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28 de outubro de 2014

Final Fantasy XIII... O VIII Não Era Ruim O Suficiente?


Ei, essa capa ta leve demais pro jogo.

Vamos ver se eu acho algo mais sincero. Que tal:


Agradeço ao Phillipe, dono do já falecido blog Scariel pela imagem que representa esse "belíssimo" game.

Mas agora, pra falar desse  jogo...

É... Eu não sei como ou por onde começar.

Sinceramente, eu venho nesse humilde post morder minha língua porque eu disse pra e todos que não havia possibilidade de existir um RPG mais tosco que Final Fantasy VIII...

...sério. Eu vim aqui pra pedir desculpas porque o XIII é INFINITAMENTE pior.

Eu nem sei o que o VIII poderia ter de melhor que o XIII. O VIII perto dele é simplesmente uma masterpiece.

Vamos por partes, se você gosta do VIII a chance de você não ligar pro quão sólido é um sistema ou não se importar tanto com diálogos e narrativa de um RPG são bem altas.

Mas sinceramente, se você gosta do XIII ou você tem um gosto bem inquestionavelmente ruim ou tem um nível de exigência menor que a quantidade de membros do fã-clube do Homem-Formiga.

Vocês tem ideia? Se você jogou você sabe que eu não estou exagerando em nenhum ponto. Toriyama tem o talento inexplicável grande pra fazer merda. Minha nossa, o cara surpreende criando merda à níveis que não estamos acostumados, estamos falando do mais alto e estratosférico talento pra bosta.

Nossa que legal a índia chinesa do fundo. Quem é essa galera na frente dela?

Mas... Tudo havia mal das pernas, Sakaguchi pediu arrego depois do IX, o X dividia opiniões em termos de qualidade e fora feito com um dos colaborados de Sakaguchi e depois deixaram nas mãos da galera do Tactics a função de aproveitar o resto que podia da engine do XI (que era pra ser online HA HA HA) pra criar um novo jogo e bingo. Tiveram o FF mais completo de toda a série que é o XII e eu já até falei dele e expliquei os motivos pelo qual digo isso.

Entre eles veio o X-2 que ninguém lembra e quando lembra só ignora ou odeia. Porque ele é uma piada muito forte viva. E ele foi feito por um cara muito especial que vou falar.

Então, pegaram uma franquia que já estava morta e se arrastava mais do que um zumbi do The Walking Dead e depois de um jogo tipicamente decente rejeitado eles fizeram o que:

"Ah, foda-se essa bosta, vamos pegar aquele cara que matou Parasite Eve, a gente joga o jogo nas costas dele e se a franquia morrer a culpa fica toda pra ele."

Sim, assim nascia a brilhante ideia de usar Motomu Toriyama como diretor de uma franquia ruim que já se arrastava de forma simplesmente bizarra...

Motomu Toriyama, o cara que de tão bom ganhou sua própria placa de trânsito

Como a série andava mal das pernas e o Toriyama  precisava de um emprego, ele tinha um novo jogo pra fazer. Afinal de contas o seu último trabalho era qual?

Final Fantasy X-2. Jogo do qual nem preciso fazer piadas por motivos mais do que óbvios.

E deram pra ele uma coisa super perigosa chamada Carta Branca. Ou seja, ele estava livre pra executar suas ideias idiotas com todo o gás e força possíveis.

Então Toriyama com seu pirulito de Dipirona tiveram a ideia genial de mudar o formato pra algo ainda mais chato, ainda mais arrastado porque com seu gosto bizarro ele acha que todo mundo adora coisas idiotas como meninas com voz de rato, princesas bancando de durona ou mesmo pirulitos de dipirona.

Esperem só pra ver quando chegar na parte da mãe do ano. Não, vocês definitivamente não leram errado.

"História? O Que É Isso?"

Vocês querem meu parecer sobre o jogo e aqui vai ele. Começando de leve, esse jogo é um aborto expelido com tanta velocidade que bateu na parede e desmanchou, e nem os lobos uivantes famintos quiseram comê-lo de tão podre e fedorento que estava.


A história dessa abominação abortiva já começa errado pelo formato. Você deve estar se perguntando o motivo e eu digo, o jogo começa bem "depois do começo", ou seja, o prólogo e tudo mais será contado depois MAS o problema está no Datalog.

Porque o Datalog tem coisas que a história não mostra e só aparece depois que você tá jogando um certo tempo e acaba que não faz sentido.

Em vários e vários momentos você vai ver muita coisa que não fará sentido e depois o Datalog mostra uma coisa que aconteceu entre os eventos incoerentes ou o que rolou antes mas só DEPOIS que você viu uma cena desconexa.

Percebem como isso é totalmente retardado? Esse tipo de coisa deveria ser normalmente pra explicar de forma resumida tudo que você já viu até agora mas ele tenta fazer isso e nesse ponto até funciona mas tem vários e vários elementos e trechos da história que sem ele não farão sentido e o pior de tudo, só são revelados conforme você vai jogando e DEPOIS de ter ficado em dúvida sobre algo.

Isso é, QUANDO MOSTRA.

"Mas eu acabei de dormir 28 horas em seguida, de onde veio tanto sono...?"

Um exemplo bem notável é o fato de Snow ter sido capturado por Fang e do nada os dois aparecem juntos pra te ajudar. O Datalog mostra DEPOIS que eles aparecem que na verdade Fang estava infiltrada esperando alguém pra poder dar o bote e tudo mais. Mas... O jogo simplesmente não mostra e quando aparece no Datalog é consideravelmente pouco depois de ver a cena do jogo do qual os dois chegam e tudo fica no ar, aí você lê o Datalog e tem uma vaga ideia do que rolou porque nem mesmo explicado de forma detalhada ou objetiva....

Um outro exemplo é quando se chega em Gran Pulse, vamos à um lugar onde temos que fazer caçadas com estátuas pra liberar o caminho que passamos mas essas estátuas ganham armas conforme vamos fazendo missões (???), nos ajudam enfraquecendo um chefe cortando o rabo dele (??????), e sequer faz sentido a participação deles na narrativa e eles não estão no Datalog.

Não adianta falar "ah é só gameplay", porque não é, essas cenas tem diálogos e cutscenes e o caralho a quatro, se algo é abordado na narrativa ESSE ALGO TEM MAIS QUE SER EXPLICADO SIM! PORRA!

Oi, eu sou a Lightning e tenho o carisma de uma capa de CD do Nirvana.

Mas apesar do formato desconexo a história é boa...

...pra fogo.

Antes de mais nada, muitos dos diálogos são completamente mal escritos ou incoerentes com o contexto em que se habitam. É bem fácil rir de como determinadas coisas são terríveis de tão engraçadas pelos motivos errados. Tipo um dos generais que fala pros soldados atirarem em todos, e um soldado fala:

"Mas senhor, não vamos atirar em tudo, e as pessoas?"

E ele diz:

"Mas quem você acha que está amedrontado com os l'Cie de Pulse, não sou eu, nem você, nem Sanctum, e sim as pessoas."

Que jeito inteligente de proteger as pessoas do medo delas: ATIRANDO!!!

Yaag, você é um gênio e merece uma foto em sua homenagem:

Farei um cartaz com a foto desse gênio.

Mas eu perdi o foco em meio à tanta "poesia".

Enredo não é o maior o maior mérito que a Square já teve com Final Fantasy mas o XIII conseguiu ser mais besta colocando milhões de cutscenes e guerras pra ser meramente uma briguinha de deuses contra eles mesmos causada de propósito pra um planeta cair em cima do outro e chamar a atenção do criador.

Não entendeu? Calma aí.

A Square não é de hoje que tenta fazer jogos pra ocidentais ou que os atinja e ela fez uma nova história em 3 capítulos (no caso, 3 jogos) do qual essa bosta conta basicamente algo como um deus maior (Maker) que tava coçando saco do nada criou tudo.

Esse criou outros deuses menores, no caso, os Fal'Cie. Esses Fal'Cie administravam tudo e queriam chamar a atenção do criador. Olha bem, essa ideia já é ruim, mas olha o que fizeram pra chamar a atenção...

Simplesmente criaram a vida, os monstros, a tecnologia e os pastéis de chá de boldo, e do nada criaram uma cidade voadora que é mais ou menos tipo o planeta do senhor Kaioh de tão pequeno e o objetivo era "simples".

"Credo, eu to participando dessa história?"

Criar a vida em ambos, ou seja, no planeta criado (Pulse) e no novo planeta que é basicamente uma metrópole voadora (Cocoon) e o objetivo era simples, marcar pessoas como os l'Cie que viriam a ser os enviados dos Fal'Cie que teriam uma missão, chamada de Focus pra cumprir.

A missão do seu grupo é simples: o Ragnarok, ou seja, destruir Cocoon.

O problema é que essa missão é idiota, destruir Cocoon, de forma que o planeta cairia sobre Pulse gerando uma grande catástrofe pra chamar a atenção do Maker, mas você deve estar se perguntando:

"Se os deuses que criaram tudo querem destruir tudo, por que eles mesmo não destroem?"

Porque tá na ficha deles do Datalog que vai contra a natureza deles destruir tudo que eles criaram, então pra  isso esperaram 1.300 anos, ou seja TREZE séculos (referência obrigatória) pra gerar uma guerra inexistente entre os dois planetas que no fundo era só uma forma de fazer o planeta menor cair no maior pra chamar atenção de um deus que criou tudo e foi coçar saco em outro lugar.

Melhor ainda, o motivo de escolherem humanos pra realizar o Focus é o que o poder dos Fal'Cie seria supostamente limitado e dos humanos seria infinito, porque eles sonham, amam, vivem e... MEU DEUS, ESTOU MORRENDO DE DIABETES COM TANTO AÇÚCAR!

Perceberam como é idiota, é como se o Toriyama falasse que é isso mesmo, e foda-se e no final mandasse aquela pose:


A única ideia interessante por trás de todo o conceito é que os l'Cie tem uma missão e se eles não cumprirem eles viram monstros e se conseguirem eles viram cristais. O fato deles lutando contra o Focus e pra sobreviver em meio à tudo aquilo é uma ideia muitíssimo da boa mas totalmente jogada no lixo porque o foco do jogo acaba por ser inteiramente baseado nos deuses e em toda sua frescura.

Quantas histórias boas poderiam ter sido gerada com essa ideia usada como base...? Mas não, o tal Toriyama chupando seu pirulito de Dipirona acredita mesmo que todo mundo só gosta das coisas bizarras que ele gosta, tipo pimenta malagueta no café da manhã ou pastéis de chá de boldo. E com isso arruinou a única parte boa de todo um universo idiota que ele construiu.

Um universo que como eu disse, tenta pegar os ocidentais por diversos motivos e o mais forte deles é apelar pra "referências" ao cristianismo, como por exemplo o Maker que seria o Deus, Fal'Cie que seriam uma espécie de Jesus e os l'Cie que seriam seus discípulos, OBVIAMENTE não é tudo na cara, mas tem formato de história bíblia em vários tons e basta ver como o formato é transmitido e rapidinho um jogador mais atento pode observar isso. E mais que obviamente não é literalmente copiado, algumas coisas foram levemente modificadas como por exemplo ter mais de um Jesus.

Afinal de contas, o plural de Jesus seria Jesuzes? Enfim. Não importa.

Bestiário ou Fauna Local, como preferir

Geralmente Final Fantasy tem dois tipos de monstros... Os do grupo e os de fora do grupo. O elenco do XIII provavelmente só não é o pior elenco porque o VIII existe, mas perder pro VIII em termos de personagem é totalmente natural mas chegar quase perto como o XIII não é pra qualquer um. Vamos dar nomes aos bois.

Lightning, conhecida como Lampeja ou Squall com buceta


Sabe quando eles tentam repetir um tipo de personagem da franquia e sem nenhum tipo de originalidade misturando milhões e milhões de elementos prontos de fórmula e acaba que o personagem tem o carisma de uma capa de CD do Nirvana.

Lightning ou Lampeja como eu prefiro chamá-lo simplesmente tenta ter o lado frio de Cloud misturado com o lado cretino de Squall.

A verdade é que ela não queria estar naquilo mas ela não luta contra tudo aquilo com força e determinação e sim escondendo seu lado mais doce e açucarado tornando ela basicamente uma Barbie que tenta pagar de Xena, a princesa guerreira.

Misturando tudo isso, ela é na verdade um Squall com buceta, falhando nas partes que tenta ser badass como Cloud... Com tudo isso somado, seu lado cretino grita, seu lado badass falho e no final de tudo ela acaba sendo um péssimo personagem mas em vista de tantos outros ela acaba sendo o máximo porque pelo menos o visual dela não me deu vontade de vomitar um aborto.

Em resumo ela acaba eventualmente sendo ignorada e tratada de forma que estando ali ou não ela nem faz diferença. O que fez essa garota ganhar muitos fãs é o fato dela socar Snow loucamente. Mas convenhamos que isso é um puta ponto positivo.

Sazh, o Lionel Murphy ofensivo


Provavelmente você não entendeu porque acabei de chamar Sazh de Lionel Murphy... A verdade é que ele é a cara do Lionel Richie:



...mas tem a personagem de negro babaca bobo e fracassado de qualquer personagem do Ed Murphy..

Então... Eu acabei gerando Lionel Murphy ou Ed Richie e a galera durante uma discussão virtual acabou preferindo a primeira opção. E pra mim tanto faz, ele é tosco o suficiente pra eu nem querer jogar com ele. E enquanto personagem ele também é uma bosta porque nada nada era um cara focado em trabalho que durante um dia com o filho, passa um cometa e ele faz um pedido.

Aí ele pergunta pro filho dele o que ele tinha pedido e o garoto responde:

"Ah pai, você ta sempre com cara de cu, poderia ser mais divertido"

E daquele dia em diante, o mal-humorado Sazh se tornaria o retardado mental fracassado com cara de estuprador que o jogo te apresenta e faz questão de te dar vários e vários momentos do qual se é obrigado à jogar com essa coisa tosca e de personalidade retardada.

O cara é tão panaca, que mesmo sabendo que a Vanille é parcialmente culpada pelo destino trágico de seu filho, ele não tem coragem de matar ela porque sabe que não foi por causa dela, e aí toma uma decisão bem padrão em jogos do tipo, deixar ela viva e dizer que o que ela fez está feito e matar ela não ia trazer o Dajh (filho dele) de volta. Mas precisava mesmo dizer um coisa como:

"Você pensa que morre e tá tudo certo? Você acha mesmo que morrer vai transformar tudo em açúcar e arco-íris?"

Falando francamente, na prática ele é bobo, retardado, fica fazendo poses quando atira e tem um background tosco pra justificar tamanha pegada de personagem fracassado de forma que eu achei um estereótipo totalmente ofensivo de "negão bocó" de filmes genéricos hollywoodianos.

Mas nunca que ele é o pior personagem afinal de contas...


Snow, conhecido como Nevinha ou Saco de Pancadas


...temos Snow. Que é um completo idiota.

Ele até tem uma ideia boa de personagem órfão que quer juntar uma família e superar a velha tristeza clichê de todo órfão seja de filme ou jogo mas ele acaba sendo estúpido porque tem uma coisa que o torna COMPLETAMENTE INSUPORTÁVEL.

Sua personalidade retardada de metido à super-herói sendo que na verdade ele só se fode.

E só apanha. Lightning e Fang deram uma boa surra nele, principalmente a Lightning que deu MUITO soco nele e a Fang deu uns dois chutes e ficou satisfeita.

Não foi por "ah ele num bate em mulher" que ele apanhou, ele apanhou porque é um fracassado que não pensa direito mesmo.

Como se não bastasse o jogo também chama ele de idiota porque ele é o líder de uma organização que tenta parar a guerra mas a guerra é "fictícia", ou seja, ela não existe de verdade e sim como mera ferramenta de deuses pra fazer Cocoon cair em Pulse. Então é como se o jogo também anulasse a proposta dele do jogo inteiro e o chamasse de imbecil.

Acho que a única coisa de super-herói que ele tem é o poder de cair de prédios gigantescos e não morrer. Porque isso acontece duas vezes.

Hope, o menino Esperança e também filho da MÃE DO ANO!


Lembra da mãe do ano? Então. É a mãe do Hope.

Antes de falar dele eu PRECISO falar dela. Porque ela sozinha consegue ser uma das coisas mais estúpidas que eu já na minha humilde e curta vida de 100 e poucos anos.

Vamos imaginar uma situação. Existe uma guerra da qual Snow tenta impedir mas ele acaba sendo obrigado a combater, então ele pede ajuda de voluntários e entre eles a mãe de Hope se oferece. Mas Snow a rejeita mas ela insiste em ir. E diz uma frase "lindamente poética":

"MOM'S ARE TOUGH!"

Mamães são duronas? Sei não hein...

Ela não sabe nem segurar uma vassoura, imagina uma arma de fogo...

E o que rola depois disso? Ela abandona seu filho NO MEIO DA GUERRA e vai ajudar um estranho sendo que ela nunca segurou numa arma de fogo antes. E do nada se sacrifica pra salvar Snow e morre por causa dele. Até falei dela aqui num determinado momento aqui com vídeo e tudo.

Pera, ela abandonou o filho pra se sacrificar por um estranho. Sério?

Fiquei tenso, quase desliguei o meu Xbox 360 quando jogava essa parte e muito mal o jogo tinha acabado de começar, eram parte dos primeiros minutos.

MAS OLHA COMO ESSA MULHER É IDIOTA!

E o Hope é insuportável em boa parte do jogo por causa dela porque mesmo ele tendo visto TUDO de forma muito clara e objetiva, ele simplesmente culpa o Snow por isso e fica com todo ódio do mundo dele.

Mas... Se ele viu ela abandonando ele e depois se matando pelo cara, ele deveria é ter orgulho de ter visto a mulher mais idiota do mundo batendo as botas mas ao invés disso fica lá chorando as pitangas falando que é culpa do Snow.

E não vou mentir que ele melhora um pouco mas o "progresso" do Hope é simplesmente perceber o óbvio e acaba sendo tão idiota como quase qualquer outra coisa do jogo. Espera só até eu falar do gameplay que vão ter certeza do que eu to falando.

Vanille, conhecida como "Menina Retardada da Voz de Rato" ou Baunilha


Vamos começar pelo nome, quem teve a brilhante ideia de botar o nome dela de Baunilha em francês? Só porque ela é a menina kawaii açucarada e retardada do jogo? Precisava de algo além do visual retardado e do andar de patricinha de Beverly Hills pra isso? Mas não, botaram o nome e uma voz forçada e irritante que parece os ratinhos de qualquer episódio do Tom e Jerry.

Vamos pegar como base um outro jogo, então... Que tal The Legend of Dragoon?

Meru é uma personagem kawaii, fofinha, que fica toda serelepe e pululante e... Ela não é chata. Mas sabe por que ela não é chata? Porque independente da excelente backstory dela, ela NÃO é forçada, NÃO é um saco e se tivesse dublagem provavelmente não teria uma voz de rato ou do Tico (sim, do Tico e Teco).

A dubladora da Baunilha deveria ter sofrido de um GRAVE retardo mental ou seria uma interpretação de uma personagem já assim em japonês? Porque não faz sentido ninguém ter esse tipo de voz. E digo mais, ela precisa MESMO rebolar em batalha? Andar com braços balançando feito uma maluca que não tomou o remedinho na hora certa? E também precisa gemer quando bate ou apanha.

Se você não jogou e acha que é exagero ou jogou e acha que eu to mentindo... Que tal isso?

 
Parece que a garota anda com um vibrador... Bem posicionado. Se é que me entende. Porque não tem cabimento ela ter uma voz tão forçada à ponto dela parecer uma retardada quando fala e uma atriz pornô quando luta.

Aposto que se você acha ela sexy, nesse momento se sente um pouquinho pedófilo. Nem que  seja um pouquinho.

Vanille é tão insuportável e açucarada que não sei como Lightning não deu o mesmo murro nela que deu em Snow. E ela merecia pelo mero tom de sua voz.

Ela fala com um chocobo também, não tem como levar essa retardada á sério.

Fang, a sem graça que ironicamente se beneficia com isso...


Literalmente, é assim que dá pra definir ela.

Sério? Não acredita. Ela assim como Vanille é uma l'Cie de Pulse. Ou seja, que veio pra fazer Cocoon cair em Pulse, foder tudo e finalmente se libertar dessa merda que vive. Tanto ela como Baunilha falharam em suas missões e foram cristalizadas.

A missão delas no passado foi cumprida? Elas voltaram com algum motivo realmente decente?

O que você espera como resposta vindo do cara que escreveu um jogo num ritmo pior e mais sem graça que o Sakaguchi? Você literalmente esperava isso?

Sinto muito...

E no final de tudo, ela acaba por ser uma personagem meh, totalmente sem graça e que não tem muito o que contar pra atrapalhar, ela não oferece grande coisa além de um visual realmente sóbrio e genialmente bem feito.

Num mundo de personagens sem nada a oferecer como Lightning e Hope ou personagens ofensivamente idiotas como Sazh e Snow ser sóbrio e sem graça é uma vantagem tremenda. Afinal, ela pelo menos não ofende.

Tanto é que eu jogava com ela no meu grupo. Ao lado de Lightning e Hope mas não era porque eu gostei deles e sim porque eram os que menos me ofendiam.

Ela não é mesmo apaixonante? Olha como ela maltrata o Snow. É lindo.

Lightning é sem graça mas é útil, Hope é risível mas ofende menos que Sazh, Snow é patético mas irrita menos que Vanille e a Fang é legal visualmente pelo menos. Pronto. Temos um JRPG onde um grupo foi formado meramente por eliminação.

Ah, e a Fang morrre no final com a Vanille e não vai aparecer nos jogos seguintes. Porque o único personagem visualmente decente dessa abominação abortiva vai e morre logo de cara no primeiro jogo sem chance de retorno nos outros.

Parabéns Toriyama, você erra até quando acerta. Você tem o "Toriyama" no nome não é à toa. Ao menos a Fang deu uns bons chutes no Snow. Ao menos nisso você merece crédito.

E as músic..... ZZZZZZzzzzzZZZZZzzzZZZzzzZZZZZ

Que fique bem claro, não sou fã do Uematsu, PORÉM as músicas dele não ofendem.

Exceto pelo FF VIII e X. São bem tediosas em ambos os casos. Então nesses casos ofende mesmo.

Mas... ele faz muitas "musiquinhas". Ou seja, tá lá, não incomoda mas não me chama atenção. Eu sou um cara super ligado à músicas e Donkey Kong Country 2 foi o primeiro jogo que me fez parar pra apreciar o som lá quando eu ainda era um garoto...

Uematsu tem sua meia dúzia de músicas decentes, tem a de batalha do VII e IX, a de chefe do VI e mais uma ou duas das quais não me lembro.

Caralho, até os monstros dormem com o Hamauzu.

Mas... Hitoshi Sakimoto que fez a OST de FF Tactics e XII não me empolga, pelo contrário, dormi 3 vezes jogando FF XII como eu disse no meu post mas as músicas dele são indutoras de coma total. Eu recomendo fortemente porque curou minha insônia.

E quando eu penso: "Ah, nada pode ser mais tedioso que o Sakimoto"... Me aparece os "trabalhos" de Masashi Hamauzu, que por sinal fez algumas músicas do X.

Agora sim, estou começando a entender como funciona o esquema de chatice... O X fora feito pelo Toriyama em boa parte, e isso já é um  péssimo sinal. Esse era só mais um sinal que eu realmente num deveria mas eu fui abrir a boca pra prometer que ia jogar essa bosta...

E sério, eu demorei 4 semanas pra terminar o jogo, o ritmo é um saco e digo e repito, músicas são importantes em jogos longos, principalmente quanto mais longo ele for, mais importante será as músicas pra que você não enjoe delas e boa parte dela te atinja, tipo Mass Effect 3 que boa parte das missões repetitivamente chatas são salvas pela FANTÁSTICA OST do jogo. É assustadora de tão boa enquanto essa do FF XIII conseguiu ser ainda mais chata que os padrões de Uematsu e Sakimoto.

"SE QUER ANDAR COMIGO, TIRA LOGO ESSE SOM DO HAMAUZU, SEU BOSTA"

Muito mais MESMO! Eu dormi 3 vezes jogando FF XII numa campanha que durou em torno de umas 60 horas e eu em menos de 20 no XIII já tinha dormido jogando inúmeras vezes.

Sério. Literalidade total nesse aspecto. Cheguei ao ponto de dormir sentado e acordar com a porra do controle caindo no chão. Maldito seja essa Hamauzu, me fez quase perder um controle de Xbox 360. Maldito seja.

Depois fui ver o cara é super conceituado. Mesmo com músicas super bregas cantadas à cada dez segundos e uma música de batalha que consegue transmitir tédio sendo chata e feita com violino.

Mas... O problema não está no violino, quem pega e faz direito tem uma ou duas coisas pra ensinar.

Quer um exemplo claro? Aprende com o mestre Motoi Sakuraba. Olha o que é uma música de violino que é tema de batalha mas ao mesmo tempo é linda e nada tediosa.

Droga, eu tenho Tales of Xillia em casa original e to me torturando com esse lixo que só me faz dormir.

E A Direção Artística...

...sério que acham boa?

Me digam, personagens com cara de porcelana não são legais e me digam abertamente, vocês não acham ridículo um visual mangá esdrúxulo exagerado no físico de um personagem realista, humano e com cara de louça?

Muita gente diz da direção de arte e eu considero super sem graça. Vamos combinar que um cara loiro, alto, com barba aparecendo de leve usando um sobretudo gigante gritando que é um herói não colabora com isso.

Mas Final Fantasy sempre teve monstros bem legais, e alguns até são como esse:


Não é a melhor coisa do mundo, mas tem alguns melhores e outros piores, mas no geral esse jogo tem bem menos monstros legais, porque a maioria é totalmente retardada e idiota.


...tipo isso.

Os monstros de fora do grupo em geral melhoraram muito depois do VII, principalmente no X e XII, e do nada aparece isso. O melhor que podem fazer é isso?

Nomura, o que você tem na cabeça? Uma viga de construção que faz barulho de sirene?

Vai me desculpar quem gostou, mas visualmente todos os personagens são sem graça ou ruim. Nenhum além da Fang foi meramente satisfatório pra mim. A Lightning foi meh, Snow, Vanille, Sazh, são toscos e o Hope lembra visualmente o Leo do Tekken numa versão adolescente e isso definitivamente não é um bom sinal.

O Leo bate legal. Mas é tosco de doer visualmente.

Mas aí você descobre que "o" Leo é "A" Leo. Sim, é uma mulher.

Minha nossa, que combo. Leo e Hope de repente parecem ainda piores.

"Sistema": Esmagando Botões Com IA Ruim


Pode parecer um bocado de exagero mas METADE do jogo é batalha e a outra metade é assistir cutscenes.

Mas aí você me diz:

"Poxa Juninho, o jogo não tem cidades, nem NPC's, nem muita história, nem narrativa, o Datalog é uma bosta, as músicas causam sono mas PELO MENOS as batalhas prestam né?"

E eu digo:

"Não, é uma bosta muito da mal cagada com hemorragias de uma hemorróida mal curada."

Aí você vira e me diz que eu to exagerando e que o sistema só é descomplicado e eu reajo assim:


Sinceramente, o sistema desse jogo é (mais) um dos motivos pelo qual odeiam esse jogo.

Vamos por partes, o que temos à disposição.

Inicialmente personagens com diferenças notáveis, Lightning é equilibrada, Vanille e Hope são melhores com magias e curas, Sazh é equilibrado mas voltado pros buffs e Fang e Snow são os "sentinels" do jogo, ou seja, eles são praticamente força bruta com umas características de defesa elevada.

O sistema consistem em Paradigm Shifts, e eles são estratégias prontas, e as estratégias são variáveis em Commando (ataque físico), Ravager (magias de ataque), Medic (Magias de cura), Saboteour (status negativo nos inimigos), Sentinel (são os "alvos" pra que os inimigos ataquem neles e deixem o resto do grupo se curando enquanto eles aumentam a defesa gigantescamente) e Synergist (buff nos aliados).

O conceito por trás de montar estratégias com essa variedade é interessante, se bem usado. Mas TUDO além da mera ideia do sistema é ruim.

Literalmente tudo.

Existe uma barra de Stagger em todos os inimigos e serve pra que? Pra deixar o inimigo enfraquecido, essa barra só aumenta com danos físicos pra que ela não caia rápido demais e com magias (que aumentam e muito a porcentagem) mas com elas a barra enche mais fácil, ou seja, misturar dano físico e mágico combinado. Algo como RAV/RAV/COM resolve.

Porém... Depois que o inimigo é enfraquecido, você vai lá e usa COM/COM/COM e bingo. Matou os inimigos.

Sabe o que é ruim nisso tudo? O jogo é INTEIRAMENTE baseado nisso. Totalmente MESMO baseado nisso. Tudo que você enfrenta é com base em:

"Magia + Ataque físico = Stagger e depois ataque físico de novo"

Stagger again, and again, and again...

Isso é a fórmula da jogabilidade inteira do FF XIII. Tudo se resume à isso. E é monótono pra cacete. Mesmo que no começo você acha que não é, eventualmente vai se tornar porque tudo é com base nisso. As magias praticamente perderam a sua importância como algo que gasta MP pra causar um dano maior, aqui não tem nada te limitando, você vai usando magias como se não houvesse amanhã e depois aumenta o status de Stagger usando ainda mais e depois fecha a luta com dano físico ridiculamente aumentado.

E a IA do jogo é uma outra bosta problemática que acentua ainda mais os problemas desse gameplay.

Pelo motivo mais óbvio, quando se começa o jogo e pega um trio, o jogo deixa bem claro que o sistema é baseado em "ordens", ou seja, você controla um líder que dá ordens pro grupo, quando você muda de estratégia você tá dando uma ordem e quando você mira em um inimigo é pra todos fazerem o que suas estratégias dizem em relação à ele. Ou seja, se for um buff vai ser pra se proteger dele, se for um status negativo, vai ser um que afete ele e se for magia e ataque físico, obviamente voltado pra acertar ele.

Mas.... Por que seria um problema?

Porque em MUITAS (eu disse muitas, no sentido mais forte da palavra) você vai lá, acerta os inimigos e quando você causa o Stagger, que é o momento onde você pode enfiar o World Trade Center na bunda dos inimigos... O terceiro aliado especificamente começa a fazer algo totalmente random. Como usar outra coisa de outro paradigma ou usar o paradigma que você escolheu em outro inimigo.

MAS PORRA! E A LÓGICA QUE O SISTEMA ME APRESENTOU SERVE PRA QUE??????? PORRA!!!!!!!!!!!!!!!!!

VANILLE, SUA RETARDADA, É PRA BATER NO INIMIGO COM STAGGER AQUIIII! AQUIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!

Vários e vários momentos do jogo se tornam difíceis pelos motivos errados, como a batalha de Lampeja e Esperança contra um monstro que muda de característica toda hora, ou seja, se ele é forte a trovão e fraco à gelo, ele do nada muda pra forte a fogo e vulnerável à trovão. E mesmo na sua troca, o Esperança vai lá e usa uma magia que não deveria e acaba por causar nenhum dano ou pior, dar HP ao inimigo porque ele absorve os danos do qual é forte naquele momento convertendo em HP.

Isso é uma falha absurdamente ridícula, uma vez que a habilidade Libra (ou o item Librascope) faz o Scam e ao trocar de estratégia o jogo mesmo já bota a mais adequada no "auto-battle" do jogo.

Isso torna as batalhas longas porque o chefe tem HP demais pra você naquele momento e ainda por cima tem que se preocupar com a falha da IA do jogo em beneficiar ele. No caso, você luta contra o chefe e contra o jogo por esmagadora parte do tempo, tal como a luta com Barthandelus onde tem várias partes do corpo dele a ao causar Stagger o terceiro aliado começa a atacar uma outra parte dele, atrasando a batalha.

Mas aí você fala:

"Ah, é só treinar que fica tudo certo."

Errado. O jogo te limita no Crystarium, que é tipo a Sphere Grid do X. Mas diferente de lá, que você escolhe como vai evoluir e o que vai evoluir e principalmente o quanto vai evoluir, no XIII não é assim.

O jogo expande o Crystarium após cada chefe mas isso impede meu treino, ou seja, o jogo sempre vai me barrar com um número máximo de características e me obrigar a usar upgrades inúteis nas armas  ou contar com a sorte por causa da IA retardada do jogo. E isso faz o que?

Esse limitador torna as batalhas difíceis por motivos errados, torna as batalhas longas porque o jogo não te permite evoluir como bem entender como em todo e qualquer RPG normal.


 
Vou usar como exemplo o recém falado aqui: Tales of Eternia.

Quando você chega num lugar estando no nível normal ou fraco, você ganha um determinado número de experiência. Então, quando você vai ficando forte e mais forte e mais forte... Chega um ponto que você tá atropelando tudo daquela dungeon sem o menor  desafio e a sua experiência cai pela metade.

Isso é uma manobra inteligente do jogo estufar o peito, bater no seu ombro de forma amiga e dizer:

"Olha parceiro, você já tá muito forte... Tipo... PRA CARALHO e você é meu orgulho. Mas agora pode ir em frente"

Lembrando que você não é impedido de continuar ali, caso queira a experiência só vai diminuir, e seu treino será menos recompensado porque exige muito menos esforço. Isso é uma boa lógica aplicada.

Mas "polimento" e "Final Fantasy XIII" na mesma frase só pode ser algum tipo de piada...

Primeiro de tudo, por  70% do jogo você ficará focado apenas nos Paradigm Shift que o jogo quer e do nada eles te dão todos à disposição, cometendo assim o mesmo (grave) erro de Final Fantasy XII onde mesmo que não fossem 100% iguais, todo mundo poderia ter tudo e ficariam EXTREMAMENTE parecidos.

Isso é um saco. Principalmente quando o sistema te apresenta eles de formas diferentes, e do nada muda pra algo que me permite deixar todos iguais. Isso é tosco viu Square, TOSCO!

E depois de tudo isso, a execução do gameplay é basicamente isso:


BUTTON SMASHER!!!!!!

Imagina um RPG baseado em "auto-battle". Ou seja, você troca o paradigma e soca o botão como se não houvesse amanhã, aí feriu, troca o paradigma e soca de novo, aí deu stagger, troca o paradigma e faz o que?

METRALHA O BOTÃO DE NOVO! SANTA ESTRATÉGIA!

É só isso. Não existe muita estratégia envolvida na prática, só na teoria, mas como tudo é Stagger + ataque. Então acaba ficando chato.

Bizarro é que o jogo é tão retardado que às vezes o próprio jogo scaneia o inimigo pra você e te entrega tudo que precisa, logo nem precisa experimentar magias diferentes e o pior de tudo, as magias vulneráveis só causam mais stagger, não há muito dano envolvido. Por isso o sistema INTEIRO é baseado nessa ideia que se bem usada, poderia ser boa. Mas só ficou repetitivo e monótono pra diabo.

E tem o sistema de Upgrades nas armas. Mas... Por que é idiota? Porque o jogo te dá dinheiro NENHUM.

Ou seja, existe loot. Aqueles itens que você compra pra vender. Mas esses itens causam os upgrades das armas. Então... Ou eu fico com grana ou fico com armas upadas. E o sistema não tende à um lado ou outro e sim os dois, e acaba que ou você vai ter que escolher.

Pior ainda, o upgrade é completamente aleatório, não existe NENHUM (literalmente) tipo de pista nos itens que usamos pra isso possa nem que seja brevemente ajudar em algo como:

"Ah, se eu usar o item que tem fogo na descrição, vai me dar resistência ao fogo"

Não. Não tem nada e acaba por ser puramente tentativa e erro da forma mais retardada possível e com isso as armas passam de nível mas o dano delas só é executado no Stagger, então o dano normal delas acaba sendo inútil e favorecendo ainda mais pro jogo ficar 100% FOCADO NA PORRA DO STAGGER.

E o mais bizarro é que nesses upgrades eu sem nem tentar fiz um que reduz o life dos inimigo pela metade. Não é frequente mas foi um upgrade da arma que fez isso no capítulo 10 e durou por MUITO tempo. E não é bug do jogo e sim um upgrade possível.

A prova:


Caso você diga:

"Ah, mas é só uma foto, não tem vídeo"

Bingo, Juninho pensou nisso e fez esse lindo vídeo provando o que digo. É diretamente do meu celular.

Como se não bastasse, o jogo é um button smasher até em torno do capítulo 10, quando vamos pra Gran Pulse, chegando lá as batalhas ficam consideravelmente difíceis e alguns inimigos nem podem mesmo ser enfrentados.

Até aí, tudo certo, mas os que podemos enfrentar nos recompensa com MUITA experiência, mas olha que retardado...

...você vai chegando aos eventos finais, as batalhas ficam muito mais difíceis, exige uma estratégia que você mal usou por cerca de 70% de toda a campanha e quando você vence as batalhas elas te dão certa de 3 a 4 vezes MENOS experiência do que as batalhas de Gran Pulse.

Sabe o que é isso? É UM LIXO! UM LIXO MAL PROGRAMADO!

Onde já se viu isso? Qual o sentido dessa bosta. Dá pra ver MUITO NA CARA que foi jogado de última hora, o capítulo final é um lugar vermelho que parece mal acabado e não me surpreenderia se tivesse sido feito de última hora, incluindo as batalhas e detalhes, não me surpreenderia MESMO. É inacreditável como a dificuldade sobe do nada e ainda por cima valendo menos experiência do que antes. Isso não é nem de longe algo coerente. Gran Pulse não é uma dungeon secreta e os eventos finais são os mais difíceis de toda a campanha valendo menos experiência... Minha reação foi exatamente essa:


Mesmo o gameplay do VIII sendo quebrado por coisas que podíamos fazer com os Junctions, agora aqui é só assistir e metralhar botões. Porque ver as batalhas é legal, mas um jogo que tem como único ponto forte a parte visual, principalmente se tratando de um RPG... É sinal que tem alguma coisa errada.

Ou algumas coisas.

Ou tudo.

E quando você pensa que não pode piorar, você se lembra que o jogo é literalmente uma linha reta de andar pra frente. Somente pra frente. Não há muita exploração e nem muito o que ser feito além de andar pra frente, batalhar e assistir cutscenes. É literalmente uma reta mais bizarra que uma rodovia americana.

Poderia ser pior?

Sim. Temos summons em forma de transformers que são a beira do patético e eles sempre se transformam em veículos das formas mais patéticas e engraçadas possíveis.

Ah, e como eu já disse, não tem MP, você pode usar tudo que tem à vontade, exceto por algumas habilidades como Quake que só se podem usar gastando a barra de TP mas a maioria das habilidades de lá podem ser substituídas por qualquer outra. Como por exemplo Quake, eu posso usar Fira. Dá no mesmo já que só muda o tanto de Stagger que o inimigo toma.

Ou então pra que eu vou usar Renew que gasta uma barra de TP se eu posso usar Raise e dar um Cure em seguida. Vai dar no mesmo e nem vou usar uma porra de uma barra extra que é praticamente inútil.

Vou ganhar força na parte de magia do Criystarium... Parece tão retardado... PORQUE É RETARDADO!

Qual o motivo de eliminarem o MP? E qual o motivo pra seu HP sempre regenerar ao máximo depois de cada luta? Pra deixar o jogo AINDA MAIS FÁCIL!

Também tem a bosta do sistema de Ranks que é inconsistente ao extremo, muitas vezes eu peguei duas batalhas literalmente iguais, os mesmos inimigos e a mesma quantidade, matava rápido e sem dano e recebia 3 estrelas e do nada fazia o mesmo e dava 5 estrelas.

E muitas vezes quase morria e me fodia, demorava pra caralho, gastava tudo que tinha naquele momento e pensei: "Porra vou receber nem meia estrela"

E vinha 3 ou 4. Isso faz sentido pra vocês? Porque comigo foi TOTALMENTE aleatório. Mais uma "belíssima" falha do game, mas o que é um peido pra quem ta na merda?

Conclusão:

Falando francamente, eu nunca imaginei que eu diria isso mas o conceito por trás de personagens lutando pra sobreviver é muito bom e daria excelentes histórias mas PORRA. USARAM ISSO DA PIOR E MAIS RETARDADA FORMA POSSÍVEL!

Inacreditável o quão ruim esse jogo pode ser, um chute nas bolas vindo do Roberto Carlos (sim, aquele Roberto Carlos) ou suicídio parecem mais interessantes que isso. E na boa, nem DmC não é tão tedioso.

Na verdade nem FF VIII é tão tedioso apesar da história dele em si ser mais idiota. Mas porra, FF XIII é o pior JRPG que eu já assisti.

Porque a gente mal joga nessa bosta.

Eu nunca vi tanta falha ridícula num só jogo em um período tão curto de tempo, Final Fantasy exceto pelo VI e VII só me desagradam (por enredo) e isso porque não acho os dois que eu gosto isso tudo hoje em dia, apesar de ainda que não pareça, eu gostar deles.

O XIII é tão incompetente que exige em determinados momentos estratégias ridiculamente especificas como por exemplo ser mais rápido que o chefe, então você precisa usar Haste, e em todo caso vai ter que jogar com o Sazh mesmo não gostando dele porque ele é o único naquele momento que pode ter Haste, se você não gosta dele, o jogo ignora a sua opinião e te dá uma banana.

Todo qualquer RPG decente que se preze, permite a estratégia ao gosto do jogador e não te obriga a usar personagens que não gosta, isso é o ápice do mal feito e se foi feito de propósito não torna as coisas melhores, só ainda piores porque eles ignoraram a possibilidade de você desgostar daquele personagem.



O VIII de repente parece uma obra de arte perto do XIII. Os personagens do VIII são piores e de vomitar mas os do XIII são quase do mesmo nível, e isso é muito. O jogo é horrendo em cada mero detalhe de sua existência ao longo dos 5 anos de produção.

Confesso, estou tão mas tão surpreso negativamente que ele me ofendeu ao ponto de eu não xingar o jogo o tanto que ele merecia tanto aqui ou enquanto jogava porque eu de verdade, transcendi o estado da ofensa e de verdade... Fiquei com pena. Fiquei triste de verdade por quem é fã da franquia e MUITÍSSIMO PROVAVELMENTE se frustrou com as piores coisas possíveis num RPG.

Isso é, até chegar em Gran Pulse e TUDO DO JOGO FICAR AINDA PIOR E MAIS MAL FEITO!

Aí o ódio veio com tudo!

Personagens ruins, história ruim, música ruim, sistema ruim e linearidade total, toda história caminha de forma linear mas não à ponto de SOMENTE ir pra frente em corredores. Porque é isso que FF XIII é. Um corredor de 13 capítulos com um lugar mais ou menos aberto tentando se maquiar de menos linear mas o caminho é um só: pra frente.

Final Fantasy XIII é definitivamente o pior JRPG que eu já tive contato e tá pra nascer algo pior que esse aborto que mais parece ter sido cuspido à 400 KM/H e que acerta te acerta com toda a doçura de um feto morto explodindo em sua face.

Sabe o motivo pelo qual o VIII e o XIII venderam? Gráficos. Ou você acha mesmo que alguém jogaria o XIII se ele fosse assim:

Duvido que o jogo teria 10% dos fãs se fosse exatamente o mesmo jogo com esse gráfico.

Isso mostra o quão pouco exigente é o gamer atual, não acho nem minimamente coerente tanto esse quanto o VIII terem aceitações tão altas pra tão pouca qualidade, mas o XIII consegue descer ainda mais um poço já cavado pelo VIII. Ele é um jogo ruim, disfuncional, pra gente pouquíssimo exigente que só se importa com gráficos e não consegue enxergar o nível de falhas que o jogo carrega por estar distraindo babando ovo pra um gráfico que parece uma CG.

Honestamente, não da pra culpar quem não teve interesse em jogar o XIII-2 ou o Lightning Returns, porque o primeiro jogo dessa trilogia é absolutamente medíocre. Mas como eu ganhei os jogos, quem sabe não venham os próximos reviews?

Mas vou precisar de muito estômago... E paciência. Principalmente paciência.

7 de abril de 2014

Final Fantasy VII - O Melhor da Franquia, Porém...


Final Fantasy VII... O lendário Final Fantasy VII!

Faz ANOS que eu quero falar desse jogo mas eu tinha umas coisas que precisava ter mais certeza antes de falar dele.

Primeiro de tudo, esse post vai me servir de teste, pra saber quem REALMENTE lê o blog, vamos ver quem vai entender de verdade minha opinião no final pra me xingar nos comentários ou não!

Mas antes de começar, duas coisas sobre Final Fantasy VII!

A primeira, eu gosto dele, é meu FF favorito de longe, o único que eu posso dizer que gostei MUITO MESMO, eu curti o VI sim, pra caralho inclusive, mas ele é simples demais, apesar de ter uma outra pegada...


O VII não é nada complexo também. Mas eu vou chegar lá.

A segunda é que não aderi à modinha que nasceu de uns anos pra cá em desmerecer esse jogo, ou dizer que o IV, VI ou qualquer outro da série é melhor do que ele. 

Final Fantasy VII de longe é o melhor da série, mas também é um jogo ultra overrated. E provarei o motivo de minhas palavras.

Muita gente confunde meu ódio do VIII e toda aquela tosqueira pelo fato de eu ser fã do VII.

Maaas... Eu não sou fã do VII, eu simplesmente o respeito porque ele é de fato um bom RPG, mesmo que tenha problemas, como qualquer outro!

Acontece, que há MUITO tempo, Final Fantasy, Resident Evil e entre outras grandes franquias vendem pelo nome, somente pelo nome, sendo esses jogos bons ou ruins. Mas diferente de Mario, Resident Evil ou qualquer coisa, o foco deles é gameplay (quer exemplo melhor que Castlevania?!?!!) e não ENREDO!

RPG é ENREDO! Não adianta você me falar que o gameplay é o mais importante, isso até existe e pra isso existem jogos como Toukiden, Monster Hunter e derivados, que são jogos de RPG onde o importante é evoluir e pegar novos equipamentos sem o menor pingo de roteiro, e Final Fantasy NÃO É ISSO!


Final Fantasy tem enredo, o foco dele logicamente é na história, por sorte, a Square, agora SquareEnix, sempre teve uma boa equipe pra montar excelentes gameplays e o povo meio que confunde as coisas.

O grande problema de Final Fantasy é sua fórmula. Mas não a fórmula em si, muitos jogos tem e não ficam chatos, mas em termos de enredo até que fica se não for muito bem usado.

Eu recomendo, que antes de continuar esse post, que leia esse aqui do Dipaula, onde ele retrata os elementos da fórmula.

Os jogos tem sim seus elementos em comum e nem são difíceis de se notar, e com isso acaba que o Final Fanatsy preferido de cada pessoa é justamente o PRIMEIRO que ela joga.

O meu foi o VII e ele é o que eu mais gosto, mas felizmente eu aprendi a separar o carinho que sinto por ele (que não é pequeno) da qualidade dele, que infelizmente não é tão alta assim.

Mas vamos por partes. Certo? Repetindo, se possível, leia o post que eu indiquei antes, vai ajudar muito no entendimento desse.

Gameplay!

O gameplay de Final Fantasy sempre foi um forte da série, desde o começo dos tempos eles sempre reformulavam elementos antigos deixando eles bem melhores ou até MUITO melhores.

Isso foi o ápice da série ao meu ver em Final Fantasy VI, onde duas coisas eram geniais!

Primeiro de tudo, cada personagem era totalmente diferente do outro, assim como no IV, só que com ainda mais identidade, cada personagem tinha uma alma diferente em todos os seus sentidos na hora de jogar.

Limit Breaker, o típico especial com cena dramática que todo bom JRPG merece.

O segundo era o fato de aprender magias equipando os summons, lá se você equipa Ramuh, o Esper de trovão, ele vai te dar Thunder, Thundara e Thundaga (ou seja lá o nome que eles usaram lá, não me lembro mais) e com isso elas ficam pra você depois de aprendidas, basta adquirir AP's com os summons equipados.

É bem legal, funciona muitíssimo bem e aumenta a vida útil do gameplay em si de forma genial. Cada carinha pode ter suas próprias magias ou todas. Você decide!

No VII, o gameplay é seco, e os complementos são à base de matérias, que são parte essencial do jogo, nada nada são habilidades, summons e entre outras coisas armazenadas e tudo isso graças à extração de energia Mako do planeta.

Essas poses pra invocar os summons são sempre legais.

Tudo funciona muito bem, porém, é SUPER cansativo aprender.É um absurdo como do meio do jogo pra frente as matérias demoram duas eternidades e meias pra evoluírem até o Master!

Isso é tão mas tão cansativo que chega a incomodar profundamente. Por sorte você não precisa de tudo no Master pra chegar até o último chefe e detonar ele. Mas se quiser enfrentar os dois desafios extras do jogo, ah meu amigo... você COM CERTEZA vai precisar de no mínimo algumas materias no Master!

Trilha Sonora!

A trilha sonora de Final Fantasy ao meu ver é comum ou ruim.

Comum como nos Final Fantasies III, IV, ou então ruins como X, VIII ou XIII...

Mas a do VII e VI são especialmente boas. Mas não por serem os únicos que eu gostei, calma calma. Abaixem essas foices, machados, tijolos e tortas que são usadas no Passa ou Repassa.

Acontece que as situações de Final Fantasy são situações que teriam em qualquer RPG, certo?

Se você lembra dessa cena, você COM CERTEZA lembra da música que tocou


Fugas,cenas de combate, chefes, últimos chefes e tudo mais funciona tão bem no VII e antes de jogar o VI eu sentia que não era assim em TODOS os outros jogos, como se a OST fosse feita antes do jogo e simplesmente "encaixada". Já no VII e até mesmo hoje em dia eu vejo que no VI também não foram assim, e sim algo mais bem feito, mais de acordo.

Não vou postar link de nada, Final Fantasy é famoso o suficiente pra você ter onde procurar e ver que as cenas de fuga de jogos como Final Fantasy VIII ou X não tem músicas de acordo com as tais cenas pra que nos faça acreditar nelas.

Um exemplo tranquilo além do VII é o IX que tem uma OST muito boa, e as músicas de batalha são boas, dão o clima, a de chefe funciona bem mas ainda assim não incomoda. Basta pegar as músicas do VIII pra ver como são totalmente deslocadas e nem preciso falar da música de batalha do X que é praticamente uma lambada com Sidnel Magal.

https://www.youtube.com/watch?v=dyIw1lVEYdU

Enquanto todo mundo nesse exato momento, canta a música de chefe do Final Fantasy VI e VII com a boca...

E provavelmente lembra da música de chefes, que tocou pela primeira vez nessa luta

Nesse ponto, não posso reclamar desse jogo, apesar que nesse exato momento to jogando o XII que até então tinha sido ignorado por mim, e as músicas do jogo são um dos maiores indutores de coma já criados. Ao menos o enredo é diferente, mas isso é assunto pra outro dia.

Enredo E Seu Desenvolvimento!

Bom, eis aqui o ponto chave de Final Fantasy VII. O seu enredo, ele tem partes dos elementos padrões da série.

Primeiro deles, o protagonista desmemoriado pela segunda vez na franquia, o que não é ruim, porque assim como Terra, eles são coerentes com seus universos, depois vem o IMPÉRIO DO MAAAAAUUUU!

Calma, eu sei que a Shin-ra é uma empresa, mas ela funciona como império.

Meu favorito do grupo... Com um desenvolvimento tão curto, mas que pelo menos é bom...

Mas vejam bem, o fato dela ser uma empresa do mal permitiu a ela abrir um espaço maior do que simplesmente "dominar a força porque sim". Aqui, ela domina pelo capitalismo mesmo, pela extração de energia Mako, que inevitavelmente está matando o planeta, afinal essa Mako é nada menos que Lifestream do planeta convertido como algo semelhante à um combustível.

É aí que entram os personagens do jogo. Todos eles tem uma mesma causa por motivos diferentes. Sejam pra salvar sua cidade, pra evitar a matança do planeta ou confrontos pessoais contra os líderes da Shin-Ra. O que os une além disso é salvar o planeta, que no jogo é um ser vivo. De forma bem literal.

Eu poderia evitar spoiler mas todo mundo já conhece, jogou ou ouviu falar em Final Fantasy VII, então não me venha com a desculpa de eu ter sido um cara babaca que falou parte do enredo.

Seguinte, Cloud, era um soldier da Shin-Ra, ou pelo menos achava que era...

Tais soldados foram modificados em laboratório ficando à base de experimentos e o que mais deu certo foi expor esse soldados à uma certa quantidade de energia Mako. Com isso todos ganhavam olhos azuis e etc... Isso foi desenvolvido em Cloud, de forma que mesmo sendo um soldado padrão que sonhava em ser um soldier, acabou misturando tudo com as lembranças de seu amigo de trabalho e total inspiração, Zack!

Zack, tão mal explorado que até ganhou um jogo próprio. Por sorte, um jogo bom.

Zack era um Soldier classe A, do tipo que todos admiravam e respeitavam e tais eventos como sua morte e outros mais fizeram com que Cloud tivesse uma bagunça em sua cabeça.

Assim como Zack, tinha Sephiroth, que era a elite da Shin-Ra, o soldado mais poderoso de todos e com isso ele também acabou virando experimento nas mãos da empresa maligna. Porém não resistiu e com isso um clone dele foi gerado, esse clone, substituia o original em tudo inclusive lembranças fazendo com que ele nunca soubesse que tinha sido um clone, até o momento que ele descobre isso...

Diferente de Kuja, que quer provar que é um ser vivo e único, mesmo sem ser, Sephiroth sabe de sua condição e a aceita, ele também, sabia que ele não tinha muita coisa de energia Mako exposta em seu corpo e sim células Jenova, tais células deram à ele poderes intermináveis e ele entendeu essa fonte de poder, as células Jenova, como sua mãe e aquela que lhe deu a verdadeira vida.

Depois disso, foi pra onde a Jenova se encontra, em uma parte isolada do planeta do continente gelado e fica lá, com ela, porém já parcialmente fundido ao planeta, de forma que ele mal manda "projeções astrais" ou partes da Jenova com sua mente, ele mal saiu do lugar ao menos durante o decorrer do jogo, porque não é totalmente explicado a quanto tempo ele já tá lá misturando-se lentamente com o lifestream do planeta.

A intenção de Sephiroth era clara, matar os humanos com seus poderes psíquico mesmo que pouco a pouco e isso incluía o nosso grupo, afinal de contas, a mãe dele é um ser alienígena que se alimenta de planetas e ele queria isso pra sua amada mãe, da qual passou a ter um amor quase doentio.

Mesmo sem boca, ele fala bonito.

Ele mataria os humanos deixando o planeta como fonte de alimento SOMENTE de sua mãe, tornando ele assim "mais vivo" por realizar as ambições daquela que o deu a verdadeira (e poderosa) vida. Pra isso até mesmo invoca um cometa do capeta pra colidir com a Terra.

Isso mostra claramente como a história gira em torno de dois personagens centrais, Cloud e Sephiroth, que apesar de muito boa é aí que mora parte do problema.

O grupo em Final Fantasy 8 é totalmente ignorado, somente Squall e Rinoa importam mesmo (tanto é que só os dois aparecem nas animações finais) e aqui é quase isso, a diferença, é que os personagens tem sim, seu desenvolvimento mesmo que em alguns casos muito bons e longos (como Barret ou Yuffie) ou resumidos (como Cid e Red XIII) ou praticamente nulos (Caith Sith e Vincent).

Levando em conta, que com exceção de Cait Sith, eu gosto de todos, mas imagine minha frustração ao jogar depois de adulto e lembrar vendo com meus próprios olhos que o jogo diferente de outros RPG's, dão uma prioridade absurda ao protagonista e antagonista à ponto de não ignorar os seus amigos do grupo mas não dar à eles um devido momento único.

Aeris, uma morte simples e sem muito impacto. Cena mais do que superestimada.

Yuffie ainda tem o seu, assim como Red XIII, Cid, Barret, sejam eles curtos ou longos mas Cait Sith e Vincent praticamente não tem nada. Eles entram pro grupo e pronto! Isso é de fato um problema, apesar de não tão grande como no VIII que ignora o resto do grupo ou X que gira em torno de Tidus, Auron e Yuna e também ignora boa parte do jogo o resto dos membros.

Mostrando que apesar do VII ter o melhor desenvolvimento do personagem principal de toda a série, mas ele só é o melhor porque foca demais nele, e por sorte não esquece os outros mas é como se esquecesse em alguns momentos.

É exatamente por isso que o público geral se divide entre Cloud e Sephiroth, eles são os únicos que tem uma importância gigante na história, os outros até tem, mas é muito menor, como por exemplo Tifa, que é uma das personagens mais icônicas da série e no seu jogo de origem mesmo, ela mal se desenvolve, e ela é totalmente ligada ao Cloud desde criança, não faz sentido ela ter tão pouco desenvolvimento, na verdade ela pela própria lógica do jogo deveria ter ainda mais e ela tem é bem menos.


Não precisa vir aqui falar que o VI é diferente, e que todo mundo é destacado que NÃO! Lá não tem um personagem principal, Kekfa é uma ameaça real, grande e etc, ele é cruel e mal "porque sim" desde o começo (e nem totalmente ruim por isso) e o povo se une, tanto é que Terra, Sabin, Edgar e Cyan tem um excelente desenvolvimento porém Relm, Strago tem um bem breve e os dois extras (Gogo e Umaro) assim como Shadow e Mog tem praticamente zero.

Então... Bora pro próximo ponto!

Visual!

Bom, um motivo de eu citar o visual do jogo... A real é: Final Fantasy antes do VII tinha um visual muito cru, ou viajado demais, prova disso está em IV e VI e nem preciso ir muito longe pra me justificar, e depois do VII eles adotaram o famoso visual da "cara de porcelana" que surgiu na abominação do VIII.

Eu acho que com a geração nova chegando, a Square meio que quis arriscar em tudo, tudo mesmo!

Seja no gameplay, tornando ele mais simples, assim como aconteceu com o IV no Super Nintendo (porque o II de NES era mais elaborado, o sistema de evoluir as características é genial) ou mesmo com personagens mais "secos" e isso ajudou demais.

Os outros tinham um visual muito estranho e não necessariamente ruim em alguns casos, mas em outros piorava muito!

Porra, Square! Qual é o problema desse traço de mangá? Pra que mudar justo isso?!?!

No VII eles tem um visual padrão de mangá, que facilitava a animação de CG's e etc. Tudo isso atinge mais público, mas a realidade é que um visual genérico de mangá é bem melhor que personagens com cara feitas de cera...

O IX nem tanto, por ter uma pegada mais infantil mas todos os jogos da série depois tentaram ser realistas e com essa cara de porcelana, nunca vi problema no visual mais mangá do VII à ponto de isso gerar uma mudança, se perguntar pra muita gente que é fã da própria série, eles vão responder o mesmo, talvez com outras palavras, porque é um JRPG, o povo sabe que é um universo de fantasia, então quanto mais realismo, mesmo que visualmente, atrapalha na quantidade de fantasia dentro do jogo em si.

Um visual genérico pode sim, tirar parte da identidade,mas ajuda no carisma dos personagens, uma vez que isso é um modelo japonês pra animes e mangás e funciona muito bem por aqui, a esmagadora maioria que curte JRPG gosta desse tipo de traço, pra gente ele é mais atraente que uma cara de porcelana. Apesar de genérico como no FF7, ele funciona melhor.

Bom, eu imagino que não seja só por isso, mas acredito fielmente que boa parte da fama do VII acima dos outros seja pelo impacto visual que ele causa.

Olha essa CG com visual de anime, isso sim é foda Square! E não aqueles rostos de porcelana...

Chego a me perguntar, de verdade, se a Square sabia desde então os enredos não seriam totalmente bem construídos e apostou tudo que tinha em gráficos, porque o VIII é lotado de buracos, o IX era pra ser a despedida da série com referências aos clássicos sendo assim um jogo mais "seco".

Tal verdade se aplica aos enredos ridículos do X e X-2, o XII eu ainda to jogando e até curtindo e não posso falar, mas o XIII é outra prova viva de somente gráficos e nada de enredo, e se tratando de um RPG, é totalmente absurdo...

Realmente, o VII foi de longe o mais bem construído, apesar de todos os problemas que ele tem e os fãs mesmo não notam, assim como eu mesmo não notei quando eu joguei pela primeira vez, afinal eu era mais novo, mas como alguns anos fazem realmente bem pra gente....

Conclusão!

Acaba que Final Fantasy VII como eu disse, é tão comum quanto qualquer outro da série, porém muito mais bem usado.

E sim, ele tem problemas, ele não é um jogo perfeito e ainda é isoladamente o melhor de uma franquia, mas ele ao meu ver funciona sozinho mais ou menos como a franquia Resident Evil inteira.

Eu como fã de Resident Evil do 2 em diante, tenho autoridade pra falar, que são jogos comuns, genéricos, e imperfeitos. E o que Resident Evil e Final Fantasy VII tem em comum?

Eu vos digo!

OS PERSONAGENS!

Eles tem um carisma desgraçadamente fora do normal, a gente se apega à eles com uma incrível facilidade.

A história base do VII é a melhor, é ao meu ver tecnicamente indiscutível, pega o tema salvação ambiental e deixa ele bem com a cara de um anime que a gente tá lá jogando...

Um bom enredo com péssimos personagens dificilmente daria certo, assim como bons personagens em um enredo ruim também daria errado. A proposta com um RPG deve ter os dois, e não como Resident Evil (e quase qualquer outro jogo do gênero) onde a atmosfera e enredos são absolutamente clichês e a gente depende dos personagens.

Tais coisas acontecem com jogos como Zelda, Castlevania, Megaman e tantos outros, a gente gosta dos jogos mas o que nos ganha a atenção são os personagens deles ali.

Nem é muito difícil ver buracos como a falta de uma ligação melhor e mais bem construída do Rufus Shin-Ra com o jogo, ele é meio que o primeiro grande vilão e depois perde praticamente toda a pouca importância que tinha.

É legal? Sim! Mas É um problema, é inevitável isso. Eu gosto pra cacete do Rufus e fiquei bem desapontado de não ver uma melhor construção dele de determinado ponto em diante.

Turks... Seu merecido destaque ficou num jogo próprio... Somente no Japão.

Mas por exemplo, depois de anos, se analisarmos a morte de Aeris por exemplo, ela não tem taaaaaanto impacto emocional assim, quem diz que tem provavelmente não viu a morte do Lavitz em The Legend of Dragoon ou de Shinjiro em Persona 3. 

Final Fantasy VII tem exatamente isso, um enredo bom, músicas boas, personagens carismáticos e etc? Sim. Ele tem!

Mas peca no seu desenvolvimento, personagens totalmente ligados ao principal como Tifa ou mesmo Vincent que é secreto deveriam ter uma razão muito maior do que simplesmente estar ali.

E não me venha falar que a Tifa ta ali porque gosta do Cloud que todo mundo sabe disso, mas eu me referia à um motivo maior, mais convincente como a Shana do Legend of Dragoon que tá lá com o Dart mas admite PLENAMENTE que É um peso morto, e que ela se sente mal por isso mas ela não via outra forma de ta ali com o Dart.

Fora os outros eventos dela, mas é disso que eu estou falando. Mas Tifa até mesmo tinha espaço pra ser um casal legal com Cloud sem forçar a barra e nem isso o fizeram.

Sem dúvidas, ela merecia um desenvolvimento melhor.

Francamente FF7 é um jogaço, ele envelheceu muito bem, zerei ele faz pouco tempo e definitivamente ele dificilmente vai perder a graça, ao menos pra mim. Mas já conheci RPG's melhores, enredos melhores e até mesmo personagens melhores. Não vou negar isso pra mim mesmo e fechar minha vista à um passado nostálgico uma vez que dá pra conciliar as duas coisas (razão e emoção de gostar da parada), dentro de vários outros consoles, se você se permitir fugir do mainstream, vai ver que sim, existem ideias melhores.

É uma questão de ver, entender, e aceitar. A menos que você tenha jogado TODOS os jogos de RPG e ainda assim prefira Final Fantasy VII por questões de gosto, mas que entenda que ele não é perfeito, assim como meu RPG favorito (Persona 2) também não é. Até porque, difícil ao extremo ter um jogo perfeito, o que acontece é o endeusamento por parte dos próprios fãs que muitas vezes exageram demais pra imagem de um jogo, seja ela positiva ou negativa...

E só pra concluir, Final Fantasy VII tem também um dos PIORES finais de um JRPG, afinal de contas, uma aventura deve ter começo, meio e fim. O fim não foi conclusivo em NENHUM aspecto, e graças a isso, gerou um jogo meia boca (Dirge of Cerberus) e meramente jogável e um filme que é legal pelas porradas e tem uma história bem "ok" e totalmente indigna de ser uma continuidade da série.

Uhul, salvamos o planeta e... O que acontece depois mesmo? Ah sim. NÃO FOI EXPLICADO!

Final Fantasy VII tem um decorrer muito mas muito bom mesmo e um final PÉSSIMO! Que muitas pessoas com toda certeza reclamariam se fosse em outro RPG, mas não reclamam desse porque é mainstream, porque é famoso e porque é visto como um dos melhores RPG's de todos os tempos.

Mas ninguém fala isso porque é Final Fantasy, e principalmente por ser o VII. Que como eu disse, apesar de ser o melhor da franquia, porém...

...um jogo overrated, com falhas como todos os outros. Não dá pra negar sua importância e impacto na indústria dos games, mas isoladamente falando, ele realmente não é isso tudo. Apenas, o melhor de uma franquia.