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14 de março de 2015

Persona 4 Arena - Maturidade Voltando? Quem Diria!!!!


Bom, eu sou fã de Persona, adoro a série mais do que tinha direito, mas não sou cego pra ver o tamanho retrocesso depois do Persona 2 Eternal Punishment.

Persona 3 e 4 são ótimos mas abaixo tanto do que eu esperava quanto do que poderia ser em termos de profundidade, e eu já falei isso mais de mil vezes então no máximo posso deixar os links de tudo que já falei deles por aqui.

Se não entendeu, eu já fiz um leve "desabafo" sobre isso e basta ler pra ficar por dentro da minha cabeça pensando sobre a série.

Mas aí o que acontece. Anunciaram um jogo de luta pra continuar o RPG Persona 4. Que ideia mais.... Bizarra?

Estranha?

Maluca?

Incompreensível?

Sim. Tudo isso. Eu suponho.


Mas Persona 4 Arena veio e eu não sabia o que esperar, meu amigo comprou e recomendou. Falou que a história era muito boa e vi numa promoção uns tempos atrás e resolvi dar uma chance.

Afinal, por que não?

Comprei. E logo de cara veio o espanto.

Primeiramente, se você está acostumado com jogos de luta tendo story modes tipo Mortal Kombat 9, vai desapontar muito suas expectativas. Porque o modo desse jogo é MUITO FODA, diferente do meh MK9.

O motivo é simples: apesar que eu gosto do MK e etc, o formato beneficia principais e pronto, quem é fraco não tem destaque por ser fraco mas num jogo de luta você tem que pensar em todos os lados, ou seja, em todos os jogadores. Se eu gosto do personagem fraco, não importa como, eu quero ver ele vencendo e não tomando surras.

É nesses pontos que o Skullgirls foi foda, ele mostrou exatamente o lado certo do jogo de luta e ainda fez melhor, porque explorou dois lados da moeda, mostrando coisas de um personagem jogando com outro e isso com todos. Então é bacana explorar aquele mundo. Persona 4 Arena faz a mesma coisa. Exatamente a mesma coisa e ficou FODA!

O enredo do jogo é bem cabeça, maduro mesmo.

Até tem um formato diferente e interessante.

Uma das cenas mais tristes do jogo


Inicialmente temos só quatro personagens pra jogar mas os outros vão se abrindo ao decorrer, através deles vamos vendo eventos e a história para digamos pouco a frente da metade e aparece um "continuará" na sua cara, depois de zerar com eles, vai abrindo mais e mais até chegar na Labrys, jogando com ela temos a visão dela de tudo que aconteceu pra ela ser daquele jeito e é simplesmente fantástico e até trágico. Muito deprimente tudo que aconteceu com ela. Mesmo eu que sou um bruto coração de pedra quase fiz um suor masculino descer pelo rosto.

Ela é uma robô que veio a produção pelo Kirijo Group antes da Aegis, sim, a robozinha adorável que aprendemos a amar em Persona 3. E com isso ela foi treinada pra ter uma consciência que se aproxima da humana e com isso adquiriu persona e também sentimentos mas tudo contado pouco a pouco (por mais idiota que pareça, é convincente) e triste. Muito triste. Tem partes de doer o coração mesmo.

Então, quando se termina o Story Mode dela, você abre o restante da história. O motivo é simples, você vai confrontá-la mas não saberá porque ela age e pensa daquele jeito, os seus personagens só pensam por eles, e assim você vai ver os dois lados da moeda. É um formato inteligente de muita criatividade, eu diria.

Labrys não é puramente maligna e seus personagens tem defeitos e coisas mal resolvidas do Persona 4 são colocadas à prova. Isso é muito foda e sem contar que quando se joga com cada personagem, ele é o protagonista, a história segue um mesmo fluxo porém tendo ele como principal e nisso diálogos e situações mudam por completo, sendo obviamente um modelo mega bem feito de se contar uma história por um longo tempo, sendo em média 1 hora e meia pra ver a história completa de cada personagem.

Somado tudo isso ao subtítulo que cada personagem carrega consigo, fica tudo ainda melhor.

Incrível como um jogo de luta com tanto personagem tem tanta vida útil

Antes que me pergunte, esse subtítulo que cada personagem tem é uma "pista" de tudo que vai acontecer dentro da história, e de longe o melhor exemplo é do Yosuke com o apelido de "Capitão Ressentimento". Não vou dar spoiler porque é sacanagem mas acredite, ele melhora bastante como personagem nesse arco do P4A e esse desenvolvimento torna ele consideravelmente mais interessante do que já era.

Se pensa que era "só" isso, tem mais. Vish, como tem.

Em suma, quando você começa o jogo, coisas estranhas começam a acontecer e um torneio é anunciado com Teddie, depois disso você vai investigar no mundo da TV e simplesmente cada personagem começa a ter de lutar com os outros, mas não "porque sim". Acontece que eles são ofendidos e acabam por imaginar que estão lutando com cópias e etc mas na verdade é aquele mundo da Labrys iludindo eles fazendo com que ouçam somente o que NÃO QUEREM ouvir. Com isso esse conflito mútuo faz todo esse combate vir à tona até o ponto de se entender Labrys, confrontá-la e vencê-la.

O mais bizarro é que o Story Mode completo de cada personagem dura cerca de 1 hora e meia mais ou menos. Então dura bastante, e ver todos os acontecimentos, personagens, diálogos e alguns casos até mesmo tem escolhas e etc. É bem completinho e bem caprichado. E de quebra tem muito modo extra pra ficar brincando por longo tempo, porém tem o problema do gameplay que já já eu cito.

Ironicamente mesmo o Arcade tem finais bons exceto personagens como Elizabeth ou Shadow Labrys, que não tem absolutamente nada além de um "CONGRATULATIONS AND FUCK YOU" depois de terminar. Ou seja, um belo e fantástico nada.

Vai Chie, use o seu "Bruce Lee Kick"

O jogo seria perfeito se não fosse um problema pequeno e outro bem grande. O pequeno é meio que dose dupla, poucos personagens incluindo somente a galera do 3 e 4 (lembrando que a galera do 3 é quase super herói aqui) e as músicas que poderiam ser melhores mas passam longe de serem ruins, mas veja bem, eles usaram Reach Out To The Truth e definitivamente ela não combina com um jogo de luta, assim como não combinava com um RPG e dificilmente vai combinar com alguma coisa em algum momento da história dos games. Mas ao lado dela tem só uma ou outra que destoam totalmente, o restante acabaram por escolher bem.

Mas no geral, as músicas funcionam bem, mas elas funcionariam melhor num RPG, no caso, as do Persona 4. Porque as do 3 são boas em qualquer lugar e se você jogar com a galera do 3, todas as músicas vão mudar, a de mistério, batalhas, chefes e até batalha final vai mudar pras músicas do 3. E isso é ótimo e um capricho e tanto.

O outro problema e definitivamente maior problema do jogo é a sua mecânica. Simplesmente pobre. É uma coisa totalmente facilitada e obviamente feita pra não afastar os jogadores de RPG do jogo mas custava MESMO ter dois modos do qual um fosse um mais tranquilo feito pra aqueles que só querem ver a história e outro normal como os jogos do qual P4A foi feito por cima?

Pra quem não sabe, quem fez foi a Arc System com o meu ídolo Daisuke Ishiwatari, então como já sabe, ele usou a engine de BlazBlue, que por sinal é uma versão evoluída da engine do Guilty Gear XX e etc.

Então, custava ter dois modos como eu disse acima? Sério que custava?

Uma das muitas cenas épicas.

Tudo uma questão de metralhar quadrado (ou X no Xbox 360) e simplesmente vai sair um combo PRONTO! Sim, PRONTO! E tem ataque fraco e forte com persona e sem persona. Só isso. Não muito além, e o que tem mal faz muita diferença porque o gameplay se baseia em combos simplórios e pobres e como diferencial tem status de RPG durante a luta causado por magias de persona durante os ataque...

...sério? Eu realmente não consigo ver isso como uma boa ideia. No máximo como algo inútil que estando ali ou não sequer me faz diferença.

Outro fator é que os especiais são MUITO rápidos, alguns duram míseros segundos e não há muita elaboração no sistema como um todo, e pra variar, tem os instant kills (porque TODO jogo da Arc System precisa ter isso mesmo quando não há necessidade) e infelizmente não são grande coisa.

Apesar dos personagens do Persona 3 terem sentido o peso dos anos passarem, o visual deles ficou MUUUUUUUUUITO tosco também. Minha nossa. Akihiko, meu deus, o que fizeram com você? Pobrezinho!

...

Um minuto de silêncio em luto ao character design legal dos personagens do P3 que simplesmente foram pro espaço.

...

Porém, apesar do gráfico serrilhado e do gameplay relativamente pobre, o jogo vale a pena SE você tiver foco absoluto em narrativas e quiser saber o que acontece depois de Persona 4.

Porque falando francamente, se você jogar, não será por sistema, e sim por sua história e você passará MUITO mais tempo lendo do que jogando, típico de um RPG. Ao menos no Story Mode que é o prato principal, óbvio que pode se divertir com o resto mas saiba que determinados arcos de história, lendo calmamente, as batalhas podem acontecer entre 10 a 20 minutos, de tanto diálogo que o jogo tem. Então tenha isso em mente.



E eu gostei mais dele que de muito RPG e se comparar ele com o Persona 4...

Eu achei o Arena melhor. Motivo: mais sério.

Sim, ele é mais adulto, mais cabeça, tem umas coisas mais intensas e vão além de chiliques juvenis que vi em Persona 3 e 4 (mesmo gostando deles), então é difícil negar pra si mesmo ao jogar o quanto a ideia do P4A acaba por ser mais madura e sem querer resgata parte de uma seriedade relativamente perdida na série.

Ele aborda temas bobos ainda? Sim. Bem usados? De fato, são! Não dá pra negar. Mas acaba por ter mais foco na seriedade e mesmo Yosuke foi relativamente melhorado, tal como os outros mantiveram o nível ou melhoraram. Até mesmo o lixo do Teddie melhorou graças ao story mode. E também tem um humor mais refinado, tipo a campanha inteira da Elizabeth que é simplesmente fantástica além de unir os mundos de Persona 3 e 4 num só jogo e de forma que o defeito maior da história acaba por não ter um fim.

Porém, esse defeito virou qualidade, porque a história é tão mas tão boa que eu quero muito que tenha continuação. Mas que pelo amor de Higor, que não dure 20 jogos pra chegar ao fim. Persona 4 Arena é um jogo que não foi perfeito porque os desenvolvedores não quiseram mesmo. E o mais bizarro é que repetiram todos os erros de mecânica na sequência, que por sinal já tenho pirata no Xbox 360 mas não joguei direito.

Ou seja, ainda vou jogar. Mas acredite, o gameplay cansa por ser literalmente o mesmo e vou dar um bom descanso até pegar o Persona 4 Arena Ultimax Suplex Hold. Muitas ideias ideias boas podem rolar nesse jogo por conta do desfecho da história do Arena.

Tem dois mundos unidos num só jogo, Persona 3 e 4. Apesar do baixíssimo número de personagens jogável, ainda vale a pena. Acho que seria ainda mais incrível se elaborassem com a galera do 1 e 2 junto. Mas quem sabe essa ideia algum dia não tome forma. Difícil não é fazer algo assim.

Katsuya vs Tatsuya - A Batalha do Século
Tá vendo?

PS: se você tem videogame nacional, não compre a edição física porque é O ÚNICO jogo do PS3 com trava de região.

21 de maio de 2014

Porque Persona 2 É MUITO Melhor que Persona 3 e Persona 4.



Esse texto é totalmente direcionado pra quem não confia em minhas palavras...

Porque aqueles que confiam, vão dar uma risada e pensar:

"Esse cara manja."

Pode ter certeza...

Mas falando sério agora, Persona em si é uma grande franquia, um grande jogo e provavelmente um dos maiores (se não o maior) sucesso comercial dos RPG's da Atlus.

Então... Porque eu digo abertamente que o 2 é melhor que 3 e 4?

É simples, eu até poderia falar disso o dia todo, debater e mostrar milhões de coisas que provam isso... Mas melhor separar por tópicos pra demonstrar exatamente tudo que quero passar.

Em todo caso, vou comparar somente 4 jogos, Persona 2 Innocent Sin, Persona 2 Eternal Punishment, Persona 3 (no caso, o FES e Portable) e Persona 4. Não confundam isso com fanboysmo porque eu gosto de todos os jogos que estou comparando.

Here we go!

Enredo, A Parte Mais Importante


Começando pela parte mais importante de um RPG de verdade que se preze: sua história. Honestamente, vamos por partes, em Persona 3 tem uma abordagem legal sobre a síndrome da apatia, pessoas perdendo a vontade do nada por causa do lance da meia noite, onde tudo fica bizarro, shadows atacam pessoas e tudo mais.

Isso é uma boa ideia e até meio que "encaixa" com a temática colegial do jogo.

O 4 já não dá pra falar isso. Ele tem um enredo base bem melhor que o 3 e até mesmo lembra os SMT "normais" onde tem uma temática macabra, pessoas com medo, e tudo mais. Isso é uma ideia genial.

Mas o que estraga ambos?

A narrativa... Mas ela é ruim? Não... Bom, sim e não. Acaba sendo mais chata do que ruim.

O problema ta no formato colegial que é um saco, e te OBRIGA a passar diariamente numa escola, vendo um progresso de enredo absurdamente lento e te permitindo ir em masmorras de tempos em tempos, sendo que o 3 pelo menos anida tem de tempos em tempos shadows atacando as cidades pra você ir em cenários urbanos...

As duas crises são realmente grandes, e a do 4 principalmente. Na do 3 eu ainda acho "válido" (forçando um cadinho da barra) ter o colégio, mas no 4 pelo menos deveria ser opcional já que a proporção dos assassinatos é tão grande que eu não estranharia os caras abandonarem o colégio pra se dedicar à ficar na cola do criminoso.

Na verdade, eu acho mesmo estranho é eles NÃO largarem...

Mas aí eu te digo? Onde o 2 supera isso? Em tudo!

Por que?

Simples.

Os eventos que ocorrem em Persona 2 não é coisa pra uma meia dúzia ter medo como na pequena cidade do Persona 4 ou em boa parte da cidade grande do 3. Em Persona 2, a cidade é atacada por demônios, por entidades de outras culturas que lá são vistas como primos distantes do capiroto mas isso é o de menos.


A grande graça nisso é que é um evento que pega todo mundo de surpresa, todo mundo fica vendo aquilo e se desespera, quase todo mundo que você conversa e sabe do assunto tem medo ou já ta ficando literalmente louco com o pânico da situação.

Sem falar que no Persona 2 o tecido da realidade ta tão abalado por motivos que seriam spoilers muito filhos da puta, que isso altera o conceito da realidade pra que tudo que muita gente acredite simplesmente aconteça, ou seja, se todo mundo acredita que demônios gigantes maiores que megazords vão brotar do chão... eles VÃO BROTAR... Se pessoas acreditam que existe uma doença que se pega pelo ar e faz geral chorar rios de molho de pimenta, isso VAI acontecer. É bem sinistro.

Persona 2 abusa de várias coisas e entre elas a falta de controle de rumores da sociedade pra benefício de uns e outros, além do fanatismo, do medo, do pavor e principalmente de como o "efeito manada" afeta os seres humanos sejam nos rumores ou nos medos.

Afinal de contas, conversando com os demônios (nos contatos) descobrimos que nem todos sabem que são "demônios", alguns deles nos veem como tal, outros tem medo da gente mesmo, alguns só se defendem e tem os que se divertem matando ou vendo o pânico tomando conta da cidade. Eles até mesmo humanizaram os "monstros normais" do jogo mostrando de uma forma muito inteligente o conceito de ser "humano" que eu particularmente só vi de forma tão brilhante em Legend of Mana.

Se bem que em Legend of Mana funciona até melhor, porque lá isso é meio que parte do universo em si. No caso do Persona 2 foi um detalhe de gameplay bem bolado pra pensarmos duas vezes antes de julgar o livro pela capa.

Músicas

Aposto que ele ta ouvindo a boss theme do Eternal Punishment...

Olha, ta aí um ponto bem legal da franquia. Os sons, as músicas. A esmagadora maioria é realmente foda mas... O que eu tenho a reclamar das OST's do Persona 3 e 4?

Honestamente. A do 3 quase nada.

Mas a do 4... essa sim.

Ela cansa, e tem uma das piores músicas de batalha que eu já ouvi em toda minha humilde e curta vida. Isso se ela não for a pior. Tanto é que no Persona 3 Portable deixaram a música original do 3 e FES e ainda colocaram uma nova (mesmo que não tão boa quanto) pra garota, mas porra. Isso é foda demais.

No 4 Golden, colocaram uma nova no lugar da Reach Out to the Truth e nem sei se tem como trocar, mas só o fato de ter uma nova MUITO melhor (ainda que fraca) já ta de bom tamanho pra mim.

Eu jamais jogaria Persona 4 de novo do PS2 por conta daquela música terrível, mas jogaria o Golden algum dia se tivesse a chance (e tempo) pra tal coisa.

Yuu garantiu que prefere isso do que a Reach Out To The Truth...

Outra coisa, ambas são J-pop mas no Persona 2 as músicas tem mais identidade, sem falar que são mais densas e combinam fazendo jus totalmente ao universo caótico que vivem os personagens.

No 3 e 4 dá a entender a mesma coisa, e a música de batalha do 3 é mega boa, Mass Destruction tem meu respeito mas a do 4 dá nos nervos, mas falando de atmosfera as duas não fazem tanto sentido assim com algo psicológico e que ameaça as pessoas de um lugar, não dá a atmosfera de tensão que por exemplo jogos como The Legend of Dragoon tem em suas batalhas.

Em Persona 2 uma música de tensão, dá tensão de verdade, uma música triste, te faz quase chorar, as de batalhas, te fazem querer entrar em combate enquanto a do 3 é boa pra caralho mas não transmite tanta coisa e a do 4 nem preciso repetir o quanto tenho repúdio daquela abominação.

Ao menos as músicas de chefes do 3 e 4 são excepcionais, elas transmitem um perigo que muitas vezes o próprio jogo retrata mas você acaba não levando tããão a sério assim por conta de temática colegial e a besteira de enfrentar o perigo nas horas vagas...

Eu digo e repito, músicas são importantes num jogo demorado justamente porque parte delas é o que vai te levar a continuar jogando por muitas e muitas horas, mas pelo menos a OST de nenhum desses jogos chega perto da sonolência que tive jogando Final Fantasy XII.

Maniqueísmo


Eis aqui um elemento importante em Persona...

O maniqueísmo nunca foi lá muito usado na série Shin Megami Tensei como um todo, a série clássica te permite ser bom ou ruim, isso já mostra que existem dois lados da moeda e não um "certo porque sim" ou "errado porque sim". Deixando claro que suas ações tem consequências e você pode tomar seu próprio rumo seguindo um dos dois ou sendo neutro.

E no IV ainda tem o "nada" que você não faz nada perante a situação. Até ousado eu diria.

Mas... Persona 2 não tem maniqueísmo. Você provavelmente não entendeu onde eu quero chegar, então vamos lá.

Em Persona 2 todo mundo é forte o bastante pra ter mais de uma persona, cada um claramente tem "sua persona principal" mas isso é só aspecto visual, dentro do jogo eles nunca citam o nome de uma persona verdadeira justamente porque eles não tem uma, todas são suas personas verdadeiras.


Acontece que no 2 cada aspecto da personalidade humana gera uma persona, você ter mais de uma reflete seus lados bons, ruins, amargos, mesquinhos, egoístas, altruístas e etc... Cada persona pode facilmente representar um momento, um aspecto, uma face da sua personalidade.

Em Persona 3 e 4 você tem um aspecto BOM da sua personalidade, no máximo reprimido como o caso de Yukari no 3 e o fato de ter de superar pra ela evoluir ou adquirir um no Persona 4 é meramente ser bom...

Ser bom, amável, gentil, gente boa e etc.

Tanto é que no 4, sua parte ruim vira um shadow, que deve ser enfrentada pra se ter a persona...

Ou seja, você constantemente precisa ser BOM pra ver essa evolução ou ganhar uma persona. Bom no sentido de entender e perdoar seja lá o que magoe tal personagem entre coisas do tipo.

Isso no Persona 2 até acontece no Innocent Sin mas o peso das situações, dos momentos além de maior não é meramente um "ser bom", justamente o modo de amadurecimento de cada pessoa em cima de cada convicção. Isso mostra como mesmo uma coisa que a série nunca teve, o maniqueísmo, em partes estraga parte da experiência no 3 e 4.

Por sorte, foram MUITÍSSIMO bem usados, não posso falar que eles são "os guerreiros da luz e justiça que combatem o malvado maléfico porque sim e pronto" porque não é, os personagens tem profundidade... Já os vilões.... Bem, eles são o próximo tópico!

Vilões


Ai ai, vilões... A maioria deles é um tanto quanto jogada enquanto outros se destacam em meio a multidão, nos fazem torcer por eles e ficar puto com as produtoras por nos fazer jogar com heróis ao invés deles.

Mas não é sempre assim. Claro.

Como o Dipaula já brincou com as palavras, vou deixar claro, Persona 2 tem antagonistas e Persona 3 e 4 tem vilões.

Persona 3 tem a deusa Nyx, absolutamente nada além da concentração dos desejos mais impuros dos seres humanos e tudo mais...

Ela tava selada, funciona bem? Funciona! Encaixa direitinho sem ofender? Concordo de novo. Eu até gosto MUITO dela.

Persona 4 é quase lá, tem o assassino que é até legal a justificativa dele e o modo como ele entendeu as coisas de acordo com eventos da história mas a verdade é que esse dito cujo não é o vilão maior...

A vilã maior é a deusa Izanami... Deusa da mitologia japonesa que é jogada no seu colo com um "porque sim" de dar medo.Enquanto Ameno-Sagiri e o assassino tinham motivações e tudo mais, mas na verdade era parte de um plano maior da deusa manipulando tudo...

Olha como a presença de um "porque sim" pode estragar algo, quando eu digo porque sim é que não foram apresentados os devidos sinais pra te fazer entender, tudo que acontece até o final é que depois do assassino falso e do assassino real, se você jogar com atenção, vai faltar algumas explicações e elas são "uma deusa fez porque sim".

Nyarlathotep, um ser ruim POR SUA CULPA!

Mas se apesar de tudo funciona bem no 3 e no 4 é meio mal usado mas acaba funcionando porque eu reclamo tanto?

Seguinte... Era pra haver uma evolução de um jogo pra outro em tudo, certo? Essa é a ideia.

Em Persona 2 temos Nyarlathotep, o cara simplesmente manipulou tudo do começo ao fim nos dois jogos que participou e ainda é sugerido por interpretação que talvez ele tenha feito no minimo as coisas piorarem no primeiro jogo...

Mas o cara é o que? Desde o começo é apresentado como uma "persona da humanidade". Tanto ele como Philemon são aspectos da humanidade, e notavelmente Nyarlathotep é notavelmente a parte ruim da coisa.

Tudo que aconteceu de ruim durante os dois jogos é simplesmente um teste das duas entidades e no final de tudo a culpa é de quem? Dos próprios personagens do jogo tal como de todos os outros envolvidos e mesmo os não envolvidos, afinal são aspectos humanos, e toda a humanidade está envolvida.

Em Persona 3 ainda houve mortes por parte de um dos vilões menores (Takaya, um vilão interessantinho por sinal) e a morte do Shinjiro é até impactante mas não supera a morte que há no final de Innocent Sin.

Não vou falar de quem é, seria uma puta sacanagem. Mas aquilo sim é uma merda de ver. É legal pela história mas um choque tão forte que simplesmente me deixou de queixo caído...

Nem mesmo compararei personagens como King Leo ou o Joker do Eternal Punishment porque seria até uma tremenda covardia...

Em todo caso, tanto Nyx e Erebus do Persona 3 e até mesmo em partes a maldade de Izanami são um mero plágio de Nyarlathotep, nem todos puderam perceber isso... Dentro desse tipo de universo, criar uma motivação é algo complexo, mas eles simplesmente deixaram "de graça" em relação ao aos primeiros jogos, porque até mesmo o Persona 1 tinha como inimigo final a mente de Mary, que por sinal é meio que uma distorção doentia e macabra tão doida, uma ideia tão foda, que eu até hoje não entendo porque não repetiram.

Gameplay E Seus Recursos

Fusions Spells das mais variadas formas... VOLTEM!

O gameplay do Persona 3 no começo não me incomodou, mas vou ser sincero... Que retrocesso perto do 2.

Vamos por partes, Persona 1 tinha um gameplay simples porém ultra trabalhoso, tinha a questão tática do posicionamento dos personagens, acaba ficando chato de uma forma ou de outra. Mas nada condenável.

Persona 2 veio com um gameplay muito mais coeso, preciso, complexo e pra delírio da maioria.... mais lógico e funcional do que os outros e por diversos motivos.

Primeiro, ele tem vários elementos de ataque, fogo, água, gelo, terra, vento, nuclear, trevas, luz, gravidade, almight e se tem mais algum eu não me lembro. O pior é que faz sentido pela diversidade de demônios e no Persona 3 essa parte foi simplificada.

E eu até entendo, era complexo demais no 2.

Em Persona 3 e 4 mal colocaram fogo, água, terra, vento, luz e trevas. E Almighty... agora virou algo indefensável. No máximo sua defesa mágia pode reduzir parte do dano e nada mais.E os chefes abusam MUITO disso nos dois últimos da franquia, dando uma curva de dificuldade em alguns pequenos pontos totalmente densecessária.

Além de tudo, Persona 2 tinha a coisa mais legal em termos de combate que eram as Fusion Spells.São diversas formas, tamanhos, efeitos e por aí vai.

Os contatos com demônios podem gerar as mais variadas situações entre engraçadas ou sinistras.

Você vai ter que descobrir quais são mas se ganhado o item que é adquirido no cassino que te mostra quais você pode fazer de acordo as magias que tem disponível no exato momento com suas personas... Fica moleza.

Sem falar nos contatos com demônios que eu já falei acima, isso é parte do gameplay assim como adquirir personas novas através das cartas de tarô.

No Persona 3 simplesmente ceifaram essa gracinha chamada Fusion Spell, deixando somente algumas poucas e com personas específicos do principal, gastando um SP absurdo em muitos casos e com breves exceções sendo muito úteis, porque a maioria era uma magia normal levemente turbinada.


Menos Armageddon. Mas ela é roubada e nem conta. Ela ta desde o 2 e o trabalho que se gasta pra ter ela nem compensa... Além de que... Qual a graça de ter uma magia que acaba com tudo na hora? Nenhuma ao meu ver. Tirar o desafio do jogo é uma bobagem.

O resto dos recursos apresentados em Persona 1 e totalmente melhorados no 2 foram simplesmente eliminados.

No 4 a única coisa legal é a interação com os personagens que temos social links aumentados, eles vão te ajudar, tirar status e etc, mas não é nada demais, principalmente se comparado ao nível de estratégia que se pode bolar na duologia.

Elementos do Enredo

Investigação, elemento fortíssimo do P2EP.

Perto de Persona 2, o 3 e 4 são passeios no parque em tudo.

Mas dessa vez não me refiro à elementos macabros e sim na sua complexidade.

O 3 e 4 por exemplo, se você tirar boa parte do que rola no jogo, principalmente os Social Links, as partes de conversa sobre colégio e todas as demais bobagens redundantes que infelizmente acrescentam ao jogo mas em absolutamente NADA pro enredo... O que sobra?

Um jogo onde temos uma aventura simples, que deve ser lidada de forma até mesmo simples, ou seja, no braço.

Não são ruins, de forma alguma.

Mas quem terminou Persona 2 sabe que... QUALQUER elemento do enredo removido pode alterar o fluxo da história.

Experimente tirar a parte inicial do colégio tanto em Innocent Sin quanto Eternal Punishment do enredo, uma vez que eles são explicados no final do jogo em ambos os casos. Eu desafio a qualquer um a fazer isso sem sentir que "falta" algo no decorrer.

O mesmo vale pra Xibalba, as caveiras de cristal e as profecias do Innocent Sin ou mesmo a perseguição criminal, a entrada tardia de Tatsuya ou mesmo qualquer outro elemento do Eternal Punishment.

Os dois P2 são consideravelmente menores que o 3 e 4 mas o que temos no dois últimos são meros acréscimos de encheção de linguiça em muitas partes que pro enredo infelizmente não representa nada.

Principalmente os Social Links, mas que tal falar deles agora?

Social Links, Uma Ideia Muito Boa... e CHATA!


Antes de fechar a janela ou ir nos comentários me xingar, saibam que gostei dos Social Links, mas o "por que" do meu chato? Eu vou explicar.

Pensando bem, vejamos, quase toda sidequest de P2 em geral, aborda elementos do enredo e personagens que tem algo e esse algo te motiva a procurar alguma coisa pra entregar pra essa pessoa ou mesmo resolver...

Agora, seguinte, as sidequests de Persona 2 tem uma vantagem, elas são intimamente ligadas ao enredo de forma que criam um laço de complemento com a história, essa é a grande sacada.

Os Social Links no 3 e 4 são parte da experiência de uma jornada onde o foco é a interação social, mas acaba sendo chato...

Eu sei que os personagens dos Social Links no geral são bem feitos, com conversas interessantes, totalmente coesas e tudo mais... Mas cadê a graça?

Você lê, e acabou. Por melhor e mais bem feito que seja, ela não tem ligação com enredo e o máximo que vai ter é um fortalecimento na Arcana desse personagem. A recompensa é bem pequena comparada ao trabalho que temos com tudo isso.


Eu por exemplo no 3 fiz muitas, eu gostava mas eu esperei algo ligado ao enredo e.... Nada. O 4 como eu já sabia que num tinha, eu nem me dei ao trabalho de fazer. E as poucas que eu vi, eram ainda melhores e mais bem feitas que do 3 mas a recompensa era a mesma. Sem falar na chatice de se programar em dias da semana pra conversar com uma pessoa e outra e ter um retorno minúsculo.

Mas apesar de mais bem feitas de modo geral no 4, os personagens são mais profundos que do 3, mas outro problema... essa profundidade é "opcional".

No 3, a gente vai entendendo os personagens com o simples decorrer do enredo, no 4 não, Naoto por exemplo entra quase na cobrança de penaltis de tão tarde que entra no jogo, mal dá tempo de conhece-la, e se não fizer Social Link com todos você não vai entender os personagens nem mesmo superficialmente.

Eu desafio qualquer um a entender o machismo do Kanji sem os Social Links... Não tem como. Mas no P3 ao menos dá pra entender tudo de cada personagem só com seu mero decorrer, o amadurecimento deles é parte da narrativa principal como um todo.

Persona 2, diferente de ambos, tem as duas coisas, o amadurecimento como parte do enredo e eventos opcionais que se entende melhor os personagens por suas ações ou então o universo em si, mas com toque mais sutil, nem tudo é totalmente jogado na sua cara como nos dois jogos que acabei de citar... Talvez parte dessa sutileza tenha se perdido pelo fato da maioria não ter entendido mesmo.

Um exemplo bacana é que tem um cara que fica nos bares, e ele tem persona, mas ele usa pra ganhar dinheiro e não só em combate, e pra descobrir isso basta conversar com todos antes e depois de cada evento, isso é um modo opcional de conhecer melhor os personagens e se bem explorado, até melhor do que os Social Links...

Persona 5 ta vindo aí, espero que não tenha nada de Social Link e se tiver, que seja opcional... Totalmente complementar... Mas eu sei que terá e que as chances de serem "obrigatórias" são quase 100%.

Personagens!


Falando neles, agora a última parte desse longo post.

Os personagens! E sim, eles são melhores que os de P3 e P4 mas de muito longe.

Em praticamente todos os aspectos.

Se você considerar a arte do P2 Innocent Sin e Eternal Punishment do PS1 piores, ok, eu entendo, porque eu também acho as do P3 e P4 MUITO melhores e mais agradáveis aos olhos.

Mas no geral, falando do pacote completo, Persona 2 vence. Motivo? Simples!

Qual a grande graça de Persona no geral? A humanidade dos personagens, a facilidade de se ver no lugar deles e sentir total empatia por suas causas, motivações e razoes pra serem daquela forma tudo inteiramente humanos ao extremo. Nos permitindo uma forte ligação com praticamente todos eles, ou ao menos maioria.

Então... Por que do Persona 3 e 4 são inferiores? Lembrando, eles são bons. Mas por que inferiores?

Pra se entender totalmente no Persona 3, basta seguir a história, mas ela anda a passos de tartaruga por conta dos Social Links, eventos de escola e etc... E o mesmo no 4, só que no 4 é ainda pior porque são praticamente side-quests.

No 3 ao menos, o próprio fluxo da história te faz ver os personagens e acreditar neles... Mas...


A verdade é que é meio bobo. Em alguns casos.

Casos como Kanji, Yukari e Akihiko são das poucas exceções que são realmente maduros, os outros são realmente bons, mas em determinadas partes até deveras infantil.

Agora, você pega Persona 2 e dá uma comparada, qualquer personagem do grupo.

Por exemplo, ninguém do grupo em Persona 2 morre... Na verdade até morre, mas deixa pra lá. Ninguém do seu grupo precisa morrer pra sair do grupo de uma forma convincente e impactante, alguém que jogou Innocent Sin lembra como a Yukino saiu do grupo? Aquilo é uma tristeza totalmente profunda e absolutamente normal vindo da situação que ela passou.

Ou Eikichi, que teve de superar a crise de falta de autoestima e até se tornou narcisista no processo, ou mesmo o que Lisa precisou fazer pra chamar atenção visto contra sua Shadow, sem falar em elementos mais pesados ainda de Eternal Punishment, sobre como e porque Baofu saiu da Lei pra ir atás de Tatsuzou ou mesmo os motivos de Tatsuya pra se sentir culpado.

Tais coisas, são mais densas, profundas, impactantes e não é necessário um evento de social link pra engatilha-los, os eventos acontecem tais como Persona 3 mas são de uma magnitude muito maior, com um tom mais adulto.

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Bom, é meio que isso aí mesmo, se entendeu mais ou menos onde eu quis chegar, é só comentar se concorda ou discorda, lembrando que eu prefiro a temática mais adulta de Persona, logo essa tacada comercial pra vender apesar de totalmente entendível (uma vez que Persona não era um RPG que se destacava ao extremo) por questões financeiras e atingia muito menos público, em alguns casos uma tacada comercial pode até ser justificada.

Mas não justifica a tamanha queda de qualidade, mas isso é, pra quem curte um Persona realmente adulto, pra quem prefere a temática adolescente, os outros dois são pratos cheios de verdade. Excelentes jogos, ainda que muitíssimo abaixo da duologia que veio antes deles.

27 de fevereiro de 2014

Shin Megami Tensei: Persona 4


E aí personas!

This fucking bad joke returns!

Vocês devem estar pensando que sou muito fã da série Persona.

E de fato, não estão errados, já falei de Persona 2 Innocent Sin, Persona 2 Eternal Punishment, e Persona 3 de forma geral.

Algum dia falarei sobre Persona 2 de modo geral e explicarei o motivo pelo qual defendo dele ser melhor que os outros de forma geral, mas agora não! Agora é a hora da análise do 4.

Eu já falei sobre Persona aqui no ocidente e todos os problemas encontrados na postagem do 3, não vou repetir aqui porque senão fica chato!

Shin Megami Tensei: Persona 4 é simplesmente o quinto jogo da franquia, afinal o 2 são duas partes e até os cachorros de rua já sabem disso à essa altura de campeonato.

Os outros não é garantido que já tenha ouvido falar mas do 4 você já ouviu falar, certo? Eu sei que sim!


Persona 4 hoje em dia se tornou uma franquia, temos um JRPG que virou até mesmo anime, um remake portado pro PS Vita, um jogo de luta, e mais dois games da franquia anunciados entre eles um JRPG misturando a galera do 4 e 3 e um jogo DE DANÇA. Sério! Não, não é zueragem minha, pode pesquisar...

Provando que caça-níqueis estão em toda parte, se alastrando como ervas daninhas ou como uma infestação zumbi à nível de Raccon City!

Mas Persona 4 supera seu jogo anterior? Ou é um (outro) passo pra trás se tratando dessa franquia?

Vamos descobrir!

O que antes era uma aventura na cidade grande, agora é uma aventura numa cidade rural do Japão, aqui você controla o personagem sem nome de sempre, batizando ele como bem entender e que teve algum problema sem importância que faz com que ele precise se mudar pro interior e com isso passe a conviver com seu tio e prima.

Essa é a ponta do iceberg, somente o começo de tudo!

Dojima, seu tio, é um cara que trabalha na polícia e tem uma vida atarefada e difícil, e Nanako sua priminha de 7 anos é a filha que apesar de bem madura pra sua idade, sofre relativamente pela "ausência" do pai mas entende tudo e até mesmo faz os serviços domésticos e etc.

Essa garota é realmente a personagem fofinha mais foda que eu já vi num game. Sério, eu detesto essas garotinhas kawaiis sem noção que todo jogo tem, mas aqui ela não é puramente kawaii.


Trata-se de Persona, isso aqui não é um RPG comum. Nanako é uma criança, seu carisma e doçura ultrapassam todos os limites da compreensão, se você vê Nanako durante o game e acha ela chata ou irritante você no mínimo está morto por dentro!

MORTO POR DENTRO! LEU BEM? MORTO POR DENTRO! QUANTAS MOSCAS FICAM RODEANDO SEU CORPO PÚTRIDO DURANTE O DIA? HEIN? ME DIZ?

*Caham*

Tudo começa indo à escola, vendo os dias passarem até que do nada você descobre a existência de um "outro mundo "dentro da televisão. Parece bobo e retardado, mas é muito foda. Eu torci o nariz à princípio mas depois adorei a ideia como um todo! Acreditem em mim, é muito MUITO foda essa parada da televisão quando você entende como ela funciona e o que ela é.

Mas repetindo o mesmo problema do jogo anterior, aqui o seu personagem controlado é "especial" e graças à isso somente ele pode usar mais de uma persona (manifestações da sua personalidade), enquanto o restante de seu grupo só se tem um.

Porém, os personagens do seu grupo aqui tem mais profundidade que a galera do 3 (já que no 3 era só esperar o evento de cada um), tanto é que pra se ter o Persona de cada um é necessário fazer com que eles vejam tudo que eles tem de ruim e aceitar que aquilo é parte deles, não é algo fácil, se imagine olhando tudo que você tem de ruim e sendo obrigado à engolir que aquilo é parte de você!?!?!?!


Parece ruim, eu sei! Mas aceitar a si mesmo é o primeiro passo pra se ter um Persona, e isso é executado de maneira sensacional!

Tudo isso misturado ao mistério de um assassino que "executa" suas vítimas de forma absurdamente confusa, nunca as vítimas estão meramente machucadas ou com digitais, somente aparecem mortas nas antenas de TV da cidade. Penduradas ou jogadas e etc...

Isso é só o começo do enredo de Persona 4, e na verdade tudo dele gira em torno de resolver tudo isso, ajudar seus amigos e viver uma vida normal. Mas "viver" a vida normal é o começo do problema.

Antes de me xingar nos comentários dizendo que sou fanboy de Persona 2 (o que não chega a ser mentira) e que odeio o 3 e o 4 (isso sim seria mentira)... Leia com MUITA atenção tudo que eu direi e irão entender (ao menos é o que eu espero) que eu GOSTO do jogo, e pra caralho! Mas não dá pra negar que o jogo tem problemas só porque ele é bom, o fato dele ser bom não o torna perfeito!

Primeiro de tudo, o jogo te "obriga" a duas coisas.

Viver normalmente e pegar batalhas feito um maluco desenfreado.

"Mas Juninho, seu tosco, o 3 era assim e num te vi reclamando."

Já falei pra guardar essa faca! Abaixou? Ah sim, agora vamos continuar!

O problema está em coisas que se interligam.


Genialmente, esse jogo, sem ironias, trouxe uma parada muito interessante, que é a ligação do clima da cidade com os eventos, aqui a chuva e a névoa tem TOTAL importância pro enredo do jogo, e a ligação deles seria um pequeno spoiler, mas não vou fazer isso com quem não jogou!

O problema está no "limite" de tempo que se tem pra salvar cada pessoa jogada na televisão e que corre risco de vida, mas essa ideia era pra ser boa, o problema está no fato de que você como jogador, como quem controla o personagem é muitas vezes OBRIGADO à ir pra casa dormir e somente voltar na dungeon no outro dia...

Itens de SP aqui são raros, e é mais fácil achar gente que veja a Regina Casé como atraete e gostosa do que encontrar um item desse no jogo, e não estão à venda. NUNCA ESTÃO À VENDA! E quando o seu SP acaba, você tem que pagar a maldita raposa que te cobra MUITO caro pra te recuperar somente o SP ou ir pra casa dormir...

O motivo disso ser um problema é que existem os Social Links, e os dias da semana vão passando e o jogo tem data pra tudo, e se você não salvar a pessoa até determinada data, ela morre, e o jogo dá game over e te faz dar Load no ultimo evento.

Você vai ter que consultar o clima constantemente, faz parte do enredo saber desse detalhe.

Isso acaba transformando o jogo em uma campanha gigante dividida em dois grandes momentos que sempre se repetem, ou seja:

Pegar MUITA batalha, evitando que se passem muitos dias pra não perder Social Link's e com isso evoluir, chegar ao chefe da masmorra e desvendar o evento, e depois disso esperar o próximo evento vendo horas e mais horas de SOMENTE Social Links, aulas, trabalhando pra juntar dinheiro, realizando atividades pra aumentar status e etc...

Visitar o Igor e fazer fusão é parte da experiência do game.

Social Links como no jogo anterior, te faz fortalecer as personas e etc, e é necessário mais do que nunca aqui ter o máximo possível, principalmente com os personagens do seu grupo, já que essa é a única maneira de fazer a personas deles evoluir. No 3 tinha eventos do enredo que faziam isso, e no 4 não, é necessário ir manualmente vendo cada detalhe de seu personagem e entender o amadurecimento deles de pouco à pouco. E isso é GENIAL!

Mas também tem outro problema...

Chie, Yukiko e Yosuke, os primeiros personagens do seu grupo, todos esses tem eventos de Social Link "automáticos" ou seja, o jogo eventualmente faz o deles aparecer, enquanto de Kanji, Naoto e Rise não, você tem que engatilha-los e o jogo não te orienta à isso, e sequer existe algo te falando a partir de quando isso é possível.

O jogo informa onde eles ficarão e os dias da semana. Ponto final! Sem uma devida orientação, fica complicado adivinhar que eu deveria engatilha-los já que o jogo me deu ao menos o engatilhamento de três personagens anteriores.

Eu mesmo sou um exemplo, meu personagem favorito é Kanji, eu fiquei esperando o evento dele acontecer e enquanto isso colocava a Chie no máximo, e depois vi que demorou demais e demais da conta mesmo... Até olhar na internet que o dele eu deveria engatilhar. E assim com todos os outros que eu citei.

Não vejo problema de eu mesmo engatilhar eles, uma vez que eu SAIBA disso. O jogo não orienta nesse aspecto, e isso é um tanto broxante, se eu ao menos soubesse, não haveria motivos pra reclamar.

Justamente por você conhece-los de dentro pra fora e entender ainda mais como eles são, todos os Social Links do jogo são bons mas os dos personagens são ainda melhores, justamente por eles aprofundarem ao extremo e você se sentir apegado de verdade à todos eles.



Outro ponto que me incomodou bastante é que no 3 os personagens eram mais "fracos" no geral e precisavam da arma pra invocar os Personas, aqui depois que os personagens os ganham, eles ganham a carta junto do seu devido arcana.

Sinceramente, eu acho besta o cara usar LITERALMENTE a carta do arcana dele pra invocar o Persona... Custava só fazer como no 2? Onde os caras liberavam pela própria força de vontade...?????

Isso é meio bobo, Persona é uma atmosfera mais madura e o jogo te convence disso, mas no 3 eles eram mais fracos porque precisavam de armas artificiais e agora no 4 eles ganham a carta que eles usam de forma literal pra invocar suas facetas interiores. E sinceramente, nem da pra escolher um dos dois, eu realmente desgosto de ambas as ideias. 

Mas esses problemas são pequenos perto do maior problema do jogo!

Calma, eu vou falar das qualidades.

O grande e maior problema do jogo, como um todo é sua atmosfera...

Em Persona 3, o problema a ser enfrentado não era tão próximo dos personagens jogáveis, lá haviam pessoas virando caixões e gente sendo afetada pela síndrome da apatia, mas no geral, havia um sentido, tudo aquilo acontecia com gente muito mais distante de você...

... enquanto aqui tem gente da sua sala, do seu convívio, que você vê constantemente sendo ameaçada de morte, e você simplesmente enfrenta isso nas horas vagas depois da escola e antes de dormir.


No 3 já era meio forçado, mas pela distância do problema com os personagens de forma geral, isso até era razoavelmente compreensível, mas no 4 não. No 4 é uma cidade pequena, onde TODO MUNDO se conhece, onde a fofoca rola solta e todos os problemas de uma cidade pequena existem aqui, logo, é muito mais "forçado" e empurrado o fato de enfrentar esse problema nas horas vagas. É algo tão próximo dos personagens que fica difícil imaginar alguém sabendo de tudo isso e simplesmente lutar contra nas horas vagas e indo ao mesmo tempo indo pra escola, fazendo provas e etc...

São detalhes como esse que quebram o clima mais sério e adulto do jogo! Em partes, chega a ser um potencial jogado fora. Mas não totalmente pelo menos.

Mesmo a história sendo fantástica e você podendo levar ela à sério, você acaba não levando o tempo inteiro por vários motivos, e a atmosfera do jogo é sem dúvida o maior desses problemas.

Aliado à uma música de batalha terrível de chata e tão mas tão feliz e pululante que chega a dar diabetes só de ouvir!!! Reach Out To The Truth é MUITO chata, ela não é necessariamente ruim mas como música de batalha... Ela é UM TREMENDO PORRE! Mas fico feliz de saber que quem jogar no PS Vita pela primeira vez terá uma música de batalha não muito boa no lugar, porém deveras melhor. E como ela é melhor.

Desce o cacete nele, Kanji!

Vale citar, que ela não é ruim, apenas DESTOA TOTALMENTE do clima de uma batalha, ainda mais de uma batalha com seres sobrenaturais e que poderiam te matar à qualquer vacilo (praxe de Shin Megami Tensei: vacilou, dançou), então ela acaba sendo ficando absolutamente fora de sintonia com um clima que era pra ser mais sombrio.

Cheguei a procurar um hack (pro PS2) só com qualquer outra música no lugar, ou Mass Destruction (saudades dela, viu...) sei lá, por que não músicas como de Pesona 2 ou Digital Devil Saga? POR QUE?

No geral a OST do 3 é melhor, mas a do 4 é tão competente quanto, porém músicas de batalha como essa e algumas de cenários chegam a irritar de tão felizes visto que estão num jogo onde deveria haver foco no seu enredo sobre assassinatos, realmente a música do jogo e o enredo acabam se conflitando de certa forma. Quebrando totalmente a seriedade dele.

E a música da última dungeon, OLHA ISSO A ÚLTIMA DUNGEON, a conclusão de tudo, você espera uma música dramática, com clima de "final" e aquela coisa toda. E simplesmente tem uma música que dá mais sono que música clássica.

Mas voltando a falar da quebra de clima...

Felizmente o jogo tem um excelente humor e essa cena é muito engraçada.
Ou seja, quando o enredo focado no assassinato acontece, você leva o jogo à sério, e nisso também me refiro aos personagens do seu grupo fazendo Social Links ou mesmo os outros personagens coadjuvantes que nós ajudamos pra entender seu crescimento, porém o jogo tem ainda mais eventos de escola, provas, e coisas do tipo que tiram totalmente a seriedade e nesses momentos infelizmente não tem a menor possibilidade levar o jogo à sério!

Até no 3 isso era um problema mas aqui virou um grandioso problema. Ao menos pra mim!

Com esses eventos maçantes e todo uma atmosfera absolutamente instável, eu acabei por não conseguir jogar ele muito tempo, eu sempre tinha que dar uma pausa do game, porque ele me cansava. Os outros que eu zerei (3 FES, 2 IS e 2 EP) eu zerei num pique que dava até inveja, eles não cansavam em nenhum aspecto. Enquanto o 4 virava e mexia eu precisava distrair a cabeça jogando outra coisa, mesmo que fosse um simples jogo mais arcade pra que eu pudesse descansar do jogo, porque é só batalha e mais batalha ou vida social e mais vida social.

O enredo mesmo, é bem mais curto que o 3  de forma geral, porém muito melhor e só por isso já valeria muito à pena como um todo!

Esse professor é um saco. Vai por mim.

Os personagens aqui tem mais significado, mais profundidade e com isso nos apegamos mais à eles, mesmo que a galera do 3 tenha mais carisma (ao menos pra mim), e nem vou comparar com a galera do 2 em geral porque seria covardia, mas a galera do 4 é realmente muito boa, Yukiko pode te surpreender depois que se conhece ela melhor, Chie passa a entender o real significado do que é proteger alguém sem se sentir superior por isso, Kanji enfrenta seus problemas com sua sexualidade (que coragem da Atlus fazer isso hoje em dia), Yosuke nos mostra um cara bobo que sofre muito mais do que aparenta, Rise mostra como a vida de famosa pode ser um horror e porque quer viver de forma simples e Naoto sofre por ser madura demais (sim, ela é ao contrário dos outros) e ser tratada como criança por sua idade...

E tem a bosta do Teddie. Que é tão tosco que o jogo faz o Social Link dele TODO PRA VOCÊ DE GRAÇA, automático mesmo. É só esperar os eventos dele e zás, você completa! Mas ele funciona absolutamente bem dentro do jogo. Eu só me recusei à jogar com ele...

Naoto que por sinal, uma das personagens mais interessantes também acabou se tornando um problema porque segundo me falaram, ela entra pro grupo aos 45 minutos do segundo tempo...


Mas não, ela entra é na cobrança de Penalty mesmo. PORRA! Ela entra no grupo tão tarde que fazer o Social Link dela completo é um desafio até pra quem é fã alienado da série e joga Persona como um louco!

Eu não ficaria surpreso se tivesse um troféu pra isso no Persona 4 The Golden do Vita. 

A jogabilidade do game é fantástica, simples e eficiente como sempre foi de costume da série Shin Megami Tensei, os personagens são mais bem detalhados que do 3, usando a mesma engine gráfica porém com pouco mais de detalhes, nada exagerado porém é bem notável a diferença.

O sistema é muito mais polido que seu jogo anterior. Muito mesmo! Primeiramente por se controlar todos os personagens ao invés de somente o principal. Principalmente por cada personagem ter uma habilidade única, é necessário fazer o Social Link com cada um deles ao máximo pra abrir e ver todas as suas possibilidades, mas algumas coisas são pra todos tipo tirar um status negativo ou levantar quando é acertado com sua fraqueza.

Se você tiver a possibiliade de jogar o 3, jogue o Portable porque ele também permite jogar com todos. E particularmente controlar somente o principal é algo que eu acho bem idiota e ele morrer dentro da batalha dar game over também. E isso acontece nos dois jogos.

Eu REALMENTE não gosto disso. Acho uma forçada de barra fora de controle, não é necessário isso, as batalhas são meramente aspectos do gameplay do jogo, chega a ser totalmente retardado.

Fundir os personas como todo bom e clássico jogo da franquia Shin Megami Tensei também está presente aqui, sempre descartando os mais fracos e evoluindo-os semre que possível. Até o ponto que se deva troca-los de novo... Claro!



As músicas como eu disse, no geral são muito boas, pena que a de batalha seja absolutamente terrível, e eu senti falta das magias combinadas do 3, não sei porque tiraram aqui no 4. Era uma ideia muitíssimo boa. No 3 era apelão e tinha como ganhar batalhas inteiras com Fusion Spells, porém era só diminuir o fator overpower e não simplesmente remover esse conteúdo do game.

E o jogo tem 3 finais, sendo um deles ruim, um bom e um muito bom que seria no caso, o verdadeiro!

Eu fiquei deveras desapontado com o fator "descobrir quem é o assassino" que TODO MUNDO falava assim:

"CARALHO, QUE FODA, QUE SURPREENDENTE, QUE INCRÍVEL, QUE COISA DE OUTRO MUNDO. NUNCA VI NADA PARECIDO. UHUL!!!!!"

E vão me desculpar... Não é assim! Coisa incrível e surpreendente acontece é no final do Persona 2 Innocent Sin, pra quem acha que Kefka fez um bom desastre em Final Fantasy VI, precisam dar uma BOA OLHADA no que Nyarlathotep fez no final do Innocent Sin.

Retomando...

O jogo vai chegar num ponto onde te oferece dois possíveis criminosos (não vou dar spoiler)... E acaba sendo algo como o "óbvio" e o "cara que ninguém da a mínima".

Quando o óbvio é eliminado só resta o "cara óbvio que ninguém dá a mínima".

Sério, nem é tão difícil deduzir, difícil eu diria que é chegar até ele, já que você pode fazer alguma cagada e perder a chance de prende-lo fazendo o final ruim...

Mas se prestar atenção, irá perceber que existem "buracos" no mistério sendo resolvido, quando a parada começa a se resolver, alguns buracos ficam sem ser tapados, e é aí que você pensa: "Porra, ta faltando explicação pra isso e aquilo, será que é por aí mesmo?"

Se ficar bastante ligado no enredo, como eu fiz apesar das pausas que tive que dar, vai entender onde falta e não vai deixar o final verdadeiro passar. Até mesmo. Eu diria que pra quem lê o enredo é até difícil fazer o final ruim.

Apesar de que se tratando do final verdadeiro, tem uma coisa ou outra improvável mas acontece que mesmo depois de prender o assassino, ainda faltarão alguns poucos buracos, e é aí que você deve se manter totalmente ligado ao enredo pra não deixar passar. A sugestão de ter 2 ou 3 saves é realmente a melhor opção pra isso.

Of course Rise. We trust in you!

Apesar de todos os problemas com o clima do jogo (ironia, porque o enredo é focado em outro "clima" haha) o jogo continua fantástico e é sem dúvidas melhor que qualquer Final Fantasy sem a menor sombra de dúvidas, caso você goste MUITO dessa parte de viver o dia a dia, provas, amigos no Social Link e etc, vai ficar ultra satisfeito com o jogo, porque ele é a versão turbinada de tudo que já havia no 3, o que eu achei ruim foi justamente a falta de dosagem nas coisas e elas sempre em termos obrigatórias.

Infelizmente, não chega nem perto da sombra do que Persona 2 representa pra mim e pra todos os gamers fãs de Shin Megami Tensei, mas a aprovação geral é bem alta, muita gente que não é familiarizado com Shin Megami Tensei acabou conhecendo através desse jogo e isso é ótimo!

Qualquer dia desses, farei um mega post sobre uma comparação entre Persona 3 e 4, e outra dizendo os (muitos) motivos pelo qual Persona 2 como um todo é muito melhor!

Muita gente considera Persona 4 o melhor jogo da franquia SMT ou mesmo dos melhores jogos já lançados e eu sinceramente discordo. Ele é excelente mas jogos como Persona 2 ou mesmo Digital Devil Saga ficam um tanto quanto ofuscados por causa do sucesso comercial de outros.

Digital Devil Saga tem um dos enredos mais brilhantes e com um dos plot twists mais incríveis que eu já vi, e eu nem to jogando, somente vi e ouvi tudo do Dipaula, e eu mesmo jogando Persona 2 posso afirmar o mesmo dele em relação à Persona 3 e 4.

Personas na verdade são monstros e demônios das mais diversas mitologias, vale a pena ler sobre eles no Compendium

Um exemplo besta é sobre a questão das datas, os dias passando e existe um DIA CERTO pra enfrentar o último chefe tanto em Persona 3 como 4. E isso é muito bobo, a ameaça tem que ser real, tem que ser improvável e te pegar de surpresa (em termos de enredo), isso é muito bobo, sinceramente.

Ao menos em Persona 4, ninguém sabia de nada até acontecer e no 3 todo mundo vai se preparando dia após dias até a chegada do grande inimigo...

E não darei spoilers de como e porque mas chega a ser meio bobo porque existe um "porque sim" pras motivações da verdadeira ameaça do jogo, e que no Vita foi consertada de forma que... Continuou a mesma coisa. Por um outro lado, mas ainda assim ficou a mesma coisa.

Coisas assim, me deixaram profundamente desapontado, eu joguei Persona 3 primeiro e quando joguei o 2 meus olhos brilharam e eu simplesmente não consigo acreditar que essa mudança apesar de necessária afetaria tanto o jogo assim.

Mas com tantos problemas e tantas qualidades, ainda assim Persona 4 é dos RPG's mais fodas que eu já tive contato, principalmente pelo seu enredo base. Que é muito bom e estupidamente bem usado. O clima mais sério do jogo é totalmente foda, você fica muito preso no que ta rolando e dá muita vontade de descobrir e investigar.

Independente se você curte essa parte obrigatória, o enredo vale ouro e apesar de não ser nem de longe tão maduro como Persona 2, ainda é um excelente jogo. Eu recomendo fortemente.

Apesar da música de batalha açucarada que deixaria o jogador com diabetes...

Enjoy!