5 de dezembro de 2011

Kirby - Nightmare In Dream Land


Kirby, nossa adorável bolinha rosa.

Hoshi no Kirby: Yume no Izumi Deluxe (traduzindo significa A História da Fonte dos Sonhos) e  no ocidente batizado como Kirby: Nightmare In Dream Land. Lançado exclusivamente pra GameBoy Advance.

Agora sejamos francos, só olhando pra ele jamais se imagina que se trata de um excelente jogo. Sempre é assim que pensamos.

Afinal ele é muito além do simples, visualmente falando, ele é uma bola rosa com braços e pernas. Qualquer um com pequena noção de desenho poderia fazer um personagem principal melhor.

Maaaas, a simplicidade dele no entanto tem carisma e chama atenção de todos no mundo inteiro. Afinal não me lembro de um jogo do Kirby, com excessão do Dream's Curse do Super Nintendo que é um lixo total, mas ele nem sequer é um jogo de aventura como de costume.


Enfim, a história do jogo é absolutamente simples, Kirby acorda e não sonhou naquela noite, e vai em busca da Fonte dos Sonhos investigar pra saber o que ta rolando e tals, e descobre que o seu arquinimigo King Dedede tirou a Star Rod de lá, que por sinal é a fonte de poder da fonte...

Fonte de uma fonte... que merda.

Mas enfim, nisso, King Dedede simplesmente a quebrou em 7 pedaços e deu um pra cara capanga e se manteve com um. E Kirby vai atrás dele feito louco pegando pedaço por pedaço e juntando tudo pra colocar de volta em seu lugar e quando você pensa "por que diabos tem um Nightmare" no nome ?

Eis que a história te diz, que havia um ser maligno que corrompeu a fonte uma vez, mas estava preso na mesma e quando Kirby foi devolver a Star Rod completa, aparece ele, Nightmare como seu vilão final.


Bom, eu sinceramente não sei por que perdi meu tempo escrevendo essa "história", afinal as histórias do Kirby são sempre simples. Muito simples mesmo. Quase não deu pra notar o gigantesco espaço que gaster pra escrever ela inteira.

É... inteira!

Mas agora falando de gameplay, afinal de contas assim como Megaman e outros jogos de aventura, história não é o grande marco dessa franquia e sim pegar e sair jogando horas feito doido.

Esse jogo primeiramente falando é remake do Kirby's Adventure do Nintendinho. Porém com gráfico, músicas, ambiente e inimigos muito mais bem trabalhados, afinal esse remake faz jus ao nome, afinal hoje em dia vemos remakes com "versão HD" ou simplesmente com gráficos polidos, mas esse sim é do zero mesmo.

E muito bom por sinal. Jogabilidade excepcional.


A física do jogo é basicamente a mesma do Kirby's Super Star do Super Nintendo, porém os criadores manteram a fidelidade ao do NES em alguns aspectos, como o fato da bolinha rosa não poder fazer combos com poderes mais ofensivos ou mesmo fazer um ataque mais poderoso carregado, coisa que no Super Star era possível.

Porém, tem alguns poderes super legais como o que permite voar com capa e tudo no melhor estilo herói, e agora dois de gelo, pouco diferentes, e por ae vai, numa infinidade de poderes, que não chega perto da variedade do Super Star, mas acredite bem grande pra um jogo relativamente pequeno. Diga-se de passagem que alguns poderes desse jogo são mais legais mas não vou tirar o fator surpresa.

Como se não fosse bom o bastante, esse jogo tem extras, algumas fases bonus que você deverá explorar o jogo pra achar, e os bonus são nada menos que alguns jogos novos e outros são meros aproveitamentos do Super Nintendo como aquele do Samurai Kirby, lembra ?



Finalizando agora, segue uma tremenda indicação de um excelente jogo de aventura pro GameBoy Advance.

E sem contar que temos a oportunidade de jogar com Meta Knight.

Preciso falar mais ?

E não jogar GBA hoje não é desculpa pra ninguem, afinal de contas além de ter um dos melhores emuladores já feitos pra PC, os jogos são pequenos.

Ou seja, vá jogar esse puta jogão da Nintendo e seja feliz.

Enjoy!

11 de novembro de 2011

Rockman & Forte/Megaman & Bass

E ae galera, quanto tempo ?

Eu como disse na postagem passada, andei passando por coisas demais e ainda estou relativamente ferrado de saúde, com uma gripe que parece  não desgrudar de mim até o presente momento.

Mas como sempre, não vem ao caso.


Eu simplesmente tive a loucura de jogar esse jogo, Rockman & Forte, em japonês mesmo. A versão de Super Nintendo pra ser mais exata, cuja qual não existe em inglês, mas antes mesmo que eu precisasse procurar a versão em inglês do GBA, algum desocupado ao qual devo agradecer muito simplesmente traduziu esse jogo pro Super Nintendo, e eu como já disse, agradeço ele demais.

Enfim, trata-se de um spin-off da série clássica do Megaman, com o mesmíssimo visual do Megaman 8, porém lançado dois anos depois, pra ser mais exato em 1998, ano no qual jogos de SNES já eram raridade, e simplesmente veio um jogo que é incrível.

Em tudo, tudo mesmo.

Maaas, nem tudo é perfeito, e vamos ao meu diagnóstico.

Enfim, o jogo tem um visual lindíssimo, e tem o mesmo desenhista do Megaman 8 notavelmente, não precisa ser muito esperto pra perceber isso desde que se tenha jogado ambos.

As músicas também são bem legais, e sem contar que os inimigos são legais e tudo mais.


Mas quando se trata de jogabilidade vem um pequeno problema.

Na verdade, a mecânica do jogo funciona perfeitamente, absolutamente bem. Tanto com Megaman, quanto com Bass, porém a dificuldade do jogo segue o padrão da série clássica e pode tirar o fator diversão dos jogadores casuais como eu, que particularmente só gosto muito da série X.

As fases são longas, e se tratando de jogar com dois personagens diferentes, levando em conta que aquele que você começa, deverá terminar o jogo com ele. Não foi colocado nada que possa te ajudar como mudar o personagem de acordo com a fase, confesso que seria mais interessante pra mim se fosse dessa forma


O motivo é simples.


Jogar com Megaman e Bass são coisas completamente opostas, e vou explicar tudo. Megaman tem o buster simples e pode carrega-lo como de praxe, tem sua rasteira estranha mas ainda assim muito legal e só, enquanto Bass tem dash, como qualquer personagem da série X., dois pulos e um buster que seria mais como uma metralhadora porém sem carregar. E tecnicamente isso deixaria o jogo diversificado e balanceado mas não.

As fases com Megaman aparentemente são mais fáceis, mas na verdade são muitas vezes mais difíceis, e e contra os chefes, o buster carregado, pode até ser difícil de acertar, mas tira um bom dano, deixando os chefes relativamente mais fáceis, enquanto com Bass, as fases são moleza, brincadeira de criança mesmo. Nem é necessário muito esforço, porém a ausência de um tiro carregado faz com que cada tiro dele tire apenas uma mera faísca de life dos chefes, o que é uma merda. Por mais fácil que seja de esquivar, as batalhas são mais longas, e completamente chatas com ele.

E quando você pensa que o poder certo pode matar cada chefe com facilidade, vem o jogo e dá um tapão na sua cara, afinal, o azulzinho é mais econômico porém mais difícil de acertar, enquanto o outro é um senhor gasta tudo, sem save state é muito fácil morrer na batalha contra o chefe e usar o poder todo sem acertar tanto. E depois enfrentar ele (caso morra) sem nada, vira aquilo que eu acabei de falar, uma batalha bem longa...

Mas um ponto positivo no jogo, assim como em Megaman 7 e 8 é a possibilidade de comprar upgrades pro personagem, e nisso Megaman leva vantagem por que ele tem mais recursos a serem comprados, afinal de contas, jogar as fases com ele como já falei, é um desafio maior.

Uma coisa que pode soar interessante e ao mesmo tempo chata, é o modo de como se enfrenta os chefes. O jogador independente de quem escolha, tem a possibilidade de começar contra três, e só a vitória em um deles da caminho pra um novo chefe. Sem esquecer de mencionar que as últimas fases são desumanamente difíceis.


E se não gosta de spoiler pode sair, afinal eu vou mandar um dos grandes.

Agora sobre a história do jogo... Basicamente no começo da fase você ve um "novo" vilão, intitulado King. Este já mencionado, detona Protoman partindo-o em dois, e o vermelhão fica fora de combate até o final de jogo, onde é revelado que King foi construído por Dr. Willy.

Acho que não é nenhuma novidade, ou nada surpreendente, né ? Os outros chefes eram soldados te atrapalhando e blá blá blá... como sempre a série clássica tem a profundidade de um copo d'água.

Ao menos vemos King no final, percebendo que é inútil fazer uma comparação de humanos com robôs, e que era desnecessário esse tipo de combate, e ae Willy simplesmente aumenta a dose de lavagem cerebral, o que não faz sentido já que ele é um robô, mas esse é o termo usado por eles... eu não tenho culpa.

E como eu disse, depois dele, vem uma pequena série de história, onde Protoman tenta te salvar e novamente é danificado e o rumo disso muda de acordo com quem você está zerando.


Enfim, King se preocupa com Protoman no final, e Megaman o ajuda a salvar, enquanto Bass pouco se importa e King pessoalmente usa um "teleportador" e o tira da base, no final do robô do Dr. Light, vemos Megaman se lamentando pela suposta morte de King que desaparece, e depois recebe uma carta, sim, exatamente uma carta, do King falando que eles serão bons amigos. O final dele nem preciso dizer que é retardado.


Enquanto do Bass, Dr. Willy fala que simplesmente estava o testando, e colocou King pra "atrapalhar" ele na tentativa de matar Megaman, afinal de contas, Bass nunca conseguiu, mas ele derrotando o King, tudo mudava, e nisso ele o oferece a oportunidade de continuar trabalhando ao seu lado e que tinha um projeto de um segundo King, ainda mais poderoso, Bass chega a pensar mas nisso Protoman aparece, destrói o projeto e diz para Bass que ele jamais vai derrotar Megaman, por que o azulzinho luta por pessoas, e por objetivos maiores como a paz enquanto Bass era só um lobo solitário que luta por si mesmo. Bass se defente que o objetivo de sua vida ainda é matar Megaman e nisso acaba. O final dele também não é grande coisa mas é obviamente melhor que o primeiro.


Enfim, como um todo o jogo não é ruim, os finais como eu já falei, um é bom e o outro meio retardado e a dificuldade é absurda (usei save state feito doido) mas o jogo só sera de fato apreciado por jogadores que curtem jogos hardcore, ou mesmo pelos fãs da série clássica, do contrário é um pedido pra se estressar, e muito. Afinal de contas, a dificuldade é bem alta de forma que tira a diversão da grande maioria dos jogadores casuais no mínimo.

Mas se você sente fortes emoções num jogo desafiador, vá em frente.

26 de outubro de 2011

X-Men Mutant Apocalypse


Primeiramente gostaria de pedir desculpas pela minha demora ao postar, muitas coisas tem acontecido de forma que eu tenho demorado pra organizar minhas idéias. Mas isso não vem ao caso.

Agora vamos ao que interessa.

Quando criança, eu tinha um Super Nintendo e como bom pobre que eu era comprava poucas fitas ao decorrer de cada ano, era um preço dos infernos e com isso era foda se colecionar jogos. Algo que se tornou incrivelmente fácil com a chegada dos CD's e DVD's.

Maaaaas... Pra alegria de todo bom viciado como eu, tinha uma dessas lojas com vários consoles e jogos e uma coisa super legal na época era alugar fitas.


Definitivamente, isso salvou muitos e muitos jogadores na época. Tenho certeza absoluta disso. E um dos jogos que eu me interessava ao extremo era esse em questão.


Bom, esse jogo foi feito pela Capcom em 1994, com parceria da Marvel para criar um beat'em up realmente legal.

Vale lembrar vários fatores. Como por exemplo o gráfico que é bem bonito pra época, e a movimentação é realmente muito boa.

A história também é boa. Muito simples, mas boa.

Trata-se de de uma pequena ilha chamada Genosha onde vários mutantes estão aprisionados. E cabe à Charles Xavier e seus fiéis seguidores (não do twitter) desvendar o motivo pelo qual estão presos, e o caminho. E com tudo isso eliminar o que for necessário e solta-los de lá.

Como eu disse, bem simples. O legal de tudo é que os personagens ficam com o tempo achando que era tudo aramação do Apocalypse mas na verdade era um plano traçado pelo vilão-mor da série Eric Magnus, conhecido mundialmente como Magneto.

Que só se mostra no final do jogo com tuda sua apelatividade desgraçada!

Chega a ser traumático.. puta que pariu.

Mas de fato, isso não estraga o jogo, a menos que você jogue na manete, por que eu por exemplo precisei de usar muito save state do emulador pra mata-lo.


Outro fator positivo é sua trilha sonora. Quem já jogou sabe como é realmente incrível. Dá até o clima pro jogo. E esquecer a música da fase do Wolverine é uma tarefa impossível. Desde minha infância eu tinha ela em mente e nunca a esqueci, até hoje!

Agora pra fechar terminarei falando da dificuldade do jogo.

Simplesmente altíssima. De forma que chega a causar muito streesse nos jogadores mais casuais. As simples fases iniciais podem tirar seu sono e te deixar em status angry em questão de segundos. Os inimigos da fase não tem a energia deles mostrada na tela, e nunca se sabe quando vai mata-los. Um simples combo de um inimigo pode te tirar o bastante pra te deixar de cabelos em pé, e dependendo do chefe uma porrada pode ser quase mortal.

Ou mortal!

Porém, o divertido do jogo além de gráficos, história e trilha sonora são as fases por que no começo são 5 fases diferentes, uma pra cada personagem, e só depois se pode ir nas fases com qualquer um deles.

Os personagens disponíveis são Wolverine, Cyclope, Fera, Psylocke e Gambit. Cada personagem tem seus comandos e suas fraquesas e vantagens. Isso torna as coisas equilibradas porém a dificuldade do jogo faz com que isso sequer seja percebido.

Mas de fato, o jogo acima de tudo é ótimo, só sua dificuldade que é absurda demais e pra piorar não pode ser trocada...

Mas recomendo, principalmente se você gosta de HQ's da Marvel.

18 de outubro de 2011

1 Ano de Lugar de Nerd :D


Nossa, já se passou um ano desde que comecei o blog.

Sinceramente, quando comece o blog jamais imaginei que eu me diveritira tanto assim fazendo as postagens ou mesmo que seria bem visitado.

No final das contas me surpreendi. Vi ele chegar a mil visitas e em 1 ano cheguei a quase 40 mil.

Fico muito mas muito feliz por isso, e honestamente nunca imaginei que seria tão legal. Afinal eu como todo mundo tive problemas que me impediram de postar em determinado período e meu azar eminente fez com que minha postagem do Street Fighter desaparecesse e eu tive que faze-la do zero.

Lembrando que ela é a maior no momento e originalmente seria um Top 10.

Mas não me arrependo, curti muito e agradeço a todos os leitores por isso!

Graças a vocês postagens que fiz com muito afinco como a de Desenhos Animados e  meu Top 20 sobre Street Fighter ficaram sinistramentes bem trabalhadas, visualizadas e comentadas.

Afinal de contas o meu único intuito sequer era de sair agradando e sim de expôr meu ponto de vista e gosto pessoal daquilo que de fato me agrada.

Bom, acho que um blog não sobrevive sem seus visitantes, e só posso agradecer.

E o motivo do bolo ser do Super Nintendo é simples. O primeiro videogame da minha vida. Não pude acompanhar o nascimento da era de games e muito menos ter eles em mãos, mas comecei com Super Nintendo afinal de contas, nasci na década de 90 né.

Então, muito obrigado a todos os leitores e vamos ver até onde essa bagaça vai durar!

1 de outubro de 2011

Castlevania - Symphony Of The Night


Depois de certo tempo sem postar coisa alguma, eu finalmente tive idéia do que postar...

E resolvi falar de um jogo que tirou muitas horas da minha adolescência, cuja qual eu passei mais jogando que fazendo qualquer outra coisa, afinal de contas, o ensino da escola pública não era algo que tinhamos que necessariamente suar pra ter bons resultados no fim do bimestre.

Eu bem que tentei ir pra uma particular ou federal... mas não foi possível devido a minha situação financeira.

...

Foco Juninho, foco.

Mas enfim, depois que eu peguei emprestado e copiei Castlevania: Symphony Of The Night. Minha visão a respeito dessa franquia mudou e meus olhos brilharam.

Afinal de contas, meu primeiro e único contato com Castlevania antes de jogar essa divindade era somente com Castlevania: Dracula X do Super Nintendo (em japonês ainda por cima).

Ou seja, eu gostei do jogo sim, mas era super difícil e por mais que o jogo fosse bom, o nível de diversão dele caía drasticamente devida à dificuldade exagerada. Pelo menos é o que eu acho, afinal de contas existem muitos jogadores que se divertem com aquele exagero de dificuldade, o que não é o meu caso.

Portanto, logo que apertei no New Game. Algo se destacava de forma bruta pra mim, afinal de contas, tinha toda uma história por trás de tudo mesmo antes de jogar, não era algo meio forçado de "estar no castelo por que sim" ou então uma história que deveríamos comprar o jogo original e ler no manual. Era realmente uma trama por trás de tudo.

Já que comecei a falar da história, por que não conta-la ?

Começando com o fato de controlarmos Richter Belmont derrotando o conde vampiresco, dando mais que na cara que Symphony Of The Night é uma continuação direta daquele de Dracula X. Logo em seguida, o prólogo do jogo é anunciado e descobrimos que quando Richter derrotou Drácula, o castelo dele tinha aparecido de forma normal, e que somente 4 anos depois ele apareceu novamente, Shaft, um dos subordinados do conde, tinha novo plano para traze-lo antes da hora e colocou Richter sobre seu controle, fazendo dele o "último chefe". Tais fatores, fizeram com que o amigo elegante de Trevor Belmont, despertasse de seu sono, e esse era ninguém menos que Alucard, que recebe uma parcela de ajuda de Maria Renard.

Mas claro, existe um método para se descobrir isso e ver o que realmente ta acontecendo, salvar o azulzinho da família Belmont, ir ao castelo invertido e depois ir ao encontro do treteiro do Shaft e ainda chutar a bunda do conde.


Alucard

De fato, Castlevania demorou muito pra criar personagens tão bons quanto ele, e eles são ninguém menos que Shanoa e o simples e de fato muito legal Soma. Mas mesmo assim não os considero melhor, ta certo que Shanoa é foda por que muda totalmente o padrão por que ela usa magia e tudo mais mas ainda assim Alucard tem de fato um charme diferencial.

Não sei vocês, mas eu só curto o Richter dos Belmont, acho que essa família já deu tudo que tinha que dar no jogo e usuários de chicote não tem a mesma graça de caras usando magias ou de uma maga, ou mesmo do próprio Drácula (como é o caso do Soma).

De fato, não tem.

Mas voltando ao assunto do jogo, afinal eu estou perdendo foco de novo.

O jogo muda o padrão chato de somente fases a serem passadas, agora implantado um sistema de mapa aberto, onde era possível ir a todos os lugares sempre que tivesse vontade. E logo depois que se compra o mapa na biblioteca, ae sim que fica melhor ainda.

Afinal de contas, quando se invade um castelo que só aparece umas 3 ou 4 vezes a cada mil anos. E quando você tem a noção de que o castelo é do Conde Drácula VOCÊ QUER É EXPLORAR A PORRA DO LUGAR E VER TUDO DE FODA QUE O VAMPIRÃO PODE TE OFERECER.

Boa Konami, se não mudasse essa chatice aposto que não teria metade dos fãs pra essa série.

Richter Belmont

Vale lembrar que esse jogo também foi implantado alguns sistemas de RPG, como level, equipamentos para ajudar na matança, história mais elaborada (mesmo que ela ainda seja simples comparada a outras por aí), carregar itens que podem ajudar como facas, água benta e crucifixos.

Sem jamais me esquecer dos familiares.

Mas se você não jogou esse jogo e não sabe o que são os familiares que me refiro, sinceramente, você ta perdendo esse jogo, afinal ele não ficou em várias listas de melhores jogos de todos os tempos atoa.

Mas para os mais jovens que desconhecem a magia dos jogos antigos ou pra quem simplesmente não jogou (esses merecem uma boa surra por isso) eu irei explicar.

Familiares, são aqueles que podem te ajudar no jogo, personagens pequenos e carismáticos com as mais derivadas funções, que são Fantasma, Morcego, Fada, Demônio e Espada. Particularmente eu gosto muito da espada por que ela tinha uma função um tanto quanto devastadora após o level 50. Sim, eles tem level próprio pra deixar sua vida pouco mais complicada, mas confesso, é divertido evolui-los. Pode acreditar.

E quando você lê alguma coisa e pensa "nossa, esse jogo tem tudo, ele é excelente".

Maria Renard

Na verdade ainda tem mais coisas, e ainda por cima boas.

Seguinte, Alucard é um vampirão foda, como eu já falei acima e sua força é algo a ser descoberta com o passar do jogo, você vai ganhar habilidades de se tranformar em névoa, lobo e morcego, e como se não estivesse bom o bastante, cada uma dessas transformações tem suas próprias evoluções de forma que a névoa fica venenosa e começa a causar dano, o lobo ganha um avanço muito bom que serve pra passar batido por todos e o morcego além de cuspir fogo, também ganha radar e uma espécie de investida aérea.

Outro fator excelente, é o fato de que Alucard pode usar magias. E melhor ainda, através de comandos.

Quem jogou o jogo sabe como é legal chegar numa tela cheia de fracotes e ao invés de sair batendo neles, simplesmente executar o comando e ouvir Alucand gritando: "SOUL STEAL". Logo em seguida todos os inimigos morrendo e seu personagem se banhando de energia alheia.

Bons tempos, ôôôô se eram... Algo bem divertido que jamais vai fugir das minhas lembranças felizes.

A propósito, por falar em vozes, o jogo é dublado. E de fato,  muito bem dublado mesmo, mesmo para uma época em que dublagem eram coisas bem curtíssimas, como nome de golpes e tudo mais. Porém, o capricho da Konami com esse jogo foi tão grande, que todos os diálogos do jogo tem dublagem, e devida ao fato do jogo ter história mais elaborada, o diálogo tornas as coisas muito mais legais.

Outra coisa muito boa é a trilha sonora do jogo criada por Michiru Yamane, sinceramente, vi poucas trilhas tão coesas com o jogo em questão, que fossem algo que combinasse de ponto a sempre se lembrar do jogo ao ouvi-las, mesmo fora do jogo.

Dracula

Ah sim... quase me esqueci.

Os chefes do jogo são simplesmente sensacionais, pelo menos grande parte deles. É muito bom ver personagens além do principal que chamam atenção de forma que você jamais os esquece.

E pra todos que gostam de um verdadeiro desafio infernal, terminem o jogo (de preferência as duas etapas), e comece o jogo com Richter Belmont, garanto que vai lhes dar muitas horas de xingamentos e murros em locais aleatórios de tanta raiva.

Vale lembrar que o jogo tem um fator replay alto, afinal de contas, você tem dois finais. E um deles é simplesmente metade do jogo, ou seja, se quiser pode finalizar detonando Richter na metade do jogo ou então pode explorar o jogo feito louco e descobrir que existe um segundo castelo, todo invertido e que os monstros apelam infernalmente, e ainda desenrolar o restante da história e enfrentar seu pai Dracula.

E pra quem tiver oportunidade jogue a versão de Sega Saturn ou da PSN, afinal nelas Maria Renard é uma personagem jogável.

Sinceramente, acho que depois de ler e entender a magnitude desse jogo, e perceber que mesmo pra época tinha gráficos em 2D muito bonitos, trilha sonora impecável, história e jogabilidade melhorada em relação aos jogos anteriores da série.

É um dos melhores jogos que mistura aventura com RPG que já vi em todos os tempo, sinceramente, quem já jogou aprova, e quem não jogou realmente não deveria perder tempo.

Afinal, como eu já citei acima, ele não foi indicado como um dos melhores jogos de todos os tempos sem motivos, né ?


Enjoy !!!