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2 de novembro de 2013

Vilões Carne-de-Pescoço dos Games!




            Como vão, meus caros e ociosos leitores do Lugar de Nerd? Quem vos fala é Dipaula, colaborador esporádico (aprendi esta com o Batman!) deste construtivo e didático blog.

            Há um tempo atrás publiquei aqui minha primeira postagem: Antagonistas Marcantes nos Games. Nela eu diferencio antagonistas de vilões, sendo que uso o primeiro termo para definir vilões que possuem motivações plausíveis para serem assassinos de beatas, descrevendo alguns dos que mais me marcaram nos games.

            Hoje minha proposta é falar do outro grupo: os vilões! Enquanto os antagonistas possuem background e razões convincentes, os vilões simplesmente são (ou pelo menos crêem que são) melhores, mais capazes ou mais poderosos que a massa de símios que os cerca. Sendo assim é simplesmente lógico que eles os dominem, é a lei da natureza! Ora, pois!

            Para ilustrar o que disse, farei uso de uma célebre frase do vilão Sinestro, inimigo dos Lanternas Verdes, personagens da DC Comics:

            “Ter todo este poder e não dominar o universo seria simplesmente loucura!”

            Eu é que não vou discutir com ele!

            Agora vejamos uma lista com alguns dos mais célebres da categoria!

M. Bison Street Fighter (Não! Jura?!)



            Ah... O que dizer de Vossa Fodeza Imperial Todo-Poderoso Lorde M. Bison-Sama?

            Ele é o mais poderoso, carismático e notável personagem de Street Fighter desde... Ora, desde sempre! Nunca houve ou haverá nenhum vilão na série que o supere! A menos, é claro, que você esteja considerando aquele fisiculturista metido a padre de duas cores do Gill ou aquele filho abortado da Dural de Virtua Fighter com o Tyrant de Resident Evil chamado Seth... Nesse caso eu lhe peço para apalpar seu crânio, pois deve haver uma singela viga de construção atravessando uma parte importante do seu diminuto cérebro...  MALDITO!!!

            Perdoem minha séria perda de compostura...

            Agora falando sério, ele comanda a maior organização terrorista do mundo (que a Shadaloo viva para sempre!) cuja influência alcança diversos governos da Terra, permitindo-o fazer o que bem entende onde bem entende sem que possa ser levado a julgamento. A única forma que os agentes da lei encontram para combatê-lo é desobedecer a seus superiores e caçá-lo por conta própria, muitas vezes burlando leis, já que o senhor da Shadaloo controla diversas organizações governamentais, tais como a Interpol e a Força Aérea Americana, deixando-as de mãos atadas.

            Ele também é um mestre em artes marciais sem deixar nada a dever a velhos chineses baixinhos bebedores de chá habitantes de montanhas que dizem “Shiryuuuuuuu”...

            Não bastassem suas habilidades marciais, ele tem simplesmente os super-poderes mais legais de todos: poderes psíquicos! Isso mesmo, ele pode dominar mentes, voar ou fazer você dar a volta ao mundo em oitenta segundos com telecinésia. Sem falar que ele pode envolver os punhos com energia sinistra para que seus socos doam na alma... Nem preciso mencionar o Psycho Crusher!

Bison está se lixando para a Lei Maria da Penha!
            Outra coisa linda a respeito de seus poderes é que eles nunca param de crescer, obrigando-o a trocar de corpo de tempos em tempos, pois o mesmo não suporta seu Psycho Power e explode que nem um monstro da série Kamen Rider! Porém nada temam meus caros, sua mente é indestrutível e ele sempre reencarna (chupa essa Aang!).

            Além disso, seus poderes também aumentam com as emoções negativas direcionadas a ele, como ódio, medo, hostilidade... E ele ganha a vida contrabandeando armas, seqüestrando, espalhando drogas pelo mundo, assassinando... Enfim, digamos que há muitas emoções negativas direcionadas a ele, deixando-o ainda mais poderoso...

            Para concluir (antes que eu fique o post inteiro falando dele), ele é o tipo de vilão que só perde mesmo por conta daquela história da justiça prevalecer no fim e bla-bla-blá...

            Huh? Como assim, “fanboy puxa-saco”? Não entendi...

Dr. Weil – Série Megaman Zero

            Já falei sobre ele em minha postagem sobre Antagonistas, disse que ele é um misto de Hitler, Lex luthor e Freddy Krueger. Hitler porque não hesita em exterminar populações para fazer valer sua vontade, Luthor porque é obcecado por subjugar seu inimigo Zero e é péssimo perdedor, por fim, Freddie Krueger porque é mais difícil de eliminar que vírus da gripe e sempre dá um jeitinho de voltar com sua icônica risada: “Muuu-ha-ha-ha-ha!”.

            Ele fez em dois jogos o que Sigma e Dr. Wily (aquele do “magamanzinho” clássico, não confunda os nomes!) não conseguiram em quase duas dezenas. Já explico:

            Após a batalha contra Sigma em Megaman X5, Zero tem seu corpo severamente danificado, por ter salvado o traseiro azul de seu amigo X... De novo. Seu corpo ficou tão ferrado, que os caras dos Maverick Hunters tiveram que construir um novo e transmitir sua consciência para ele. Agora, adivinhem que cientista humano nutria uma obsessão por Zero e o observava desde sempre, só esperando uma oportunidade de se apossar de seu poderoso corpo original...

            É isso aí! Dr. Weil toma posse do corpo original de Zero e o utiliza para criar o reploid mais filho de Satã de todos os tempos: Omega! Ele era tão poderoso que distorcia o tecido da realidade só por existir...

            Ah, sim. Na mesma época, um programa consciente chamado Elfa Mãe foi criado para eliminar o Vírus Sigma dos reploids infectados, fazendo-os deixar de serem mavericks. Claro, Weil também se apossou da Elfa Mãe e a corrompeu tornando-a Elfa Negra, que ao invés de eliminar o vírus, dava ao bom doutor controle total sobre os mavericks da Terra.

Sorriso de quem gosta de um mal feito...
            Assim, tendo Omega e um exército de mavericks a seu dispor, Weil inicia sua empreitada de dominação global. A guerra que se seguiu ficou conhecida como Elf Wars e varreu da existência a maioria dos humanos e reploids. No fim, seus planos foram frustrados por X e Zero, resultando em seu exílio para o espaço juntamente com os restos de Omega.

            A guerra foi tão terrível que Zero se pôs em sono profundo em um local secreto, para que ninguém mais usasse seu poder para causar destruição. X se sacrificou para selar a Elfa Negra, pelas mesmas razões.

            Viram só? Ele eliminou a maior parte da vida na Terra e fez com que seus dois maiores heróis saíssem de circulação. E ainda tem mais...

            Ele retorna de seu exílio com um corpo quase imortal, tendo reconstruído Omega, se apossando novamente da Elfa Negra e tomando o controle da civilização humana, apenas para fazê-los sofrer um inferno diário sob seu governo tirânico. Mesmo após sua morte (que resultou na morte definitiva de Zero, diga-se de passagem) a presença de seus restos no planeta resultaria em mais derramamento de sangue em um futuro longínquo, no jogo Megaman ZX Advent.

            E você pensava que Sigma era badass... HA! Pense de novo!

Riccardo – Haunting Ground
           
Não! Não tem nada a ver com Ezio Auditore!

            Comecemos com uma rápida explicação sobre o jogo Haunting Ground: nele, a jovem e indefesa Fiona tem de sobreviver a perseguidores psicóticos, se escondendo e fugindo o tempo todo de um grandalhão retardado e deformado, uma mulher artificial sanguinária, um velho paraplégico que se arrasta pelo chão, entre outros pitorescos personagens.

            Pois bem, Riccardo é o responsável por colocar a pobre moça nessa situação periclitante. Ele nem é o vilão-mor da história, mas o supera de longe no quesito “filha-da-putice”. Vejam só:

            Fiona viajava com seus pais, feliz da vida, quando o “cão dos inferno” surge com seu carro e dá uma trombada no carro da família, fazendo-o se chocar contra uma pilha de toras à beira da estrada, matando a mãe da coitada e deixando seu pai agonizando. Claro, ele completa o serviço enfiando uma adaga no peito do pobre homem. Depois ele leva Fiona, inconsciente, para seu lar: o gótico e clichê Castelo Belli.

            Lá, a moça é perseguida incansavelmente, como eu disse no princípio, por toda sorte de gente com saúde mental discutível, que quase sempre quer violentá-la sexualmente. A única exceção de que me lembro é Daniella, a tal mulher artificial, que quer rasgar seu ventre com um caco de vidro ou um atiçador de brasas para remover seu útero... E você reclamando da vida aí, hein?

            Riccardo é dos que querem conhecer Fiona a fundo... - Não acredito que disse isso! - Mas, enfim, ele quer engravidá-la, para que, através de alquimia, possa renascer no filho que ela carregaria. Não surpreendentemente, a moça não está muito disposta a cooperar, talvez porque alquimistas de 600 anos, insanos, homicidas e com a cara coberta de cicatrizes não sejam o tipo dela... Essas meninas fúteis de hoje, viu...

Riccardo sem o capuz: olha o que você perdeu Fiona!
            Pior ainda, ele a persegue com uma arma de fogo, não se importando em incapacitá-la com um tiro, para então fazer a festa sem que a moça resista.

            Devo acrescentar que ele se diverte muito aterrorizando a moça, principalmente na parte em que ele se torna invisível.



             Recapitulando: ele mata a família da moça, expondo-a a horrores inimagináveis, atormentando-a psicologicamente e ainda tentando violentá-la. Ainda bem que ele encontra um fim horrível, sendo jogado de uma torre altíssima, se esborrachando no chão e logo depois servindo de consolo para o tal velho paraplégico que já não encontrava “afeto” havia séculos...

            Eu sei... Haunting Ground é um jogo MUITO estranho...

Mary Barrows – Clock Tower
 


            Já que falei de Riccardo, falarei agora de alguém que já ameaçava mocinhas frágeis bem antes de Haunting Ground ter sido lançado: Mary Barrows.

            Clock Tower, do Super Nintendo, é um jogo de terror do tipo “touch and go”, ou seja, você controla um cursor pela tela e clica no local onde você quer que o personagem vá. Nele você controla a órfã Jennifer, que junto com três amigas, é adotada por uma mulher rica (advinha quem?) e levada para viver em sua mansão. Claro, as coisas ficam sinistras e Jennifer se perde das companheiras. Ao tentar encontrá-las pela mansão, ela as vê sendo mortas uma a uma, enquanto tenta fugir para proteger a própria vida.

            Seu perseguidor na maior parte do tempo é Bob: um garotinho corcunda de rosto desfigurado que carrega uma tesoura gigante capaz de cortar você ao meio. Porém, ela também é perseguida por Dan: um bebê gigante, obeso e canibal, além da própria Mary.

            A verdade é que Mary é mãe dos monstruosos Bob e Dan, crianças portadoras de terríveis más-formações que deveriam ter nascido mortas. Contudo ela, uma ocultista, utiliza de rituais macabros para manter seus “anjinhos” vivos. E não é que os pequerruchos comeram a mão do obstetra no momento em que vieram ao mundo? Que belezinhas!


Este é Bob. Aww... Quem é a abominaçãozinha da mamãe? Quem?
            Aparentemente (pois não me lembro com clareza dos detalhes da história e não confio muito na Wikipédia), ela leva jovens de tempos em tempos para a mansão para serem mortas por seus pimpolhos como oferendas à entidade sinistra que os mantém vivos. Eles continuarão vivendo enquanto a torre do relógio da mansão continuar parada, simbolizando que o tempo para eles não passará e suas mortes nunca chegarão.

            Agora vejamos alguns dos feitos da megera Sra. Barrows:

            Ela mantém seu marido trancado em uma jaula, provavelmente por ele ter ousado se opor à “plausível” idéia de firmar um pacto com um ser sobrenatural para salvar seus filhos deformados. O coitado não diz coisa com coisa, sua sanidade se esvaiu com os anos de cárcere. Além disso, sua fome é tal, que ele não hesita em comer Jennifer viva... Literalmente. Isso mesmo, uma das formas de se morrer no jogo é virar refeição do Sr. Barrows. Não é surpresa, pois a pose de dondoca de Mary sugere que ela não sabe fritar nem um ovo...

            Outro pobre diabo que sofreu nas mãos da bruaca é o tal obstetra que fez o parto dela. Além de ter a mão comida por seus pimpolhos sanguinários, ele foi trancafiado em um aposento secreto do casarão e deixado lá para apodrecer. De fato, quando Jennifer o encontra só restam seus ossos. Para piorar, a garota descobre que ele é seu pai! Sério, se o pai de Jennifer tivesse voltado para casa após o parto dos filhos de Mary, a garota não teria ficado sozinha no mundo após perder a mãe e não estaria vivendo um pesadelo na mansão Barrows, nas mãos da própria Mary... Uau! Que ironia digna de uma novela das oito!

Se eu tivesse que trocar as fraldas dele também correria...
            Após tantas façanhas, Mary Barrows encontra seu amargo fim, que curiosamente, é semelhante ao de Riccardo do tópico anterior: ela cai do alto da torre do relógio de sua mansão, que havia sido reativada por Jennifer, quebrando o ritual e dando fim à influência sobrenatural que pairava sobre o local.

            Pelo menos ninguém se aproveita de seu cadáver, como acontece com o pobre Riccardo...

Vega – Street Fighter (Óbvio...)



            Como é bom falar dele: o gracioso e sanguinário ceifeiro mascarado! Saibam que ele me inspira muito, então preparem-se para constatar o que o Juninho, dono do blog, chama de “puxada de saco nível master”, mas que eu prefiro chamar de “admiração desmedida”.

            Vega, sem dúvida, faz parte da elite dos street fighters. A combinação de ninjutsu com técnicas de tourada o torna o assassino perfeito, tanto em eficiência quanto na beleza de seus movimentos. Muito mais do que um ninja comum, ele não se contenta em ser rápido, silencioso e mortal. Para ele, matar é uma forma de arte e, como tal, algo a ser apreciado sem pressa, um espetáculo em vários atos.

            Sádico, ele se deleita ao dilacerar seus oponentes com suas garras e assisti-los agonizarem. Nas palavras do próprio: “Vou transformá-lo em uma estátua de agonia pintada com o seu próprio sangue...”.

            Além de tudo ele é um poeta!

            Agora, no caso de alguém aí estar pensando “Ah, ele nem é tão fodão assim, vai. Ele nem sabe lançar magia!” eu respondo:

            Ele não precisa de projéteis, pois sua agilidade e precisão letal lhe bastam. Não importam quantos hadoukens ou sonic booms você lance contra ele, ele se desviará deles com a graça de um dançarino e antes que você possa fazer piada a respeito de seus gritinhos, sentirá o sabor ferroso de seu próprio sangue inundando sua boca, e claro, o impacto de seu rosto contra o chão logo em seguida...

Em um universo onde lançar projéteis é relativamente comum até para fracassados como Dan, nada impediria Vega de fazê-lo, certo? Pois é, ele foi recrutado por M. Bison para trabalhar como seu general, e isso é privilégio para uns poucos seletos. Isso prova que ele só não aprendeu tais técnicas por que não quis, preferiu um estilo que se adequasse a suas tendências psicopat... Artísticas.

            E aí, perceberam o quanto ele é casca-grossa? Tenho certeza que acham minha admiração pelo personagem muito justa, certo?

Huh? Concordam com o Juninho e acham que sou puxa-saco?!

Humph! Ignorantes...

Soul Edge – Série Soul Calibur


Não, vocês não perderam o juízo nem seus cérebros atrofiaram por passarem tempo demais lendo blogs sem sentido na rede (pensando bem, eu não garanto nada...).  O fato é que eu estou prestes a falar de uma espada em um post sobre vilões (ooooh!).

Como muitos já sabem, a Soul Edge está muito distante de ser uma espada comum; ela é, na verdade uma espécie de entidade sanguinária que se alimenta de carnificina e destruição. Para tanto, ela se apossa das almas de guerreiros tolos o bastante para desejarem seu poder e empunhá-la, sendo dominados por ela e transformando-se em aberrações “Resident-Evílicas”...

Sim, eu inventei essa palavra agora e, sim, sei que é ridícula... Não, não vou procurar nada construtivo para ocupar meu tempo, cuide da sua vida!

Voltando ao assunto, veja como Nightmare, que é o cavaleiro Siegfried possuído pela espada, parece Arthur de Ghouls and Ghosts infectado por um dos vírus da Umbrella:



            A própria Soul Edge parece a espada de Cloud de Final Fantasy 7 com mutações semelhantes às do vilão William de Resident Evil 2. Confira:

Matemática pura...

            Isso me faz pensar o quanto a imaginação dos desenhistas da série pode ser, digamos, pitoresca.

            Para citar alguns dos méritos da Soul Edge, vou falar apenas que guerras sangrentas varreram a Europa, matando milhares e milhares, ora causadas por aqueles que queriam seu poder, ora em nome da violência insana daqueles já dominados por ele.

 Contudo, para mim, a maior maldade da espada amaldiçoada foi “trollar” a sua contraparte “do bem” (bleargh!), a espada Soul Calibur, roubando dela todo o destaque no enredo dos jogos da série. Já notaram que a série se chama Soul Calibur, mas os personagens não dão a mínima para ela, sempre buscando a Soul Edge?

Soul Calibur e Soul Edge são como abobrinha e bacon, religião e dinheiro, amor e sexo, todos pregam o quanto o primeiro é melhor, mas quase todo mundo se atira de boca no segundo...

Tentações...

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Acho que os exemplos citados acima definem bem o que é ser um vilão: cumprir nossos desejos e colocar nossos inimigos no local o qual nasceram para ocupar: Debaixo de nossos pés! MWAHAHAHAHAHAH!!!

...

Já me recompus...

E já que falei de tanta gente boa (OK, eles não são nada bons e a Soul Edge nem é gente...) falarei agora de alguns vilões incompetentes que, no ápice de seus esforços e com muita sorte, provocam risadas ou compaixão. Apresento-lhes...

Troféu Privada – Vergonhas da Categoria!

Geese Howard – Série Fatal Fury


Geese Howard nada mais é do que um riquinho mimado que parece o Draco Malfoy de Harry Potter usando quimono. Ele é tão chorão que, quando não consegue vencer, se joga do alto de seu edifício para a morte só para ter a desculpa de que foi ele mesmo que deu fim à luta e não seu oponente que o derrotou... Que nem aquele seu primo mimado de fora da cidade que, na época de infância, vinha passar o feriado em sua casa e, quando estava prestes a perder no game de luta, largava o controle e dizia que te deixou vencer...

Não sei qual dos dois eu ofendo mais com esta comparação...
O que foi? Por que está desviando o olhar? Hmm... Você já usou essa desculpa, não é? Ha! Nem adianta negar!

Mas tudo bem, você fez isso quando era criança (assim espero...), diferente do Sr. Howard aqui, que é adulto e um empresário bem-sucedido... O que torna o comportamento dele ainda mais ridículo...

Que vergonha, hein Geese?

Nemesis – Resident Evil 3



Um super-soldado criado em laboratório para eliminar as provas e as testemunhas da culpa da empresa Umbrella na infestação do vírus pela cidade.

Ele é grande! É feio! É impiedoso! Carrega uma bazuca e... Apanha de uma mulher com um terço de seu peso, muito menos armada do que ele...

Sempre que me lembro das surras consecutivas que ele levou durante o jogo eu deixo escapar uma risada. Ele sempre surgia imponente com sua voz grave e gutural gritando “Woaaah!!!”, para logo em seguida ser eletrocutado ou humilhantemente empurrado de uma ponte ou prédio...

Nemesis se entrega ao alcoolismo para lidar com a depressão...
Creio que a intenção foi fazê-lo parecido com grandes vilões de filmes de terror slasher, como Jason Voorhees de Sexta-feira 13 ou Michael Myers de Halloween. Todos eles perseguem suas vítimas incansavelmente e nunca morrem; não importa quantos tiros ou pancadas eles levem, sempre retornam quando a vítima pensa estar segura, para tentar estripá-las.

Essa tentativa foi bem sucedida com Mr. X em Resident Evil 2, mas o pobre Nemesis  mais se parece com um gato de desenhos animados no estilo Tom & Jerry, que persegue sua presa sem parar, mas só consegue fraturas e humilhações...

Minha nossa, Nemesis como vilão é comparável ao Frajola...

Deixei escapar outra risada.

Juri – Super Street Fighter 4
 

 Juri foi criada para ser a mais nova vilã da série, poderosa rival de M. Bison, mas não houve muito êxito nessa empreitada.

Para começar, ela é (mais) uma assassina impiedosa que sente prazer em causar dor a seus inimigos. Para isso já temos o já citado Vega (esse sim merece respeito!), além de Gen e Akuma. Todos um TANTO melhores do que ela.

Para piorar, ela tenta fazer o tipo “psicótica sexy”, mas não convence. É doloroso admitir isso, já que não sou exatamente fã do freak show conhecido como The King of Fighters, mas a vilã Vice faz esse papel bem melhor do que Juri.

Sua tentativa desesperada de ser sensual consegue deixá-la tão vulgar que até Ana Williams teria vergonha de sair com ela... Ela se contorce, mostra a língua e se insinua para qualquer coisa que se mova. Muito forçado.

Ela se comporta como aquelas moças, digamos, não possuidoras de uma beleza distinta ou muito carisma, que precisa obsessivamente chamar a atenção dos rapazes e, para isso, se oferece como um saquinho de balas de São Cosme e Damião. Aqui vai uma amostra:

 Juri: “Bisoooooon... Olha eu aqui pegando fogo! Tssss! Vem me pegar, meu ditador, vem!!!”


Bison: “Pare de se rebaixar, garota. Se eu gostasse de mulheres fáceis iria a um bordel...”.

 Juri: “Hmmmm... Para que se dar ao trabalho, se já estou bem aqui?”.

Bison: “Errr...........................................”

E foi nesse dia que Lorde Bison conheceu a vergonha alheia...

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Isso é tudo por enquanto, meus amigos. Antes de me despedir quero falar de algo já repetitivo vindo de mim, mas que umas poucas pessoas parecem não ter compreendido bem.

Essa última parte intitulada “Vergonhas da Categoria” é apenas uma forma ácida de fazer piada com personagens que EU considero fracos enquanto vilões. Não é minha intenção partir os sensíveis corações alguns de seus fãs, portanto se não gostaram da postagem ou discordam do que disse, comentem à vontade, mas sem nos atacar pessoalmente. Fica feio para vocês.

Aos demais leitores (os pensantes) eu agradeço a atenção. Claro, continuem acompanhando o blog, senão acionarei meus contatos na Shadaloo e mandarei Vega abri-los como porcos...

Até mais...

13 de fevereiro de 2013

Megaman Zero: Prodígio da Franquia Megaman

    
    Olá, leitores do Lugar de Nerd! Quem vos fala hoje sou eu, Dipaula. Eu sou o autor de uma postagem sobre antagonistas publicada há um tempo atrás, que pode ser vista clicando aqui. Como Juninho me cedeu mais espaço em seu blog, aqui estou novamente.

    Hoje vim falar de Megaman. Quem, pelo menos, não ouviu falar dessa franquia de games de plataforma que é sucesso absoluto no mundo todo desde a época do “Nintendinho”? Para os dois ou três que chegaram do planeta Oa agora, vou resumir do que a franquia se trata:

    No futuro, humanos e robôs vivem lado a lado em prosperidade até que, eventualmente, alguns robôs se rebelam contra os humanos e tentam dominá-los. Então surgem robôs que, para proteger os humanos, decidem lutar contra seus irmãos rebeldes, e são esses protetores da humanidade que o jogador controla, quase sempre.

    Essa síntese resume, grosso modo, as duas primeiras séries da franquia, Megaman e Megaman X. Claro que há diferenças entre as duas, mas no fim a idéia-base é a mesma. Um bom exemplo disso são os protagonistas: o personagem “X” da série Megaman X é uma espécie de versão melhorada de Megaman, o protagonista da série de mesmo nome.

    Hoje, no entanto, falarei de uma série da franquia Megaman que difere bastante das citadas acima em diversos aspectos: Megaman Zero, lançada para o Game Boy Advance. Falarei dela, pois não vejo muita gente falando a respeito, pelo menos não com a justiça merecida. Falarei também porque a considero a melhor série da franquia e uma das minhas séries de games favoritas.

    A primeira razão pela qual amo tanto a série Megaman Zero é seu protagonista: Zero. Permitam-me descrevê-lo e entenderão como ele se tornou um dos personagens mais amados da franquia, se não o mais amado...

 

 O Protagonista

 


    Zero surgiu em Megaman X, no Super Nintendo, como um coadjuvante, mas na medida em que novos títulos eram lançados ele foi ganhando cada vez mais destaque. E foi justamente essa atenção dada a Zero que melhorou os enredos dos jogos da série.

    Em Megaman X a história não vai muito além do resumo que eu fiz alguns parágrafos acima, mas em Megaman X2 ela melhora um pouco, pois tem Zero como foco. Em Megaman X3, Zero já é um personagem controlável, mesmo que só em algumas partes do jogo, podendo mudar o rumo da história. Em Megaman X4, X5 e X6 ele se torna um protagonista, sendo possível controlá-lo o jogo inteiro. Além disso, o enredo melhora consideravelmente, pois o passado e os poderes ocultos do personagem são revelados e a história passa a girar em torno deles. Isso fez com que ele roubasse a cena totalmente, fazendo de X quase que só uma ferramenta para manter a identificação visual com os jogos mais antigos.

    Não posso afirmar com certeza, mas tenho a impressão de que o crescimento de Zero teve a ver com seu apelo para com os fãs, que quiseram uma participação cada vez maior do personagem na série. Isso, meus amigos, se chama CARISMA! Partindo desse raciocínio, nada mais natural do que ele protagonizar sua própria série, não?

    E já que falei do bem que o personagem fez ao enredo da série Megaman X, é justamente esse um dos aspectos que fazem a série Megaman Zero se destacar. Falemos disso, então:

 

O Formato do Enredo

 


   Os enredos da série Megaman Zero não são dignos de um livro best seller, mas foram escritos com mais cuidado, mostrando preocupação com a história e seus personagens. Observe que em Megaman e Megaman X existe um mundo pacífico, vilões querendo destruir essa paz e protagonistas para impedir os vilões. Esse é o modelo mais simples e desinteressante de enredo possível. Ele é usado nas primeiras histórias de super-heróis e satirizado incansavelmente em desenhos como Meninas Super-Poderosas.  De Megaman X4 em diante, como já mencionado, Zero ganha destaque na história e seu passado é explorado, adicionando alguma profundidade à mesma, mas não alterando o formato.

    Em Megaman Zero o formato é outro, bem mais atraente. Aqui a luta é travada contra a paz estabelecida, pois ela se sustenta da miséria de uns poucos. Os protagonistas aqui lutam para mudar o mundo ao invés de meramente mantê-lo seguro. Isso é visto também em RPGs como Final Fantasy 7, aclamados por seus enredos.

    Outro detalhe importante é que no primeiro formato, visto em Megaman X, os personagens são vistos pela humanidade como heróis. Já neste, eles são vistos como criminosos, pois os humanos são justamente aqueles cuja paz se beneficia do sofrimento dos robôs, a minoria oprimida. Colocar os seres humanos num papel diferente do de vítimas foi algo inovador para a franquia.

    Esse estilo de história torna o protagonista mais convincente, pois ele desafia as leis em nome de uma causa ao invés de punir aqueles que as transgridem. É mais fácil admirar um mártir do que um carrasco.

    Algo que também deve ser notado são os muitos diálogos presentes ao longo dos quatro jogos, que existem em maior quantidade do que nas outras séries da franquia. Vale destacar as falas dos chefes de fases, que a partir do segundo título ganham uma frase para quando são derrotados (as famosas últimas palavras), às vezes amaldiçoando o protagonista, às vezes lamentando por terem falhado em destruí-lo. A partir do terceiro jogo os chefes ganham frases de vitória, vangloriando-se por terem eliminado o lendário Zero. Isso acrescenta alguma personalidade a personagens tão secundários, deixando-os mais interessantes.

    Assim, fica claro que nas séries anteriores o gameplay era a prioridade e o enredo um complemento. Na série Megaman Zero ambos têm igual importância. E já que mencionei o gameplay, falemos disso então:

 

O Gameplay

 

Zero e algumas de suas diversas armas!

    A “série Zero”, como meus amigos e eu chamamos, inspira certa polêmica quanto a sua jogabilidade por vários fatores, mas principalmente pela dificuldade. O que acontece é que houve um resgate ao nível de desafio original da franquia, em parte perdido nos títulos lançados para PS1.

    Embora alguns tratem tal dificuldade como se causasse aneurismas e combustões espontâneas, não é bem assim. O jogo exige mais do jogador, mas também oferece muito mais recursos do que o normal, permitindo tornar Zero bem mais poderoso do que os chefes, se você for paciente. Agora, se você se importa com “ranking” ou coisa parecida, pode se frustrar um pouco. Veja só:

    A cada fase completada você recebe uma nota (chamada de level no jogo) indo de S (a mais alta) a F (a mais baixa), e os recursos que mencionei acima fazem sua nota final cair. Logo, quanto mais poderoso Zero se tornar, piores serão suas notas ao término das fases. Se quiser manter uma nota alta terá que jogar com a barra de vida e os recursos iniciais, coisas que só um monge ou um robô teriam paciência para fazer.

    Algo interessante são os apelidos que você recebe junto com as notas. Os apelidos variam de acordo com fatores tais como a arma usada, quantidade de dano recebido e velocidade com que a fase foi concluída, podendo ser lisonjeiros como “espadachim perfeito” ou nem tanto, como “atirador lerdo”. Esses felizmente nada têm a ver com os recursos utilizados.

"Crasher". Mesmo com nota F você ainda pode tirar onda com um apelido legal!
    Outra razão pela qual os bundões - ops! - “jogadores casuais” reclamam é que aqui é muito mais trabalhoso fortalecer o personagem (aumentar a barra de vida, etc.). Coisas como os corações (que aumentavam a barra de vida) e as parts (que ofereciam melhorias, como pular mais alto) vistos em Megaman X foram abolidos na série Zero, sendo substituídas por Cyber Elfos.

    Eles são seres que, quando utilizados, proporcionam todo tipo de recurso, como aumentar o número de vidas, a velocidade, o dano causado, até mesmo se tornarem subtanks. Só que grande parte deles precisa ser alimentado com cristais de energia antes de ser usado, levando o jogador a ficar voltando nas fases para juntar os tais cristais, algo que pode ser bem cansativo visto que certos cyber elfos precisam de uma quantidade exorbitante para tornarem-se utilizáveis.

    Não posso deixar de citar algo que também é exaustivo para alguns, abolido do terceiro jogo em diante: a necessidade de evoluir as armas de Zero. Poi é, em Megaman Zero 1 e 2 você não pode sair por aí fazendo combos com a espada ou carregando tiros desde o início, as armas só alcançam sua efetividade normal depois de evoluírem uns três níveis em média, com uso constante. O lado bom é que, se houver persistência, é possível deixar as armas muito mais poderosas do que o normal (sendo possível até mesmo usar ataques carregados com a espada!), o lado ruim é que algumas armas levam em torno de duas encarnações para atingir níveis altos...

    Bem, dificuldade à parte, o gameplay não fica devendo nada a outros títulos da franquia. A bem da verdade, se o medo inicial da dificuldade for vencido, a experiência pode ser ainda mais rica, já que as fases têm mais coisas a serem descobertas (como os cyber elfos) e a variedade de armas prolonga o tempo de jogo, pois elas possuem características particulares exigindo tempo para dominar cada uma.

    Além do ótimo gameplay, o jogo nos presenteia constantemente com capricho visual. Permitam-me ilustrar o que disse:

 

O Visual

 

 
    Imaginem que boa surpresa foi para mim, quando destruí meu primeiro inimigo com a espada esperando que ele simplesmente explodisse e, no entanto, ele teve seu corpo partido em dois. Isso mesmo! Quando você mata inimigos com golpes cortantes, seja com a espada ou outra arma cortante qualquer, eles se partem de uma variedade de formas dependendo do inimigo em questão. Isso também vale para os chefes, me obrigando muitas vezes a abandonar a estratégia de atirar de longe e me arriscar a matá-lo de perto, apenas para cortá-lo ao meio. Ah... São essas pequenas coisas que fazem a vida valer a pena afinal... 


Cortar chefes ao meio não tem preço...
    Isso demonstra que houve grande dedicação no desenvolvimento do jogo. A Capcom podia fazer isso mais vezes...

    Outra demonstração de preocupação com detalhes são as belíssimas ilustrações que acompanham certos momentos da história, que são de encher os olhos, apesar da baixa resolução (a tela do Game Boy Advance é menor que a palma da sua mão, dê um desconto...). As ilustrações são de Toru Nakayama e, em minha opinião, deixaram ainda melhor o personagem Zero, que já era incrível. O traço do artista possui dinâmica e expressividade que eu poucas vezes vi igual. Isso sem falar que adoro esse visual meio infantil em contraste com o clima de guerra que a história transmite.

    Em geral, o gráfico é muito bonito, bem movimentado e detalhado, principalmente considerando o já mencionado tamanho da tela do console.

    E já que falamos da agradável experiência visual, não podemos deixar de falar da auditiva, que não fica atrás. Bora lá!

A Trilha Sonora

 

 

Capa do fantástico CD Mythos!
    O primeiro título apresenta uma trilha bem competente, com músicas muito boas (algumas são ótimas), mas que não saem muito do padrão “música de fase”. Do segundo título em diante, porém, a evolução é notável e a trilha outrora competente se torna ARTE! Você se pegará assobiando ou cantarolando as músicas do jogo e provavelmente vai querer baixá-las para ouvir depois. Sério, poucos jogos 16 bits possuem músicas que vão além da obrigação de dar clima às fases! Só a série Donkey Kong iguala tal proeza!

    Para provar, deixarei aqui alguns links de algumas das mais marcantes da série, sendo que a primeira coluna corresponde às versões originais em MIDI e a segunda às versões remasterizadas:

Neo Arcadia (Megaman Zero 1)       LINK  LINK
Flash Back (Megaman Zero 2)          LINK  LINK
Cannon Ball (Megaman Zero 3)        LINK  LINK
Straight Ahead (Megaman Zero 4)    LINK  LINK

    O melhor de tudo é que as trilhas sonoras dos quatro jogos ganharam versões remasterizadas lançadas em cinco brilhantes CDs:

Remastered Tracks Rockman Zero (Megaman Zero 1)
Remastered Tracks Rockman Zero – Idea (Megaman Zero 2)
Remastered Tracks Rockman Zero – Telos (Megaman Zero 3)
Remastered Tracks Rockman Zero – Physis (Megaman Zero 4)
Rockman Zero Soundtrack Collection – Mythos (uma coletânea de todos).

Vale muito a pena conferir!

Considerações Finais

 

Terminem de ler logo que eu tô com sono...

    Baseando-se nos aspectos aqui descritos, pode-se concluir que Megaman Zero é uma série de jogos bem desafiadores, agradáveis aos olhos e ouvidos e com o melhor enredo da franquia, até hoje.

    Aqueles que como eu, são exigentes, e além do gameplay apreciam um bom enredo, não terão do que reclamar. Aqueles que não dão a mínima para a história, ainda encontrarão aqui jogos com ótimo gameplay e alto nível de desafio, garantindo horas de diversão. Agora, se você gosta de jogos menos trabalhosos (mas ainda desafiadores), recomendo que jogue os dois últimos títulos da série: Megaman Zero 3 e 4 (se não se incomodar em perder metade da história...).

    Ah, quase me esqueço. Para aqueles que se frustram com um pouco de dificuldade e detestam ter que se esforçar, aqui vai uma boa notícia:

    Existe uma coletânea dos quatro jogos da série chamada Megaman Zero Collection, para Nitendo DS. Nela existe um modo onde você joga os quatro jogos em seguida com se fossem um só, com o máximo de recursos disponíveis desde o início, eliminando qualquer desafio. Talvez você devesse tentar, depois de comer toda sua papinha e arrotar... E tirar um soninho... FRACOTE!

    Enfim, se você é um fã de Megaman e ainda não jogou Megaman Zero, não pode deixar de conferir.

    Isso conclui esta postagem, meus caros. Como já havia dito, sou novo nessa coisa de postagens e estou aberto a dicas, sugestões e críticas (mas deixem minha mãe fora disso...). Se você se ofendeu com este texto e quer me punir (e provavelmente curte uma papinha e um soninho...), fique à vontade. Polêmica dá audiência!

    Até a próxima!