua programação de obedecer e liberta a todos dando à eles uma consciência própria. O sacrifício dele é muito bonito e até triste, apesar que de certa forma era previsível de acordo com o rumo daquela situação.

Ele também conseguiu nesse meio tempo fazer tanta coisa e causar tantos acréscimos e profundidade pra série que não vejo sentido em desgostar dele. Confesso, Legion é um dos personagens mais carismáticos e tristes de se ver à longo prazo e ele tem uma das frases mais triste de toda a série Mass Effect:

"Does this unit have a soul?"

E morre logo após dizer tais belas palavras. Um suor masculino quase escorreu do meu olho direito naquele momento.

2° Lugar - [insira seu nome] Shepard


Shepard é basicamente você no jogo!

Não tem muito o que ser dito, Shepard é você e pronto! Você escolhe seu passado, seu presente e seu "futuro" (afinal o desfecho do ME3 é bem... você sabe). Você é a porra do/da cara/moça que decide quem vai viver ou morrer, quem vai ser salvo ou não.

Muitos dos momentos marcantes de Shepard são com as famosas escolhas dos botões, você simplesmente pode agradecer ou botar o terror em certas situações, conversar e interagir de forma tão bem feita que você se sente ali no jogo.

Shepard carrega o carisma de ser você no jogo, só que apesar de tudo temos algumas limitações num jogo supostamente livre. Como por exemplo não apoiar Saren, uma coisa que eu honestamente faria com muito gosto. Mas isso são detalhes, algum dia quem sabe venha um novo Mass Effect com essas possibilidades?

Mas não tem muito o que ser dito sobre Shepard. Ele representa seu "eu" no jogo, e você molda seu ego a seu bel prazer. Tudo nele é você que decide e cabe a você deixá-lo legal ou não.

1° Lugar - Garrus

Too much style 7.8/10 - IGN

Eu não sei se concordam comigo mas Garrus é o personagem que mais cresce e amadurece de toda a franquia.

Talvez pelo fato de ser o único membro fixo dos 3 jogos, o que seria um problema se ele não fosse tão ridiculamente carismático. Garrus é um personagem único, ímpar, completamente fantástico e que tem 3 tons diferentes em 3 jogos de uma mesma franquia de forma que o que vimos dele sempre convence.

No primeiro temos um Garrus quase Batman, que saiu da unidade de investigação pra poder investigar Saren mesmo fora da lei, no segundo jogo vimos um Garrus meio melancólico e amargo, que busca vingança e depois da morte de Shepard ficou matando bandidos como hobby e devorava o ódio de todos contra ele no café da manhã. E no 3 vimos um lado família de Garrus, procurando seus pais e mostrando pra eles o quanto amadureceu como pessoa, também vimos um lado mais responsável quando chegamos em seu planeta sendo atacado por reapers, comandando tropas de ataque com muita estratégia e se dando bem.

Mas ele vê Shepard com a Normandy e tudo e aí fica difícil resistir, você provavelmente entende ele. Eu sei que entende. Nós todos entendemos e amamos Garrus.

Too much badassness 7.8/10 - IGN

O cara não só tem um tom sarcástico como também debochado, até meio bobo em alguns pontos e suas calibrações viraram quase uma espécie de meme na internet, de tão famoso que ficou.

E o pior de tudo, que é absurdamente divertido conversar com ele nas milhões de vezes que fazemos isso, o cara simplesmente nunca perde a pose. Foi definitivamente o meu personagem fixo em todas as 3 campanhas, nos 3 jogos e eu não me imagino repetindo a jogatina sem ele. Ele é difícil de tirar do grupo porque cada vez que se vence algo, ele sempre tem algo a falar e o pior que não é muito difícil se pegar dando muita risada com ele.

Garrus não somente melhorou de personalidade, como amadureceu e se tornou mais engraçado a cada jogo que se passava, o cara sério do 1 se tornou pouco a pouco um cara sarcástico, sacana e com certeza um cara que se existisse, seria um excelente amigo de boteco, daqueles que a gente bebe a cerveja comendo petisco do lado.

Garrus é absurdamente carismático, divertido, engraçado e tem a melhor evolução de personalidade de toda a franquia, sendo sério e bobo ao mesmo tempo, quase um Jade Curtiss do espaço.

Eu disse quase.

...

Como assim? Não entendeu o trocadilho?

Então eu posso chutar que você não jogou Tales of the Abyss. Certo? COMO ASSIM SEU HEREGE!?!?!?!?!?!

Vá logo jogar esse jogo antes que eu perca a paciência e te aplique o famoso castigo do tapa na bunda. Mas só vá depois de ler o resto do post.


Menções Honrosas

Foi difícil pensar num top 10, então alguns personagens eu simplesmente não consegui deixar de pelo menos citar, aqui vão eles.

Minha nossa, sagrado seja o nível de carisma dos personagens dessa franquia.

Leviathan os abençoe.


Miranda


Bom, ela é um personagem difícil de lidar. E vou citar de novo Tales of the Abyss. Miranda é mais ou menos como Luke fon Fabre. Ela é um personagem intragável, nojento, e completamente difícil de suportar apesar de ter a bunda mais amada da série.

Apelidada carinhosamente pelos fapeiros de plantão de "Mibunda" ou "Ass Effect".

Miranda apesar de carregar consigo o nome de uma personagem incrível de The Legend of Dragoon, ela não tem tanto carisma no começo, porque justamente assim como muitos outros personagens, ela só ganha sentido ao decorrer da trama, fazendo missão de fidelidade dela no 2, vendo o decorrer dela com diálogos ou mesmo no 3 após confrontar seu pai.

O que rola é que Miranda é criada em laboratório e tem uma irmã que mal sabe de tudo, ela luta e faz toda essa pose pra chamar atenção do "pai" delas, e impedir que sua irmã seja uma vítima dele. Então fica de todas as formas tentando confrontá-lo, pra que ele tenha uma distração constante.

Depois de tudo entendido, Miranda ganha mais sentido, sua personalidade "rude" cai por terra e você entende que no fundo, ela faz isso por um objetivo bem nobre.


Samara


Olha, essa personagem só não entrou no top 10 por um motivo MUITO delicado.

Todos os outros são consideravelmente melhores que ela, e eu não tive coragem de tirar nenhum deles. Samara é um personagem fascinante, incrível mesmo.

Samara é um Justicar, uma espécie de monge do universo de Mass Effect. Eles tem objetivos simples e claros e agem dentro deles de maneira assombrosamente fria. Com direito a ter que matar suas próprias filhas no processo.

Uma delas, por sinal é boa parte do background de Samara no 2, que é a Morinth.

Morinth basicamente é uma Asari, tal como sua mãe, e diferente dela, Morinth vive uma vida de putarias e loucuras, matando homens depois de brincar de esconde-esconde com eles (se é que me entendem) e nisso tudo você ajuda Samara a encontrá-la e ali tem a árdua tarefa de escolher entre Samara e Morinth, óbvio que você com muito bom senso vai ajudar a Samara e seus lindos, redondos e maravilhosos peitos azuis. Certo?

E quando você pensa que ela não pode melhorar, ela surge no 3 ainda melhor como personagem. É muito pei... carisma.

Mordin


Mordin é um dos personagens que poderia facilmente estar entre os primeiros da lista e acho que é o gritante carisma dele que me fez continuar gostando dele acima de tudo.

Basicamente, ele é um Salarian, dos mais inteligentes e dos mais fodas porque não só é um renomado cientista de seu povo como também membro do esquadrão mais foda do seu planeta, o cara é simplesmente um soldado cientista.

Os salarian por ventura, tem uma pequena rixa com os Krogan, que por serem a raça mais temida da galáxia, acabaram por provocar uma doença em seu povo onde de 100 nascidos, somente 1 Krogan sobreviveria.

Mordin simplesmente foi o cara que desenvolveu a Genophage, a doença que fodeu com os Krogan, o que me fez desanimar dele mas também de todos os Salarian é que era tudo uma mera inveja, os Salarian vivem menos e são mais frágeis apesar de mais inteligentes enquanto os Krogan são uma raça totalmente guerreira e que possuem longevidade, então eles só usaram a guerra dos quase dinossauros com os Turian pra poder eliminar assim a possível maior ameaça da galáxia, mas era tudo uma questão mais de inveja que de qualquer outra coisa... E dá pra notar claramente isso no 3. Óbvio que Mass Effect pelo menos permite a dupla interpretação, você poderia muito bem entender os Krogan como real ameaça, mas eu vejo somente como despeito.

Mas o motivo de Mordin ainda ser um dos meus favoritos é simples, ele reconhece o tamanho de suas atrocidades e no 3 se redime criando a cura da Genophage mesmo que à custa da própria vida. Ele no final de tudo, se mostra um cara mudado e que faz de tudo pra recuperar o prestígio. E consegue. Mesmo que não totalmente.

Joker


Ah rapaz, esse Joker é um carisma gigante. Os personagens de Mass Effect por si só se destacam muito, a tripulação como um todo é gritante de tão carismática mas de todos eles se destaca Joker.

Apesar de médica legal, das ajudantes, e de todos os outros. Quem se destaca é o piloto.

Primeiro de tudo, sua dublagem é impecável e transpassa um personagem absurdamente divertido nos 3 jogos. Sempre muito carismático, muito pra cima, muito medroso, muito tudo!

Tudo no Joker acaba por ser em excesso e isso me divertiu nele um bocado.

Conversar com ele então, piada à parte. Sempre com um comentário besta pra fazer daquele personagem estranho recém chegado à Normandy. Isso sem tirar o mérito dele de sobreviver na missão suicida como um fantástico piloto. O cara é um mestre das aeronaves.

Fechando com chave de ouro, ele também é consideravelmente profundo se você conversar com ele nos 3 jogos, vai descobrir que no fundo ele queria ser um atleta mas teve uma doença rara nas pernas e por isso só anda através de muita dificuldade mas isso só serviu pra alimentar uma das outras vontades dele: pilotar.

Joker será eternamente o piloto de nave mais carismático de todos os tempos e provavelmente de todas as mídias também.

Illusive Man

Vou fumar pra esquecer a merda que a BioWare fez comigo

Olha, veja bem. Illusive Man foi um personagem fantástico em Mass Effect 2 e um clichê absurdamente previsível no 3. Ele tem seus méritos e vou explicar o motivo de não estar no top 10, onde poderia ocupar facilmente um dos primeiros lugares.

Começando, Mass Effect 2 tem logo no começo a morte de Shepard, ele simplesmente o/a encontra, e o reconstrói. Isso por si só é um clichê absurdo. Mas pera, vamos com calma.

Acontece que segundo Casey Hudson, diretor dos 3 jogos da série, Shepard seria uma espécie de enviado dos Reapers e com isso ele estaria de alguma forma "programado" pra ser o salvador daquele mundo pra depois condená-lo por inteiro, a morte dele/dela não era planejada e sua reconstrução menos ainda. Illusive Man participaria dessa "quebra de ciclo" de Shepard.

Aí entra a parte dele, ele diferente de Anderson da aliança dos humanos, não quer DESTRUIR os Reapers e sim vencê-los e pegar seu armamento pra usar em possíveis ameaças futuras, mas Illusive Man não se importa em quebrar alguns ovos pra fazer isso. Se necessário ele está disposto a ver seus melhores soldados morrendo no processo e não se importa com isso por ter em vista um objetivo muito maior que os olhos dos seres orgânicos e sintéticos.

Tudo que ele quer, é dar um passo à frente. Um passo pra evolução.

Dá pra ver com clareza isso em Mass Effect 2 em seus finais, inclusive. Mas no 3, boa parte da equipe original foi demitida (restando apenas 10% deles) e com isso os rumos da história foram mudados e isso é tão verdade que Casey e alguns outros membros chegaram a processar a EA/BioWare depois , porque o nome deles estava envolvido e se prejudicaram no meio de tudo isso. O foco do jogo por ter mudado pra algo com modos online e etc... Acabou prejudicando o andamento original do game. Tanto é que Illusive Man era o cara que dava pra ver os objetivos no 2 mas não eram citados especificamente, era tudo um mistério pro 3 mas chegando lá aquele homem objetivista e disposto a fazer tudo por algo maior, era só um cara controlado pelos reapers...

...e pronto.

Sim, ele era o cara malvado e controlado no final de tudo. Isso pra mim foi uma SUPER broxada. Algo que eu jamais esperei. Ele ainda é um bom personagem, mas em Mass Effect 2, porém dá pra ver a total mudança de rumo e de caracterização no 3 e com isso ele perdeu quase todos os pontos que tinha comigo por se tornar um velho clichê sci-fi. Não existem provas maiores que o próprio Mass Effect 3 pra isso.

O jogo não é ruim, mas dá pra ver com muita clareza o trem saindo dos trilhos e com isso um personagem formidável como Illusive Man foi afetado. Ele só está ainda nessa lista devido ao seu nível de carisma gigante e sua participação formidável nos dois jogos apesar de tudo. Eu gosto muito dele e não consigo desgostar apesar de tudo que rolou, mas é triste ver uma puta personagem como esse estar sendo citado como menção honrosa quando poderia ser um dos melhores de toda franquia.



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Bom, deu trabalho mas ta aí, espero que gostem e recomendem pra todos os amigos. Se você gosta de Mass Effect, dê a sua opinião. Qual é o seu favorito da franquia e por qual motivo.


Enjoy!

30 de julho de 2014

Mass Effect 2 (PS3) - A Evolução!


É, eu recentemente terminei Mass Effect, e assim como fiz com Persona 2 Innocent Sin, corri pra sua continuação.

Literalmente Mass Effect 2 é praticamente um Persona 2 Eternal Punishment, onde temos personagens, história e uma narrativa melhores que seu anterior.

A diferença é que o Innocent Sin é aburdamente foda enquanto o ME1 é só foda e comparado ao IS vai pra fodinha.

Enfim, eu poderia muito bem falar o quanto o jogo é mal portado, mas não preciso já que falei isso do primeiro jogo e quem acompanha minimamente sobre Mass Effect já está careca de saber disso.

Esse é mal portado, tem algumas falhas de áudio mas nem se compara ao port ridículo do primeiro jogo, se comparados é como se o ME2 fosse uma versão até bem portada. 

E eu aqui achando que nunca veria jogos tão mal portados como Sunset Riders do Mega Drive, mas pra que falar de velho oeste se eu posso falar de putarias no espaço.

Ou melhor, aventuras no espaço, eu me expressei mal.

Aviso que o post será longo, Mass Effect 2 tem MUITA coisa e eu me esforcei pra passar tudo sem spoilers e detalhes que pudessem estragar a experiência, então senta, fica à vontade, pega um suquinho e bora ler.

Enfim, houve uma super evolução do primeiro pro segundo jogo.

Caralho, a que nível impressionante chegamos.

Bora começar pelo problema maior do primeiro jogo, o gameplay!

"Foi daqui que pediram uma bomba?"

O que antes era um amontoado de problemas, bugs e demais fatores irritantes como mira subir e descer, poderes funcionarem mal, inventário bagunçado e demais problemas foram todos resolvidos. Mesmo que com alguns custos... Não entendeu? Eu vou chegar lá.

O problema maior, a mira, deslocamento do personagem e demais coisas, totalmente diferentes, agora a câmera durante o tiroteio é mais perto parecida com Resident Evil 4, se antes já era, agora é mais ainda, mais aproximada e permite uma visão maior e melhor do campo de batalha, a mira que antes era uma bosta instável, agora ta bem melhor, centralizada e menos irritante.

Não pensem que os bugs sumiram, é bem comum você passar por um relevo e continuar andando no ar ficando literalmente preso... no ar...?

Isso não faz sentido, eu sei. Mas é bem assim que acontece.


A diferença de uso de poderes do primeiro jogo pro segundo é gigante.

Os poderes agora tem maior poder impacto visual e impressionam bem mais, antes eram pequenos feixes de luz que apareciam na maioria dos poderes os deixando muito parecidos mas não necessariamente feios, mas agora por exemplo, eu continuei jogando de Vanguard, se eu usar Shockwave, uma onda de energia azul atravessará o cenário em forma de linha reta de onde eu mirei, assim como agora temos habilidades de congelamento e aquecimento nas balas.

Eu usava uma skill aplicada nas balas com envenenamento, lembram? Agora eu usei um troço (leia-se: habilidade/skill) que faz os inimigos pegarem fogo ou congelarem, depende do que eu queria usar no momento. Se eu for lá e atirar, quando mais dano ele leva, maior a chance do efeito se ocorrer à ele, principalmente na hora que ta quase morto onde ele congelava, caía e quebrava ou simplesmente pegava fogo até virar cinzas.

Além disso, existem as habilidades que você vai destravando pegando outras, tal como no primeiro jogo mas agora a distribuição de pontos mudou, o que antes era ponto por ponto agora são "níveis".

O nível 1 precisa de 1 ponto, o nível 2 de 2 pontos e por aí vai até chegar no 4.


Ao chegar no level 4, a habilidade pode ser dividida em duas, sendo que é necessário escolher somente uma, ou seja, uma forte e direcionada num inimigo só ou algo que espalhe e acerte todos e alguns casos a habilidade se mantém a mesma do nível 3 só que pra todos os amigos do seu grupo.

Usei isso na Cryo Ammo e porra, você e mais dois aliados congelando geral é bem útil.

Agora os personagens podem usar quase todo tipo de arma, o que te diferencia é a precisão delas,  no 1 era praticamente impossível um Vanguard usar metralhadora, a mira ficava do tamanho da barriga do Jô Soares e você não podia mirar em nada, agora a mira fica só aberta mas sem tamanha precisão, eu não recomendo, se possível, use armas que o seu personagem tem porte, agora no ME2 Vanguards por exemplo podem usar metralhadoras mais simples e eu as uso, tal como Shotguns e Pistolas, mas a quarta arma é geralmente uma mais pesada, seja ela roubada de um alien ou mesmo comprada.

O inventário foi limado, você agora só vê as armas antes ou durante determinadas partes do jogo pra poder trocar e mais nada, isso é um tanto quanto desnecessário, mas é melhor que a bagunça do inventário do 1, que era uma bela duma bosta.

Outra coisa removida foi a exploração nos planetas com o Mako, aquele carrinho sem física. O jogo agora te permite extrair riquezas minerais direto dos planetas e com cerca de 2 minutos no máximo você explora tudo do planeta, extrai o que precisa, e se tiver uma missão de anomalia, você vai lá e resolve, se num tiver, passa pro próximo. Gostei de explorar planetas, mas cansa às vezes, mas eu realmente prefiro algo mais direto assim do que as chatices de side do 1 em termos de exploração.


Outro ponto bem melhorado foram as músicas, que por sinal é parte primordial de um jogo com campanha longa, mas basicamente... Elas são genéricas, mas são boas.

Honestamente, entre ser boa e genérica ou original e sem graça igual do 1, eu fico com a primeira opção, as do 2 combinam tanto quanto as do primeiro mas são menos mornas, menos chatas e etc. Mas ao contrário do 1, que só me marcou em termos musicais bem no final do jogo, coisa das 2 horas finais mesmo, o 2 me marcou em quase tudo, as missões tem músicas de tensão, ação, clima triste na hora certa, é bem aplicada apesar de genérica, então fico com elas.

Vale lembrar que no Mass Effect 2 tem a música de puteiro mais legal do mundo.

Dizem que no 3 melhora TUDO musicalmente, vamos ver se eu consigo viver o suficiente pra verificar.


As dublagens nem preciso falar, padrão BioWare de qualidade, andei vendo que são sempre caprichosos nesse aspecto, se já era bom no 1, no 2 só ficou ainda melhor. Tanto pro Shepard homem e mulher quanto pros outros personagens que tem características de dublagens únicas como Thane ou Mordin.

Interessante mesmo foram as habilidades avançadas das quais você pode escolher apenas uma e usar, se quiser tirar e botar outra, também pode, e até mesmo os pontos gastos na outra será devolvidos e você poderá distribuir novamente, mas os pontos você também pode pagar um determinado valor e redistribuir tudinho.

Agora o gameplay direto ao ponto, na hora do pew pew pew mudou um bocado. Antes todo mundo tinha uma HUD com seu HP e etc, e tinha o chatíssimo sistema de aquecimento de armas porque elas tinham balas infinitas (???). O que eu achei interessante é que o 1 era mais RPG e menos shooter, mas a parte shooter funcionava mal, logo boa parte da experiência poderia ser frustrante caso não fosse Soldier, que era de longe uma classe mega overpower, quase como se o jogo tivesse sido feito pra se jogar comente com essa maldita classe.

E por isso.... Eu sofri... E como sofri. Sofri pra caralho!



No 2 mexeram em tudo isso, agora você tem duas barras, uma vermelha de HP e uma azul por cima dessa vermelha como escudo, tal como no primeiro jogo, porém agora o seu HP volta com o passar do tempo assim como na esmagadora maioria dos FPS' e TPS' genéricos... Sinceramente, eu acho a ideia pior, mas entre ela e o sistema de combate do 1, eu acho que acabo preferindo essa ideia "moderna" e imbecil de regeneração.

Na boa, toda vez que vejo gameplay desse tipo "regenerativo" eu fico pensando se o personagem em questão é um filho bastardo de uma trepada violenta entre Deadpool e Wolverine.

Se sua mente pensou mais de 5 segundos nisso, vai viver com trauma eterno. Já era.

Vale citar, que o que antes eram grandes "fases" (ir no planeta, resolver a quest) agora é a mesma coisa porém de forma um bocado diferente...

Seguinte, o jogo não é mais linear, no começo do 1 dava a entender que não seria mas quem jogou sabem bem como ele depois de poucas horas é uma bruta duma linha reta até o final, e isso não o torna automaticamente ruim uma vez que as sides ficavam na sua cara pra ir quando bem entendesse (tanto é que o normal é finalizar o jogo com level 30 e eu finalizei no 46), no 2 as sides estão no mapa, pra você ir quando quiser, e as quests da história principal também, recrutar os personagens e etc, resolver pequenas missões mesmo da história principal ou sides. A grande sacada é que agora são "missões menores".


Thane e Jack.

Se antes eram poucos lugares com missões grandes, agora são muitas porém menores, no final das contas dá quase no mesmo e só achei melhor porque constantemente quebra o ritmo, porque nem todas são de mero tiroteio, é raro mas dá pra se achar missões com pequenos puzzles, outras pra sobreviver até a chegada de reforços, algumas de recuperar artefatos, e numa das DLC's até mesmo pilotar Hammerhead, uma nave legal e com uma missão bem bacana, parece chato falando assim, mas várias missões com várias quebras de um ritmo único são MUITO melhores pra experiência de pegar e jogar do que simplesmente missões longas e repetitivas como no primeiro, a graça era o enredo mas o gameplay era cansativo ainda mais por ser pouco funcional.

Uma característica mantida foi a de escolhas, ainda bem, é o grande diferencial, porém com alguns ajustes. Se antes era uma ação boa e pacífica, uma neutra e uma boa porém digamos, meio extrema, agora tem uma coisa ainda mais legal do que isso.

Em determinados momentos, haverão situações das quais você pode interferir com ações, sejam elas de Paragon ou Renegade, muitas vezes a situação é algo da qual você literalmente tem de se meter e botar a ordem na coisa. Por exemplo, haverão situações que você pode interferir atirando no cara disparando fogo, ou confortando um amigo na situação de aperto, o botão vai aparecer (L2/LT e R2/RT) e a cena acontece você se metendo ou não, isso foi uma manobra mega foda de aumentar o fator replay, porque olha tudo que pode mudar só com isso? É brilhante!

Being a nice guy of a great motherfucker? That's the question.

Eu pude notar um cuidado forte em trabalhar as partes cansativas do primeiro game, transformando elas em algo mais divertido e nem por isso menos produtivo em termos de seu enredo que já estava com uma pegada maior e melhor, mas já que falamos nele...

Em termos de história o jogo deu uma considerável melhorada, depois dos eventos do 1, um mês depois, Shepard e sua nave procurando vestígios dos Geth quando de repente são atacados pela nave dos Collectors, a nova ameaça do ME2 e nisso a Normandy é completamente explodida, Shepard consegue salvar a todos mas Joker (o piloto legal do jogo) fica com uma doença conhecida como "Síndrome do Capitão" e decide afundar junto com seu "navio". Shepard não permite, meio que a força o salva e acaba explodindo junto com a nave tendo seu corpo vagando no espaço.

Um grupo radical extremista conhecido como Cerberus encontra Shepard, alguns de seus companheiros da nave, e os salve, sendo que Shepard precisava ter seu corpo reconstruído à partir de seu esqueleto, não necessariamente chegando a morrer mas digamos que ela chegou bem perto disso.

"Voltei gente."

Dois anos se passam, com o passar do tempo o corpo de Shepard está quase pronto, o que faltava mesmo era uma cirurgia plástica e um belo botox pra dar uma esticadinha na cara dele/dela pra assim tirar as cicatrizes que ainda faltavam porque o médico no dia bebeu demais e errou na hora do corte com o bisturi.

Antes disso, é a hora de arrumar a cara da Shepard se você fez cagada no primeiro jogo com a sua cara, é muito difícil criar um personagem bonito no jogo anterior, agora você poderia consertar a lenha e trocar de classe. Eu particularmente dei Load no meu save com minha Shepard com cara de fugitiva da APAE e não troquei de classe, permaneci Vanguard.

Com 99% da cara arrumada e o resto totalmente pronta pra entrar em combate, a nave da Cerberus é atacada e você acaba sendo despertada antes da hora e mal abriu os olhos e já tem que se vestir, pegar armas de fogo e brincar de tiro ao alvo.

Nesse curtíssimo tempo você é apresentado à dois personagens, Jacob e Miranda, falo mais deles logo abaixo.

Nisso depois de concluído, você vai até o Illusive Man e tem de descobrir o que diabos são os Collectors, o que querem, e como combate-los, pra isso ele te pede pra recrutar os melhores dos melhores em torno da galáxia pra combater essa nova ameaça e descobrir a ligação deles com os Reapers.

E são muitos viu, se antes no 1 eram 6 personagens, agora são 12. Sua missão é clara e simples, destruir os Collectors numa missão praticamente suicida.

Sim, outro excelente começo de jogo, tanto quanto o primeiro, porém com um clima de mistério/enigma no ar muito maior, mas agora você precisa de uma nova tripulação e é agora que começo a falar dos personagens.

Bora lá!

Sabe aquele jogo que todo mundo é foda? Então. Tá bom, eu sei que Jacob é sem graça...

Os personagens desse jogo são BEM melhores que do primeiro game, ainda que exista aquela diferença do personagem humano ser mais simples que os aliens, os aliens tem conflitos e situações mais interessantes exceto por um dos humanos que se destaca tanto quanto os alienígenas.

Miranda e Jacob são os dois iniciais, Miranda é chata, enjoada, arrogante e etc, mas ela tem um bom motivo pra ser dessa forma, coisa que só será revelada na Missão de Lealdade dela, ela é tipo o Luke do Tales of the Abyss, é necessário detestar ela pra entender o que ela passa. Jacob é um soldado biótico, que questionou a aliança humana e achava os métodos deles muitos ultrapassados e falhos, achando mesmo que só algo mais extremo pode resolver, por isso se uniu à Cerberus.

Mordin, o alien que CRIOU a doença que afetou os Krogan (sim, Wrex, e etc...) onde diminuiu a população porque afetava as fêmeas da espécie matando seus filhotes ao nascimento, entra pro grupo, ele não é só um cientista mas um assassino de sangue frio de sua raça, os Salarian. Garrus está de volta, em sua melhor forma, mais bem humorado, mais divertido e ainda igualmente sério, se antes ele era um cara que estava  no grupo de investigação, depois que Shepard morre, ele dá um rumo na sua vida matando bandidos como hobby.

"Olha pra mim e diga X"

Os Turian definitivamente tem hobbies estranhos.

O cara é foda, ele de longe continuou sendo meu favorito do jogo justamente por ter tido uma evolução em sua personalidade de forma que ele mantivesse a sua ideia do jogo anterior, porém melhorada e com bom senso de humor, agora mais voltado pro sarcasmo.

Wrex infelizmente não volta, mas temos Grunt, que ao meu ver foi um personagem mais interessante, e igualmente foda ao Krogan que participou no primeiro jogo. Grunt é um experimento que o tornou um Super Soldado Krogan. Como se UM KROGAN não fosse uma coisa forte o suficiente... É mais ou menos criar um Batman absurdamente inteligente ou um Superman ainda muito mais forte.

Pera, isso já foi criado... É o Apollo e o Meia Noite, o casal gay do The Authority.... Vai chamar um casal desse de "viadinhos". Eu te desafio.

Essa piada definitivamente pouca gente vai entender ou conhecer. Enfim, continuando.

Dois dos personagens mais legais da série: Tali e Grunt

Voltando ao assunto, quem retorna junto com Garrus ao time dos amigos do 1 é Tali, agora mais séria, porém a ideia dela como personagem se manteve intacta, ela mantém sua peregrinação, aparece no começo do jogo mas depois pede ajuda e volta pra Normandy como sua amiga mesmo que desconfiando da Cerberus, Tali teve uma mudança brusca em sua personalidade a tornando uma personagem ainda melhor.

Jack é a personagem humana que eu falei que se destacava dos demais e tinha um background tão bom quanto dos alienígenas de forma geral, ela é uma mulher linda, careca e toda tatuada, inicialmente um tanto quanto assustadora pela sua personalidade e seu modo absurdamente rude, mas é compressível já que ela na verdade sofreu experimentos da própria Cerberus quando criança pra ter poderes bióticos, só que ela nunca nem concordou com isso, fugiu quando criança e passou a viver uma vida de drogas e sexo até ser pega por um bando de lunáticos de uma seita religiosa que envolve sexo porém no processo a agrediram, drogaram e ainda rasparam sua cabeça, ela matou todos e usa a cabeça raspada como uma forma de não se embelezar pra não ter que passar por tudo aquilo de novo.

Notaram como Jack tem uma pegada maior e melhor que dos outros humanos de toda a série Mass Effect? Jack poderia facilmente estar em Persona... Infelizmente ela é a única humana que tem esse tipo de background, realmente foi a ÚNICA em dois jogos que achei realmente marcante...

Cena de uma das melhores Loyalt Missions do jogo.

Outros dois aliens legais são Samara e Thane, Samara é uma Justicaar, que são basicamente como o próprio jogo descreve, como os monges dos jogos, só troque força física absurda por poderes bióticos absurdos e uma mente absurdamente bem trabalhada e nunca perde o foco, ela procura sua filha pra poder mata-la, o motivo seria spoiler forte e essa filha, Morinth ainda pode entrar no grupo no lugar de Samara, se você for louco o bastante pra fazer isso.

E Thane é um personagem bem diferente, ele é da raça dos Drell, uma raça que tem uma memória muito sinistra e nunca esquecem de detalhes mínimos mesmo que tenham se passado muitos anos, ele é um assassino profissional, que tem uma doença mortal e tenta se redimir matando pessoas perigosas até que chegue a hora de sua morte e também é um personagem um tanto quanto religioso.

Não entenda a religião dele como uma coisa tipicamente cristã, porque não é nem remotamente perto disso.



Legion é outro legal, ele é da raça dos Geth, sim, os inimigos do primeiro jogo... Estranho ter um desses no grupo. Na verdade ele é parte das últimas missões, onde se acha uma nave dos Reapers (a real ameaça dos 3 jogos) e está lá, um Geth com digamos, mais de uma consciência, tanto é que ele se refere a si mesmo como "We" ao invés de "I", os Geth graças ao Legion tem maior detalhamento na sua história e passamos a entender eles BEM melhor, assim como sua raça, e a sua missão de fidelidade é provavelmente a mais complementar de todas por dar uma visão diferente dos inimigos que enfrentamos boa parte dos jogos da série. E de quebra, ele ainda tem um pedaço da N7 Armor da Shepard no peito, sim, da explosão do começo do jogo.

E finalizando temos dois personagens DLC,que são Zaeed, o criador de uma facção criminosa do game mas que no começo não era tão criminosa assim, só meramente extremista, tal como a Cerberus e por último e nem por isso menos carismática temos Kasumi, que é uma personagem MUITO apelona, legal pra caramba e assim como Zaeed, tem nenhuma importância pra história principal, mas pelo menos tem um bom background porém igualmente simples como o dele, ambas boas ideias usadas de forma simplista mesmo que ainda igualmente legal. A missão de Lealdade de ambos é praticamente a única coisa que se tem deles pra entende-los melhor. O que não é necessariamente ruim, já que eles nem fazem diferença pra história.

Entender melhor os Geth me fez gostar pra caralho do Legion.

As Loyalt Mission, no caso, Missão de Fidelidade/Lealdade, são uma excelente parte do game, pra abrir elas é bem simples, basta fazer igual no primeiro game conversando com eles a cada missão, pra eles se abrirem pouco à pouco contigo, a diferença é que no final de tudo eles pedem sua ajuda.

Essas missões são... Digamos... as últimas coisas que cada personagem quer fazer antes de ir com a cara e a coragem pra essa missão que provavelmente os deixaria sem vida, é bem bacana pra conhecer os personagens de dentro pra fora e muita coisa pode mudar, por exemplo eu achei que Jacob melhoraria e ele continuou sem graça (mesmo sendo melhor que os dois humanos do 1) e a missão dele pouco acrescenta, eu detestava Miranda e passei a gostar dela, gostava muito do Mordin mas depois da missão dele deixei de gostar um bocado dele, Grunt pra mim já era pouco melhor que Wrex por ele ter nascido sem a cultura Krogan e ter mais perguntas do que respostas e a missão dele é juntamente se tornar um Krogan legítimo e é muito bacana por sinal... e por aí vai.

Objetivo, enigmático e fumante. Esse é o Illusive Man

Outros personagens do primeiro jogo retornam mesmo que não pra sua nave e não participam do grupo nem do campo de batalha, Liara, Wrex, Kaidan ou Ashley (depende de quem você deixou morrer) e demais que você salvou no primeiro estarão lá no jogo, em algum lugar pra te agradecer pela oportunidade ou te dizer algo interessante. Assim como alguns da nave como a doutora Chakwas ou o piloto Joker, e ainda por conta da história, quase toda a tripulação da nave é nova e bem melhor, dentre eles eu achei absurdamente carismática a Kelly, a assistente da nave, ela te diz quando alguém quer conversar contigo (ou seja, missão de Lealdade, ou algo pra abrir ela), te ajuda nas instruções de várias funções como avisar se tem mensagens e etc.

Não pensem que pelo fato de terem se aprofundado eles são profundos, não, eles tem uma profundidade suficiente pra serem convincentes, muitos deles como Jack ou Mordin se bem trabalhados seriam personagens de destaque gigantesco mas como não era a proposta, acabaram deixando tudo de uma forma muito crível, muito acima da média de jogos normais, onde os personagens tem motivações pequenas ou pobres.

SHORYUKEN!!!!

Entre tudo que já citei, uma coisa que eu fiquei impressionado (por capricho e coragem) é mostrar uma coisa que raros os grupos de RPG tem... que são BRIGAS!

Sim, brigas entre os membros. Claro que verbal, mas sim, brigas. Jack e Miranda por exemplo vão se estranhar em determinadas partes, assim como Jacob e Thane, é bem convincente porque os ideias desses personagens citados por exemplos são bem opostas, e eles acabam se chocando, sendo assim por exemplo ter de agir de forma neutra pra não afetar nenhum dos lados e acabar com isso se fodendo com um dos dois.

Nunca tome partido numa briga de dois amigos, isso tanto pro jogo quanto pra vida real. O estranho que sem querer eu tomei partido numa briga onde envolvia Tali e falei que confiava mais nela por ela ter sido minha amiga no primeiro jogo....

...caralho, fiquei com o filme queimado com ela e o Jacob, com ele por confiar nela e com ela por estar com a Cerberus e agindo de forma tão parcial, com direito a ouvir dela que se eu fizesse algo fora do que eu aparento estar fazendo, ela teria o prazer de botar uma bomba na minha boca e me fazer morrer de novo.


Caralho.... Ainda bem que eu resetei essa ação e dei load, porque puta que pariu né.

De longe como deu pra notar, os personagens são muito mais bem trabalhados, mas só fora de combate, dentro das batalhas eles falam menos que no 1, porém as missões são curtas e fora de batalha os personagens são muito mais aproveitáveis, vários diálogos me fizeram gostar muito mesmo de personagens como Garrus (que continua sendo meu favorito), Thane, Grunt, Mordin eu gostei mas depois desanimei, Miranda eu odiava mas depois entendi ela e passei a gostar, Jacob é um picolé de chuchu de tão sem sal, e achei fascinante personagens que me marcaram como Legion e Jack.

Jack é de longe a ÚNICA humana que eu joguei frequentemente porque diferente dos humanos normais ela não tem um background "normal" ou sem graça e sim um puto dum background foda e bem trabalhado. Mesmo que eu ainda prefira os alienígenas de forma geral, ela me ganhou fácil.

O primeiro jogo, que era um bom jogo apesar de levemente experimental, teve TUDO melhorado, mesmo que seja só 95%, porque ainda não vejo necessidade de remover o inventário, mesmo preferindo isso que a bagunça do seu antecessor e principalmente no gameplay, que por mais que ele tenha melhorado em mais de 10 vezes e eu goste desse tipo de jogabilidade, acho meio absurdo os personagens terem um tanto de Wolverine e Deadpool pra se regenerarem do nada.


Aqui ainda é meramente justificável se você forçar a barra por causa dos apetrechos da armadura, mas honestamente... Não convence. A verdade é que o primeiro jogo era mais RPG do que shooter (mesmo ainda sendo ambos) e eles preferiram tirar as complicações retardadas do 1 como e melhorar a parte de tiro, tornando assim um jogo praticamente 50% tiro e 50% RPG.

Do RPG, temos obviamente a parte de interação com personagens, poderes, distribuição de pontos e diálogos fodas, de shooter temos armas funcionais, um sistema mais preciso, a habilidade de cover melhorada, regeneração e etc. É como se as duas coisas andassem juntas e muito bem assim.

A parte de relacionamentos foi mantida, no 1 só se tem um relacionamento com o personagem que se tiver mais contato e isso se você fizer tudo acontecer, no 2 você pode pular de galho em galho e comer geral...

...ou ser comida, como foi o caso de muitas Shepard femininas.

Eu honestamente não ligo pra isso, é muito bem feito sim mas... Sei lá, não consigo me importar com romances, mas PELO MENOS ele é natural, você constrói ele de pouco a pouco nos diálogos ao invés de algo forçado e jogado garganta abaixo como Final Fantasy adora fazer. E pra justificar isso que eu falei nem preciso falar de Rinoa e Squall ou Tidus e Yuna, né?



No final das contas acaba sendo um produto final incontáveis vezes melhor, seja por história, personagens ou jogabilidade, e mesmo bugado no PS3 ele ainda assim é um jogo bem melhor.

Sobre os DLC's, tem os dois que já citei de personagens, com Zaeed e Kasumi e tem mais alguns como Project Overlord que tem mais missões com a Hammerhead (a nave), algumas missões extras além das já citadas acima, tem duas DLC's que são de extrema importância.

São elas, Lair of the Shadow Broker, que é a DLC da Liara, contando mais sobre sua atual função do jogo e explorando isso ainda mais, divertida pra cacete, e tem um puta dum background, sem falar que esclarece umas coisas sobre Shepard mas melhor que ela só a The Arrival mesmo.

Essa missão pode ser feita antes ou depois da Missão Suicida, e não, NÃO LEIA NADA sobre ela, absolutamente nada, não procure, não veja, não leia, apenas jogue. E só se tiver o jogo e não tiver ela e não tiver acesso mesmo que aí sim veja no YouTube, mas só caso você não tenha acesso algum ou vai levar MUITO SPOILER MESMO.

As duas missões são de extrema importância e a The Arrival ainda de quebra é a ponte que liga ME2 ao ME3, então tenha isso em mente. Eu não li nada sobre e fiquei de queixo caído, porque a DLC da Liara já era foda mas essa se saiu brilhante.

Quanta criatividade esses caras tem. Puta que pariu, muito jogo poderia ter essa noção de criatividade e botar em prática.

"Toma isso em nome do meu café que você derrubou"

A missão final é simplesmente INCRÍVEL, todo mundo diz muito sobre a famosa Suicide Mission não está entre as melhores e mais emocionantes cenas da história dos videogames sem razão.

Jogar a missão suicida é como jogar Silent Hill com fone de ouvido, você pode explicar mas palavras não serão o suficiente. É simplesmente incrível, é uma missão onde você tem que saber exatamente o que fazer e como fazer porque senão personagens vão morrer e se não tiver feito muita coisa antes do jogo, vai dar merda.

A recomendação é simples e clara, faça TUDO antes de "dar início" ao final do jogo, vai dar pra sentir bem claramente quando o final vai começar, então, faça tudo antes, explore bastante os planetas, faça todas as missões de lealdade, pegue todos os upgrades da nave com os membros e nas lojas, faça tudo que tem direito pra ter um final trincado de foda.

Durante a Suicide Mission é necessário tomar atitudes pesadas que podem resultar em mortes, seja MUITO ATENTO com tudo que se passa, as Loyalt Missions vão te mostrar claramente a eficiência de cada personagem e entender elas durante a missão final é a chave do sucesso.



Mass Effect 2 é o tipo de jogo que deu gosto escrever, ler, falar, observar, conhecer, jogar, entender e etc, ele ultrapassou a barreira de um mero jogo normal e se tornou uma experiência absurdamente marcante apesar das poucas falhas do seu sistema e bugs mesmo que pouco frequentes, o enredo é grandioso, te deixa com aquele gosto de quero mais e cada vez que desligava o videogame eu tinha aquela sensação de "eu poderia jogar um pouco mais..." mas como eu tenho vida e trabalho, num dava.

Honestamente, esse jogo é um bom shooter e um bom RPG, acho que até dá pra falar que eu vejo ele como um puta RPG (porque eu priorizo enredo acima de tudo) e se tornou uma experiência absurdamente fantástica, eu jogarei de novo algum dia, porque até o momento foi o melhor jogo da sétima geração que eu joguei de longe, Mass Effect 2 é um RPG americano no nível de muito JRPG e melhor que muitos desses famosos até por um capricho incontestável em todos os seus departamentos.

Mass Effect 2 é basicamente uma evolução gigante, que todos dizem ter retrocedido no terceiro, mas ainda não sei, de toda forma, já ta tudo pronto e com todas as DLC's pra começar a destrinchar pra ver como diabos a saga termina e se o final é tão problemático quanto dizem.

Então, até lá. Eu fui.


Enjoy