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19 de novembro de 2014

Metal Gear Rising: Revengeance - O Jogo do Ódio Gratuito



Sabe um jogo bom? Tipo... Muito bom MESMO? Que beira o fantástico em sua execução e que geral odeia com toda força possível e imaginável?

Não, não estou falando de nenhum Final Fantasy e se for o VIII e o XIII merecem todo ódio possível mesmo.

Metal Gear é uma franquia fantástica, joguei somente o primeiro jogo e foi suficiente pra comprar todo o resto da franquia, porém...

...eu descobri que gosto de hack'n'slashes desde que sejam mais refinados tais como Ninja Gaiden, Devil May Cry 3 e 4 e consequentemente Metal Gear Rising. Depois de saber que os spoilers seriam praticamente mínimos, eu cocei de vontade de jogar, aí vi as DLC's do Sam e do Wolf de graça e baixei, e minha vontade ficou ainda maior. Aí eu vou lá e termino aquela abominação chamada Final Fantasy XIII e eu precisava jogar algo mais simples, focado em gameplay, que fosse refinado e eu não tolerei, mandei a ordem de Metal Gear Solid pro quinto dos infernos e fui jogar o Rising independente do quanto de spoilers eu poderia tomar.

Por sorte, são poucos, quase nada eu diria. Porque a história basicamente conta o rumo que Raiden tomou depois do 4. Geral diz que a conclusão é perfeita e por sorte o jogo não aborda ela de forma clara, fica tão vago porque eles preferiram focar inteiramente NESSE jogo que eu achei ótimo, porque isso é uma forma inteligente de pegar novos fãs pra franquia e dar aquela sensação "porra, que massa, vou ver se jogo os antigos agora" quanto pros novos porque fica focado na história o suficiente sem te dar elementos dos quais você já conhece e vão direto ao fluxo essencial que uma narrativa decente deve ter.


Ouviu Toriyama, um hack'n'slash tem um enredo simples e melhor que seu RPG de bosta.

A história é basicamente grupos querendo fazer a guerra voltar porque isso em um contexto atual seria a verdadeira natureza do ser humano, a natureza do conflito, existe um pouco mais por trás disso, existe um conceito pelo qual Raiden precisa amadurecer, e outros do próprio enredo envolvendo personagens como Sam ou mesmo a razão REAL voltar a existir na mente do último chefe. Que por sinal tem um diálogo ótimo e até inteligente com o Raiden.

Confesso, o enredo é simples, não tem metade das reviravoltas que o 1 tem e muito menos os outros títulos da franquia pelo que dizem, mas Rising é um spin-off e mesmo que não seja ele não faz diferença porque o 4 é o final da franquia, não joguei mas pelo que todos constam ele sim é um desfecho mas o Rising se torna inútil de certa forma em termos práticos de história, então ao meu ver um enredo simples pós-MGS4 usado de maneira coesa e bem feita, funciona muito bem. Mas o foco de jogos hack'n'slash é enredo desde quando? Só o fato de não ser uma briga de irmãos demônio ou um cara estereotipado metido a macho matando deuses porque sim já tá de ótimo tamanho pra mim.

Exceto por Darksiders, não me lembro de nenhum outro jogo do gênero tendo um enredo minimamente bem construído à ponto de atrair jogadores de fora do gênero pra jogar por história, coisa que eu vi com o Rising, e até alguns que foram pro MGS graças à ele.

Mas... Qual é o verdadeiro foco de todo hack'n'slash? O gameplay! Qual é o verdadeiro propósito de se jogar um jogo do gênero? Fatiar!

Então... Risinig pega justamente isso, imagina um jogo onde você pode despedaçar o cenário em mil partes, jogar com um personagem tipicamente frio e cruel que desmembra inimigos com o maior gosto possível e tudo isso com um gráfico assustadoramente lindo, mas lindo à pontos assustadores MESMO. Que venham as pedras, mas achei o gráfico melhor que The Last of Us, porém obviamente menos detalhado (porque nada do PS3 é mais detalhado que TLOU principalmente em termos de expressão facial) mas ainda assim impressionante ao extremo, por vários e vários motivos, como por exemplo as CG's, cenas de luta, QTE com chefes e por aí vai.

Uma das partes BREVEMENTE exageradas de MGR: Revengeance

O gameplay é simplesmente a grande e mais importante cereja do bolo, e digo mais, lembra o quanto eu disse que Ninja Gaiden é refinado? Metal Gear Rising chega perto, bem perto eu diria, mas não é tão complexo e variado em termos de combate, mas o simples fato de chegar perto é muito e até me impressionou.

Há várias coisas no combate, inicialmente o combate básico começa com a Katana de Raiden, depois pegamos a lança de Mistral, os sais de Monsoon e  o "machete" (ou seja lá o que for aquilo) do Sundowner e uma outra arma que é bem óbvia de tão na cara que é, mas seria um spoiler mais do que óbvio também.

Além do básico de sair andando, cortando e fatiando como um bom açougueiro de plantão, tem também o modo Estripador, do qual você corta os inimigos mais facilmente, uma coisa que normalmente só se faria com o modo katana no máximo já tendo atingido parcialmente o inimigo, além do mais, o combate é ótimo e tão refinado pra alguns mais preguiçosos é visto como trabalhoso ou burocrático e dos melhores que eu já vi de longe.

Eu por exemplo gosto de God of War por causa da temática e da mitologia grega mas é um jogo mediano na prática porque o gameplay é resumidamente um button smasher do quadrado do caralho, em Rising isso não acontece. Aqui o grande diferencial é o parry.


Quando um inimigo te ataca, você pode sair do ataque correndo um risco gigante de tomar ou pode usar a melhor ferramenta do jogo, que é justamente o Parry, ele vai te salvar de muita coisa o jogo inteiro e os combates com chefes são totalmente focados nisso e acaba sendo aquela "briga de foice" do qual você defende, e ataca, aí o chefe também defende e contra-ataca e por aí vai. As batalhas com chefes são MUITÍSSIMO emocionantes mesmo, vocês nem imaginam como fiquei em todas elas.

Os combates são inteligentes, estratégicos e muito rápidos, há muito do que ser feito e Rising ainda por cima é dos poucos, bem poucos jogos MESMO que sabe fazer bom uso de Quick Time Events, lembra que eu falei do Vanquish? Que era um shooter com pouco QTE e os poucos que tem são muito do foda. Rising bebeu da mesma água, tem muitos QTE's que funcionam exatamente na proposta do jogo, de segurar a espada, espancar algo e etc, mas fiquem tranquilos, não chega a nada perto da primeira versão de Ninja Gaiden 3 (do reboot da série) ou de esmaga botões como God of War e derivados.

De quebra, tem o sistema de absorção de energia dos inimigos que bizarramente é bem explicado dentro da história do jogo, geralmente esses elementos de gameplay são ridiculamente mal explicados e quando são e alguns casos tentam usar a "história" como base e só dá aquilo que chamamos de shitstorm. Mas nesse caso funcionou porque condiz com o universo de Metal Gear e nos mostra que Kojima fez o dever de casa.

Ai que fome.

Agora, quando a gente começa a espancar os chefes. Aí dá gosto vencer porque você quase sempre os finaliza com um dos melhores e mais importantes pontos desse jogo: você pega e FATIA os caras em vários pedaços.

Provavelmente inspirado nisso aqui:


Platinum Games provavelmente tem algum cabeçudo que adora Dragon Ball Z e que gosta MUITO mesmo do Trunks. Quase inegável.

Mas falando sério, a Platinum só tem jogo foda, quando anunciaram muita gente já ficou feliz logo de cara, porque eles fizeram Madworld do Wii (um dos meus próximos que jogarei, inclusive), Bayonetta e o meu amado Vanquish. Platinum é uma equipe de pessoas pequena e independente, que faz jogos excelentes, a Kojima Productions bem tentou fazer mas não conseguiram, o foco deles é outro tipo de jogo, então eles pediram a Platinum pra fazer e simplesmente escreveram o enredo, diálogo e representação visual dos personagens. Ou seja, tudo fora da parte mecânica de gameplay tem dedo do Kojima.

E tudo do jogo funciona tão maravilhosamente bem, que até as músicas de batalha são quase sempre cantadas, principalmente nos chefes e o mais absurdo... É que funciona muito bem. Não é aquela coisa chata de ouvir.

"Como assim não gostou das músicas?  Então é hora do Jack fatiar à vontade"

Funciona tão mas tão bem, que até assusta, porque você ta lá, ouvindo aquele som foda durante a pancadaria (ou "espadaria", vai saber) e de repente aparece um QTE pra dar aquela finalizada gostosa no inimigo e durante a metralhação de botões... "AND THEY RUN WHEN THE SUN COMES UP, WITH THEIR LIVES ON THE LIIIINE... ALIIIIIIIIVE"

E eu:

"Mas como assim caralhos? Que raio de música cantada foda do capeta é essa?"

Sério, eu reagi exatamente assim, eu tomei muito susto e um susto deveras positivo sobre isso. E mal era o primeiro chefe, porra. E ainda pensei que não viria músicas melhores mas tem sim.

The Stains of Time, Red Sun, Collective Consiousness, The Only Thing I Know For Real e principalmente It Has to Be This Way são simplesmente estrondosas, músicas fortes, com refrões marcantes, usados de maneira certa, na hora certa.

Uma delícia (Jailson approves) por exemplo fatiar um inimigo ao som do refrão da música tema dele. E o melhor de tudo que as letras do jogo tem a ver com aquela batalha com aquele personagem e não é uma coisa aleatória do tipo enfrentar um cara maluco com uma música falando de falta de chuva no nordeste. As músicas são assustadoramente coerentes com aquela situação e personagem.


É um jogo 10/10 apesar de dois pequenos problemas.

O primeiro é o fato de ser excessivamente curto, em torno de NO MÁXIMO 6 horas você pode muito bem finalizar o jogo pegando bastante coisa, comprando bastante upgrades (que são de extrema importância) ou achando os amplificadores de energia de Raiden. Mas isso é recompensado da seguinte forma: Raiden assim como qualquer Devil May Cry continua com todos os upgrades que tinha pra começar  o jogo numa dificuldade mais alta tunado até o limite. Confesso que o Hard fica consideravelmente fácil com os upgrades mas ele é mais um reforço pra você jogar o Very Hard e principalmente a dificuldade Revengeance, que carrega o nome do jogo.

O problema maior acabou por ser a câmera, que pra variar entrou na maldição dos hack'n'slashes fodas terem câmera de merda. Olha bem: Ninja Gaiden 1 e 2 do reboot, DMC3 e 4 e apesar de não ter jogado muita gente também xinga a câmera do Bayonetta, mostrando que todo hack'n'slash decente sofre da maldição da câmera, que é sempre lerda, retardada e acaba deixando você num ângulo totalmente desfavorável.

Diferente DmC: Devil May Cry, God of War de uma meia dúzia de hack mediano com câmera muito da boa, esse aqui novamente caiu no estigma do jogo bom com câmera de bosta.

Confesso que consegui me acostumar e adaptar e ainda aumentei a sensibilidade dela no menu pra dar uma aliviada na tensão que ela causa, mas ainda assim não a torna boa nem aceitável, ela é uma merda e deve ser vista e tratada como tal, eu consegui me virar mas entendo quem não conseguiu.

Pros jogadores do jogo que foram honestos o suficiente pra jogar original, vale o aviso das DLC's de Jetstream Sam e do Blade Wolf serem disponíveis na Live e na PSN de graça e tem algumas armaduras do Raiden pra serem compradas incluindo uma skin do Cyborg Ninja que ainda de quebra vem com uma espada bem filhadaputamente roubada e já inclusas na versão PC num preço obviamente menor.


Se querem saber, gostei das duas, são MUITO boas e aumentam ainda mais a breve longevidade do jogo de 6 pra 9 horas numa primeira zerada. Mas tenha noção de que são difíceis, trabalhosas e vão exigir TODO o conhecimento das mecânicas do jogo na hora dos combates de chefes porque vai ter que saber usar parry, esquiva, ataque defensiva e tudo mais. Principalmente na de Sam.

Fechando o post, eu digo claramente, meu hack'n'slash favorito ainda provavelmente é Ninja Gaiden Sigma até então, mas o fato é que Metal Gear Rising é mais completo, o fator replay é maior (do NG também, só que como a dificuldade é altíssima, é natural dar um tempo), a história não é "aceitável" ou "ruim mas da pra ignorar" e sim EXCELENTE, a narrativa, diálogos e eventos de Rising surpreendem em toda sua simplicidade mostrando que pra uma história ser boa ela não precisa ser complexa ou longa e de quebra se não conhece Metal Gear Solid, você pode muito bem se convencer a dar uma chance pra série com esse jogo. E como se não bastasse os vilões tem boas motivações, os diálogos finais são muito do foda e tem uma trilha sonora soberbamente marcante.

É Jack, suas piadas são ruins mesmo.

Eu juro que não entendo quem odeia o jogo, os motivos que vejo são "ah é o Raiden" ou "é uma história simples demais pra Metal Gear" mas é um hack'n'slash meu povo, não tem que focar nessas coisas, e ainda acho que esses motivos são pequenos demais pro alvoroço que o ódio desse jogo se tornou, ao ponto de menos de um ano de lançamento ele ser achado original a menos de 50 reais, em alguns casos até 20 ou 30. Dá até pra pensar que esse jogo é um abordo mal cozido sendo que ele é ótimo, e até mesmo tem partes de stealth totalmente opcionais como referência à série e isso porque você pode fazer ou simplesmente ignorar e descer a espada em tudo que se move.

Ele é mais um dos casos onde a crítica gamer entendeu o recado e curtiu MUITO o jogo dando notas altíssimas enquanto os fãs preferiram se fazer de revoltados dizendo que é uma merda porque não é um jogo de espionagem com o Snake. Será que se fosse um jogo de sair fatiando geral com o Snake seria bom?

Por sorte, a ideia original do jogo de mostrar o processo de transformação de Raiden em ciborgue ainda vive (afina ela foi cancelada pra ser algo pós-MGS4) e existe a possibilidade de Kojima ajudar na produção de uma continuação, então o que resta às 49 pessoas que gostaram do jogo (incluindo eu) esperar pra que essa continuação realmente venha e nos dê um novo jogo da série com ainda mais qualidades que esse.

Querem mais um motivo pra jogar Rising? É de longe o melhor hack'n'slash de 2013 e uma imagem vale mais que mil palavras:

 Viu. Eu não disse?

30 de março de 2014

Vanquish


Vanquish é um jogo que infelizmente nunca terá o merecido destaque. E eu te digo a razão disso!

A falta de um nome, de um grande nome!

Empresas sempre tem seus fãs fieis de cada gênero e infelizmente muita gente que gosta de jogos de ação passam despercebidos por esse game fantástico e a razão é simples, um jogo feito pela Platinum Games com Shinji Mikami (produtor de games que se consagrou em Resident Evil 4) e mesmo com duas coisas tão fortes unidas...

...ainda não foi o suficiente pra impactar a indústria dos games!

Seguinte, acontece é que Vanquish não é portador de um nome grande, quem sabe um nome como Max Payne, Call of Duty, Battlefield, Uncharted e etc seriam o suficiente pra fazer esse jogo alavancar como nunca?

Antes de me matarem falando que comprar essas franquias com Vanquish é algo inútil, vou explicar tudo que quero defender.

Acontece, que esse jogo é um dos games que a gente já ouviu falar, ou viu na loja pra comprar/alugar e nunca deu a menor bola, sem sequer imaginar como seria. Acontece muito, não é algo tão raro que ninguém no mundo dos games nunca tenha vivido.


Isso já deve ter acontecido com você de alguma forma, com alguma franquia ou jogo... Se quiser relatar sobre isso nos comentários, fique à vontade.

Mas o lance é que eu mesmo vi e tipo, vi a capa e não deduzi nada, nem imaginei como seria, tampouco procurei saber sobre sua premissa e simplesmente passou batido dos meus olhos.

Certo dia, eu comprando numa loja online, recebo o email que um dos meus jogos comprados no pedido não tinha na loja, e eu xinguei eles muito no Twitter mas eu tinha que trocar a merda do jogo, e lembrei da indicação de 3 amigos sobre um jogo futurista, com um cara de armadura high tech e entupido de ação frenética que era muito foda e etc...

Esse jogo era Vanquish. Eu já tinha visto, ouvido falar e nem dei a mínima, a galera falou e eu não fiz por maldade mas acabei ignorando, mas pelo preço que tava, comprei assim mesmo.

Chegou, abri, fiquei curioso e logo comecei a jogar.

Céus, como o gameplay do jogo é simples e prático, totalmente fluído e absolutamente funcional, eu fiquei grudado na tela da TV por horas, isso depois de sair do menu.

Não, o Menu não é complicado, mas a música que toca nele é simplesmente extraordinária e muito cativante.

Vão ouvindo ela enquanto leem a postagem *interatividade sempre*


Deu pra sentir o nível de fodeza da OST?

Essa é somente uma de milhares de músicas foda, cada chefe tem sua própria música, cada "pedaço" do jogo tem suas músicas temas, desde partes de sniper e invasão que tem músicas mais calmas e misteriosas até partes com mais e mais ação, onde o ritmo da música empolga freneticamente e com muita facilidade.

Quanto tempo eu não ouvia uma OST que permitia tamanha imersão como a desse jogo, é simplesmente foda demais, incrível como as músicas carregam toda uma identidade do jogo, você pode até sim ouvir músicas parecidas mas vai saber quando for de Vanquish ou não, mesmo após terminar sua curta campanha.

Eis um problema, a duração da campanha. Mas no final de tudo, acaba sendo vantagem.

O jogo tem uma campanha curta, coisa de no máximo 7 horas se você for muito ruim, como eu sou "quase ruim" eu gastei só 6 e pouca, sendo que o normal é 5.

Por que eu indicaria um jogo com 5 horas de campanha?

Eu lhes digo, porque a campanha é simplesmente FODA! O fator replay dela é muito alto apesar dela ser curta. E por vários motivos.

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Primeiro, ela é divertida, o jogo é bem simples e direto ao ponto, é ação com mais ação de forma criativa e bem dinâmica.

Segundo, o enredo é simples, até mesmo bobo, até chegados os momentos finais. Chega a ser parcialmente previsível, mas no final o jogo surpreende. Claro que não é um marco dos games, ou mesmo algo de cair o queixo como o final de The Last of Us. Nada disso! É um final simples e direto, porém bem ousado e criativo, diferente dos padrões de jogos de ação onde temos uma nação americana vencendo porque sim e pronto.

Aqui não é bem assim, o jogo começa com a presidente dos Estados Unidos enviando Sam e Burns ao lado de uma tropa pra estação espacial que é usada como fonte de energia, a mesma que por ordem dos russos disparou contra San Francisco e simplesmente dizimou toda a cidade.

O próximo alvo é simplesmente New York, ela não pode deixar e envia Burns como membro do exército e renomado soldado exemplar com seu batalhão e o personagem jogável, Sam, como membro da DARPA, uma organização que funciona separada do exército mas exerce mais ou menos as mesmas funções em termos de missões.

A grande sacada, é que a DARPA é uma empresa/organização ultra, mas ULTRA HIGH TECH!

Sam, o cara tem um carisma inacreditavelmente alto

Sam é o cara que usa a grande armadura, algo próximo da armadura de Isaac Clarck em Dead Space, porém com a mesma agilidade de um ninja e uma precisão na hora de atirar digna de Revolver Ocelot de Metal Gear.

Falando em Metal Gear, o jogo tem algumas coisas que lembram BASTANTE MESMO a série, algo digno de uma homenagem e não um mero plágio!

Por exemplo, as conversas pelo visor de Sam, aparecem como o velho rádio de MGS1 no canto da tela, com o rosto do personagem e até mesmo o fundo verde... Mas não pensem que isso é a única coisa.

Robôs gigantes que disparam raios gigantescamente gigantes (os Metal Gear), a dublagem de Sam lembra MUITO Solid Snake com a diferença que Sam é mais bobo, enquanto Snake é um cara mais frio e sério.

Fumar, um dos hobbies favoritos de Snake... Não, pera.

Mas sem dúvidas, a maior e mais marcante característica em comum de ambos é seu vício: os cigarros!

Cada vez que uma situação de escala grande é resolvida, Sam pega um cigarro sabe-se lá de onde (quando jogarem vão entender), um esqueiro sabe-se lá de onde também e o cara dá uma fumada pra relaxar, ainda diz o quanto ele gosta disso.

Até isso os dois carregam em sua personalidade de forma parecida, afinal, quem jogou o primeiro Metal Gear Solid sabe como Snake é um tanto viciado em cigarros e a forma absurda que ele os carrega pra sua missão no começo do game. Se é uma referência ou coinscidência eu não sei. Mas eu gostei.

E não, eu não fumo.

Agora falando do gameplay, caralho! Sério, o gameplay do jogo é de alucinar mesmo. Sem exageros.

Cada botão tem comandos e recursos simples e totalmente específicos, e isso não torna o jogo menos complexo, apesar de uma pequena variedade de armas o jogo te faz usar todas porque são todas ABSURDAMENTE diferentes, mas não só o uso delas, como as estratégias em determinados inimigos com ela, sem contar que a armadura tem um botão que permite ataques físicos, e esse ataque vai depender da arma que você tiver, por causa do seu manuseio e peso. Isso é bem bacana, ver tais diferenças aplicadas de forma coerente e totalmente lógicas.

Robôs grandes e gigantes são boa parte daquilo que deve ser eliminado. Piedade é pros fracos!

Além do sistema muito parecido com o Bullet Time do Max Payne, a diferença é que é bem menos de graça, isso gasta a "barra de energia" da armadura, fazendo com que ela aqueça demais e seja necessário passar um tempo escondido pra ela se resfriar e voltar ao funcionamento normal.

É a primeira vez que eu vejo esse sistema de "regeneração" que os jogos de ação no geral costumam ter fazer sentido, afinal de contas, Sam é um cara normal, um tiro bem dado com a energia da armadura gasta, é mais do que suficiente pra te deixar mais perto do Limbo.

Você depende da armadura, é mais do que notável, esperar ela voltar ao normal é uma tarefa que vai exigir paciência e testar seus limites.

Aqui, é deixado bem claro, é uma guerra no espaço, com armas na maioria das vezes de dano absurdo, sua armadura que tem um sistema regenerativo ao invés do personagem em si recuperar. Mas que coisa, dessa vez realmente faz sentido.


Diferente de Call of Duty ou Battlefield, onde meros soldados ficam com a visão turva e avermelhada só esperando os segundos pra tudo se regenerar milagrosamente sem a menor ajuda de equipamentos médicos ou magia.

É o milagre dos FPS's genéricos. É pra glorificar de pé!

Antes que me pergunte se esse jogo é daqueles de ação tradicional, com batalhas cheias de Quick Time Events por todos os lados. A resposta é NÃO! Mas sim, eles existem, são poucos, não são de graça e vale MUITO à pena fazer porque Sam faz cada coisa que puta que pariu, é muito foda. É dos poucos jogos que eu realmente gostaria que tivessem mais, mas não pra facilidade e sim pelas mirabolâncias mesmo. É fácil notar isso quandose enfrenta o primeiro chefe.

Isso sem falar na riqueza de detalhes de cada cenário, o gráfico do jogo é totalmente esplêndido e eu fico surpreso de não ser citado ao menos entre os melhores da sétima geração. As cutscenes são orgasmáticas de tão bonitas e vivas, o gráfico é totalmente liso e não tem queda alguma de framerate e repetindo, os cenários são absurdamente bem detalhados.

Reparem, os efeitos de luzes, o pouco de água visto, as poucas árvores, e os prédios e tudo mais, é tudo muito rico. Muito bonito MESMO, e outro ponto marcante são os elementos de ação, prédios caindo, hordas de inimigos, fugas e etc. Muita coisa foda se encontra por aqui, é ridiculamente divertido.

Poucos jogos podem fazer um ritmo de ação, sem que canse, sem que se sinta jogando mais do mesmo.

Vanquish é um jogo curto, mas o enredo no final surpreende, mesmo tendo uma atmosfera bem genérica, hoje em dia eu até entendo porque esse jogo não foi tããão bem aceito pelo público americano.

Não vou dar uma de filho da puta contando o motivo, mas boa parte do final do jogo ajuda à realmente entender como o patriotismo americano COM TODA CERTEZA ficou ofendido com esse jogo.

Pular a cerca com essa armadura é fácil, quero ver sem ela...

Sinceramente, Vanquish é um jogo simples e direto ao ponto, com mais ação do que nunca, mostrando que realmente, quando japonês bota a mão na parada, dificilmente um americano faz melhor. Com toda certeza é o jogo com mais ação que eu já joguei na vida, e olha que normalmente esse tipo de jogo é feito por americanos à muuuuuuuuitos anos e sequer chegam perto disso, no máximo chegam quase.

Acho que daqui uns tempos, vou encarar o Spec Ops - The Line. Afinal de contas, ele é dos poucos do gênero de ação em terceira pessoa com boa história, até mais adulta eu diria.

Até que esse dia chegue, eu fico com Vanquish como favorito dos de ação em terceira pessoa, pelo desenrolar do simples enredo e altíssimo nível de diversão. Eu só não zerei ele de novo, porque eu tenho muita coisa pra jogar ainda, mas confesso que a vontade foi e ainda é grande.

Antes que digam que é um clone de Gears of Wars, ele se parece visualmente sim, mas não é uma cópia descarada, e quem me disse isso é um cara que terminou todos da série. O que é um alívio. E só me deu ainda mais vontade de jogar, por sorte, eu to pra conseguir um Xbox 360 destravado em muito breve. Vamos ver como vai ser.

Se possível, compre, se tiver destravado, baixe. Mas jogue! Deem uma chance ao jogo, julgar um livro pela capa é um dos maiores erros da comunidade gamer atual, afinal de contas, a capa não pode contar o conteúdo...

Enjoy!