9 de fevereiro de 2015

Castelinho da Vânia - Senhor das Sombrinhas 2


Ok, vamos por partes. Se você acompanha esse blog, provavelmente viu riu desse post.

Graças à pirataria, eu tive acesso à alguns jogos dos quais não tinha e ainda não tenho coragem de pagar caro.

Assim foi com o Lords of Shadow, pra quem não sabe, eu ia comprar, mas um amigo me impediu chegando ao extremo de tomar de mim meu cartão de crédito alegando que não me deixaria comprar essa bosta, o tempo passou, eu joguei e hoje em dia agradeço por ter poupado meu suado dinheiro com essa abominação.

Valeu Phillipe, beijo do gordo!

Depois de um tempo, assim zerado o LoS1, eu ia na internet e sempre diziam:

"Nossa, se odiou o 1, você vai odiar o 2 ainda mais."

Confesso, eu fiquei meio... Impressionado. Podia o 2 ser tão pior que o 1 assim? Aí eu vi alguns vídeos e de cara notei que os monstros sofriam impacto, ao contrário do 1, a câmera livre parecia melhor que a fixa do primeiro e as coisas começaram a se confrontar.

Basicamente igualzinho com DmC, que é um jogo mediano mas os fãs tem uma birra além da conta com ele e até dizem que o DMC2 é melhor que ele. E isso não é muito possível.

Com Lords of Shadow 2 é a mesma coisa. O 1 é tão ruim, que nada que eu via do 2 me fazia acreditar nisso. Então após terminar Metal Gear Solid 3, eu decidi jogar Lords of Shadow 2 e ver de vez o que é que tava de tão errado com o game, afinal as notas eram menores que do 1 tanto pelos fãs quanto pela crítica.

O motivo principal era o stealth do jogo. Alegando que ele era uma merda que estragava toda a experiência. Ao menos foi o motivo que eu vi com maior frequência. Então... Ok, vamos ver o que temos nesse jogo.

Iniciando com a parte que me faz vomitar sangue:


Deu pra rir? Isso é cena do jogo, vá se acostumando.

Começando com uma "história" absurdamente medíocre, e que se leva MUITO a sério. Falando francamente, Castlevania nunca se levava a sério, eram poucos os diálogos e dava pra ver honestidade nos jogos que se focavam em mecânicas, fator replay e músicas com o poder de te fazer cantar os "nã na nã" junto com elas. Apesar de se levar menos a sério que o primeiro Lords of Shadow, o 2 rermete à mesma coisa. É extremamente genérico e previsível.

Drácula está preso ao castelo, quer se libertar, é contado que durante todos os anos de intervalo do 1 pro 2, ele foi confrontado por seu filho Trevor, que morreu em suas mãos e Gabriel Kratos Drácula Belmont tentou salvá-lo desse destino de morte por ser seu filho. Achando que tudo tinha dado errado, mas na verdade deu certo e Trevor agora tinha poderes vampirescos, um cabelo branco, pele pálida e roupa preta.

Com todo esse poder, ele decidiu que mudaria seu nome pra Alucard, aquele que representa o oposto ao seu pai (por isso o nome é Drácula invertido) e que ele seria a bonança pro mundo que combate tudo que há de maligno.

Sim... ISSO é o Alucard.

Depois que eu parei de rir dessa parte, eles me vem com outra ainda mais engraçada. Alegando que o filho de Gabriel era um filho que a esposa dele (morta por ele) mantinha em segredo, e nem contam como isso acontece direito mas quem se importa? Depois de tudo isso, a mulher do Trevor, também tinha um filho em segredo que é Simon.

Mas o Gabriel Drácula Kratos Belmont tava putão bolado das linguiça e queimou várias vilas inteiras. Dentre elas estava a mãe de Simon, e com o pai mortos (na verdade morreu enquanto tava vivo e agora que ele vive porém morto como vampiro... ok) e a mãe batendo as botas, ele foi acolhido e treinado por um povo tribal que ninguém se importa com o nome, porque no final de tudo ele bate com chicote de novo.

Assim, o tempo passou e pai e filho se unem contra seu avô. Eles montaram uma dupla sertaneja chamada "Filhos Ocultos" e desceram a lenha no avô malvadinho.

Usando seus poderes de dupla sertaneja, eles conseguiram distrair o mais novo e sem graça Drácula e com isso Alucard deu um Full Nelson nele, e Simon enfiou-lhe uma estaca.

Como assim, você NÃO SABE o que é um Full Nelson? Vá googlear seu mandrião e depois volte pra leitura.

Agora que você sabe o que é um Full Nelson e o pouco enredo do Mirror of Fate, que é o interlúdio entre o 1 e 2. Ou seja, se começou o 2 você tomou todos os spoilers da "história" do MoF.

Devidamente explicado e spoilado, vamos prosseguir.

O tempo passou e o CAPETA QUER VOLTAR depois da sua derrota pro Drácula, ele teme que seria vencido por Gabriel de novo. Mas pensa comigo, o Capiroto desse jogo é um fracassado. Ele como entidade maligna DO MAU perdeu pra um cara normal que mesmo transformado em vampiro perdeu pra um meio vampiro e um humano normal.

Que capeta fracote... Enfim, ele quer voltar, anos depois da sua queda e mesmo com data marcada, Zobek descobre de algum modo e avisa Drácul, o dragão. Como assim se intitula.

Na verdade ele é um fracote bem bombado, olha isso:



Alguém tomou muito whey e comeu muita batata doce enquanto ficava esses mil anos no inferno puxando supino. Pra continuar sendo um fracote, mesmo que em outro contexto.

Só faltou algo como:


E assim o "enredo" do jogo prossegue em ritmos tão bobos que me fizeram gargalhar à ponto de quase ter um AVC. O bom do "enredo" desse jogo, que apesar de a beira do medíocre, ele não tenta te fazer acreditar à todo custo que é um Castlevania, exceto pelos nomes dos personagens e referências meia boca em quase todos os casos. Mas a verdade é que LoS2 é uma proposta inteiramente nova e mesmo medíocre, dessa vez me fez rir ao invés de me fazer dormir como no primeiro jogo.

Por que ninguém merece um guerreiro de deus se levando a sério igual no primeiro jogo. Ninguém mesmo.

Mas LoS2 tem suas peculiaridades como por exemplo os pseudo-dramasos diálogos MUITO bobos como:

"Eu sempre serei uma pedra no sapato de Deus"

Caralho, como eu ri. Eu ri tanto que não acreditei que tava lendo isso. Sem falar na patética morte do Victor Belmont, que é o sacrifício mais inútil que eu já vi num videogame. Ou um dos mais pelo menos. Mas ao menos não querem me forçar a acreditar que é um "Castlevania clássico reformulado".

Agora, você provavelmente não entendeu quando eu disse "forçar à acreditar" né?

No 1, tínhamos o que? Um personagem humano comum, de chicotinho, que estava em uma época feudal ou que se parece como uma, sei lá, com as mesmas situações que um Belmont dos jogos antigos estaria, porém com gameplay meia boca e tantos outros problemas que já citei no post que deixei link no começo da postagem.

No 2 não, temos uma proposta inteiramente nova, mecânicas novas, e uma tentativa absurdamente nova de te dar algo novo, uma vez que é um reboot, deveriam ter feito isso desde o começo. Vou falar francamente, copiar mal copiado igual no primeiro jogo é vergonhoso. O segundo ao menos tenta de certa forma criar algo, te apresentando uma ideia nova sem te forçar a barra pra acreditar que aquilo é de fato um Castlevania clássico reformulado.


Apesar das partes do Castelo meio forçadas mas você pode relevar como eu, afinal, são bem poucas.

Então, vamos à melhor parte de um Castlevania. As mecânicas.

Isso não inclui Lords of Shadow 1 ou Simon's Quest. Ok?

Aqui, logo no começo do jogo eles corrigiram dois dos maiores problemas. O primeiro, os monstros sofrem impacto. UAU! Colocaram o básico de todo hack'n'slash no game, e pode até parecer zuação mas em vista do primeiro, eu fiquei foi surpreso. O segundo é o fato de não haver repetição visual, no 1 era um chicote com e a variação eram duas cores. Num jogo chato... Aí fode né. Mas no 2 não, agora Drácul usa chicote de sangue (ui), a Void Sword e a Flame of Chaos, a espada do vazio tem a mesma função da magia Holy do 1, ou seja, sugar energia, e a Flame of Chaos tem a mesma da magia Shadow, ou seja, aumentar o dano.

Porém, contudo, todavia... Essas armas ganharam muito mais utilidade, a espada congela partes com água pra serem escaladas, as chamas agora projetam energia pra quebrar pequenos obstáculos dentro das fases e isso é tudo associado ao gameplay no desenrolar do jogo de forma geral. Vai ter muito o que ser feito nesse ponto. O  que atrapalha de leve é a falta de intuitividade no level design do jogo.

Também deixaram a câmera livre e ela não te deixa sem visão do ambiente, o fato de ser livre melhora, mas os ângulos que mostram são MUITO melhores e agora ao menos não atrapalham, exceto por um ou dois momentos, a câmera se ajuda de forma decente nos momentos certos, aproximando ou distanciando o ângulo do combate sem exageros. 


As escaladas no 1 eram quase inúteis, e mal fingiam quebrar o ritmo da progressão mas não, era só uma chatice mascarando tal linearidade. No 2 eles tentaram mais, botaram um cenário aberto ao invés de uma linha reta e pra ter acesso tem de fazer várias coisas e isso inclui escalar, mas como eu citei acima tem mais coisas, como uso das armas, virar névoa, escaladas e etc. Nesse ponto, houve um esforço muito maior. E eu acho válido porque funciona. Mas a falta de intuitividade no level design é triste de chata em alguns pontos.

Vale citar que o 2 também é linear, porém num cenário aberto onde vamos abrindo algumas partes aos poucos. Mas eu prefiro uma linearidade assim do que só andar pra frente como Final Fantasy XIII ou o primeiro Lords of Shadow.

E removeram os "puzzles" do jogo. No 1 era ofensivo como você mal arrastava um pilar e ganhava um PUZZLE SOLVED na sua cara. Porra, vai pra merda né? No 2 trocaram tudo isso por coisas como as que eu citei acima. E isso melhorou 100% na progressão, além do cenário aberto que permite maior "exploração".

Também tiraram as partes de montaria. Porque como eu disse no post anterior - ninguém liga pra isso, é só chato. Não tem a menor graça ou qualquer destaque. Era só mais uma forma de mascarar a linearidade e o progresso morno do jogo.

Mas ao menos voltaram com o backtracking dos metroidvania. Ou seja, você vai num lugar, acessa ele mas vai ter parte X ou Y que não pode ser acessada, mas não são fases em linha reta como no lixo do primeiro Lords of Shadow e sim um mapa aberto do qual você pode ir e voltar por sua livre e espontânea vontade. Não vai ter uma seta apontando e sim um mapa, mostrando onde e o que deve ser feito. Pode parecer estranho mas acreditem em mim, é muito melhor assim. Eu prefiro me perder num lugar aberto do que me entediar numa linha reta. Poucos os jogos lineares tem o poder de prender o jogador de vez, porque pro jogo linear ser bom, ele tem que ter muito destaque e fazer uso de tudo que pode a seu favor pra tudo aquilo não cansar.


Acreditem, é bem mais divertido agora, principalmente levando em conta o quanto o combate melhorou. E agora sem excessivos Quick Time Events.

Basicamente, o que antes era uma cópia mal feita de God of War, agora é um filho recém nascido e bastardo de Devil May Cry. Bom, pode não parecer, mas os inimigos melhoraram muito na hora de serem combatidos, eles não mais tem 1 ou 2 ataques e ficam levando porrada sem você saber se pode ou não ser atingido no meio do combo de graça, agora eles tem vários ataques e normalmente tem 1 ou 2 indefensáveis. Mas ao usá-los, eles "piscam" de vermelho, te avisando que aquele golpe não pode ser defendido, os outros golpes podem ser facilmente cortados dando golpes muito fortes ou batendo com muita intensidade quebrando a defesa deles.

Tá vendo? Agora o sistema é um Devil May Cry simplificado, qualquer coisa que tenha um combate de DMC é no mínimo aceitável. E isso é refletido ainda mais nas batalhas com os chefes. Eles não são o "bate e esquiva" do 1, muito pelo contrário, as batalhas tem muito a serem feito dentro delas. Existem batalhas padrão? Sim. Mas a maioria é muito boa, como por exemplo a luta contra Carmilla ou Gorgon Sisters.

Essas batalhas não são somente "bater" como eu disse, tem de escalar, quebrar algo, quebrar o mero ritmo comum e se adentrar dentro das mecânicas, e com isso as batalhas ganharam um novo nível de diversão. Mesmo as padrões por conta da mecânica ter melhorado, acaba por serem muito mais gratificantes e proveitosas.

Com isso tudo, o desafio do jogo poderia ser pouco maior mas acaba por ser menor, e é muito mais fácil que o primeiro jogo. Mas vamos falar a verdade, melhor um jogo fácil pelos motivos certos do que difícil pelos motivos errados.

Eu não sou Dante mas te jogo pra cima e te desço o combo

Por exemplo, agora não há tantos QTE como no anterior, ainda bem! Antes era QTE até pra peidar, no 2 além de ter no mínimo 70% a menos e você ainda pode desligar os mais chatos como os de sugar sangue dos inimigos ou mesmo pra abrir portas. E melhor ainda, você pode desligar os que eu acabei de citar diminuindo no mínimo uns 85%. Mesmo as batalhas com chefes, quando você venceu a luta a cena final na grande maioria dos casos não é mais baseada num Quick Time Event. Felizmente!!! Alguém fez mesmo o dever de casa. Eles souberam separar a parte de jogar com a parte de assistir e não é mais aquela chatice do primeiro jogo onde cada respirada do Gabriel necessitava de um QTE.

Outras reclamações vieram até mim, uma delas é a parte de virar rato. Olha, não sei se sabem, mas na mitologia Drácula vira animais de várias formas, e não somente morcegos, e essas partes de ratinho funciona legal, é até divertido por quebrar o ritmo da matança no game. Apesar de que agora sair matando geral dá gosto, porque funciona.

Mas apesar de tirarem as partes de montaria eles colocaram algo ainda pior. A única reclamação que eu tenho forte mesmo é da parte do Stealth. Sério, não é colocar isso que me incomoda. O que eu achei chato é o seguinte, você tem de passar sem ser visto. Certo? Mas só existe UM MEIO de fazer isso. Somente UM MEIO! E esse meio é totalmente específico. Como possuir um corpo ou distrair o soldado com morcegos e passar naquela parte específica. Mas o problema é que não existe variedade. Você não pode alternar pra um outro método. Somente AQUELE método DAQUELA situação funciona e não existe nada desse mundo que te permita usar uma outra alternativa mesmo que ela seja mil vezes mais difícil e mesmo que funcione em teoria. Ou seja, é chato e pra caralho!

Mas são poucas essas partes, e tem até algumas funcionais. No primeiro embate contra a Carmilla, pouco antes do pau quebrar tem uma parte de stealth com ação e que funciona muito bem e tem uma do trem que é meia boca mas não chega a ser monótona como as partes "cruas" de stealth do game. Então, isso é de fato um ponto bem negativo.

Possuir monstros pra passar algumas partes... Não é uma ideia ruim mas é chaaaaaaaaaato...

E a trilha sonora continua da mesma forma, não é ruim, mas não é marcante, apenas genérica e encaixaria melhor num filme de tom épico. No 1 era sem graça e no 2 continua sem graça em boa parte do tempo, porém ao menos nas partes com mais pancadaria, não fica tocando uma música que remeta ao sono, pelo contrário, acaba sendo uma música totalmente padrão e não cansa porque você simplesmente vai ver que ela ta ali e não vai te afetar em nada.

É, Oscar Araujo, você não consegue acertar o ponto de Castlevania e as suas "novidades" definitivamente não me surpreendem. 

Conclusão: Lords of Shadow 2 é um jogo mediano, muitíssimo mais esforçado que o porco primeiro jogo, um plot twist risível no final à ponto de causar infarto por gargalhadas, e uma mecânica tão boa que nem parece ter sido feito pela mesma galera do primeiro jogo.

Se parar pra pensar, ele é exatamente como DmC em alguns pontos. Ou seja, se leva a sério demais sem espaço pra isso e tem pequenos defeitos que pesam na jogatina geral e que impedem de serem jogos melhores. Incrível como esses jogos são ridiculamente parecidos olhando por esse ângulo.

E digo mais, o primeiro Lords of Shadow era um button masher demoníaco (que irônico pra um jogo tão cristanóide) e boa parte do game a gente mais assistia do que jogava, então como o 2 melhorou isso, o povo criticou a parte do stealth como se fossem piores que todos os defeitos do 1.


Não, definitivamente não. O 1 é ruim e o 2 é mediano, minimamente esforçado mas só esforço não gera qualidade, aqui eles conseguiram ao menos transformar o que era um verdadeiro triturador de botões num jogo propriamente dito. Com exploração, bom combate num cenário open world. Que só peca por novamente levar a sério demais a história à pontos exorbitantemente engraçados, mesmo que não tão ridículos quanto o primeiro. Talvez uma proposta mais descompromissada seguindo esses mesmos passos corrigindo a falta de intuitividade no level design e removendo ou melhorando as partes de stealth permitam um futuro jogo promissor, porque muita coisa do 2 pode ser aproveitada, principalmente as batalhas com chefes.

Mas se teremos um próximo bom jogo, isso só o tempo dirá, afinal, anunciaram que vai sair um Lords of Shadow 3 pra next-gen.Mas ninguém sabe se vai sair ou não por conta de treta da Konami com a Mercury Steam.

E só pra constar, o final é TÃO ruim e tão retardado, que chega a ser bom de tão engraçado, incrível como algo tão pretensioso pode ser tão medonhamente cômico.

Aliás, fechando o post, o único easter egg decente é referente ao Curse of Darkness, vamos ver se você é capaz de desvendá-lo e me dizer com um sorriso na cara o quanto gostou.

28 de janeiro de 2015

Cold Fear - Terror em Alto Mar... Não, Pera!


Vamos por partes, o que acontece quando você tem a responsabilidade de executar uma das melhores ideias de um jogo de survival horror?

Naturalmente, o ideal seria você sustentar essa ideia a ponto de que ela convença. Certo?

Mas.... Não. Não foi isso que aconteceu. Tempos atrás eu via esse jogo, geral falava bem, pagavam muito pau e eu ficava na vontade e etc, mas eventualmente a minha memória que é uma merda (menos fedida que FF XIII, por sinal) esqueceu dele por completo e do nada tive a chance de ver um vídeo do Zangado sobre.

Poxa, fiquei super empolgado. Parecia incrível. Mas.... Não! De novo: Não!

Cold Fear é dos jogos mais meh que já tive contato e aqui vai um belo post pra dizer os motivos disso. No final eu explico o que levou o jogo a ser uma coisa mediana.

Começando pela "história".

Sim, com aspas e nesse caso conhecida como "desculpa ruim pra possível situação de horror". Seu personagem é Tom Hansen, um nada carismático agente de um grupo ultra foda que resolve os perigos do mar. E um navio enviou sinais de que precisava de ajuda e ele por estar próximo foi designado pra tal missão. Esse jogo nesse ponto já começa com dois clichês, o primeiro por ser navio russo DO MAL e quem chega pra ajudar é um americano loiro DO BEM. Começou mal. Eu sei.

Mas aí você pensa: "Ah, tudo pode acontecer e o jogo vai melhorar."

Eu também pensei isso e... Não. Um monte de textos em documentos e alguns diálogos aqui e ali pra explicar que existe uma forma de vida parasita que entra no corpo das pessoas e com isso elas possuídas e se transformam nisso:


Isso pode ter o nome que quiser, é um zumbi 2.0 e puts, já começou o jogo com a parte mais banal da história do terror, os mortos vivos ou pessoas possuídas que se tornam mortos vivos ou qualquer derivação similar.

E num adiantou eu ficar feliz imaginando que seriam melhores os próximos porque não eram, só eram monstros que são deformidades biológicas que NUNCA vão assustar qualquer pessoa com mais de 10 anos e 4 neurônios. Chega a ser bocó, e muito. Exceto pelo chefe final que não é tão tosco assim e é levemente acima da média.

Continuando a história, esse navio encontrou um parasita numa plataforma de petróleo e um cientista ficou fascinado por eles, com isso, ele os estudou e fez experimentos com animais até ter coragem de fazer com humanos e simplesmente depois nele mesmo. Ele tinha dois objetivos.

Usar o exocell em corpos mortos já que o parasita tinha poder de reanimar cadáveres e usar pra alcançar a imortalidade ou pelo menos prolongar sua vida.

Cena chocante

Se você conhece e gosta do gênero, peço encarecidamente que pare de gargalhar. Vai acordar os vizinhos.

Porra. Eu disse pra parar. Que gente sacana, nunca me ouvem.

Prosseguindo, as mecânicas poderiam ser pouco melhores, mas funcionam bem, diferente das músicas que tem situações com bons temas e outras com músicas mais genéricas impossíveis.

Quer um exemplo? Essa aqui por exemplo dá um certo nível de desconforto e dá pra pegar a ideia.

Em contrapartida essa aqui... Ou seja, não é ruim mas é genééééééérica....

Mas nem tudo são o mar de merda que parece ser. A parte do navio é incrível, a física é perfeita, o navio balança, as ondas batem, é muito foda e é definitivamente a ÚNICA coisa levemente desconfortável de todo o jogo. Porque esse balanço acaba por influenciar no combate e na mira e é bem bacana essa coisa de ter que se virar desse jeito.

Só que é metade do jogo isso, somente metade dos eventos são no navio, depois vamos pras docas e tudo fica comum de novo. Mais do que já era. Principalmente levando em conta as partes do jogo (que são muitas) onde devemos avançar limpando a área, matando geral mesmo. Ou então o trecho que precisamos do olho de um cara e simplesmente vamos lá e matamos ele pra arrancar o "zói" dele fora.



Meu deus, estou super assustado com o fator "genérico" do jogo e não com o jogo em si.

E o jogo ainda tem uma falha bem amadora. A falta de um mapa!

Sim, um survival horror sem mapa. Acontece que pro jogo desse tipo NÃO ter um mapa, o ideal é que os locais que acessamos fossem no mínimo pequenos e intuitivos, de fácil acesso. Mas não é. O navio é um labirinto, as docas então... Nem se fala. Não há nenhum tipo de intuitividade então é muito fácil se perder no navio e não saber pra onde ir. A maioria dos jogos faria da forma oposta, te diria onde ir e daria um mapa, aqui te dizem o que fazer mas não como chegar lá, e como o jogo só salva em determinados pontos de história que avançamos, acaba por aumentar a dificuldade da maneira mais artificial possível.

Sem falar que no vídeo do Zangado mesmo ele dizia que a munição era escassa e etc, e eu vi MUUUUUITA gente falando isso, que era super difícil por conta disso mas não. Não é mesmo. Primeiro de tudo, você tem muita arma, e segunda delas é uma AK-47 e ainda pegamos lança-granadas, lança-chamas, lança-arpão e também "lança-atendentes de telemarketing". Ou seja, tem muita arma, e cada uma delas você só pode andar com o limite máximo de balas dela por não ter lugar pra carregar possíveis balas reservas.

E seu life também é pequeno, as porradas tiram muito e tudo mas... MAS.... O que acontece quando você mata o zumbi e aperta o botão "interactive" no corpo dele? Você acha balas, e muitas. Ou curativos.

Curativos no corpo de um zumbi não me parece fazer bem pra pele.

Ainda por cima, se o inimigo te agarrar, vai aparecer uma barra de ação da qual Tom simplesmente vai lá, bota o monstrengo no chão, bota o pé no peite dele e BOOM! ATIRA NA CARA DELE.


Quer mais?


É super assustador, e não tem o menor desafio em se debater com a porra do monstro, basta encher a barra de ação e fuzilar. E isso vale mesmo pro último chefe. Apesar da batalha ser interessante, talvez a única minimamente interessante, ela ainda tem esse preceito.

O que esse povo ainda não entendeu, é que tem de haver uma distância entre o personagem que controlamos e os monstros, pra que nós, jogadores, sejamos as vítimas. Olha pra foto acima, os monstros que são as vítimas do jogo. E ainda tenta ter cenas de terror com luzes piscando e ou apelando pra ruídos (genéricos) de monstros e etc. Sinceramente, eles falharam até na parte mais clichê e comum do gênero e na atmosfera então...

Ou seja, de difícil não tem nada e de terror menos ainda. Você morre mais tentando aprender o caminho do que nos combates, porque nunca vai te faltar nada, você acha itens espalhados com frequência e ainda os zumbis colaboram contigo. Não tem o menor aperto a não ser a falta de um mapa.

É tanta forçação de barra, que a minha reação mais comum era rir ou fazer isso:


Sim, facepalm. Porque a vergonha alheia tava grande.

Por mais que seja um jogo consideravelmente bonito pra época, ele não sai muito do padrão de survival horror sendo um jogo com uma ideia incrível porém altamente genérico. Os controles até funcionam legal mas ele não tem muito charme e o motivo disso como eu disse acima que revelaria aqui é um só: ele tenta imitar Resident Evil. E justo o 4.

Não, eu não odeio ele como os fãs de velha guarda da franquia, a verdade é que RE4 é um primeiro passo pra ação e foi sucesso de vendas, e Cold Fear tava sendo feito como um jogo padrão do gênero survival horror mas acabou tentando copiar algumas ideias pra ver se embarcava mesmo que de leve no sucesso dele mas acabou ofuscado justamente por isso.

Copiaram o protagonista loiro de um grupo fodão sendo que ele seria um tripulante simples de cabelos marrons, copiaram o parasita (e isso é uma ideia ruim), a parte de salvar uma garota, sair matando geral e etc, eles interpretaram mesmo as ideias do RE4 como aplicáveis à um jogo de terror e simplesmente falharam com toda a miséria possível.

Com isso, Cold Fear é mais um dos jogos medianos (não disse ruim, eu disse mediano) que poderia ser incrível, e acabou justamente morrendo na praia por copiar um jogo à ponto de perder a identidade de uma ideia brilhante inicialmente. Pra vocês terem, a Darkworks, até mesmo copiou a famosa fuga de helicóptero. Puta merda. E aí você dá aquela lida de boa na internet e descobre que eles fizeram o Aline in the Dark IV: The New Nightmare e I Am Alive.

De repente tudo faz sentido.

15 de janeiro de 2015

Melhores Personagens de Mass Effect



Mass Effect foi sem dúvidas uma das coisas mais fantásticas que eu tive o prazer de jogar na sétima geração de consoles, tive um gasto em torno de 350 reais com a série, 220 no Box com a trilogia e 120 reais de DLC's do 2 e 3, sendo que só do 3 foram mais ou menos 100 reais.

Caralho, como a EA rouba. Puta que me pariu.

Apesar do PÉSSIMO final de Mass Effect 3 que desmerece todas as suas escolhas nos momentos finais ele ainda é um bom jogo e até mesmo massacrado além da conta, mas vamos combinar que finalizar toda uma saga é uma responsabilidade grande. E eu até entendo quem odeia o terceiro jogo.

Mas ainda assim, a trilogia como um todo tem ótimos personagens e absolutamente marcantes por seus mais diversos motivos e em nome ao amor carinho que tenho pela série, fiz esse singelo post mostrando como curti os personagens dessa fantástica obra de arte da BioWare.

E olha que isso é muito, porque quem me conhece sabe que eu nem de longe sou o maior fã de RPG's americanos de forma geral, porém Mass Effect conquistou um espaço bem forte e até me fez ter pouco mais de ânimo pra experimentar outros do gênero.

Aviso que o post terá alguns spoilers, e a maioria deles eu recebi mas acreditem, não perdeu a graça. Se você é absurdamente sensível a spoilers, recomendo que leia alguma outra coisa nesse momento.

Com os avisos dados. sem mais delongas, vamos lá.

10° Lugar - Liara 


Oh, essa azulzinha é um personagem muito do foda.

Liara basicamente é uma personagem com um nível de carisma inconfundível, você a salva e até poderia pensar que ela é uma personagem frágil e dondoca mas não. Liara é uma mulher FODA...

...ou uma Asari foda. Sei lá.

Ela é um ser do sexo feminino muito do forte, determinada, inteligente, sábia e até relativamente jovem, apesar da sua idade próxima à de um idoso humano. Ela é jovem pois sua raça vive bem mais. BEM mais.

No segundo jogo ela dá uma sumida, mas volta numa DLC e poxa, que DLC. É dos poucos casos onde a DLC dela (Lair of the Shadow Broker) vale CADA MÍSERO centavo (mesmo que essa eu não tenha pagado, veio no meu box) e nos mostra bastante coisa, incluindo o caminho que Liara tomou do 1 pro 2 e o caminho que ela toma do 2 pro 3.

No 3 inclusive, ela retorna ainda mais madura, inteligente, atraente e etc.

Liara é um personagem fantástico, se você não gosta dela, existe muita mágoa nesse coração. Consulte um médico caso esse sintoma persista.

9° Lugar - Jack


Eu sempre disse sobre Mass Effect, que os personagens humanos são bem sem graça perto dos aliens.

Mas esse não é nem de longe o caso de Jack.

Jack é uma personagem que se tivesse em Persona faria total sentido, ela é uma personagem com drama e profundidade incríveis.

Ela desde sua infância foi usada como cobaia pra ser um ser humano com poderes bióticos ao extremo do extremo. Tendo até sua própria nomenclatura: Subject Zero.

Jack depois de certo tempo, fugiu dos domínios da Cerberus e passou a viver uma vida totalmente desorientada regrada à bebidas, sexo e drogas.

Exceto pelas drogas, me parece uma boa ideia. Muito boa por sinal.

Mas nem tudo são flores, durante uma das aventuras de Jack, a mesma foi violentada e teve seu cabelo raspado... Mas ela se vingou virando todos eles do avesso e os devorando no café da manhã.

E ainda volta na base onde ela foi criada e simplesmente bota tudo pelos ares, a lembrança daquele lugar e a simples possibilidade de existência do local à atormentava, por sorte ela supera tudo isso e no 3 vive uma vida bem melhor até que... A invasão acontece.

Mas Jack é de longe a personagem humana que eu mais curti, que eu mais me identifiquei e me senti até mesmo mal pela situação dela, mesmo sua agressividade natural é totalmente plausível em vista de sua trajetória.

Digo e repito, seria o máximo ver ela em Persona.

8° Lugar - Wrex


Wrex é um dos personagens mais marcantes do primeiro jogo da franquia, e também aparece pra caralho no 2 e 3 e provavelmente ele só não está numa posição mais elevada por ter aparecido menos e mesmo assim ainda tem um destaque e um carisma totalmente fora do normal.

Ele, diferente da maioria da sua raça que é algo totalmente voltado pra guerra, também pensa, e usa diplomacia mesmo que em casos raros, mas usa. Wrex sabe muito bem por exemplo que se os Krogan continuassem a ser a raça guerreira de sempre, o máximo que aconteceria é perder outro planeta.

Porque os Krogan já tinham perdido um e através de uma missão tinham conseguido um segundo planeta, dos qual vivem bichos que lembram minhocas gigantes e eles ainda por cima encaram aquela coisa gigante todos os dias como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Isso que é ser macho. Wrex é um festival de testosterona.

Mas sem dúvidas a coisa mais marcante de Wrex é seu humor negro, quando ele chega ele sempre fala algo, ele marca a presença não só dando tiros e usando os poucos poderes bióticos que tem mas também com palavras engraçadas.

Wrex na equipe é quase certo de pelo menos ter uma boa dose de risadas seguida de humor tipicamente negro.

Não só isso, como é o personagem que provavelmente as pessoas mais lamentam por não voltar ao grupo depois do 1.

7° Lugar - Thane


Esse personagem é um estereotipo que eu raramente gosto: religioso.

Eu não sou o maior fã de personagens assim e a maioria deles eu torço contra mesmo. Mas... Estamos falando de Mass Effect. Thane é um assassino religioso. Ok, ainda é clichê. Mas qual é a graça do Thane?

A graça dele é que ele é um personagem bem exótico, do tipo que se lembra de tudo, dos míseros detalhes de situações de muitos anos atrás, o cara lembra dia,hora, minuto, data, cor, cheiro do que tinha naquele ambiente.

E honestamente, eu gostei dele pela parte trágica, ele SOFRE por essas lembranças absurdas mas não luta contra elas, pelo contrário, ele as aceita, mas o sofrimento dele permanece ali, porque ele sabe que é uma coisa da raça dele. E pra piorar ele simplesmente foi embora porque tinha uma doença e não queria seu filho sofrendo com esse laço de pai e filho justamente porque o tempo de vida dele era limitado.

Essa "religião" do Thane, é algo meio tribal em certos pontos, de forma que alivia parte da dor dele ao matar mas ele sabe que ta fazendo e não fica escondendo os próprios hábitos mascarando seus feitos como "uma coisa pra deus", essa religião meio que funciona como um budismo, como uma mera orientação pra ele. Não tem muito certo e errado envolvido nela, então acaba por não fazer muita diferença. Thane é marcante pra mim pelo tom trágico, melancólico e até deveras tocante. Porque é muito difícil não ter ao menos um pouco de empatia pela dor dele.

6° Lugar - Javik


Olha, vou ser sincero, o que leva a ter esse personagem no grupo é um tanto quanto forçado.

Você encontra uma base de um ponto próximo à um lugar do primeiro jogo, chega lá e encontra um cara adormecido há sei lá, duas eternidades e de repente descobre que ele na verdade é um soldado Prothean adormecido que dormiu pra que eventualmente encontrasse uma forma de salvar sua raça e a humanidade.

Ok, vamos por partes. Protheans foram atacados por Reapers e totalmente dizimados, Javik é meio que a salvação desse povo mas não me convenceu bem esse ponto.

Sabe o que eu gostei nele? De verdade mesmo? Foi um ponto: Arrogância.

Sim, ele é arrogante e ao extremo. Mas ao extremo do extremo mesmo. Acontece que os Prothean eram o povo mais avançado daquele ciclo e não havia nada que os combatessem até a chegada dos Reapers, independente disso, Javik ainda carrega consigo esse "orgulho prothean" e isso mostra como ele se incomoda de estar perto de seres que na visão dele são como se tivesse parado na evolução ou evoluído pouco, chegando a fazer piada com Liara pelo fato dos Asari terem aprendido a ler e escrever, coisa que não faziam em seu tempo.

Ele até chama a quase todos de primitivos. Sem dó nem piedade.

Ou seja,o cara é totalmente deslocado naquele mundo e vai aprendendo pouco a pouco a ser humilde no decorrer. O cara tem uma progressão muito boa, que alguns pontos poderia sim, ser melhorada, mas ainda assim muito boa mesmo, foi membro fixo na minha party do Mass Effect 3. Javik se bobear, é a melhor coisa do último jogo.

5° Lugar - Grunt



Ok, você fã do Wrex quer me matar. Eu sei disso.

Mas por que eu prefiro o Grunt? Por um motivo mais simples, ele é mais intrigante que o Wrex.

Grunt, coitado, foi criado em laboratório pra ser um super Krogan, minha nossa, um super Krogan no universo de Mass Effect é algo que daria mais medo que um possível Batman do jeitinho que é tendo super poderes.

Sim, seria o caos do universo DC. E todos os outros personagens estariam condenados. Com Grunt é quase isso. Ele é um mega soldado de uma super fucking raça. Ele carrega consigo uma super força, uma super precisão, um dom pra matança fora do comum porém ele é um personagem que não tem passado, presente ou sequer sabe se terá um futuro. Tal como Raiden em Metal Gear Solid 2.

A diferença é que Grunt é como se fosse o Raiden do Rising, com armadura roubada e tudo. Sabe? Mas Grunt é muito diferente de Wrex, Wrex é engraçado e tem um senso de humor muito bom mas Grunt usa isso ainda melhor e faz piadas de humor negro envolvendo mortes e genocídios de forma ainda mais pesada, e é compreensível que uma pessoa normal não goste tanto dele por esse "excesso" de humor, coisa que funciona de forma oposta pra mim. Quanto mais humor afro-descendente, melhor!!

Grunt ainda tem um lado bem interessante que é o fato de tentar ser aceito pelos Krogan, mesmo oficialmente sendo um dinossauro de laboratório, ele não tem muita noção da cultura, costumes e tudo mais mas quer se adentrar a seu povo. Com isso ele gera muitas dúvidas, ele é um recém-nascido jogado naquele mundo e não entende direito como as coisas funcionam, ele age meramente por instinto mas ainda assim é racional o bastante pra se questionar de tudo, sendo assim ainda mais racional que Wrex.

Brilhante BioWare. Simplesmente brilhante!

4° Lugar - Saren


O que dizer do vilão do primeiro jogo?

Saren é um personagem fantástico, que infelizmente só dura o primeiro jogo. Mas suas ambições se estendem ao decorre de toda a trama.

O cara é tão bom que Mass Effect ganhou dois livros e um deles é SOMENTE dele. Olha o nível de carisma do rapaz.

Quando começamos o jogo, vamos em busca dele. Pra quem não se lembra (ou não sabe), seu personagem Shepard busca se tornar um espectro e Saren não é só um espectro como também é o maior de todos eles e líder. O cara é simplesmente brutal. E nós vamos procurá-lo. Chegando lá, vimos ele matar inocentes e depois de provarmos a culpa dele no conselho, Shepard atinge o patamar de espectro e tem como missão ir atrás de Saren e capturá-lo. Vivo ou morto.

Mas Saren não é um cara ruim, ele sabia dos reapers, até mesmo estava infectado por eles pela "doutrinação" mas sabia que ainda ia demorar um bocado até ser completamente consumido por isso. Chegamos no final de tudo e descobrimos que ele tem uma certa similaridade com Kraft do Megaman Zero. Ou seja, ele prefere os seres orgânicos e sintéticos escravizados e vivendo como porcos porém VIVOS do que simplesmente mortos. Ele chega a dizer que entrar numa luta perdida é burrice e Shepard o combate com o clichê vivencial do "nós vivemos pra lutar e vamos morrer lutando" e por mais que seja coerente, vamos combinar que a lógica pura e fria pesa pro lado de Saren.

A racionalidade de Saren o obrigou a agir de maneira extrema. Ele é do tipo antagonista, que não apela pra clichês abusivos de "dominar o mundo" pra ser imensamente carismático. Podia bem haver um lado do qual o apoiamos. Seria genial.

3° Lugar - Legion


Ah, o que seria de nós sem o Legion?

Legion no ME2 é o último personagem a entrar pro grupo, com cerca de sei lá, 70% da campanha, e de repente ele entra no grupo. Legion é basicamente uma "falha" dos Geth que reuniu vários em um só. Um corpo com várias mentes e que por sinal tem inteligência e vão além do protocolo obediente dos outros.

Ele é de longe um personagem que se destaca muito, quando eu pensei que teria um geth no grupo, imaginei um soldadinho padrão e não um sniper ultra foda com mais de uma mente. Tanto é que ele se refere a si mesmo como "Nós" e não "Eu".

Apesar de muita coisa no ME3 de certa forma tirar parte do brilho do jogo, foi lá que Legion ganhou ainda mais destaque, em uma de suas possibilidades ele consegue libertar todos os geth da sua programação de obedecer e liberta a todos dando à eles uma consciência própria. O sacrifício dele é muito bonito e até triste, apesar que de certa forma era previsível de acordo com o rumo daquela situação.

Ele também conseguiu nesse meio tempo fazer tanta coisa e causar tantos acréscimos e profundidade pra série que não vejo sentido em desgostar dele. Confesso, Legion é um dos personagens mais carismáticos e tristes de se ver à longo prazo e ele tem uma das frases mais triste de toda a série Mass Effect:

"Does this unit have a soul?"

E morre logo após dizer tais belas palavras. Um suor masculino quase escorreu do meu olho direito naquele momento.

2° Lugar - [insira seu nome] Shepard


Shepard é basicamente você no jogo!

Não tem muito o que ser dito, Shepard é você e pronto! Você escolhe seu passado, seu presente e seu "futuro" (afinal o desfecho do ME3 é bem... você sabe). Você é a porra do/da cara/moça que decide quem vai viver ou morrer, quem vai ser salvo ou não.

Muitos dos momentos marcantes de Shepard são com as famosas escolhas dos botões, você simplesmente pode agradecer ou botar o terror em certas situações, conversar e interagir de forma tão bem feita que você se sente ali no jogo.

Shepard carrega o carisma de ser você no jogo, só que apesar de tudo temos algumas limitações num jogo supostamente livre. Como por exemplo não apoiar Saren, uma coisa que eu honestamente faria com muito gosto. Mas isso são detalhes, algum dia quem sabe venha um novo Mass Effect com essas possibilidades?

Mas não tem muito o que ser dito sobre Shepard. Ele representa seu "eu" no jogo, e você molda seu ego a seu bel prazer. Tudo nele é você que decide e cabe a você deixá-lo legal ou não.

1° Lugar - Garrus

Too much style 7.8/10 - IGN

Eu não sei se concordam comigo mas Garrus é o personagem que mais cresce e amadurece de toda a franquia.

Talvez pelo fato de ser o único membro fixo dos 3 jogos, o que seria um problema se ele não fosse tão ridiculamente carismático. Garrus é um personagem único, ímpar, completamente fantástico e que tem 3 tons diferentes em 3 jogos de uma mesma franquia de forma que o que vimos dele sempre convence.

No primeiro temos um Garrus quase Batman, que saiu da unidade de investigação pra poder investigar Saren mesmo fora da lei, no segundo jogo vimos um Garrus meio melancólico e amargo, que busca vingança e depois da morte de Shepard ficou matando bandidos como hobby e devorava o ódio de todos contra ele no café da manhã. E no 3 vimos um lado família de Garrus, procurando seus pais e mostrando pra eles o quanto amadureceu como pessoa, também vimos um lado mais responsável quando chegamos em seu planeta sendo atacado por reapers, comandando tropas de ataque com muita estratégia e se dando bem.

Mas ele vê Shepard com a Normandy e tudo e aí fica difícil resistir, você provavelmente entende ele. Eu sei que entende. Nós todos entendemos e amamos Garrus.

Too much badassness 7.8/10 - IGN

O cara não só tem um tom sarcástico como também debochado, até meio bobo em alguns pontos e suas calibrações viraram quase uma espécie de meme na internet, de tão famoso que ficou.

E o pior de tudo, que é absurdamente divertido conversar com ele nas milhões de vezes que fazemos isso, o cara simplesmente nunca perde a pose. Foi definitivamente o meu personagem fixo em todas as 3 campanhas, nos 3 jogos e eu não me imagino repetindo a jogatina sem ele. Ele é difícil de tirar do grupo porque cada vez que se vence algo, ele sempre tem algo a falar e o pior que não é muito difícil se pegar dando muita risada com ele.

Garrus não somente melhorou de personalidade, como amadureceu e se tornou mais engraçado a cada jogo que se passava, o cara sério do 1 se tornou pouco a pouco um cara sarcástico, sacana e com certeza um cara que se existisse, seria um excelente amigo de boteco, daqueles que a gente bebe a cerveja comendo petisco do lado.

Garrus é absurdamente carismático, divertido, engraçado e tem a melhor evolução de personalidade de toda a franquia, sendo sério e bobo ao mesmo tempo, quase um Jade Curtiss do espaço.

Eu disse quase.

...

Como assim? Não entendeu o trocadilho?

Então eu posso chutar que você não jogou Tales of the Abyss. Certo? COMO ASSIM SEU HEREGE!?!?!?!?!?!

Vá logo jogar esse jogo antes que eu perca a paciência e te aplique o famoso castigo do tapa na bunda. Mas só vá depois de ler o resto do post.


Menções Honrosas

Foi difícil pensar num top 10, então alguns personagens eu simplesmente não consegui deixar de pelo menos citar, aqui vão eles.

Minha nossa, sagrado seja o nível de carisma dos personagens dessa franquia.

Leviathan os abençoe.


Miranda


Bom, ela é um personagem difícil de lidar. E vou citar de novo Tales of the Abyss. Miranda é mais ou menos como Luke fon Fabre. Ela é um personagem intragável, nojento, e completamente difícil de suportar apesar de ter a bunda mais amada da série.

Apelidada carinhosamente pelos fapeiros de plantão de "Mibunda" ou "Ass Effect".

Miranda apesar de carregar consigo o nome de uma personagem incrível de The Legend of Dragoon, ela não tem tanto carisma no começo, porque justamente assim como muitos outros personagens, ela só ganha sentido ao decorrer da trama, fazendo missão de fidelidade dela no 2, vendo o decorrer dela com diálogos ou mesmo no 3 após confrontar seu pai.

O que rola é que Miranda é criada em laboratório e tem uma irmã que mal sabe de tudo, ela luta e faz toda essa pose pra chamar atenção do "pai" delas, e impedir que sua irmã seja uma vítima dele. Então fica de todas as formas tentando confrontá-lo, pra que ele tenha uma distração constante.

Depois de tudo entendido, Miranda ganha mais sentido, sua personalidade "rude" cai por terra e você entende que no fundo, ela faz isso por um objetivo bem nobre.


Samara


Olha, essa personagem só não entrou no top 10 por um motivo MUITO delicado.

Todos os outros são consideravelmente melhores que ela, e eu não tive coragem de tirar nenhum deles. Samara é um personagem fascinante, incrível mesmo.

Samara é um Justicar, uma espécie de monge do universo de Mass Effect. Eles tem objetivos simples e claros e agem dentro deles de maneira assombrosamente fria. Com direito a ter que matar suas próprias filhas no processo.

Uma delas, por sinal é boa parte do background de Samara no 2, que é a Morinth.

Morinth basicamente é uma Asari, tal como sua mãe, e diferente dela, Morinth vive uma vida de putarias e loucuras, matando homens depois de brincar de esconde-esconde com eles (se é que me entendem) e nisso tudo você ajuda Samara a encontrá-la e ali tem a árdua tarefa de escolher entre Samara e Morinth, óbvio que você com muito bom senso vai ajudar a Samara e seus lindos, redondos e maravilhosos peitos azuis. Certo?

E quando você pensa que ela não pode melhorar, ela surge no 3 ainda melhor como personagem. É muito pei... carisma.

Mordin


Mordin é um dos personagens que poderia facilmente estar entre os primeiros da lista e acho que é o gritante carisma dele que me fez continuar gostando dele acima de tudo.

Basicamente, ele é um Salarian, dos mais inteligentes e dos mais fodas porque não só é um renomado cientista de seu povo como também membro do esquadrão mais foda do seu planeta, o cara é simplesmente um soldado cientista.

Os salarian por ventura, tem uma pequena rixa com os Krogan, que por serem a raça mais temida da galáxia, acabaram por provocar uma doença em seu povo onde de 100 nascidos, somente 1 Krogan sobreviveria.

Mordin simplesmente foi o cara que desenvolveu a Genophage, a doença que fodeu com os Krogan, o que me fez desanimar dele mas também de todos os Salarian é que era tudo uma mera inveja, os Salarian vivem menos e são mais frágeis apesar de mais inteligentes enquanto os Krogan são uma raça totalmente guerreira e que possuem longevidade, então eles só usaram a guerra dos quase dinossauros com os Turian pra poder eliminar assim a possível maior ameaça da galáxia, mas era tudo uma questão mais de inveja que de qualquer outra coisa... E dá pra notar claramente isso no 3. Óbvio que Mass Effect pelo menos permite a dupla interpretação, você poderia muito bem entender os Krogan como real ameaça, mas eu vejo somente como despeito.

Mas o motivo de Mordin ainda ser um dos meus favoritos é simples, ele reconhece o tamanho de suas atrocidades e no 3 se redime criando a cura da Genophage mesmo que à custa da própria vida. Ele no final de tudo, se mostra um cara mudado e que faz de tudo pra recuperar o prestígio. E consegue. Mesmo que não totalmente.

Joker


Ah rapaz, esse Joker é um carisma gigante. Os personagens de Mass Effect por si só se destacam muito, a tripulação como um todo é gritante de tão carismática mas de todos eles se destaca Joker.

Apesar de médica legal, das ajudantes, e de todos os outros. Quem se destaca é o piloto.

Primeiro de tudo, sua dublagem é impecável e transpassa um personagem absurdamente divertido nos 3 jogos. Sempre muito carismático, muito pra cima, muito medroso, muito tudo!

Tudo no Joker acaba por ser em excesso e isso me divertiu nele um bocado.

Conversar com ele então, piada à parte. Sempre com um comentário besta pra fazer daquele personagem estranho recém chegado à Normandy. Isso sem tirar o mérito dele de sobreviver na missão suicida como um fantástico piloto. O cara é um mestre das aeronaves.

Fechando com chave de ouro, ele também é consideravelmente profundo se você conversar com ele nos 3 jogos, vai descobrir que no fundo ele queria ser um atleta mas teve uma doença rara nas pernas e por isso só anda através de muita dificuldade mas isso só serviu pra alimentar uma das outras vontades dele: pilotar.

Joker será eternamente o piloto de nave mais carismático de todos os tempos e provavelmente de todas as mídias também.

Illusive Man

Vou fumar pra esquecer a merda que a BioWare fez comigo

Olha, veja bem. Illusive Man foi um personagem fantástico em Mass Effect 2 e um clichê absurdamente previsível no 3. Ele tem seus méritos e vou explicar o motivo de não estar no top 10, onde poderia ocupar facilmente um dos primeiros lugares.

Começando, Mass Effect 2 tem logo no começo a morte de Shepard, ele simplesmente o/a encontra, e o reconstrói. Isso por si só é um clichê absurdo. Mas pera, vamos com calma.

Acontece que segundo Casey Hudson, diretor dos 3 jogos da série, Shepard seria uma espécie de enviado dos Reapers e com isso ele estaria de alguma forma "programado" pra ser o salvador daquele mundo pra depois condená-lo por inteiro, a morte dele/dela não era planejada e sua reconstrução menos ainda. Illusive Man participaria dessa "quebra de ciclo" de Shepard.

Aí entra a parte dele, ele diferente de Anderson da aliança dos humanos, não quer DESTRUIR os Reapers e sim vencê-los e pegar seu armamento pra usar em possíveis ameaças futuras, mas Illusive Man não se importa em quebrar alguns ovos pra fazer isso. Se necessário ele está disposto a ver seus melhores soldados morrendo no processo e não se importa com isso por ter em vista um objetivo muito maior que os olhos dos seres orgânicos e sintéticos.

Tudo que ele quer, é dar um passo à frente. Um passo pra evolução.

Dá pra ver com clareza isso em Mass Effect 2 em seus finais, inclusive. Mas no 3, boa parte da equipe original foi demitida (restando apenas 10% deles) e com isso os rumos da história foram mudados e isso é tão verdade que Casey e alguns outros membros chegaram a processar a EA/BioWare depois , porque o nome deles estava envolvido e se prejudicaram no meio de tudo isso. O foco do jogo por ter mudado pra algo com modos online e etc... Acabou prejudicando o andamento original do game. Tanto é que Illusive Man era o cara que dava pra ver os objetivos no 2 mas não eram citados especificamente, era tudo um mistério pro 3 mas chegando lá aquele homem objetivista e disposto a fazer tudo por algo maior, era só um cara controlado pelos reapers...

...e pronto.

Sim, ele era o cara malvado e controlado no final de tudo. Isso pra mim foi uma SUPER broxada. Algo que eu jamais esperei. Ele ainda é um bom personagem, mas em Mass Effect 2, porém dá pra ver a total mudança de rumo e de caracterização no 3 e com isso ele perdeu quase todos os pontos que tinha comigo por se tornar um velho clichê sci-fi. Não existem provas maiores que o próprio Mass Effect 3 pra isso.

O jogo não é ruim, mas dá pra ver com muita clareza o trem saindo dos trilhos e com isso um personagem formidável como Illusive Man foi afetado. Ele só está ainda nessa lista devido ao seu nível de carisma gigante e sua participação formidável nos dois jogos apesar de tudo. Eu gosto muito dele e não consigo desgostar apesar de tudo que rolou, mas é triste ver uma puta personagem como esse estar sendo citado como menção honrosa quando poderia ser um dos melhores de toda franquia.



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Bom, deu trabalho mas ta aí, espero que gostem e recomendem pra todos os amigos. Se você gosta de Mass Effect, dê a sua opinião. Qual é o seu favorito da franquia e por qual motivo.


Enjoy!

7 de janeiro de 2015

Metal Gear Solid 2 - Apesar do Choro, Um Passo à Frente


Metal Gear Solid é uma franquia fantástica que conheci de forma muuuuuito tardia, com isso, comprei o The Legacy e simplesmente comprei o Rising junto.

Já falei do primeiro e do Rising, e gostei muito de ambos, e como não sou um cara estúpido que joga por ordem cronológica, óbvio que jogarei por ordem de lançamento.

Afinal de contas, como toda e qualquer série, MGS vai lançando e botando elementos novos em todos os pontos possíveis e eu poderia e com toda certeza tomaria uma chuva de spoilers.

Com isso em mente, aguardei o momento certo, ritmo de trampo diminuiu e tive mais tempo possível pra jogar Metal Gear Solid 2.

O jogo visto como ovelha negra da franquia, o mais odiado e um dos jogos (bons) mais mal falados de todo o PlayStation 2 estava nas mãos do cara chato que é visto como hater.

E agora? O que aconteceria? Vamos "espionar" pra ver o que acontece?

Sentiram a potência da piada ruim? Acho que o ideal seria "espiar", mas ok, vamos embora antes que o de Nóbrega me contrate.



Mas à respeito de MGS2... Será que eu gostei? Será que eu odiei? Será que o mundo entrará em colapso por falar de um jogo desses no primeiro post do ano de 2015? Não percam no Globo Reporter logo abaixo.

Eu dessa vez quero começar a falar pelas mecânicas, olha, começou tudo bem. Porque basicamente, vamos pegar o jogo original do PS1 (que é melhor que o remake, todos nós já sabemos disso) e em suma, é um jogo excelente, que envelheceu super bem e tem mecânicas absurdamente funcionais, então, o que impedia ele de ser usado como base e ainda incrementar coisas que fossem boas o suficiente pra melhorar? Nada. Correto?

E assim foi feito.

Snake agora tem um leve avanço e Raiden no lugar tem uma estrela que faz girando seu corpo, e absurdamente tudo foi melhorado, esconder ficou mais intuitivo (e mais difícil, explico no decorrer), agora temos uma visão em primeira pessoa que permite atirar (no MGS1 era pra somente aumentar a visão e nada além) e vários outros pormenores como uso de cartões sem ter a necessidade de segurá-los.


Verdade seja dita, se você tem o cartão, não precisa ficar selecionando ele a cada porta que vai abrir, isso era chato no 1. Não incomodava mas é chato. Esses detalhes colaboram pra um aumento de fluidez no decorrer do jogo, tipo aquele bom e velho game design, ta ligado?

As mudanças em suma são normalmente pequenas, mas absolutamente funcionais e significativas justamente pelo meio de utilizar tudo à longo prazo. Então mecanicamente falando, esse é o ponto melhor.

Agora, uma coisa que não incomodava mas era fato é que no primeiro jogo, ao ser detectado pelo inimigo, você ficava um tempo sendo procurado e depois tudo voltava ao normal, mesmo que os seguranças ficassem levemente mais atentos.

No 2, eles melhoraram isso e deixaram tudo mais digamos... Convincente. Vamos imaginar a seguinte situação. Você tá lá e é descoberto. Eles te procuram, você conseguiu se manter escondido, porém não é só a atenção deles que aumentam. Primeiro eles chamam uma tropa de segurança pra escanear o local, e com isso se você der mole, vai ser fuzilado, porque de fato, tem MUITO soldado atrás de você, te obrigando a usar o stealth ainda mais.

Levando em conta, que ele segue a linha do primeiro, não é absurdamente realista e tampouco frustrante, mas é convincente e gostoso de jogar, mesmo pra mim que cago e ando pra jogos do gênero.

Uma outra adição muito boa é que botaram armas com tranquilizante, pra você não ser obrigado a usar o estrangulamento, que por sinal agora funciona muito bem. Mas é mais legal simplesmente botar os caras pra dormir e ir avançando. Mas é aí que tem outra coisa muito foda, que é o fato dos soldados terem a IA bem maior. Quando um soldado vê o outro dormindo, ele soca ele, dá chute, tapa na cara, acorda ele na base da pancada mesmo mostrando que ele ta sendo um péssimo soldado e eles acordam todos espantados e dá pra dar umas boas risadas usando esses artifícios.

Um outro bacana é a movimentação, os soldados dormem, acordam, espreguiçam, conversam, tem reações e quando você ta bem perto deles e mira neles o seu personagem diz "FREEZE" e ele levanta as mãos pra cima e dependendo do soldado ele pode reagir ou ficar só tremendo de medo. Isso é um detalhe que achei bem foda e totalmente indispensável em jogos futuros.


Por último, das adições que me lembro teve uma bem interessante que é a possibilidade de se esconder em armários e não só isso, como matar (ou botar pra dormir) e simplesmente botar o corpo (ou cadáver) lá dentro.

Vocês tem ideia do quão variado o gameplay se tornou do 1 pro 2? Sério, vocês conseguem ter essa noção? Mudou muito e pra muito melhor. 

Ufa, falar das mecânicas ficou grande, eu sei, mas ainda tem o resto. Então ajeita essa bunda na cadeira e bora continuar lendo.

Gráfico dele no PS2 era bonito, porém relativamente modesto, como joguei na The Legacy do PS3, tive a oportunidade de jogar o remastered em HD, então o que posso dizer é que de fato, ficou bonito. Diferente de alguns jogos *COF* *COF* God of War *COF* *COF* que são meramente esticados e até meio feios de se ver em "HD".



Tem bastante detalhe adicionado nos cenários, rostos, expressões e etc, não é muito difícil notar a diferença.

E agora venho falar dos dois pontos mais fortes desse jogo e as duas principais evoluções do primeiro título: as músicas e a história.

As músicas por terem qualidade de som maior, foram feitas com mais ousadia, basta pegar a tema de batalha do primeiro, que é MUITO foda, e comparar com a do segundo. A do segundo tem mais detalhes, por exemplo, a música dos chefes tem alguns "ruídos" bizarros no meio da música, causando a sensação correta de algo perigoso porém com tons de fantasia dentro de contexto militar.


Se ouviram, deu pra ver que tem bem mais coisas, isso é devido à notável qualidade de áudio melhorada de CD pra DVD que fora usada do jeito certo, botando mais coisas na música tornando ela muito única. Singularidade total nessa trilha sonora.

Agora, o ponto da história é de longe o mais debatido e questionado da série e principalmente nesse segundo jogo. Afinal de contas, o que aconteceu?

Se você jogou o primeiro jogo sabe tudo que aconteceu em Shadow Moses e o final canônico. Com isso, o 2 começa com Snake invadindo um navio, o Tanker, esse navio havia suspeitas de estar com um Metal Gear dentro e Solid Snake não mais pertence à FOXHOUND.

Ou seja, FOXHOUND depois do primeiro jogo acabou, dois anos se passaram e agora Snake trabalha sozinho com Otacon e do nada tudo dá errado, a porra desanda, Ocelot aparece, diz que não ta roubando o Metal Gear e sim pegando de volta e Snake é dado como morto nessa bagunça toda.

Com isso, dois anos se passam e Raiden é enviado por Campbell à mando de quem? Foxhound. Pra onde? Big Shell. O que é a Big Shell? A plataforma responsável por limpar o vazamento de petróleo do incidente do Takner que ocorreu dois anos atrás na explosão do navio que Solid Snake estava.

Então, o primeiro feeling ao começar o jogo com Raiden é:

"Que porra é essa?"

Oi gente, eu voltei. Ou melhor "voltei".

Mas não no sentido ruim, não pra mim. Eu gostei pra cacete dessa ideia, afinal de contas, tinha que ter alguma mirabolância envolvida, e como tem. Minha nossa!!!

Na verdade, tem até demais. A proporção do enredo subiu tanto que muita gente desgosta por essa razão, uma razão deveras compreensível. Conheço algumas pessoas que gostaram do primeiro Solid justamente por ser mais sóbrio. Ou melhor, "sóbrio". Porque ele já era bem exagerado, até porque eu não acho que tenha muita sobriedade numa história onde um inimigo possa ler mentes mentes nem coisas parecidas.

Então, o 2 pegou as ideias do 1, explicou elas de verdade, porque o que você sabia sobre Shadow Moses não era o suficiente e até em partes tava meio "errado", e com isso vai mostrando muitas coisas e mais informações sobre os Patriotas. Os patriotas são basicamente um grupo de pessoas que "segura" o mundo como ele é, por entender bem como as pessoas são e usam isso meio que "contra" elas, porém, Solidus Snake, vilão do jogo e irmão de Liquid e Solid, aparece pra tentar impedir.

Não vou dar muito mais informação que isso, mas algumas dicas não custam nada.

Se você pensa como eu e achava Liquid Snake um vilão final meio sem graça (afinal ele só fez tudo no 1 por inveja) porém carismático, fique tranquilo, Solidus dá de 10 a 0 em motivação nele. Porém MUITA coisa muda e isso inclui o que você sabe sobre Liquid, Ocelot, Snake, Otacon, Raiden e demais personagem. Tudo que você conhece simplesmente vai cair por terra e vai te deixar absolutamente chocado.



Com isso tudo em mente, acho que o problema do Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty pra muitos foi o excesso de informação. Afinal ele pega a ideia do 1 e bota ela num contexto ainda mais atual e amplia com tanta força que dá até medo. Mas muita gente rejeitou por isso. Sem falar no mimimi envolvendo o Raiden pelo simples fato dele não ser o Snake.

Me passa a impressão inclusive, de que o 3 não deveria ser uma prequel e sim uma continuação, mas o Kojima não poderia usar o Raiden por muito tempo devido à rejeição. Óbvio que isso é um palpite, mas até dizem isso sobre o 4 e não é muito difícil achar informações à respeito desse tipo de coisa porque há quem diga que o 4 deveria ser com o Raiden, mas novamente reforço de que são rumores, nada devidamente confirmado.

E sabe, Raiden é um personagem melhor que o Snake, mas se comparado ao Snake do 1, eu ainda não joguei nenhum dos posteriores (nada de spoiler nos comentários, viu?) mas comparando o Snake do 1 e 2 com o Raiden somente, ele já é mais profundo. Justamente por ter mais de si mesmo explorado. Solid é um soldado criado e etc, à partir dos genes de Big Boss, mas Raiden não. Ele teve um passado horrível, tem uma esposa que conta muito sobre ele nos CODEC's, e nesse ponto você vai aprendendo sobre ele e vai notando sobre a profundidade dele.

Eu joguei o 2 sem saber o que esperar, confesso. Diferente de muitos que jogaram tomando antipatia e outros que jogaram com hype, eu estava completamente neutro. É tanta gente falando dele ser ruim ou abaixo da média, ou pior de todos e alguns mais extremos até me recomendaram pular ele porque "não fazia diferença" mas isso é um tremendo equívoco.

Sim, você não leu errado. Um EQUÍVOCO e dos maiores. Os eventos do 2 são de crucial importância por vários motivos inclusive as explicações à respeito do 1, a introdução de Raiden, conhecemos outro lado (mais humano e profundo) do Solid Snake, temos um vilão melhor, e mais uma série de coisas que eu poderia falar mesmo sem ter jogado os jogos que vem subsequentemente só com tudo que eu joguei no 2.

Metal Gear Solid 2 é um jogo impressionante a cada segundo, as batalhas de chefe são marcantes mesmo as mais digamos... excêntricas como a do Fatman, que é um gordo que sai de patins num local espalhando bombas e temos que ao mesmo tempo desarmar as bombas e enfrentar ele sentando tiro no infeliz. E mesmo a batalha com o Vamp, que é um vampiro (literalmente, viu o que eu falei sobre nível de exagero subir) que enfrentamos num local fechado onde ele mergulha numa piscina e quando sai de lá ele começa a se esquivar das balas e com isso parece que ta dançando músicas da Shakira.

Sim, isso é sério.

Epic Moment

Mas apesar de tudo, acredite, ele é um jogo incrível e posso dizer claramente que ele é uma evolução do MGS1. Eu o considero com todas as letras MELHOR que o primeiro justamente  por pegar tudo que ele tem de bom e ampliar e eu jogo nesse pacote  personagens, músicas, exagero na proporção da história (que eu gostei e muito), profundidade, e até mesmo a variedade de missões por ter aumentado de forma considerável.

Se você quer uma opinião sensata sobre o MGS2, ele é um jogo tão bom quanto o primeiro, talvez sem tantos detalhes quanto o 1 mas a variedade nas batalhas e invasões é a mesma, as músicas são melhores, a história progrediu e demais outros aspectos de qualidade do jogo são tão grandes e bem feitos que sim, ao meu ver ele é melhor que o primeiro.

É um grande jogo, amado por muitos, odiado por muitos mais, mas definitivamente crucial pro entendimento da franquia, e honestamente, acho muito fácil se perder e não entender o jogo pelo excesso de informações, afinal de contas você aprende sobre GW, Patriots, objetivos de Solidus, e demais coisas e depois descobre tanto sobre tudo isso que é bem comum se perder.

Fora que nem tudo é o que parece. Isso torna as coisas ainda mais interessantes.

Mas claro, você pode falar que a culpa é do Raiden e por conta dele o jogo é ruim, porque assim fica mais fácil justificar a sua falta de atenção. Correto?

Agora uma foto do momento mais WTF do jogo só pra fechar com chave de ouro.

"sou tão foda que viro estrela sem as mãos e tampando o bilau"

De nada.