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2 de novembro de 2013

Vilões Carne-de-Pescoço dos Games!




            Como vão, meus caros e ociosos leitores do Lugar de Nerd? Quem vos fala é Dipaula, colaborador esporádico (aprendi esta com o Batman!) deste construtivo e didático blog.

            Há um tempo atrás publiquei aqui minha primeira postagem: Antagonistas Marcantes nos Games. Nela eu diferencio antagonistas de vilões, sendo que uso o primeiro termo para definir vilões que possuem motivações plausíveis para serem assassinos de beatas, descrevendo alguns dos que mais me marcaram nos games.

            Hoje minha proposta é falar do outro grupo: os vilões! Enquanto os antagonistas possuem background e razões convincentes, os vilões simplesmente são (ou pelo menos crêem que são) melhores, mais capazes ou mais poderosos que a massa de símios que os cerca. Sendo assim é simplesmente lógico que eles os dominem, é a lei da natureza! Ora, pois!

            Para ilustrar o que disse, farei uso de uma célebre frase do vilão Sinestro, inimigo dos Lanternas Verdes, personagens da DC Comics:

            “Ter todo este poder e não dominar o universo seria simplesmente loucura!”

            Eu é que não vou discutir com ele!

            Agora vejamos uma lista com alguns dos mais célebres da categoria!

M. Bison Street Fighter (Não! Jura?!)



            Ah... O que dizer de Vossa Fodeza Imperial Todo-Poderoso Lorde M. Bison-Sama?

            Ele é o mais poderoso, carismático e notável personagem de Street Fighter desde... Ora, desde sempre! Nunca houve ou haverá nenhum vilão na série que o supere! A menos, é claro, que você esteja considerando aquele fisiculturista metido a padre de duas cores do Gill ou aquele filho abortado da Dural de Virtua Fighter com o Tyrant de Resident Evil chamado Seth... Nesse caso eu lhe peço para apalpar seu crânio, pois deve haver uma singela viga de construção atravessando uma parte importante do seu diminuto cérebro...  MALDITO!!!

            Perdoem minha séria perda de compostura...

            Agora falando sério, ele comanda a maior organização terrorista do mundo (que a Shadaloo viva para sempre!) cuja influência alcança diversos governos da Terra, permitindo-o fazer o que bem entende onde bem entende sem que possa ser levado a julgamento. A única forma que os agentes da lei encontram para combatê-lo é desobedecer a seus superiores e caçá-lo por conta própria, muitas vezes burlando leis, já que o senhor da Shadaloo controla diversas organizações governamentais, tais como a Interpol e a Força Aérea Americana, deixando-as de mãos atadas.

            Ele também é um mestre em artes marciais sem deixar nada a dever a velhos chineses baixinhos bebedores de chá habitantes de montanhas que dizem “Shiryuuuuuuu”...

            Não bastassem suas habilidades marciais, ele tem simplesmente os super-poderes mais legais de todos: poderes psíquicos! Isso mesmo, ele pode dominar mentes, voar ou fazer você dar a volta ao mundo em oitenta segundos com telecinésia. Sem falar que ele pode envolver os punhos com energia sinistra para que seus socos doam na alma... Nem preciso mencionar o Psycho Crusher!

Bison está se lixando para a Lei Maria da Penha!
            Outra coisa linda a respeito de seus poderes é que eles nunca param de crescer, obrigando-o a trocar de corpo de tempos em tempos, pois o mesmo não suporta seu Psycho Power e explode que nem um monstro da série Kamen Rider! Porém nada temam meus caros, sua mente é indestrutível e ele sempre reencarna (chupa essa Aang!).

            Além disso, seus poderes também aumentam com as emoções negativas direcionadas a ele, como ódio, medo, hostilidade... E ele ganha a vida contrabandeando armas, seqüestrando, espalhando drogas pelo mundo, assassinando... Enfim, digamos que há muitas emoções negativas direcionadas a ele, deixando-o ainda mais poderoso...

            Para concluir (antes que eu fique o post inteiro falando dele), ele é o tipo de vilão que só perde mesmo por conta daquela história da justiça prevalecer no fim e bla-bla-blá...

            Huh? Como assim, “fanboy puxa-saco”? Não entendi...

Dr. Weil – Série Megaman Zero

            Já falei sobre ele em minha postagem sobre Antagonistas, disse que ele é um misto de Hitler, Lex luthor e Freddy Krueger. Hitler porque não hesita em exterminar populações para fazer valer sua vontade, Luthor porque é obcecado por subjugar seu inimigo Zero e é péssimo perdedor, por fim, Freddie Krueger porque é mais difícil de eliminar que vírus da gripe e sempre dá um jeitinho de voltar com sua icônica risada: “Muuu-ha-ha-ha-ha!”.

            Ele fez em dois jogos o que Sigma e Dr. Wily (aquele do “magamanzinho” clássico, não confunda os nomes!) não conseguiram em quase duas dezenas. Já explico:

            Após a batalha contra Sigma em Megaman X5, Zero tem seu corpo severamente danificado, por ter salvado o traseiro azul de seu amigo X... De novo. Seu corpo ficou tão ferrado, que os caras dos Maverick Hunters tiveram que construir um novo e transmitir sua consciência para ele. Agora, adivinhem que cientista humano nutria uma obsessão por Zero e o observava desde sempre, só esperando uma oportunidade de se apossar de seu poderoso corpo original...

            É isso aí! Dr. Weil toma posse do corpo original de Zero e o utiliza para criar o reploid mais filho de Satã de todos os tempos: Omega! Ele era tão poderoso que distorcia o tecido da realidade só por existir...

            Ah, sim. Na mesma época, um programa consciente chamado Elfa Mãe foi criado para eliminar o Vírus Sigma dos reploids infectados, fazendo-os deixar de serem mavericks. Claro, Weil também se apossou da Elfa Mãe e a corrompeu tornando-a Elfa Negra, que ao invés de eliminar o vírus, dava ao bom doutor controle total sobre os mavericks da Terra.

Sorriso de quem gosta de um mal feito...
            Assim, tendo Omega e um exército de mavericks a seu dispor, Weil inicia sua empreitada de dominação global. A guerra que se seguiu ficou conhecida como Elf Wars e varreu da existência a maioria dos humanos e reploids. No fim, seus planos foram frustrados por X e Zero, resultando em seu exílio para o espaço juntamente com os restos de Omega.

            A guerra foi tão terrível que Zero se pôs em sono profundo em um local secreto, para que ninguém mais usasse seu poder para causar destruição. X se sacrificou para selar a Elfa Negra, pelas mesmas razões.

            Viram só? Ele eliminou a maior parte da vida na Terra e fez com que seus dois maiores heróis saíssem de circulação. E ainda tem mais...

            Ele retorna de seu exílio com um corpo quase imortal, tendo reconstruído Omega, se apossando novamente da Elfa Negra e tomando o controle da civilização humana, apenas para fazê-los sofrer um inferno diário sob seu governo tirânico. Mesmo após sua morte (que resultou na morte definitiva de Zero, diga-se de passagem) a presença de seus restos no planeta resultaria em mais derramamento de sangue em um futuro longínquo, no jogo Megaman ZX Advent.

            E você pensava que Sigma era badass... HA! Pense de novo!

Riccardo – Haunting Ground
           
Não! Não tem nada a ver com Ezio Auditore!

            Comecemos com uma rápida explicação sobre o jogo Haunting Ground: nele, a jovem e indefesa Fiona tem de sobreviver a perseguidores psicóticos, se escondendo e fugindo o tempo todo de um grandalhão retardado e deformado, uma mulher artificial sanguinária, um velho paraplégico que se arrasta pelo chão, entre outros pitorescos personagens.

            Pois bem, Riccardo é o responsável por colocar a pobre moça nessa situação periclitante. Ele nem é o vilão-mor da história, mas o supera de longe no quesito “filha-da-putice”. Vejam só:

            Fiona viajava com seus pais, feliz da vida, quando o “cão dos inferno” surge com seu carro e dá uma trombada no carro da família, fazendo-o se chocar contra uma pilha de toras à beira da estrada, matando a mãe da coitada e deixando seu pai agonizando. Claro, ele completa o serviço enfiando uma adaga no peito do pobre homem. Depois ele leva Fiona, inconsciente, para seu lar: o gótico e clichê Castelo Belli.

            Lá, a moça é perseguida incansavelmente, como eu disse no princípio, por toda sorte de gente com saúde mental discutível, que quase sempre quer violentá-la sexualmente. A única exceção de que me lembro é Daniella, a tal mulher artificial, que quer rasgar seu ventre com um caco de vidro ou um atiçador de brasas para remover seu útero... E você reclamando da vida aí, hein?

            Riccardo é dos que querem conhecer Fiona a fundo... - Não acredito que disse isso! - Mas, enfim, ele quer engravidá-la, para que, através de alquimia, possa renascer no filho que ela carregaria. Não surpreendentemente, a moça não está muito disposta a cooperar, talvez porque alquimistas de 600 anos, insanos, homicidas e com a cara coberta de cicatrizes não sejam o tipo dela... Essas meninas fúteis de hoje, viu...

Riccardo sem o capuz: olha o que você perdeu Fiona!
            Pior ainda, ele a persegue com uma arma de fogo, não se importando em incapacitá-la com um tiro, para então fazer a festa sem que a moça resista.

            Devo acrescentar que ele se diverte muito aterrorizando a moça, principalmente na parte em que ele se torna invisível.



             Recapitulando: ele mata a família da moça, expondo-a a horrores inimagináveis, atormentando-a psicologicamente e ainda tentando violentá-la. Ainda bem que ele encontra um fim horrível, sendo jogado de uma torre altíssima, se esborrachando no chão e logo depois servindo de consolo para o tal velho paraplégico que já não encontrava “afeto” havia séculos...

            Eu sei... Haunting Ground é um jogo MUITO estranho...

Mary Barrows – Clock Tower
 


            Já que falei de Riccardo, falarei agora de alguém que já ameaçava mocinhas frágeis bem antes de Haunting Ground ter sido lançado: Mary Barrows.

            Clock Tower, do Super Nintendo, é um jogo de terror do tipo “touch and go”, ou seja, você controla um cursor pela tela e clica no local onde você quer que o personagem vá. Nele você controla a órfã Jennifer, que junto com três amigas, é adotada por uma mulher rica (advinha quem?) e levada para viver em sua mansão. Claro, as coisas ficam sinistras e Jennifer se perde das companheiras. Ao tentar encontrá-las pela mansão, ela as vê sendo mortas uma a uma, enquanto tenta fugir para proteger a própria vida.

            Seu perseguidor na maior parte do tempo é Bob: um garotinho corcunda de rosto desfigurado que carrega uma tesoura gigante capaz de cortar você ao meio. Porém, ela também é perseguida por Dan: um bebê gigante, obeso e canibal, além da própria Mary.

            A verdade é que Mary é mãe dos monstruosos Bob e Dan, crianças portadoras de terríveis más-formações que deveriam ter nascido mortas. Contudo ela, uma ocultista, utiliza de rituais macabros para manter seus “anjinhos” vivos. E não é que os pequerruchos comeram a mão do obstetra no momento em que vieram ao mundo? Que belezinhas!


Este é Bob. Aww... Quem é a abominaçãozinha da mamãe? Quem?
            Aparentemente (pois não me lembro com clareza dos detalhes da história e não confio muito na Wikipédia), ela leva jovens de tempos em tempos para a mansão para serem mortas por seus pimpolhos como oferendas à entidade sinistra que os mantém vivos. Eles continuarão vivendo enquanto a torre do relógio da mansão continuar parada, simbolizando que o tempo para eles não passará e suas mortes nunca chegarão.

            Agora vejamos alguns dos feitos da megera Sra. Barrows:

            Ela mantém seu marido trancado em uma jaula, provavelmente por ele ter ousado se opor à “plausível” idéia de firmar um pacto com um ser sobrenatural para salvar seus filhos deformados. O coitado não diz coisa com coisa, sua sanidade se esvaiu com os anos de cárcere. Além disso, sua fome é tal, que ele não hesita em comer Jennifer viva... Literalmente. Isso mesmo, uma das formas de se morrer no jogo é virar refeição do Sr. Barrows. Não é surpresa, pois a pose de dondoca de Mary sugere que ela não sabe fritar nem um ovo...

            Outro pobre diabo que sofreu nas mãos da bruaca é o tal obstetra que fez o parto dela. Além de ter a mão comida por seus pimpolhos sanguinários, ele foi trancafiado em um aposento secreto do casarão e deixado lá para apodrecer. De fato, quando Jennifer o encontra só restam seus ossos. Para piorar, a garota descobre que ele é seu pai! Sério, se o pai de Jennifer tivesse voltado para casa após o parto dos filhos de Mary, a garota não teria ficado sozinha no mundo após perder a mãe e não estaria vivendo um pesadelo na mansão Barrows, nas mãos da própria Mary... Uau! Que ironia digna de uma novela das oito!

Se eu tivesse que trocar as fraldas dele também correria...
            Após tantas façanhas, Mary Barrows encontra seu amargo fim, que curiosamente, é semelhante ao de Riccardo do tópico anterior: ela cai do alto da torre do relógio de sua mansão, que havia sido reativada por Jennifer, quebrando o ritual e dando fim à influência sobrenatural que pairava sobre o local.

            Pelo menos ninguém se aproveita de seu cadáver, como acontece com o pobre Riccardo...

Vega – Street Fighter (Óbvio...)



            Como é bom falar dele: o gracioso e sanguinário ceifeiro mascarado! Saibam que ele me inspira muito, então preparem-se para constatar o que o Juninho, dono do blog, chama de “puxada de saco nível master”, mas que eu prefiro chamar de “admiração desmedida”.

            Vega, sem dúvida, faz parte da elite dos street fighters. A combinação de ninjutsu com técnicas de tourada o torna o assassino perfeito, tanto em eficiência quanto na beleza de seus movimentos. Muito mais do que um ninja comum, ele não se contenta em ser rápido, silencioso e mortal. Para ele, matar é uma forma de arte e, como tal, algo a ser apreciado sem pressa, um espetáculo em vários atos.

            Sádico, ele se deleita ao dilacerar seus oponentes com suas garras e assisti-los agonizarem. Nas palavras do próprio: “Vou transformá-lo em uma estátua de agonia pintada com o seu próprio sangue...”.

            Além de tudo ele é um poeta!

            Agora, no caso de alguém aí estar pensando “Ah, ele nem é tão fodão assim, vai. Ele nem sabe lançar magia!” eu respondo:

            Ele não precisa de projéteis, pois sua agilidade e precisão letal lhe bastam. Não importam quantos hadoukens ou sonic booms você lance contra ele, ele se desviará deles com a graça de um dançarino e antes que você possa fazer piada a respeito de seus gritinhos, sentirá o sabor ferroso de seu próprio sangue inundando sua boca, e claro, o impacto de seu rosto contra o chão logo em seguida...

Em um universo onde lançar projéteis é relativamente comum até para fracassados como Dan, nada impediria Vega de fazê-lo, certo? Pois é, ele foi recrutado por M. Bison para trabalhar como seu general, e isso é privilégio para uns poucos seletos. Isso prova que ele só não aprendeu tais técnicas por que não quis, preferiu um estilo que se adequasse a suas tendências psicopat... Artísticas.

            E aí, perceberam o quanto ele é casca-grossa? Tenho certeza que acham minha admiração pelo personagem muito justa, certo?

Huh? Concordam com o Juninho e acham que sou puxa-saco?!

Humph! Ignorantes...

Soul Edge – Série Soul Calibur


Não, vocês não perderam o juízo nem seus cérebros atrofiaram por passarem tempo demais lendo blogs sem sentido na rede (pensando bem, eu não garanto nada...).  O fato é que eu estou prestes a falar de uma espada em um post sobre vilões (ooooh!).

Como muitos já sabem, a Soul Edge está muito distante de ser uma espada comum; ela é, na verdade uma espécie de entidade sanguinária que se alimenta de carnificina e destruição. Para tanto, ela se apossa das almas de guerreiros tolos o bastante para desejarem seu poder e empunhá-la, sendo dominados por ela e transformando-se em aberrações “Resident-Evílicas”...

Sim, eu inventei essa palavra agora e, sim, sei que é ridícula... Não, não vou procurar nada construtivo para ocupar meu tempo, cuide da sua vida!

Voltando ao assunto, veja como Nightmare, que é o cavaleiro Siegfried possuído pela espada, parece Arthur de Ghouls and Ghosts infectado por um dos vírus da Umbrella:



            A própria Soul Edge parece a espada de Cloud de Final Fantasy 7 com mutações semelhantes às do vilão William de Resident Evil 2. Confira:

Matemática pura...

            Isso me faz pensar o quanto a imaginação dos desenhistas da série pode ser, digamos, pitoresca.

            Para citar alguns dos méritos da Soul Edge, vou falar apenas que guerras sangrentas varreram a Europa, matando milhares e milhares, ora causadas por aqueles que queriam seu poder, ora em nome da violência insana daqueles já dominados por ele.

 Contudo, para mim, a maior maldade da espada amaldiçoada foi “trollar” a sua contraparte “do bem” (bleargh!), a espada Soul Calibur, roubando dela todo o destaque no enredo dos jogos da série. Já notaram que a série se chama Soul Calibur, mas os personagens não dão a mínima para ela, sempre buscando a Soul Edge?

Soul Calibur e Soul Edge são como abobrinha e bacon, religião e dinheiro, amor e sexo, todos pregam o quanto o primeiro é melhor, mas quase todo mundo se atira de boca no segundo...

Tentações...

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Acho que os exemplos citados acima definem bem o que é ser um vilão: cumprir nossos desejos e colocar nossos inimigos no local o qual nasceram para ocupar: Debaixo de nossos pés! MWAHAHAHAHAHAH!!!

...

Já me recompus...

E já que falei de tanta gente boa (OK, eles não são nada bons e a Soul Edge nem é gente...) falarei agora de alguns vilões incompetentes que, no ápice de seus esforços e com muita sorte, provocam risadas ou compaixão. Apresento-lhes...

Troféu Privada – Vergonhas da Categoria!

Geese Howard – Série Fatal Fury


Geese Howard nada mais é do que um riquinho mimado que parece o Draco Malfoy de Harry Potter usando quimono. Ele é tão chorão que, quando não consegue vencer, se joga do alto de seu edifício para a morte só para ter a desculpa de que foi ele mesmo que deu fim à luta e não seu oponente que o derrotou... Que nem aquele seu primo mimado de fora da cidade que, na época de infância, vinha passar o feriado em sua casa e, quando estava prestes a perder no game de luta, largava o controle e dizia que te deixou vencer...

Não sei qual dos dois eu ofendo mais com esta comparação...
O que foi? Por que está desviando o olhar? Hmm... Você já usou essa desculpa, não é? Ha! Nem adianta negar!

Mas tudo bem, você fez isso quando era criança (assim espero...), diferente do Sr. Howard aqui, que é adulto e um empresário bem-sucedido... O que torna o comportamento dele ainda mais ridículo...

Que vergonha, hein Geese?

Nemesis – Resident Evil 3



Um super-soldado criado em laboratório para eliminar as provas e as testemunhas da culpa da empresa Umbrella na infestação do vírus pela cidade.

Ele é grande! É feio! É impiedoso! Carrega uma bazuca e... Apanha de uma mulher com um terço de seu peso, muito menos armada do que ele...

Sempre que me lembro das surras consecutivas que ele levou durante o jogo eu deixo escapar uma risada. Ele sempre surgia imponente com sua voz grave e gutural gritando “Woaaah!!!”, para logo em seguida ser eletrocutado ou humilhantemente empurrado de uma ponte ou prédio...

Nemesis se entrega ao alcoolismo para lidar com a depressão...
Creio que a intenção foi fazê-lo parecido com grandes vilões de filmes de terror slasher, como Jason Voorhees de Sexta-feira 13 ou Michael Myers de Halloween. Todos eles perseguem suas vítimas incansavelmente e nunca morrem; não importa quantos tiros ou pancadas eles levem, sempre retornam quando a vítima pensa estar segura, para tentar estripá-las.

Essa tentativa foi bem sucedida com Mr. X em Resident Evil 2, mas o pobre Nemesis  mais se parece com um gato de desenhos animados no estilo Tom & Jerry, que persegue sua presa sem parar, mas só consegue fraturas e humilhações...

Minha nossa, Nemesis como vilão é comparável ao Frajola...

Deixei escapar outra risada.

Juri – Super Street Fighter 4
 

 Juri foi criada para ser a mais nova vilã da série, poderosa rival de M. Bison, mas não houve muito êxito nessa empreitada.

Para começar, ela é (mais) uma assassina impiedosa que sente prazer em causar dor a seus inimigos. Para isso já temos o já citado Vega (esse sim merece respeito!), além de Gen e Akuma. Todos um TANTO melhores do que ela.

Para piorar, ela tenta fazer o tipo “psicótica sexy”, mas não convence. É doloroso admitir isso, já que não sou exatamente fã do freak show conhecido como The King of Fighters, mas a vilã Vice faz esse papel bem melhor do que Juri.

Sua tentativa desesperada de ser sensual consegue deixá-la tão vulgar que até Ana Williams teria vergonha de sair com ela... Ela se contorce, mostra a língua e se insinua para qualquer coisa que se mova. Muito forçado.

Ela se comporta como aquelas moças, digamos, não possuidoras de uma beleza distinta ou muito carisma, que precisa obsessivamente chamar a atenção dos rapazes e, para isso, se oferece como um saquinho de balas de São Cosme e Damião. Aqui vai uma amostra:

 Juri: “Bisoooooon... Olha eu aqui pegando fogo! Tssss! Vem me pegar, meu ditador, vem!!!”


Bison: “Pare de se rebaixar, garota. Se eu gostasse de mulheres fáceis iria a um bordel...”.

 Juri: “Hmmmm... Para que se dar ao trabalho, se já estou bem aqui?”.

Bison: “Errr...........................................”

E foi nesse dia que Lorde Bison conheceu a vergonha alheia...

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Isso é tudo por enquanto, meus amigos. Antes de me despedir quero falar de algo já repetitivo vindo de mim, mas que umas poucas pessoas parecem não ter compreendido bem.

Essa última parte intitulada “Vergonhas da Categoria” é apenas uma forma ácida de fazer piada com personagens que EU considero fracos enquanto vilões. Não é minha intenção partir os sensíveis corações alguns de seus fãs, portanto se não gostaram da postagem ou discordam do que disse, comentem à vontade, mas sem nos atacar pessoalmente. Fica feio para vocês.

Aos demais leitores (os pensantes) eu agradeço a atenção. Claro, continuem acompanhando o blog, senão acionarei meus contatos na Shadaloo e mandarei Vega abri-los como porcos...

Até mais...

3 de maio de 2013

Top 10 - Melhores Índios dos Games

Uga-uga!

Sempre quis começar algum texto assim...

Mentira, falando sério agora, já tem certo tempo que penso em criar uma postagem desse tipo, programei e pedi ajuda alguns amigos inclusive o Dipaula (postador esporádico aqui) e acabei montando essa sincera e humilde lista...

Eu já fiz alguns poucos tops aqui como de melhores jogos do Mortal Kombat, melhores personagens de Street Fighter, e do EX também, e a super polêmica postagem dos melhores jogos do Super Nintendo.

Mas dessa vez estou montando algo sobre os índios legais presentes nos jogos eletrônicos que tanto amamos.

Índios são basicamente povos aborígenes, autóctones, nativos ou indígenas (das Américas, os pele vermelha) que normalmente tem seu povo colonizado por outro, e nem por isso perde sua identidade passando seus costumes para cada geração futura com único intuito de não deixar sua cultura morrer.

Caso ache errada a minha definição, saiba que só resumi o que a ONU disse à respeito.

Então...

Levando em conta personagens de modo geral, os jogos são acostumados a fazer padrões de personagens ocidentes ou orientais, porém sempre muito atualizados, contemporâneos.

E quando um índio entra nesse elenco, ele sempre é deslocado visualmente, porém sempre muito foda. É sempre bom ver um diferente, BEM DIFERENTE mesmo de um elenco. E com base no que conheço e vi nos games, resolvi montar uma lista com os melhores personagens desse estilo.

Vale citar que nem todos os personagens são necessariamente índios, mas sim carregam a ideia consigo, tanto que usarei personagens de fantasia e outros que não nasceram como índios mas pensam e agem como tais.

Não vou dizer que sou um grande fã de personagens assim, mas gosto muito, então, sem mais demora, vamos ao que interessa:


10° Lugar: Rick Strowd (Real Bout 2)


Rick é um personagem interessante, longe de estereótipos e filho de pai índio americano com mãe branca.

Ele busca treinar e tenta chegar ao nível de Terry Bogard (como quase todos de Fatal Fury...) e com isso acabou lutando em cassinos como lutador e acabou ganhando apelido de "Lobo Branco do Ringue". Rick é o tipo de guerreiro honrado, que adora o calor da batalha, que não se satisfaz com oponentes fracos e se sente decepcionado com fracotes.

Isso faz dele um cara legal, com certeza faz.

Apesar de muito estranho, ele "ouve" o chamado da natureza, e o vento o diz pra onde ir, e ele simplesmente vai abandonando seu trabalho, namorada e desrespeitando parte do código de sua tribo, que claramente diz que ele não deveria ter muito contato com pessoas fora da tribo.

Seus golpes são deveras legais e acredita-se que Vanessa da série The King Of Fighters tenha sido inspirada nele.

Há também idiotas que acham que eles tem ligação, mas isso é um tanto quanto coisa de especulação pelo fato de Vanessa ter golpes como referência.


9° Lugar: Lilika Rhyza (Rogue Galaxy)


Pense numa personagem FODA! Pensou? Pois bem. Essa é Lilika!

Ela é de um jogo pouco difundido, Rogue Galaxy, também conhecido como "Maravilha Acessada Por Poucos" que eu infelizmente não tive a sorte de jogar.

AINDA!!!!

Mas basicamente, Jaster (personagem principal) sofre uma pane em sua nave e cai no planeta Juraika, e chegando lá descobre que uma doença tinha se transformado numa verdadeira epidemia matando muitos do seu povo.

E com isso, Lilika como devota de seus costumes, aceita o seu destino pra sacrificar sua própria irmã, indo mesmo contra os personagens principais do jogo no começo, alegando que era o que "deveria ser feito" ou coisa do tipo. Porém, na hora que deveria entregar seu único membro familiar, ela não consegue e seu afeto de irmã fala mais alto, salvando a pequena garota.

Esse sacrifício só aconteceria, por seu povo acreditar cegamente que essa doença era uma espécie de "castigo" do deus deles, no qual acreditavam cegamente. Porém, pouco depois de salvar sua irmã do "deus" deles, ela percebe que foi ele que deixou sua irmã cega no passado e matou a mãe delas. Deixando ela super mega fucking irritada e matando o monstro que habitava em seu planeta.

Depois de contar tudo ao líder do seu povo, ele não acredita nela e a expulsa de seu planeta como herege, mas isso era uma farsa, na verdade, ele sabe que o povo se desesperaria sabendo que ela "matou o deus deles" e com isso pede ela que se alie ao grupo do jogo e com isso veja como foi o desenvolvimento de outras civilizações para que com isso ela volte com o conhecimento necessário pra liderar o seu povo!

Genial, não acham?


8° Lugar: Connor (Assassin's Creed)


Ratonhnhaké:ton (do mohawk, "Vida Arranhada", pois teve de lutar para sobreviver) conhecido durante a Revolução Americana como Connor, e como o título já diz, ele faz parte do clã de assassinos usado nos jogos da série.

Connor é nada mais que uma das vidas passadas de Desmond Miles, assim como foi com Altair e Ezio. Mas Connor tem um diferencial bacana, por ser um índio e usar machadinha durante os combates.

CARA, UM ASSASINO QUE USA MACHADINHA É SUPER MEGA ULTRA FODA! NÃO TEM COMO NÃO ACHAR FODA!!!

Mas ele, cresceu em sua tribo mohwawk com sua mãe, amigos e pessoas do seu povo serem dizimados num incêndio feito por Charles Lee. O que o levou a querer vingança contra o mesmo, e só depois com auxílio e autorização de seu povo que Connor saiu da aldeia aos 14 anos de idade, e em sua jornada ele acabou se unindo à Ordem dos Assassinos, evento que mudaria sua vida pra sempre e tornaria possível sua vingança contra aquele que arruinou seu povo.

Mas contar mais que isso poderia dar spoilers. Ainda mais que eu não joguei ainda, e tenho medo de dar alguma informação que poderia estragar a experiência que Assassins's Creed carrega em seus roteiros.

Mas Connor será eternamente um índio legal. Isso é um fato!


7° Lugar: Wolf Hawkfield (Virtua Figher)


Wolf é simplesmente FODA!

Ele é um índio que luta LUTA LIVRE! E olha que eu normalmente não curto muito lutadores desse ramo...

Mas Wolf eu achei além de tudo, ousado. Criativo é notável, mas ousado é a palavra chave. Basicamente ele era um lenhador e caçador até que o descobriram como um cara fortão que é, e poderia ser usado na luta livre. Wolf pegou gosto e saiu dando lariats em todos os pescoços do mundo Wrestler...

Isso até entrar no torneio mundial e perder pra Akira Yuki. Que fez com que seus treinos se multiplicassem torneio atrás de torneio...

E no quarto jogo ele começa a ter pesadelos sobre suas derrotas e alegando coisas ainda maiores, num lutador que possuía uma cicatriz... E era Dural.

Como podem ver, Virtua Fighter é um jogo feito por gameplay, a pouca história do jogo está na maioria das vezes em manuais do jogo ou em sites oficiais da Sega, produtora do jogo.

Na verdade, falta de roteiro é a única coisa que me desanima em Virtua Fighter, porque todo o resto é fantástico! Mas sinceramente, prefiro Virtua Figher ou Kensei sem história alguma do que a série de eventos cretinos que Tekken possui.

É menos ofensivo!

Porém, apesar de ser ruivo, caucasiano e tudo mais, eu considero ele um índio por se vestir como um, uivar como um, e ter roupas de um (mesmo que seja a segunda roupa em alguns casos)...

Virtua Fighter é incoerente em algumas poucas coisas, como a Vanessa Lewis que luta VALE TUDO, fala inglês e tem nacionalidade desconhecida... ou o Goh Inogami que pelo nome já chutamos logo de cara que seja japonês...

Porém a naciolidade dos dois nas fichas do game se encontra "desconhecido".

Inexplicável. 


6° Lugar: Rock (Soul Calibur)


Filho de um negociante inglês que vendeu a Soul Edge em um leilão feito em um navio, quando os piratas de Cervantes atacaram e fizeram o navio afundar, matando assim os pais de Rock.

Depois disso, Rock caiu em terras nativo-americanas de onde aprendeu a viver da terra e com os alimentos da natureza, assim como os índios, porém não foi aceito por eles... Eles tinham medo do "Gigante Branco" que havia ali chegado, com exceção de um garoto Apache conhecido como Bangoo que nunca teve medo de Rock, pois assim como ele havia perdido seus pais, porém numa guerra tribal.

Depois de tudo, ele acabou se lembrando de seus pais mortos e seu passado, até então acreditar que a Soul Edge seria a chave pra lembrar de seu passado totalmente e depois de atravessar o oceano à nado...

SIM, ELE ATRAVESSOU O OCEANO! NADANDO!

E durante uma batalha com Sophitia, ela percebeu que ele estava hesitando e ao perguntar, descobre que na verdade Rock se sentia mal consigo mesmo, culpado por ter deixado Bangoo crescer sozinho e que deveria te-lo adotado.

E depois de ter adotado o garoto, Bangoo foi sequestrado pra que Rock fosse ao encontro de Lizardman com intuito de roubar sua alma e criar um guerreiro supremo, e mesmo depois de salvar seu filho adotivo, permaneceu onde estiveram até que seu filho tivesse idade.

Assim que a idade de Bangoo chegou, Rock o incentivou a começar sua jornada, aprendendo o máximo possível com o infinito conhecimento da mãe natureza.

E pra provar ser digno de seu filho, o gigante branco faz uma nova jornada, agora novamente de volta à Soul Edge mas só a usa como desculpa para faze-la...

Resumindo: O CARA É FODA!!!


5° Lugar: Cray (Breath Of Fire IV)


Guerreiro e líder da tribo dos Woren, e por carregar esse título não se espera nada menos que o membro mais forte de sua tribo.

E como é forte, puta que pariu!

Durante sua infância com Nina, devido à sua força que daria inveja na Mônica do Maurício de Souza, Cray acabou servindo como guarda gostas da loira com asas semi-retardada...

Na história do jogo, Cray ajuda Nina a encontrar sua irmã Elina e para isso vão até o continente oriental, passando por diversos lugares aumentando seu grupo e com isso as chances de encontrar Elina.

Com tudo isso, sua busca por Elina cabe a finalizar em território inimigo, encontrando assim Yuna, um cientista maluco que deseja criar um deus artificial, coisa que o mundo de Breath of Fire IV não tem... e com isso acaba usando  irmã de Nina como cobaia...

E o pior é que o cara transforma ela num monstro...

Apesar do desgosto de Cray de ter que matar sua recém declarada amada Elina, ele realiza o pedido dela para que a livre de sua miséria e vergonha de ter se tornado uma aberração e assim ele coloca o pedido dela acima do terror de ter de mata-la e acaba fazendo isso em nome de seu amor.

Tá vendo Sakaguchi, isso é um romance interessante em um RPG, isso sim é uma história foda de amor num jogo de fantasia. Nada comparado com os casais lixos Rina e Squall, Tidus e Yuna, Zidane e Garnet e etc...

Apesar de Squall e Tidus serem um casal melhor que o resto...


4° Lugar: Gallows Carradine (Wild Arms 3)


Acreditem, não achei uma foto melhor que essa.

É uma pena porque Wild Arms nunca foi lá um RPG de sucesso estrondoso como Final Fantasy mesmo...

Mas tudo começa nos tempos conhecidos como "Sea of the Sand", onde desertos eram a principal geografia em Filgaia, onde as casas acolhiam os viajantes com abrigo e comida para os viajantes de terras desérticas.

E nesses tempos, uma estátua atraiu 4 drifters (como são conhecidos os caçadores de recompensa no jogo) à um mesmo lugar e vale citar o quanto essa parte do jogo é ALTAMENTE interessante, por justamente se jogar com os 4 individualmente mostrando os caminhos e motivações de cada um.

Mas entre eles estava Gallows, um nativo da tribo Baskar, descendente de uma linhagem de sacerdotes de sua tribo (pajés, uga uga) e ele nem de longe aceita isso. Enquanto seu irmão mais novo Shane, é um cara que faz previsões que se tornam realidade, causando orgulho à única parente dos dois, sua avó Halle, enquanto essa enxerga Gallows como um inútil, e apesar de ajudar durante o game, fica constantemente o diminuindo por fazer suas escolhas longe do seu "destino".

Gallows é um personagem cheio de ânimo, motivado, e ligado à natureza. E o que mais gosto dele é sem dúvidas fazer suas escolhas acima do bem estar de um povo, ou da vontade de sua avó, uma crítica por tabela à tantas coisas que pessoas fazem sem a menor vontade.

E com isso Gallows será eternamente um índio fodão!


3° Lugar: Nightwolf (Mortal Kombat) 


Falar de Nightwolf é um tanto complicado, uma vez que a história inicial dele é um tanto quanto confusa (assim como todos os personagens até MK3) e depois ela ganhou um reboot em MK9.

Basicamente, trata-se de um personagem sábio, que se desprendeu do passado e só se preocupa com presente e futuro, usando todos seus conhecimentos em torno disso. Sendo um guerreiro dos aliados da força do BEEEM na Terra.

Apesar de ter uma tribo forte com extremos poderes contra as tropas de Shao Khan, Nightwolf prefere vagar sozinho e dispensa companheirismo alheio. E depois de alertado sobre as invasões feitas pelas tropas de Shao Khan em MK3, ele se aliou ao grupo e se unindo à causa de defender o plano da Terra.

Em MK9 as coisas são quase assim, porém, Shao Khan envia Sindel com a alma e poderes de Shang Tsung, e esta faz uma super rapa no elenco, matando boa parte dos personagens, e num ato heróico de matar ela mesmo à custa de sua vida, Nightwolf a destrói.

Essa ideia da NeatherRealms de matar o elenco quase inteiro do MK9 no jogo, depois de misturar os 3 primeiros eu achei muito boa, porque remete à um fim muito foda na história e tem mais, se fizeram isso com os 3 primeiros, tenho quase certeza que farão isso com os outros jogos da série.

Tomara que façam mesmo, mas que por favor pare no sexto jogo. E dali em diante façam coisas novas.

Nem de longe quero algo semelhante ao Armageddon...

Mas Nightwolf na verdade foi um dos primeiros personagens índios à dar as caras em um jogo, principalmente de luta. E isso aliado ao seu carisma lhe dá muita moral!


2° Lugar: T. Hawk (Street Fighter)


T. Hawk, membro da tribo dos Thunderfoot (isso mesmo, pé-de-trovão) é um índio gigante, talvez aprendiz de Hawkfield (Virtua Fighter) e que luta o estilo de luta de sua tribo, que aparentemente inclui habilidades de voo no pacote.

Ou qualquer coisa semelhante, uma vez que sua chegada na luta em Super Street Fighter IV e Condor Dive me garantem o direito de acreditar que ele realmente pode voar.

Afinal de contas, o que se pensa de um cara que é maior que Zangief?

Enfim, Street Fighter tem um plot tão vago que deixaria os outros jogos riquíssimos de conteúdo de roteiro, se comparados.

E com T. Hawk não foi diferente, ele entra no segundo torneio de Street Fighter II (o Super, lembra?) com intuito de recuperar as terras de seu povo que ora foram tomadas pela Shadaloo liderada pelo tirano Bison.

Assim como nem tudo são flores, Street Fighter também já teve seu ápice no roteiro, pena que em um jogo só...

E advinha qual ? Começa com "Alpha" e termina com "3".

Street Fighter Alpha 3. É claro!

Lá, T. Hawk busca uma índia de seu povo, que no jogo se tornou Juli, uma das melhores assassinas de Bison, e assim como Juni e Cammy, conhecidas como "Dolls". Mas é justamente com esse roteiro simples que se entende parte da personalidade do grandão, que apesar de ser um cara que ama a natureza e possuidor de sabedoria e nobreza, é também um cara forte, altruísta e muito durão, muito mesmo. Tanto que não é nada menos que IMPLACÁVEL com seus inimigos.

Girando no ar e tacando seus corpo segurando a cara deles no chão com o peso de sua mão grande!

E apesar de ter um dos poucos finais minimamente legais de Super Street Fighter IV. Ignorem a história desse jogo. Podem confiar, só vale a pena pelo fantástico gameplay, roteiro em Street Fighter IV é o mesmo que pedir uma boa história de Tekken.


1° Lugar: Red XIII (Final Fantasy VII)


Diferente da maioria dos jogos da franquia Final Fantasy, o VII foi uma coisa inexplicável.

Apesar de uns elementos repetidos aqui e ali e só pra começar temos Cloud que é um cara modificado em laboratório geneticamente como Celes do VI...

E isso não quer dizer que eu não goste de ambos, estamos entendidos?

Mas falhas à parte, FF7 foi um marco pra mim e pra todos os jogadores de RPG que visam uma boa história, com personagens bem construídos e com um pingo de profundidade pelo menos, coisa que só foi usada nesse jogo, o resto infelizmente não o fizeram...

Antes de me xingarem, em dizer que ele é um animal, leia a descrição acima sobre o que são índios feita pela própria ONU e veja o que eu falarei à respeito dele abaixo... ok?

Red XIII é assim conhecido por ter sido capturado pela maléfica empresa Shin-ra, para que realizem experimentos. E como foi o 13° a ser capturado, e tendo pele avermelhada, acabou ganhando esse codinome.

Mas depois é revelado seu verdadeiro nome, Nanaki, porém ele não se importa com nomes ou coisas do tipo, uma vez que tem 48 anos de idade, porém se comparado a um humano tem algo em torno de 15 ou 16... mas o diferencial é que a tribo é MUITO mais inteligente que os seres humanos. E com isso temos um animal falante de cauda com chamas, de suprema sabedoria no grupo.

Inicialmente, entra pro grupo como fugitivo das garras da Shin-ra e quer nada além de voltar pro seu povo em Cosmo Canyon, e chegando lá o grupo descobre que na verdade ele é o último de sua espécie, que o fato de te-lo liberto ajudou muito, e com isso descobrimos à respeito de seu pai, Seto. O qual Nanaki sofre vergonha eterna...

Sem entender toda a situação, ele assim mantém ódio até descobrir que a "covardia" do seu pai era na verdade um ato heróico no qual se sacrificou levando flechas envenenadas da tribo Gi que o transformaram em pedra...

Essa cena do jogo é simplesmente uma das cenas das quais tem que se segurar as lágrimas... e ainda posso me lembrar de cada letra de Nanaki:

"Eu sou Nanaki de Cosmo Canyon, filho do guerreiro Seto! Eu voltarei aqui como um verdadeiro guerreiro em nome desse nobre homem!"

As lágrimas da estátua de Seto caem, uma vez que o seu espírito permanece vivo e eu quase derramo as minhas junto...

Red XIII será eternamente o melhor índio de todos os tempos, com direito à pele vermelha e pena na cabeça e tudo como referência ao modelo padrão.

Mas além do background dele, o que eu mais gosto é o fato de não ser tão óbvio e dar uma banana pros estereótipos. Deixando assim sua eterna marca nos RPG's com seu altíssimo nível de carisma.

Menções Honrosas:


Julia Chang (Tekken)


Tekken é um jogo onde gameplay e carisma dos personagem imperam mesmo, porque sua história é a beira do abismo e só alguém que tenha seríssimas perturbações mentais ou um breve aneurisma levaria ela a sério...

Quer ver?

Ela entrou no terceiro torneio, porque sua mãe adotiva foi no segundo pra descobrir a fonte de poderes de um pingente e se esse estava relacionado com o desaparecimento de lutadores... E queria entender o que aconteceu para que ela não tivesse voltado.

No quarto jogo ela começou a estudar arqueologia e entra no torneio para recuperar as suas pesquisas, coisa que só se concretiza no quinto jogo. E no sexto ainda com objetivo de rejuvenecer florestas, com a finalidade de tentar salvar as terras de seu povo, e justo quando ela consegue, o cacique de sua tribo diz para que ela volte aos brancos e que ajudem-os na luta contra um "DEMÔNIO VINDO DO INFERNOOOOOO".

PORRA! QUANDO ELA CONSEGUE REALIZAR O OBJETIVO DA EXISTÊNCA DELA NO JOGO, SIMPLESMENTE ELA NÃO FAZ!!!!

PORRA HARADA!!!!

E tudo piora ao se descobrir que na verdade, Kazuya matou sua mãe, e que foi achada por Michelle Chang, uma índia que luta Kung-Fu, e por mais que a ideia de uma índia lutando Kung-Fu seja muito muito, MUITO foda, a lógica manda um tchau do topo da montanha cada vez que tento entender os personagens dessa série.

E o mais "legal" é que Julia nasceu no dia que Kazuya virou Devil, um dos demônios mais toscos que já vimos em um jogo de luta.

Tekken não tem a menor condição de ser levado à sério, Julia só tá aqui pela ideia de ser uma índia muito gostosa que luta Kung-Fu e é bem legal visualmente, deslumbrando carisma.

Apesar do PÉSSIMO background...

E vou destruir sonhos infantis, Julia só existe do 3 em diante, porque Michelle morre e como gameplay no Tekken é o que importa, colocaram outra personagem com jogabilidade parecida.

Como se sente com seu sonho infantil destruído?


Kongol (The Legend Of Dragoon)


The Legend of Dragoon é dos jogos que deixaria muitos famosos no chinelo.

Não o joguei, mas ele ta na lista de espera, mas a real é que o seu roteiro é bem interessante, tratando com mais seriedade eventos como guerras e o lado humano dos personagens.

Tudo gira em torno de Dart, personagem principal que teve seus pais mortos e depois de adulto, em meio à sua busca por matar o monstro que ele chama de "Black Monster" e durante essa caçada ele descobre que dois reinos estão em guerra, e volta pra Seles, mas encontra a cidade em ruínas.

Com isso Dart sai de sua vila e tenta descobrir junto com as Dragoon Spiritis à respeito dessa guerra que pode destruir o mundo.

Porém, um dos amigs e  membros do grupo de Dart é Kongol.

Que inicialmente é um chefe, um índio brutamonte, misturando altura e porte físico assustador com uma força que só um primo do Zangief teria algo parecido.

Kongol é o último de sua raça, os Gigantos, que teve seus pais mortos por humanos, que invejosos como são, temiam seus tamanhos e força bruta, e depois se uniu a Doel, rei de Serdio, mas vendo Dart, as Dragoon Spiritis e entender sua busca, ele decide acompanha-los.

Novamente, ele é do tipo bondoso, porém dessa vez sem tanta inteligência, e age por mera lealdade e bondade que carrega consigo. Mas isso não remove sua seriedade em combate, sendo um tanto quanto brutal.

Se tratando de RPG's, Kongol é aquele estereótipo lento, com uso de magia terrível mas com ENORME HP, ataque físico e defesa.

Ainda espero jogar esse jogo, na moral! E ainda falarei dele aqui.


Troféu Privada!

Nem tudo são flores, e apesar de ser um estereótipo muito legal, nem mesmo os índios escaparam da tosqueira presente em todos os padrões...

Vamos lá:

Chief Thunder (Killer Instinct)


A verdade sobre Killer Instinct, como eu disse no post da elite dos jogos de luta é que a Rare queria um jogo que tivesse a excelente jogabilidade de Street Fighter e o toque gore de Mortal Kombat.

E com isso nasceu um jogo muito divertido, diferente, mas sem um devido toque de carisma, tanto pelos personagens quanto pela história.

A história do game é uma merda, com dois caras que brigaram pelo reinado do mundo, mas foram aprisionados e depois de tempos, uma empresa começou a se destacar devido às suas riquezas e domínios, eis que era a Ultratech, que de tão foda, conseguiu libertar um dos dois malucos, em todo caso...

O retardado, tosco e sem carisma do Eyedol, que é um é um sátiro de duas cabeças.

E os personagens de modo geral tem um roteirinho de merda... com direito a um experimento que é uma mutação entre homem e réptil (Riptor), um alien que busca peças pra sua nave (Glacius), um monge DO BEM (Jago, meu personagem favorito, e que plot de merda...), e um lutador de boxe onde uma máquina detectora de metais acusa seus braços como metalicos (Combo), mesmo que eles não sejam NEM DE LONGE metálicos, mas que por algum motivo ele colocou um implante de titânio nos braços...

Acho que já chega de falar dos outros, o lance é que Thunder só está aqui por ser um personagens ligeiramente legal (visualmente) e com história tão simples quanto à dos demais: salvar seu irmão Eagle, desaparecido no torneio anterior. Thunder não tem tanto carisma, sendo um personagem um tanto quanto apagado.

Por mil diabos escaldantes descendo a ladeira de rapel, quem teve a ideia de fazer um índio onde as penas são o CABELO dele?

Sério, que ideia viu, não sei se acho mais tosco a ideia do cabelo ou a história dele... Mas enfim...

Chega dessa porra de personagem.

E Combo em roteiro é uma mistura do Jax com Balrog. CREDO! Que coisa ridícula...

Destruí sonhos infantis. Certo?


Jeffry McWild (Virtua Fighter)


Antes de me xingarem, leiam a descrição sobre o que é "ser um índio" no começo do post, e irão ter certeza que aborígenes também são considerados como tais.

Nada nele salva, começando pelo visual ridículo usando um saco de arroz como calça.

Mas Jeffry é um tosco, na moral.
Duvidam de mim? Não é? Eu já esperava! Acredite!

O pouco do enredo presente em manuais de Virtua Fighter te faz amar todos os personagens, cada um com suas motivações pessoais e etc, mas quando se chega no Jeffry dá aquele choque sinistro, por ser o ÚNICO personagem com história TOSCA AO EXTREMO!

Na verdade Jeffry é um pescador, que se tornou mestre do estilo de luta conhecido como Pancratium, que apesar de MUITO legal, e muito agressivo, não salva o personagem em si...

Olha, ele é vidrado e diferente dos outros personagens que tem um rival e tals, o "rival" dele é um tubarão. Conhecido como Satan Shark (em português Tubarão-Satã, Tubarão-Capeta, Tubarão-Satanás, Tubarão-Tinhoso ou que você preferir)

Começou mal, mas tudo pode piorar... CLARO!

Ele tenta lutar com um tubarão de 8 metros de comprimento, e REALMENTE esperava vencer?

Qualé Jeffry, ta desafiando a natureza assim na cara de pau?

Ficou a beira da morte, como resultado ÓBVIO...

E ele entra no torneio pra conseguir grana pra construir um novo barco, e repete isso até o tubarão supostamente sumir, e no último jogo ele já está no torneio pra ter dinheiro o suficiente pra comprar um sonar de tubarões... E assim vencer seu "rival".

E a Judgement 6 (conhecida no jogo como J6) captura o tubarão tão almejado pelo maluco aborígene... E ele fica muito puto! Com direito à frase: "Sou o único que pode derrotar o Tubarão do Capiroto! Ninguém pode toca-lo! Ninguém!"

Agora eu sei que você acredita em mim. Da pior forma, mas acredita. É isso que importa!

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Espero que tenham curtido essa postagem, deu um bocado de trabalho mas valeu à pena. Se tiverem alguma ideia de Top's parecidos, deixem nos comentários e não ignorarei pedidos à respeito de coisas assim!

Qualquer outro índio legal que eu não citei e coisa parecida, coloquem aqui nos comentários, mas sem perder a noção de respeito...

Valeu ^^