18 de abril de 2014

Threads of Fate


Threads of Fate é um jogo injustamente desconhecido... Mas muito mesmo.

Squaresoft teve sua época de ouro em jogos como Chrono Cross, Legend of Mana ou Xenogears. E são jogos mais do que merecidos de suas devidas famas.

Tá certo que Chrono Cross merecia uma continuação (que foi cancelada, puta que pariu) ou principlmente um jogo da série Mana que lembrasse o Legend.

E não vou citar Final Fantasy, afinal de contas, é um RPG meio que pra "começar" a jogar o gênero, se procurar vai ver coisa melhor por aí, o que nem de longe é remotamente difícil de se encontrar.

Mas... A Square prefere ficar focando em Final Fantasy mesmo em tempos atuais, são mais superficiais, atingem todo mundo... Muito mais lucrativo, nem dá pra culpa-la por agir dessa forma.

 Bom, foda-se. O foco agora é Threads of Fate.

Esse é um jogo que como eu disse, merecia não só uma continuação como toda uma franquia. Por que?

Primeiramente, vou falar como conheci esse jogo.

Um amigo não sei porque trocou um jogo dele de PS1 por outro do mesmo console com um amigo dele, ironicamente na capa estava a estampa do Dragon Ball Z: Ultimate Battle 22.

Sim sim, aquele lixo supremo em forma de jogo. Blergh!

Mas quando o cara foi jogar... Bingo! Era Threads of Fate.

Mint quando se encontra com Mel, cena incrivelmente engraçada.

Anos e anos atrás, eu joguei e joguei mas não sabia inglês e nunca o terminava, ele me atraía mas não o bastante, e conversando o meu amigo postador esporádico aqui, o Dipaula, ele me perguntou se eu conhecia, e eu disse que sim.

Fiquei chocado quando ele me disse que o jogo era digno de um RPG, com profundidade, história boa e não maniqueísta e ainda de quebra com tudo aquilo de foda que o jogo poderia me oferecer. E como eu imagino que 90% de vocês que estão lendo não conhecem esse jogo, vou dizer tudo de fora que ele tem.

Basicamente, a grosso modo é um jogo de Aventura com elementos de Dungeon Crawler, Plataforma e Beat'em Up.Mas no geral, eu diria que é um jogo de aventura e provavelmente o melhor que eu joguei e eu duvido muito que qualquer Zelda seja melhor do que ele por UM motivo.

SUA HISTÓRIA!

ELA É SIMPLESMENTE FANTÁSTICA!!!!!


O conceito base é simples...

Existem pessoas com poderes inacreditavelmente gigantes, os Aeons, eles criaram relíquias pra aumentar seus poderes ou mesmo colocar tudo deles ali, por motivos diferentes cada um criava a sua. Mas apesar de tudo, os Aeons, apesar de extremamente poderosos e dignos dos poderes de uma entidade viva, eles ainda eram mortais.

Tais pessoas buscavam de alguma forma burlar as leis da natureza pra que assim pudesse viver eternamente, pra não se sentirem como se tivesse buscando poder à todo tempo de forma inútil, afinal de contas, era limitado devido à sua existência crucialmente humana.

Com isso, temos um cenário inicial pra um EXCELENTE mundo de fantasia. Onde tudo aqui é muito bem usado. Principalmente com os personagens. Vou apresenta-los em duplas e tudo porque... Porque eu quero. Ora pombas, por qual motivo seria?

Rue e Mint


Mint é uma garota bem incomum, vamos assim dizer... Ela é mimada, birrenta, azarada, traiçoeira, mesquinha, egoísta, sacana, oportunista, comilona, maluca, mal-humorada, estressada, irresponsável e uma excelente atriz.

Sim, atriz. Mas é difícil explicar sem dar spoilers, quando jogar irão entender.

Mint seria a nova rainha mas devido à seu caráter no mínimo questionável ela acabou perdendo o direito e foi passado pra Maya, sua irmã mais nova. Que além de tudo é super poderosa devido ao Book of Cosmos que ela tem.

Além do mais, Mint busca tudo isso num objetivo de conquistar o mundo, mostrando à todos sua superioridade, uma superioridade que só ela enxerga com toda sua visão maluca. Mas apesar de tudo Mint tem um bom coração e meio que não sabe disso, e amadurece muito com o decorrer da história.

Rue por outro lado, é um garoto triste, melancólico, que despertou de um lugar estranho, do nada, sem saber direito suas origens e passa a sair vagando por aí sem entender direito o que acontece.

Depois de tudo, é encontrado por Claire, do qual nutre um sentimento meio que de irmão porque essa cuida dele, o ajuda e sua vida passa a ser ligada junto à dela até que repentinamente ele e ela são atacados por um ser de garra gigante que mata ela e sem entender muito bem o porque, Rue, que não é humano, acaba por sem querer deixando Claire presa dentro cristal que possui em sua testa.

Enquanto a história de Mint é totalmente mais leve e descompromissada, a de Rue é cheia de lutas, dramas e questões maiores envolvidas, tais como vontade, maniqueísmo ou mesmo o fato de Rue pouco se importar pro que pode acontecer com o mundo se ele simplesmente puder salvar sua amada irmã de consideração.

Klaus e Mira


Klaus é o cara que ajudamos no começo do jogo, e com isso podemos ficar na cidade de Corona durante a aventura por conta dele. Afinal de contas, salvamos sua filha de dois babacas...

Com isso, Klaus vai ajudando de pouco a pouco a desenvolver a história de modo que boa parte da importância do desenvolvimento e as coisas que precisamos são devido aos estudos dele. Ele pode ler manuscritos absurdamente antigos e tem uma inteligência e raciocínio fora do comum.

Suas habilidades em combate nem de longe são as melhores, é quase como se ele não as tivesse, e tudo ainda se agrava por seus problemas nas pernas, isso o impede de ir diretamente com Rue ou Mint nas aventuras mas ele cumpre seu papel muito bem como pesquisador do grupo.

Mira por sinal é a esposa dele, ela gosta dele do jeito que ele é, apesar de considerar um abuso as horas que Klaus trabalha, Mira é uma excelente cozinheira e parece uma mulher totalmente comum, até quando são necessárias suas habilidades.

Não vou contar o que acontece, quando jogarem ficarão totalmente surpresos, quem jogou sabe EXATAMENTE do que me refiro e o choque foi muito grande, ao menos pra mim.

Elena e Rod


Elena é sem dúvidas a coisa mais engraçada presente no jogo. O começo nos faz pensar que Mint é mais engraçada, mas o fato é que Mint aparece mais e isso faz com que a gente pense isso, mas Elena não, quando ela aparece, ela simplesmente tira o fôlego da gente de tanto rir.

Existem duas situações das quais me fizeram chorar mas chorar MESMO de tanto rir. Uma delas é bom nem falar, só digo o seguinte... Jogando com Mint, quando enfrentar a "estrela", não vença a luta e deixe a cena rolar. É constrangedor mas absurdamente engraçado e uma das cenas que veremos o lado teatral de Mint.

A outra é com Rue, no qual ela fala com um tom de que vai se declarar e...

Não. Não vou contar. Melhor vocês verem. É totalmente improvável o diálogo dela nessa situação.

Elena também faz outras coisas absurdas e entende tudo da maneira mais idiota possível, como no final de Mint a cena dela e ela explicando sobre "seu novo irmão".

Ela funciona como alívio cômico e é nada mais que a desconsertante mistura da inocência com a burrice. Absurdamente hilária.


Rod é outro, totalmente retardado e engraçado, acredita em coisas como "a força do coração" e tem um cachorro chamado Johnny Wolf.

Ele é totalmente hilário por ser aquela coisa totalmente... eeerrr.... ÚNICA. Mas unicamente retardada assim digamos. E nem por isso menos engraçado.

Ele usa armas malucas, bate de forma maluca (apesar de ser excelente em combate), tem poesias e falas malucas mas no fundo é um viajante, pé rapado, morto de fome e que tem uma nave a qual chama carinhosamente de Pulsar Inferto Typhoon Omega.

Essa nave gera piadas super sinistras durante o jogo, tais como suas falas, mas por trás de tudo isso Rod é simplesmente um cara satisfeito com a vida que leva, ele não se culpa ou briga com ninguém por isso.

Dentro do jogo, Rod aparece mais na campanha de Mint e meio que ensina nas duas à como viver e se aceitar, mas nada disso é dito, as cenas em si que "falam" por ele, deixando claro sua profundidade nas entrelinhas que o jogo mostra. Assim como a inocência/ingenuidade de Elena.

Belle e Duke


Duke e Belle são duas figuraças do jogo! Simplesmente a mistura do sério com o cômico!

Ambos tem funções de serem rivais dos protagonistas. Sendo Belle a rival de Mint e Duke o rival de Rue!

Belle e Mint tem uma rivalidade que vem de antes do jogo começar, 1 ano antes exatamente. Ela é uma maga de 30 anos muito poderosa e páreo duro pra Mint, e sempre tendo piadas envolvendo sua idade. Mas ela não é uma má pessoa, somente busca por poder mas não tem coragem o suficiente pra passar por cima de necessidades maiores. Porém não admite isso de forma alguma, ela mantém a pose de vilã o tempo inteiro. Sem JAMAIS ceder.

Duke por outro lado, é um outro cara que tem a mesma função dela, porém de forma diferente e com Rue. Ele tem poderes dos mais criativos que eu já vi, ele pode ter o poder daquilo que leu recentemente. Não se sabe bem como a mente dele funciona, mas o fato é que depois de perder pra Rue duas vezes ele se auto nomeia como seu eterno rival. Algo como Ryu e Ken mesmo. Diferente de Belle e Mint, os dois admitem uma certa amizade.

Doll Master e Maya


Maya e Doll Master são os dois "vilões" do jogo.

Mas notem que eu usei aspas, na verdade eles tem excelentes motivações pra fazer tudo que fazem, sendo que como o Dipaula mesmo já mostrou, eles são o que definimos como antagonistas, ou sejam, aqueles vilões com uma razão realmente boa o bastante pra fazer tudo que fazem.

Maya carrega consigo uma enorme responsabilidade, da qual Mint não é nem remotamente qualificada pra cumprir, mas só descobrimos isso a longo prazo, e o fato dela ter sido expulsa não é uma inveja gratuita ou coisa do tipo, há uma real razão boa o bastante.

Assim como Doll Master, esse por sinal é o vilão "maior", porém na perspectiva de Mint nem tanto assim, afinal o foco dela é em sua irmã, mas na de Rue ele faz toda a diferença.

Doll Master é um dos bonecos de Valen, que despertou 100 anos atrás, porém ele é um modelo falho e sua única missão e lembranças estavam absolutamente intactos, diante disso e da sua pedra do poder (em sua testa) totalmente sem poderes ele se viu desesperado, sozinho... Mas depois ao invés de se entregar ao desespero ou espera uma ajuda seja ela qual for, ele buscou por poder e se tornou um arquimago extremamente poderosos (sim, extremamente MESMO) que tem poder o bastante pra peitar um Aeon de frente.

Doll Master vai além na arte de roubar a cena por conta de seus 3 subordinados: Trap Master, Mode Master e Psycho Master.


Os 3 diferentes da maioria que vemos nos jogos, não o seguem por ele ser mais forte ou simplesmente por dinheiro/recompensa. Eles ACREDITAM no Doll Master. Não fica totalmente claro, mas o jogo explica nas entrelinhas de forma que entendemos que eles sempre foram inacreditavelmente fortes, mas suas vidas perderam seus respectivos sentidos e objetivos, com isso Doll Master apareceu provando à eles que suas forças poderiam servir à algo maior e recompensador. Ele não é simplesmente MAU e sim visa seus interesses de forma que ele é extremamente generoso com seus aliados.

Tanto é, que todos eles o respeitam de forma a fazer tudo que lhes for possível pros objetivos de seu mestre. Não por recompensas, não por obrigação e sim por total admiração tanto pelas suas motivações, quanto pela sua força de vontade.

Eu aqui deveria ter falado sobre 2 mas falei de 5 por tabela... Mas foda-se, meu blog, minhas regras. A galera já ta familiarizada mesmo.

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Bom, o gameplay do jogo apesar de tudo nem de longe é lááá dos melhores, mas não é dos piores. Ele é absolutamente competente e cumpre bem seu papel apesar de uns bugs aqui e ali.

Tais como de pulos em determinadas situações que falham e me tiraram do sério, além de com Rue o botão forte no ar só poder ser usado no chão, logo se eu pulo e aperto esse botão, ele vai cair no chão primeiro e depois executar o comando, podendo assim irritar e de quebra tem slowdowns mas são raros, esses eu vi em POUQUÍSSIMAS vezes mesmo. Tão raros mas infelizmente existentes. Sorte que nada disso atrapalha o jogo.


O jogo além de tudo é curto, uma cerca de 20 horas de duração, sendo 10 pra cada campanha porééééém... Existe uma grande graça por trás disso tudo!

Os dois jogos são basicamente equilibrados num aspecto que seria, com Rue o jogo é MUITO mais fácil, e compensa isso com uma história absolutamente triste, dramática e totalmente cativante pela sua seriedade, e ele tem poderes de se transformar nos inimigos que tem contato, com isso vários elementos de dungeon crawler são mais presentes na sua campanha.

Com Mint, o jogo é MUITO mais difícil, usar magias com ela é realmente algo complicado em determinadas situações, sem falar que seus jogos tem mais elementos de plataforma mesmo que pouca coisa à mais, mas sua dificuldade de campanha é totalmente quebrada pelo bom humor do jogo em sua campanha, além das maluquices dela, suas trapaças e motivações bizarras.

Isso funcionou como um puta equilíbrio pro game, tornando ele mais dinâmico e altamente satisfatório por vários motivos e entre eles as músicas excentes do jogo que honestamente podem ser facilmente incluídas entre as melhores do PlayStation 1 sem a menor dificuldade.


Além do mais, as cenas do jogo não são de Hideo Kojima mas porra, algumas chegam perto disso. Os ângulos de câmera, as situações, as coisas em cutscenes acontecem de forma natural, bem bolada e totalmente cativante, de forma que fica muito instigante com aquela sensação de "o que vai acontecer agora?" a todo tempo.

Só fico profundamente triste porque o jogo depois de zerado com ambos (e usem um mesmo save, vão por mim) mostra um epílogo que completa o final do jogo, deixando claro que o jogo teria um inacreditavel gancho pra continuação mas simplesmente não vai acontecer....


Provavelmente devido ao baixo sucesso do game, afinal de contas jogos assim infelizmente não costumam atingir todo mundo, seja pelo visual infantil pela falta de um grande nome. O que me irrita é que a Square poderia muito bem sustentar o retorno de um incrível jogo desses mas prefere a todo instante investir em coisas como Final Fantasy que há tempos vive em declínio de qualidade (não que já tivesse começado muito bem né...) ou então patrocinando outros jogos.

Olhem  bem pra esse jogo, ele merece MUITO destaque, ele tem MUITA qualidade seja nos detalhes, nas músicas ou principalmente em sua historia e eu nem falei tudo que poderia e nem citei determinados personagens que só aparecem no meio da aventura pra não comprometer a surpresa do jogador, mas vejam isso! É muita coisa foda num jogo só, ele ainda de quebra tem uma profundidade como eu disse, nas entrelinhas, que muitos jogos grandiosos que são aclamados nem sequer costumam ter. Fico realmente irritado com essa injustiça...

Mas infelizmente, não tem mais jeito, ao que parece Threads of Fate nunca terá a merecida franquia ou muito menos uma continuação. O máximo que você pode é baixar esse jogo desconhecido (ou comprar na PSN) e experimenta-lo. E principalmente ir com calma, apreciar cada detalhe e ver que no fundo, ele poderia ser um grande RPG ou mesmo uma franquia, porque enredo é o que ele mais tem, sem dúvidas o seu ponto forte.

7 de abril de 2014

Final Fantasy VII - O Melhor da Franquia, Porém...


Final Fantasy VII... O lendário Final Fantasy VII!

Faz ANOS que eu quero falar desse jogo mas eu tinha umas coisas que precisava ter mais certeza antes de falar dele.

Primeiro de tudo, esse post vai me servir de teste, pra saber quem REALMENTE lê o blog, vamos ver quem vai entender de verdade minha opinião no final pra me xingar nos comentários ou não!

Mas antes de começar, duas coisas sobre Final Fantasy VII!

A primeira, eu gosto dele, é meu FF favorito de longe, o único que eu posso dizer que gostei MUITO MESMO, eu curti o VI sim, pra caralho inclusive, mas ele é simples demais, apesar de ter uma outra pegada...


O VII não é nada complexo também. Mas eu vou chegar lá.

A segunda é que não aderi à modinha que nasceu de uns anos pra cá em desmerecer esse jogo, ou dizer que o IV, VI ou qualquer outro da série é melhor do que ele. 

Final Fantasy VII de longe é o melhor da série, mas também é um jogo ultra overrated. E provarei o motivo de minhas palavras.

Muita gente confunde meu ódio do VIII e toda aquela tosqueira pelo fato de eu ser fã do VII.

Maaas... Eu não sou fã do VII, eu simplesmente o respeito porque ele é de fato um bom RPG, mesmo que tenha problemas, como qualquer outro!

Acontece, que há MUITO tempo, Final Fantasy, Resident Evil e entre outras grandes franquias vendem pelo nome, somente pelo nome, sendo esses jogos bons ou ruins. Mas diferente de Mario, Resident Evil ou qualquer coisa, o foco deles é gameplay (quer exemplo melhor que Castlevania?!?!!) e não ENREDO!

RPG é ENREDO! Não adianta você me falar que o gameplay é o mais importante, isso até existe e pra isso existem jogos como Toukiden, Monster Hunter e derivados, que são jogos de RPG onde o importante é evoluir e pegar novos equipamentos sem o menor pingo de roteiro, e Final Fantasy NÃO É ISSO!


Final Fantasy tem enredo, o foco dele logicamente é na história, por sorte, a Square, agora SquareEnix, sempre teve uma boa equipe pra montar excelentes gameplays e o povo meio que confunde as coisas.

O grande problema de Final Fantasy é sua fórmula. Mas não a fórmula em si, muitos jogos tem e não ficam chatos, mas em termos de enredo até que fica se não for muito bem usado.

Eu recomendo, que antes de continuar esse post, que leia esse aqui do Dipaula, onde ele retrata os elementos da fórmula.

Os jogos tem sim seus elementos em comum e nem são difíceis de se notar, e com isso acaba que o Final Fanatsy preferido de cada pessoa é justamente o PRIMEIRO que ela joga.

O meu foi o VII e ele é o que eu mais gosto, mas felizmente eu aprendi a separar o carinho que sinto por ele (que não é pequeno) da qualidade dele, que infelizmente não é tão alta assim.

Mas vamos por partes. Certo? Repetindo, se possível, leia o post que eu indiquei antes, vai ajudar muito no entendimento desse.

Gameplay!

O gameplay de Final Fantasy sempre foi um forte da série, desde o começo dos tempos eles sempre reformulavam elementos antigos deixando eles bem melhores ou até MUITO melhores.

Isso foi o ápice da série ao meu ver em Final Fantasy VI, onde duas coisas eram geniais!

Primeiro de tudo, cada personagem era totalmente diferente do outro, assim como no IV, só que com ainda mais identidade, cada personagem tinha uma alma diferente em todos os seus sentidos na hora de jogar.

Limit Breaker, o típico especial com cena dramática que todo bom JRPG merece.

O segundo era o fato de aprender magias equipando os summons, lá se você equipa Ramuh, o Esper de trovão, ele vai te dar Thunder, Thundara e Thundaga (ou seja lá o nome que eles usaram lá, não me lembro mais) e com isso elas ficam pra você depois de aprendidas, basta adquirir AP's com os summons equipados.

É bem legal, funciona muitíssimo bem e aumenta a vida útil do gameplay em si de forma genial. Cada carinha pode ter suas próprias magias ou todas. Você decide!

No VII, o gameplay é seco, e os complementos são à base de matérias, que são parte essencial do jogo, nada nada são habilidades, summons e entre outras coisas armazenadas e tudo isso graças à extração de energia Mako do planeta.

Essas poses pra invocar os summons são sempre legais.

Tudo funciona muito bem, porém, é SUPER cansativo aprender.É um absurdo como do meio do jogo pra frente as matérias demoram duas eternidades e meias pra evoluírem até o Master!

Isso é tão mas tão cansativo que chega a incomodar profundamente. Por sorte você não precisa de tudo no Master pra chegar até o último chefe e detonar ele. Mas se quiser enfrentar os dois desafios extras do jogo, ah meu amigo... você COM CERTEZA vai precisar de no mínimo algumas materias no Master!

Trilha Sonora!

A trilha sonora de Final Fantasy ao meu ver é comum ou ruim.

Comum como nos Final Fantasies III, IV, ou então ruins como X, VIII ou XIII...

Mas a do VII e VI são especialmente boas. Mas não por serem os únicos que eu gostei, calma calma. Abaixem essas foices, machados, tijolos e tortas que são usadas no Passa ou Repassa.

Acontece que as situações de Final Fantasy são situações que teriam em qualquer RPG, certo?

Se você lembra dessa cena, você COM CERTEZA lembra da música que tocou


Fugas,cenas de combate, chefes, últimos chefes e tudo mais funciona tão bem no VII e antes de jogar o VI eu sentia que não era assim em TODOS os outros jogos, como se a OST fosse feita antes do jogo e simplesmente "encaixada". Já no VII e até mesmo hoje em dia eu vejo que no VI também não foram assim, e sim algo mais bem feito, mais de acordo.

Não vou postar link de nada, Final Fantasy é famoso o suficiente pra você ter onde procurar e ver que as cenas de fuga de jogos como Final Fantasy VIII ou X não tem músicas de acordo com as tais cenas pra que nos faça acreditar nelas.

Um exemplo tranquilo além do VII é o IX que tem uma OST muito boa, e as músicas de batalha são boas, dão o clima, a de chefe funciona bem mas ainda assim não incomoda. Basta pegar as músicas do VIII pra ver como são totalmente deslocadas e nem preciso falar da música de batalha do X que é praticamente uma lambada com Sidnel Magal.

https://www.youtube.com/watch?v=dyIw1lVEYdU

Enquanto todo mundo nesse exato momento, canta a música de chefe do Final Fantasy VI e VII com a boca...

E provavelmente lembra da música de chefes, que tocou pela primeira vez nessa luta

Nesse ponto, não posso reclamar desse jogo, apesar que nesse exato momento to jogando o XII que até então tinha sido ignorado por mim, e as músicas do jogo são um dos maiores indutores de coma já criados. Ao menos o enredo é diferente, mas isso é assunto pra outro dia.

Enredo E Seu Desenvolvimento!

Bom, eis aqui o ponto chave de Final Fantasy VII. O seu enredo, ele tem partes dos elementos padrões da série.

Primeiro deles, o protagonista desmemoriado pela segunda vez na franquia, o que não é ruim, porque assim como Terra, eles são coerentes com seus universos, depois vem o IMPÉRIO DO MAAAAAUUUU!

Calma, eu sei que a Shin-ra é uma empresa, mas ela funciona como império.

Meu favorito do grupo... Com um desenvolvimento tão curto, mas que pelo menos é bom...

Mas vejam bem, o fato dela ser uma empresa do mal permitiu a ela abrir um espaço maior do que simplesmente "dominar a força porque sim". Aqui, ela domina pelo capitalismo mesmo, pela extração de energia Mako, que inevitavelmente está matando o planeta, afinal essa Mako é nada menos que Lifestream do planeta convertido como algo semelhante à um combustível.

É aí que entram os personagens do jogo. Todos eles tem uma mesma causa por motivos diferentes. Sejam pra salvar sua cidade, pra evitar a matança do planeta ou confrontos pessoais contra os líderes da Shin-Ra. O que os une além disso é salvar o planeta, que no jogo é um ser vivo. De forma bem literal.

Eu poderia evitar spoiler mas todo mundo já conhece, jogou ou ouviu falar em Final Fantasy VII, então não me venha com a desculpa de eu ter sido um cara babaca que falou parte do enredo.

Seguinte, Cloud, era um soldier da Shin-Ra, ou pelo menos achava que era...

Tais soldados foram modificados em laboratório ficando à base de experimentos e o que mais deu certo foi expor esse soldados à uma certa quantidade de energia Mako. Com isso todos ganhavam olhos azuis e etc... Isso foi desenvolvido em Cloud, de forma que mesmo sendo um soldado padrão que sonhava em ser um soldier, acabou misturando tudo com as lembranças de seu amigo de trabalho e total inspiração, Zack!

Zack, tão mal explorado que até ganhou um jogo próprio. Por sorte, um jogo bom.

Zack era um Soldier classe A, do tipo que todos admiravam e respeitavam e tais eventos como sua morte e outros mais fizeram com que Cloud tivesse uma bagunça em sua cabeça.

Assim como Zack, tinha Sephiroth, que era a elite da Shin-Ra, o soldado mais poderoso de todos e com isso ele também acabou virando experimento nas mãos da empresa maligna. Porém não resistiu e com isso um clone dele foi gerado, esse clone, substituia o original em tudo inclusive lembranças fazendo com que ele nunca soubesse que tinha sido um clone, até o momento que ele descobre isso...

Diferente de Kuja, que quer provar que é um ser vivo e único, mesmo sem ser, Sephiroth sabe de sua condição e a aceita, ele também, sabia que ele não tinha muita coisa de energia Mako exposta em seu corpo e sim células Jenova, tais células deram à ele poderes intermináveis e ele entendeu essa fonte de poder, as células Jenova, como sua mãe e aquela que lhe deu a verdadeira vida.

Depois disso, foi pra onde a Jenova se encontra, em uma parte isolada do planeta do continente gelado e fica lá, com ela, porém já parcialmente fundido ao planeta, de forma que ele mal manda "projeções astrais" ou partes da Jenova com sua mente, ele mal saiu do lugar ao menos durante o decorrer do jogo, porque não é totalmente explicado a quanto tempo ele já tá lá misturando-se lentamente com o lifestream do planeta.

A intenção de Sephiroth era clara, matar os humanos com seus poderes psíquico mesmo que pouco a pouco e isso incluía o nosso grupo, afinal de contas, a mãe dele é um ser alienígena que se alimenta de planetas e ele queria isso pra sua amada mãe, da qual passou a ter um amor quase doentio.

Mesmo sem boca, ele fala bonito.

Ele mataria os humanos deixando o planeta como fonte de alimento SOMENTE de sua mãe, tornando ele assim "mais vivo" por realizar as ambições daquela que o deu a verdadeira (e poderosa) vida. Pra isso até mesmo invoca um cometa do capeta pra colidir com a Terra.

Isso mostra claramente como a história gira em torno de dois personagens centrais, Cloud e Sephiroth, que apesar de muito boa é aí que mora parte do problema.

O grupo em Final Fantasy 8 é totalmente ignorado, somente Squall e Rinoa importam mesmo (tanto é que só os dois aparecem nas animações finais) e aqui é quase isso, a diferença, é que os personagens tem sim, seu desenvolvimento mesmo que em alguns casos muito bons e longos (como Barret ou Yuffie) ou resumidos (como Cid e Red XIII) ou praticamente nulos (Caith Sith e Vincent).

Levando em conta, que com exceção de Cait Sith, eu gosto de todos, mas imagine minha frustração ao jogar depois de adulto e lembrar vendo com meus próprios olhos que o jogo diferente de outros RPG's, dão uma prioridade absurda ao protagonista e antagonista à ponto de não ignorar os seus amigos do grupo mas não dar à eles um devido momento único.

Aeris, uma morte simples e sem muito impacto. Cena mais do que superestimada.

Yuffie ainda tem o seu, assim como Red XIII, Cid, Barret, sejam eles curtos ou longos mas Cait Sith e Vincent praticamente não tem nada. Eles entram pro grupo e pronto! Isso é de fato um problema, apesar de não tão grande como no VIII que ignora o resto do grupo ou X que gira em torno de Tidus, Auron e Yuna e também ignora boa parte do jogo o resto dos membros.

Mostrando que apesar do VII ter o melhor desenvolvimento do personagem principal de toda a série, mas ele só é o melhor porque foca demais nele, e por sorte não esquece os outros mas é como se esquecesse em alguns momentos.

É exatamente por isso que o público geral se divide entre Cloud e Sephiroth, eles são os únicos que tem uma importância gigante na história, os outros até tem, mas é muito menor, como por exemplo Tifa, que é uma das personagens mais icônicas da série e no seu jogo de origem mesmo, ela mal se desenvolve, e ela é totalmente ligada ao Cloud desde criança, não faz sentido ela ter tão pouco desenvolvimento, na verdade ela pela própria lógica do jogo deveria ter ainda mais e ela tem é bem menos.


Não precisa vir aqui falar que o VI é diferente, e que todo mundo é destacado que NÃO! Lá não tem um personagem principal, Kekfa é uma ameaça real, grande e etc, ele é cruel e mal "porque sim" desde o começo (e nem totalmente ruim por isso) e o povo se une, tanto é que Terra, Sabin, Edgar e Cyan tem um excelente desenvolvimento porém Relm, Strago tem um bem breve e os dois extras (Gogo e Umaro) assim como Shadow e Mog tem praticamente zero.

Então... Bora pro próximo ponto!

Visual!

Bom, um motivo de eu citar o visual do jogo... A real é: Final Fantasy antes do VII tinha um visual muito cru, ou viajado demais, prova disso está em IV e VI e nem preciso ir muito longe pra me justificar, e depois do VII eles adotaram o famoso visual da "cara de porcelana" que surgiu na abominação do VIII.

Eu acho que com a geração nova chegando, a Square meio que quis arriscar em tudo, tudo mesmo!

Seja no gameplay, tornando ele mais simples, assim como aconteceu com o IV no Super Nintendo (porque o II de NES era mais elaborado, o sistema de evoluir as características é genial) ou mesmo com personagens mais "secos" e isso ajudou demais.

Os outros tinham um visual muito estranho e não necessariamente ruim em alguns casos, mas em outros piorava muito!

Porra, Square! Qual é o problema desse traço de mangá? Pra que mudar justo isso?!?!

No VII eles tem um visual padrão de mangá, que facilitava a animação de CG's e etc. Tudo isso atinge mais público, mas a realidade é que um visual genérico de mangá é bem melhor que personagens com cara feitas de cera...

O IX nem tanto, por ter uma pegada mais infantil mas todos os jogos da série depois tentaram ser realistas e com essa cara de porcelana, nunca vi problema no visual mais mangá do VII à ponto de isso gerar uma mudança, se perguntar pra muita gente que é fã da própria série, eles vão responder o mesmo, talvez com outras palavras, porque é um JRPG, o povo sabe que é um universo de fantasia, então quanto mais realismo, mesmo que visualmente, atrapalha na quantidade de fantasia dentro do jogo em si.

Um visual genérico pode sim, tirar parte da identidade,mas ajuda no carisma dos personagens, uma vez que isso é um modelo japonês pra animes e mangás e funciona muito bem por aqui, a esmagadora maioria que curte JRPG gosta desse tipo de traço, pra gente ele é mais atraente que uma cara de porcelana. Apesar de genérico como no FF7, ele funciona melhor.

Bom, eu imagino que não seja só por isso, mas acredito fielmente que boa parte da fama do VII acima dos outros seja pelo impacto visual que ele causa.

Olha essa CG com visual de anime, isso sim é foda Square! E não aqueles rostos de porcelana...

Chego a me perguntar, de verdade, se a Square sabia desde então os enredos não seriam totalmente bem construídos e apostou tudo que tinha em gráficos, porque o VIII é lotado de buracos, o IX era pra ser a despedida da série com referências aos clássicos sendo assim um jogo mais "seco".

Tal verdade se aplica aos enredos ridículos do X e X-2, o XII eu ainda to jogando e até curtindo e não posso falar, mas o XIII é outra prova viva de somente gráficos e nada de enredo, e se tratando de um RPG, é totalmente absurdo...

Realmente, o VII foi de longe o mais bem construído, apesar de todos os problemas que ele tem e os fãs mesmo não notam, assim como eu mesmo não notei quando eu joguei pela primeira vez, afinal eu era mais novo, mas como alguns anos fazem realmente bem pra gente....

Conclusão!

Acaba que Final Fantasy VII como eu disse, é tão comum quanto qualquer outro da série, porém muito mais bem usado.

E sim, ele tem problemas, ele não é um jogo perfeito e ainda é isoladamente o melhor de uma franquia, mas ele ao meu ver funciona sozinho mais ou menos como a franquia Resident Evil inteira.

Eu como fã de Resident Evil do 2 em diante, tenho autoridade pra falar, que são jogos comuns, genéricos, e imperfeitos. E o que Resident Evil e Final Fantasy VII tem em comum?

Eu vos digo!

OS PERSONAGENS!

Eles tem um carisma desgraçadamente fora do normal, a gente se apega à eles com uma incrível facilidade.

A história base do VII é a melhor, é ao meu ver tecnicamente indiscutível, pega o tema salvação ambiental e deixa ele bem com a cara de um anime que a gente tá lá jogando...

Um bom enredo com péssimos personagens dificilmente daria certo, assim como bons personagens em um enredo ruim também daria errado. A proposta com um RPG deve ter os dois, e não como Resident Evil (e quase qualquer outro jogo do gênero) onde a atmosfera e enredos são absolutamente clichês e a gente depende dos personagens.

Tais coisas acontecem com jogos como Zelda, Castlevania, Megaman e tantos outros, a gente gosta dos jogos mas o que nos ganha a atenção são os personagens deles ali.

Nem é muito difícil ver buracos como a falta de uma ligação melhor e mais bem construída do Rufus Shin-Ra com o jogo, ele é meio que o primeiro grande vilão e depois perde praticamente toda a pouca importância que tinha.

É legal? Sim! Mas É um problema, é inevitável isso. Eu gosto pra cacete do Rufus e fiquei bem desapontado de não ver uma melhor construção dele de determinado ponto em diante.

Turks... Seu merecido destaque ficou num jogo próprio... Somente no Japão.

Mas por exemplo, depois de anos, se analisarmos a morte de Aeris por exemplo, ela não tem taaaaaanto impacto emocional assim, quem diz que tem provavelmente não viu a morte do Lavitz em The Legend of Dragoon ou de Shinjiro em Persona 3. 

Final Fantasy VII tem exatamente isso, um enredo bom, músicas boas, personagens carismáticos e etc? Sim. Ele tem!

Mas peca no seu desenvolvimento, personagens totalmente ligados ao principal como Tifa ou mesmo Vincent que é secreto deveriam ter uma razão muito maior do que simplesmente estar ali.

E não me venha falar que a Tifa ta ali porque gosta do Cloud que todo mundo sabe disso, mas eu me referia à um motivo maior, mais convincente como a Shana do Legend of Dragoon que tá lá com o Dart mas admite PLENAMENTE que É um peso morto, e que ela se sente mal por isso mas ela não via outra forma de ta ali com o Dart.

Fora os outros eventos dela, mas é disso que eu estou falando. Mas Tifa até mesmo tinha espaço pra ser um casal legal com Cloud sem forçar a barra e nem isso o fizeram.

Sem dúvidas, ela merecia um desenvolvimento melhor.

Francamente FF7 é um jogaço, ele envelheceu muito bem, zerei ele faz pouco tempo e definitivamente ele dificilmente vai perder a graça, ao menos pra mim. Mas já conheci RPG's melhores, enredos melhores e até mesmo personagens melhores. Não vou negar isso pra mim mesmo e fechar minha vista à um passado nostálgico uma vez que dá pra conciliar as duas coisas (razão e emoção de gostar da parada), dentro de vários outros consoles, se você se permitir fugir do mainstream, vai ver que sim, existem ideias melhores.

É uma questão de ver, entender, e aceitar. A menos que você tenha jogado TODOS os jogos de RPG e ainda assim prefira Final Fantasy VII por questões de gosto, mas que entenda que ele não é perfeito, assim como meu RPG favorito (Persona 2) também não é. Até porque, difícil ao extremo ter um jogo perfeito, o que acontece é o endeusamento por parte dos próprios fãs que muitas vezes exageram demais pra imagem de um jogo, seja ela positiva ou negativa...

E só pra concluir, Final Fantasy VII tem também um dos PIORES finais de um JRPG, afinal de contas, uma aventura deve ter começo, meio e fim. O fim não foi conclusivo em NENHUM aspecto, e graças a isso, gerou um jogo meia boca (Dirge of Cerberus) e meramente jogável e um filme que é legal pelas porradas e tem uma história bem "ok" e totalmente indigna de ser uma continuidade da série.

Uhul, salvamos o planeta e... O que acontece depois mesmo? Ah sim. NÃO FOI EXPLICADO!

Final Fantasy VII tem um decorrer muito mas muito bom mesmo e um final PÉSSIMO! Que muitas pessoas com toda certeza reclamariam se fosse em outro RPG, mas não reclamam desse porque é mainstream, porque é famoso e porque é visto como um dos melhores RPG's de todos os tempos.

Mas ninguém fala isso porque é Final Fantasy, e principalmente por ser o VII. Que como eu disse, apesar de ser o melhor da franquia, porém...

...um jogo overrated, com falhas como todos os outros. Não dá pra negar sua importância e impacto na indústria dos games, mas isoladamente falando, ele realmente não é isso tudo. Apenas, o melhor de uma franquia.

30 de março de 2014

Vanquish


Vanquish é um jogo que infelizmente nunca terá o merecido destaque. E eu te digo a razão disso!

A falta de um nome, de um grande nome!

Empresas sempre tem seus fãs fieis de cada gênero e infelizmente muita gente que gosta de jogos de ação passam despercebidos por esse game fantástico e a razão é simples, um jogo feito pela Platinum Games com Shinji Mikami (produtor de games que se consagrou em Resident Evil 4) e mesmo com duas coisas tão fortes unidas...

...ainda não foi o suficiente pra impactar a indústria dos games!

Seguinte, acontece é que Vanquish não é portador de um nome grande, quem sabe um nome como Max Payne, Call of Duty, Battlefield, Uncharted e etc seriam o suficiente pra fazer esse jogo alavancar como nunca?

Antes de me matarem falando que comprar essas franquias com Vanquish é algo inútil, vou explicar tudo que quero defender.

Acontece, que esse jogo é um dos games que a gente já ouviu falar, ou viu na loja pra comprar/alugar e nunca deu a menor bola, sem sequer imaginar como seria. Acontece muito, não é algo tão raro que ninguém no mundo dos games nunca tenha vivido.


Isso já deve ter acontecido com você de alguma forma, com alguma franquia ou jogo... Se quiser relatar sobre isso nos comentários, fique à vontade.

Mas o lance é que eu mesmo vi e tipo, vi a capa e não deduzi nada, nem imaginei como seria, tampouco procurei saber sobre sua premissa e simplesmente passou batido dos meus olhos.

Certo dia, eu comprando numa loja online, recebo o email que um dos meus jogos comprados no pedido não tinha na loja, e eu xinguei eles muito no Twitter mas eu tinha que trocar a merda do jogo, e lembrei da indicação de 3 amigos sobre um jogo futurista, com um cara de armadura high tech e entupido de ação frenética que era muito foda e etc...

Esse jogo era Vanquish. Eu já tinha visto, ouvido falar e nem dei a mínima, a galera falou e eu não fiz por maldade mas acabei ignorando, mas pelo preço que tava, comprei assim mesmo.

Chegou, abri, fiquei curioso e logo comecei a jogar.

Céus, como o gameplay do jogo é simples e prático, totalmente fluído e absolutamente funcional, eu fiquei grudado na tela da TV por horas, isso depois de sair do menu.

Não, o Menu não é complicado, mas a música que toca nele é simplesmente extraordinária e muito cativante.

Vão ouvindo ela enquanto leem a postagem *interatividade sempre*


Deu pra sentir o nível de fodeza da OST?

Essa é somente uma de milhares de músicas foda, cada chefe tem sua própria música, cada "pedaço" do jogo tem suas músicas temas, desde partes de sniper e invasão que tem músicas mais calmas e misteriosas até partes com mais e mais ação, onde o ritmo da música empolga freneticamente e com muita facilidade.

Quanto tempo eu não ouvia uma OST que permitia tamanha imersão como a desse jogo, é simplesmente foda demais, incrível como as músicas carregam toda uma identidade do jogo, você pode até sim ouvir músicas parecidas mas vai saber quando for de Vanquish ou não, mesmo após terminar sua curta campanha.

Eis um problema, a duração da campanha. Mas no final de tudo, acaba sendo vantagem.

O jogo tem uma campanha curta, coisa de no máximo 7 horas se você for muito ruim, como eu sou "quase ruim" eu gastei só 6 e pouca, sendo que o normal é 5.

Por que eu indicaria um jogo com 5 horas de campanha?

Eu lhes digo, porque a campanha é simplesmente FODA! O fator replay dela é muito alto apesar dela ser curta. E por vários motivos.

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Primeiro, ela é divertida, o jogo é bem simples e direto ao ponto, é ação com mais ação de forma criativa e bem dinâmica.

Segundo, o enredo é simples, até mesmo bobo, até chegados os momentos finais. Chega a ser parcialmente previsível, mas no final o jogo surpreende. Claro que não é um marco dos games, ou mesmo algo de cair o queixo como o final de The Last of Us. Nada disso! É um final simples e direto, porém bem ousado e criativo, diferente dos padrões de jogos de ação onde temos uma nação americana vencendo porque sim e pronto.

Aqui não é bem assim, o jogo começa com a presidente dos Estados Unidos enviando Sam e Burns ao lado de uma tropa pra estação espacial que é usada como fonte de energia, a mesma que por ordem dos russos disparou contra San Francisco e simplesmente dizimou toda a cidade.

O próximo alvo é simplesmente New York, ela não pode deixar e envia Burns como membro do exército e renomado soldado exemplar com seu batalhão e o personagem jogável, Sam, como membro da DARPA, uma organização que funciona separada do exército mas exerce mais ou menos as mesmas funções em termos de missões.

A grande sacada, é que a DARPA é uma empresa/organização ultra, mas ULTRA HIGH TECH!

Sam, o cara tem um carisma inacreditavelmente alto

Sam é o cara que usa a grande armadura, algo próximo da armadura de Isaac Clarck em Dead Space, porém com a mesma agilidade de um ninja e uma precisão na hora de atirar digna de Revolver Ocelot de Metal Gear.

Falando em Metal Gear, o jogo tem algumas coisas que lembram BASTANTE MESMO a série, algo digno de uma homenagem e não um mero plágio!

Por exemplo, as conversas pelo visor de Sam, aparecem como o velho rádio de MGS1 no canto da tela, com o rosto do personagem e até mesmo o fundo verde... Mas não pensem que isso é a única coisa.

Robôs gigantes que disparam raios gigantescamente gigantes (os Metal Gear), a dublagem de Sam lembra MUITO Solid Snake com a diferença que Sam é mais bobo, enquanto Snake é um cara mais frio e sério.

Fumar, um dos hobbies favoritos de Snake... Não, pera.

Mas sem dúvidas, a maior e mais marcante característica em comum de ambos é seu vício: os cigarros!

Cada vez que uma situação de escala grande é resolvida, Sam pega um cigarro sabe-se lá de onde (quando jogarem vão entender), um esqueiro sabe-se lá de onde também e o cara dá uma fumada pra relaxar, ainda diz o quanto ele gosta disso.

Até isso os dois carregam em sua personalidade de forma parecida, afinal, quem jogou o primeiro Metal Gear Solid sabe como Snake é um tanto viciado em cigarros e a forma absurda que ele os carrega pra sua missão no começo do game. Se é uma referência ou coinscidência eu não sei. Mas eu gostei.

E não, eu não fumo.

Agora falando do gameplay, caralho! Sério, o gameplay do jogo é de alucinar mesmo. Sem exageros.

Cada botão tem comandos e recursos simples e totalmente específicos, e isso não torna o jogo menos complexo, apesar de uma pequena variedade de armas o jogo te faz usar todas porque são todas ABSURDAMENTE diferentes, mas não só o uso delas, como as estratégias em determinados inimigos com ela, sem contar que a armadura tem um botão que permite ataques físicos, e esse ataque vai depender da arma que você tiver, por causa do seu manuseio e peso. Isso é bem bacana, ver tais diferenças aplicadas de forma coerente e totalmente lógicas.

Robôs grandes e gigantes são boa parte daquilo que deve ser eliminado. Piedade é pros fracos!

Além do sistema muito parecido com o Bullet Time do Max Payne, a diferença é que é bem menos de graça, isso gasta a "barra de energia" da armadura, fazendo com que ela aqueça demais e seja necessário passar um tempo escondido pra ela se resfriar e voltar ao funcionamento normal.

É a primeira vez que eu vejo esse sistema de "regeneração" que os jogos de ação no geral costumam ter fazer sentido, afinal de contas, Sam é um cara normal, um tiro bem dado com a energia da armadura gasta, é mais do que suficiente pra te deixar mais perto do Limbo.

Você depende da armadura, é mais do que notável, esperar ela voltar ao normal é uma tarefa que vai exigir paciência e testar seus limites.

Aqui, é deixado bem claro, é uma guerra no espaço, com armas na maioria das vezes de dano absurdo, sua armadura que tem um sistema regenerativo ao invés do personagem em si recuperar. Mas que coisa, dessa vez realmente faz sentido.


Diferente de Call of Duty ou Battlefield, onde meros soldados ficam com a visão turva e avermelhada só esperando os segundos pra tudo se regenerar milagrosamente sem a menor ajuda de equipamentos médicos ou magia.

É o milagre dos FPS's genéricos. É pra glorificar de pé!

Antes que me pergunte se esse jogo é daqueles de ação tradicional, com batalhas cheias de Quick Time Events por todos os lados. A resposta é NÃO! Mas sim, eles existem, são poucos, não são de graça e vale MUITO à pena fazer porque Sam faz cada coisa que puta que pariu, é muito foda. É dos poucos jogos que eu realmente gostaria que tivessem mais, mas não pra facilidade e sim pelas mirabolâncias mesmo. É fácil notar isso quandose enfrenta o primeiro chefe.

Isso sem falar na riqueza de detalhes de cada cenário, o gráfico do jogo é totalmente esplêndido e eu fico surpreso de não ser citado ao menos entre os melhores da sétima geração. As cutscenes são orgasmáticas de tão bonitas e vivas, o gráfico é totalmente liso e não tem queda alguma de framerate e repetindo, os cenários são absurdamente bem detalhados.

Reparem, os efeitos de luzes, o pouco de água visto, as poucas árvores, e os prédios e tudo mais, é tudo muito rico. Muito bonito MESMO, e outro ponto marcante são os elementos de ação, prédios caindo, hordas de inimigos, fugas e etc. Muita coisa foda se encontra por aqui, é ridiculamente divertido.

Poucos jogos podem fazer um ritmo de ação, sem que canse, sem que se sinta jogando mais do mesmo.

Vanquish é um jogo curto, mas o enredo no final surpreende, mesmo tendo uma atmosfera bem genérica, hoje em dia eu até entendo porque esse jogo não foi tããão bem aceito pelo público americano.

Não vou dar uma de filho da puta contando o motivo, mas boa parte do final do jogo ajuda à realmente entender como o patriotismo americano COM TODA CERTEZA ficou ofendido com esse jogo.

Pular a cerca com essa armadura é fácil, quero ver sem ela...

Sinceramente, Vanquish é um jogo simples e direto ao ponto, com mais ação do que nunca, mostrando que realmente, quando japonês bota a mão na parada, dificilmente um americano faz melhor. Com toda certeza é o jogo com mais ação que eu já joguei na vida, e olha que normalmente esse tipo de jogo é feito por americanos à muuuuuuuuitos anos e sequer chegam perto disso, no máximo chegam quase.

Acho que daqui uns tempos, vou encarar o Spec Ops - The Line. Afinal de contas, ele é dos poucos do gênero de ação em terceira pessoa com boa história, até mais adulta eu diria.

Até que esse dia chegue, eu fico com Vanquish como favorito dos de ação em terceira pessoa, pelo desenrolar do simples enredo e altíssimo nível de diversão. Eu só não zerei ele de novo, porque eu tenho muita coisa pra jogar ainda, mas confesso que a vontade foi e ainda é grande.

Antes que digam que é um clone de Gears of Wars, ele se parece visualmente sim, mas não é uma cópia descarada, e quem me disse isso é um cara que terminou todos da série. O que é um alívio. E só me deu ainda mais vontade de jogar, por sorte, eu to pra conseguir um Xbox 360 destravado em muito breve. Vamos ver como vai ser.

Se possível, compre, se tiver destravado, baixe. Mas jogue! Deem uma chance ao jogo, julgar um livro pela capa é um dos maiores erros da comunidade gamer atual, afinal de contas, a capa não pode contar o conteúdo...

Enjoy!

21 de março de 2014

Shin Megami Tensei I - Um Incrível Absurdo Criativo!


Pois é... Lembra de Persona?

Muita gente acha que Persona é uma coisa isolada de Shin Megami Tensei, mas na verdade eles fazem parte dessa incrível franquia.

Diferente de Final Fantasy, Shin Megami Tensei tem várias sub-franquias e elas tem suas próprias características, e apesar de tudo eles tem lá seus traços em comuns em todos os jogos.

É como referência, só que sem aquele ar de "credo, isso de novo" que tanto vimos em Final Fantasy! Assunto o qual Dipaula desbravou abertamente nesse lindo post.

Megami Tensei, o nome original dos primeiros jogos acabou gerando Shin Megami Tensei que esse acabou por adotar todo o nome da franquia por ser deveras superior ao seu progenitor e com isso acabou tornando o rumo de muitos jogos da série. Muita coisa nascia nesse jogo, que foi o "primeiro" jogo realmente impactante da série em todos os aspectos.


Pra começar pelo enredo, que é deveras criativo. O que se imagina de um RPG de 1992? Um salva princesa de Dragon Quest ou nada muito diferente disso. Mas não!

Shin Megami Tensei é Shin Megami Tensei, estamoas falando de criatividade.

Isso vai fazer você pensar que sou um fã putinha mas é um engano, o que falei acima será provado em pouco tempo, talvez você concorde, talvez não. Vamos ao que interessa!

Tudo começa quando seu personagem, igualmente sem nome (batizado oficialmente de Kazuya) recebe um e-mail alegando que ele assim como algumas outras pessoas, são pessoas com potencial acima das demais e merecedor do programa de invocação de demônios.

Tudo começa de forma muito confusa, simples e sem muita orientação. E essa falta de orientação é justamente a grande e maior falha do jogo. Com toda certeza!

Mas depois de bater cabeça na parede (se é que você é um gamer de verdade que não usa FAQ's ou simplesmente maluco) e desbravar pouco do enredo, ver alguns acontecimentos entre eles sua mãe morta na sua frente.

Um acontecimento até bem retardado, o cara vê a mãe dele virando demônio, você ataca ela de volta, mata ela e sai por aí como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Isso é BEM idiota. Mas à partir daí que a qualidade começa à aparecer...


Você salva dois personagens que seguirão você até o final de sua jornada, são eles o Law Hero (oficialmente batizado de Yuji) e Chaos Hero (oficialmente chamado de Takeshi).

"Como assim Juninho, que diabos é isso de Heróis do Caos e Lei?"

O jogo é muito variado em 3 caminhos. Sendo eles: Lei, Caos e Neutro!

E isso inclui personagens, demônios e suas ações. Suas ações determinam os finais e são 3 no total.

Com isso, muita coisa no desenrolar do jogo, desde chefes à serem enfrentados ou não, armas que se pega ou não, demônios que te seguem ou não e por aí vai.

Se quiser ver tudo, vai ter que realmente perder sua vida social. Porque além de tudo o jogo é ULTRA casca grossa. Sinceramente, eu vi muito jogo da série mas não me recordo de nada tão absurdamente difícil quanto esse.

Gostei dessa cena, uma das partes nada maniqueístas do jogo.

Honestamente, chega a ser tão demasiadamente frustrante que me fez ficar determinados dias sem joga-lo. É realmente UM SACO ter que depender de muitas vezes puramente sorte do que nível ou estratégia e isso se resume à quase 100% do jogo em tudo que envolve batalhas...

...que por sinal são muitas. Muitas mesmo. MUITAS MESMO PRA CARALHO! PUTA QUE PARIU! NUNCA MAIS RECLAMO DE PERSONA 2!

Eu nunca peguei TANTA batalha em tão pouco tempo. Em um determinado evento eu tive que enfrentar os demônios de uma personagem e eram 30.

TRINTA DEMÔNIOS! ISSO ERA O CHEFE!

Primeiro 8... Depois mais 8... e mais 8. E eu pensei:

"Nossa, agora acabou, vou ver o plot do jogo desenrolar..."

E ela invoca mais 6. Que eram mais difíceis que os outros 24 juntos.

Aff, é bem traumático até! Santa paciência que eu tive que ter.

A igreja me expulsou por ser do Chaos Path HSAUHASHUSAHUSA

Infelizmente, a jogabilidade não colabora, e ela é nada além de péssima, crua e arcaica. Além de confusa, e um mapa que praticamente tem vida própria e como se não bastasse todo o esquema do jogo em termos de dificuldade e exploração estão contra você porque os mapas são labirínticos, confusos e com passagens e entradas mais malucas que a cabeça de um fã de Final Fantasy VIII.

Realmente, é um transtorno, não é aquela coisa difícil e divertida, é simplesmente frustrante.

Mas o enredo base salva. Pena que só o enredo base.

Deve estar estranhando eu usar o termo 'enredo base'. Mas é verdade, o desenrolar da história é confuso, cheio de buracos e situações não concluídas e gera altas incoerências com o decorrer do jogo, porém a ameaça principal, a causa inicial e base que movimenta o enredo ao menos é concluída apesar de uns bons buracos em seu decorrer.

Chega a ser triste, altamente desapontante porque o jogo tem um mega potencial e altamente jogado fora, ainda pretendo jogar o II no SNES assim como esse traduzido por fãs e o III de PS2, que são os que tenho acesso.

O IV pra mim é uma utopia, já que é pra 3DS e eu nem tenho como jogar, mas quando eu comprar um 3DS quem sabe...

Com isso, SMT acaba por ser um jogo que só tem um bom enredo, uma boa ideia e muito mal usada na prática, uma excelente trilha sonora e uma jogabilidade péssima com dificuldade frustrante.

Vai negar o pedido dessa doce garotinha?

Pelo menos, ele tem excelentes bases de enredo e uma delas é a ausência total de maniqueísmo, deixando claro que as pessoas são livres pra fazer suas escolhas e você pode muito bem por exemplo optar por um mundo governado por deus de forma que as pessoas deixam de pensar e agem por conta de um fanatismo cristão ou mesmo um lado que coloca humanos e demônios no mesmo mundo de competição e lei do mais forte...

...ou meramente espancar os dois lados e colocarem os humanos como donos de seus próprios narizes sem interferência de terceiros e sem optar por um dos lados mais extremos.


Chega a ser uma pena um jogo obscuro desses não ter um remake digno e totalmente em inglês pra que os ocidentais também possam aproveitar.

Mas isso dificilmente aconteceria, quem jogou sabe como o Japão retratou os Estados Unidos no jogo e isso DIFICILMENTE permitiria tal acesso de uma versão em inglês à nós, mesmo em tempos atuais.

No fundo, é um jogo que só vale por enredo, eu taquei  muito macete depois de uns 60% do jogo porque não tava dando mais pra jogar normalmente. É realmente uma pena que seja tão desgastante, frustrante e confuso. Apesar de ainda assim ser uma boa ideia.

Mesmo com macetes, a dificuldade continuou exagerada, cheguei a ver um abismo de 20 níveis de um chefe pra outro em um intervalo ridículo de eventos, é muito curto o prazo de treino pra progressão de chefes evoluídos.

Sinceramente, até que lançem um remake digno, não jogo esse jogo NUNCA MAIS. Apesar de seus pontos positivos, os negativos gritam muito mais alto.

Por isso o título. O jogo é um incrível abuso criativo...

10 de março de 2014

Top 5 - Momentos Mais WTF de Final Fantasy

Bom, Final Fantasy não é lá a franquia mais legal dos RPG's... Ao menos pra mim.

E se você acompanha esse blog, provavelmente sabe disso e de todo o meu "amor" por Final Fantasy VIII...

Com tudo isso em mente, vamos à uma postagem descontraída (COF COF) sobre os momentos mais "CARALHO, QUE PORRA É ESSA, O QUE DIABOS TA ROLANDO" da série.

 To falando daqueles momentos que a gente olha e reage assim:

CADÊ O SENTIDO DESSA PORRA?
Entenderam?

Final Fantasy tem vários momentos assim, mas eu separei somente os "melhores" pra poder abordar.

Vamos ver quantos fãs putinhas desmiolados virão nesse blog pra falar o quanto sou hater e me xingar pessoalmente por isso.

Sem mais delongas, sigam-me os bons!

5° Lugar - Primo de Optimus Prime visita Rocket Town - Final Fantasy VII

Quando eu joguei Final Fantasy VII a primeira vez, tudo parecia mágico, e quando joguei a segunda eu ainda não tava devidamente bom no inglês. Mas na terceira eu já era um jogador mais maduro (ria o quanto quiser) e já era um cara com inglês bem foda, com percepção maior, mais detalhista... ou seja, mais "enjoado" tecnicamente.

E eu ainda gosto muito esse jogo, mas essa cena é retardada demais.

Aeris lembrando da cena

Palmer aparece lá em Rocket Town por motivos que agora não me esforçarei pra lembrar, mas é algo ligado ao foguete, isso eu sei. E daí, o cara gordo, sem noção de luta e se muito não estou errado, com uma simples arma e ainda se mostra um cara de coragem mostrando a bunda e dando tapinha no melhor estilo:

"Me pegue, se puder".

Aí você vai lá e da uma olhada e pensa:

"O que eu posso fazer com um cara gordo, com uma pequena arma na mão, me chamando pra porrada desse jeito?"

MAIS DO QUE ÓBVIO VOCÊ QUER SOVAR O CARA E VIRAR ELE DO AVESSO.

Depois da luta, você espera aquele momento que o Cloud como bom personagem badass que é, pegue o cara pelo colarinho do terno, jogue o cara na parede e diga:

"VAMOS LÁ, ACENA ESSE RABO DE NOVO, QUE ESSA ESPADA VAI ENTRAR INTEIRA NO SEU CU".

Mas antes disso, Palmer escuta o avião do Cid, se desvia dele, usa aquilo como oportunidade de fuga e do nada, MAS DO NADA MESMO, aparece o primo distante do Optimus Prime e o arremessa:



Bom, vamos pra próxima, apesar do patético (e merecido) atropelamento, ainda é bem non-sense, puta merda...

4° - Lugar - Presença Indesejável - Final Fantasy IX

Qual o problema DISSO estar no grupo? Sério essa sua pergunta?


Sério, olha pra isso?!?!?!

Tudo relacionado à ela, se torna non-sense, indesejável e totalmente intragável.

E tem gente que acha o/a Quina legal. Um ser hermafrodita que parece um boneco da Vila Sésamo com a língua do Lickitang...

Eu poderia citar aquele travesti azul e gordo da Rainha Brahne ou então do Kuja, ou a inexplicável presença de Necron no final do jogo, sendo jogado do nada...

Mas a pior coisa é a presença desse treco no seu grupo, que não tem sexo definido, não tem carisma, não tem a menor graça e simplesmente toda e qualquer situação com a presença desse troço é no mínimo constrangedora.

Nem tem muito o que falar sobre, vamos pro próximo antes que eu vomite.

3° Lugar - Mães são duronas... Sério? - Final Fantasy XIII

Final Fantasy XIII tem todo o ódio do mundo e mais do que merecido mesmo. Não vou mentir falando que eu joguei, porque ainda não joguei...

...e acho que vou continuar sem jogar, o enredo do XIII consegue ter a base mais idiota que do VIII.

Mas vamos ao que realmente interessa.

Tudo começa com um quebra pau do caralho até que Snow pergunta quem quer ir com ele ajudar.

E uma mãe, que somente tinha seu filho, faz o que toda mãe faria, como podem ver aqui:


Ela faz algo simples que toda mãe faria, ou seja...

...ABANDONA O GAROTO PRA IR PRA UMA GUERRA, DEIXANDO O POBRE GAROTO COM A POSSIBILIDADE DE FICAR SEM MÃE!

Dentro de uma guerra, essas chances são super "baixas" então, valia à pena arriscar. Certo?

E depois, no meio de uma das mil animações bonitas do jogo, Snow se fere, e quando vai tomar o tiro de misericórdia... Ela brota na frente dele tentando fazer uma cena dramática de casal de novela mexicana onde a donzela salva o rapaz inocente.

Exceto pelo fato de que os dois não são um casal, ela nunca viu o cara na vida, e me deixa o filho pra trás pra enfiar na frente da bala que um desconhecido tomaria. Duvida? Dá uma olhada no próximo vídeo, ele é a prova.


Me diz, em qual realidade isso seria possível? De que forma?

Deixando tudo ainda mais retardado, ela repete por duas vezes a frase "moms are tough", ou seja "mães são duronas" como se isso justificasse a atitude irresponsável de abandonar o filho ou o retardamento de salvar um estranho...

...QUE É UMA COISA QUE ELA PODERIA FAZER PELO PRÓPRIO FILHO RECÉM ABANDONADO. PUTA QUE PARIU!

Completando a cena, o cara me despenca de um penhasco gigante, lotado de escombros embaixo e TODO MUNDO MORRE e ele não sofre um mísero arranhão. Sem falar que sequer explica sua sobrevivência.

Acho que esse cabelo loiro esconde um Super Saiyajin. Só pode.

Quem odeia o XIII como podemos notar, tem bastante motivo pra isso viu, motivo é o que num ta faltando. A SquareEnix tentou mais uma vez forçar a barra com coisas pseudo-profundas mas parece que no XIII eles começaram a notar.

Eu já notava desde o VIII... Porque eu sou hipster mesmo.

2° Lugar - Cloud de Nazaré - Final Fantasy VII

Acharam que eu gostar de Final Fantasy VII e não curtir a série salvaria o jogo?

Nada disso! Final Fantasy é um mar de horrores como um todo e nem o melhor da franquia fugiu dessa linha.

Vamos por partes, primeiro testemunhamos a parte legal e linda de Sephiroth fazendo um espetinho de Aeris, confere?


Ok, depois disso. Travamos na porrada com uma das células de Jenova deixada por Sephiroth e vamos ao lago sepultar a "amada" Aeris. Porque um lago é O MELHOR LUGAR pra se deixar o corpo de alguém, mesmo com tanta terra ali do lado pra fazer um túmulo digno...

Com isso, chegamos ao seguinte momento:



Como assim, você não entendeu?

Se você jogou, lembra que o Cloud, ainda em SD... Pega Aeris pelos braços de marinheiro Popeye que tem, carrega ela até O MEIO do lago... E depois ele simplesmente deixa a donzela afundar... E ELA AFUNDA DE UM LUGAR QUE ELE TAMBÉM DEVERIA AFUNDAR... Ele chega "andando" no meio do lago e simplesmente deixa a garota afundar.

E ele, deveria estar afundando? Os pés dele não aparecem quando mostra a cena dela começando a cair. O que nos leva a crer que ele meio que "caminhou" sobre as águas.

É Jesus, essa versão renovada como protagonista de JRPG ficou bem melhor, espero que continue assim na Bíblia.

1° Lugar - Fugitivos da APAE Rindo Loucamente - Final Fantasy X

Sério, alguém que jogou/terminou esse jogo lembra dessa patética cena?

Simplesmente, o grupo fica abatido e DO NADA sai pra deixar Tidus e Yuna juntos, porque todo Final Fantasy precisa de um casal desde Final Fantasy VIII e eu realmente acho o modo que a Square aborda casais (com exceção  de Locke e Celes do VI) na franquia super forçada...



Cloud e Aeris não preciso falar nada, até porque a dondoca bateu as botas no meio do jogo (sagrado seja Sephiroth) e ele ignora a possibilidade de encaixar o LEGO na Tifa (o que é uma pena), Rinoa e Squall nem preciso abrir a boca ou digitar pra isso e Garnet e Zidane apesar de melhor que o casal anterior ainda não é bom o bastante pra convencer...

Mas Tidus e Yuna forçam à todo e qualquer instante... Chega a ser ridículo. Eles conseguem ter o mesmo nível de Squall e Rinoa.

Nessa cena, Tidus fica abatido e Yuna diz que eles deveriam forçar à sorrir e gargalhar que assim as coisas iam melhorar...

... e Tidus faz o que ela manda.

Boa Tidus, sua dignidade foi reduzida (ainda mais) à um cãozinho de Yuna. É quase como ser o Angelo da Rinoa, só que o Angelo ainda é um cachorro de verdade.

Depois disso, Tidus faz força pra rir, Yuna pede pra ele parar mas ela entende que ele quer chamar atenção e decide ajuda-lo na pagação de mico e...

Meu deus, por que? POR QUE?

... ri com ele. Forçando e tudo.

Os dois depois começam a rir de verdade, acho que a vontade de rir superou a vergonha alheia.

Eu ainda não entendo como alguém pode ter aceitado essa ideia como válida, o que diabos esse povo tem na cabeça.

É Tidus, você pode não ser o pior personagem mas é SEM DÚVIDAS o pior protagonista.

Se você gosta do Tidus, merece é ficar ouvindo vendo/ouvindo isso pro resto da vida

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E com isso eu vou encerrando e...

Pera. Não! Acha que acabou?



Quem acompanha esse blog sabe que eu odeio Final Fantasy VIII, então achou que ele estaria de fora desse maravilhosa lista?

Mas é claro que não! Justamente porque Final Fantasy VIII tem o PIOR momento WHAT THE FUCK de toda a série...

Eu poderia fazer um post somente com os momentos dessa abominação que eles chamam de jogo tipo...

... tudo, ou quase tudo pelo menos.

Mas agora, o campeão e mais retardado momento WTF é:

PLOT TWIST MAIS RETARDADO DE TODOS OS TEMPOS - Final Fantasy VIII

Éééé, não tinha lugar mais adequado pra essa colocação, a questão é que esse momento é tão ruim, mas tão ruim, que ele é isoladamente o pior disparado, e ainda deixado bem destacado com letras garrafais ainda maiores que o normal.

Muita ênfase nesse momento, meu povo!

Eu poderia citar o fato do cara que financia a "escola de mercenários" do jogo ser um monstro que vive na base que você ainda acaba tendo que confronta-lo, o fato de Rinoa abandonar sua causa que lutou por anos pra seguir Squall porque sim ou então o resto do jogo que é um amontoado de coisas malucas, incoerentes, sem noção, retardadas e com personagens péssimos.

Assim que o jogador se sente, como se a cara fosse perfurada por tanta idiotice dentro desse "jogo".

Ou mesmo citar Quistis confundir seu amor de irmã com vontade de sexo casual pro lado do Squall... Mas isso seria super ofensivo pra melhor personagem do jogo, ou melhor, pra personagens "menos ruim".

Mas existe UM evento que é disparado o pior de tudo dentro desse jogo. E de toda a série também.

Primeiro de tudo, o grupo se reúne na praia pra conversar sobre tudo e eis que do nada começam as explicações de uma série de eventos...

Vamos por partes.

Primeiro Irvine entra pro grupo no meio do primeiro CD do jogo, e depois é revelado que todos eles se conheciam de longa data, e que todos conviveram juntos por anos... MAS TODOS ESQUECERAM TUDO.

Uai, como assim caralho?

Esqueceram porque os integrantes de Balamb, no caso Quistis, Squall, Selphie e Zell usam GF's (os Summons do jogo, aqui chamados de Guardian Force) enquanto Irvine por ter ido treinar em Galbadia, usava mais armas de fogo e lá não tinha treino com esses seres...

Mas pera, o cara lembra de tudo claramente e chega a citar isso enquanto geral nem se lembra de nada, e todos agem com a maior naturalidade como se esquecer de gente que se conviveu por anos de infância fosse absolutamente... NORMAL?

"Não tem nada disso no jogo" - assim disse o fã putinha


NÃO SAKAGUCHI! NÃO! ISSO NÃO É NORMAL!

WHAT THE FUCK YOU HAVE IN YOUR BRAIN?

Sem falar na total incoerência de Irvine lembrar e não falar, não agir como quem conhece já que se lembra ou mesmo não desconfiar de TODOS os seus conhecidos de infância que estão logo ali na cara dele não falarem nada com ele...  ORA PORRA!

Irvine, o cara que lembra de tudo e não fala nada. Faz sentido...

Ou mesmo depois de lembrados, de agirem ainda como estranhos, se tratarem como estranhos e distantes e nem sequer tentar uma reaproximação ou nada parecido.

É tudo muito de plástico e o mais absurdo é como esse plot twist "desaparece" em poucos instantes quando o jogo volta a novamente focar no romance de Squall e Rinoa. Apesar de que ele a rejeita quase que sempre... O Squall chega a passar uma imagem de gay de tanto que rejeita ela, tá louco!

É um plot twist de merda, num jogo de merda, fundindo os dois, deu um furacão de merda espalhando merda pra todos os lados de forma que todos os ângulos são atingidos com a beleza da cor marrom.

Menções Honrosas

Esquadrão Medieval Kamikaze - Final Fantasy IV

Sinceramente... Final Fantasy IV é difícil de se levado à sério.

Primeiro de tudo, Cecil fica se condenando por ser um Black Knight e com isso vai pra MONTANHA DAS PROVAÇÕES e lá ele reflete a morte da bezerra até que de repente ouve um chamado divino e bingo...

Ele vira Paladino.

Mas pera, ele mudou de classe, ele sentia culpa por SER da classe Cavaleiro Negro ou ele claramente estava possuído pelas forças do tinhoso?

O jogo não explica direito. Então...Ok... Esse é um debate pra outro dia.

Mas o momento mais bizarro é sem dúvidas a sequência de SACRIFÍCIOS DOS HERÓIS DA JUSTIIIIIÇAAAAAA...

Depois de Palom e Porom terem se sacrificado virando estátuas impedindo que uma daquelas paredes clássicas que se movem pra fechar o inimigo dentro... Uma sequencia quase que seguida de "mortes" acontece.

O sacrifício de duas crianças e Cecil com sua pose na foto pra recordação.

Vale citar que eles tentam usar item/magia de despetrificar nos dois mas segundo a lógica do game, não se pode despetrificar quem se petrifica por vontade própria...

Isso NÃO É um bom motivo, Sakaguchi... Sabia disso?

O que era pra ser dramático (e até consegue ser no começo) acaba por ficar apenas bobo... E se as mortes ao menos fossem reais... mas não, geral começa a voltar por motivos que mais parecem que o autor mudou de ideia no meio do caminho.

Eu hein...

Sabin, O Cara MAIS MAROMBA da Franquia - Final Fantasy VI

Sabia que Sabin é praticamente o Zangief dos Final Fantasies?

Tudo porque do nada aparece um trem fantasma como chefe...

E de repente, aparece os comandos de Sabin, aparece lá "Suplex" e você não resiste, a possibilidade de dar um Suplex num trem é irreal, sem sentido, bizarra e macabra.

Mas você não resiste, e bravamente vai lá, executa o comando acreditando que não vai funcionar e de repente...


Juro que esse momento foi mais piada pra mim do que bizarro. É quase uma piada pronta.

Bom, apesar que eu serei chamado de hater de todas as formas possíveis e imagináveis, como fui chamado no post do Final Fantasy VIII (o que não é necessariamente mentira), aceito sugestões pra novos Top's e se possível me esforço pra fazer.

Espero que tenha gostado e que minha casa não seja alvo de ogivas nucleares.

Enjoy!