28 de janeiro de 2015

Cold Fear - Terror em Alto Mar... Não, Pera!


Vamos por partes, o que acontece quando você tem a responsabilidade de executar uma das melhores ideias de um jogo de survival horror?

Naturalmente, o ideal seria você sustentar essa ideia a ponto de que ela convença. Certo?

Mas.... Não. Não foi isso que aconteceu. Tempos atrás eu via esse jogo, geral falava bem, pagavam muito pau e eu ficava na vontade e etc, mas eventualmente a minha memória que é uma merda (menos fedida que FF XIII, por sinal) esqueceu dele por completo e do nada tive a chance de ver um vídeo do Zangado sobre.

Poxa, fiquei super empolgado. Parecia incrível. Mas.... Não! De novo: Não!

Cold Fear é dos jogos mais meh que já tive contato e aqui vai um belo post pra dizer os motivos disso. No final eu explico o que levou o jogo a ser uma coisa mediana.

Começando pela "história".

Sim, com aspas e nesse caso conhecida como "desculpa ruim pra possível situação de horror". Seu personagem é Tom Hansen, um nada carismático agente de um grupo ultra foda que resolve os perigos do mar. E um navio enviou sinais de que precisava de ajuda e ele por estar próximo foi designado pra tal missão. Esse jogo nesse ponto já começa com dois clichês, o primeiro por ser navio russo DO MAL e quem chega pra ajudar é um americano loiro DO BEM. Começou mal. Eu sei.

Mas aí você pensa: "Ah, tudo pode acontecer e o jogo vai melhorar."

Eu também pensei isso e... Não. Um monte de textos em documentos e alguns diálogos aqui e ali pra explicar que existe uma forma de vida parasita que entra no corpo das pessoas e com isso elas possuídas e se transformam nisso:


Isso pode ter o nome que quiser, é um zumbi 2.0 e puts, já começou o jogo com a parte mais banal da história do terror, os mortos vivos ou pessoas possuídas que se tornam mortos vivos ou qualquer derivação similar.

E num adiantou eu ficar feliz imaginando que seriam melhores os próximos porque não eram, só eram monstros que são deformidades biológicas que NUNCA vão assustar qualquer pessoa com mais de 10 anos e 4 neurônios. Chega a ser bocó, e muito. Exceto pelo chefe final que não é tão tosco assim e é levemente acima da média.

Continuando a história, esse navio encontrou um parasita numa plataforma de petróleo e um cientista ficou fascinado por eles, com isso, ele os estudou e fez experimentos com animais até ter coragem de fazer com humanos e simplesmente depois nele mesmo. Ele tinha dois objetivos.

Usar o exocell em corpos mortos já que o parasita tinha poder de reanimar cadáveres e usar pra alcançar a imortalidade ou pelo menos prolongar sua vida.

Cena chocante

Se você conhece e gosta do gênero, peço encarecidamente que pare de gargalhar. Vai acordar os vizinhos.

Porra. Eu disse pra parar. Que gente sacana, nunca me ouvem.

Prosseguindo, as mecânicas poderiam ser pouco melhores, mas funcionam bem, diferente das músicas que tem situações com bons temas e outras com músicas mais genéricas impossíveis.

Quer um exemplo? Essa aqui por exemplo dá um certo nível de desconforto e dá pra pegar a ideia.

Em contrapartida essa aqui... Ou seja, não é ruim mas é genééééééérica....

Mas nem tudo são o mar de merda que parece ser. A parte do navio é incrível, a física é perfeita, o navio balança, as ondas batem, é muito foda e é definitivamente a ÚNICA coisa levemente desconfortável de todo o jogo. Porque esse balanço acaba por influenciar no combate e na mira e é bem bacana essa coisa de ter que se virar desse jeito.

Só que é metade do jogo isso, somente metade dos eventos são no navio, depois vamos pras docas e tudo fica comum de novo. Mais do que já era. Principalmente levando em conta as partes do jogo (que são muitas) onde devemos avançar limpando a área, matando geral mesmo. Ou então o trecho que precisamos do olho de um cara e simplesmente vamos lá e matamos ele pra arrancar o "zói" dele fora.



Meu deus, estou super assustado com o fator "genérico" do jogo e não com o jogo em si.

E o jogo ainda tem uma falha bem amadora. A falta de um mapa!

Sim, um survival horror sem mapa. Acontece que pro jogo desse tipo NÃO ter um mapa, o ideal é que os locais que acessamos fossem no mínimo pequenos e intuitivos, de fácil acesso. Mas não é. O navio é um labirinto, as docas então... Nem se fala. Não há nenhum tipo de intuitividade então é muito fácil se perder no navio e não saber pra onde ir. A maioria dos jogos faria da forma oposta, te diria onde ir e daria um mapa, aqui te dizem o que fazer mas não como chegar lá, e como o jogo só salva em determinados pontos de história que avançamos, acaba por aumentar a dificuldade da maneira mais artificial possível.

Sem falar que no vídeo do Zangado mesmo ele dizia que a munição era escassa e etc, e eu vi MUUUUUITA gente falando isso, que era super difícil por conta disso mas não. Não é mesmo. Primeiro de tudo, você tem muita arma, e segunda delas é uma AK-47 e ainda pegamos lança-granadas, lança-chamas, lança-arpão e também "lança-atendentes de telemarketing". Ou seja, tem muita arma, e cada uma delas você só pode andar com o limite máximo de balas dela por não ter lugar pra carregar possíveis balas reservas.

E seu life também é pequeno, as porradas tiram muito e tudo mas... MAS.... O que acontece quando você mata o zumbi e aperta o botão "interactive" no corpo dele? Você acha balas, e muitas. Ou curativos.

Curativos no corpo de um zumbi não me parece fazer bem pra pele.

Ainda por cima, se o inimigo te agarrar, vai aparecer uma barra de ação da qual Tom simplesmente vai lá, bota o monstrengo no chão, bota o pé no peite dele e BOOM! ATIRA NA CARA DELE.


Quer mais?


É super assustador, e não tem o menor desafio em se debater com a porra do monstro, basta encher a barra de ação e fuzilar. E isso vale mesmo pro último chefe. Apesar da batalha ser interessante, talvez a única minimamente interessante, ela ainda tem esse preceito.

O que esse povo ainda não entendeu, é que tem de haver uma distância entre o personagem que controlamos e os monstros, pra que nós, jogadores, sejamos as vítimas. Olha pra foto acima, os monstros que são as vítimas do jogo. E ainda tenta ter cenas de terror com luzes piscando e ou apelando pra ruídos (genéricos) de monstros e etc. Sinceramente, eles falharam até na parte mais clichê e comum do gênero e na atmosfera então...

Ou seja, de difícil não tem nada e de terror menos ainda. Você morre mais tentando aprender o caminho do que nos combates, porque nunca vai te faltar nada, você acha itens espalhados com frequência e ainda os zumbis colaboram contigo. Não tem o menor aperto a não ser a falta de um mapa.

É tanta forçação de barra, que a minha reação mais comum era rir ou fazer isso:


Sim, facepalm. Porque a vergonha alheia tava grande.

Por mais que seja um jogo consideravelmente bonito pra época, ele não sai muito do padrão de survival horror sendo um jogo com uma ideia incrível porém altamente genérico. Os controles até funcionam legal mas ele não tem muito charme e o motivo disso como eu disse acima que revelaria aqui é um só: ele tenta imitar Resident Evil. E justo o 4.

Não, eu não odeio ele como os fãs de velha guarda da franquia, a verdade é que RE4 é um primeiro passo pra ação e foi sucesso de vendas, e Cold Fear tava sendo feito como um jogo padrão do gênero survival horror mas acabou tentando copiar algumas ideias pra ver se embarcava mesmo que de leve no sucesso dele mas acabou ofuscado justamente por isso.

Copiaram o protagonista loiro de um grupo fodão sendo que ele seria um tripulante simples de cabelos marrons, copiaram o parasita (e isso é uma ideia ruim), a parte de salvar uma garota, sair matando geral e etc, eles interpretaram mesmo as ideias do RE4 como aplicáveis à um jogo de terror e simplesmente falharam com toda a miséria possível.

Com isso, Cold Fear é mais um dos jogos medianos (não disse ruim, eu disse mediano) que poderia ser incrível, e acabou justamente morrendo na praia por copiar um jogo à ponto de perder a identidade de uma ideia brilhante inicialmente. Pra vocês terem, a Darkworks, até mesmo copiou a famosa fuga de helicóptero. Puta merda. E aí você dá aquela lida de boa na internet e descobre que eles fizeram o Aline in the Dark IV: The New Nightmare e I Am Alive.

De repente tudo faz sentido.

15 de janeiro de 2015

Melhores Personagens de Mass Effect



Mass Effect foi sem dúvidas uma das coisas mais fantásticas que eu tive o prazer de jogar na sétima geração de consoles, tive um gasto em torno de 350 reais com a série, 220 no Box com a trilogia e 120 reais de DLC's do 2 e 3, sendo que só do 3 foram mais ou menos 100 reais.

Caralho, como a EA rouba. Puta que me pariu.

Apesar do PÉSSIMO final de Mass Effect 3 que desmerece todas as suas escolhas nos momentos finais ele ainda é um bom jogo e até mesmo massacrado além da conta, mas vamos combinar que finalizar toda uma saga é uma responsabilidade grande. E eu até entendo quem odeia o terceiro jogo.

Mas ainda assim, a trilogia como um todo tem ótimos personagens e absolutamente marcantes por seus mais diversos motivos e em nome ao amor carinho que tenho pela série, fiz esse singelo post mostrando como curti os personagens dessa fantástica obra de arte da BioWare.

E olha que isso é muito, porque quem me conhece sabe que eu nem de longe sou o maior fã de RPG's americanos de forma geral, porém Mass Effect conquistou um espaço bem forte e até me fez ter pouco mais de ânimo pra experimentar outros do gênero.

Aviso que o post terá alguns spoilers, e a maioria deles eu recebi mas acreditem, não perdeu a graça. Se você é absurdamente sensível a spoilers, recomendo que leia alguma outra coisa nesse momento.

Com os avisos dados. sem mais delongas, vamos lá.

10° Lugar - Liara 


Oh, essa azulzinha é um personagem muito do foda.

Liara basicamente é uma personagem com um nível de carisma inconfundível, você a salva e até poderia pensar que ela é uma personagem frágil e dondoca mas não. Liara é uma mulher FODA...

...ou uma Asari foda. Sei lá.

Ela é um ser do sexo feminino muito do forte, determinada, inteligente, sábia e até relativamente jovem, apesar da sua idade próxima à de um idoso humano. Ela é jovem pois sua raça vive bem mais. BEM mais.

No segundo jogo ela dá uma sumida, mas volta numa DLC e poxa, que DLC. É dos poucos casos onde a DLC dela (Lair of the Shadow Broker) vale CADA MÍSERO centavo (mesmo que essa eu não tenha pagado, veio no meu box) e nos mostra bastante coisa, incluindo o caminho que Liara tomou do 1 pro 2 e o caminho que ela toma do 2 pro 3.

No 3 inclusive, ela retorna ainda mais madura, inteligente, atraente e etc.

Liara é um personagem fantástico, se você não gosta dela, existe muita mágoa nesse coração. Consulte um médico caso esse sintoma persista.

9° Lugar - Jack


Eu sempre disse sobre Mass Effect, que os personagens humanos são bem sem graça perto dos aliens.

Mas esse não é nem de longe o caso de Jack.

Jack é uma personagem que se tivesse em Persona faria total sentido, ela é uma personagem com drama e profundidade incríveis.

Ela desde sua infância foi usada como cobaia pra ser um ser humano com poderes bióticos ao extremo do extremo. Tendo até sua própria nomenclatura: Subject Zero.

Jack depois de certo tempo, fugiu dos domínios da Cerberus e passou a viver uma vida totalmente desorientada regrada à bebidas, sexo e drogas.

Exceto pelas drogas, me parece uma boa ideia. Muito boa por sinal.

Mas nem tudo são flores, durante uma das aventuras de Jack, a mesma foi violentada e teve seu cabelo raspado... Mas ela se vingou virando todos eles do avesso e os devorando no café da manhã.

E ainda volta na base onde ela foi criada e simplesmente bota tudo pelos ares, a lembrança daquele lugar e a simples possibilidade de existência do local à atormentava, por sorte ela supera tudo isso e no 3 vive uma vida bem melhor até que... A invasão acontece.

Mas Jack é de longe a personagem humana que eu mais curti, que eu mais me identifiquei e me senti até mesmo mal pela situação dela, mesmo sua agressividade natural é totalmente plausível em vista de sua trajetória.

Digo e repito, seria o máximo ver ela em Persona.

8° Lugar - Wrex


Wrex é um dos personagens mais marcantes do primeiro jogo da franquia, e também aparece pra caralho no 2 e 3 e provavelmente ele só não está numa posição mais elevada por ter aparecido menos e mesmo assim ainda tem um destaque e um carisma totalmente fora do normal.

Ele, diferente da maioria da sua raça que é algo totalmente voltado pra guerra, também pensa, e usa diplomacia mesmo que em casos raros, mas usa. Wrex sabe muito bem por exemplo que se os Krogan continuassem a ser a raça guerreira de sempre, o máximo que aconteceria é perder outro planeta.

Porque os Krogan já tinham perdido um e através de uma missão tinham conseguido um segundo planeta, dos qual vivem bichos que lembram minhocas gigantes e eles ainda por cima encaram aquela coisa gigante todos os dias como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Isso que é ser macho. Wrex é um festival de testosterona.

Mas sem dúvidas a coisa mais marcante de Wrex é seu humor negro, quando ele chega ele sempre fala algo, ele marca a presença não só dando tiros e usando os poucos poderes bióticos que tem mas também com palavras engraçadas.

Wrex na equipe é quase certo de pelo menos ter uma boa dose de risadas seguida de humor tipicamente negro.

Não só isso, como é o personagem que provavelmente as pessoas mais lamentam por não voltar ao grupo depois do 1.

7° Lugar - Thane


Esse personagem é um estereotipo que eu raramente gosto: religioso.

Eu não sou o maior fã de personagens assim e a maioria deles eu torço contra mesmo. Mas... Estamos falando de Mass Effect. Thane é um assassino religioso. Ok, ainda é clichê. Mas qual é a graça do Thane?

A graça dele é que ele é um personagem bem exótico, do tipo que se lembra de tudo, dos míseros detalhes de situações de muitos anos atrás, o cara lembra dia,hora, minuto, data, cor, cheiro do que tinha naquele ambiente.

E honestamente, eu gostei dele pela parte trágica, ele SOFRE por essas lembranças absurdas mas não luta contra elas, pelo contrário, ele as aceita, mas o sofrimento dele permanece ali, porque ele sabe que é uma coisa da raça dele. E pra piorar ele simplesmente foi embora porque tinha uma doença e não queria seu filho sofrendo com esse laço de pai e filho justamente porque o tempo de vida dele era limitado.

Essa "religião" do Thane, é algo meio tribal em certos pontos, de forma que alivia parte da dor dele ao matar mas ele sabe que ta fazendo e não fica escondendo os próprios hábitos mascarando seus feitos como "uma coisa pra deus", essa religião meio que funciona como um budismo, como uma mera orientação pra ele. Não tem muito certo e errado envolvido nela, então acaba por não fazer muita diferença. Thane é marcante pra mim pelo tom trágico, melancólico e até deveras tocante. Porque é muito difícil não ter ao menos um pouco de empatia pela dor dele.

6° Lugar - Javik


Olha, vou ser sincero, o que leva a ter esse personagem no grupo é um tanto quanto forçado.

Você encontra uma base de um ponto próximo à um lugar do primeiro jogo, chega lá e encontra um cara adormecido há sei lá, duas eternidades e de repente descobre que ele na verdade é um soldado Prothean adormecido que dormiu pra que eventualmente encontrasse uma forma de salvar sua raça e a humanidade.

Ok, vamos por partes. Protheans foram atacados por Reapers e totalmente dizimados, Javik é meio que a salvação desse povo mas não me convenceu bem esse ponto.

Sabe o que eu gostei nele? De verdade mesmo? Foi um ponto: Arrogância.

Sim, ele é arrogante e ao extremo. Mas ao extremo do extremo mesmo. Acontece que os Prothean eram o povo mais avançado daquele ciclo e não havia nada que os combatessem até a chegada dos Reapers, independente disso, Javik ainda carrega consigo esse "orgulho prothean" e isso mostra como ele se incomoda de estar perto de seres que na visão dele são como se tivesse parado na evolução ou evoluído pouco, chegando a fazer piada com Liara pelo fato dos Asari terem aprendido a ler e escrever, coisa que não faziam em seu tempo.

Ele até chama a quase todos de primitivos. Sem dó nem piedade.

Ou seja,o cara é totalmente deslocado naquele mundo e vai aprendendo pouco a pouco a ser humilde no decorrer. O cara tem uma progressão muito boa, que alguns pontos poderia sim, ser melhorada, mas ainda assim muito boa mesmo, foi membro fixo na minha party do Mass Effect 3. Javik se bobear, é a melhor coisa do último jogo.

5° Lugar - Grunt



Ok, você fã do Wrex quer me matar. Eu sei disso.

Mas por que eu prefiro o Grunt? Por um motivo mais simples, ele é mais intrigante que o Wrex.

Grunt, coitado, foi criado em laboratório pra ser um super Krogan, minha nossa, um super Krogan no universo de Mass Effect é algo que daria mais medo que um possível Batman do jeitinho que é tendo super poderes.

Sim, seria o caos do universo DC. E todos os outros personagens estariam condenados. Com Grunt é quase isso. Ele é um mega soldado de uma super fucking raça. Ele carrega consigo uma super força, uma super precisão, um dom pra matança fora do comum porém ele é um personagem que não tem passado, presente ou sequer sabe se terá um futuro. Tal como Raiden em Metal Gear Solid 2.

A diferença é que Grunt é como se fosse o Raiden do Rising, com armadura roubada e tudo. Sabe? Mas Grunt é muito diferente de Wrex, Wrex é engraçado e tem um senso de humor muito bom mas Grunt usa isso ainda melhor e faz piadas de humor negro envolvendo mortes e genocídios de forma ainda mais pesada, e é compreensível que uma pessoa normal não goste tanto dele por esse "excesso" de humor, coisa que funciona de forma oposta pra mim. Quanto mais humor afro-descendente, melhor!!

Grunt ainda tem um lado bem interessante que é o fato de tentar ser aceito pelos Krogan, mesmo oficialmente sendo um dinossauro de laboratório, ele não tem muita noção da cultura, costumes e tudo mais mas quer se adentrar a seu povo. Com isso ele gera muitas dúvidas, ele é um recém-nascido jogado naquele mundo e não entende direito como as coisas funcionam, ele age meramente por instinto mas ainda assim é racional o bastante pra se questionar de tudo, sendo assim ainda mais racional que Wrex.

Brilhante BioWare. Simplesmente brilhante!

4° Lugar - Saren


O que dizer do vilão do primeiro jogo?

Saren é um personagem fantástico, que infelizmente só dura o primeiro jogo. Mas suas ambições se estendem ao decorre de toda a trama.

O cara é tão bom que Mass Effect ganhou dois livros e um deles é SOMENTE dele. Olha o nível de carisma do rapaz.

Quando começamos o jogo, vamos em busca dele. Pra quem não se lembra (ou não sabe), seu personagem Shepard busca se tornar um espectro e Saren não é só um espectro como também é o maior de todos eles e líder. O cara é simplesmente brutal. E nós vamos procurá-lo. Chegando lá, vimos ele matar inocentes e depois de provarmos a culpa dele no conselho, Shepard atinge o patamar de espectro e tem como missão ir atrás de Saren e capturá-lo. Vivo ou morto.

Mas Saren não é um cara ruim, ele sabia dos reapers, até mesmo estava infectado por eles pela "doutrinação" mas sabia que ainda ia demorar um bocado até ser completamente consumido por isso. Chegamos no final de tudo e descobrimos que ele tem uma certa similaridade com Kraft do Megaman Zero. Ou seja, ele prefere os seres orgânicos e sintéticos escravizados e vivendo como porcos porém VIVOS do que simplesmente mortos. Ele chega a dizer que entrar numa luta perdida é burrice e Shepard o combate com o clichê vivencial do "nós vivemos pra lutar e vamos morrer lutando" e por mais que seja coerente, vamos combinar que a lógica pura e fria pesa pro lado de Saren.

A racionalidade de Saren o obrigou a agir de maneira extrema. Ele é do tipo antagonista, que não apela pra clichês abusivos de "dominar o mundo" pra ser imensamente carismático. Podia bem haver um lado do qual o apoiamos. Seria genial.

3° Lugar - Legion


Ah, o que seria de nós sem o Legion?

Legion no ME2 é o último personagem a entrar pro grupo, com cerca de sei lá, 70% da campanha, e de repente ele entra no grupo. Legion é basicamente uma "falha" dos Geth que reuniu vários em um só. Um corpo com várias mentes e que por sinal tem inteligência e vão além do protocolo obediente dos outros.

Ele é de longe um personagem que se destaca muito, quando eu pensei que teria um geth no grupo, imaginei um soldadinho padrão e não um sniper ultra foda com mais de uma mente. Tanto é que ele se refere a si mesmo como "Nós" e não "Eu".

Apesar de muita coisa no ME3 de certa forma tirar parte do brilho do jogo, foi lá que Legion ganhou ainda mais destaque, em uma de suas possibilidades ele consegue libertar todos os geth da sua programação de obedecer e liberta a todos dando à eles uma consciência própria. O sacrifício dele é muito bonito e até triste, apesar que de certa forma era previsível de acordo com o rumo daquela situação.

Ele também conseguiu nesse meio tempo fazer tanta coisa e causar tantos acréscimos e profundidade pra série que não vejo sentido em desgostar dele. Confesso, Legion é um dos personagens mais carismáticos e tristes de se ver à longo prazo e ele tem uma das frases mais triste de toda a série Mass Effect:

"Does this unit have a soul?"

E morre logo após dizer tais belas palavras. Um suor masculino quase escorreu do meu olho direito naquele momento.

2° Lugar - [insira seu nome] Shepard


Shepard é basicamente você no jogo!

Não tem muito o que ser dito, Shepard é você e pronto! Você escolhe seu passado, seu presente e seu "futuro" (afinal o desfecho do ME3 é bem... você sabe). Você é a porra do/da cara/moça que decide quem vai viver ou morrer, quem vai ser salvo ou não.

Muitos dos momentos marcantes de Shepard são com as famosas escolhas dos botões, você simplesmente pode agradecer ou botar o terror em certas situações, conversar e interagir de forma tão bem feita que você se sente ali no jogo.

Shepard carrega o carisma de ser você no jogo, só que apesar de tudo temos algumas limitações num jogo supostamente livre. Como por exemplo não apoiar Saren, uma coisa que eu honestamente faria com muito gosto. Mas isso são detalhes, algum dia quem sabe venha um novo Mass Effect com essas possibilidades?

Mas não tem muito o que ser dito sobre Shepard. Ele representa seu "eu" no jogo, e você molda seu ego a seu bel prazer. Tudo nele é você que decide e cabe a você deixá-lo legal ou não.

1° Lugar - Garrus

Too much style 7.8/10 - IGN

Eu não sei se concordam comigo mas Garrus é o personagem que mais cresce e amadurece de toda a franquia.

Talvez pelo fato de ser o único membro fixo dos 3 jogos, o que seria um problema se ele não fosse tão ridiculamente carismático. Garrus é um personagem único, ímpar, completamente fantástico e que tem 3 tons diferentes em 3 jogos de uma mesma franquia de forma que o que vimos dele sempre convence.

No primeiro temos um Garrus quase Batman, que saiu da unidade de investigação pra poder investigar Saren mesmo fora da lei, no segundo jogo vimos um Garrus meio melancólico e amargo, que busca vingança e depois da morte de Shepard ficou matando bandidos como hobby e devorava o ódio de todos contra ele no café da manhã. E no 3 vimos um lado família de Garrus, procurando seus pais e mostrando pra eles o quanto amadureceu como pessoa, também vimos um lado mais responsável quando chegamos em seu planeta sendo atacado por reapers, comandando tropas de ataque com muita estratégia e se dando bem.

Mas ele vê Shepard com a Normandy e tudo e aí fica difícil resistir, você provavelmente entende ele. Eu sei que entende. Nós todos entendemos e amamos Garrus.

Too much badassness 7.8/10 - IGN

O cara não só tem um tom sarcástico como também debochado, até meio bobo em alguns pontos e suas calibrações viraram quase uma espécie de meme na internet, de tão famoso que ficou.

E o pior de tudo, que é absurdamente divertido conversar com ele nas milhões de vezes que fazemos isso, o cara simplesmente nunca perde a pose. Foi definitivamente o meu personagem fixo em todas as 3 campanhas, nos 3 jogos e eu não me imagino repetindo a jogatina sem ele. Ele é difícil de tirar do grupo porque cada vez que se vence algo, ele sempre tem algo a falar e o pior que não é muito difícil se pegar dando muita risada com ele.

Garrus não somente melhorou de personalidade, como amadureceu e se tornou mais engraçado a cada jogo que se passava, o cara sério do 1 se tornou pouco a pouco um cara sarcástico, sacana e com certeza um cara que se existisse, seria um excelente amigo de boteco, daqueles que a gente bebe a cerveja comendo petisco do lado.

Garrus é absurdamente carismático, divertido, engraçado e tem a melhor evolução de personalidade de toda a franquia, sendo sério e bobo ao mesmo tempo, quase um Jade Curtiss do espaço.

Eu disse quase.

...

Como assim? Não entendeu o trocadilho?

Então eu posso chutar que você não jogou Tales of the Abyss. Certo? COMO ASSIM SEU HEREGE!?!?!?!?!?!

Vá logo jogar esse jogo antes que eu perca a paciência e te aplique o famoso castigo do tapa na bunda. Mas só vá depois de ler o resto do post.


Menções Honrosas

Foi difícil pensar num top 10, então alguns personagens eu simplesmente não consegui deixar de pelo menos citar, aqui vão eles.

Minha nossa, sagrado seja o nível de carisma dos personagens dessa franquia.

Leviathan os abençoe.


Miranda


Bom, ela é um personagem difícil de lidar. E vou citar de novo Tales of the Abyss. Miranda é mais ou menos como Luke fon Fabre. Ela é um personagem intragável, nojento, e completamente difícil de suportar apesar de ter a bunda mais amada da série.

Apelidada carinhosamente pelos fapeiros de plantão de "Mibunda" ou "Ass Effect".

Miranda apesar de carregar consigo o nome de uma personagem incrível de The Legend of Dragoon, ela não tem tanto carisma no começo, porque justamente assim como muitos outros personagens, ela só ganha sentido ao decorrer da trama, fazendo missão de fidelidade dela no 2, vendo o decorrer dela com diálogos ou mesmo no 3 após confrontar seu pai.

O que rola é que Miranda é criada em laboratório e tem uma irmã que mal sabe de tudo, ela luta e faz toda essa pose pra chamar atenção do "pai" delas, e impedir que sua irmã seja uma vítima dele. Então fica de todas as formas tentando confrontá-lo, pra que ele tenha uma distração constante.

Depois de tudo entendido, Miranda ganha mais sentido, sua personalidade "rude" cai por terra e você entende que no fundo, ela faz isso por um objetivo bem nobre.


Samara


Olha, essa personagem só não entrou no top 10 por um motivo MUITO delicado.

Todos os outros são consideravelmente melhores que ela, e eu não tive coragem de tirar nenhum deles. Samara é um personagem fascinante, incrível mesmo.

Samara é um Justicar, uma espécie de monge do universo de Mass Effect. Eles tem objetivos simples e claros e agem dentro deles de maneira assombrosamente fria. Com direito a ter que matar suas próprias filhas no processo.

Uma delas, por sinal é boa parte do background de Samara no 2, que é a Morinth.

Morinth basicamente é uma Asari, tal como sua mãe, e diferente dela, Morinth vive uma vida de putarias e loucuras, matando homens depois de brincar de esconde-esconde com eles (se é que me entendem) e nisso tudo você ajuda Samara a encontrá-la e ali tem a árdua tarefa de escolher entre Samara e Morinth, óbvio que você com muito bom senso vai ajudar a Samara e seus lindos, redondos e maravilhosos peitos azuis. Certo?

E quando você pensa que ela não pode melhorar, ela surge no 3 ainda melhor como personagem. É muito pei... carisma.

Mordin


Mordin é um dos personagens que poderia facilmente estar entre os primeiros da lista e acho que é o gritante carisma dele que me fez continuar gostando dele acima de tudo.

Basicamente, ele é um Salarian, dos mais inteligentes e dos mais fodas porque não só é um renomado cientista de seu povo como também membro do esquadrão mais foda do seu planeta, o cara é simplesmente um soldado cientista.

Os salarian por ventura, tem uma pequena rixa com os Krogan, que por serem a raça mais temida da galáxia, acabaram por provocar uma doença em seu povo onde de 100 nascidos, somente 1 Krogan sobreviveria.

Mordin simplesmente foi o cara que desenvolveu a Genophage, a doença que fodeu com os Krogan, o que me fez desanimar dele mas também de todos os Salarian é que era tudo uma mera inveja, os Salarian vivem menos e são mais frágeis apesar de mais inteligentes enquanto os Krogan são uma raça totalmente guerreira e que possuem longevidade, então eles só usaram a guerra dos quase dinossauros com os Turian pra poder eliminar assim a possível maior ameaça da galáxia, mas era tudo uma questão mais de inveja que de qualquer outra coisa... E dá pra notar claramente isso no 3. Óbvio que Mass Effect pelo menos permite a dupla interpretação, você poderia muito bem entender os Krogan como real ameaça, mas eu vejo somente como despeito.

Mas o motivo de Mordin ainda ser um dos meus favoritos é simples, ele reconhece o tamanho de suas atrocidades e no 3 se redime criando a cura da Genophage mesmo que à custa da própria vida. Ele no final de tudo, se mostra um cara mudado e que faz de tudo pra recuperar o prestígio. E consegue. Mesmo que não totalmente.

Joker


Ah rapaz, esse Joker é um carisma gigante. Os personagens de Mass Effect por si só se destacam muito, a tripulação como um todo é gritante de tão carismática mas de todos eles se destaca Joker.

Apesar de médica legal, das ajudantes, e de todos os outros. Quem se destaca é o piloto.

Primeiro de tudo, sua dublagem é impecável e transpassa um personagem absurdamente divertido nos 3 jogos. Sempre muito carismático, muito pra cima, muito medroso, muito tudo!

Tudo no Joker acaba por ser em excesso e isso me divertiu nele um bocado.

Conversar com ele então, piada à parte. Sempre com um comentário besta pra fazer daquele personagem estranho recém chegado à Normandy. Isso sem tirar o mérito dele de sobreviver na missão suicida como um fantástico piloto. O cara é um mestre das aeronaves.

Fechando com chave de ouro, ele também é consideravelmente profundo se você conversar com ele nos 3 jogos, vai descobrir que no fundo ele queria ser um atleta mas teve uma doença rara nas pernas e por isso só anda através de muita dificuldade mas isso só serviu pra alimentar uma das outras vontades dele: pilotar.

Joker será eternamente o piloto de nave mais carismático de todos os tempos e provavelmente de todas as mídias também.

Illusive Man

Vou fumar pra esquecer a merda que a BioWare fez comigo

Olha, veja bem. Illusive Man foi um personagem fantástico em Mass Effect 2 e um clichê absurdamente previsível no 3. Ele tem seus méritos e vou explicar o motivo de não estar no top 10, onde poderia ocupar facilmente um dos primeiros lugares.

Começando, Mass Effect 2 tem logo no começo a morte de Shepard, ele simplesmente o/a encontra, e o reconstrói. Isso por si só é um clichê absurdo. Mas pera, vamos com calma.

Acontece que segundo Casey Hudson, diretor dos 3 jogos da série, Shepard seria uma espécie de enviado dos Reapers e com isso ele estaria de alguma forma "programado" pra ser o salvador daquele mundo pra depois condená-lo por inteiro, a morte dele/dela não era planejada e sua reconstrução menos ainda. Illusive Man participaria dessa "quebra de ciclo" de Shepard.

Aí entra a parte dele, ele diferente de Anderson da aliança dos humanos, não quer DESTRUIR os Reapers e sim vencê-los e pegar seu armamento pra usar em possíveis ameaças futuras, mas Illusive Man não se importa em quebrar alguns ovos pra fazer isso. Se necessário ele está disposto a ver seus melhores soldados morrendo no processo e não se importa com isso por ter em vista um objetivo muito maior que os olhos dos seres orgânicos e sintéticos.

Tudo que ele quer, é dar um passo à frente. Um passo pra evolução.

Dá pra ver com clareza isso em Mass Effect 2 em seus finais, inclusive. Mas no 3, boa parte da equipe original foi demitida (restando apenas 10% deles) e com isso os rumos da história foram mudados e isso é tão verdade que Casey e alguns outros membros chegaram a processar a EA/BioWare depois , porque o nome deles estava envolvido e se prejudicaram no meio de tudo isso. O foco do jogo por ter mudado pra algo com modos online e etc... Acabou prejudicando o andamento original do game. Tanto é que Illusive Man era o cara que dava pra ver os objetivos no 2 mas não eram citados especificamente, era tudo um mistério pro 3 mas chegando lá aquele homem objetivista e disposto a fazer tudo por algo maior, era só um cara controlado pelos reapers...

...e pronto.

Sim, ele era o cara malvado e controlado no final de tudo. Isso pra mim foi uma SUPER broxada. Algo que eu jamais esperei. Ele ainda é um bom personagem, mas em Mass Effect 2, porém dá pra ver a total mudança de rumo e de caracterização no 3 e com isso ele perdeu quase todos os pontos que tinha comigo por se tornar um velho clichê sci-fi. Não existem provas maiores que o próprio Mass Effect 3 pra isso.

O jogo não é ruim, mas dá pra ver com muita clareza o trem saindo dos trilhos e com isso um personagem formidável como Illusive Man foi afetado. Ele só está ainda nessa lista devido ao seu nível de carisma gigante e sua participação formidável nos dois jogos apesar de tudo. Eu gosto muito dele e não consigo desgostar apesar de tudo que rolou, mas é triste ver uma puta personagem como esse estar sendo citado como menção honrosa quando poderia ser um dos melhores de toda franquia.



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Bom, deu trabalho mas ta aí, espero que gostem e recomendem pra todos os amigos. Se você gosta de Mass Effect, dê a sua opinião. Qual é o seu favorito da franquia e por qual motivo.


Enjoy!

7 de janeiro de 2015

Metal Gear Solid 2 - Apesar do Choro, Um Passo à Frente


Metal Gear Solid é uma franquia fantástica que conheci de forma muuuuuito tardia, com isso, comprei o The Legacy e simplesmente comprei o Rising junto.

Já falei do primeiro e do Rising, e gostei muito de ambos, e como não sou um cara estúpido que joga por ordem cronológica, óbvio que jogarei por ordem de lançamento.

Afinal de contas, como toda e qualquer série, MGS vai lançando e botando elementos novos em todos os pontos possíveis e eu poderia e com toda certeza tomaria uma chuva de spoilers.

Com isso em mente, aguardei o momento certo, ritmo de trampo diminuiu e tive mais tempo possível pra jogar Metal Gear Solid 2.

O jogo visto como ovelha negra da franquia, o mais odiado e um dos jogos (bons) mais mal falados de todo o PlayStation 2 estava nas mãos do cara chato que é visto como hater.

E agora? O que aconteceria? Vamos "espionar" pra ver o que acontece?

Sentiram a potência da piada ruim? Acho que o ideal seria "espiar", mas ok, vamos embora antes que o de Nóbrega me contrate.



Mas à respeito de MGS2... Será que eu gostei? Será que eu odiei? Será que o mundo entrará em colapso por falar de um jogo desses no primeiro post do ano de 2015? Não percam no Globo Reporter logo abaixo.

Eu dessa vez quero começar a falar pelas mecânicas, olha, começou tudo bem. Porque basicamente, vamos pegar o jogo original do PS1 (que é melhor que o remake, todos nós já sabemos disso) e em suma, é um jogo excelente, que envelheceu super bem e tem mecânicas absurdamente funcionais, então, o que impedia ele de ser usado como base e ainda incrementar coisas que fossem boas o suficiente pra melhorar? Nada. Correto?

E assim foi feito.

Snake agora tem um leve avanço e Raiden no lugar tem uma estrela que faz girando seu corpo, e absurdamente tudo foi melhorado, esconder ficou mais intuitivo (e mais difícil, explico no decorrer), agora temos uma visão em primeira pessoa que permite atirar (no MGS1 era pra somente aumentar a visão e nada além) e vários outros pormenores como uso de cartões sem ter a necessidade de segurá-los.


Verdade seja dita, se você tem o cartão, não precisa ficar selecionando ele a cada porta que vai abrir, isso era chato no 1. Não incomodava mas é chato. Esses detalhes colaboram pra um aumento de fluidez no decorrer do jogo, tipo aquele bom e velho game design, ta ligado?

As mudanças em suma são normalmente pequenas, mas absolutamente funcionais e significativas justamente pelo meio de utilizar tudo à longo prazo. Então mecanicamente falando, esse é o ponto melhor.

Agora, uma coisa que não incomodava mas era fato é que no primeiro jogo, ao ser detectado pelo inimigo, você ficava um tempo sendo procurado e depois tudo voltava ao normal, mesmo que os seguranças ficassem levemente mais atentos.

No 2, eles melhoraram isso e deixaram tudo mais digamos... Convincente. Vamos imaginar a seguinte situação. Você tá lá e é descoberto. Eles te procuram, você conseguiu se manter escondido, porém não é só a atenção deles que aumentam. Primeiro eles chamam uma tropa de segurança pra escanear o local, e com isso se você der mole, vai ser fuzilado, porque de fato, tem MUITO soldado atrás de você, te obrigando a usar o stealth ainda mais.

Levando em conta, que ele segue a linha do primeiro, não é absurdamente realista e tampouco frustrante, mas é convincente e gostoso de jogar, mesmo pra mim que cago e ando pra jogos do gênero.

Uma outra adição muito boa é que botaram armas com tranquilizante, pra você não ser obrigado a usar o estrangulamento, que por sinal agora funciona muito bem. Mas é mais legal simplesmente botar os caras pra dormir e ir avançando. Mas é aí que tem outra coisa muito foda, que é o fato dos soldados terem a IA bem maior. Quando um soldado vê o outro dormindo, ele soca ele, dá chute, tapa na cara, acorda ele na base da pancada mesmo mostrando que ele ta sendo um péssimo soldado e eles acordam todos espantados e dá pra dar umas boas risadas usando esses artifícios.

Um outro bacana é a movimentação, os soldados dormem, acordam, espreguiçam, conversam, tem reações e quando você ta bem perto deles e mira neles o seu personagem diz "FREEZE" e ele levanta as mãos pra cima e dependendo do soldado ele pode reagir ou ficar só tremendo de medo. Isso é um detalhe que achei bem foda e totalmente indispensável em jogos futuros.


Por último, das adições que me lembro teve uma bem interessante que é a possibilidade de se esconder em armários e não só isso, como matar (ou botar pra dormir) e simplesmente botar o corpo (ou cadáver) lá dentro.

Vocês tem ideia do quão variado o gameplay se tornou do 1 pro 2? Sério, vocês conseguem ter essa noção? Mudou muito e pra muito melhor. 

Ufa, falar das mecânicas ficou grande, eu sei, mas ainda tem o resto. Então ajeita essa bunda na cadeira e bora continuar lendo.

Gráfico dele no PS2 era bonito, porém relativamente modesto, como joguei na The Legacy do PS3, tive a oportunidade de jogar o remastered em HD, então o que posso dizer é que de fato, ficou bonito. Diferente de alguns jogos *COF* *COF* God of War *COF* *COF* que são meramente esticados e até meio feios de se ver em "HD".



Tem bastante detalhe adicionado nos cenários, rostos, expressões e etc, não é muito difícil notar a diferença.

E agora venho falar dos dois pontos mais fortes desse jogo e as duas principais evoluções do primeiro título: as músicas e a história.

As músicas por terem qualidade de som maior, foram feitas com mais ousadia, basta pegar a tema de batalha do primeiro, que é MUITO foda, e comparar com a do segundo. A do segundo tem mais detalhes, por exemplo, a música dos chefes tem alguns "ruídos" bizarros no meio da música, causando a sensação correta de algo perigoso porém com tons de fantasia dentro de contexto militar.


Se ouviram, deu pra ver que tem bem mais coisas, isso é devido à notável qualidade de áudio melhorada de CD pra DVD que fora usada do jeito certo, botando mais coisas na música tornando ela muito única. Singularidade total nessa trilha sonora.

Agora, o ponto da história é de longe o mais debatido e questionado da série e principalmente nesse segundo jogo. Afinal de contas, o que aconteceu?

Se você jogou o primeiro jogo sabe tudo que aconteceu em Shadow Moses e o final canônico. Com isso, o 2 começa com Snake invadindo um navio, o Tanker, esse navio havia suspeitas de estar com um Metal Gear dentro e Solid Snake não mais pertence à FOXHOUND.

Ou seja, FOXHOUND depois do primeiro jogo acabou, dois anos se passaram e agora Snake trabalha sozinho com Otacon e do nada tudo dá errado, a porra desanda, Ocelot aparece, diz que não ta roubando o Metal Gear e sim pegando de volta e Snake é dado como morto nessa bagunça toda.

Com isso, dois anos se passam e Raiden é enviado por Campbell à mando de quem? Foxhound. Pra onde? Big Shell. O que é a Big Shell? A plataforma responsável por limpar o vazamento de petróleo do incidente do Takner que ocorreu dois anos atrás na explosão do navio que Solid Snake estava.

Então, o primeiro feeling ao começar o jogo com Raiden é:

"Que porra é essa?"

Oi gente, eu voltei. Ou melhor "voltei".

Mas não no sentido ruim, não pra mim. Eu gostei pra cacete dessa ideia, afinal de contas, tinha que ter alguma mirabolância envolvida, e como tem. Minha nossa!!!

Na verdade, tem até demais. A proporção do enredo subiu tanto que muita gente desgosta por essa razão, uma razão deveras compreensível. Conheço algumas pessoas que gostaram do primeiro Solid justamente por ser mais sóbrio. Ou melhor, "sóbrio". Porque ele já era bem exagerado, até porque eu não acho que tenha muita sobriedade numa história onde um inimigo possa ler mentes mentes nem coisas parecidas.

Então, o 2 pegou as ideias do 1, explicou elas de verdade, porque o que você sabia sobre Shadow Moses não era o suficiente e até em partes tava meio "errado", e com isso vai mostrando muitas coisas e mais informações sobre os Patriotas. Os patriotas são basicamente um grupo de pessoas que "segura" o mundo como ele é, por entender bem como as pessoas são e usam isso meio que "contra" elas, porém, Solidus Snake, vilão do jogo e irmão de Liquid e Solid, aparece pra tentar impedir.

Não vou dar muito mais informação que isso, mas algumas dicas não custam nada.

Se você pensa como eu e achava Liquid Snake um vilão final meio sem graça (afinal ele só fez tudo no 1 por inveja) porém carismático, fique tranquilo, Solidus dá de 10 a 0 em motivação nele. Porém MUITA coisa muda e isso inclui o que você sabe sobre Liquid, Ocelot, Snake, Otacon, Raiden e demais personagem. Tudo que você conhece simplesmente vai cair por terra e vai te deixar absolutamente chocado.



Com isso tudo em mente, acho que o problema do Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty pra muitos foi o excesso de informação. Afinal ele pega a ideia do 1 e bota ela num contexto ainda mais atual e amplia com tanta força que dá até medo. Mas muita gente rejeitou por isso. Sem falar no mimimi envolvendo o Raiden pelo simples fato dele não ser o Snake.

Me passa a impressão inclusive, de que o 3 não deveria ser uma prequel e sim uma continuação, mas o Kojima não poderia usar o Raiden por muito tempo devido à rejeição. Óbvio que isso é um palpite, mas até dizem isso sobre o 4 e não é muito difícil achar informações à respeito desse tipo de coisa porque há quem diga que o 4 deveria ser com o Raiden, mas novamente reforço de que são rumores, nada devidamente confirmado.

E sabe, Raiden é um personagem melhor que o Snake, mas se comparado ao Snake do 1, eu ainda não joguei nenhum dos posteriores (nada de spoiler nos comentários, viu?) mas comparando o Snake do 1 e 2 com o Raiden somente, ele já é mais profundo. Justamente por ter mais de si mesmo explorado. Solid é um soldado criado e etc, à partir dos genes de Big Boss, mas Raiden não. Ele teve um passado horrível, tem uma esposa que conta muito sobre ele nos CODEC's, e nesse ponto você vai aprendendo sobre ele e vai notando sobre a profundidade dele.

Eu joguei o 2 sem saber o que esperar, confesso. Diferente de muitos que jogaram tomando antipatia e outros que jogaram com hype, eu estava completamente neutro. É tanta gente falando dele ser ruim ou abaixo da média, ou pior de todos e alguns mais extremos até me recomendaram pular ele porque "não fazia diferença" mas isso é um tremendo equívoco.

Sim, você não leu errado. Um EQUÍVOCO e dos maiores. Os eventos do 2 são de crucial importância por vários motivos inclusive as explicações à respeito do 1, a introdução de Raiden, conhecemos outro lado (mais humano e profundo) do Solid Snake, temos um vilão melhor, e mais uma série de coisas que eu poderia falar mesmo sem ter jogado os jogos que vem subsequentemente só com tudo que eu joguei no 2.

Metal Gear Solid 2 é um jogo impressionante a cada segundo, as batalhas de chefe são marcantes mesmo as mais digamos... excêntricas como a do Fatman, que é um gordo que sai de patins num local espalhando bombas e temos que ao mesmo tempo desarmar as bombas e enfrentar ele sentando tiro no infeliz. E mesmo a batalha com o Vamp, que é um vampiro (literalmente, viu o que eu falei sobre nível de exagero subir) que enfrentamos num local fechado onde ele mergulha numa piscina e quando sai de lá ele começa a se esquivar das balas e com isso parece que ta dançando músicas da Shakira.

Sim, isso é sério.

Epic Moment

Mas apesar de tudo, acredite, ele é um jogo incrível e posso dizer claramente que ele é uma evolução do MGS1. Eu o considero com todas as letras MELHOR que o primeiro justamente  por pegar tudo que ele tem de bom e ampliar e eu jogo nesse pacote  personagens, músicas, exagero na proporção da história (que eu gostei e muito), profundidade, e até mesmo a variedade de missões por ter aumentado de forma considerável.

Se você quer uma opinião sensata sobre o MGS2, ele é um jogo tão bom quanto o primeiro, talvez sem tantos detalhes quanto o 1 mas a variedade nas batalhas e invasões é a mesma, as músicas são melhores, a história progrediu e demais outros aspectos de qualidade do jogo são tão grandes e bem feitos que sim, ao meu ver ele é melhor que o primeiro.

É um grande jogo, amado por muitos, odiado por muitos mais, mas definitivamente crucial pro entendimento da franquia, e honestamente, acho muito fácil se perder e não entender o jogo pelo excesso de informações, afinal de contas você aprende sobre GW, Patriots, objetivos de Solidus, e demais coisas e depois descobre tanto sobre tudo isso que é bem comum se perder.

Fora que nem tudo é o que parece. Isso torna as coisas ainda mais interessantes.

Mas claro, você pode falar que a culpa é do Raiden e por conta dele o jogo é ruim, porque assim fica mais fácil justificar a sua falta de atenção. Correto?

Agora uma foto do momento mais WTF do jogo só pra fechar com chave de ouro.

"sou tão foda que viro estrela sem as mãos e tampando o bilau"

De nada.

30 de dezembro de 2014

MeMe 2014 - A Jogatina Desenfreada Continuou Forte


Pois é galera, a proeza se repetiu.

Estamos aqui, novamente, eu e Dipaula pra falar como foi o ano das jogatinas, jogamos um bocado, obviamente coisas diferentes e de gêneros diferentes e por aí vai. Obviamente daremos nossa breve (mas nem tão breve assim) opinião sobre tudo que rolou nas jogatinas

Se você como bom desocupado que é e acompanha esse blog, provavelmente já conhece o MeMe.

É o evento onde blogs se reúnem pra falar o que de melhor jogaram durante o ano e tudo isso foi uma iniciativa do blog do Marvox e pelo Videogame e Etc ajudados pelo Fórum Retro Gamers.

Ano passado, eu participei e trouxe no meu post a opinião do meu amigo e postador esporádico Dipaula e esse ano não foi muito diferente.

Então, sem mais delongas, vamos lá.


Shovel Knight


Esse foi um jogo que vi tudo muito no susto, ninguém falava muito nos indies e do nada brotou um tal de "Pá Cavaleiro" que geral tava falando sem parar e eu me perguntei que diabos era aquilo.

Fui então conhecer e baixei pro meu PC que rodou tranquilo apesar de muito esforço e simplesmente me apaixonei.

Um jogo de plataforma que simplesmente arregaça a maioria dos jogos da concorrência e é um mero indie feito em casa. É bonito e bem animado apesar do gráfico retrô, bem feito ao extremo com level design de cair o queixo de tão bem elaborado, um universo com um carisma gigantesco e músicas sensacionais. Shovel Knight me ganhou e me fez querer ajudar mais os indies do que meramente divulgar, eu criei uma conta no Steam e simplesmente agora ajudo eles com grana mesmo. Gostei eu vou lá e compro!


Falando em PC, em breve terei um Master Race em casa, vamos orar pra que isso aconteça de forma bonita e iluminada. E breve. Principalmente breve.

E concluindo sobre Shovel Knight, é um jogo incrível, difícil ver um jogo que eu goste tanto com tão pouco tempo assim. Ele me ganhou de forma inacreditável e jogo direto e reto. Um dos melhores jogos de 2014 sem sombra de dúvidas e não ganhou prêmio na Game Awards de melhor indie do ano sem motivo. Foi MUITO merecido. Isso sem falar nas demais referências a jogos tanto antigos quanto novos. De encher os olhos tamanho capricho da Yacht Club Games.

Uma História de Amor: Platinum Games


Simplesmente virei fã desses caras, parece meio coisa de fanboy mas é verdade.

Quando fui comprar Ninja Gaiden Sigma 1 e 2, o 1 não tinha na loja e eu me ferrei, com isso eu tinha que trocar o jogo em algum de mesmo valor ou então pegar a grana de volta, então me deparei com a opinião de amigos:

"Pega Vanquish cara, o jogo é curto mas é bom pra caralho"

Então... Por que não?

Botei o jogo e puta merda, a OST já me conquistou, disse tudo isso aqui nesse post e mostrei o quanto gostei do jogo. Então veio Anarchy Reign que comprei por preço de banana e o pouco que joguei gostei muito. Depois meu Wii chegou e joguei outro jogo deles que foi o MadWorld.


Sério, aquilo já tinha me pegado de surpresa e eu pensei: "Porra, essa empresa não faz nenhum jogo ruim?"

Aí ouvi falar bem do Wonderful 101 e do Bayonetta 2 que são exclusivos do Wii U e o segundo citado ta fazendo um estrago de vendas no console, vale citar que se a Nintendo não tivesse pegado a exclusividade dele, sequer ele sairia.

Com a chegada do meu Xbox 360 pirata, ficou fácil comprar um jogo por preço baixo e se eu gosto dele, acabo por comprar original, então experimentei Bayonetta (ou Bayocetta, como dizem), o primeiro e porra. Outro jogo foda pra cacete.

Foi aí que eu decidi jogar o famigerado Metal Gear Rising por causa da vontade que há MUITO tempo me assombrava e também falei dele aqui no blog. Quando eu percebi que todos os jogos dessa empresa eram bons assim, comprei Bayonetta e fechei a coleção de jogos da empresa no PS3 e simplesmente à partir daquele momento botarei toda a minha fé em qualquer coisa que eles façam.


Na boa, se algo tem "Platinum Games" na frente, pode comprar sem medo. Recomendo com muita força. O capricho desses caras nos jogos deles é fora do comum. Um capricho que fora perdido ao passar dos anos e neles ainda vive, e vive com muita força;

Só pra lembrar, Platinum é o novo nome do Clover Studios. Caso não saiba, é aquele estúdio que produziu 3 gigantes conhecidos como God Hand, Viewtiful Joe e um tal de Okami.

Pois é. E agora. Sentiram firmeza?

Ninja Gaiden Sigma


Lembra que eu falei do jogo que me fez pegar gosto por hack'n'slash? Então. É essa delicinha aqui.

Sinceramente, God of War era o que eu via de melhor nos jogos do gênero e o resto eu nem dava ideia. Até resolver comprar Ninja Gaiden Sigma e ver como era. E porra, apaixonei. O jogo é lindo (e olha que é um remake do remake do reboot (???)), é bem feito, com uma historinha de bosta e pergaminhos que nem valem a pena de serem lidos mas a mecânica cobre tudo isso.

É um jogo com um sistema de combate SUPER refinado, que dá chocolate em muitos jogos de luta metido a complexos em seus sistemas e o jogo te exige literalmente viver como Ryu Hayabusa.


Existe certo nível de imersão, pra se sentir lá, a pressa é inimiga da perfeição nesse jogo e se você pensa que metralhar botões como God of War ou DmC aqui vão te ajudar, você tá redondamente enganado. Aqui o buraco é mais em baixo, o sistema é sinistro e cada arma tem seus combos únicos.

Ninja Gaiden Sigma também tem a provável  melhor IA que já vi num jogo do gênero, os inimigos são adaptáveis ao seu método de luta, o que é ridiculamente assustador no começo.

Pensa bem, se defender demais, eles aprendem e procuram meios de quebrar sua defesa, se ataca demais, eles vão tentar te pegar desprevenido e etc. É uma mecânica de cair o queixo de tão belíssima e bem executada em sua essência. Super digno. Só os fortes sobrevivem.



O nível de experiência é bem elevado ao limite se usar fones de ouvido, porque dar de cara com chefes ouvindo essa música por exemplo É MUITO FODA. Uma sensação de perigo fora do comum.

Eu poderia bem citar Devil May Cry 3 (não, não preciso zuar o DmC) que joguei esse ano, ou qualquer outro jogo, mas Ninja Gaiden Sigma até o então exato momento se tornou o meu hack'n'slash favorito e é o único que citarei nessa lista de forma ímpar e tão apaixonada.

Sério, se você se acha macho de verdade por ter terminado Dark Souls, experimente agora terminar o reboot do Ninja Gaiden. Vai ser gratificante, eu posso garantir.

The Legend of Dragoon


"Como assim Juninho, nunca tinha zerado?"

Não, infelizmente não. Sabe aquele jogo que você sempre que tenta jogar aparece um infeliz que te atrapalha e te faz jogar ele em pedaços pequenos como queijos de ratoeiras?

Então. The Legend of Dragoon foi esse jogo na minha vida em 2014. Interrompido várias e várias vezes por milhões de motivos, mas eu finalmente terminei ele e poxa, não foi nenhum sacrifício porque gostei muito mas foi uma luta terminar ele somente por conta das milhões de interrupções.

Personagens com um nível de carisma gigante, uma trilha absurdamente memorável numa jornada simples e direta de Dart e seus amigos, fiquei empolgadíssimo em ver como esse jogo é ridiculamente maravilhoso, gostei de todos os personagens do grupo, gostei do sistema pra caralho, gostei do desenvolvimento do plot do jogo e só me deixa triste mesmo é saber que não haverá continuações.


The Legend of Dragoon é o tipo de jogo que não consegui ver praticamente nenhuma falha, acho que a falha dele é ter um fim ou não ter uma continuação. Porque puta merda, vai ser foda assim na puta que pariu. Eu por anos não dei muita ideia pro jogo e eu sequer sei o motivo, mas sei que sinto vergonha de não ter jogado ele antes.

Porque além de tudo de milagrosamente bom que o jogo já tem, ainda tem esse bendito sistema de addictions que é ridiculamente foda e ainda enche os olhos com tamanha beleza nas técnicas dos personagens enquanto batem. É simplesmente incrível.

Uma curiosidade interessante é que apesar de ser um JRPG ele foi inteiramente produzido por americanos. Mesmo com todo o exagero de armaduras brilhando com cenas que lembram animes e etc. Dizem os rumores que isso até atrapalhou as vendas do jogo no resto do mundo além do Ocidente porque foi feito por americanos e eles de certa forma torceram o nariz.

Um jogo bom e bem feito desses... Mas eu também joguei um JRPG esse ano feito por japoneses e que foi uma bosta, que é...

Final Fantasy XIII - A Batalha Contra O Sono


Pra quem não sabe, 2014 foi o ano das aquisições, comprei muito jogo bom e barato, um Wii, um DS e um Xbox 360. Esses consoles me ajudaram muito a manter a pirataria viva em nosso país afinal doa a quem doer, impostos daqui são caros demais e não dá pra ter muito jogo na base de originais, certo?

Então, depois que arrumei o 360, um cara simplesmente ME DEU o jogo pirata falando que era uma bosta e que não ia me vender ele junto nos que eu tinha. Isso só podia ser um sinal. Será que ele realmente seria pior que o horrendo FF VIII?

E pior de tudo.... Que era verdade.

Uma ideia boa de personagens lutando pela vida totalmente jogada no lixo por conta de um conceito idiota de enredo onde um deus criou tudo e se mandou e deixou o resto lá pegando poeira e nisso Fal'Cie, l'Cie e demais viadagens foram ocorrendo nesse jogo pateticamente chato foram ocorrendo.

Imagem meramente ilustrativa e representativa do Juninho jogando FFXIII - PS: se eu fosse branco seria uma imagem literal

Em resumo: O PIOR RPG que já joguei em toda minha vida, um sistema repetitivo e imbecil, músicas ainda piores que o padrão da série (que já acho baixo), uma história tediosa, personagens com carisma de uma abobrinha e pra piorar tudo ainda mais o jogo é um corredor de 50 horas. É um mar de mediocridade. Tosco de doer, tenho pena de quem pagou o jogo em preço de lançamento porque o meu saiu de graça e já achei caro.

Pra vocês terem uma breve ideia da situação, eu joguei esse ano Kratosvania: Lords of War e Duke Nukem Forever, dois jogos horrendamente ruins e nem de longe superaram todo o tédio e estresse que tive jogando esse mar de merda que é o corredor de 50 horas conhecido como Final Fantasy XIII. Se quer uma análise mais completa de tudo que passei joguei, é moleza, só ler esse artigo aqui.

Mass Effect - Provável Melhor Trilogia de Todos os Tempos...

...apesar do provável pior final de todos os tempos. Quem sabe?


Sinceramente, não gosto de RPG's ocidentais, não me empolgam mas ganhei Fallout 3 e New Vegas edição definitiva (beijo mãe, valeu Almir) e o Mass Effect tudo que vi e li me interessou e comprei ainda em 2012.

E fui jogar em 2014... Preguiça com falta de tempo unidos podem ser uma combinação mortal, certo?

Mas mesmo assim, Mass Effect foi foda do começo ao fim.... Ou melhor, até quase no fim. Comprei as DLC's do 2 que faltam e todas do 3 e tudo que posso dizer é que valeu muito ter jogado a franquia no 1 e 2. No 3.... É.... Nem tanto assim.

Eu até falei de todos individualmente aqui no blog mas a verdade é que a trilogia em si é sensacional e os defeitos do 3 meio que de certa forma quase mataram tudo de bom que senti no 1 e 2. Mas se for pra escolher, fico com o 2. O jogo tem tudo no ponto certo, 12 personagens carismáticos, uma boa história, uma boa introdução e uma excelente conclusão aberta pra uma continuação que infelizmente não foi a melhor escolha do mundo...

Mas de fato, recomendo Mass Effect, mas tudo que posso dizer é: Só compre os DLC's do 3 depois que terminar o jogo e se gostar o suficiente pra isso, porque pra mim o final foi um grande desgosto do qual o preço que paguei nas DLC's acabou sendo alto demais. Mas não são ruins, isso posso assegurar. O que me irrita no ME3 é o começo e o fim, porque o "meio" do jogo apesar de alguns problemas é fantástico.


Mass Effect apesar de tudo, de todas as trilogias que já joguei, ela ainda é provavelmente a melhor, os bons momentos do jogo me marcaram e eu levarei comigo pra sempre. Mas é uma pena que os momentos ruins tipo a conclusão da série seja ruim o suficiente pra que eu também nunca a esqueça. Mas pelos motivos errados.

Com a chegada de Mass Effect 4, vamos ver o que nos aguarda. Confesso que depois do final do 3 não consigo botar muita fé, ainda mais sabendo que a equipe original saiu depois do 2.

Silent Hill - O Medo Elevado ao Limite

Silent Hill foi o terceiro melhor jogo que eu joguei esse ano, apesar de não estar enumerando essa lista em posições, Silent Hill foi o terceiro tal como os outros dois abaixo foram consecutivamente o segundo e primeiro.

Mas por que Silent Hill? Eu não me dou bem com jogos do gênero mas não por medo, gosto muito das ideias, atmosferas e histórias mas a verdade é que na hora de pegar e jogar sou uma completa negação nesse tipo de jogo.

Have you seen a little girl?

Nem digo por questão de concentração e sim de me adaptar ao gameplay mesmo, mas depois de muito insistir em consegui. E PQP!!!!!!!!

Silent Hill é um belíssimo jogo que não joguei todos esses anos. Se eu soubesse tinha tentando me adaptar antes. Mas curti ao extremo do extremo cada mísero segundo dessa jogatina que é controlar Harry em busca de sua amada filha, pena que isso o leva a tantas coisas bizarras que eu no lugar dele teria fugido na primeira delas.

É um jogo bem maduro, com um terror mais focado em atmosfera e situação, muitos dos eventos são absurdamente perturbadores, puzzles feitos pelo enlouquecer da mente de uma garota que fora queimada viva em nome da fé e demais outros fatores me fizeram me apaixonar fortemente por Silent Hill.

Sinceramente, encontrei um jogo caprichadíssimo em todos os aspectos, eu curti tudo, absolutamente tudo, foi uma experiência muito doida jogar com PSP e fones de ouvido. Foi maravilhosamente assustador ou assustadoramente maravilhoso... Bom, eu não sei. Sei que curti e curti pra caralho, virei fã desse jogo e provavelmente virarei do resto da franquia. Só é uma pena que até hoje muita gente entenda o jogo como satânico (erro comum...) porque a ideia não é bem por aí. Tem algumas coisas que a gente deve não somente LER e sim interpretar e assim como Persona 2, Silent Hill tem seu mistério e maldade nas palavras que devem ser lidas com muito cuidado.


O interessante do jogo é que o formato do enredo é algo bem diferente, bem ousado, vai sendo contado por pedaços que vamos reunindo ao passar do jogo e vamos vendo cada vez mais coisas que mesmo numa segunda jogada, ainda são completamente perturbadores. 

Parafraseando meu amigo Dipaula, o que gostei no Silent Hill é que ele não abusa de clichês fáceis e simples pra te atormentar e nem mesmo pra elementos de instant kill como muitos jogos fazem extremo abuso. O medo de Silent Hill é completamente psicológico, diferente, inteligente.

Só não comprei o HD Collection porque a Konami tava de putaria e só lançou o 2 e 3 e nada de incluir o 1 e 4. Qual é hein Konami? Ta de brinqueichon uiti mi?

Metal Gear Solid - Invasões Militares Nunca Foram Tão Legais!

Assim como GTA no ano passado, foi com Metal Gear Solid nesse ano. Uma franquia que eu ignorava e do nada fui jogar e apaixonei. Mas com MGS o bang foi mais louco e eu simplesmente me apaixonei e comprei TODA a franquia, sim o Legacy Edition com o Rising e tudo.

Mas tudo começou aqui, num dia que simplesmente peguei o de PS1 no PSP pra ver como era e fiquei vidrado, o jogo, o enredo, as músicas, a atmosfera, a conversa dos personagens, o capricho gigantesco dos míseros minúsculos detalhes e toda a mente mirabolante de Hideo Kojima estava pela primeira vez num jogo da franquia em 3D.

Grande Snake.

Sinceramente, MGS me encantou os olhos, os ouvidos e tudo mais, foi uma experiência emotiva o suficiente pra fazer com que eu me sentisse na pele de Solid Snake, foi simplesmente brilhante jogar MGS por tudo, inclusive pela magnífica história.

Tanto é que hoje em dia entendo o motivo de tamanha popularidade de seus personagens, Sniper Wolf por exemplo tem uma morte super foda e que até hoje acho mega marcante.

E igualmente dramática e a morte dela ainda me pega de calças curtas porque sempre passam os malditos ninjas cortadores de cebola durante a cena. É incrível, malditos ninjas, mal posso prever seus movimentos...

Um jogo que aborda a temática militar, e joga fora todo o conteúdo genérico que estamos acostumados. Ele incrementa mais ação mas ao mesmo tempo mais fantasia e mirabolância, plots twists e demais elementos que só quem jogou MGS sabe explicar.


Hoje em dia eu entendo quem é fã de MGS e entendo bem. Só não entendo quem odeia o Raiden ou o MGS2 porque não concordo nem a cacetadas de raquete elétrica no bilau que são jogos ruins em nenhum momento dessa minha breve vida.

Metal Gear Solid é foda. É brilhante e merece toda a puxada de saco gigantesca que vimos por aí. Se você é um "Kojimete" não sinta vergonha, e sim agraciado. Porque é uma franquia de tremenda produção nos míseros detalhes e sempre se mostram jogos impecáveis em todos os aspectos.

Só sinta vergonha de usar esse apelido de kojimete, isso é gay pra caralho.


Tales of the Abyss - Atirando Pra Todo Lado Com 100% de Precisão

Como assim não entendeu o título? Não leu meu post de alguns meses atrás?

Sério?

Então vou explicar porque Tales of the Abyss é sinistramente foda.


Em suma é, ele pega os jogos com mais foco em profundidade, pega os jogos com elementos mais de aventura, mistura tudo e forma um jogo brilhante com profundidade, enredo foda, clima de aventura digno de um shounen (tanto é que virou anime), músicas muito do caralho feitas pelo mestre Motoi Sakuraba (chupa Uematsu), personagens com um nível de carisma que poderiam facilmente atingir a estratosfera, um puta sistema mega divertido de se jogar e muito mas MUITO conteúdo extra num jogo naturalmente grande onde a progressão não é nada chata.

Pelo contrário, é 80 horas de campanha que quando acaba fica aquela sensação de:

"Mas já acabou? Mas eu queria mais..."

Mas aí que mora a graça, porque não acabou.

Tem muita side-quest, fator replay com as mil coisas que se pode ter no New Game + e por aí vai.

Mas o grande forte de Tales of the Abyss é simplesmente... Tudo. Tudo nele é bom. O enredo então nem se fala. Jade Curtiss e Luke Fon Fabre tal como o vilão do jogo ficaram extremamente marcados em minha memória.



Não existe muito o que ser dito, foi o jogo mais marcante de 2014 pra mim. Eu sempre vou carregar comigo o desgosto de não ter ele numa versão HD no PS3 e não ter um 3DS pra jogá-lo na tela de um portátil. Mas ao menos tive o gosto de jogar um jogo onde tudo é maravilhosamente bem pensado e bem feito o suficiente pra te cativar do começo ao fim, pra te prender, pra te fazer sentir o que os personagens sentem e simplesmente se apaixonar fortemente por um dos melhores jogos do PlayStation 2.

Simplesmente fantástico.


Menções Honrosas

Ultra Street Fighter IV - Subindo O Nível

Bom, se você me conhece seja lá de onde for ou me acompanha em blogs ou redes sociais, sabe bem que ter um Street Fighter na lista não é NENHUMA novidade. Né?

Bom, Street Fighter IV veio foda, atualizou pro Super, depois Arcade Edition e agora estamos no Ultra.

Muita coisa mudou, muitos bugs sumiram, alguns novos apareceram, com o passar do tempo foram corrigindo e o Ultra veio da forma que prometeram.


Um jogo bom, dinâmico, com muitos personagens um tanto quanto desequilibrados e então elevaram o nível por 3 coisas do gameplay. A primeira e que já deveria estar desde o começo é o Double Ultra, que tem um nome um tanto quanto sugestivo.

A segunda é o Delayed Wake Up que simplesmente permite que fique 1 segundo a mais no chão, permitindo que possa sair de irritantes infinitos e resets, e a terceira e mais bem vinda é sem dúvidas o Red Focus. Permitindo que ao invés de absorver um mero golpes, a gente possa absorver vários.

É meio complicado de se usar mas é uma puta ferramenta à favor do jogador, aumenta ainda mais as possibilidades de reação numa luta.

Com isso e a chegada de Hugo, Rolento, Decapre, Elena e Poison, ficou tudo ainda melhor e de quebra, Capcom disponibilizou os novos Trials e Omega Mode tudo de graça. Ok, os trial eram obrigação mas o Omega Mode ter vindo de graça foi do caralho.

Um detalhe curioso é que a atualização e correção dos personagens veio dos fãs, que notavam vários problemas nos personagens e simplesmente nós, fãs, fomos ouvidos e usados como base na hora de equilibrar o jogo nessa última (?? haha ??) atualização.

"Olha aqui Viper, isso sim que é barriga sarada e retinha. Sai daqui recalcada"

Finalmente hein Capcom? Demorou um cadinho pra criar vergonha na cara e botar um modo extra. Tá certo que veio por atualização mas pelo menos veio. E o pior que esse modo é super foda, os personagens ganham novos golpes totalmente malucos e desequilibrados de propósito mas alerto que ele só funciona pra quem já entende como funciona as mecânicas do jogo, se um novato sair esfregando manete, não vai resolver muita coisa.

Enfim, Ultra Street Fighter IV veio só novamente reafirmar o posto de melhor jogo de luta da sétima geração, agora de quebra com um modo zuera que vai com certeza lotar as partidas online, com amigos e espero que torneios também.


Super Smash Bros. Brawl - Nintendo E Sua Genialidade Gamer

Bom, todo mundo sabe que Nintendo é Nintendo. Ela sempre cria e o povo copia.

Foi assim com controles sem fio (funcionais), sensores de movimento e demais outras coisas como portáteis, e mais outras milhões de interações gamers que todos amamos.

E com Smash Bros não foi diferente, afinal de contas a Sony tentou (falhando miseravelmente) copiar essa delícia de jogo usando personagens com carisma de um telefone celular dos anos 90 pra enfiar dentro do PlayStation All Star Battle.



Bom, Smash Bros em contrapartida, praticamente criou esse gênero de jogos Brawl. É um puta de um jogaço!

O jogo é bom, é divertido, tem uma penca de personagens com carisma maior que o salário de um deputado no Brasil e ainda de quebra tem boas músicas, bom gameplay, gigantesco fator replay e uma infinidade de coisas a serem pegas tão grande, que a média pra se pegar TUDO (sim, literalmente) no jogo ultrapassa as 200 horas. Duvida? Olha aqui.

O mais incrível é que como se não bastasse o jogo por si só ser bom sozinho, com amigos e online, ainda tem o modo Subspace Emissary que reúne todos os personagens numa campanha com uma "historinha" da qual simplesmente vimos cenas dos quais eles aparecem e mesmo sem dar uma única palavra, podemos compreender tudo que acontece dentro de sua simplicidade e com um teor de diversão muito alto.

"Quando eu disser SMASH façam pose pra foto"

É um jogo extremamente caprichado em tudo, mas é tudo mesmo. Desde de detalhes simples de cenário até detalhes maiores como uma campanha longa, muito conteúdo pra ser obtido e etc.

Agora, me diz Nintendo. Qual é a desculpa pra tirar o Subspace Emissary do novo no 3DS e Wii U? Porque essa de que "upariam o conteúdo no YouTube" não cola.

Poxa Nintendo, os passos tem de ser dados pra frente, nunca pra trás.


Agora é com Dipaula!

     Pois é, crianças agora é a parte didática desse post, quando vocês aprendem sobre o que é bom e o que não é. Comigo: Dipaula! Não é óbvio?

Pois vamos lá!



A Aventura Aguarda Entre as Estrelas: Rogue Galaxy

            Pense em tudo que pode haver de melhor em um JRPG: um sistema de batalha intuitivo, divertido e nada burocrático; um sistema de aprendizado de habilidades que permite customização de seus personagens; inúmeras side quests dos mais variados tipos como caçadas a monstros, criação de itens e equipamentos e até um torneio de pet monsters.

            Pois é, Rogue Galaxy reúne tudo isso e muitas outras características que são tão queridas pelos fãs do gênero em um único game. E faz isso magistralmente.

            Sim, a ousada proposta de Rogue Galaxy é ser uma mistura homogênea de tudo que deu certo nos JRPGs até então. Mas não pense que o game não passa de uma colagem sem personalidade, pois é tudo tão carinhosamente bem feito que o jogo possui, sim, alma própria apesar de a história não tentar ser profunda ou adulta.

            Quanto à dita história, a princípio ela se trata da grande aventura de um jovem que, para fugir da escravidão em seu planeta, se junta a um bando de piratas espaciais em busca de um tesouro mítico em um planeta lendário. Por mais simples que possa soar, a presença de temas fortes dosados sabiamente no decorrer da trama garante o envolvimento do jogador com o enredo. Um bom exemplo disso é a guerra entre duas potências galácticas que persiste há tempos apesar de não mais ter sentido, pois há aqueles que não permitem que ela acabe, já que lucram com ela. Mesmo à custa do sacrifício das massas.

            Os personagens do grupo são dos mais variados tipos, tanto em visual quanto em história. Temos o protagonista espadachim impetuoso, um cachorro humanóide ex-militar com um passado trágico, uma guerreira tribal de um planeta inóspito, entre muitos outros carismáticos companheiros de jornada. Alguns seguem aquele modelo de desenvolvimento onde o passado e as motivações são reveladas aos poucos durante a trama, outros têm suas pendências resolvidas em emocionantes eventos antes mesmo de entrarem para o grupo. Há até um inimigo que se torna aliado para combater uma ameaça em comum.

O diversificado grupo de RG. Um urro contra a segregação racial!
            O já citado sistema de batalha se trata do modelo “ação em tempo real” onde você controla um personagem entre três enquanto os restantes são controlados pela IA, podendo trocar entre eles à vontade. Quanto à IA dos NPCs em batalha, ela é simples e muito eficiente, dispensando complicadas (e chatas) customizações prévias no menu. Quando um NPC julgar necessário usar um item ou habilidade ele gritará seu nome e a ação que ele pretende executar aparecerá na tela associada a um botão: bastar apertar o dito botão e ele cumprirá a ação, caso não queira permitir, basta cancelar e continuar o quebra-pau.

            Além de tudo isso o jogo possui muita coisa extra a ser feita, como eu já disse. Temos caçadas a monstros secretos com direito a recompensas e ranking, monstros a serem capturados para serem usados em um torneio (uma espécie de Pokémon de tabuleiro), criação de itens e equipamentos, etc.

            Os gráficos são lindos com cenários naturais de tirar o fôlego e ambientes urbanos que vão te fazer querer mudar para uma das cidades do jogo. O game inteiro parece um belíssimo desenho animado. As cenas em CG são belíssimas também.

            Tudo isso regado a uma trilha sonora orquestrada, dando um tom épico “Final Fantasy encontra Star Wars”.

Nada como ecoturismo... Descendo a porrada na fauna!

            E pensar que muita gente despreza o jogo alegando que ele não passa de um plágio de tudo que já existe. Como estão sendo injustos! Rogue Galaxy reúne características fortes do GÊNERO, mas mantém sua identidade sem apelar para a cópia em momento algum.

            Outros o acusam de não ter um enredo interessante e envolvente. Não posso concordar, pois mesmo com uma história simples os temas que cercam os personagens do grupo são bem interessantes e envolventes. Sem falar que Rogue Galaxy não tem a pretensão de ser mais do que é: divertido e despretensioso.

            Diferente de alguns jogos com enredos tolos cheios de redundâncias maquiadas de temas adultos. Sim, falo de certa série da qual o Juninho adora, digamos... Discorrer.

            Por fim, Rogue Galaxy é um dos grandes RPGs do PS2. Este blog recomenda!

            Ah, e já que falamos de um jogo que NÃO é um plágio gratuito, falemos agora de um que É uma das mais descaradas e mal-feitas cópias de todos os tempos:

Alone in the Resident Hill – OPS! – The Evil Within...

            Vou ser franco (como sempre): como alguém consegue chamar essa tempestade de clichês e péssimas idéias de “terror”?

            Sério, um assassino encapuzado com o rosto coberto de cicatrizes capaz de se teleportar? Como isso dá medo, exatamente? Um protagonista detetive amargo e de aparência desleixada com um passado doloroso? Quantas mil vezes já vimos isso?

            E isso nem é o pior, esse amontoado de violações a direitos autorais copia tão descaradamente vários jogos que é possível jogar alguns minutos e ir apontando tudo o que acontece e dizer de onde foi tirado. Posso provar:

            Depois da primeira parte, o protagonista foge com outros sobreviventes do sanatório onde ele quase morreu vítima de um cosplayer de Leatherface. Durante a fuga de carro eles têm de sobreviver em meio a uma cidade que está sendo devastada pelo que parece ser um terremoto antinatural (extamente como em Alone in the Dark Inferno) e, no meio do caminho, o coadjuvante que dirige começa a sofrer uma mutação (Resident Evil manda lembranças), perdendo o controle do veículo e caindo de um barranco. Horas depois o herói acorda sozinho dentro do carro tombado em uma floresta sombria com uma tempestade prestes a cair (“inspirado” em Silent Hill Downpour), depois de caminhar um pouco ele dá de cara com o tal motorista já transformado em um zumbi numa cut scene igual à de Resident Evil 1. Sem falar no aspirante a Pyramid Head com cabeça de cubo...

Cospobre de Pyramid Head...
            E não para por aí, pois há aspectos de gameplay tirados de Last of Us (como atirar garrafas para distrair inimigos), Siren e Clock Tower(esconder-se em armários e debaixo de camas) entre outros.
           
            Viram? Não se trata de referências ou homenagens e sim descaramento puro.

            Como se tudo isso já não fosse ruim o bastante, o gameplay não é lá essas coisas. O jogo não decide se faz a linha “personagem realista que morre fácil” como em Siren ou se vai se tratar do velho (e repetitivo) “herói destemido destruidor de monstros” como Resident Evil. Ao mesmo tempo em que você é relativamente frágil o jogo também te proporciona armas exageradas como explosivos, por exemplo.

            Sem falar na câmera que é um desastre!

            Bem, talvez a longo prazo o jogo seja até jogável, mas o que um fã de terror procura não se encontra em The Evil Within. O máximo que ele consegue ser é um aperitivo sem-sal até que Silent Hills seja lançado... Quando muito.
 
Combatendo o Mimimi com Qualidade: Tales of Legendia


            Olha só! Mais uma vez um jogo da excelente série “Tales Of” me pega de calças curtas e me faz virar fã. Só que desta vez meu queixo não foi de encontro ao chão apenas por conhecer um jogo de tamanha qualidade, mas também pelo tal jogo ser tão desprezado.

            Ele pode não ser o seu tipo de jogo ou talvez você não goste dele por suas próprias razões, mas a má fama que ele carrega é totalmente sem fundamento.

            O que ele poderia ter de tão terrível? Reunindo o que li na rede em diversas ocasiões de diferentes pessoas eu poderia destacar alguns pontos: “gráficos incompletos ou sem polimento”, “sistema de batalha retrógrado”, “enredo meloso e clichê”.

            Vejamos então cada um isoladamente:

            Quanto aos gráficos, o que chamam de “sem polimento” é o fato de o visual, apesar de 3D, fazer referência aos jogos mais antigos da série com personagens SD, cenários bem coloridos e visão isométrica. Só porque os gráficos não tentam ser realistas não significa que estejam incompletos. Este estilo visual deixou de ser resultado de limitação de hardware há muito tempo e Final Fantasy 8, Chrono Cross e Legend of Dragoon são provas disso. Se existem jogos com essa estética é porque ela combina com o gênero e tem gente que gosta.  Aliás, o trabalho aqui foi muito bem feito, com cenários de encher os olhos e personagens muitíssimo expressivos considerando que são tão nanicos (e tão bonitinhos!).

            “Sistema de batalha retrógrado”? Por quê? Por que a movimentação é sidescroller? Ah, isso o torna igual aos títulos antigos da série e não acrescenta em nada? Sinceramente a ÚNICA coisa em comum entre este game e Tales of Eternia, Tales of Destiny e Tales of Phantasia é a movimentação. Se isso o torna igual a eles, também o torna igual a Street Fighter, Mario, Megaman e quase tudo que foi lançado antes do PS1.

            A bem da verdade, o sistema de batalha aqui é sensivelmente diferente. Muito mais fluido, ele possui um timing muito mais amigável, permitindo mais combos e esses muito mais longos, o que cria um ritmo muito mais frenético e intenso que os títulos anteriores. Sem falar na barra de Climax, que quando acionada, pára o tempo por alguns segundos e deixa TODOS os golpes se conectarem perfeitamente, tornando os combos ainda mais alucinantes! E a cereja do bolo é o Climax Combo, uma finalização estilosa onde todos os personagens castigam o inimigo juntos! BAM! Com slowdown dramático e tudo!

Que fã de JRPG reclamaria disso?
            Agora falemos do enredo:

            Posso entender que algumas pessoas não curtam esse tipo de história que prioriza os personagens e suas questões emocionais, deixando o mundo à volta em segundo plano. Muitos roteiristas que usam esse formato forçam a barra repetindo à exaustão clichês e discursos prontos sobre “coração e sentimentos”. Respirem aliviados, contudo, pois este não é o caso.

            Neste jogo, como é de praxe na série, os personagens não agem respeitando estereótipos; eles têm motivações que provêm de seus backgrounds cuidadosamente bem escritos, que são revelados aos poucos e fazem o jogador se apegar e acreditar neles. Apesar de o jogo falar muito de sentimentos, laços de amizade e superação (e até tornar-se meloso em uns poucos momentos) o carisma e a história dos personagens o farão comprar a idéia facilmente e, antes que se dê conta, estará de punho erguido gritando “Em frente!” junto com a galera do grupo.

            Só para acrescentar, as músicas do jogo são belíssimas. Em sua esmagadora maioria são orquestradas, mas bem diferentes entre si. Temos músicas tristes, solenes, agitadas e até músicas de batalha, todas de aplaudir de pé. Só para provar que música clássica, se feita com criatividade, não precisa ser monótona como em Final Fantasy 12... Ou Tactics...

            Pois bem, dá para perceber que Tales of Legendia não é um jogo mal-feito ou sem inspiração como pintam por aí. Não gostar dele é compreensível por razões de gosto e nada mais, portanto não dêem ouvidos a esses “mimimizeiros” que habitam a internet. É gente fútil que acha que qualidade se resume a gráficos realistas e um nome famoso.

            Tales of Legendia é, sim, um RPG memorável no PS2 ao qual você deveria dar uma chance.

            Vai se surpreender, eu garanto!


O Zangief Ia Gostar deste Aqui: The Red Star

            The Red Star é um dos últimos remanescentes da velha escola dos jogos de ação em 2D... Mesmo sendo 3D! Sim, pois o espírito simplista e viciante herdado de Contra, Doomtroopers e outros se encontra aqui, só que mais elegante e refinado. Digo isso, já que o gameplay reúne ao shooter elementos de beat’em ups, e de jogos como Gradius e Sonic Wings! Veja:

            Durante as fases o jogo combina o espírito Contra (com armas de fogo diversas) ao espírito beat’em up (com combos variados no combate corpo-a-corpo) e quando nos deparamos com um chefe o jogo se assemelha a um shooter de naves, com direito a uma tela infestada de tiros traiçoeiros para você se desviar enquanto tenta acertar o núcleo da nave/tanque/robô enorme.

            Quanto ao combate corpo-a-corpo temos diversos combos, como eu já disse, além de agarrões, arremessos e até combinações de ataques físicos e tiros. Tudo devidamente à mostra em uma lista de comandos. Quanto à parte shooter temos diversas armas diferentes que podem ser adquiridas com pontos ganhos de acordo com seu desempenho.

Gameplay retrô, mas refinado!
            Falando em compra de upgrades, além de armas, podem-se comprar também melhorias em sua armadura, diminuir o tempo que leva para recarregar, aumentar o dano das armas e muito mais.

            Não posso deixar de citar também a grande variedade de inimigos e a necessidade de se usar diferentes abordagens para derrotá-los. Alguns têm escudos que os protegem de tiros (tornando obrigatório o uso de ataques corpo-a-corpo), outros só ficam vulneráveis quando são contra-atacados e ainda há aqueles que só recebem dano enquanto se recuperam de um movimento de esquiva, obrigando o jogador a atirar e tentar atingi-los com um combo enquanto se esquivam das balas. Isso só para citar alguns exemplos.

            Eu disse que era refinado, não disse?

            Ah, antes que eu me esqueça. O jogo é baseado em uma história em quadrinhos de mesmo nome, onde um grupo de rebeldes luta para libertar uma Rússia futurista de um tirano filho da p... pátria.

            Isso explica o bem-humorado e criativo título deste tópico que diz que Zangief ia gostar. Por que, bem, Zangief é patriota e... Russo. Entenderam?

            Minha nossa, vocês não têm senso de humor?

            
Siren: Tremendo de Medo... E Raiva! 

            Minha nossa, nossa, nossa! Quantas idéias brilhantes reunidas e muito bem executadas em um único game! E o melhor, um game de terror!

            Quem não gosta de sentir calafrios com um controle em mãos sozinho com as luzes apagadas? Sentir aquela tensão tão forte que qualquer ruído na casa nos faz saltar da cadeira e agarrar o lustre?

            Pois é, eu nunca pensei que viveria para ver algo que pudesse ser colocado no mesmo pacote que Silent Hill nesse quesito (os bons Silent Hills; nada de Origins, Homecoming ou Book of Memories!), mas Siren conseguiu quase alcançar minha série de terror favorita, ora vejam!

            Acompanhem só:

            Uma pequena vila no interior do Japão de repente se vê cercada por um mar do que parece ser sangue e, como se isso não fosse ruim o bastante, uma chuva igualmente vermelha cobre a região e seus camponeses se tornam versões pálidas e dementes de si mesmos com sangue escorrendo de seus olhos: os Shibito.

Quer ser um de nós?...
            Eles parecem não se dar conta do que se tornaram; vagam pelas redondezas numa eterna vigília, buscando matar aqueles que não são como eles. E, enquanto procuram, eles resmungam, sussurram e cantam com suas vozes horrendamente distorcidas...

            E você, na pele de um dos poucos que ainda são humanos, tentando desesperadamente não ser morto. Não se tornar um deles...

            E tudo isso de que acabei de falar é executado num gameplay genial. Nada de armas abundantes ou itens de cura; aqui a vulnerabilidade humana é retratada com realismo. A possibilidade de se ter o pescoço perfurado por uma pá de jardinagem e cair agonizando vai te fazer pensar mil vezes antes de dar um passo sequer. É necessário muita cautela e raciocínio para avançar no jogo.

            Ah... Poucas coisas se comparam à sensação que se sente quando você está escondido num canto qualquer e um Shibito passa vagarosamente e começa a entoar o que parece ser um cântico religioso com uma voz demoníaca e um olhar perdido... É de gelar o sangue!

Ela não soube se esconder...
            Só que infelizmente nem tudo são flores, pois alguns problemas são gritantes neste game.

            O tal realismo, por exemplo, torna o jogo muitíssimo difícil, o que por si só nem é um problema. Contudo, em algumas fases, a presença de atiradores com visão telescópica, audição biônica e mira infalível fazem com que qualquer deslize de sua parte, qualquer passo em falso, qualquer xixizinho fora do penico resulte num – BANG! – headshot... E num game over.

            E, meus caros, como isso pode ser irritante quando acontece sucessivamente (e acredite, vai acontecer) fazendo com que você recomece a fase do início, tendo que pegar itens e documentos de novo, de novo e de novo... Seu sangue irá ferver nas veias e o controle derreterá em suas mãos!

            Outra coisa incômoda são alguns objetivos secundários (que, em si, são uma boa idéia) os quais não fazem o menor sentido e para decifrá-los só mesmo com um detonado ou clarividência...

            É... Mas o pior problema de Siren é sua história, ou melhor, o final dela. No início o jogo te passa que tudo aquilo é fruto de um ritual realizado para cumprir uma profecia religiosa. Aí eu pensei: “Vai ser como em Silent Hill, você pensa que tudo é macumba e abracadabra, só que aí você vai descobrindo que é algo muito mais inteligente!”. Só que não, no fim é tudo só macumba e abracadabra mesmo... Com direito a artefatos divinos de combate ao mal e etc. Decepcionante.

            Para concluir: as qualidades deste game falam mais alto que seus defeitos e ele acaba por ser um excelente game de terror. Se existe alguma série que se aproxima de Silent Hill (os bons, já disse!), essa série é Siren.

            E talvez Fatal Frame, mas isso ainda hei de averiguar!


Summon Night – Swordcraft Story (ou “Faça Você Mesmo sua Arma e Bata em Todo Mundo”)


            Não sei por que razão, mas o Game Boy Advance é repleto de jogos bem criativos que fazem bem mais do que se espera deles. Por exemplo, o que se espera de um JRPG? Um enredo envolvente, personagens carismáticos e um gameplay divertido que nos mantenha presos por horas a fio.

            Pois bem, Summon Night tem tudo isso, mas como eu disse, ele vai bem além do que se esperaria dele. Aqui você é um (ou uma, você escolhe) Craft Knight, uma espécie de guerreiro-ferreiro, ou seja, você cria suas próprias armas e as utiliza em batalha contra monstros ou em um torneio contra seus rivais. Não há como comprar ou ganhar armas aqui, você tem de criar todas a partir de receitas que podem ser adquiridas no decorrer da história ou derrotando certos inimigos. Claro, você também precisa coletar materiais para fazê-las, desbravando masmorras e enfrentando oponentes.

            A fim de dar conta dos desafios que vão surgindo você tem de estar sempre em busca de novas receitas e materiais para criar armas cada vez mais fortes, sejam elas lanças, machados, soqueiras, entre outras.

            A progressão do game é muito inteligente. Veja:

            Para ocupar a vaga que pertencia a seu falecido pai entre os líderes da cidade você deve derrotar, em um torneio, uma série de rivais que almejam a mesma vaga. Porém, as lutas acontecem de tempos em tempos e, entre esses períodos, você explora o subterrâneo da cidade em busca de materiais para fazer armas mais fortes para vencer seus oponentes na arena. E assim o game progride: a cada oponente derrotado na competição novas receitas são disponibilizadas, novos andares na masmorra são liberados e mais um pouco da história é contado, revelando aos poucos a verdade sobre a guerra que ocorreu no passado, o misterioso sacrifício de seu pai e o segredo que se esconde no final da masmorra subterrânea.

            É bom deixar claro: o jogo não se resume só a isso até o fim; você também visita outras cidades e masmorras de tempos em tempos, conhecendo novos personagens que contribuirão para o andamento do enredo.

O protagonista pode ser homem ou mulher.
            Um enredo que é surpreendentemente bom com um excelente ritmo e personagens. Tanto aliados quanto inimigos são bem interessantes e carismáticos.

            E já que mencionei os personagens devo citar alguns diálogos opcionais que podem ser feitos após a conclusão de cada evento importante. Você escolhe qual NPC quer encontrar e um diálogo acontece, revelando mais detalhes sobre a história dele. As possibilidades são inúmeras e por isso desconfio que haja possibilidade de mudar, mesmo que um pouco, a história durante o jogo. Não posso garantir, já que só terminei o jogo uma vez...

            O sistema de batalha é muito divertido, lembrando os primeiros jogos da série Tales Of, só que mais simples e mais rápido. É fácil perder a noção do tempo enquanto as batalhas aleatórias vão sendo travadas uma após a outra, de tão divertidas que são.

"Tales Of" encontra "Atelier"
            A combinação do sistema de criação de armas, o desenvolvimento do enredo e dos personagens e o sistema de batalha tornam esse game algo que prende totalmente a atenção do jogador, não deixando que ele desgrude a cara da tela.

            Quando estiver em busca de um RPG bem diferente e divertido, dê uma chance a Summon Night. Você não vai querer parar até terminá-lo!


Kirby & The Amazing Mirror (mas pode chamar de Kirbyvania...)

            Já faz décadas que essa bolinha de chiclete mastigado nos encanta com seus jogos simples e viciantes. Simples, mas nunca desgastados pela mesmice, pois cada jogo tem um charme particular, um detalhe de gameplay que o torna único. Os jogos do Kirby sempre dão um passo adiante.

            E que passo foi dado neste título de Gameboy Advance! Utilizar elementos de exploração com mapas abertos como em Metroid ou Castlevania ao invés do formato comum de fases lineares é uma ótima idéia.  Isso aliado ao já consagrado gameplay da série, onde você copia os poderes dos inimigos, torna o jogo um dos mais divertidos do personagem, já que você deve utilizar os tais poderes para acessar áreas secretas e encontrar itens escondidos.

            Os ditos itens podem ser o mapa da área em que você está, um pacote de músicas do jogo para serem ouvidas no menu, corações para aumentar a vida de Kirby ou até mesmo cores extras para o personagem.

Aqui existem poderes exclusivos como a espada de Metaknight!
            Sim, é possível mudar a cor do herói! Pode parecer redundante quando eu falo, mas basta você encontrar uma latinha de spray colorido num baú secreto e borrifar no bichinho deixando ele roxo ou laranja para que seus olhos cresçam e brilhem como os de uma menininha de mangá. Aí meu caro, só mesmo tratamento de choque elétrico para te fazer largar o jogo. Os psiquiatras chamam esse mal de “efeito Nintendo”...

            Os gráficos são belíssimos, mostrando todo o potencial do GBA, com ótima animação e efeitos. As músicas também, como sempre, foram feitas como muito cuidado e transmitem a atmosfera divertida e descompromissada que o jogo pede.

            Tudo isso somado a um agradável nível de desafio vão garantir muitas horas de diversão, principalmente se você é daqueles que gostam de fazer 100% do jogo, completando todos os mapas e achando todos os itens. Sem falar nos minigames que, como em outros jogos da série, dão um show à parte.

            É isso aí. Mais um entre tantos jogos excelentes em sua simplicidade, capaz de agradar a qualquer um que se proponha a dar uma chance a ele. Aliás, essa é uma das especialidades da Nintendo: criar games despretensiosos e divertidos que vêm mantendo vivos seus adorados personagens desde a era 8 bit, enquanto séries e personagens nascem e morrem aos montes por aí.

            É para quem pode, viu?
  
Terrordrome - A Maior Batalha do Cinema em um Game de Luta

            Eis aqui um sonho dos amantes do terror que, eu imagino, dificilmente seria realizado oficialmente devido a questões de direitos autorais e coisas do tipo. E estaríamos condenados a amargar esse sonho impossível por toda a vida... Não fosse a galera genial do Huracan Studio.

            Que sonho é esse, você pergunta? Eu lhe digo: reunir em um combate infernal e sangrento os mais célebres personagens da indústria do cinema de horror americano!

            Lembra-se do divertido filme Freddy vs Jason, que põe para brigar Freddy Krueger de Hora do Pesadelo e Jason Voorhees de Sexta Feira 13? Pois junte à receita Chucky de “Brinquedo Assassino”, Michael Myers de “Halloween”, Ghostface de “Pânico” e muitos outros estripadores das telas de cinema e o resultado desta sinistra mistura é Terrordrome.

Tela de seleção de lutadores. Elenco sinistro!
            Terrordrome é um game de luta independente e gratuito para PC bem legal com um ótimo gameplay e gráficos muito, mas muito bem feitos. Os cenários são impecáveis e totalmente fiéis aos filmes de onde vieram e os sprites dos personagens estão idênticos aos originais e muito bem animados.

            As animações dos lutadores nos brindam com uma atenção aos detalhes que só pode ser o resultado de muita paixão pelo que se faz. Os golpes, especiais e comemorações fazem referência a seus filmes. Se você é fã de algum deles vai reconhecer no ato!

            Outra coisa caprichada neste game são os sons e músicas. As vozes e falas dos personagens vêm direto dos filmes, muito bem “recortadas” e “encaixadas” no jogo. As músicas seguem o mesmo padrão, logo são pontos fortes. Digo isso, pois os filmes de horror de antigamente tinham excelentes trilhas sonoras e usá-las aqui era inevitável.

            Em especial a canção tema do filme “Halloween”, que é inesquecível.

Freddy vs Michael. Os melhores se enfrentam!
            Agora vem a melhor parte: a história. É isso mesmo, eles deram atenção a esse detalhe tão pouco explorado nos jogos de luta. Os personagens têm prólogos e finais, misturando os diferentes universos de um jeito interessante e, na maioria dos casos, muito criativo.

            Algo que teria deixado o resultado ainda melhor seriam alguns modos extras, mas não dá para cobrar isso de um jogo independente feito no Fighter Maker em uma época na qual ainda não se ganhava dinheiro com isso. Os caras fizeram tudo por simplesmente adorar os personagens, sem ganhar nada.

            Terrordrome é um daqueles jogos feitos com o coração, assim como Streets of Rage Remake, e apesar de alguns ocasionais problemas e bugs o jogo ainda se ergue como um grande exemplo de esmero e dedicação.

            Vocês já sabem disso, mas não custa lembrar: Certas desenvolvedoras de hoje em dia têm muito aprender com esse pessoal...



Castlevania Curse of Darkness (Pela última vez! Não é Lament of Innocence!)
 

            “No passado houve uma guerra entre Drácula e a humanidade. Após muitas vidas perdidas, um herói do clã Belmont, junto com seus valorosos parceiros, desafiou o Rei Demoníaco. Enfim, eles venceram o Senhor das Trevas, mas não sem um preço: uma maldição recaiu sobre os humanos, espalhando miséria e violência por toda a Transilvânia.”

            Esse é o cenário de Castlevania Curse of Darkness, um excelente jogo de ação em 3D, mas que carrega uma terrível maldição. Não falo da citada no primeiro parágrafo, mas de uma muito pior: A Maldição da Rejeição Infundada...

            Tam-dam-dam!

            Dizem que a origem desse diabólico sortilégio vem de um antepassado pouco refinado e cansativo: Castlevania Lament of Innocence, que teria deixado um sabor amargo nas bocas dos ávidos fãs da série. Esse amargor teria ceifado a disposição dos jogadores de experimentar Curse of Darkness com um mínimo de boa vontade e entender sua complexidade e refinamento, impelindo-os a rechaçá-lo de imediato.

            Oh! Quão injustos sois vós!

            Só mesmo aqueles bravos e de coração forte, que não são tocados pelas trevas da opinião alheia, conseguirão enxergar o verdadeiro valor deste título tão ignorado. Sigam-me e constatem por si mesmos:

            Todo título da série Castlevania é portador de um ou mais aspectos de gameplay que o tornam único, mesmo que o espírito se mantenha em todos eles. E em Curse of Darkness isso não é diferente. Eu diria mais, aqui o gameplay está entre os mais interessantes da série!

            Os focos principais aqui são os Innocent Devils (familiares ou pets, sabe?) e o sistema de criação de armas e equipamentos, que tornam o gameplay muito envolvente, fazendo deste um game bem menos cansativo do que um jogo de ação em 3D normalmente é.

            Quanto aos equipamentos, quase nada pode ser comprado ou encontrado. É preciso criá-los a partir de materiais deixados por inimigos, roubados deles ou achados em locais secretos. E a variedade é enorme, indo de espadas e machados até lanças e soqueiras. Temos até armas exóticas como o bumerangue, shurikens e até mesmo uma guitarra (!?). Isso sem falar nas armaduras e elmos.

            O legal é que, ao criar um equipamento, poderemos uni-lo a um novo material para criar um outro equipamento ainda melhor. Isso contribui muito à vida útil do game.

Vivi fazendo ponta em Castlevania? Tá difícil pra todo mundo...

            Vejamos agora os IDs (Innocent Devils, lembra?), que são os pets do jogo. Eles existem em seis tipos básicos diferentes, sendo que um é secreto. Entre eles temos fadas, golens, diabinhos, etc. O primeiro exemplar de cada categoria é fornecido automaticamente no decorrer do jogo (menos o tal secreto) e, a partir dele, pode-se evoluir para diversas formas diferentes.

            Agora vem o toque de mestre: o que faz com que eles evoluam de forma diferente é o tipo de arma que você usa enquanto o ID está ativo. Isso porque os inimigos deixam cristais de evolução cujas cores variam de acordo com o tipo de arma equipado. Por exemplo, sua fada evoluirá para uma forma “x” caso absorva certo número de cristais vermelhos (espadas) ou para uma forma “y” absorvendo cristais azuis (machados ou maças).

            E não pára por aí. Os IDs influenciam na exploração, pois certas áreas secretas só podem ser acessadas usando habilidades especificas de alguns deles. Viram como um elemento depende de outro? Isso é finesse, meus caros.

            Quanto ao combate em si, ele é bastante divertido mesmo sem ser muito complexo. As armas possibilitam vários combos diferentes, mais curtos ou mais longos, dependendo da sua vontade e da arma usada. Esses combos têm funções estratégicas para se derrotar os diversos oponentes do game e podem ser combinados com os ataques de alguns IDs. Sim, você pode desencadear combos junto com seus pets e isso é bem divertido!
Bater em esqueletos. Clássico!

             Por fim, falarei do que resta: os gráficos são agradáveis, embora os cenários pudessem ser mais impressionantes, vindo da Konami; as músicas são de Michiru Yamane e, embora não sejam tão inspiradas como as de Symphony of the Night ou Order of Ecclesia, o farão soltar o controle só para ouvi-las com mais atenção.

            Hã? História? Ah, bem... Ela é digna dos outros títulos da série, ou seja, totalmente insignificante... Mas quem liga para enredo em Castlevania merece uma surra de Vampire Killer!

            Pois bem, creio que está claro o quanto esse jogo é competente e bem feito. Logo, não perca tempo, pois já está na hora de encarnar mais um herói cristão andrógino e derrotar o mal recorrente que é Conde Drácula. Avante!
       

Soul Blade - A Série Soul Calibur Já Começou Afiada!



            Certas séries começam de baixo, timidamente e, apresentando boas idéias, vão crescendo e se tornando enormes sucessos. Não é o caso da série de luta Soul Calibur, pois seu primeiro título, Soul Blade (ou Soul Edge), começou bem de cima.

            O capricho e a finesse com que o game nos brinda o coloca facilmente entre os mais impressionantes e bem feitos do PS1, ao lado de Silent Hill, Metal Gear Solid e Legend of Mana. E isso não é para todo mundo.

            Os gráficos eram simples, mas muito agradáveis. Os backgrounds não impressionavam tanto (mas nenhum game de luta 3D do PS1 era diferente nesse ponto), já os modelos dos personagens eram muito bem feitos e bem movimentados.

            A sua jogabilidade era menos fluida do a de seus sucessores, mas não dava a impressão de que era pior, apenas diferente, mais tensa. “Tensa”, por que cada golpe bem usado podia causar grandes danos ou mandar o oponente fora da arena; sem mencionar os combos que podiam ser letais! Isso tornava as lutas bem táticas e cerebrais.

            Os modos de jogo são muito variados: temos o clássico modo arcade com finais muito bem feitos; os modos Time Attack, Survival e Team Battle; e o modo história “Edge Master” onde acompanhamos passo a passo a trajetória do personagem até a memorável conclusão.

Mitsurugi vs Seong Mina!

            Já as músicas eram um show à parte.

            O jogo contava com três trilhas sonoras diferentes: a já belíssima trilha original do arcade, uma versão remixada para o PS1 e uma terceira, “Khan Super Session”, que é a atração principal. Essa última era feita só de músicas inéditas que fogem do tom épico das anteriores, ousando com músicas que vão do rock ao eletrônico, passando por vários estilos.

            Destaque para a música de abertura “The Edge ogf the Soul”. Fantástica!

            Já a história era o ponto forte deste tesouro. Era incrível como um jogo de luta podia ter um enredo tão bom! Aguns de seus personagens possuem backgrounds que fariam inveja a muitos RPGs, acreditem.

            E ainda tem gente que diz que jogos de luta não podem ter histórias boas. Pobres diabos...

            Bem, é como eu disse: a série Soul Calibur começou de cima, foi subindo mais a cada novo jogo e alcançou o céu com Soul Calibur 3. Foi então que começou a cair vertiginosamente lá de cima...

            Soul Calibur 4 e 5... Por que, Namco. Por quê?

             
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Bom, se você leu até aqui meus parabé... ops, muito obrigado. Afinal de contas, foi uma bela e longa leitura. Certo?

É isso aí!  Mais um ano se foi e nós desperdiçamos nossas vidas com esse vício. Acho bom começarmos a refletir sobre o que é realmente importante na vida, deixar a infância de lado e entrar na idade adulta.

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Nãããão! Vamos continuar jogando até morrer com um controle na mão!

Até mais!