19 de fevereiro de 2013

Crimson Gem Saga


Pois bem, novamente estou por aqui.

E dessa vez pra falar de um dos RPG's que eu mais gostei de jogar até hoje.

Bom, seus motivos pra estar aqui são simples e nem por isso menos importantes. Querem saber ?

Come on!


Basicamente, esse foi um jogo lançado inicialmente como exclusivo de PSP em 2008 com título de Astonishia Story 2 no Japão e enviado a nós do ocidente em 2009 com nome de Crimson Gem Saga, desenvolvido pela IRONNOS Sofftware e publicado pela Atlus.

Apesar de ser continuação do primeiro jogo da série, ele não necessariamente segue uma ordem de acontecimentos, tornando as duas histórias totalmente independentes.


Confesso que li, procurei e vi o primeiro jogo, não gostei de quase nada e preferi ignora-lo. Afinal de contas, só soube que era o segundo jogo da série logo após termina-lo.

E enfim, agora vamos ao mais importante que um RPG deve ter, sua história!

Que apesar de simples e nem de longe um best-seller pode te surpreender.

Tudo começa quando um garoto, Killian, protagonista principal da trama resolve entrar pra Ordem da Luz, organização de cavaleiros do jogo e seus motivos tem a profundidade de uma poça d'água nesse aspecto.

Spinel vai alegrar o jogo e te garantir boas risadas.

Porém, dentro da academia, fez um rival e ele esteve sempre em primeiro lugar, deixando Killian em segundo, e na sua formação acadêmica, eis que o principal da história se dá bem ?

Claro que não, ele fica em segundo. Apesar de contente com seu cargo, Herbert fez questão de esfregar em sua cara com todas as forças para que deixasse nosso herói da justiça com inveja e o fizesse sentir necessidade de provar seu valor ao redor do mundo e blá blá blá.

E tudo começa bem, quando o personagem encontra Spinel e sua aventura começa a tomar um rumo diferente do previsível pra qualquer jogador que tenha visto meia dúzia de histórias que inicialmente se parecem com essa.

Sem contar que como sempre, o verdadeiro inimigo só da as caras no final do jogo e seu nome é citado de muitas formas.

Uma coisa que eu gosto muito nesse jogo é a ausência do maniqueísmo, coisa presente em poucos momentos do jogo que se vistas com atenção, te fazem compreender a real motivação dos personagens e alguns elementos de roteiros que são usados de forma sutil.


Confesso, o começo do jogo é bacana, mas não anima, nem de longe te dará empolgação. Mas o capricho do jogo em si motiva, como por exemplo as ilustrações do jogo, a trilha sonora que colabora muito e funciona super bem pro ambiente que o jogo retrata, o cenário é lindo e a dublagem é MUITO bem feita, coisa que jamais devemos esperar de uma dublagem americana.

Afinal de contas, algumas poucas séries tem bom senso e deixam americanos dublarem desde que sejam competentes e algumas séries como Atelier Iris deixam as duas dublagens, americana e japonesa, pra que pessoas que odeiam vozes fru-frus de personagens femininas e de personagens masculinos semi-retardados sejam algo fora de nossa mente.

Seu sistema é interessante e totalmente simples, com uma árvore de habilidades a ser aprendida conforme avança o jogo e inimigos com inteligência artificial muito boa e muitas vezes bem fortes. É necessário um pouco de estratégia com o passar do jogo, por que nível não é algo tão tranquilo de ser adquirido.

Mas no limite certo, nada exagerado em dificuldade como um Shin Megami Tensei da vida.

O jogo tem seu sistema de combate baseado em turnos na maneira clássica, se pode usar um item ou fazer uma ação. Só que uma das graças desse jogo está em uma coisa simples que todo RPG deveria ter...

ATAQUES COMBINADOS.

Sério, é sempre legal ver um ataque combinado, mesmo que simples, porém feito com capricho devido! E sinceramete, ver os ataques combinados em 2D me deixa muito empolagdo.

Eis que do nada, você faz a magia combinada e dá uma coisa assim na tela:


E de repente eu jogando só mandei aquele grito:

"MEU, QUE FODA!"

Por que diferente da maioria das pessoas, não é que eu não goste do 3D mas eu particularmete prefiro 2D.

Outra coisa que eu gostei nesse jogo é que souberam dosar os persoangens de forma que todos são diferentes mas você não é obrigado a jogar com todos, caso queira tirar o mago e jogar com o guerreiro, você pode, desde que use estratégias e assim por diante.

Afinal de contas, o jogo possui um guerreiro simples (Killian), uma ladra (Spinel), um mago (Henson), monge (Lahduk), uma guerreira mais complexa (Acelora) e um clérigo (Gelts). E tudo muito bem dosado de forma que como eu disse, não será terrivelmente massante, e muito menos obrigatório a se jogar com "melhor grupo". Claro que existem estratégias mais simples, mas isso é opcional.

Falandos nos protagonistas, aqui vai um breve resumo deles.

Personagens


Killian


Personagem principal, como eu já disse acima, e bem típico de um principal, determinado e disposto a mostrar a todos suas forças e etc. Seu único diferencial é sua maturidade e seriedade, agindo de forma fria em vários momentos cruciais do jogo e mantendo uma postura de disciplinado.

Spinel


A ladra do grupo, muito eficiente com ataques seguidos, apesar do pouco dano, quando críticos e seguidos, seus ataques são devastadores. Com personalidade ousada e determinada, ela fala o que pensa, age e mostra ao grupo (e pra alguns produtores) como se faz um personagem fan service de forma decente.

Gelts


O ex membro da Ordem da Luz, que entra pro grupo no objetivo de colaboração total com seus personagens, em busca de riquezas. Aparentemente legal, mas depois se mostra um tremendo covarde. Possui ataques razoavelmente fortes e muitas magias de cura e proteção contra status negativos.

Lahduk


De longe o personagem mais legal do jogo, com golpes legais, especiais legais e uma personalidade forte. Apesar de Killian andar na frente, é Lahduk quem dá as coordenadas, organiza estratégias e está à frente no jogo, sendo praticamente o líder do grupo. Típico de um monge, tem golpes na base da porrada e livre de armas.

Henson


Mago recém-formado. Henson, apesar do nome bizarro e escroto tem um nível de poder fora do alcance normal, é um mago nada talentoso e totalmente digno de seu esforço, com algumas passagens do jogo provando isso claramente. Henson possui ataques mágicos elementais, força física de merda e MP monstruoso, típico de qualquer mago.

Acelora


Acelora é um personagem interessante com seu potencial não devidamente explorado, ela era uma das capitãs da Ordem da Luz até ser descartada quando seu uso não era mais necessário. Possui ataques fortes e poucas magias que apesar de pouco dano, acertam todos os inimigos, e possui habilidades de morte instantânea.

Conclusão

O jogo em si é curto, e com história simples, porém com algumas reviravoltas que deixariam os fãs alucinados de Final Fantasy com aneurisma de tanto ódio por verem como uma empresa pequena e simples terem muito mais cuidado com seu roteiro do que uma grande série.

E apesar de simples e curto, recomendo treinar todos os personagens e pegar todas as suas habilidades possíveis, o máximo de itens raros e afins, por que além da campanha principal, existem dois eventos extras durante o jogo que são pra se obter a armadura e espada secretas de Killian, deixando o restante do jogo uma piada de tão fácil.

Valer a pena até vale, mas tira parte da graça do jogo, eu mesmo só as usei no final. E vale citar que os dois eventos são duas quests das quais tem um chefe bem mega-super-roubado-pra-caralho-ao-extremo-cósmico esperando no final de cada uma. E como apelam... será necessário uma estratégica impecável (da qual não vou revelar) pra vencer.


Depois disso, a parte final do jogo tem uma grande reviravolta, da qual compensa manter todos os 6 personagens muito bem treinados. Caso joguem essa belezinha no PSP de vocês (ou emulador, caso consigam fazer funcionar), irão me entender.

Eu sei que irão, e vão agradecer e muito ao meu aviso!

Ainda bem que treinei bastante e não fui pego desprevinido tecnicamente falando, mas se tratando do roteiro... Sim, foi uma surpresa MUITO positiva!


Enjoy!

13 de fevereiro de 2013

Megaman Zero: Prodígio da Franquia Megaman

    
    Olá, leitores do Lugar de Nerd! Quem vos fala hoje sou eu, Dipaula. Eu sou o autor de uma postagem sobre antagonistas publicada há um tempo atrás, que pode ser vista clicando aqui. Como Juninho me cedeu mais espaço em seu blog, aqui estou novamente.

    Hoje vim falar de Megaman. Quem, pelo menos, não ouviu falar dessa franquia de games de plataforma que é sucesso absoluto no mundo todo desde a época do “Nintendinho”? Para os dois ou três que chegaram do planeta Oa agora, vou resumir do que a franquia se trata:

    No futuro, humanos e robôs vivem lado a lado em prosperidade até que, eventualmente, alguns robôs se rebelam contra os humanos e tentam dominá-los. Então surgem robôs que, para proteger os humanos, decidem lutar contra seus irmãos rebeldes, e são esses protetores da humanidade que o jogador controla, quase sempre.

    Essa síntese resume, grosso modo, as duas primeiras séries da franquia, Megaman e Megaman X. Claro que há diferenças entre as duas, mas no fim a idéia-base é a mesma. Um bom exemplo disso são os protagonistas: o personagem “X” da série Megaman X é uma espécie de versão melhorada de Megaman, o protagonista da série de mesmo nome.

    Hoje, no entanto, falarei de uma série da franquia Megaman que difere bastante das citadas acima em diversos aspectos: Megaman Zero, lançada para o Game Boy Advance. Falarei dela, pois não vejo muita gente falando a respeito, pelo menos não com a justiça merecida. Falarei também porque a considero a melhor série da franquia e uma das minhas séries de games favoritas.

    A primeira razão pela qual amo tanto a série Megaman Zero é seu protagonista: Zero. Permitam-me descrevê-lo e entenderão como ele se tornou um dos personagens mais amados da franquia, se não o mais amado...

 

 O Protagonista

 


    Zero surgiu em Megaman X, no Super Nintendo, como um coadjuvante, mas na medida em que novos títulos eram lançados ele foi ganhando cada vez mais destaque. E foi justamente essa atenção dada a Zero que melhorou os enredos dos jogos da série.

    Em Megaman X a história não vai muito além do resumo que eu fiz alguns parágrafos acima, mas em Megaman X2 ela melhora um pouco, pois tem Zero como foco. Em Megaman X3, Zero já é um personagem controlável, mesmo que só em algumas partes do jogo, podendo mudar o rumo da história. Em Megaman X4, X5 e X6 ele se torna um protagonista, sendo possível controlá-lo o jogo inteiro. Além disso, o enredo melhora consideravelmente, pois o passado e os poderes ocultos do personagem são revelados e a história passa a girar em torno deles. Isso fez com que ele roubasse a cena totalmente, fazendo de X quase que só uma ferramenta para manter a identificação visual com os jogos mais antigos.

    Não posso afirmar com certeza, mas tenho a impressão de que o crescimento de Zero teve a ver com seu apelo para com os fãs, que quiseram uma participação cada vez maior do personagem na série. Isso, meus amigos, se chama CARISMA! Partindo desse raciocínio, nada mais natural do que ele protagonizar sua própria série, não?

    E já que falei do bem que o personagem fez ao enredo da série Megaman X, é justamente esse um dos aspectos que fazem a série Megaman Zero se destacar. Falemos disso, então:

 

O Formato do Enredo

 


   Os enredos da série Megaman Zero não são dignos de um livro best seller, mas foram escritos com mais cuidado, mostrando preocupação com a história e seus personagens. Observe que em Megaman e Megaman X existe um mundo pacífico, vilões querendo destruir essa paz e protagonistas para impedir os vilões. Esse é o modelo mais simples e desinteressante de enredo possível. Ele é usado nas primeiras histórias de super-heróis e satirizado incansavelmente em desenhos como Meninas Super-Poderosas.  De Megaman X4 em diante, como já mencionado, Zero ganha destaque na história e seu passado é explorado, adicionando alguma profundidade à mesma, mas não alterando o formato.

    Em Megaman Zero o formato é outro, bem mais atraente. Aqui a luta é travada contra a paz estabelecida, pois ela se sustenta da miséria de uns poucos. Os protagonistas aqui lutam para mudar o mundo ao invés de meramente mantê-lo seguro. Isso é visto também em RPGs como Final Fantasy 7, aclamados por seus enredos.

    Outro detalhe importante é que no primeiro formato, visto em Megaman X, os personagens são vistos pela humanidade como heróis. Já neste, eles são vistos como criminosos, pois os humanos são justamente aqueles cuja paz se beneficia do sofrimento dos robôs, a minoria oprimida. Colocar os seres humanos num papel diferente do de vítimas foi algo inovador para a franquia.

    Esse estilo de história torna o protagonista mais convincente, pois ele desafia as leis em nome de uma causa ao invés de punir aqueles que as transgridem. É mais fácil admirar um mártir do que um carrasco.

    Algo que também deve ser notado são os muitos diálogos presentes ao longo dos quatro jogos, que existem em maior quantidade do que nas outras séries da franquia. Vale destacar as falas dos chefes de fases, que a partir do segundo título ganham uma frase para quando são derrotados (as famosas últimas palavras), às vezes amaldiçoando o protagonista, às vezes lamentando por terem falhado em destruí-lo. A partir do terceiro jogo os chefes ganham frases de vitória, vangloriando-se por terem eliminado o lendário Zero. Isso acrescenta alguma personalidade a personagens tão secundários, deixando-os mais interessantes.

    Assim, fica claro que nas séries anteriores o gameplay era a prioridade e o enredo um complemento. Na série Megaman Zero ambos têm igual importância. E já que mencionei o gameplay, falemos disso então:

 

O Gameplay

 

Zero e algumas de suas diversas armas!

    A “série Zero”, como meus amigos e eu chamamos, inspira certa polêmica quanto a sua jogabilidade por vários fatores, mas principalmente pela dificuldade. O que acontece é que houve um resgate ao nível de desafio original da franquia, em parte perdido nos títulos lançados para PS1.

    Embora alguns tratem tal dificuldade como se causasse aneurismas e combustões espontâneas, não é bem assim. O jogo exige mais do jogador, mas também oferece muito mais recursos do que o normal, permitindo tornar Zero bem mais poderoso do que os chefes, se você for paciente. Agora, se você se importa com “ranking” ou coisa parecida, pode se frustrar um pouco. Veja só:

    A cada fase completada você recebe uma nota (chamada de level no jogo) indo de S (a mais alta) a F (a mais baixa), e os recursos que mencionei acima fazem sua nota final cair. Logo, quanto mais poderoso Zero se tornar, piores serão suas notas ao término das fases. Se quiser manter uma nota alta terá que jogar com a barra de vida e os recursos iniciais, coisas que só um monge ou um robô teriam paciência para fazer.

    Algo interessante são os apelidos que você recebe junto com as notas. Os apelidos variam de acordo com fatores tais como a arma usada, quantidade de dano recebido e velocidade com que a fase foi concluída, podendo ser lisonjeiros como “espadachim perfeito” ou nem tanto, como “atirador lerdo”. Esses felizmente nada têm a ver com os recursos utilizados.

"Crasher". Mesmo com nota F você ainda pode tirar onda com um apelido legal!
    Outra razão pela qual os bundões - ops! - “jogadores casuais” reclamam é que aqui é muito mais trabalhoso fortalecer o personagem (aumentar a barra de vida, etc.). Coisas como os corações (que aumentavam a barra de vida) e as parts (que ofereciam melhorias, como pular mais alto) vistos em Megaman X foram abolidos na série Zero, sendo substituídas por Cyber Elfos.

    Eles são seres que, quando utilizados, proporcionam todo tipo de recurso, como aumentar o número de vidas, a velocidade, o dano causado, até mesmo se tornarem subtanks. Só que grande parte deles precisa ser alimentado com cristais de energia antes de ser usado, levando o jogador a ficar voltando nas fases para juntar os tais cristais, algo que pode ser bem cansativo visto que certos cyber elfos precisam de uma quantidade exorbitante para tornarem-se utilizáveis.

    Não posso deixar de citar algo que também é exaustivo para alguns, abolido do terceiro jogo em diante: a necessidade de evoluir as armas de Zero. Poi é, em Megaman Zero 1 e 2 você não pode sair por aí fazendo combos com a espada ou carregando tiros desde o início, as armas só alcançam sua efetividade normal depois de evoluírem uns três níveis em média, com uso constante. O lado bom é que, se houver persistência, é possível deixar as armas muito mais poderosas do que o normal (sendo possível até mesmo usar ataques carregados com a espada!), o lado ruim é que algumas armas levam em torno de duas encarnações para atingir níveis altos...

    Bem, dificuldade à parte, o gameplay não fica devendo nada a outros títulos da franquia. A bem da verdade, se o medo inicial da dificuldade for vencido, a experiência pode ser ainda mais rica, já que as fases têm mais coisas a serem descobertas (como os cyber elfos) e a variedade de armas prolonga o tempo de jogo, pois elas possuem características particulares exigindo tempo para dominar cada uma.

    Além do ótimo gameplay, o jogo nos presenteia constantemente com capricho visual. Permitam-me ilustrar o que disse:

 

O Visual

 

 
    Imaginem que boa surpresa foi para mim, quando destruí meu primeiro inimigo com a espada esperando que ele simplesmente explodisse e, no entanto, ele teve seu corpo partido em dois. Isso mesmo! Quando você mata inimigos com golpes cortantes, seja com a espada ou outra arma cortante qualquer, eles se partem de uma variedade de formas dependendo do inimigo em questão. Isso também vale para os chefes, me obrigando muitas vezes a abandonar a estratégia de atirar de longe e me arriscar a matá-lo de perto, apenas para cortá-lo ao meio. Ah... São essas pequenas coisas que fazem a vida valer a pena afinal... 


Cortar chefes ao meio não tem preço...
    Isso demonstra que houve grande dedicação no desenvolvimento do jogo. A Capcom podia fazer isso mais vezes...

    Outra demonstração de preocupação com detalhes são as belíssimas ilustrações que acompanham certos momentos da história, que são de encher os olhos, apesar da baixa resolução (a tela do Game Boy Advance é menor que a palma da sua mão, dê um desconto...). As ilustrações são de Toru Nakayama e, em minha opinião, deixaram ainda melhor o personagem Zero, que já era incrível. O traço do artista possui dinâmica e expressividade que eu poucas vezes vi igual. Isso sem falar que adoro esse visual meio infantil em contraste com o clima de guerra que a história transmite.

    Em geral, o gráfico é muito bonito, bem movimentado e detalhado, principalmente considerando o já mencionado tamanho da tela do console.

    E já que falamos da agradável experiência visual, não podemos deixar de falar da auditiva, que não fica atrás. Bora lá!

A Trilha Sonora

 

 

Capa do fantástico CD Mythos!
    O primeiro título apresenta uma trilha bem competente, com músicas muito boas (algumas são ótimas), mas que não saem muito do padrão “música de fase”. Do segundo título em diante, porém, a evolução é notável e a trilha outrora competente se torna ARTE! Você se pegará assobiando ou cantarolando as músicas do jogo e provavelmente vai querer baixá-las para ouvir depois. Sério, poucos jogos 16 bits possuem músicas que vão além da obrigação de dar clima às fases! Só a série Donkey Kong iguala tal proeza!

    Para provar, deixarei aqui alguns links de algumas das mais marcantes da série, sendo que a primeira coluna corresponde às versões originais em MIDI e a segunda às versões remasterizadas:

Neo Arcadia (Megaman Zero 1)       LINK  LINK
Flash Back (Megaman Zero 2)          LINK  LINK
Cannon Ball (Megaman Zero 3)        LINK  LINK
Straight Ahead (Megaman Zero 4)    LINK  LINK

    O melhor de tudo é que as trilhas sonoras dos quatro jogos ganharam versões remasterizadas lançadas em cinco brilhantes CDs:

Remastered Tracks Rockman Zero (Megaman Zero 1)
Remastered Tracks Rockman Zero – Idea (Megaman Zero 2)
Remastered Tracks Rockman Zero – Telos (Megaman Zero 3)
Remastered Tracks Rockman Zero – Physis (Megaman Zero 4)
Rockman Zero Soundtrack Collection – Mythos (uma coletânea de todos).

Vale muito a pena conferir!

Considerações Finais

 

Terminem de ler logo que eu tô com sono...

    Baseando-se nos aspectos aqui descritos, pode-se concluir que Megaman Zero é uma série de jogos bem desafiadores, agradáveis aos olhos e ouvidos e com o melhor enredo da franquia, até hoje.

    Aqueles que como eu, são exigentes, e além do gameplay apreciam um bom enredo, não terão do que reclamar. Aqueles que não dão a mínima para a história, ainda encontrarão aqui jogos com ótimo gameplay e alto nível de desafio, garantindo horas de diversão. Agora, se você gosta de jogos menos trabalhosos (mas ainda desafiadores), recomendo que jogue os dois últimos títulos da série: Megaman Zero 3 e 4 (se não se incomodar em perder metade da história...).

    Ah, quase me esqueço. Para aqueles que se frustram com um pouco de dificuldade e detestam ter que se esforçar, aqui vai uma boa notícia:

    Existe uma coletânea dos quatro jogos da série chamada Megaman Zero Collection, para Nitendo DS. Nela existe um modo onde você joga os quatro jogos em seguida com se fossem um só, com o máximo de recursos disponíveis desde o início, eliminando qualquer desafio. Talvez você devesse tentar, depois de comer toda sua papinha e arrotar... E tirar um soninho... FRACOTE!

    Enfim, se você é um fã de Megaman e ainda não jogou Megaman Zero, não pode deixar de conferir.

    Isso conclui esta postagem, meus caros. Como já havia dito, sou novo nessa coisa de postagens e estou aberto a dicas, sugestões e críticas (mas deixem minha mãe fora disso...). Se você se ofendeu com este texto e quer me punir (e provavelmente curte uma papinha e um soninho...), fique à vontade. Polêmica dá audiência!

    Até a próxima!

23 de janeiro de 2013

Tekken Tag Tournament 2 - Review



Apesar do meu incrível amor por jogs de luta 2D, nunca falei que odiava os 3D...

Ou falei ?

Enfim, não importa.

Bom, eis que depois de uns tempos sem postar nada aqui estou pra postar sobre um jogaço de pancadaria da nova geração.

A real, é que existem mutos bons jogos de luta 3D, e apesar de Virtua Fighter 5 Final Showdown ser expcional pelo seu realismo dos golpese capricho visual e musical, e Soul Calibur (o III em especial) ter um capricho muito grande com seu roteiro (coisa que morreu do IV em diante), minha série de jogos de luta 3D favorita é Tekken.


Maaaaaas, esse carinho começou no 3, sumiu no 4 e voltou no 5, onde havia tudo muito caprichado e etc, mas ainda não tinha muito daquela empogação.

A real é que Tekken só melhorou até o seu sexto jogo da série, e o roteiro da série SEMPRE FOI UMA BOSTA.

E piorou muito no 6, puta que pariu.

Chega a ofender a inteligência de qualquer ser humano.


Porém, se tratando de JOGAR Tekken, sempre foi e sempre será o melhor dos 3D, sem sombra de dúvidas.

E agora falando friamente, Tekken Tag Tournament 2 é espetacular. E vejamos o motivo pra isso!

Primeiro de tudo, quantidade de personagens.

Simplesmente um número absurdo de 59 personagens no jogo.

E se quer saber...

É BOM DEMAIS VER ISSO TUDO DISPONÍVEL!

Apesar de algumas falhas nessa quantidade, e explicarei agora...

Basicamente, alguns personagem tem o mesmo gameplay, e funciona como um "repetido".

Eis a carismática JayCee!

Por exemplo, Julia está vestida de JayCee, uma lutadora mexicana ou simplesmente "luchadora" e tem seus golpes de sempre com os de uma luchadora (explicado em seu final) e sua mãe Michelle está de volta ao jogo, por que é uma personagem do Tekken 2 e morta, só que com a jogabilidade de sua pimpolha.

Isso sim é uma tática inteligente, mas quando vemos Lee e Violent que são a mesma pessoa, tendo em vista que o segundo é o alter ego do primeiro, eles deveriam pelo menos ter golpes diferentes. O que não acontece.

O mesmo com Tiger e Eddy e alguns outros personagens como Sebastian e Lili. E pra quem não ta ligado, Sebastian é o mordomo da Lili que aparece no final dela em Tekken 6.

Outra ideia idiota, e já que era pra ser um personagem "novo", pelo menos que tivesse golpes diferentes.

Agora...a trilha sonora que como sempre feio estupenda, dessa vez não decepcionou.


Muito, mas muito eletrônica mesmo. Dá até pra sentir vibe de psy e dubstep.

E outro fator do jogo são os gráficos.

Eu como todos já sabem, não sou de ligar muito pra isso.

Porém, enquanto o 5 tinha um super gráfico em vista da sua época, o 6 deixou a desejar com expressões mal feitas e modelos 3D com fisionomia duvidosa.

Me leva a crer que por ser no começo da nova geração não houve certo cuidado em fazer o jogo na questão visual, coisa que a Sega ensinou pra Namco como se faz no Virtua Fighter 5.

Porém nesse novo, o visual ta IMPRESSIONANTE.


Sério mesmo, é sinistro ver um jogo de arcade em 1080p, portado para consoles somente em 720p ter um gráfico tão surpreendente. As expressões estão detalhadíssimas e cada frame do jogo é feito com o devido cuidado. Cenários com chuvas, ventos e tudo mais com MUITA fluidez. É lindo de ver.

Tendo em vista que os consoles da atual geração suportam o Full HD (Xbox 360 com 1080i e PS3 com 1080p), só existe uma explicação para terem feito eles em 720p, que é o fato de ter loadings (rápidos)  e uma instalação no HD de quase 8 GB...

Pra um jogo de luta isso é muito, então se fosse 1080 ia aumentar ainda mais... sem contar que Loadings em consoles de nova geração é algo que PRECISA ser rápido... então acho que essa é a única explicação plausível. Amor ao HD do seu console, isso a Namco parece ter.

E agora a parte que interessa.


O GAMEPLAY!

Simplesmente alucinante.

Historicamente falando, Tekken evoluiu muito ao longo de sua existência se tratando de jogabilidade, o 1 era muito lento e ruim, o 2 era lento e bom, o 3 já era mais rápido e muito melhor só que ainda havia desequilíbrio dos personagens, dano absurdo, combos que matavam na hora e etc...

E isso melhorou muito depois que a Namco resolveu aumentar a complexidade do jogo no 4 e com resultados positivos continuou a fazer isso do 5 em diante. E isso fez muito bem pra série. Afinal de contas era UM SACO enfrentar esses caras que ganhavam com Eddy só apertando dois botões.

Minha nossa, como era frustrante. E depois disso o Eddy nunca mais foi o roubado de sempre, tanto que os jogadores dele no 5 diminuíram consideravelmente. E do 5 em diante quem jogava com Eddy, SABIA JOGAR MESMO COM ELE.

ISSO SIM MERECE MÉRITO VIU SEUS FÃS PUTINHAS DE PERSONAGES ROUBADOS! E NÃO HÁ ARGUMENTOS QUE PROVEM QUE EDDY ERA UM PERSONAGEM NORMAL NO TEKKEN! OK ?


Continuando após um breve desabafo...

Quem jogou o primeiro Tag Tournament sabe como o jogo era lento e nem tão dinâmico assim, era logo depois do 3 de PS1.

Mas o Tag 2 trouxe os mesmos recursos de agarrões combinados e uma novidade, que é o Tag Crush, na qual o personagem controlado no momento da um golpe, que levanta o inimigo, seu segundo personagem vem e você pode desferir pancadas e depois troca de novo pro primeiro.

Meio complicado explicar, mas ao ver tudo se torna simples.

E os comandos são os mesmos de sempre, uns golpes adicionados aqui, outros removidos ali, um combo diferentinho lá...

Nada que cause desgosto, repulsa ou rebeliões com pessoas fazendo protestos.


O melhor de tudo, que diferente do primeiro jogo, esse não te obrigada a jogar com dois personagens.

Você pode pegar somente 1, e ele terá energia e dano de dois personagens em um só.

Pra quem não curte o estilo Tag é uma boa pedida (Tag que me refiro, um personagem morre e a luta acaba).

Eu mesmo não sou fã, e eu até jogo sem reclamar, mas acho que qualquer jogo que se joga com dois personagens teria de ser como por exemplo o Team Mode do Mortal Kombat (que ainda pretendo fazer review) que se joga com dois e tem que vencer os dois inimigos.

Sinceramente, eu vejo mais sentido nisso!

Mas enfim, a liberdade de escolha grita nesse aspecto, você sozinho pode enfrentar outro sozinho ou uma dupla. E isso é MUITO FODA!


Ainda mais que se trata de um Dream Match (termo usado pra jogos com muitos personagens de uma franquia e totalmente fora da cronologia) com praticamente todos os personagens da franquia. Todos os normais jogáveis estão incluídos. Os que firacaram de fora são Gon (exclusivo do 3), Azazel e mais uma meia dúzia de personagens toscos e sem graça.

Os legais estão de volta, alguns toscos também. E o melhor de tudo são os que morreram ou estão  e a galera gostava, como Michelle, Violet, Doctor B,  Kunimitsu (dei pulos de alegria com a volta dela), Angel (blergh) e alguns mais.

Já gostava dela antes, agora redesenhada mais ainda!

Uma novidade legal é Slim Bob, o Bob gordão numa versão magrela, cuja qual somente os que terminaram o jogo com Bob no Tekken 6 poderão entender, mas eu deixei o link do final dele bem aqui.

E outra curiosidade legal é Forest Law, o filho de Marshall Law que somente apareceu em Tekken 3, está no jogo. E o mais incrível é que não tem a mesma jogabilidade de seu pai. Movimentos parecidos e algumas coisas semelhantes mas acabam sendo dois personagens bem diferentes.

Isso tudo por que o jogo veio com vários personagens DLC, e acredite... TODOS DE GRAÇA.

Já estavam no disco, mas tinham que esperar dia certo pra atualizar e desbloquear, comprei dois dias antes de poder jogar com Kunimitsu...

E nisso só posso dizer um: "CHUPA CAPCOM!"

Combot, o personagem jogável em Fight Lab!

Assim que se usa DLC em disco, pra promover a expectativa e fazer a galera comprar, só que sem estuprar ela por cada DLC incluído.


E pra quem não sabe, todos os personagens dessa vez são dublados de acordo com seu país de origem. E pra quem tiver dúvida basta jogar com Eddy ou Christie pra ver os dois dublados em português do Brasil!

E pra ser sincero, dá pra ficar desapontado com a dublagem de semi-retardada fugitiva da APAE que Christie ganhou... SUPER DECEPCIONANTE. Enquanto a voz americana dela em todos os jogos anteriores eram muito boas.

Mas ao menos Eddy, o queridinho dos brasileiros está bem minimamente bem dublado, apesar de que poderiam ter feito uma escolha melhor, colocar alguém mais inspirado. Mas se compararmos com Christie, ele está sensacional.

Deixarei o vídeo com seu final aqui pra quem quiser verificar, e por falar em finais...


Bom, lembram dos finais horrendos do Tekken 6 ?

Pois bem. O jogo não apresenta esse tipo de final, é algo mais mostrando a motivação do personagem ou meio que uma espécie de prólogo como é o caso de JayCee. Sinceramente, é menos ofensivo pros fãs que os finais ridículos do jogo anterior. Muito melhor!

E terminar o jogo nem é tão difícil de se terminar como o 5 e o 6. Esses não eram difíceis mas exigia pouco mais de maldade durante o jogo e principalmente nos chefes finais.

Assim como Tag 1, esse exige pouco do jogador iniciante, e só no chefe final que acaba pesando um pouco a dificuldade, mas nada que com uma ou duas tentativas não sirva de lição.

O jogo consiste em 9 lutas, sendo que 6 são contra personagens comuns e depois tem duas com sub-chefes e um chefe.

A oitava luta é nada menos que Heihachi (jovem) e Jinpachi, a nona é True Ogre (não tem história nenhuma, lembra ?) e a última é Jun Kazama que nada mais era que o demônio Unknown desfarçado usando sua imagem (e golpes).

Sim, é isso tudo mesmo de personagem jogável.

Bom, como se trata de um "Dream Match", tudo ta valendo né ?

Eu realmente não me incomodei com isso, mas como sempre haverão os que darão milhões de chiliques, então... caso veja um fã putinha irritado com isso. Acredite, não será surpresa!

Mas enfim, rumo à conclusão.

Eu sinceramente, adorei, e já tenho esse como meu predileto da franquia. Jogo rápido e cheio de personagens. Isso sem contar o retorno dos mortos que pra uma festa como essa funciona muito bem.

Isso sem contar a porrada de modos de jogo como Arcade, Versus, Ghost Battle, Team Battle, Time Attack, Survivale e um modo Pair Play pra 4 jogadores simultâneos.

Sem contar o Customize que a galera fã da série já adora e Fight Lab, que é um modo onde Violent (alter ego de Lee) ensina Combot a lutar. E com isso você aprende as manhas do jogo e tudo mais. Bem legal diga-se de passagem, um dos tutoriais mais legais que já vi, por que ele tem um motivo pra acontecer e etc. É ver pra crer. E rir! Claro!


Por que quem leva Tekken a sério merece uma surra de mangueira de bombeiro!

Tekken Tag Tournament 2 nada mais é que um jogo sem história com um número estupendo de 59 personagens (nas versões de Xbox 360 e PS3), praticamente tudo de bom que a série tinha foi usado nesse jogo, além das músicas muito empolgantes e um clima de festa constante, que deixa tudo bem foda!

E a única broxada do jogo é o fato de que só se joga Online mesmo com o passe online, se caso comprar de segunda mão (meu caso) e queira jogar, terá que pagar o passe separadamente...

Bom, personagens DLC de graça mas fazem isso com os fãs ? Sem deixar a porra do modo online incluso no pacote numa boa...

PORRA HARADA!!!! PORRA NAMCO!!!!

Mas acredite, você terá muito que jogar antes de partir pras partidas online. Muito mesmo!

E quase me esqueci, cada jogo tem duas capas, eu tenho é a versão Latino-Americana das capas e veio essa segunda aqui:


Esse título da série é muita diversão, sem dúvida um dos melhores jogos de luta da nova geração e vale muito à pena! Muito mesmo!



Enjoy!

4 de janeiro de 2013

200 mil visitas.



Eis outro post comemorativo.

Simplesmente gostaria de agradecer a tantos acessos afinal de contas o blog atingiu...

UMA MARCA DE 200 MIL VISITAS.

Honestamente, só tenho a agradecer, afinal de contas esse blog é nada mais que um hobbie, mas um hobbie que faço com o pouco tempo que tenho sobrando mas nada de coisas mal feitas.

Sempre procuro dar meu ponto de vista usando o máximo de conhecimento que posso pra realizar tais postagens.

E todos os leitores, novamente meus agradecimentos. Por que sem vocês não exisitiria o menor propósito em continuar com ele em tanto tempo.

Obrigadão mesmo, vocês leitores que fazem nós blogueiros continuarmos com isso!

28 de novembro de 2012

Motivos Para Jogar Street Fighter III

SAAAAALVE CAMBADA!

Andei relativamente sumido, muitas coias rolando mas enfim, isso é um blog de muitos assuntos e não um divã para desabafo.

Cheguei fervendo mesmo, pulando com os dois pés e tudo!

Enfim, eu vim aqui pra agradecer todos os leitores do blog, por que cerca de três meses atrás atingi 100 mil visitas.

E de repente, com 3 meses estou com mais de 160 mil.

Sinceramente, fiquei muito empolgado ao ver que tudo isso se deve à um blog simples, sem nenhuma intenção financeira de arrecadar lucros com visitas, eu posto aqui sempre que posso e gosto disso. Não existe nada que pague um comentário elogiando ou fazendo um comentário crítico construtivo!

Mas em todo caso, eu vim aqui pra falar de uma das franquias que melhor entendo.


STREET FIGHTER!

Of Course!

Eu já falei bastante da série por aqui, em especial na postagem sobre meus personagens favoritos e como os americanos ferraram as frases do jogo.

Enfim.

Basicamente, Street Fighter teve seu auge no segundo jogo da série, uma popularidade bem alta na série Alpha e agora no IV ultrapassa horizontes com suas mil versões e seus jogadores sem vida social que perdem toda a adolescência fazendo trials e jogando online com combos que te fazem perder a vontade de jogar.

Pois é, a vida é cruel mesmo.

Mas tem uma coisa que me desagrada bastante.

O terceiro jogo da série é visto de forma excluída pelos próprios fãs da série e por fãs de jogos de luta de modo geral ele é bem aceito como todos os outros jogos de luta bons.

Mas Street Fighter III não se limita ao "bom", ele é inexplicávelmente foda!

Bom... inexplicável não né, caralho!

FOCO JUNINHO, FOCO!

Se fosse inexplicável essa postagem teria a mesma utilidade do Select na sua manete.

Agora vamos ao que interessa!



Novos ares, novos personagens!


A Capcom prometeu um novo ar pra série e fez isso com maestria.

O problema é que nem todos aceitaram isso numa boa pela falta de personagens clássicos.

Falando sério, existem coisas que me tiram do sério com facilidade e uma delas é "não tem os clássicos" ou "não é como o modelo clássico".

Honestamente, a comunidade gamer precisa aprender a ver as coisas como são, e se o jogo tenta do início ao fim ser novo e não repetir uma fórmula, ao menos não gostem pelo que é e não simplesmente diga que é falta de clássicos.

E a Capcom ainda foi bem generosa, por que inicialmente não teria nem Ryu e nem Ken!

Pra todos que não sabem dessa informação, Street Fighter III inicialmente só teria UM personagem clássico.

E quem seria ? SAKURA!

Ela e Sean seriam aprendizes de Ryu e Ken, Sakura como prodígio do mascote da série e Sean como forte personagem aprendiz do campeão americano.


E sim, Sean não seria a vergonha que é hoje! Eu achei a ideia incrível e a removeram por que ?

"Por que não tem Ryu e Ken, sou fã putinha mesmo, mimimimimimimimimi".

Triste viu, a ideia inicial é melhor que a atual e eu fico triste só de lembrar. E pior ainda, a Capcom fez tudo nos novos pra lembrar os antigos... como por exemplo.

Remy não tem golpes de Charlie e Guile atoa, Necro não solta choques e estica braços atoa, Dudley não luta boxe atoa e Alex não é um wrestler atoa também.

Mesmo que de formas diferente, a Capcom pensou na putice dos fãs e fez personagens minimamente inspirados neles.

E a galera nem percebe ou finge que não percebe.



Novidade é sempre bom, mesmo em personagens!


Sei que esse tópico deveria estar no acima, mas a questão é...

Falar dos personagens que não fazem referências aos clássicos.

Honestamente, Twelve é estranho sim, Q também, e Oro dispensa comentários.

Isso sem contar o tamanho teor de testosterona de Makoto!

Mas cada um tem um sistema novo, diferente, e igualmente eficaz.

Mas francamente, dá um trabalho jogar com os novos, principalmente com uma Ibuki da vida, que é a ninja mais trabalhosa de se jogar da face da Terra.

Depois de Kagemaru. É claro!

Voltando ao assunto... e digo mais, mesmo que eu não goste de todos os personagens, é divertidíssimo jogar com eles, é diferente e não te dá o mesmo trabalho que um El Fuerte daria no SFIV!

A menos que você escolha o Oro... claro!

Mas mesmo assim, é interessante a tentativa de domina-los.

Afinal de contas, jogar com Ryu e Ken a vida inteira jamais vai te trazer o mesmo repeito que traria se você jogasse decentemente com Necro ou Oro!

Principalmente o Oro, digo e repito! Que trabalho pra se zerar o jogo com ele, puta que pariu! Apesar de sem dúvidas ser um dos mais apelões, eu posso afirmar que ele é o mais difícil do jogo inteiro de se dominar!

E tenho dito!



As músicas são diferentes mas são legais!


Um jogo novo em tudo... não era brincadeira quando a Capcom disse isso!

Bom, cenários diferentes do que estamos acostumados a ver, músicas diferentes, ambientes e personagens diferentes.

Tudo mesmo.

Mas as músicas! Bom, elas funcionam dentro do jogo com sua devida qualidade.

Não quero defender elas falando que são o tipo de música que você deveria comprar a OST original ou ficar ouvindo no seu celular.

Mas de fato elas funcionam bem pro jogo em questão.

E sinceramente, gosto muito de uma delas que é a Jazzy 99', música tema de Alex e Ken, muito mas muito legal mesmo, e vocês podem conferir a versão original aqui e a arrange aqui.

E como disse, esse fator não vou falar demais, afinal de contas não vejo motivos pra defender a trilha sonora desse jogo com tanto afinco.



Gameplay Alucinante


Francamente, o maior motivo pra se jogar um jogo de luta é sempre o divertimento da pancadaria.

Ao menos em 90% dos casos, tenho amigos que jogam pra ver final e etc. Coisa que eu também gosto mas confesso que eu me preocupo com isso em segundo plano.

Jogo de luta tem que ter jogabilidade EXCELENTE.

É uma necessidade do gênero, assim como jogos de esportes precisam de física realista pra se identificar com o que ta sendo feito.

E é nesse fator onde Street Fighter III se supera.

Na verdade, o III e o IV são igualmente os melhores se tratando de gameplay por motivos diferentes.

De forma técnica, abordando os dois jogos, o IV permite por ser mais lento, mais precisão e mais calma nos comandos, tornando ele mais fácil e simples, o que é excelente pra jogadores casuais e novatos, enquanto o III é muito mais difícil de se jogar, principalmente por causa do Parry! E por antes da luta começar é necessário escolher um dos 3 Super Arts, que vão definir parte da estratégia do jogador.

E pra quem não sabe, Parry é um comando que anula o golpe do oponente seja projétil ou golpe físico TOTALMENTE.

Porém, o tempo pra se usar o comando é algo absurdo e coisas que somente alienígenas disfarçados conseguiriam.

Localizaram um na Terra por sinal, o nome dele é Daigo Umehara.


Ele se diz humano e mora no Japão. Que japonês é inteligente e superior em games de luta não é novidade.

MAS PARRY EM TODOS OS HITS DO SENRETSU KYAKUU DA CHUN-LI É COISA DE ALIEN.

Não adianta tentar me convencer, pra mim Daigo sempre será um alienígena!



Fator Desafio


Falando em dificuldade, esse jogo tem um fator desafio muito bom.

A realidade é que Street Fighter III é o mais complexo da série, tornando as lutas muitas vezes muito mecânicas, o que não é sempre ruim.

O bom, é que mesmo um jogador que não fica horas e dias e meses fazendo combos não necessariamente tem vantagens contra um que sabe o tempo exato de cada golpe e coisa e os anula com parry ou meramente batendo nos momentos exatos.

Tornando o jogo MUITO equilibrado!

E terminar o jogo com todos os personagens no nível médio, padrão, exige um pouco mais de maldade e de domínio dos personagens que um jogo de luta comum.

Os oponentes tem uma dificuldade às vezes meio frustrante, usam parry a todo instante e é necessário uma dose extra de palavrões e tentativas pra se vence-los.

Sem contar Gill, que aberrações à parte é o chefe mais apelão de toda a franquia.

O cara é uma desgraça universal de tosco visualmente e sua cueca nos faz sentir repulsa de sua existência.

Sem contar no fato de ter duas cores, e isso é ruim! Principalmente por se tratar de Street Fighter onde todos os lutadores eram sóbrios.

E o fato de ter duas cores só piora quando se descobre que o lado vermelho solta fogo e o azul solta gelo.

Mas com um Necro aqui, um Oro ali, um Urien lá, você pode pensar que ele é pouco além dos personagens desse jogo.

MAS NÃO, ESSA PORRA É UMA ABERRAÇÃO!!!!!

E além de visutalmente ofensivo, ele é um puta apelão e tem um maldito Super Art automático que faz ele rescussitar...

Diabos o carreguem, trouxeram um chefe da SNK pra Capcom.



Personagens Igualmente Carismáticos


Olha, eu já falei dos personagens duas vezes. Eu sei!

Mas existe algo que eu queria realçar.

Esse "chororô" de falta de personagens clássicos, ofusca as pessoas e fazem com que elas não notem personagens tão carismáticos quantos os antigos.

E exemplo disso temos de sobra.

Remy, um lutador melancólico que viu o pai abandonando a família e tudo mais pra viver a sensação de lutar todos os dias.

Dudley que apesar da história ridícula de buscar o Jaguar que era de seu pai após recuperar sua vida de rico, é muito legal, campeão Inglês e rival de Balrog em SFIV.

Elena, que é a versão feminina (e menos sorridente) de DeeJay, que é a princesa de sua tribo e luta por mera diversão e através de combates faz novos amigos e etc. Olhe pro sorrisão da garota, tem como não se apaixonar por ela ?

Os irmãos gêmeos Lee, Yun e Yang, que são dois lutadores que suponha-se que sejam sobrinhos de Lee (do primeiro Street Fighter) e são bem carismáticos também por principalmente serem TOTALMENTE diferentes.

Enquanto Yun é mais brincalhão e Yang mais sério e vive tirando seus oponentes derrotados.

E Alex, que é um wrestler que é o principal desse jogo (aposto que pensou que era o Ryu de novo), que busca vingança em Gill por aleijar seu mentor. Apesar do próprio dizer à Alex que ele venceu justamente. E honestamente, me faz gostar dele, por que esse lago vingativo "sem razão" do Alex, mostra um lado bem humano nele, coisa que muitos de nós faríamos ou pensaríamos.

Mas esses são meros exemplos, da minha opinião pessoal. Muita gente gosta de muitos dos outros personagens, eu só citei os que tem mais carisma e etc.

O restante cabe da opinião pessoal de cada um mesmo!



Capricho Visual


Olha, sinceramente. Pode parecer exagero.

Mas não me recordo de um jogo 2D com TANTO capricho visual como esse!

Enquanto os jogos da sua época tinha 30 quadros de animação. Street Fighter III já tinha 60.

E olha, que detalhamento eles tiveram.

O personagem quando perde pode ficar caído de várias formas, se levantar de outras, de acordo com a situação.

É absurdamente detalhado a movimentação dos cabelos, roupas e etc. Tudo impressiona.

Caso tenham dúvidas, escolham QUALQUER personagem e deixem eles parados após o começo da luta, verão a fluidez de seus movimentos, roupas, cabelos e tudo mais. É tudo muito lindo de se observar!

Os cenários eram mais bonitos no Street Fighter III: New Generation e Second Impact, mas a versão definitiva Third Strike por mais que tenham cenários com nível de qualidade menor, ainda assim impressiona com detalhismo e cores.

Se caso ainda não prestou atenção, merece uma super surra de motoserras!

E vale citar que quando passaram o jogo pra versão de PS3 e Xbox 360, o jogo foi praticamente refeito pra se adequar aos padrões HD sem ficar pixelado.



Fácil Acesso e Vida Útil Prolongada


Depois de lançado, a versão do Arcade foi portada somente ao DreamCast, único console da época que poderia suportar tamanho poder da placa CPS-III de forma que tudo fosse mantido intacto.

Somente anos mais tarde, sairia a versão de PS2 e Xbox.

Onde a do PS2 era boa e tudo mas não chegava perto, por que a Sony estava preocupada demais criando um console pra 3D ignorando o 2D e Xbox rodava lisinho.

Mas ainda assim, o mesmo jogo de sempre, com Arcade, Versus, Options e Foda-se!

Nada mais que essas quatro opções que a Capcom dava aos jogadores casuais de consoles!

Até que foi anunciado Street Fighter III: Third Strike - Online Edition!

Milhões soltaram fogos e comemoravam loucamente, achando que teriam o jogo em seus respctivos PlayStation 3 e Xbox 360 e tristes pensando que seriam um jogo "sem nada extra".

Afinal de contas, o passado da Capcom quanto a isso é mais macabro que a ficha do José Dirceu.

E eis que no lançamento a surpresa atingiu a todos.

O jogo ta cheio de modos extras, tutoriais, trials e etc.

Sem contar os Challengers que são difíceis porém legais de fazer.

E os trials do SFIII são tão desumanos quanto os do IV, mas só de ter já aumenta e muito a vida útil do jogo.


Conclusão:

De modo geral, o jogo é ótimo, mas tem pontos fracos, apesar de um deles ser a falta de personagens clássicos, acho extremo demais as pessoas deixarem de jogar exatamente por isso, deveriam dar uma chance aos novos de se mostrarem eficientes e quem sabe gostar tanto deles quanto de algum dos antigos.

Sem contar a dificuldade alta que como já falei acima, só é ponto positivo pra jogadores hardcore, o que é uma minoria, a maioria joga pra se divertir e acaba perdendo o clímax do jogo por conta de fatores como esse.

Os trials só de estar lá são um ponto positivo mas a dificuldade fora do comum torna eles negativo. É estranho como um mesmo fator pode ser bom e ruim simultaneamente.

E com tudo isso, concluímos que Street Fighter III é um excepcional jogo apesar de seus problemas ora normais e ora irritantes.

Mas uma coisa todos concordamos.

Gill é um tosco e precisa aprender a se vestir, sem contar que ter duas cores não é algo legal.

E eis a arte de alguém que desconheço mas que transmite exatamente o que fãs como eu sentimos.


Meus sinceros agradecimentos ao criador da imagem, que em sua genialidade teve inspiração pra algo tão brilhante!