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18 de abril de 2012

Megaman X4


E já estou de volta, na vibe de Megaman X ainda, e como devem ter notado, pretendo abordar todos os jogos da série.

Então, já que Megaman X é série conhecida e se tem acompanhado meu blog sabe que eu tenho explicado muito bem a respeito.

Então, aperta o Start e simbora no review.

Antes de tudo, deixando bem claro, Megaman X é uma série que foi explorada somente no Super Nintendo e quando lançaram X3 pra PlayStation e Sega Saturn, não se preocuparam em dar uma "nova cara" ao jogo, pegaram o jogo pronto e fizeram a versão pra CD.


Nada além, o que é uma puta preguiça da Capcom, pra variar, essa empresa como sempre super preguiçosa...

Mas então, quando 2 anos após o lançamento do X3. Eis a novidade que sairia um novo Megaman. Aposto que os fãs esperavam algo com visual antigo de novo e eis que todos tomamos susto.

Se tratava de novo visual em tudo, novos sprites, muito mais bem animados e coloridos.

A Capcom é uma mercenária preguiçosa do inferno mas ela dessa vez merecia um puta de um viva. E vamos lá...

VIVAAA...

E quer a prova que os sprites eram bem melhores ?

Confere ae:

Sprites de X.


E agora de Zero.


Se você somente viu os antigos, vai ter como notar que houve uma IMENSA diferença, tudo aqui está melhor. Principalmente em aspectos de movimentação e tamanho de sprites.

Entretanto, algumas fórmulas foram mantidas e explicarei adiante.

E agora o roteiro do jogo, e exatamente um dos motivos de eu ter dado muito spoiler na postagem do X3.

Basicamente, do X1 ao X3 não tinha muita profundidade e tudo girava em torno de X, deixando claro a superioridade de Zero. Mas agora, no X4, dá um "novo arco" pra série onde o foco principal é Zero.


E graças a isso, oportunidade de jogar com ele, sem limitações idiotas como no X3 de "somente uma vida".

Bom, o roteiro é bem simples, a organização que deixava X e Zero chutando bunda de mavericks, se uniou e formou a Repliforce, um grupo que funcionava mais ou menos como um exército de reploids.

Contudo, após o desastre na cidade flutuante Sky Lagoon, que caiu e matou milhares de reploids e humanos, foram apontados que os causadores eram a própria Repliforce e que os Maverick Hunters até então haviam se tornado mavericks. E apontaram o culpado do incidente como Colonel.

Logo no começo do jogo, se sabe que quem provocou é Magma Dragoon, a mando do Colonel. E é ae que o jogo desenrola.


Porém, em Megaman X4, uma vez escolhido seu personagem, somente se poderia jogar com ele até o final do jogo, o que eu acho ótimo. E faz com que o roteiro seja fixado nele.

Porém, como eu disse acima, o roteiro "principal" fica em torno de Zero, deixando X com um roteiro muito meia boca, lembrando até mesmo os jogos anteriores...

Com X, somente se descobre o incidente e vai resolver, e é traído pelo amigo que te ajuda no QG, chamado de Double, que era um espião do Sigma.


Siiiim, Sigma, achou que ele tinha morrido de vez ? Jamais...

E isso é a história do X, um reploid triste por ter sido traído pelo colega, e puto pelo fato do incidente de Sky Lagoon ter estourado milhões de reploids e humanos.

E ae você me pergunta ? O roteiro de Zero é bom ?

Eu te respondo. Sim, mas MUITO seco.

Porém com uma coisa em especial que deixa tudo muito foda.


Vamos por partes. Primeiro de tudo, Zero antes de acabar a fase Sky Laggon, encontra Iris, uma reploid que é irmã do Colonel e que ajuda Zero no QG no lugar de Double.

E no final das contas, após a luta em anime do Zero com Colonel (muito legal por sinal), ela fica chateada por ele ser o único "membro" da família dela, e ainda por cima morto por Zero. Apesar de tudo ela não se contém de tristeza, pega um cristal roxo que sabe-se lá de onde ela tirou e se transforma numa robô muito doida e sem sentido...

Depois que Zero mostra pra ela quem é o fodão, ele chora e lamenta numa cena de anime um tanto quanto...


Legal. Mas só é legal pelo fato da dublagem americana. Que estraga mais da metade da graça. Afinal de contas... a dublagem americana é o maior problema do jogo de longe. X fala "get ready" quando atira com buster carregado e Zero ainda fica gritando "yeah" e "oooh", o que é um horror. Se antes o jogo não tinha dublagem, mas colocar esse tipo, eu preferia que nem tivesse. De tão ruim que é...

Muito mesmo. Ainda bem que a Capcom aprendeu nos jogos seguintes.


Mas deixa eu terminar antes que eu perca o foco.

Quando chega em Sigma, Zero putão de raiva pelo fato de Sigma ter provocado todo aquele incidente. Zero vai e questiona os motivos de Sigma, e ele responde dizendo que não é a primeira vez que eles se encontram, e que eles tiveram encontro não muito amigável muuuuuuito tempo atrás.

Uma das cenas do anime, episódio do dia: "Sigma picado ao molho pardo"

Eis o que tanto falei a todos na postagem do X1, que Sigma só se tornaria um vilão com motivos, nesse jogo, coisa que antes jamais tinha sido sequer pensado ou explicado.

Mas é bem legal tudo, pra quem quiser saber, basta ver o vídeo aqui.

Mas basicamente, Zero foi construído pra ser a máquina de destruição perfeita, e em algum momento, Sigma ainda como Maverick Hunter, e tido como o mais forte, foi até ele e levou uma puta surra... coisa de ficar parecendo um coitado, e ao quebrar o cristal que deixava zero em estado berserker, acabou pegando o vírus pra ele, com isso, Zero virou mocinho e Sigma o bandido.

E esse é o roteiro, onde somente um dos lados é bem favorecido. No caso o de Zero, por que o de X não acrescenta em NADA pra história. Nada mesmo, enquanto o de Zero justifica a origem de Sigma e ainda dá uma dose de drama não usada antes na série, principalmente quando se trata de Iris.


Mas como eu falei na postagem do X2 e X3, a Capcom lança Megaman X novo sem coisa nova ?

JAMAIS.

Primeiro de tudo, os sprites, que novamente digo, são lindos em relação aos antigos, fiquei muito motivado de jogar ao ver tanto capricho pra época.

Outro aspecto é a trilha sonora, que antes era muito boa e tudo mais, mas agora era realmente FODA. As músicas de cenários, eram incríveis, a fase inicial tinha uma música diferente de acordo com qual seria sua escolha de personagem.

Os gráficos bonitos e coloridos pra época, os inimigos agora finalmente bem desenhados de forma que se dá pra entende-los e os chefes... bom alguns ainda são medonhos de feios, mas temos Magma Dragoon e Slash Beast que por exemplo são super legais.


A jogabilidade se manteve quase intacta com diferença que agora se começa com 3 vidas normalmente, mas se pega um item que aumenta pra 5, e os sub-tanks de 4 caíram pra 2.

Eu imagino, que seja pelo fato de que usar o mesmo de antes, tornaria muito manjado e pior, mais fácil, por que o jogo foi feito em uma nova engine, mas eles capricharam, por que o jogo é bem desafiador, nada é muito de graça.

E eu particularmente acho jogar com Zero nas fases mais difícil que com X, porém nos chefes... eles mal tem chance. Zero contra chefes e nas útlimas fases passa detonando sem a menor dificuldade e com X é necessário um rebolado do caralho em alguns momentos.


Principalmente na última forma do Sigma.

Ops, nas últimas...

Por que o plural ? Sim, irei explicar.

Basicamente, antes era uma forma de cada vez, correto ? Sim, corretíssimo.

Agora Sigma vem em forma de "morte", depois uma forma recém saída da academia, e logo após ele se divide em dois robôs na batalha final.


Sim, dois, e ae é que complica tudo. Pois com X é difícil pra caralho, e com Zero nem tanto, se tiver prática e dominar o robô vermelho vai passar de primeira e sem sub-tank, agora com X o negócio fica feio mesmo.

Porém, apesar de dificuldade não é completamente frustrante e desgastante como o último Sigma do X3 por exemplo.

Outro fator interessante é os diálogos entre seu personagem e o chefe, apesar de super secos e simples. Eles estão ali...

Mas convenhamos né Capcom, poderia ter tido pouco mais de capricho afinal de contas um simples "Eu vou te destruir" é bem clichê não é ?


O resto é padrão, X coletando a armadura, usando poderes de chefes porém a novidade de Zero ao vencer chefes é que faz a diferença, pois não são usados meramente como os de X, poucos na verdade são, pois a grande maioria dos poderes adquiridos por Zero são comandos, e deixam o jogo mais divertido pela variedade.


Conclusão definitiva, vale MUITÍSSIMO a pena, um dos melhores jogos da série, dificuldade boa e desafiadora e ao mesmo tempo menos estressante que os primeiros títulos, trilha sonora lindíssima e sem contar o gráfico mudado que certamente chama atenção e principalmente pra quem conhece o jogo há tempos e tem vontade de jogar com Zero desde que conheceu, eis a oportunidade perfeita.


Vale lembrar que o jogo tem animes de abertura, encerramento e durante o jogo, porém ainda com o traço horrível do X3, entretanto mais bem animado, de forma que incomoda menos, muito menos. O que incomoda de fato no jogo é somente a dublagem americana, caso jogue pelo gameplay e não dê a mínima pro roteiro, jogue a versão japonesa.

É um grande favor que irá fazer a si mesmo.


Enjoy!

11 de abril de 2012

Megaman X3


Novamente estou postando sobre mais um jogo da série Megaman X, e agora no terceiro jogo da série.

Sinceramente gosto muito desse assim como gosto demais do primeiro.

Bom, mas antes da postagem começar, quero só avisar que diferente das outras duas postagens sobre Megaman X e Megaman X2, eu não terei como evitar possíveis spoilers maiores que na postagem anterior eu consegui evitar.

E tudo será bem explicado. Então, agora sim, vamo que vamo.

Tudo começa tempos depois do fim de Sigma em Megaman X2. Os reploids mavericks foram neutralizados graças aos esforços do cientista reploid Dr Doppler, usando novas programações que impede qualquer tipo de atitude agressiva por parte dos reploids, que agora é monitorado pelo cientista.

E com isso os mais avançados reploids se uniram a Doppler e construiram a comunidade reploid chamada "Doppler Tower" e com o tempo os reploids antes mansos feito gatinhos começaram a avançar e destruir tudo e na base dos Maverick Hunters foi indicado que Doppler estava por trás de tudo.

E antes mesmo que possam ser mandados ao ataque, a base é atacada e X e Zero são chamados pra revidar o ataque.


A história nem de longe é a mais original, mas ao menos tem mais detalhes, e conteúdo em relação aos dois primeiros jogos da série. Mas ainda assim nada revolucionário em aspecto algum se tratando de roteiro.

E dessa vez temos um vilão que a princípio da a entender que ele estaria por trás de tudo. E que Sigma seria de fato algo que demoraria mais pra aparecer ou que dessa vez não estaria nada envolvido.

Eis que vem o pensamento "Opa, coisa nova, não tem Sigma dessa vez."

Engano de quem pensou isso...

Conforme o jogo avança, Doppler recruta Bit e Byte, os dois soldados pessoais dele que foram recrutados especialmente pre destruir X e Zero. Além de reconstruir Vile...sim, o Vile que foi destuído no primeiro jogo e que você olha e pensa "Nossa, esse chato de novo..."

Bit e Byte. Transbordando carisma...

E no final das contas Doppler é derrotado e quando o pensamento de "zerei o jogo" chega, vem a bomba...

Doppler revela que Sigma na verdade é um vírus de computador... NOSSA QUE NOVIDADE LEGAL...

E como reploid que Doppler é, foi infectado e com isso acabou construindo um novo corpo pra Sigma.

Agora eu me pergunto por que depois de derrotado o vírus sai misteriosamente e ele fala tudo isso. Afinal de contas se ele é um robô e o vírus ta infectado na programação dele, por que diabos ele falaria depois de ter parte do corpo estourado por alguns busters ?

Mas, detalhes à parte vamos ao aspecto técnico do jogo.


Tudo manteve praticamente intacto no X2 mas como sempre, a Capcom não lança um jogo novo da série Megaman sem ao menos uma ou duas coisas novas

Assim como antes, X da dash sem armadura e tem um buster normal carregado, e sua armadura nova assim como no X2 cada parte tem sua função. Upgrade das pernas garante dash aéreo como antes mas agora temos um dash pra cima, porém o peitoral que no anterior garantia um Giga Attack aqui foi substituído por algo mais simples como absorver muito mais dano, capacete agora localiza objetos como sub tanks e hearts, além de partes da armadura, e no mapa de escolha de chefes mostra o que já foi encontrado em cada fase além de assim que entrar nelas, o capacete gera um mapa da fase e mostra onde estão as coisas secretas.

Ficou mais fácil de repente, né ?

Vile, na sua primeira troca de cor
E além disso, tem o buster que diferentes dos outros dois anteriores, agora lança dois tiros semi carregados e um explode no outro gerando uma energia disparada em muitas direções.

Outro aspecto legal das armaduras é que existem mais outras quatro cápsulas do Dr Light entre as fases onde estão upgrades individuais pra armadura, mas só se pode pegar um deles ou todos de uma vez na primeira fase do Doppler.


Cada um da um upgrade sinistro em cada parte, e pegar um deles só é vantagem demais eu diria, o dash agora pode ser usado duas vezes no ar, capacete reduz consumo de poderes obtivos dos chefes, buster
dobra o poder de fogo e peitoral agora gera o que substitui o Giga Attack que é mais ou menos o mesmo esquema do X2, absorve dano e enche uma barra que depois atira muitos ataques carregados de X sem precisar ficar segurando botão.



Ou então, como eu já falei, pegar tudo de uma vez na fase do Doppler deixando a sua armadura dourada. E extremamente roubada.

E vai por mim, pegar ela ajuda e muito a matar a última forma do Sigma que apela MUITO. Provavemente esse é o jogo da série X mais difícil do Super Nintendo ou talvez de todos...

E Sigma, que veio em duas formas, a primeira legal no X1 e no X2 já meio bizarra. dessa vez veio assim de cara.


Muito legal, de fato. E bem melhor que as duas primeiras, e quando derrotado ele vira isso:


Que nada mais é que o Kaiser Sigma, o corpo que Doppler faz pra ele. E Doppler tinha um puta mau gosto... que horror. Simplesmente horrendo.

Continuando os aspectos técnicos, o gráfico do jogo é pouco melhor que os dois anteriores, e com bastante capricho e detalhes, principalmente se você jogar a versão de Sega Saturn ou PlayStation.

Essas duas versões teve remasterizações da trilha sonora, que no Super Nintendo era em arquivos midi, e nas outras duas lançadas em mp3 completamente refeitas.

E se quer minha opinião sincera, eu prefiro as do Super Nintendo por que combina mais com a "cara" do jogo, as músicas remasterizadas não são ruins. Elas ainda tem aquela coisa de você ouve e logo de cara pensa "nossa, isso é música de Megaman".



Apesar da alta dificuldade do jogo em si, não é algo impossível que terá de perder a vida social pra jogar, tal como Megaman Zero.

E novamente vem uma coisa positiva e negativa com aspecto ao final do jogo.

Assim como no X2, existem coisas a serem feitas, das quais não irei revelar, onde se muda o final do jogo. Mesmo que um pequeno detalhe, mas muda. E essas coisas são muito improváveis, de forma que o jogador não tem sequer pistas do que deve ser feito pra isso acontecer. Honestamente, sem um amigo me falar que era possível pegar a espada do Zero por exemplo. Eu jamais saberia por que o jogo em si não te da pista alguma à respeito. E duvido que alguem conseguiria sacar isso sem um detonado ou alguém falando.


Afinal de contas, tem que ter algum bônus roubadinho, no X1 era o Hadouken, no X2 era Shoryuken e dessa vez temos a espada do Zero. Que diga-se de passagem é o mais roubado dos três.

A possibilidade de jogar com Zero é um dos pontos fortes do jogo, porém somente uma vida pro jogo inteiro. E isso é uma merda, muita gente prefere ele do que X pra jogar ou visualmente, e ae fica complicado ter o gostinho de forma rápida demais.

E eu queria justificar o porque de ter falado tanto spoiler acima.

O que acontece é que o Megaman X3 fecha uma espécie de arco na história de Megaman. Nos três primeiros abrange mais X do que qualquer outro personagem, o que muda totalmente do X4 em diante.

 
E apesar de X perder o foco, a série adiante ganha um ar pouco mais maduro, com mais roteiro explorável e novas idéias.

Esse título da série é vive em constante disputa com o primeiro da série pelos fãs na resposta por qual é o melhor dos dois. Honestamente, eu como jogador, prefiro X3, mas por carinho e nostalgia eu prefiro o primeiro. E digamos que eu prefira o primeiro apesar de admitir que esse é o melhor do Super Nintendo.


Caso seja possível, pra quem gosta de acréscimos, vale lembrar que as versões do PlayStation e do Sega Saturn além dos gráficos razoalmente melhores e trilha sonora remasterizada (e nem por isso melhor), além disso ainda tem animes de exibição dos chefes quando entra na fase, abertura alguns outros trechos mesmo que minúsculos.

O que não necessariamente é uma coisa boa... afinal de contas mesmo que ainda seja anime, e é um "bônus" pra quem compra a versão lançada em CD, o traço é uma merda.

Vale muitíssimo a pena conferir, principalmente se já tem experiência com jogos do robô azul.



Enjoy!