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21 de maio de 2014

Porque Persona 2 É MUITO Melhor que Persona 3 e Persona 4.



Esse texto é totalmente direcionado pra quem não confia em minhas palavras...

Porque aqueles que confiam, vão dar uma risada e pensar:

"Esse cara manja."

Pode ter certeza...

Mas falando sério agora, Persona em si é uma grande franquia, um grande jogo e provavelmente um dos maiores (se não o maior) sucesso comercial dos RPG's da Atlus.

Então... Porque eu digo abertamente que o 2 é melhor que 3 e 4?

É simples, eu até poderia falar disso o dia todo, debater e mostrar milhões de coisas que provam isso... Mas melhor separar por tópicos pra demonstrar exatamente tudo que quero passar.

Em todo caso, vou comparar somente 4 jogos, Persona 2 Innocent Sin, Persona 2 Eternal Punishment, Persona 3 (no caso, o FES e Portable) e Persona 4. Não confundam isso com fanboysmo porque eu gosto de todos os jogos que estou comparando.

Here we go!

Enredo, A Parte Mais Importante


Começando pela parte mais importante de um RPG de verdade que se preze: sua história. Honestamente, vamos por partes, em Persona 3 tem uma abordagem legal sobre a síndrome da apatia, pessoas perdendo a vontade do nada por causa do lance da meia noite, onde tudo fica bizarro, shadows atacam pessoas e tudo mais.

Isso é uma boa ideia e até meio que "encaixa" com a temática colegial do jogo.

O 4 já não dá pra falar isso. Ele tem um enredo base bem melhor que o 3 e até mesmo lembra os SMT "normais" onde tem uma temática macabra, pessoas com medo, e tudo mais. Isso é uma ideia genial.

Mas o que estraga ambos?

A narrativa... Mas ela é ruim? Não... Bom, sim e não. Acaba sendo mais chata do que ruim.

O problema ta no formato colegial que é um saco, e te OBRIGA a passar diariamente numa escola, vendo um progresso de enredo absurdamente lento e te permitindo ir em masmorras de tempos em tempos, sendo que o 3 pelo menos anida tem de tempos em tempos shadows atacando as cidades pra você ir em cenários urbanos...

As duas crises são realmente grandes, e a do 4 principalmente. Na do 3 eu ainda acho "válido" (forçando um cadinho da barra) ter o colégio, mas no 4 pelo menos deveria ser opcional já que a proporção dos assassinatos é tão grande que eu não estranharia os caras abandonarem o colégio pra se dedicar à ficar na cola do criminoso.

Na verdade, eu acho mesmo estranho é eles NÃO largarem...

Mas aí eu te digo? Onde o 2 supera isso? Em tudo!

Por que?

Simples.

Os eventos que ocorrem em Persona 2 não é coisa pra uma meia dúzia ter medo como na pequena cidade do Persona 4 ou em boa parte da cidade grande do 3. Em Persona 2, a cidade é atacada por demônios, por entidades de outras culturas que lá são vistas como primos distantes do capiroto mas isso é o de menos.


A grande graça nisso é que é um evento que pega todo mundo de surpresa, todo mundo fica vendo aquilo e se desespera, quase todo mundo que você conversa e sabe do assunto tem medo ou já ta ficando literalmente louco com o pânico da situação.

Sem falar que no Persona 2 o tecido da realidade ta tão abalado por motivos que seriam spoilers muito filhos da puta, que isso altera o conceito da realidade pra que tudo que muita gente acredite simplesmente aconteça, ou seja, se todo mundo acredita que demônios gigantes maiores que megazords vão brotar do chão... eles VÃO BROTAR... Se pessoas acreditam que existe uma doença que se pega pelo ar e faz geral chorar rios de molho de pimenta, isso VAI acontecer. É bem sinistro.

Persona 2 abusa de várias coisas e entre elas a falta de controle de rumores da sociedade pra benefício de uns e outros, além do fanatismo, do medo, do pavor e principalmente de como o "efeito manada" afeta os seres humanos sejam nos rumores ou nos medos.

Afinal de contas, conversando com os demônios (nos contatos) descobrimos que nem todos sabem que são "demônios", alguns deles nos veem como tal, outros tem medo da gente mesmo, alguns só se defendem e tem os que se divertem matando ou vendo o pânico tomando conta da cidade. Eles até mesmo humanizaram os "monstros normais" do jogo mostrando de uma forma muito inteligente o conceito de ser "humano" que eu particularmente só vi de forma tão brilhante em Legend of Mana.

Se bem que em Legend of Mana funciona até melhor, porque lá isso é meio que parte do universo em si. No caso do Persona 2 foi um detalhe de gameplay bem bolado pra pensarmos duas vezes antes de julgar o livro pela capa.

Músicas

Aposto que ele ta ouvindo a boss theme do Eternal Punishment...

Olha, ta aí um ponto bem legal da franquia. Os sons, as músicas. A esmagadora maioria é realmente foda mas... O que eu tenho a reclamar das OST's do Persona 3 e 4?

Honestamente. A do 3 quase nada.

Mas a do 4... essa sim.

Ela cansa, e tem uma das piores músicas de batalha que eu já ouvi em toda minha humilde e curta vida. Isso se ela não for a pior. Tanto é que no Persona 3 Portable deixaram a música original do 3 e FES e ainda colocaram uma nova (mesmo que não tão boa quanto) pra garota, mas porra. Isso é foda demais.

No 4 Golden, colocaram uma nova no lugar da Reach Out to the Truth e nem sei se tem como trocar, mas só o fato de ter uma nova MUITO melhor (ainda que fraca) já ta de bom tamanho pra mim.

Eu jamais jogaria Persona 4 de novo do PS2 por conta daquela música terrível, mas jogaria o Golden algum dia se tivesse a chance (e tempo) pra tal coisa.

Yuu garantiu que prefere isso do que a Reach Out To The Truth...

Outra coisa, ambas são J-pop mas no Persona 2 as músicas tem mais identidade, sem falar que são mais densas e combinam fazendo jus totalmente ao universo caótico que vivem os personagens.

No 3 e 4 dá a entender a mesma coisa, e a música de batalha do 3 é mega boa, Mass Destruction tem meu respeito mas a do 4 dá nos nervos, mas falando de atmosfera as duas não fazem tanto sentido assim com algo psicológico e que ameaça as pessoas de um lugar, não dá a atmosfera de tensão que por exemplo jogos como The Legend of Dragoon tem em suas batalhas.

Em Persona 2 uma música de tensão, dá tensão de verdade, uma música triste, te faz quase chorar, as de batalhas, te fazem querer entrar em combate enquanto a do 3 é boa pra caralho mas não transmite tanta coisa e a do 4 nem preciso repetir o quanto tenho repúdio daquela abominação.

Ao menos as músicas de chefes do 3 e 4 são excepcionais, elas transmitem um perigo que muitas vezes o próprio jogo retrata mas você acaba não levando tããão a sério assim por conta de temática colegial e a besteira de enfrentar o perigo nas horas vagas...

Eu digo e repito, músicas são importantes num jogo demorado justamente porque parte delas é o que vai te levar a continuar jogando por muitas e muitas horas, mas pelo menos a OST de nenhum desses jogos chega perto da sonolência que tive jogando Final Fantasy XII.

Maniqueísmo


Eis aqui um elemento importante em Persona...

O maniqueísmo nunca foi lá muito usado na série Shin Megami Tensei como um todo, a série clássica te permite ser bom ou ruim, isso já mostra que existem dois lados da moeda e não um "certo porque sim" ou "errado porque sim". Deixando claro que suas ações tem consequências e você pode tomar seu próprio rumo seguindo um dos dois ou sendo neutro.

E no IV ainda tem o "nada" que você não faz nada perante a situação. Até ousado eu diria.

Mas... Persona 2 não tem maniqueísmo. Você provavelmente não entendeu onde eu quero chegar, então vamos lá.

Em Persona 2 todo mundo é forte o bastante pra ter mais de uma persona, cada um claramente tem "sua persona principal" mas isso é só aspecto visual, dentro do jogo eles nunca citam o nome de uma persona verdadeira justamente porque eles não tem uma, todas são suas personas verdadeiras.


Acontece que no 2 cada aspecto da personalidade humana gera uma persona, você ter mais de uma reflete seus lados bons, ruins, amargos, mesquinhos, egoístas, altruístas e etc... Cada persona pode facilmente representar um momento, um aspecto, uma face da sua personalidade.

Em Persona 3 e 4 você tem um aspecto BOM da sua personalidade, no máximo reprimido como o caso de Yukari no 3 e o fato de ter de superar pra ela evoluir ou adquirir um no Persona 4 é meramente ser bom...

Ser bom, amável, gentil, gente boa e etc.

Tanto é que no 4, sua parte ruim vira um shadow, que deve ser enfrentada pra se ter a persona...

Ou seja, você constantemente precisa ser BOM pra ver essa evolução ou ganhar uma persona. Bom no sentido de entender e perdoar seja lá o que magoe tal personagem entre coisas do tipo.

Isso no Persona 2 até acontece no Innocent Sin mas o peso das situações, dos momentos além de maior não é meramente um "ser bom", justamente o modo de amadurecimento de cada pessoa em cima de cada convicção. Isso mostra como mesmo uma coisa que a série nunca teve, o maniqueísmo, em partes estraga parte da experiência no 3 e 4.

Por sorte, foram MUITÍSSIMO bem usados, não posso falar que eles são "os guerreiros da luz e justiça que combatem o malvado maléfico porque sim e pronto" porque não é, os personagens tem profundidade... Já os vilões.... Bem, eles são o próximo tópico!

Vilões


Ai ai, vilões... A maioria deles é um tanto quanto jogada enquanto outros se destacam em meio a multidão, nos fazem torcer por eles e ficar puto com as produtoras por nos fazer jogar com heróis ao invés deles.

Mas não é sempre assim. Claro.

Como o Dipaula já brincou com as palavras, vou deixar claro, Persona 2 tem antagonistas e Persona 3 e 4 tem vilões.

Persona 3 tem a deusa Nyx, absolutamente nada além da concentração dos desejos mais impuros dos seres humanos e tudo mais...

Ela tava selada, funciona bem? Funciona! Encaixa direitinho sem ofender? Concordo de novo. Eu até gosto MUITO dela.

Persona 4 é quase lá, tem o assassino que é até legal a justificativa dele e o modo como ele entendeu as coisas de acordo com eventos da história mas a verdade é que esse dito cujo não é o vilão maior...

A vilã maior é a deusa Izanami... Deusa da mitologia japonesa que é jogada no seu colo com um "porque sim" de dar medo.Enquanto Ameno-Sagiri e o assassino tinham motivações e tudo mais, mas na verdade era parte de um plano maior da deusa manipulando tudo...

Olha como a presença de um "porque sim" pode estragar algo, quando eu digo porque sim é que não foram apresentados os devidos sinais pra te fazer entender, tudo que acontece até o final é que depois do assassino falso e do assassino real, se você jogar com atenção, vai faltar algumas explicações e elas são "uma deusa fez porque sim".

Nyarlathotep, um ser ruim POR SUA CULPA!

Mas se apesar de tudo funciona bem no 3 e no 4 é meio mal usado mas acaba funcionando porque eu reclamo tanto?

Seguinte... Era pra haver uma evolução de um jogo pra outro em tudo, certo? Essa é a ideia.

Em Persona 2 temos Nyarlathotep, o cara simplesmente manipulou tudo do começo ao fim nos dois jogos que participou e ainda é sugerido por interpretação que talvez ele tenha feito no minimo as coisas piorarem no primeiro jogo...

Mas o cara é o que? Desde o começo é apresentado como uma "persona da humanidade". Tanto ele como Philemon são aspectos da humanidade, e notavelmente Nyarlathotep é notavelmente a parte ruim da coisa.

Tudo que aconteceu de ruim durante os dois jogos é simplesmente um teste das duas entidades e no final de tudo a culpa é de quem? Dos próprios personagens do jogo tal como de todos os outros envolvidos e mesmo os não envolvidos, afinal são aspectos humanos, e toda a humanidade está envolvida.

Em Persona 3 ainda houve mortes por parte de um dos vilões menores (Takaya, um vilão interessantinho por sinal) e a morte do Shinjiro é até impactante mas não supera a morte que há no final de Innocent Sin.

Não vou falar de quem é, seria uma puta sacanagem. Mas aquilo sim é uma merda de ver. É legal pela história mas um choque tão forte que simplesmente me deixou de queixo caído...

Nem mesmo compararei personagens como King Leo ou o Joker do Eternal Punishment porque seria até uma tremenda covardia...

Em todo caso, tanto Nyx e Erebus do Persona 3 e até mesmo em partes a maldade de Izanami são um mero plágio de Nyarlathotep, nem todos puderam perceber isso... Dentro desse tipo de universo, criar uma motivação é algo complexo, mas eles simplesmente deixaram "de graça" em relação ao aos primeiros jogos, porque até mesmo o Persona 1 tinha como inimigo final a mente de Mary, que por sinal é meio que uma distorção doentia e macabra tão doida, uma ideia tão foda, que eu até hoje não entendo porque não repetiram.

Gameplay E Seus Recursos

Fusions Spells das mais variadas formas... VOLTEM!

O gameplay do Persona 3 no começo não me incomodou, mas vou ser sincero... Que retrocesso perto do 2.

Vamos por partes, Persona 1 tinha um gameplay simples porém ultra trabalhoso, tinha a questão tática do posicionamento dos personagens, acaba ficando chato de uma forma ou de outra. Mas nada condenável.

Persona 2 veio com um gameplay muito mais coeso, preciso, complexo e pra delírio da maioria.... mais lógico e funcional do que os outros e por diversos motivos.

Primeiro, ele tem vários elementos de ataque, fogo, água, gelo, terra, vento, nuclear, trevas, luz, gravidade, almight e se tem mais algum eu não me lembro. O pior é que faz sentido pela diversidade de demônios e no Persona 3 essa parte foi simplificada.

E eu até entendo, era complexo demais no 2.

Em Persona 3 e 4 mal colocaram fogo, água, terra, vento, luz e trevas. E Almighty... agora virou algo indefensável. No máximo sua defesa mágia pode reduzir parte do dano e nada mais.E os chefes abusam MUITO disso nos dois últimos da franquia, dando uma curva de dificuldade em alguns pequenos pontos totalmente densecessária.

Além de tudo, Persona 2 tinha a coisa mais legal em termos de combate que eram as Fusion Spells.São diversas formas, tamanhos, efeitos e por aí vai.

Os contatos com demônios podem gerar as mais variadas situações entre engraçadas ou sinistras.

Você vai ter que descobrir quais são mas se ganhado o item que é adquirido no cassino que te mostra quais você pode fazer de acordo as magias que tem disponível no exato momento com suas personas... Fica moleza.

Sem falar nos contatos com demônios que eu já falei acima, isso é parte do gameplay assim como adquirir personas novas através das cartas de tarô.

No Persona 3 simplesmente ceifaram essa gracinha chamada Fusion Spell, deixando somente algumas poucas e com personas específicos do principal, gastando um SP absurdo em muitos casos e com breves exceções sendo muito úteis, porque a maioria era uma magia normal levemente turbinada.


Menos Armageddon. Mas ela é roubada e nem conta. Ela ta desde o 2 e o trabalho que se gasta pra ter ela nem compensa... Além de que... Qual a graça de ter uma magia que acaba com tudo na hora? Nenhuma ao meu ver. Tirar o desafio do jogo é uma bobagem.

O resto dos recursos apresentados em Persona 1 e totalmente melhorados no 2 foram simplesmente eliminados.

No 4 a única coisa legal é a interação com os personagens que temos social links aumentados, eles vão te ajudar, tirar status e etc, mas não é nada demais, principalmente se comparado ao nível de estratégia que se pode bolar na duologia.

Elementos do Enredo

Investigação, elemento fortíssimo do P2EP.

Perto de Persona 2, o 3 e 4 são passeios no parque em tudo.

Mas dessa vez não me refiro à elementos macabros e sim na sua complexidade.

O 3 e 4 por exemplo, se você tirar boa parte do que rola no jogo, principalmente os Social Links, as partes de conversa sobre colégio e todas as demais bobagens redundantes que infelizmente acrescentam ao jogo mas em absolutamente NADA pro enredo... O que sobra?

Um jogo onde temos uma aventura simples, que deve ser lidada de forma até mesmo simples, ou seja, no braço.

Não são ruins, de forma alguma.

Mas quem terminou Persona 2 sabe que... QUALQUER elemento do enredo removido pode alterar o fluxo da história.

Experimente tirar a parte inicial do colégio tanto em Innocent Sin quanto Eternal Punishment do enredo, uma vez que eles são explicados no final do jogo em ambos os casos. Eu desafio a qualquer um a fazer isso sem sentir que "falta" algo no decorrer.

O mesmo vale pra Xibalba, as caveiras de cristal e as profecias do Innocent Sin ou mesmo a perseguição criminal, a entrada tardia de Tatsuya ou mesmo qualquer outro elemento do Eternal Punishment.

Os dois P2 são consideravelmente menores que o 3 e 4 mas o que temos no dois últimos são meros acréscimos de encheção de linguiça em muitas partes que pro enredo infelizmente não representa nada.

Principalmente os Social Links, mas que tal falar deles agora?

Social Links, Uma Ideia Muito Boa... e CHATA!


Antes de fechar a janela ou ir nos comentários me xingar, saibam que gostei dos Social Links, mas o "por que" do meu chato? Eu vou explicar.

Pensando bem, vejamos, quase toda sidequest de P2 em geral, aborda elementos do enredo e personagens que tem algo e esse algo te motiva a procurar alguma coisa pra entregar pra essa pessoa ou mesmo resolver...

Agora, seguinte, as sidequests de Persona 2 tem uma vantagem, elas são intimamente ligadas ao enredo de forma que criam um laço de complemento com a história, essa é a grande sacada.

Os Social Links no 3 e 4 são parte da experiência de uma jornada onde o foco é a interação social, mas acaba sendo chato...

Eu sei que os personagens dos Social Links no geral são bem feitos, com conversas interessantes, totalmente coesas e tudo mais... Mas cadê a graça?

Você lê, e acabou. Por melhor e mais bem feito que seja, ela não tem ligação com enredo e o máximo que vai ter é um fortalecimento na Arcana desse personagem. A recompensa é bem pequena comparada ao trabalho que temos com tudo isso.


Eu por exemplo no 3 fiz muitas, eu gostava mas eu esperei algo ligado ao enredo e.... Nada. O 4 como eu já sabia que num tinha, eu nem me dei ao trabalho de fazer. E as poucas que eu vi, eram ainda melhores e mais bem feitas que do 3 mas a recompensa era a mesma. Sem falar na chatice de se programar em dias da semana pra conversar com uma pessoa e outra e ter um retorno minúsculo.

Mas apesar de mais bem feitas de modo geral no 4, os personagens são mais profundos que do 3, mas outro problema... essa profundidade é "opcional".

No 3, a gente vai entendendo os personagens com o simples decorrer do enredo, no 4 não, Naoto por exemplo entra quase na cobrança de penaltis de tão tarde que entra no jogo, mal dá tempo de conhece-la, e se não fizer Social Link com todos você não vai entender os personagens nem mesmo superficialmente.

Eu desafio qualquer um a entender o machismo do Kanji sem os Social Links... Não tem como. Mas no P3 ao menos dá pra entender tudo de cada personagem só com seu mero decorrer, o amadurecimento deles é parte da narrativa principal como um todo.

Persona 2, diferente de ambos, tem as duas coisas, o amadurecimento como parte do enredo e eventos opcionais que se entende melhor os personagens por suas ações ou então o universo em si, mas com toque mais sutil, nem tudo é totalmente jogado na sua cara como nos dois jogos que acabei de citar... Talvez parte dessa sutileza tenha se perdido pelo fato da maioria não ter entendido mesmo.

Um exemplo bacana é que tem um cara que fica nos bares, e ele tem persona, mas ele usa pra ganhar dinheiro e não só em combate, e pra descobrir isso basta conversar com todos antes e depois de cada evento, isso é um modo opcional de conhecer melhor os personagens e se bem explorado, até melhor do que os Social Links...

Persona 5 ta vindo aí, espero que não tenha nada de Social Link e se tiver, que seja opcional... Totalmente complementar... Mas eu sei que terá e que as chances de serem "obrigatórias" são quase 100%.

Personagens!


Falando neles, agora a última parte desse longo post.

Os personagens! E sim, eles são melhores que os de P3 e P4 mas de muito longe.

Em praticamente todos os aspectos.

Se você considerar a arte do P2 Innocent Sin e Eternal Punishment do PS1 piores, ok, eu entendo, porque eu também acho as do P3 e P4 MUITO melhores e mais agradáveis aos olhos.

Mas no geral, falando do pacote completo, Persona 2 vence. Motivo? Simples!

Qual a grande graça de Persona no geral? A humanidade dos personagens, a facilidade de se ver no lugar deles e sentir total empatia por suas causas, motivações e razoes pra serem daquela forma tudo inteiramente humanos ao extremo. Nos permitindo uma forte ligação com praticamente todos eles, ou ao menos maioria.

Então... Por que do Persona 3 e 4 são inferiores? Lembrando, eles são bons. Mas por que inferiores?

Pra se entender totalmente no Persona 3, basta seguir a história, mas ela anda a passos de tartaruga por conta dos Social Links, eventos de escola e etc... E o mesmo no 4, só que no 4 é ainda pior porque são praticamente side-quests.

No 3 ao menos, o próprio fluxo da história te faz ver os personagens e acreditar neles... Mas...


A verdade é que é meio bobo. Em alguns casos.

Casos como Kanji, Yukari e Akihiko são das poucas exceções que são realmente maduros, os outros são realmente bons, mas em determinadas partes até deveras infantil.

Agora, você pega Persona 2 e dá uma comparada, qualquer personagem do grupo.

Por exemplo, ninguém do grupo em Persona 2 morre... Na verdade até morre, mas deixa pra lá. Ninguém do seu grupo precisa morrer pra sair do grupo de uma forma convincente e impactante, alguém que jogou Innocent Sin lembra como a Yukino saiu do grupo? Aquilo é uma tristeza totalmente profunda e absolutamente normal vindo da situação que ela passou.

Ou Eikichi, que teve de superar a crise de falta de autoestima e até se tornou narcisista no processo, ou mesmo o que Lisa precisou fazer pra chamar atenção visto contra sua Shadow, sem falar em elementos mais pesados ainda de Eternal Punishment, sobre como e porque Baofu saiu da Lei pra ir atás de Tatsuzou ou mesmo os motivos de Tatsuya pra se sentir culpado.

Tais coisas, são mais densas, profundas, impactantes e não é necessário um evento de social link pra engatilha-los, os eventos acontecem tais como Persona 3 mas são de uma magnitude muito maior, com um tom mais adulto.

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Bom, é meio que isso aí mesmo, se entendeu mais ou menos onde eu quis chegar, é só comentar se concorda ou discorda, lembrando que eu prefiro a temática mais adulta de Persona, logo essa tacada comercial pra vender apesar de totalmente entendível (uma vez que Persona não era um RPG que se destacava ao extremo) por questões financeiras e atingia muito menos público, em alguns casos uma tacada comercial pode até ser justificada.

Mas não justifica a tamanha queda de qualidade, mas isso é, pra quem curte um Persona realmente adulto, pra quem prefere a temática adolescente, os outros dois são pratos cheios de verdade. Excelentes jogos, ainda que muitíssimo abaixo da duologia que veio antes deles.

21 de março de 2014

Shin Megami Tensei I - Um Incrível Absurdo Criativo!


Pois é... Lembra de Persona?

Muita gente acha que Persona é uma coisa isolada de Shin Megami Tensei, mas na verdade eles fazem parte dessa incrível franquia.

Diferente de Final Fantasy, Shin Megami Tensei tem várias sub-franquias e elas tem suas próprias características, e apesar de tudo eles tem lá seus traços em comuns em todos os jogos.

É como referência, só que sem aquele ar de "credo, isso de novo" que tanto vimos em Final Fantasy! Assunto o qual Dipaula desbravou abertamente nesse lindo post.

Megami Tensei, o nome original dos primeiros jogos acabou gerando Shin Megami Tensei que esse acabou por adotar todo o nome da franquia por ser deveras superior ao seu progenitor e com isso acabou tornando o rumo de muitos jogos da série. Muita coisa nascia nesse jogo, que foi o "primeiro" jogo realmente impactante da série em todos os aspectos.


Pra começar pelo enredo, que é deveras criativo. O que se imagina de um RPG de 1992? Um salva princesa de Dragon Quest ou nada muito diferente disso. Mas não!

Shin Megami Tensei é Shin Megami Tensei, estamoas falando de criatividade.

Isso vai fazer você pensar que sou um fã putinha mas é um engano, o que falei acima será provado em pouco tempo, talvez você concorde, talvez não. Vamos ao que interessa!

Tudo começa quando seu personagem, igualmente sem nome (batizado oficialmente de Kazuya) recebe um e-mail alegando que ele assim como algumas outras pessoas, são pessoas com potencial acima das demais e merecedor do programa de invocação de demônios.

Tudo começa de forma muito confusa, simples e sem muita orientação. E essa falta de orientação é justamente a grande e maior falha do jogo. Com toda certeza!

Mas depois de bater cabeça na parede (se é que você é um gamer de verdade que não usa FAQ's ou simplesmente maluco) e desbravar pouco do enredo, ver alguns acontecimentos entre eles sua mãe morta na sua frente.

Um acontecimento até bem retardado, o cara vê a mãe dele virando demônio, você ataca ela de volta, mata ela e sai por aí como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Isso é BEM idiota. Mas à partir daí que a qualidade começa à aparecer...


Você salva dois personagens que seguirão você até o final de sua jornada, são eles o Law Hero (oficialmente batizado de Yuji) e Chaos Hero (oficialmente chamado de Takeshi).

"Como assim Juninho, que diabos é isso de Heróis do Caos e Lei?"

O jogo é muito variado em 3 caminhos. Sendo eles: Lei, Caos e Neutro!

E isso inclui personagens, demônios e suas ações. Suas ações determinam os finais e são 3 no total.

Com isso, muita coisa no desenrolar do jogo, desde chefes à serem enfrentados ou não, armas que se pega ou não, demônios que te seguem ou não e por aí vai.

Se quiser ver tudo, vai ter que realmente perder sua vida social. Porque além de tudo o jogo é ULTRA casca grossa. Sinceramente, eu vi muito jogo da série mas não me recordo de nada tão absurdamente difícil quanto esse.

Gostei dessa cena, uma das partes nada maniqueístas do jogo.

Honestamente, chega a ser tão demasiadamente frustrante que me fez ficar determinados dias sem joga-lo. É realmente UM SACO ter que depender de muitas vezes puramente sorte do que nível ou estratégia e isso se resume à quase 100% do jogo em tudo que envolve batalhas...

...que por sinal são muitas. Muitas mesmo. MUITAS MESMO PRA CARALHO! PUTA QUE PARIU! NUNCA MAIS RECLAMO DE PERSONA 2!

Eu nunca peguei TANTA batalha em tão pouco tempo. Em um determinado evento eu tive que enfrentar os demônios de uma personagem e eram 30.

TRINTA DEMÔNIOS! ISSO ERA O CHEFE!

Primeiro 8... Depois mais 8... e mais 8. E eu pensei:

"Nossa, agora acabou, vou ver o plot do jogo desenrolar..."

E ela invoca mais 6. Que eram mais difíceis que os outros 24 juntos.

Aff, é bem traumático até! Santa paciência que eu tive que ter.

A igreja me expulsou por ser do Chaos Path HSAUHASHUSAHUSA

Infelizmente, a jogabilidade não colabora, e ela é nada além de péssima, crua e arcaica. Além de confusa, e um mapa que praticamente tem vida própria e como se não bastasse todo o esquema do jogo em termos de dificuldade e exploração estão contra você porque os mapas são labirínticos, confusos e com passagens e entradas mais malucas que a cabeça de um fã de Final Fantasy VIII.

Realmente, é um transtorno, não é aquela coisa difícil e divertida, é simplesmente frustrante.

Mas o enredo base salva. Pena que só o enredo base.

Deve estar estranhando eu usar o termo 'enredo base'. Mas é verdade, o desenrolar da história é confuso, cheio de buracos e situações não concluídas e gera altas incoerências com o decorrer do jogo, porém a ameaça principal, a causa inicial e base que movimenta o enredo ao menos é concluída apesar de uns bons buracos em seu decorrer.

Chega a ser triste, altamente desapontante porque o jogo tem um mega potencial e altamente jogado fora, ainda pretendo jogar o II no SNES assim como esse traduzido por fãs e o III de PS2, que são os que tenho acesso.

O IV pra mim é uma utopia, já que é pra 3DS e eu nem tenho como jogar, mas quando eu comprar um 3DS quem sabe...

Com isso, SMT acaba por ser um jogo que só tem um bom enredo, uma boa ideia e muito mal usada na prática, uma excelente trilha sonora e uma jogabilidade péssima com dificuldade frustrante.

Vai negar o pedido dessa doce garotinha?

Pelo menos, ele tem excelentes bases de enredo e uma delas é a ausência total de maniqueísmo, deixando claro que as pessoas são livres pra fazer suas escolhas e você pode muito bem por exemplo optar por um mundo governado por deus de forma que as pessoas deixam de pensar e agem por conta de um fanatismo cristão ou mesmo um lado que coloca humanos e demônios no mesmo mundo de competição e lei do mais forte...

...ou meramente espancar os dois lados e colocarem os humanos como donos de seus próprios narizes sem interferência de terceiros e sem optar por um dos lados mais extremos.


Chega a ser uma pena um jogo obscuro desses não ter um remake digno e totalmente em inglês pra que os ocidentais também possam aproveitar.

Mas isso dificilmente aconteceria, quem jogou sabe como o Japão retratou os Estados Unidos no jogo e isso DIFICILMENTE permitiria tal acesso de uma versão em inglês à nós, mesmo em tempos atuais.

No fundo, é um jogo que só vale por enredo, eu taquei  muito macete depois de uns 60% do jogo porque não tava dando mais pra jogar normalmente. É realmente uma pena que seja tão desgastante, frustrante e confuso. Apesar de ainda assim ser uma boa ideia.

Mesmo com macetes, a dificuldade continuou exagerada, cheguei a ver um abismo de 20 níveis de um chefe pra outro em um intervalo ridículo de eventos, é muito curto o prazo de treino pra progressão de chefes evoluídos.

Sinceramente, até que lançem um remake digno, não jogo esse jogo NUNCA MAIS. Apesar de seus pontos positivos, os negativos gritam muito mais alto.

Por isso o título. O jogo é um incrível abuso criativo...

27 de fevereiro de 2014

Shin Megami Tensei: Persona 4


E aí personas!

This fucking bad joke returns!

Vocês devem estar pensando que sou muito fã da série Persona.

E de fato, não estão errados, já falei de Persona 2 Innocent Sin, Persona 2 Eternal Punishment, e Persona 3 de forma geral.

Algum dia falarei sobre Persona 2 de modo geral e explicarei o motivo pelo qual defendo dele ser melhor que os outros de forma geral, mas agora não! Agora é a hora da análise do 4.

Eu já falei sobre Persona aqui no ocidente e todos os problemas encontrados na postagem do 3, não vou repetir aqui porque senão fica chato!

Shin Megami Tensei: Persona 4 é simplesmente o quinto jogo da franquia, afinal o 2 são duas partes e até os cachorros de rua já sabem disso à essa altura de campeonato.

Os outros não é garantido que já tenha ouvido falar mas do 4 você já ouviu falar, certo? Eu sei que sim!


Persona 4 hoje em dia se tornou uma franquia, temos um JRPG que virou até mesmo anime, um remake portado pro PS Vita, um jogo de luta, e mais dois games da franquia anunciados entre eles um JRPG misturando a galera do 4 e 3 e um jogo DE DANÇA. Sério! Não, não é zueragem minha, pode pesquisar...

Provando que caça-níqueis estão em toda parte, se alastrando como ervas daninhas ou como uma infestação zumbi à nível de Raccon City!

Mas Persona 4 supera seu jogo anterior? Ou é um (outro) passo pra trás se tratando dessa franquia?

Vamos descobrir!

O que antes era uma aventura na cidade grande, agora é uma aventura numa cidade rural do Japão, aqui você controla o personagem sem nome de sempre, batizando ele como bem entender e que teve algum problema sem importância que faz com que ele precise se mudar pro interior e com isso passe a conviver com seu tio e prima.

Essa é a ponta do iceberg, somente o começo de tudo!

Dojima, seu tio, é um cara que trabalha na polícia e tem uma vida atarefada e difícil, e Nanako sua priminha de 7 anos é a filha que apesar de bem madura pra sua idade, sofre relativamente pela "ausência" do pai mas entende tudo e até mesmo faz os serviços domésticos e etc.

Essa garota é realmente a personagem fofinha mais foda que eu já vi num game. Sério, eu detesto essas garotinhas kawaiis sem noção que todo jogo tem, mas aqui ela não é puramente kawaii.


Trata-se de Persona, isso aqui não é um RPG comum. Nanako é uma criança, seu carisma e doçura ultrapassam todos os limites da compreensão, se você vê Nanako durante o game e acha ela chata ou irritante você no mínimo está morto por dentro!

MORTO POR DENTRO! LEU BEM? MORTO POR DENTRO! QUANTAS MOSCAS FICAM RODEANDO SEU CORPO PÚTRIDO DURANTE O DIA? HEIN? ME DIZ?

*Caham*

Tudo começa indo à escola, vendo os dias passarem até que do nada você descobre a existência de um "outro mundo "dentro da televisão. Parece bobo e retardado, mas é muito foda. Eu torci o nariz à princípio mas depois adorei a ideia como um todo! Acreditem em mim, é muito MUITO foda essa parada da televisão quando você entende como ela funciona e o que ela é.

Mas repetindo o mesmo problema do jogo anterior, aqui o seu personagem controlado é "especial" e graças à isso somente ele pode usar mais de uma persona (manifestações da sua personalidade), enquanto o restante de seu grupo só se tem um.

Porém, os personagens do seu grupo aqui tem mais profundidade que a galera do 3 (já que no 3 era só esperar o evento de cada um), tanto é que pra se ter o Persona de cada um é necessário fazer com que eles vejam tudo que eles tem de ruim e aceitar que aquilo é parte deles, não é algo fácil, se imagine olhando tudo que você tem de ruim e sendo obrigado à engolir que aquilo é parte de você!?!?!?!


Parece ruim, eu sei! Mas aceitar a si mesmo é o primeiro passo pra se ter um Persona, e isso é executado de maneira sensacional!

Tudo isso misturado ao mistério de um assassino que "executa" suas vítimas de forma absurdamente confusa, nunca as vítimas estão meramente machucadas ou com digitais, somente aparecem mortas nas antenas de TV da cidade. Penduradas ou jogadas e etc...

Isso é só o começo do enredo de Persona 4, e na verdade tudo dele gira em torno de resolver tudo isso, ajudar seus amigos e viver uma vida normal. Mas "viver" a vida normal é o começo do problema.

Antes de me xingar nos comentários dizendo que sou fanboy de Persona 2 (o que não chega a ser mentira) e que odeio o 3 e o 4 (isso sim seria mentira)... Leia com MUITA atenção tudo que eu direi e irão entender (ao menos é o que eu espero) que eu GOSTO do jogo, e pra caralho! Mas não dá pra negar que o jogo tem problemas só porque ele é bom, o fato dele ser bom não o torna perfeito!

Primeiro de tudo, o jogo te "obriga" a duas coisas.

Viver normalmente e pegar batalhas feito um maluco desenfreado.

"Mas Juninho, seu tosco, o 3 era assim e num te vi reclamando."

Já falei pra guardar essa faca! Abaixou? Ah sim, agora vamos continuar!

O problema está em coisas que se interligam.


Genialmente, esse jogo, sem ironias, trouxe uma parada muito interessante, que é a ligação do clima da cidade com os eventos, aqui a chuva e a névoa tem TOTAL importância pro enredo do jogo, e a ligação deles seria um pequeno spoiler, mas não vou fazer isso com quem não jogou!

O problema está no "limite" de tempo que se tem pra salvar cada pessoa jogada na televisão e que corre risco de vida, mas essa ideia era pra ser boa, o problema está no fato de que você como jogador, como quem controla o personagem é muitas vezes OBRIGADO à ir pra casa dormir e somente voltar na dungeon no outro dia...

Itens de SP aqui são raros, e é mais fácil achar gente que veja a Regina Casé como atraete e gostosa do que encontrar um item desse no jogo, e não estão à venda. NUNCA ESTÃO À VENDA! E quando o seu SP acaba, você tem que pagar a maldita raposa que te cobra MUITO caro pra te recuperar somente o SP ou ir pra casa dormir...

O motivo disso ser um problema é que existem os Social Links, e os dias da semana vão passando e o jogo tem data pra tudo, e se você não salvar a pessoa até determinada data, ela morre, e o jogo dá game over e te faz dar Load no ultimo evento.

Você vai ter que consultar o clima constantemente, faz parte do enredo saber desse detalhe.

Isso acaba transformando o jogo em uma campanha gigante dividida em dois grandes momentos que sempre se repetem, ou seja:

Pegar MUITA batalha, evitando que se passem muitos dias pra não perder Social Link's e com isso evoluir, chegar ao chefe da masmorra e desvendar o evento, e depois disso esperar o próximo evento vendo horas e mais horas de SOMENTE Social Links, aulas, trabalhando pra juntar dinheiro, realizando atividades pra aumentar status e etc...

Visitar o Igor e fazer fusão é parte da experiência do game.

Social Links como no jogo anterior, te faz fortalecer as personas e etc, e é necessário mais do que nunca aqui ter o máximo possível, principalmente com os personagens do seu grupo, já que essa é a única maneira de fazer a personas deles evoluir. No 3 tinha eventos do enredo que faziam isso, e no 4 não, é necessário ir manualmente vendo cada detalhe de seu personagem e entender o amadurecimento deles de pouco à pouco. E isso é GENIAL!

Mas também tem outro problema...

Chie, Yukiko e Yosuke, os primeiros personagens do seu grupo, todos esses tem eventos de Social Link "automáticos" ou seja, o jogo eventualmente faz o deles aparecer, enquanto de Kanji, Naoto e Rise não, você tem que engatilha-los e o jogo não te orienta à isso, e sequer existe algo te falando a partir de quando isso é possível.

O jogo informa onde eles ficarão e os dias da semana. Ponto final! Sem uma devida orientação, fica complicado adivinhar que eu deveria engatilha-los já que o jogo me deu ao menos o engatilhamento de três personagens anteriores.

Eu mesmo sou um exemplo, meu personagem favorito é Kanji, eu fiquei esperando o evento dele acontecer e enquanto isso colocava a Chie no máximo, e depois vi que demorou demais e demais da conta mesmo... Até olhar na internet que o dele eu deveria engatilhar. E assim com todos os outros que eu citei.

Não vejo problema de eu mesmo engatilhar eles, uma vez que eu SAIBA disso. O jogo não orienta nesse aspecto, e isso é um tanto broxante, se eu ao menos soubesse, não haveria motivos pra reclamar.

Justamente por você conhece-los de dentro pra fora e entender ainda mais como eles são, todos os Social Links do jogo são bons mas os dos personagens são ainda melhores, justamente por eles aprofundarem ao extremo e você se sentir apegado de verdade à todos eles.



Outro ponto que me incomodou bastante é que no 3 os personagens eram mais "fracos" no geral e precisavam da arma pra invocar os Personas, aqui depois que os personagens os ganham, eles ganham a carta junto do seu devido arcana.

Sinceramente, eu acho besta o cara usar LITERALMENTE a carta do arcana dele pra invocar o Persona... Custava só fazer como no 2? Onde os caras liberavam pela própria força de vontade...?????

Isso é meio bobo, Persona é uma atmosfera mais madura e o jogo te convence disso, mas no 3 eles eram mais fracos porque precisavam de armas artificiais e agora no 4 eles ganham a carta que eles usam de forma literal pra invocar suas facetas interiores. E sinceramente, nem da pra escolher um dos dois, eu realmente desgosto de ambas as ideias. 

Mas esses problemas são pequenos perto do maior problema do jogo!

Calma, eu vou falar das qualidades.

O grande e maior problema do jogo, como um todo é sua atmosfera...

Em Persona 3, o problema a ser enfrentado não era tão próximo dos personagens jogáveis, lá haviam pessoas virando caixões e gente sendo afetada pela síndrome da apatia, mas no geral, havia um sentido, tudo aquilo acontecia com gente muito mais distante de você...

... enquanto aqui tem gente da sua sala, do seu convívio, que você vê constantemente sendo ameaçada de morte, e você simplesmente enfrenta isso nas horas vagas depois da escola e antes de dormir.


No 3 já era meio forçado, mas pela distância do problema com os personagens de forma geral, isso até era razoavelmente compreensível, mas no 4 não. No 4 é uma cidade pequena, onde TODO MUNDO se conhece, onde a fofoca rola solta e todos os problemas de uma cidade pequena existem aqui, logo, é muito mais "forçado" e empurrado o fato de enfrentar esse problema nas horas vagas. É algo tão próximo dos personagens que fica difícil imaginar alguém sabendo de tudo isso e simplesmente lutar contra nas horas vagas e indo ao mesmo tempo indo pra escola, fazendo provas e etc...

São detalhes como esse que quebram o clima mais sério e adulto do jogo! Em partes, chega a ser um potencial jogado fora. Mas não totalmente pelo menos.

Mesmo a história sendo fantástica e você podendo levar ela à sério, você acaba não levando o tempo inteiro por vários motivos, e a atmosfera do jogo é sem dúvida o maior desses problemas.

Aliado à uma música de batalha terrível de chata e tão mas tão feliz e pululante que chega a dar diabetes só de ouvir!!! Reach Out To The Truth é MUITO chata, ela não é necessariamente ruim mas como música de batalha... Ela é UM TREMENDO PORRE! Mas fico feliz de saber que quem jogar no PS Vita pela primeira vez terá uma música de batalha não muito boa no lugar, porém deveras melhor. E como ela é melhor.

Desce o cacete nele, Kanji!

Vale citar, que ela não é ruim, apenas DESTOA TOTALMENTE do clima de uma batalha, ainda mais de uma batalha com seres sobrenaturais e que poderiam te matar à qualquer vacilo (praxe de Shin Megami Tensei: vacilou, dançou), então ela acaba sendo ficando absolutamente fora de sintonia com um clima que era pra ser mais sombrio.

Cheguei a procurar um hack (pro PS2) só com qualquer outra música no lugar, ou Mass Destruction (saudades dela, viu...) sei lá, por que não músicas como de Pesona 2 ou Digital Devil Saga? POR QUE?

No geral a OST do 3 é melhor, mas a do 4 é tão competente quanto, porém músicas de batalha como essa e algumas de cenários chegam a irritar de tão felizes visto que estão num jogo onde deveria haver foco no seu enredo sobre assassinatos, realmente a música do jogo e o enredo acabam se conflitando de certa forma. Quebrando totalmente a seriedade dele.

E a música da última dungeon, OLHA ISSO A ÚLTIMA DUNGEON, a conclusão de tudo, você espera uma música dramática, com clima de "final" e aquela coisa toda. E simplesmente tem uma música que dá mais sono que música clássica.

Mas voltando a falar da quebra de clima...

Felizmente o jogo tem um excelente humor e essa cena é muito engraçada.
Ou seja, quando o enredo focado no assassinato acontece, você leva o jogo à sério, e nisso também me refiro aos personagens do seu grupo fazendo Social Links ou mesmo os outros personagens coadjuvantes que nós ajudamos pra entender seu crescimento, porém o jogo tem ainda mais eventos de escola, provas, e coisas do tipo que tiram totalmente a seriedade e nesses momentos infelizmente não tem a menor possibilidade levar o jogo à sério!

Até no 3 isso era um problema mas aqui virou um grandioso problema. Ao menos pra mim!

Com esses eventos maçantes e todo uma atmosfera absolutamente instável, eu acabei por não conseguir jogar ele muito tempo, eu sempre tinha que dar uma pausa do game, porque ele me cansava. Os outros que eu zerei (3 FES, 2 IS e 2 EP) eu zerei num pique que dava até inveja, eles não cansavam em nenhum aspecto. Enquanto o 4 virava e mexia eu precisava distrair a cabeça jogando outra coisa, mesmo que fosse um simples jogo mais arcade pra que eu pudesse descansar do jogo, porque é só batalha e mais batalha ou vida social e mais vida social.

O enredo mesmo, é bem mais curto que o 3  de forma geral, porém muito melhor e só por isso já valeria muito à pena como um todo!

Esse professor é um saco. Vai por mim.

Os personagens aqui tem mais significado, mais profundidade e com isso nos apegamos mais à eles, mesmo que a galera do 3 tenha mais carisma (ao menos pra mim), e nem vou comparar com a galera do 2 em geral porque seria covardia, mas a galera do 4 é realmente muito boa, Yukiko pode te surpreender depois que se conhece ela melhor, Chie passa a entender o real significado do que é proteger alguém sem se sentir superior por isso, Kanji enfrenta seus problemas com sua sexualidade (que coragem da Atlus fazer isso hoje em dia), Yosuke nos mostra um cara bobo que sofre muito mais do que aparenta, Rise mostra como a vida de famosa pode ser um horror e porque quer viver de forma simples e Naoto sofre por ser madura demais (sim, ela é ao contrário dos outros) e ser tratada como criança por sua idade...

E tem a bosta do Teddie. Que é tão tosco que o jogo faz o Social Link dele TODO PRA VOCÊ DE GRAÇA, automático mesmo. É só esperar os eventos dele e zás, você completa! Mas ele funciona absolutamente bem dentro do jogo. Eu só me recusei à jogar com ele...

Naoto que por sinal, uma das personagens mais interessantes também acabou se tornando um problema porque segundo me falaram, ela entra pro grupo aos 45 minutos do segundo tempo...


Mas não, ela entra é na cobrança de Penalty mesmo. PORRA! Ela entra no grupo tão tarde que fazer o Social Link dela completo é um desafio até pra quem é fã alienado da série e joga Persona como um louco!

Eu não ficaria surpreso se tivesse um troféu pra isso no Persona 4 The Golden do Vita. 

A jogabilidade do game é fantástica, simples e eficiente como sempre foi de costume da série Shin Megami Tensei, os personagens são mais bem detalhados que do 3, usando a mesma engine gráfica porém com pouco mais de detalhes, nada exagerado porém é bem notável a diferença.

O sistema é muito mais polido que seu jogo anterior. Muito mesmo! Primeiramente por se controlar todos os personagens ao invés de somente o principal. Principalmente por cada personagem ter uma habilidade única, é necessário fazer o Social Link com cada um deles ao máximo pra abrir e ver todas as suas possibilidades, mas algumas coisas são pra todos tipo tirar um status negativo ou levantar quando é acertado com sua fraqueza.

Se você tiver a possibiliade de jogar o 3, jogue o Portable porque ele também permite jogar com todos. E particularmente controlar somente o principal é algo que eu acho bem idiota e ele morrer dentro da batalha dar game over também. E isso acontece nos dois jogos.

Eu REALMENTE não gosto disso. Acho uma forçada de barra fora de controle, não é necessário isso, as batalhas são meramente aspectos do gameplay do jogo, chega a ser totalmente retardado.

Fundir os personas como todo bom e clássico jogo da franquia Shin Megami Tensei também está presente aqui, sempre descartando os mais fracos e evoluindo-os semre que possível. Até o ponto que se deva troca-los de novo... Claro!



As músicas como eu disse, no geral são muito boas, pena que a de batalha seja absolutamente terrível, e eu senti falta das magias combinadas do 3, não sei porque tiraram aqui no 4. Era uma ideia muitíssimo boa. No 3 era apelão e tinha como ganhar batalhas inteiras com Fusion Spells, porém era só diminuir o fator overpower e não simplesmente remover esse conteúdo do game.

E o jogo tem 3 finais, sendo um deles ruim, um bom e um muito bom que seria no caso, o verdadeiro!

Eu fiquei deveras desapontado com o fator "descobrir quem é o assassino" que TODO MUNDO falava assim:

"CARALHO, QUE FODA, QUE SURPREENDENTE, QUE INCRÍVEL, QUE COISA DE OUTRO MUNDO. NUNCA VI NADA PARECIDO. UHUL!!!!!"

E vão me desculpar... Não é assim! Coisa incrível e surpreendente acontece é no final do Persona 2 Innocent Sin, pra quem acha que Kefka fez um bom desastre em Final Fantasy VI, precisam dar uma BOA OLHADA no que Nyarlathotep fez no final do Innocent Sin.

Retomando...

O jogo vai chegar num ponto onde te oferece dois possíveis criminosos (não vou dar spoiler)... E acaba sendo algo como o "óbvio" e o "cara que ninguém da a mínima".

Quando o óbvio é eliminado só resta o "cara óbvio que ninguém dá a mínima".

Sério, nem é tão difícil deduzir, difícil eu diria que é chegar até ele, já que você pode fazer alguma cagada e perder a chance de prende-lo fazendo o final ruim...

Mas se prestar atenção, irá perceber que existem "buracos" no mistério sendo resolvido, quando a parada começa a se resolver, alguns buracos ficam sem ser tapados, e é aí que você pensa: "Porra, ta faltando explicação pra isso e aquilo, será que é por aí mesmo?"

Se ficar bastante ligado no enredo, como eu fiz apesar das pausas que tive que dar, vai entender onde falta e não vai deixar o final verdadeiro passar. Até mesmo. Eu diria que pra quem lê o enredo é até difícil fazer o final ruim.

Apesar de que se tratando do final verdadeiro, tem uma coisa ou outra improvável mas acontece que mesmo depois de prender o assassino, ainda faltarão alguns poucos buracos, e é aí que você deve se manter totalmente ligado ao enredo pra não deixar passar. A sugestão de ter 2 ou 3 saves é realmente a melhor opção pra isso.

Of course Rise. We trust in you!

Apesar de todos os problemas com o clima do jogo (ironia, porque o enredo é focado em outro "clima" haha) o jogo continua fantástico e é sem dúvidas melhor que qualquer Final Fantasy sem a menor sombra de dúvidas, caso você goste MUITO dessa parte de viver o dia a dia, provas, amigos no Social Link e etc, vai ficar ultra satisfeito com o jogo, porque ele é a versão turbinada de tudo que já havia no 3, o que eu achei ruim foi justamente a falta de dosagem nas coisas e elas sempre em termos obrigatórias.

Infelizmente, não chega nem perto da sombra do que Persona 2 representa pra mim e pra todos os gamers fãs de Shin Megami Tensei, mas a aprovação geral é bem alta, muita gente que não é familiarizado com Shin Megami Tensei acabou conhecendo através desse jogo e isso é ótimo!

Qualquer dia desses, farei um mega post sobre uma comparação entre Persona 3 e 4, e outra dizendo os (muitos) motivos pelo qual Persona 2 como um todo é muito melhor!

Muita gente considera Persona 4 o melhor jogo da franquia SMT ou mesmo dos melhores jogos já lançados e eu sinceramente discordo. Ele é excelente mas jogos como Persona 2 ou mesmo Digital Devil Saga ficam um tanto quanto ofuscados por causa do sucesso comercial de outros.

Digital Devil Saga tem um dos enredos mais brilhantes e com um dos plot twists mais incríveis que eu já vi, e eu nem to jogando, somente vi e ouvi tudo do Dipaula, e eu mesmo jogando Persona 2 posso afirmar o mesmo dele em relação à Persona 3 e 4.

Personas na verdade são monstros e demônios das mais diversas mitologias, vale a pena ler sobre eles no Compendium

Um exemplo besta é sobre a questão das datas, os dias passando e existe um DIA CERTO pra enfrentar o último chefe tanto em Persona 3 como 4. E isso é muito bobo, a ameaça tem que ser real, tem que ser improvável e te pegar de surpresa (em termos de enredo), isso é muito bobo, sinceramente.

Ao menos em Persona 4, ninguém sabia de nada até acontecer e no 3 todo mundo vai se preparando dia após dias até a chegada do grande inimigo...

E não darei spoilers de como e porque mas chega a ser meio bobo porque existe um "porque sim" pras motivações da verdadeira ameaça do jogo, e que no Vita foi consertada de forma que... Continuou a mesma coisa. Por um outro lado, mas ainda assim ficou a mesma coisa.

Coisas assim, me deixaram profundamente desapontado, eu joguei Persona 3 primeiro e quando joguei o 2 meus olhos brilharam e eu simplesmente não consigo acreditar que essa mudança apesar de necessária afetaria tanto o jogo assim.

Mas com tantos problemas e tantas qualidades, ainda assim Persona 4 é dos RPG's mais fodas que eu já tive contato, principalmente pelo seu enredo base. Que é muito bom e estupidamente bem usado. O clima mais sério do jogo é totalmente foda, você fica muito preso no que ta rolando e dá muita vontade de descobrir e investigar.

Independente se você curte essa parte obrigatória, o enredo vale ouro e apesar de não ser nem de longe tão maduro como Persona 2, ainda é um excelente jogo. Eu recomendo fortemente.

Apesar da música de batalha açucarada que deixaria o jogador com diabetes...

Enjoy!

3 de fevereiro de 2014

Shin Megami Tensei: Persona 3 FES e Portable.


Hello Personas!

Sentiram a piada ruim embutida no meu comentário de apresentação?

Olha, quem me conhece sabe que não sou lá o maior fã de Final Fantasy... E em contrapartida sou MUITO fã de Persona 2.


Tanto é que já falei do Innocent Sin e do Eternal Punishment com pouco período de intervalo da postagem entre ambos.

O que rola é que eu joguei direto, me prendi no PSP no remake do Innocent Sin e no PS1 aconteceu a mesma coisa no Eternal Punishment, joguei direto do console.

E foi uma época ruim, apesar do jogo, eu deixei de comer, dormir, abandonei namorada, andei com as mesmas roupas por cerca de 10 dias e só trocando tudo quando a situação estava totalmente insustentável.

Foi uma época difícil. Muito difícil. Eu tava mais feio que qualquer zumbi do The Walking Dead. Mas essa superação é assunto pra outro dia!

Mas antes de jogar Persona 2, eu conheci a série no 3. E diretamente no FES.

Pra quem não sabe, o FES é a versão atualizada, melhorada e com coisas extras em todos os aspectos em relação ao Persona 3 normal.


Quando eu tava dominando meu inglês, Persona 3 foi o jogo que eu joguei até os olhos esbugalharem porque foi ele o RPG que eu joguei com dicionário em mãos olhando coisa por coisa, uma verdadeira experiência didática que jamais me esquecerei.

Tirando a parte que as porras de expressões idiomáticas ou palavras diferentes demais não tava no dicionário e lá ia eu rodar a internet na busca por elas...

But, whatever!

Persona 3 é um jogo fantástico!

E o motivo de tudo isso? Vamos descobrir!

Persona é uma franquia com pouco de azar no ocidente...

O 1 coitado, tinha um potencial desgraçado de grande! Mesmo pra sua época, era um GIGANTESCO potencial, mas o enredo no americano foi totamente alterado pra "ocidentalizar" o jogo, deixando o jogo totalmente voltado pra "América para os americanos" e entre outros graves problemas.

Sei que tá difícil de ler, mas abram a imagem e vejam o TAMANHO da diferença.

E você achando que o Secret Of Mana do SNES mal traduzido era um problema grande? Queria ver se tivesse visto um cara branco meio barrigudinho virar um negro com boné e fala gírias do Brooklin pra saber sua reação!

A sorte do Secret of Mana é que o enredo é simples, e isso não afeta muito, mas segundo fontes, os japoneses adoram rir da nossa cara quando se trata desse jogo! Pode pesquisar!

"Molo de rir desse amelicanos que jogam Seclet of Mana"

Mas o Persona 1 ganhou um remake, e você pensa:

"CARALHO, QUE FODA, VOU JOGAR AQUELA MERDA DO JEITO QUE DEVERIA SER SEM O DEDO DOS AMERICANOS MALDITOS DO INFERNO?"

E você recebe o segundo tapa.

Primeiro, que a versão do PS1 tinha METADE dos combates removidos do jogo, ou seja, metade das batalhas aleatórias, e ele já era SUPER difícil, no PSP deixaram isso intacto mas quando você pensa que é uma questão de treino você se depara com um jogo que apesar do enredo fascinante...

Tem muita batalha, os itens são SUPER caros, o dinheiro e experiência ganho em batalha são BAIXÍSSIMOS e a pior parte além de tudo isso...

É que a trilha sonora SOBERBA (talvez a melhor da série) do original de PS1 foi removida e implantaram uma nova totalmente diferente feita pelo Shoji Meguro. Quando você pensa que isso é um sinal positivo, afinal ele fez todas as músicas da série... Assim como de todos os Shin Megami Tensei, Digital Devil Saga e etc...

Outro tapa, a trilha sonora é UMA MERDA, com J-Pop mas não tão bons como Persona 3 e 4, e sim uma coisa genérica, ruim, e ainda com toque americano.

Acreditem em mim, vou deixar o link aqui.

Essa é a música original de combate do 1 de PS1:


Viu que foda? Agora dá uma olhada na remake do PSP:


Sentiram a diferença?

Então se não achou ruim o bastante, e tiverem bastante estômago ouçam a versão da Boss Theme do PS1 e depois procurem a do PSP.

Vocês vão vomitar... PELOS POROS!

Acreditem em mim, só não enfiei um puto dum macete ou qualquer coisa semelhante no PSP (apesar de ter) pra jogar o Persona 1 por causa da PÉSSIMA trilha sonora, e a versão do PS1 eu não tenho paciência pra aturar o lixo americano inserido!

Com isso a lição do dia é, americanos só sabem fazer RPG's puramente americanos, Mass Effect, Fallout e etc... Quando americano coloca a mão em material japonês só dá merda.


E Persona 2 teve pouco mais de sorte, mas o Innocent Sin não foi lançado por aqui...

Alguns hackers desocupados nos fizeram o favor de traduzir, mas quando eu meti a mão no jogo, já tinham lançado o Remake do PSP, lindo de morrer, gráficos remodelados, nova trilha sonora que é um remix ainda melhor das originais e por aí vai.

Uma pena que demorou só quase 10 anos pro remake, mas isso é só um detalhe impertinente!

Eternal Punishment foi lançado aqui, no PS1, americano e com somente adaptações de alguns nomes mais americanizados, mas nada que atrapalhe a jogatina, e ainda assim foi o melhor RPG que eu já tive contato! E quando a felicidade de um fã como eu poderia ficar melhor com o anúncio do remake do PSP...

Ele me é lançado somente no Japão e ainda por cima lançaram a versão do PS1 na PSN como prova de que a versão do PSP NÃO VIRÁ AO OCIDENTE!!!!!

Minha reação ao ler sobre Eternal Punishment pro PSP...

Sim, e ainda alegaram "unusual reasons" pra não lançarem aqui. Ou seja, razões incomuns é a justificativa que a Atlus deu pra uma gama de fãs no ocidente. Por sorte, o 3 e 4 foram lançados aqui com leves alterações nada problemáticas e isso que vou falar agora!

Na verdade, só de Persona 3 que eu vou falar, se quiserem saber do 4 vão ter que esperar um cadinho!

Não me me venha olhar com essa cara, ainda to jogando ele. Relaxem! Agora vamos começar essa joça!

Como essa cena é marcante, melhor awakening de Persona já feito...

Persona 3 trata-se de uma repaginada na série, um novo molde de jogo foi implantado na série e eu não sei dizer ao certo mas acredito fortemente que seja pra atingir mais pessoas, causando um número de vendas ainda maior, claramente, e principalmente pra "driblar" parte da censura.

Nos 3 primeiros jogos (1 e os dois 2) enfrentávamos demônios, entidades malignas que distorciam a realidade e até contato com os pobres capirotinhos nós tinhamos que fazer com a finalidade de nos fortalecer e etc... E isso contando com um enredo profundo e nada maniqueísta.

Isso provavelmente deve ter atingido o que o Amer chamou de "Pais Desocupados da América" e isso provavelmente é parte da causa que causou parte da censura do game!

Isso que dá ser original, ta vendo Sakaguchi?


Então, com tudo isso! O formato mudou e bastante, pra algo mais colegial, mais escolar. E isso poderia ser um problema.

Não nas mãos de Shoji Meguro!

Através de um sistema genial de dias e um calendário, o jogo vai avançando de forma que eventos acontecem em dias específicos, mas nada é avisado na sua cara, é necessário um grande fator chamado loucura paciência pra ver tudo que acontece, muita gente que não entende o jogo provavelmente o acharia chato ou tedioso por ter pouca ação.


Mas a verdade é que ação e o cotidiano estão muito bem divididos de forma que um domínio bem grande do idioma americano é necessário pra se aproveitar 100% do game.

Todo RPG é necessário, na verdade mas em Persona 3 é um pouco mais porque temos eventos aqui presentes que são os Social Links!

Literalmente, os Elos Sociais, esses aumentam o poder dos personas e são ABSURDAMENTE necessários durante o game, claro que você pode ficar sem eles, segurando o botão Triângulo e avançando tudo mas perderia boa parte da graça e principalmente, não teria tanta magia ao seu dispor quando poderia.

Antes que se apavorem, cada um tem 10 níveis, e são muitos, é necessário dividir seu dia, avançar no game pouco à pouco, realizando atividades em determinados dias da semana com cada um deles tudo isso pra se aproximar deles de forma que os entende mais e mais.

Cada pessoa é um arcana e você aumenta a força dela pouco à pouco!

Chegar no nível máximo te permitirá criar a persona mais fucking roubada dessa arcana, dificilmente um persona normal se iguala com esse último que só é possível com rank máximo!


Mas não se desespere, não é necessário o máximo, mas eu recomendo aumentar ao menos de rank 5 a 7 cada um deles, e se possível, claro ao máximo! Porque ajuda muito! Eu tive vários no máximo e outros quase lá, mas os "quase lá" já eram MUITO fortes devido ao fortalecimento do Arcana. Posso assegurar por minha própria experiência que não é necessário rank máximo com todos pra ter um jogo tranquilo!

A trilha sonora é soberba, a música de batalha é a mais cativante da série de longe, eu prefiro a do Eternal Punishment pra ser sincero, mas Mass Destruction é cativante ao extremo. Difícil ouvir ela sem cantar!

E não se preocupe, o jogo inteiro é repleto de músicas fantásticas do começo ao final, o melhor do J-Pop está nesse game. Trilha sonora é muito importante pra um RPG, afinal de contas não é algo que se pode terminar com 4 ou 5 horas... É necessária muita dedicação e uma trilha sonora ruim pode matar um game e temos o remake do Persona 1 pra provar isso!

Continuando... Outra coisa legal é a combinação de personas que geram magias combinadas também. É bem bacana e o problema é que é específico demais... Eu preferia como Persona 2 como por exemplo "tal magia de fogo" + "tal magia de vento" gera uma nova magia... Mas enfim, no 3 não é ruim!


Falando em uso de Personas... Uma grande alteração foi que somente o principal usa vários Personas!

Eu sinceramente, acho um incrível passo pra trás, em Persona 2, todos os aspectos da humanidade de uma pessoa gera uma persona diferente, cada um tem o seu único mas TODOS usam vários, porque todo mundo tem várias faces, e isso faz muito sentido.

Todo mundo usar vários Personas é um aspecto de gameplay que não é citado na história mas que faz total sentido, afinal de contas, todos nós temos dias de raiva, alegria, tristeza, angústia e por aí vai. Ou seja, cada fase de nossa vida, ou cada dia poderia muito bem virar uma Persona se tratando do universo do jogo!

E em Persona 3 (e no 4 também) isso se perde, cada pessoa tem LITERALMENTE um Persona e no caso é a personalidade total da pessoa materializada, quando a pessoa "cresce", e seu coração aceita a si mesmo vamos assim dizer... O Persona dela evolui e ponto final. Só isso!

Isso remete à um maniqueísmo que agora sim é presente no jogo, é necessário ser sempre o bonzinho-camarada-good guy pra evoluir. E sinceramente, em vista do 2, não consigo ver como nada além de um grandioso passo pra trás!

E pra ser sincero, acho que Shoji Meguro foi "forçado" à fazer isso, jogos como Digital Devil Saga ou SMT: Lucifer's Call (ou Nocturne) são feitos por ele e mantém a mesma atmosfera macabra, acontece que Persona popularizou demais e acredito que isso foi o necessário pra manter a série viva!


E querendo ou não, existe a possibilidade uma hora cansarmos da "fórmula" e melhor mudar do que manter a imbecilidade que eu e o Dipaula tanto vemos em Final Fantasy! Como ele mesmo já escreveu aqui.

Falando em enredo, o desse jogo não é nada além de fantástico!

Mas é bem complicado falar sobre ele, o máximo que eu direi é que existe um lugar onde os Shadows (antes demônios, e agora suavizaram os nomes e etc...) existem e há ligação deles com esse mundo, causando nas pessoas a Síndrome da Apatia, fazendo as pessoas perderem sua vontade de se manterem vivos, elas se tornam praticamente pessoas sem "alma". Sem vontade pra nada, é como ver aquele seu amigo depressivo.

Se isso já aconteceu com vocês, sabem do que falo... E se não aconteceu com vocês eu sinto nada além de inveja, é uma coisa terrível de se ver mesmo de forma sutil em um game.

E além dos usuários em si só terem um Persona, o principal pode ter vários por motivos do enredo do jogo, falar quais são daria um leve spoiler e eu não vou dar nada além do necessário pra não estragar a surpresa!


O legal dos personagens do game é poder conhece-los de dentro pra fora, querendo ou não, Persona aborda pessoas comuns, com roupas comuns (exceto por Baofu, que não é menos legal por isso) e não há muita chance de se cativar por eles por visual, mas quando os entendemos, desenvolvemos um laço forte com eles, é bem foda essa ligação e sinceramente é o ponto mais positivo de toda a série!

Nesse jogo temos um bobão engraçado (Junpei), a garota kawaii e nem por isso menos legal (Yukari), a garota durona (Mitsuro), o cara badass que resolve tudo (Akihiko), o brigão de rua (Shinjiro), a criança que amadureu mais rápido que deveria (Ken), um cachorro com carisma transbordando (Koromaru), a garota mais meiga desse mundo (Fuuka). E o principal, que você batiza como quiser. Os nomes oficiais dele não fazem diferença, no jogo você o batiza mesmo.

E também uma robô que desperta tesão nos mais tarados (Aegis)...

Sério, se você sente tesão num ROBÔ que tem visual do sexo feminino, se interne, você tem sérios problemas!

Se você sente tesão por uma robô... Use o GPS dela pra achr um hospital pra você. Seu doente.

Se você conhece quem desenhou essa ilustração (muito bem feita por sinal) interne ele. Se você sente tesão e pretende enfiar suas genitais num monte de parafusos... Se interne junto com ele. Combinado?

Eu conheço um manicômio muito bom, fiquei lá internado uns meses depois de zerar Persona 3 e...

COF COF!

De volta ao assunto....

Caso você jogue a versão do PSP ainda terá uma garota que mudará TOTALMENTE a visão do jogo, por parte dela, porque no jogo com o garoto, você interage com homens e vive o cotidiano de um garoto, e se jogar com a garota, tudo se inverte, você passa a ter respostas e vida de uma garota. Isso acrescenta muito à versão do PSP! Muito mesmo!

Mas acredito que a maior vantagem do Persona 3 Portable seja controlar todos os personagens de novo!


No PS2 tanto no normal quanto no FES existe uma ideia idiota de só se controlar o principal, ao menos existe um sistema tático que te permite deixar os personagens mais ofensivos, mais defensivos, curando mais e etc... Ao menos a Inteligência Artificial do jogo não te deixa na mão em hora alguma!

Já pensou se fosse a mesma IA da Ashley do Resident Evil 4? PUTA MERDA! Muita gente reclama da Sheva no RE5 mas eu só tenho à reclamar da loira retardada do 4 mesmo.

Entretando o FES do PS2 tem um jogo inteiro extra, o modo The Answer que tapa todos os poucos buracos do jogo normal, quando terminarem, se prestarem BASTANTE atenção, verão que há sim, uma ou duas coisas não muito bem explicadas.

Porém, a dificuldade do The Answer parece ter sido feita pelos criadores de Siren. E isso é um péssimo sinal.

Nesse game, contamos com Aegis como principal, e temos Metis, uma nova personagem, uma robôzinha que é mais legal que Aegis visualmente e com um enredo por trás de sua existência muito massa.

Infelizmente, eu não tolerei a dificuldade do jogo, joguei totalmente sem cheats ou coisas do tipo e eu não vejo possibilidade de se terminar o game sem algo assim! É bem parecido com Persona 1...

Muito difícil, pouco dinheiro, muita batalha, e sua recompensa de batalha pra batalha é tão minúscula que te desmotiva totalmente, os chefes então... São mais frustrantes que qualquer outra coisa. Frustrante é a palavra ideal pra esse modo!

FRUSTRANTE!

Uma grande ideia aliada à uma das maiores frustrações que já vi num RPG em termos de dificuldade...

Demorei DEZ HORAS pra achar a primeira loja de itens e o meu dinheiro ganho foi suficiente pra uns 3 ou 4 itens e NENHUMA arma pra evoluir meus poucos personagens em grupo.

O que eu digo, infelizmente é absurdamente literal. A dificuldade beira a loucura de tão alta, como eu disse, tudo é muito mais caro de costume e os itens encontrados durante as dungeons são de te fazer rir de tão inúteis.

Mas eu não resisti, li a história por fora, achei simplesmente fantástico, genial, brilhante e simplesmente instigante.

O final do 3 normal dá um gancho muito bem usado no The Answer, uma pena que seja tão absurdo de difícil, o pouco que eu consegui jogar, achei incrível!

Mas agora eu sei o enredo por fora, sem jogar! Minha nossa, como sou vida loka!


No final de tudo, as duas versões valem à pena por motivos diferentes, honestamente eu não sei qual das duas acho melhor, ao mesmo tempo que acho uma nova história foda, eu também acho muito boa a ideia de ver a mesma história com outros olhos!

Vale citar que a única diferença em gameplay além de escolher todos os personagens é que no FES você pode usar todos os tipos de arma com o principal e no Portable você somente usa espada de uma mão com o garoto e lança com a garota. O motivo disso... eu não sei, mas imagino que seja limitação (gráfica) do PSP.

Hoje em dia com a oitava maravilha do mundo chamada PIRATARIA, podemos ter acesso à zilhões de jogos e com isso você jogador perverso da humanidade que tem um PS2 desbloqueado pode jogar o FES tranquilo ou baixar o Portable pra jogar no seu PSP igualmente destravado!

Além dos emuladores, que são mais óbvios que a frase: "Final Fantasy 8 é um lixo supremo e retardado".

Sei que vão ressaltar o quanto sou hater do FF8, o que não deixa de ser verdade e o quanto falo bem de Persona... Mas vejam bem que eu disse um bocado de aspectos negativos, o que acontece é que Persona tem mais positivos do que negativos...

E outra coisa que achei idiota na série, foi novamente o lance de invocar personas... Primeiro que era pra todos terem vários mas só o principal tem... Mas tem outro agravante, a dificuldade de se invocar um.

Thou art I, and I am thou...

Todos, sem exceção... São obrigados à usar evokers que são "armas falsas" que despertam o Persona porque o barulho da bala é algo que dá a "sensação de perigo" necessária pro Persona aparecer.

Isso é uma boa ideia, mas uma arma falsa... Bom, é meio broxante, se ainda fosse com balas reais e os personas antes de atacar impedissem as balas ou fosse algo mais natural ao menos dos seus personagens, seria deveras melhor...

Ainda acho que aprender a invocar naturalmente, mesmo que com o decorrer do jogo com os personagens largando os evokers de lado, como parte da "evolução" do persona, seria MUITO mais foda.

E ainda dizem que sou hater de Final Fantasy e puxa saco de Persona e olha que o 3 está entre os meus RPG's favoritos.

Enfim, o que acontece é que não podemos ignorar um aspecto negativo só porque há um positivo muito maior e vice-versa.


Com tudo isso, deixo essa recomendação "breve" sobre Persona 3, acredite, o jogo é maior que a chatice da sua tia que mora longe e pergunta "e as namoradas?", a diferença é que Persona é sempre bom, menos o 1... Mas você entendeu.

Enfim. Somente joguem!

Enjoy!