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21 de março de 2014

Shin Megami Tensei I - Um Incrível Absurdo Criativo!


Pois é... Lembra de Persona?

Muita gente acha que Persona é uma coisa isolada de Shin Megami Tensei, mas na verdade eles fazem parte dessa incrível franquia.

Diferente de Final Fantasy, Shin Megami Tensei tem várias sub-franquias e elas tem suas próprias características, e apesar de tudo eles tem lá seus traços em comuns em todos os jogos.

É como referência, só que sem aquele ar de "credo, isso de novo" que tanto vimos em Final Fantasy! Assunto o qual Dipaula desbravou abertamente nesse lindo post.

Megami Tensei, o nome original dos primeiros jogos acabou gerando Shin Megami Tensei que esse acabou por adotar todo o nome da franquia por ser deveras superior ao seu progenitor e com isso acabou tornando o rumo de muitos jogos da série. Muita coisa nascia nesse jogo, que foi o "primeiro" jogo realmente impactante da série em todos os aspectos.


Pra começar pelo enredo, que é deveras criativo. O que se imagina de um RPG de 1992? Um salva princesa de Dragon Quest ou nada muito diferente disso. Mas não!

Shin Megami Tensei é Shin Megami Tensei, estamoas falando de criatividade.

Isso vai fazer você pensar que sou um fã putinha mas é um engano, o que falei acima será provado em pouco tempo, talvez você concorde, talvez não. Vamos ao que interessa!

Tudo começa quando seu personagem, igualmente sem nome (batizado oficialmente de Kazuya) recebe um e-mail alegando que ele assim como algumas outras pessoas, são pessoas com potencial acima das demais e merecedor do programa de invocação de demônios.

Tudo começa de forma muito confusa, simples e sem muita orientação. E essa falta de orientação é justamente a grande e maior falha do jogo. Com toda certeza!

Mas depois de bater cabeça na parede (se é que você é um gamer de verdade que não usa FAQ's ou simplesmente maluco) e desbravar pouco do enredo, ver alguns acontecimentos entre eles sua mãe morta na sua frente.

Um acontecimento até bem retardado, o cara vê a mãe dele virando demônio, você ataca ela de volta, mata ela e sai por aí como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Isso é BEM idiota. Mas à partir daí que a qualidade começa à aparecer...


Você salva dois personagens que seguirão você até o final de sua jornada, são eles o Law Hero (oficialmente batizado de Yuji) e Chaos Hero (oficialmente chamado de Takeshi).

"Como assim Juninho, que diabos é isso de Heróis do Caos e Lei?"

O jogo é muito variado em 3 caminhos. Sendo eles: Lei, Caos e Neutro!

E isso inclui personagens, demônios e suas ações. Suas ações determinam os finais e são 3 no total.

Com isso, muita coisa no desenrolar do jogo, desde chefes à serem enfrentados ou não, armas que se pega ou não, demônios que te seguem ou não e por aí vai.

Se quiser ver tudo, vai ter que realmente perder sua vida social. Porque além de tudo o jogo é ULTRA casca grossa. Sinceramente, eu vi muito jogo da série mas não me recordo de nada tão absurdamente difícil quanto esse.

Gostei dessa cena, uma das partes nada maniqueístas do jogo.

Honestamente, chega a ser tão demasiadamente frustrante que me fez ficar determinados dias sem joga-lo. É realmente UM SACO ter que depender de muitas vezes puramente sorte do que nível ou estratégia e isso se resume à quase 100% do jogo em tudo que envolve batalhas...

...que por sinal são muitas. Muitas mesmo. MUITAS MESMO PRA CARALHO! PUTA QUE PARIU! NUNCA MAIS RECLAMO DE PERSONA 2!

Eu nunca peguei TANTA batalha em tão pouco tempo. Em um determinado evento eu tive que enfrentar os demônios de uma personagem e eram 30.

TRINTA DEMÔNIOS! ISSO ERA O CHEFE!

Primeiro 8... Depois mais 8... e mais 8. E eu pensei:

"Nossa, agora acabou, vou ver o plot do jogo desenrolar..."

E ela invoca mais 6. Que eram mais difíceis que os outros 24 juntos.

Aff, é bem traumático até! Santa paciência que eu tive que ter.

A igreja me expulsou por ser do Chaos Path HSAUHASHUSAHUSA

Infelizmente, a jogabilidade não colabora, e ela é nada além de péssima, crua e arcaica. Além de confusa, e um mapa que praticamente tem vida própria e como se não bastasse todo o esquema do jogo em termos de dificuldade e exploração estão contra você porque os mapas são labirínticos, confusos e com passagens e entradas mais malucas que a cabeça de um fã de Final Fantasy VIII.

Realmente, é um transtorno, não é aquela coisa difícil e divertida, é simplesmente frustrante.

Mas o enredo base salva. Pena que só o enredo base.

Deve estar estranhando eu usar o termo 'enredo base'. Mas é verdade, o desenrolar da história é confuso, cheio de buracos e situações não concluídas e gera altas incoerências com o decorrer do jogo, porém a ameaça principal, a causa inicial e base que movimenta o enredo ao menos é concluída apesar de uns bons buracos em seu decorrer.

Chega a ser triste, altamente desapontante porque o jogo tem um mega potencial e altamente jogado fora, ainda pretendo jogar o II no SNES assim como esse traduzido por fãs e o III de PS2, que são os que tenho acesso.

O IV pra mim é uma utopia, já que é pra 3DS e eu nem tenho como jogar, mas quando eu comprar um 3DS quem sabe...

Com isso, SMT acaba por ser um jogo que só tem um bom enredo, uma boa ideia e muito mal usada na prática, uma excelente trilha sonora e uma jogabilidade péssima com dificuldade frustrante.

Vai negar o pedido dessa doce garotinha?

Pelo menos, ele tem excelentes bases de enredo e uma delas é a ausência total de maniqueísmo, deixando claro que as pessoas são livres pra fazer suas escolhas e você pode muito bem por exemplo optar por um mundo governado por deus de forma que as pessoas deixam de pensar e agem por conta de um fanatismo cristão ou mesmo um lado que coloca humanos e demônios no mesmo mundo de competição e lei do mais forte...

...ou meramente espancar os dois lados e colocarem os humanos como donos de seus próprios narizes sem interferência de terceiros e sem optar por um dos lados mais extremos.


Chega a ser uma pena um jogo obscuro desses não ter um remake digno e totalmente em inglês pra que os ocidentais também possam aproveitar.

Mas isso dificilmente aconteceria, quem jogou sabe como o Japão retratou os Estados Unidos no jogo e isso DIFICILMENTE permitiria tal acesso de uma versão em inglês à nós, mesmo em tempos atuais.

No fundo, é um jogo que só vale por enredo, eu taquei  muito macete depois de uns 60% do jogo porque não tava dando mais pra jogar normalmente. É realmente uma pena que seja tão desgastante, frustrante e confuso. Apesar de ainda assim ser uma boa ideia.

Mesmo com macetes, a dificuldade continuou exagerada, cheguei a ver um abismo de 20 níveis de um chefe pra outro em um intervalo ridículo de eventos, é muito curto o prazo de treino pra progressão de chefes evoluídos.

Sinceramente, até que lançem um remake digno, não jogo esse jogo NUNCA MAIS. Apesar de seus pontos positivos, os negativos gritam muito mais alto.

Por isso o título. O jogo é um incrível abuso criativo...

11 de novembro de 2011

Rockman & Forte/Megaman & Bass

E ae galera, quanto tempo ?

Eu como disse na postagem passada, andei passando por coisas demais e ainda estou relativamente ferrado de saúde, com uma gripe que parece  não desgrudar de mim até o presente momento.

Mas como sempre, não vem ao caso.


Eu simplesmente tive a loucura de jogar esse jogo, Rockman & Forte, em japonês mesmo. A versão de Super Nintendo pra ser mais exata, cuja qual não existe em inglês, mas antes mesmo que eu precisasse procurar a versão em inglês do GBA, algum desocupado ao qual devo agradecer muito simplesmente traduziu esse jogo pro Super Nintendo, e eu como já disse, agradeço ele demais.

Enfim, trata-se de um spin-off da série clássica do Megaman, com o mesmíssimo visual do Megaman 8, porém lançado dois anos depois, pra ser mais exato em 1998, ano no qual jogos de SNES já eram raridade, e simplesmente veio um jogo que é incrível.

Em tudo, tudo mesmo.

Maaas, nem tudo é perfeito, e vamos ao meu diagnóstico.

Enfim, o jogo tem um visual lindíssimo, e tem o mesmo desenhista do Megaman 8 notavelmente, não precisa ser muito esperto pra perceber isso desde que se tenha jogado ambos.

As músicas também são bem legais, e sem contar que os inimigos são legais e tudo mais.


Mas quando se trata de jogabilidade vem um pequeno problema.

Na verdade, a mecânica do jogo funciona perfeitamente, absolutamente bem. Tanto com Megaman, quanto com Bass, porém a dificuldade do jogo segue o padrão da série clássica e pode tirar o fator diversão dos jogadores casuais como eu, que particularmente só gosto muito da série X.

As fases são longas, e se tratando de jogar com dois personagens diferentes, levando em conta que aquele que você começa, deverá terminar o jogo com ele. Não foi colocado nada que possa te ajudar como mudar o personagem de acordo com a fase, confesso que seria mais interessante pra mim se fosse dessa forma


O motivo é simples.


Jogar com Megaman e Bass são coisas completamente opostas, e vou explicar tudo. Megaman tem o buster simples e pode carrega-lo como de praxe, tem sua rasteira estranha mas ainda assim muito legal e só, enquanto Bass tem dash, como qualquer personagem da série X., dois pulos e um buster que seria mais como uma metralhadora porém sem carregar. E tecnicamente isso deixaria o jogo diversificado e balanceado mas não.

As fases com Megaman aparentemente são mais fáceis, mas na verdade são muitas vezes mais difíceis, e e contra os chefes, o buster carregado, pode até ser difícil de acertar, mas tira um bom dano, deixando os chefes relativamente mais fáceis, enquanto com Bass, as fases são moleza, brincadeira de criança mesmo. Nem é necessário muito esforço, porém a ausência de um tiro carregado faz com que cada tiro dele tire apenas uma mera faísca de life dos chefes, o que é uma merda. Por mais fácil que seja de esquivar, as batalhas são mais longas, e completamente chatas com ele.

E quando você pensa que o poder certo pode matar cada chefe com facilidade, vem o jogo e dá um tapão na sua cara, afinal, o azulzinho é mais econômico porém mais difícil de acertar, enquanto o outro é um senhor gasta tudo, sem save state é muito fácil morrer na batalha contra o chefe e usar o poder todo sem acertar tanto. E depois enfrentar ele (caso morra) sem nada, vira aquilo que eu acabei de falar, uma batalha bem longa...

Mas um ponto positivo no jogo, assim como em Megaman 7 e 8 é a possibilidade de comprar upgrades pro personagem, e nisso Megaman leva vantagem por que ele tem mais recursos a serem comprados, afinal de contas, jogar as fases com ele como já falei, é um desafio maior.

Uma coisa que pode soar interessante e ao mesmo tempo chata, é o modo de como se enfrenta os chefes. O jogador independente de quem escolha, tem a possibilidade de começar contra três, e só a vitória em um deles da caminho pra um novo chefe. Sem esquecer de mencionar que as últimas fases são desumanamente difíceis.


E se não gosta de spoiler pode sair, afinal eu vou mandar um dos grandes.

Agora sobre a história do jogo... Basicamente no começo da fase você ve um "novo" vilão, intitulado King. Este já mencionado, detona Protoman partindo-o em dois, e o vermelhão fica fora de combate até o final de jogo, onde é revelado que King foi construído por Dr. Willy.

Acho que não é nenhuma novidade, ou nada surpreendente, né ? Os outros chefes eram soldados te atrapalhando e blá blá blá... como sempre a série clássica tem a profundidade de um copo d'água.

Ao menos vemos King no final, percebendo que é inútil fazer uma comparação de humanos com robôs, e que era desnecessário esse tipo de combate, e ae Willy simplesmente aumenta a dose de lavagem cerebral, o que não faz sentido já que ele é um robô, mas esse é o termo usado por eles... eu não tenho culpa.

E como eu disse, depois dele, vem uma pequena série de história, onde Protoman tenta te salvar e novamente é danificado e o rumo disso muda de acordo com quem você está zerando.


Enfim, King se preocupa com Protoman no final, e Megaman o ajuda a salvar, enquanto Bass pouco se importa e King pessoalmente usa um "teleportador" e o tira da base, no final do robô do Dr. Light, vemos Megaman se lamentando pela suposta morte de King que desaparece, e depois recebe uma carta, sim, exatamente uma carta, do King falando que eles serão bons amigos. O final dele nem preciso dizer que é retardado.


Enquanto do Bass, Dr. Willy fala que simplesmente estava o testando, e colocou King pra "atrapalhar" ele na tentativa de matar Megaman, afinal de contas, Bass nunca conseguiu, mas ele derrotando o King, tudo mudava, e nisso ele o oferece a oportunidade de continuar trabalhando ao seu lado e que tinha um projeto de um segundo King, ainda mais poderoso, Bass chega a pensar mas nisso Protoman aparece, destrói o projeto e diz para Bass que ele jamais vai derrotar Megaman, por que o azulzinho luta por pessoas, e por objetivos maiores como a paz enquanto Bass era só um lobo solitário que luta por si mesmo. Bass se defente que o objetivo de sua vida ainda é matar Megaman e nisso acaba. O final dele também não é grande coisa mas é obviamente melhor que o primeiro.


Enfim, como um todo o jogo não é ruim, os finais como eu já falei, um é bom e o outro meio retardado e a dificuldade é absurda (usei save state feito doido) mas o jogo só sera de fato apreciado por jogadores que curtem jogos hardcore, ou mesmo pelos fãs da série clássica, do contrário é um pedido pra se estressar, e muito. Afinal de contas, a dificuldade é bem alta de forma que tira a diversão da grande maioria dos jogadores casuais no mínimo.

Mas se você sente fortes emoções num jogo desafiador, vá em frente.

26 de outubro de 2011

X-Men Mutant Apocalypse


Primeiramente gostaria de pedir desculpas pela minha demora ao postar, muitas coisas tem acontecido de forma que eu tenho demorado pra organizar minhas idéias. Mas isso não vem ao caso.

Agora vamos ao que interessa.

Quando criança, eu tinha um Super Nintendo e como bom pobre que eu era comprava poucas fitas ao decorrer de cada ano, era um preço dos infernos e com isso era foda se colecionar jogos. Algo que se tornou incrivelmente fácil com a chegada dos CD's e DVD's.

Maaaaas... Pra alegria de todo bom viciado como eu, tinha uma dessas lojas com vários consoles e jogos e uma coisa super legal na época era alugar fitas.


Definitivamente, isso salvou muitos e muitos jogadores na época. Tenho certeza absoluta disso. E um dos jogos que eu me interessava ao extremo era esse em questão.


Bom, esse jogo foi feito pela Capcom em 1994, com parceria da Marvel para criar um beat'em up realmente legal.

Vale lembrar vários fatores. Como por exemplo o gráfico que é bem bonito pra época, e a movimentação é realmente muito boa.

A história também é boa. Muito simples, mas boa.

Trata-se de de uma pequena ilha chamada Genosha onde vários mutantes estão aprisionados. E cabe à Charles Xavier e seus fiéis seguidores (não do twitter) desvendar o motivo pelo qual estão presos, e o caminho. E com tudo isso eliminar o que for necessário e solta-los de lá.

Como eu disse, bem simples. O legal de tudo é que os personagens ficam com o tempo achando que era tudo aramação do Apocalypse mas na verdade era um plano traçado pelo vilão-mor da série Eric Magnus, conhecido mundialmente como Magneto.

Que só se mostra no final do jogo com tuda sua apelatividade desgraçada!

Chega a ser traumático.. puta que pariu.

Mas de fato, isso não estraga o jogo, a menos que você jogue na manete, por que eu por exemplo precisei de usar muito save state do emulador pra mata-lo.


Outro fator positivo é sua trilha sonora. Quem já jogou sabe como é realmente incrível. Dá até o clima pro jogo. E esquecer a música da fase do Wolverine é uma tarefa impossível. Desde minha infância eu tinha ela em mente e nunca a esqueci, até hoje!

Agora pra fechar terminarei falando da dificuldade do jogo.

Simplesmente altíssima. De forma que chega a causar muito streesse nos jogadores mais casuais. As simples fases iniciais podem tirar seu sono e te deixar em status angry em questão de segundos. Os inimigos da fase não tem a energia deles mostrada na tela, e nunca se sabe quando vai mata-los. Um simples combo de um inimigo pode te tirar o bastante pra te deixar de cabelos em pé, e dependendo do chefe uma porrada pode ser quase mortal.

Ou mortal!

Porém, o divertido do jogo além de gráficos, história e trilha sonora são as fases por que no começo são 5 fases diferentes, uma pra cada personagem, e só depois se pode ir nas fases com qualquer um deles.

Os personagens disponíveis são Wolverine, Cyclope, Fera, Psylocke e Gambit. Cada personagem tem seus comandos e suas fraquesas e vantagens. Isso torna as coisas equilibradas porém a dificuldade do jogo faz com que isso sequer seja percebido.

Mas de fato, o jogo acima de tudo é ótimo, só sua dificuldade que é absurda demais e pra piorar não pode ser trocada...

Mas recomendo, principalmente se você gosta de HQ's da Marvel.