18 de junho de 2014

Piores Capas dos Games!



Eu tava aqui pensando com meus joysticks e ao invés de primeiramente lançar um mais um Top com qualquer coisa eu resolvi postar algo AINDA MAIS manjado antes.

Um post sobre piores capas.

Quase todo blog legal já fez isso, então chegou a minha vez, pra aderir à moda, entrar no padrão de cult dos blogs famosos por aí montando meu próprio sobre as piores capas.

Por exemplo essa do Megaman, todas as pessoas da face da Terra já fizeram piada com ela, eu só vou usar como introdução porque ela é piada pronta.

A própria Capcom fez o favor de zuar essa aberração de capa no Street Fighter X Tekken pra mim.

Ele tem o carisma de um cantor de dupla sertaneja.

Mas...

Aviso que o post será longo, talvez engraçado se você tiver péssimo senso de humor ou algo parecido.

Todos muito avisados, não digam que é uma experiência pior que ver a Suzana Vieira começo frango com as mãos, porque foram devidamente avisados.

Mas ainda assim deve ser melhor que ver a Valesca Popozuda cantando Beijinho no Ombro.

Bom, vamos começar essa joça!


Revenge of The Beefsteak Tomatoes - Atari


Sinceramente, o que pensar de uma capa que mostra um boi-tomate raivoso estourando um muro com seus amigos "bois-tomates VOADORES" no fundo.

Tipo, você inicialmente poderia até pensar que o cara que desenhou, fez um boi vermelho e pela perspectiva da imagem teria algo semelhante à um tomate gigante atrás dele misturando as coisas...

Mas aí você olha pro fundo e... Mindfuck! Só isso que eu digo: Mindfuck!

Se observarem um pouco mais, o nível de mindfuck vai aumentar porque são bois-tomates NUMA CHUVA DE TOMATES.

UMA CHUVA DE TOMATES COM BOIS TOMATES VOADORES?!?!?!?!?

MAS QUE BELA BOSTA DE IDEIA!

Ok, próxima.

Street Sports Baseball - Commodore 64


Sério, vocês conseguem imaginar algo além de um cara que acabou de ter um orgasmo...

...ao errar a bola que deveria ter acertado, afinal fez uma força do caralho!

Ele dá ponto pro adversário, faz o cara do lado que segurou a bola dar um puta sorriso, afinal o time dele fez pontos e toda essa situação faz ele ter um lindo ORGASMO!

Jailson diria algo como: MAS QUE DELÍCIA, CARA!!!!

OLHA A CARA DE ALEGRIA DESSE RAPAZ AO DAR UMA BELA GOZADA POR ERRAR UMA BOLA!

PUTA QUE PARIU!

Freestyle Metal X - PlayStation 2/Xbox/GameCube


Eu não consigo descrever isso, honestamente. O jogo é mais ou menos um Tony Hawk's Pro Skater só que de moto, deveria ser algo mais simples e sutil como Moto Racer do PS1:


Tipo, não ta muito boa, ta bem "ok". Mas você entende que é um jogo de moto. Você olha pra ela e tipo:

"Porra, é um jogo de motoca, vou acelerar VRUM VRUM"

Mas essa do Freestyle Metal X... Você olha e:

"What the fuck?"

Totalmente inevitável, mas pode ter certeza, quem comprou pra Xbox teve mais sorte:



Ou não... Mas quem comprou pro GameCube com certeza teve sorte:


Eeeerrrr... Não foi dessa vez. Parece que a direção de arte do jogo REALMENTE ACHOU QUE ERA UMA BOA IDEIA.

Fico me perguntando quantos litros de chá de cogumelo a pessoa mandou pra dentro antes de desenhar isso, e principalmente quem aceita isso achando que pode ser uma ideia legal.

Ninja Scooter Simulator - Commodore 64


Essa capa faz o cu cair da bunda... Sinceramente, um ninja com espada e andando de mobilete...

Com a foto de um outro ninja no fundo e suas duas caveiras voadores, seus fieis servos ao seu lado.

Perseguindo nosso incrível herói ninja que anda com mobilete sem as mãos e ainda segurando uma espada.

Acho que nem o cara da Sessão da Tarde poderia montar algo divertido usando essa capa, nem algo com "muita confusão"...

Essa capa é do tipo de coisa que faz a gente pensar duas vezes antes de chamar algo de tosco ou ruim.

Super Duper Sumos - Game Boy Advance


Imagina a cara do seu filho ao ver esse jogo na loja pra comprar.

Ou a sua ao procurar pra baixar... É um tanto desconcertante.

São 3 lutadores de sumô, sendo que um deles ta praticamente com 90% do seu corpo tampado, dando bundadas em forma de cumprimento... MINHA NOSSA!

O que se espera de um jogo desse naipe, fica totalmente complicado imaginar QUALQUER COISA desse jogo com uma capa tão espevitada. É muito absurdo!

O pior de tudo, consegue imaginar olhando pra tudo isso da capa que é um jogo de beat'em up/aventura?

Eu aposto que não!

Ancipital - Commodore 64


Mas esse Commodore 64 tem capas REALMENTE ruins viu... Essa capa por exemplo, remete a que?

Um bode com chifre que mais parece um arco (só faltam as flechas) e andando como se os bodes fosse animais BÍPEDES.

Andando feito gente...

Algo tão...

...absurdo...

...tão...

...abstrato!

Não consigo pensar em mais nada. Desculpe. É aleatório demais.

Bible Buffet - Nintendinho


Quem acompanha o canal do Angry Video Game Nerd já deve ter visto esse game por lá, é um dos jogos falsificados da empresa Wisdom Tree, que simplesmente tentava levar a bíblia através de games educativos pras crianças demoníacas de sua época.

Olha, o que se entende vendo uma capa com um sorvete dando tchauzinho, um cachorro quente de óculos escuros e pizza fazendo joinha e andando juntos.

Bom, a gente imagina qualquer coisa menos um jogo que lembra Banco Imobiliário com perguntas bíblicas e fases de colheita...

Eu não vou deixar link de nada aqui, vocês que se quiserem confiram por vocês mesmos. É uma aberração totalmente indescritível. O foco aqui é a capa tosca do jogo, o resto você que se vire.

Mas não diga que não avisei, qualquer doença adquirida depois de ver vídeos desse jogo ou PRINCIPALMENTE se você jogar aí no seu emulador, não serão minha culpa mesmo...

Deja Vu II: Lost in Las Vegas - Atari ST


Sabe... Essa é a capa mais fácil de dizer como foi montada.

Pegaram uma criança de uns 6 anos, uns jornais e falaram pra ela:

"Corta as figuras do jeito que você achar melhor (e mais torto) e sai colando tudo numa folha roxa."

Simplesmente melhor que qualquer photoshop dessa vida, eu vou usar essa tática quando eu mesmo criar meu jogo e não vou gastar porra nenhuma com o design da capa. Essa tática é econômica e muito mais prática! E você aí pagando Design Gráfico das suas coisas...


Pro Wrestling - Master System


Você consegue pensar numa descrição boa o bastante pra zombar de um cara com a barba loira que sufoca a própria cabeça entre o peito e braço?

E com a cabeça está TOTALMENTE descolada do corpo?

Sério, vamos tentar imaginar algo...

Chegou em alguma coisa?

Bom, nem eu.

Virtual Kasparov - PlayStation


Ok, Kasparov é um dos ícores do Xadrez mundial...

E tem um jogo de xadrez com o nome dele, tipo os do Andre Agassi Tenis ou mesmo do Airton Senna.

Mas precisva MESMO de um cara sorrindo e batendo a cabeça numa versão gigante da peça do cavalo?

Sério produção? Isso era MESMO necessário pra chamar atenção? Só se for pelos motivos errados...

Eu não consigo sequer  imaginar alguém pensando:

"Nossa, eu to doido pra jogar um jogo de Xadrez... PUXA QUE CAPA FODA, VOU COMPRAR."


World Wrestling Championship: WWC - PlayStation 2


Qual de vocês pensou:

"O negócio é comer cu e buceta?"

Meu deus... Lembramos do Alexandre Frota. É sinal que a capa vai além do ruim, ela nos remete lembranças tão desagradáveis que eu particularmente preferia ter levado um corte com um bisturi muitíssimo afiado e alguém usasse como curativo álcool e sal grosso.

Eu lembrei do vídeo do Alexandre Frota... Que vergonha... Vou providenciar auto-penitência.


Mr Blobby - Amiga


Tipo, minha reação foi:


Sério, que diabos é isso? Onde o sentido dessa imagem começa? Foda-se o jogo e do que quer que ele se trate, NÃO QUERO NEM SABER só de ver essa maldita capa.

NEM QUERO NEM SABER! VAI SE FODER! PQP!


Cho Aniki (Super CD-ROM)


Cara... Sem sacanagem, Cho Aniki é considerado pr muitos uma das coisas mais bizarras feitas pra esse mundo!

Mas qual o sentido dessa merda, ao que tudo indica é uma série de jogos de luta com fisiculturistas...

MAS QUE IDEIA SIMPLESMENTE ERRADA!

A capa é errada, o conceito é errado, os personagens são errados, tudo é errado, até se eu falasse "esse jogo é bom pra rir" seria errado.

Mas que merda, o que pode ser pior que isso? Um Tao Pai Pai cowboy cangaceiro de filme pornô?


...

...

...

Puta que pariu... PUTA QUE PARIU!

Fatal Fury - Neo Geo


Essa provavelmente vai ter muito retrofag querendo me matar...

Primeiro, vamos por partes, me digam, precisa MESMO de uma capa realista pra um jogo que dentro dele TODINHO é uma arte em mangá?

Aí você analissa bem a capa e percebe que o principal é o cara de branco, que deveria ser o Andy, e ta tampando um cara random que deveria ser o Terry cadeira de praça abaixo (?)

A cara do Terry, por sinal, nem de longe é de quem levou um soco, só eu posso visualizar ele falando:

"PEGA MEU KINDER OVO, ELE TA CAINDOOOOOOOOOOOOO"

O problema é que ele ta caindo de costas, dando mais impressão de que ele deixou algo cair mais do que ele mesmo estivesse caindo.

Desenhistas, por favor, não usem intorpecentes antes de cada ilustração. Obrigado.

 Kaboom! - Atari 5200


Veja bem o que temos aqui, um Zacarias gordo, barbudo e que tem tanta fome mas TANTA fome que comeria uma bomba.

Olha esse sorriso maroto de Magali. CLARO que ele vai comer essa bomba.

Alguma dúvida quanto a isso? Sem mais meretíssimo!


Devo Presents - Adventures of the Smart Patrol - PC


Tem um túnel verde, com pessoas com topedes de Jimmy Neutron correndo em carros estranhos, uma gosma verde descendo e eles estão fugindo, afinal de contas, a cara de espanto do cidadão do carro vermelho não remete a nada além disso.

Mas do que eles estão fugindo do que?

Da incrível galinha assada recém operada e com cara pressionada dentro de um aquário (?????)

Ela tem marcas de corte na barriga, ao mesmo tempo é um frango assado, seria esse troço um frango-recheado-assado-recém-operado?

Vai ver o cara que fez a capa fumou um bagulho daqueles, cheirou pó de giz misturado com pó de mármore e simplesmente resolveu "trabalhar" fazendo essa incrível cagada.

Realmente, eu nem de longe consigo imaginar do que se trata o jogo vendo isso!


Cheap Skate - Commodore 64


Uns meteroros (??) em um formato um tanto quanto duvidosos (???) vindo em direção à um garoto de Skate (???????)...

Sério, tinha que ser capa do Commodore, eu não sei desenhar mas eu aposto que em 20 minutos de paint eu faço algo melhor e que transmita melhor a ideia do jogo.

O jogo é algo como andar de skate desviando de barras na altura da sua cabeça, bolas... E CHAMAS.

SÉRIO, TEM CHAMAS QUE DEVEMOS ESQUIVAR NO JOGO!

Poxa Bowser, alguém copiou sua ideia de cuspir chamas do outro lado da fase.


Legendary Axe II - Turbo Grafx 16


Falando sério, a capa nem é tão ruim...

...na verdade é sim. Mas nem tanto como as outras.

O problema é que essa é provavelmente a pior perspectiva que eu já vi na vida.

Sério, o machado ta maior que o número de bugs do Duke Nukem Forever.

E porra, isso é muito! Mas muito mesmo.

Olha o tamanho dos braços dos dois homens, na boa, nesse horrível perspectiva parece que os dois tem braços dignos de um boneco de LEGO.

Puta merda. Como alguém aprova isso?


 Golden Axe - Mega Drive


Golden Axe é mais um daqueles jogos ridiculamente difíceis do Mega Drive, onde o sub-título deveria ter algo como "frustração" ou "aprende a jogar direito noob do caralho"... Mas enfim, não vamos falar do meu péssimo hábito de tentar joga-lo e ainda não ter aprendido devidamente.

Mas vamos falar abertamente... Olha isso...

Sim... "isso".

Uma foto em preto e branco com LITERALMENTE um machado dourado tampando a cara do cidadão cabeludo... e tudo que pensamos é:

"Jesus como essa capa é feia!!!!!!!"

E ainda pegaram um cara consideravemente marombado e que tem tatuagem de patas de dragão dos ombros até o peito e...

...sério?

Alguém me diz como a Sega aprova isso? Depois reclama que foi à falência...

E eu jogando Golden Axe é como se nos chefes acontecesse algo como:


Agora que riram do meu "excelente" desempenho, vou ali jogar um outro beat'em up super desafiador conhecido como Final Fight 3...

COF COF

Kool Aid Man - Atari 2600


Pra finalizar, existe um jogo do Ki-Suco.

Sim, do Ki-Suco.

Pois é... do KI-SUCO!!!!!!!

Alguém poderia me falar de onde surgiu essa ideia brilhante?

Pra quem não sabe, Ki-Suco é um suco de 10 centavos que vendia em todo boteco de todas as cidades do mundo numa época onde 10 reais era MUITO dinheiro.

Ou seja, se você tem menos de 20 anos e não entende o que é isso, é absolutamente normal. Eu tenho pouco mais que isso e peguei meio que o final dessa época.

Mas voltando ao jogo, é simplesmente um JOGO dessa coisa que provavelmente tinha alguma coisa MUITO química e sabores mais artificias que o "terror" dos antigos Resident Evil...

Quem lembra?

Falando francamente, eu nem sei porque me dei ao trabalho de ver 30 segundos de gameplay disso no YouTube. A capa é feia, a ideia é horrível, e alguém pensou que todo mundo que bebe suco joga videogame...

...desconsiderando pessoas cegas que bebam o suco, pessoas com deficiência em algo que não a permita jogar, pessoas idosas e principalmente pessoas que NÃO GOSTAM de videogames mas adoram beber um suco aqui e ali.

Enquanto isso, você vai imaginar uma jarra coletando blocos coloridos que seriam o sabor de cada suco e sair misturando numa jarra uma porrada de sabores aleatórios até dar aquele lindo gostinho inexplicável de tão ruim que você vai implorar pra morrer ao beber só pra não ter de lidar muito tempo com aquele gosto na boca.

Até porque eu já fiz isso quando era criança.

E nem imagino porque to falando isso...

Quer saber... Vamos encerrar isso. Numa próxima vez eu tento me esforçar pra sair algo menos desagradável sobre as capas ou minha infância.


Enjoy!

9 de junho de 2014

Top 5 - Melhores Jogos de Street Fighter



Gostaram da imagem inicial com o Robotnik (ou Eggman, sei lá) nos peitos da Chun-Li? Eu espero que sim.

...

Pois é cambada, demorou MUITO pra eu fazer esse post, mas ele enfim saiu.

Muitos esperavam que fosse ser realmente bem rápido, principalmente depois de tantos posts de jogos de luta por aqui...

Como da Elite dos Jogos de Luta, do meu Top 5 do Mortal Kombat e Batalhas Mais Emocionantes...

Ou mesmo do Top 5 de Personagens favoritos da Arika, o modo como estragaram a versão americana de Street Fighter II e principalmente meu Top 20 de personagens favoritos da série.

Minha nossa, com tanta propaganda eu me sinto uma propaganda do YouTube viva.

Agora chegou o momento onde falarei da minha franquia de jogos de luta favorita, e provavelmente gerará incríveis butthurts alegando que tenho uma opinião errada e mimimis desconcertantes que farão você, o orgulho da mamãe, levar boas palmadas.

Se você não faz parte desse bando, pois bem, seja bem-vindo e bora ler. E como diria o Amer quando fala sobre Street Fighter:

NÓS VAMOS AO ENCONTRO DO MAIS FORTE!

Incrível como essa frase nunca perde o impacto.


5° Lugar - Street Fighter EX 2

D. Dark realmente acha que vai segurar a onda...

"O QUEEEE??? COMO ASSIM UM STREET FIGHTER QUE NÃO É DA CAPCOM NO SEU POST?"

Calma calma...

Quie o jogo foi feito pela Arika e só publicado pela Capcom todos nós estamos mediocremente carecas de saber.

Street Fighter EX é o tipo de jogo que a gente torce o nariz de primeira, principalmente ao vermos nossos amados personagens em 3D, um 3D muito relativamente feio pra sua época mas poxa, a graça dos jogos de luta não é por base num visual.

Diferente do que 9 entre 10 dos leitores provavelmente pensam, Street Fighter EX foi um jogo extremamente divertido ao meu ver, e o EX2 foi ainda melhor. Tudo que tinha de bom no primeiro, foi potencializado no segundo de forma que tudo ficou ainda melhor, mais rápido e mais divertido.

O primeiro EX não era a melhor coisa do mundo e tinha finais extremamente ofensivos e absurdamente idiotas, mal tinha modos extras e era ridiculamente travado em algumas coisas, mas ainda era um bom jogo, em contrapartida o 2 veio fodendo multidões e foi ainda melhor, e é sempre bom ver os Meteor Finishes.

Além do mais, se querem saber, eu gosto MUITO dos personagens da Arika, mesmo sabendo que são digamos... meio deslocadosem em termos de serem lutadores mais sóbrios como os de SF (ignore Oni e Hakan, por favor) mas de toda forma eu realmente acho que boa parte deles seria bem vindo ao elenco principal.

O problema do 2 era o fato de ser um jogo praticamente voltado aos versus com os amigos porque não tem final no modo arcade e ainda por cima nada de modo extra decente... Fazer o que, não se pode ganhar todas.

4° Lugar - Street Fighter Alpha 2

OH MY FUCKING GOD, O ROLENTO TA NO STREET FIGHTER

Ahhhhhhh... Esse jogo tem história. E como tem.

E pensar que digamos, eu gostava mais de Mortal Kombat quando era mais jovem e jogava Street Fighter II (Super, Turbo, etc...) direto e reto mas não era meu favorito, sempre achava MK mais legal de jogar, mais possibilidades e etc... Aí eu fui na locadora e tinha lá... Street Fighter Alpha 2 pro Super Nintendo.

Eu não entendi que diabos era aquilo e aluguei.

Quando botei a fita, vi aquela abertura e meus olhos se encheram e brilhavam, eu parecia aqueles personagens de anime com olho grande e que berram de felicidade como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Até hoje quando vejo essa abertura na minha cabeça toca a música em midi do SNES. E isso não é brincadeira.

Depois comecei a jogar, na hora que gritou "Rooooooound... One... FIGHT!"...

...eu tive que esperar, porque pra quem não sabe, esse jogo consta um pequeno atraso antes de cada round no Super Nintendo porque é meio pesado pro cartucho carregar aquilo tudo de uma vez e quando a pancadaria começou eu fiquei doido.

Era totalmente diferente do que eu tava acostumado, os personagens tinham visual melhor, agora tinham especiais, as músicas enfiavam as do SF2 no chão e pisavam com uma Avaiana de Pau por cima... E vou jogando de pouco a pouco até dar de cara com diálogos nas batalhas finais e de repente vejo um último chefe totalmente diferente, aquele Bison magro e sem graça havia injetado 30 litros de esteróides e estava monstruosamente forte e monstruosamente foda.

Minha nossa, foi muita emoção. Depois que vi as versões de PlayStation, Saturn e Arcade... Aí pronto. Fodeu.

Sem falar que ele introduziu Rolento. Isso é um excepcional ponto positivo. 

3° Lugar - Street Fighter III - Third Strike

"Acertei essa mulher macho em cheio... O que? Um parry? E agora quem poderá me defender?"

Rapaz, esse jogo é quase mastigado pelos fãs mais puristas, vomitado, triturado, pisoteado e depois jogado em bombas caseiras pra usar em rebeliões onde arruaceiros enfrentam a PM em protestos em nosso país.

Caralho, como vejo gente detonando esse jogo, e não é algo que eu digamos... Discorde, mas também não acho essencialmente justo. Até já falei por aqui no blog muitos motivos que são mais que suficientes pra você jogar Street Fighter III.

Inclusive o fato de Ryu não ser o principal e sim Alex.

Muita gente se apega aos personagens clássicos ou mesmo aos apresentados na série Alpha, eu reconheço que essas duas vertentes tinham (e ainda tem) mais carisma mesmo, e isso afastou MUITA gente.

Eu entendo perfeitamente você não gostar de Necro, Urien, Hugo, Twelve ou Sean, é compreensível. Mas se você gosta do Gill, aí sim você tem problemas.

Porém, não vejo sentido em condenar totalmente, muita gente mal deu uma chance ao jogo e simplesmente o escurraçou, outros tentaram e não se deram muito bem porque apesar de tudo o jogo consiste em uma mecânica extremamente única pra série.

Diferente dos clássicos, esse jogo novamente tinha especial, e diferente da Alpha que tinha recursos como defesa aérea ou 3 barras de especial, esse não. Era tudo limitado.

Aqui a defesa voltou a ser no chão novamente e você tinha 1 em 3 especiais pra escolher durante a luta inteira, isso tudo porque Street Fighter III foi criado mais voltado à torneios do que pra jogadores casuais e nada disso colaborou muito pra mídia gamer tanto antes quanto hoje em dia.

O jogo consiste num sistema de Parry, que é uma "defesa" que anula tudo, mas exige um tempo absurdamente preciso e uma prática muito acima do normal, ele é sem dúvidas o jogo de mais difícil domínio de toda a série, e provavelmente o jogo que em termos de competitividade só perderia pra Capcom vs SNK 2. E sendo assim de Street Fighter o segundo jogo mais competitivo.

O primeiro? Ah... Esse vem logo abaixo.

2° Lugar - Super Ultra Street Fighter IV Arcade Edition 2012 version

Um soco que desafia a anatomia.

Pois é, a Capcom não aprende e atualiza o jogo mais do que o SBT trocava o horário de transmissão do Chaves. Street Fighter IV veio em 2008 nos arcades, 2009 nos consoles e bingo, tava feita a lenha, o jogo tinha sido um sucesso comercial, online, offline e nas esquinas de cada cidade só se ouvia falar em SFIV e pronto.

2010... O ano da atualização.

Super Street Fighter IV. Quem comprou o primeiro, tava fodido, teria de comprar agora a recém atualização se é que queria continuar jogando, e ainda tinham 10 personagens novos e 2 modos de jogo A MENOS.

Capcom, sua maldita.

2011 veio com Arcade Edition, e era uma atualização paga, com 4 personagens e depois 2012 version (de graça, ufa) e agora o Ultra com mais 5 também pago.

Mas valeu a pena? Eu poderia afirmar claramente que SIM! VALEU!

Street Fighter IV (Super, AE, Ultra... tanto faz) acrescentou demais aos jogos de luta da sétima geração, foi um dos primeiros e ironicamente ainda vive desbancando os mais novos sendo a atração principal do torneio mundial de jogos de luta (Evolution, conhecida como EVO) desde 2009 e ninguém tira ele de lá. Tal como ninguém tirou Capcom vs SNK 2 por quase 10 anos.

O gameplay do 4 permite variações impressionantes, e coisas como Focus, Super, Ultra são novos ares pra novas estratégias e tudo só ficou ainda melhor com Red Focus e Double Ultra. Apesar da queda drástica de capricho, sendo o jogo com menos modos extras, finais horríveis, cenários idiotas e preocupação quase que zero com praticamente todos os personagens em termos de enredo, esse ainda se sai como o melhor jogo em termos de gameplay, sendo isoladamente o jogo de luta 2D mais competitivo que eu já tive contato.

Ele também tem a segunda melhor OST de toda a série, pedendo somente para...

1° Lugar - Street Fighter Alpha 3

GOLPE DO FURACÃO IMPROVÁVEL LEGAL PRA CARALHO!!!!

...essa belezinha aqui.

Alpha 3 é o tipo de jogo perfeito, que atira pra todos os lados e acerta tudo.

Praticamente o Tales of the Abyss dos jogos de luta.

Convenhamos, eu como fã do jogo e da franquia posso falar abertamente, Street Fighter sempre teve um universo com bons personagens mas o background do universo em si e dos personagens era uma grandiosa bosta que era provavelmente mais fedida que o cabelo do Hugo.

Na boa, eu não sei qual é o problema dos roteiristas dessa série. Mas por que Street Fighter Alpha 3 seria o melhor sendo que eu acabei de falar que a jogabilidade do 4 é a melhor?

Porque esse jogo acerta tudo. Tudo mesmo!

Ele pode não ser tão competitivo como Capcom vs SNK 2 ou Ultra Street Fighter IV mas é um excelente título pra torneios e durou MUITOS anos tanto nos torneios do Japão quanto dos Estados Unidos. Também é um excelente jogo single player e lotado de modos extras além de inúmeros personagens (segundo maior elenco da série) e todos com um carisma impressionante.

Difícil dizer, mas diferente dos outros jogos onde um ou dois finais eram bons, aqui um ou dois finais dos personagens são ruins, porque a maioria é realmente foda, sem falar que o jogo consiste em 2 rivais, sempre com diálogos simples porém eficazes que transmitem a essência de cada lutador perfeitamente.

A trilha sonora do game é fantástica, e brilha muito mais forte que dos outros por não serem repetidas, em Alpha 2 ou USFIV as músicas de modo geral são remixes das originais e normalmente muito boas mas comparem a tema original de Ryu do SF2 com a de Alpha 3 e o mesmo eu digo com Guy, Rose ou Vega onde as versões deles desse jogo são muito melhores que as originais.

Honestamente, eu adoro as clássicas mas as do Alpha 3 são mais temáticas, elas tem mais parte da identidade dos personagens com elas que dos outros.

O gameplay é realmente frenético, rápido e ainda tem 3 variações de modos sendo um deles mais próximo de SF2 (X-ISM), um da série Alpha (A-ISM) ou de variações de combos custom (V-ISM) e só nisso já dá uma boa refrescada na variação de jogabilidade. Apesar de ao meu ver, ele ser consideravelmente menos competititivo que os dois citados acima.

Se eu fosse contar as horas que já perdi SÓ nesse modo... Vish!

Os modos extras, bom, confesso que isso é boa parte do motivo que me faz curtir mais esse jogo que os outros, porque apesar de ter quase 300 horas de jogatina no Ultra SFIV (contando o tempo que tive o AE e etc) nesse exato momento, eu já devo ter passado das mil horas se contar as 4 versões de Alpha 3 que eu joguei e tive muito contato. Que foram as de PlayStation, Arcade (emuladores), PS2 (Alpha Anthology) e principalmente agora no PSP com Alpha 3 MAX.

Tais modos, principalmente o World Tour, aumentam a vida útil do jogo PRA CARALHO, justamente porque depois de zerar com todos, você quer jogar com amigos, mas poxa, e quando seus amigos não estão perto e você já sabe tudo que vai acontecer com todos os personagens no Arcade?

Aí você corre pros extras.

É nisso que Alpha 3 é forte. World Tour é um modo onde você viaja pelo mundo enfrentando desafios, evoluindo seu personagem a seu gosto e eu passei MUITO mas MUITO tempo da minha vida jogando esse modo seja no PS1 ou no PSP.

Isso sem falar no Dramatic Battle, Survival, Free Battle e todos os demais modos que de forma simples me cativaram ao extremo, é o jogo de luta que eu mais joguei na vida mesmo em termos de gameplay ou competitividade eu ainda preferir Ultra Street Fighter IV.

A diferença é justamente no "porém" que o Alpha 3 carrega consigo, isso conta muito. Até porque se você somar, poucos jogos você joga a mais de 1 ano.... 2... 5... 10... E eu tenho mais de 10 anos só de Alpha 3 que jogo constantemente.

Somando boas músicas, excelente gameplay, visual de anime melhor, cenários muito mais fodas, modos extras e bons finais pra esmagadora maioria dos personagens, eu fico com Alpha 3 como meu favorito sem pensar nem meia vez.

Nesse instante, você provavelmente está se perguntando onde diabos está Street Fighter II, certo?

Então vamos lá:


Menção Honrosa - Super Street Fighter II Turbo HD Remix

Já era Ken, esse Hadouken você não solta.

Pois é, Street Fighter II como menção honrosa. A essa altura de campeonato, vocês fãs mais puristas devem estar armados até os dentes e mirando na minha casa uma belíssima ogiva nuclear...

Mas não se enganem, eu não detesto ou desconsidero SFII.

Acontece, que ele tem uma importância histórica muito forte, ele é sem dúvidas uma das poucas coisas mais importantes que a invenção da Coca-Cola e dos fones de ouvido.

Os funkeiros ainda não descobriram sobre os fones de ouvido, mas até aí tudo certo.

Ele definitivamente nos salvou de continuar jogando até hoje jogos de luta medíocres como Pit Fighter ou qualquer merda similar que veio antes dele.

Street Fighter II meio que criou os jogos de luta (bons) e classificou todos os jogos de luta que vieram antes dele automaticamente como bosta ou bostas maiores. Porém...

...não é muito difícil encontrar um bug violento seja nas versões caseiras ou de arcade, ou mesmo jogos de outras franquias melhores que ele e nem é muito difícil fazer isso, no meu post da elite dos jogos de luta eu já falei uma porrada.

Felizmente, Street Fighter II é um jogo extremamente sólido, principalmente em suas versões finais, seja New Challengers, II Turbo, Turbo HD Remix, Hyper SF II e etc... Mas ainda assim já foi meio que devorado pela própria série, todos os cinco acima eu os considerado exponencialmente melhores que ele, mesmo um deles que nem sequer é da própria Capcom.

Eu não sou movido à nostalgia, eu amo esse jogo mas não consigo deixar a qualidade dos outros o tornar menores que esse só por nostalgia. Não dá pra mim, a qualidade vem acima de tudo. Independente de época.

Ele é um marco histórico e divisor de águas, mas hoje em dia é um jogo até mesmo ultrapassado.

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Seria muito massa terminar o post por aqui, mas ainda tem espaço pra mais um... Somente um.

Qual seria?

Então lá vai:

Troféu Bosta de Elefante - Street Fighter II: The Movie

Senhor, por que me abandonaste?

...

...

...

Pois é... Momento vergonha alheia total. Eu lembrei disso e trouxe essa aberração à tona.

Acontece que esse jogo nem é tããããão ruim de jogar. Mas ele é ruim.

Primeiro porque a ideia de fazer um jogo desse filme medíocre já é ruim só de pensar. Imagina de botar em prática pra sair nos arcades?

E ainda tem esse visual de filmes, ou seja, feito com atores, nem se deram ao trabalho de criar sprites em 2D como de costume.

Puta merda, a Capcom desceu ao nível do Mortal Kombat pra isso. Ao menos Mortal Kombat era uma intenção realista e dentro da proposta do jogo, sem falar que era o melhor que podiam fazer com aquele orçamento, a Capcom já tinha mais dinheiro que o dono do Mc Donalds naquela época, precisava MESMO fazer algo assim?

HEIN CAPCOM? ME DIZ?

ISSO NÃO É STREET FIGHTER, EU ME RECUSO!!!! *chorando enquanto escrevo*

Sem falar que o filme coloca Guile como principal, afinal de contas, ele é americano... E a Capcom vai lá e me aceita essa ideia pra um jogo.

CAPCOM, UMA EMPRESA JAPONESA, PERMITE O FILME E DEPOIS O JOGO! MAS QUE DIABOS DE MERDA VOCÊS TEM NA CABEÇA?

...dinheiro. Essa é a resposta. Se tiver grana a Capcom vende até a mãe virtual dela, basta lembrar o que fizeram com Devil May Cry.

E antes de terminar dei uma outra jogada.

Ele é ruim de jogar sim.

Esse visual do filme... Os atores no jogo... O tal do Sawada...Não consigo pensar em nada pior do que isso.

Talvez jogar Final Fantasy VIII...

Credo Capcom... Vou ali jogar um Alpha 3 pra tirar esse gosto de merda da boca. Merda de elefante ainda por cima....

...

...

...

Se querem um jogo alternativo, vão pro Pocket Fighter. Finjam que esse jogo não existe, nunca existiu e que não leu sobre ele nesee post, porque mesmo eu estou com vergonha de ter escrito isso e de ter baixado pra tentar jogar.

29 de maio de 2014

Tales of the Abyss - O Destruidor de Clássicos.


Não entendeu o título? Eu imaginei!

Pois é, continue lendo e vai fazer todo sentido a longo prazo.

Tales of the Abyss foi meu primeiro contato com a série Tales of, mas diferente do que dizem, eu não sou um cara que se apega por nostalgia ou ao primeiro que eu jogo de uma franquia...

Mas depois de terminar esse jogo, eu duvido que qualquer outro da série seja melhor, do mesmo nível ainda vai, mas MELHOR... Não. Eu duvido!

Mas tudo isso por que?

Seguinte, o enredo de Tales of the Abyss é igual a jóia de 4 almas do Inu-Yasha.

É um milhão de pedaços pra todos os lados e você precisa juntar tudo pra ter o enredo total nas mãos.

Entende a ideia?

Mas vamos por partes, ok?

Tudo começou numa discussão do Alvanista e que veio parar no meu blog, eu digo e repito, quem é fã de Final Fantasy VIII realmente não entende porra nenhuma de coisa alguma.


Primeiro o tal fã lunático lá disse que o Final Fantasy XII era HORRÍVEL e eu joguei do começo ao fim, não é uma obra de arte mas ao menos é um jogo ok, ele nem de longe chega nas bizarrices da série como todo mundo esquecendo ou o esquadrão suicída do FF4.

Mas sério, fã de Final Fantasy reclamar do XII é um absurdo, ele é bem melhor que muita tosqueira da série.

Porém esse mesmo idiota disse que tinha jogado Tales of the Abyss e não tinha gostado.

E eu pensei:

"Se um fã de Final Fantasy VIII detesta algo, esse algo deve ser muito bom."

O Dipaula já tinha zerado e falou comigo:

"Juninho, esse cara num sabe o que fala, Tales of the Abyss é um jogo maravilhoso, ele REALMENTE não sabe o que fala."

Como eu vi uma mina fã de FF8 falar que Persona 2 é ruim e um outro cara falando que o FF12 era ruim, agora esse mesmo último fã putinha disse que Tales of the Abyss era ruim, eu tinha MESMO que verificar.

Juntei tudo, amarrei uma faixa na cabeça e desbravei.

Depois de quase morrer de tédio jogando Final Fantasy XII pelos motivos errados (ou seja, trilha sonora de bosta e que me fez dormir literalmente 3 vezes, pelo menos o enredo é legal) eu peguei ele pra jogar no dia seguinte.

Mieu, mascote do grupo, útil em puzzles e até mesmo ele tem background...

E UAU! QUE DIFERENÇA!

Sair de um jogo "ok" como Final Fantasy XII e ir pra Tales of the Abyss é como tomar uma taça de vinho tinto francês depois de engolir meio copo de água suja.

Uma diferença sem tamanho.

Antes de continuar, vou deixar claro: Tales of the Abyss não é um jogo foda, ele é O jogo foda, porque apesar do meu JRPG favorito (por motivos pessoais, etc...) ser Persona 2: Eternal Punishment eu reconheço a fodeza de Tales of the Abyss como melhor JRPG que eu já tive contato em toda minha vida. Os motivos?

Ahá! Vamos ler pra descobrir!


Suba na minha Albiore II e vamos desbravar o mundo de Auldrant!

Seguinte, Tales of the Abyss eu poderia falar tudo de bom que ele tem e ia ficar uns 29 posts aqui falando sem parar, e olha que eu nem vi tudo do jogo. Mas seguinte, vamos começar pelo enredo!

Trata-se de Luke fon Fabre, um cara que vive dentro de uma mansão trancafiado e não conhece quase nada do mundo, é um cara que poderia ser facilmente amigo da Mint do Threads of Fate porque os dois inicialmente são bem parecidos e do nada, Van, seu mestre durante um dia que não era habitual de treino, vai visitar o ruivinho e é deperado do nada com sua irmã Tear o atacando, acusando de traidor e tudo mais.

Com isso, Tear e Luke sozinhos sem querer causam uma hiperressoância e são sem querer teleportados pra fora do reino, caindo no reino inimigo e assim inicia uma jornada de volta pra casa.

Isso é o que temos pro começo, parece normal, comum, genérico ou sem graça, mas caralho... COMO ESSA HISTÓRIA CRESCE! E como fica FODA!


Sério, é inacreditável o crescimento desse jogo pra algo que no começo é TÃO SIMPLES!

É como eu falei, é tipo a jóia de 4 almas do Inu-Yasha mesmo, vários pedaços encaixando e quando você menos espera já está barbudo, fedido, sem tomar banho a 3 dias jogando sem parar e com leves pausas pra mijar e comer algo.

Mais do que isso, é spoiler, tiraria boa parte da graça como fizeram o favor de me tirar com alguns spoilers, um amigo meu (Gustavo, seu filho da puta) foi lá em casa e tinha acabado de ver o anime e me deu um MONTE de spoiler sendo que eu tava prestes a começar o jogo... Maldito seja!

Mas não farei o mesmo com vocês leitores.

Vou deixar pra vocês jogarem e descobrirem. Mas pera... Jogar? Ah sim, vou falar do sistema do jogo!

Basicamente, você tem recursos à torto e à direito.

É um action-RPG onde você controla somente um personagem e deixa o resto programado, a inteligência artificial do jogo funciona maravilhosamente bem e você jamais passará aperto, mas a graça disso está em COMO você pode fazer tudo isso.

Não achei o Menu em inglês e eu espero que você não jogue em japonês...

Existem estratégia semi-prontas, como atacar com tudo, ou defender, e etc, mas o ideal é você montar sua própria com cada personagem deixando os magos a distância, os guerreiros na frente e etc.

Ironicamente, você pode bater com os magos e muito bem nesse jogo, não são tão eficientes quanto um guerreiro mas você nunca passará aperto pela falta de TP (que é o MP do jogo) e poderá descer a porrada com eles também.

Diferente de Final Fantasy XII que é um jogo inteiramente programável e torna o gameplay chatíssimo torando 90% das batalhas algo como "ande com o personagem e deixa a batalha rolar sozinha" com tudo programado, em Abyss as coisas não são assim.

Você programa os personagens mas eles não são digamos... ROBÔS!

Em Final Fantasy XII CADA mísera ação deve ser programada, incluindo itens, ataques, magias e tudo mais, até mesmo prioridades como atacar no ar e no chão e isso é bem ousado mas na verdade na hora de jogar É CHATO PRA CACETE.

Se eu joguei FFXII foi por conta da história que era menos ofensiva e até boa por ser assumidamente simples sem tentar ser profunda, o resto foi um porre, mas aqui as coisas não são assim.

Tipo, eu ficaria feliz jogando o Tales of the Abyss mas fiquei duas vezes mais porque eu tinha acabado de sair de um jogo bom, porém muito coxinha (fria e sem catupiry), então vocês devem entender que é impossível não comparar as situações uma vez que aconteceram tão próximas.

Minha reação foi EXATAMENTE essa:
 

***Momento constrangedor** *

Continuando... No Abyss, os personagens são programáveis em coisas mais simples, mas eles não são completos retardados. Se você programa um mago pra atacar somente de longe, com magias usando determinada porcentagem do TP (technical points) ele simplesmente vai fazer, mas se um inimigo ataca ele de perto e tira muito HP dele, ele automaticamente vai priorizar a própria saúde e usar uma Apple Gel (item de cura) ou o que tiver de cura disponível no momento.

E isso é completamente variável, se ele acaba o TP, ele pega e parte pra porrada, se um personagem guerreiro bate físico e não surte efeito, ele automaticamente vai usar técnicas pra tentar assim abrir uma brecha, ou fugir na horas que tiver com pouco HP e se recuperar pra depois tentar de outras formas acertar os inimigos.

Tá vendo, são situações assim que tornam o jogo extremamente frenético de gameplay e as batalhas não cansam, justamente porque você não precisa se preocupar com a IA do jogo, já que ela é completamente eficaz.

Uma coisa legal é o fato de poder cozinhar depois da batalha, isso mesmo! Cozinhar! Um aspecto de gameplay desde os primórdios de Tales Of que te permitem recuperar parte da energia depois de cada batalha, afinal de contas você tem um número limitado de itens, 16 pra cada um deles, no máximo.

Agora, por que as batalhas são legais? Só por isso?

NÃO!

Ahá!

As batalhas desse jogo (na verdade da série Tales Of) são bem dinâmicas, divertidas e extremamente frenéticas porque conisiste em combos, mesclando variações de golpes normais, com técnicas normais e técnicas avançadas e isso aumenta e muito o leque de possibilidades dentro da batalha, e quando mais combos você fizer, mais bônus (em experiência) ganha por isso e realmente é divertido pra caralho!


Principalmente quando você começa a pegar as técnicas que misturam outras técnicas, e aí sim, tudo fica mais louco que o Batman depois da cheirada de pó com a Branca de Neve e disparamos em direção ao País das Maravilhas.

Depois de determinado ponto, você vai acabar querendo misturar técnicas, magias, overlimits e vai acabar se sentindo como se tivesse jogando um jogo de luta.

Sério! É praticamente o mesmo feeling.

O jogo ainda tem mais variações do sistema com aumento de dano em magias ou em atributos com coisas pegas ao longo do jogo e que variam de acordo com a necessidade de cada personagem, ou com sua preferência. Falando em personagens...

Antes de mais nada, só citarei os protagonistas, qualquer coisa além deles é muito spoiler MESMO. Sério!


Luke fon Fabre


Arrogante, mesquinho, chato, birrento, metido, nojento e todas as demais características que fazem ele ser amigo da Mint de Threads of Fate definem Luke, exceto pela busca de grana da Mint, porque ele já é rico, o filho do Duke Fabre.

Luke é um personagem literalmente insuportável por cerca de 20 horas de jogo, até ele mudar... Mas como ele muda? Só jogando pra saber, mas eu garanto que a cena é foda.

Luke é de longe, o melhor protagonista que eu já vi num JRPG e motivo disso é justamente ele ter amadurecido e perdido as características inteiramente "positivas" que falei na primeira frase sobre ele.

Ele tem um crescimento MUITO digno e eu diria que até muito forte, o que causa essa mudança tem tanto impacto que até hoje me surpreendo com a cena dele se dedicando a mudar, e não pensem que é como em jogos normais:

"Ah, ele fez merda, mas agora ele vai ficar no grupo de novo porque ele é o principal."

Não, o grupo rejeita ele, ele acaba provando ao longo do jogo que poderia mudar e depois prova que mudou, recuperando a confiança de todos. O mais legal é que é tudo natural, apesar do contexto de fantasia, é fácil pensar como todos do grupo em relação à ele antes e depois de sua mudança, essa naturalidade realmente me tocou.

Jade Curtiss


Jade... Jade... O cara é simplesmente FODA. Eu ainda não consegui saber se gosto mais dele ou do Luke (depois de amadurecido, por favor...). Ambos são absolutamente icônicos mas por motivos diferentes.

Como o Dipaula já disse no MeMe 2013, ele é basicamente uma mistura de Batman com Roy Mustang e Zero.

E tipo, ele deu uma suavizada, o Jade é além disso na verdade, um absurdo de forte, e ele tem uma característica ainda maior que suas habilidades e força no geral.

A sua maior marca de longe é sua personalidade... Um cara simplesmente irônico, sarcástico, debochado... Um tremendo filho da puta de se suportar, mas EXTREMAMENTE engraçado. Se eu tivesse do lado do Jade, eu realmente ia querer esmurrar ele até a morte, mas como eu só "vejo" ele (ou jogo, tanto faz) ele acaba se tornando daqueles personagens que roubam a cena e pra caralho.

Seu humor me fazia ter crises de riso, eu sempre ria quando ele abria a boca ou quase sempre. Tinha vezes que era aquele famoso guilty pleasure onde eu ficava com dó de quem ele tirava e mesmo assim chorava de rir.

Mas ele é um cara que além de tudo é misterioso e um grande gênio do mundo de Auldrant, só jogando pra ter NOÇÃO do quanto ele fez pra esse mundo e quanto a sua presença revoluciona a ciência de lá.

Uma frase que vi na internet resume ele: "whatever you can do, he can do better".

Tear


Essa é sem dúvida dos grandes personagens do jogo, Tear ao lado de Jade e Luke tem digamos... Uma importância maior, e não entenda errado, os outros não tem menos importância, eles tem até demais por motivos diferentes mas os 3 estão intimamente ligados ao universo do jogo e ao vilão.

Tear é o estereótipo da garota que ajuda o principal, mas não se engane, ela não é uma personagem vazia como Rinoa, Tear tem seus próprios problemas mas não deixam eles a afetarem de forma alguma.

Ela tem um objetivo maior, revelado a longo prazo e segue nele firmemente, mesmo que isso em partes lute contra a própria personalidade da garota, mas esse detalhe é revelado em pequenas partes do jogo, e não é digamos, jogado na sua cara, é um elemento sutil que deve ser percebido ao longo do jogo.

Além do mais, não é meramente "ajudar o principal" porque sim, os dois adquirem um laço ao decorrer do jogo de forma que os dois funcionam muito bem mas se ela fosse um personagem separado, ela também funcionaria, não é aquele caso de que é totalmente NECESSÁRIO existir um principal pra ela ser legal.

Tear é implacável com seus inimigos, uma verdadeira guerreira e com habilidades de magia incríveis ela é muito respeitada por elas.

Um detalhe interessante é como ela é ironicamente melhor em inglês, a dublagem dela dá um ar mais de "mulher foda" (tipo Mulher Maravilha, entendem?) enquanto no japonês passa essa impressão porém com uma voz mais adorável, mais suave...

Guy


Guy é um personagem muito memorável, absolutamene formidável. Mas inicialmente ele é só o amigo do principal, que é um servo da família Fabre e parceiro esporádico de espadas com Luke.

E aí eu te pergunto, só isso mesmo?

Não. Você sabe que não. E seu passado não é mirabolante ou super complexo, mas é impactante, eu fiquei embasbacado com as ambições de Guy e os motivos que o levaram a ter a vida que leva, as situações que o levaram a ter tal postura com todas as coisas.

Mas não pense que apesar da falta de complexidade, ele é menos memorável, ele é de longe dos mais carismáticos de todo o jogo, seja por sua maturidade absolutamente notável ou por ser alvo de Jade em várias partes do jogo.

Guy também tem um medo inexplicável de mulheres, e isso remete cenas engraçadíssimas mas não pensem que ele é gay ou algo do tipo, essa é provavelmente a única parte realmente complexa de Guy, da qual ele vai superando ao decorrer do jogo e quando a causa é revelada, eu vi uma causa totalmente psicológica e tão massa, que fiquei totalmente embasbacado com esse fator no jogo. Muita coragem dos desenvolvedores.

Natalia


Quem me conhece sabe que eu normalmente detesto princesas de jogos. E o motivo é simples.

Elas são retardadas, de forma geral. E esse não é o caso de Natalia. Ufa!

Quando eu joguei Final Fantasy XII o Dipaula perguntava do jogo e eu falava:

"Ah, ta normal, a história anda devagar e a Ashe é mais protagonista que o Vaan, e ela é uma princesa até legal. Em vista do padrão de princesas por aí"

E ele sempre dizia:

"Se a Ashe for UM TERÇO da Natalia ela já vai ta de bom tamanho."

A Ashe é até legal mas NÃO. Nenhuma princesa se iguala à Natalia Luzu Kimlasca-Lanvaldear. Nenhuma MESMO!

Natalia é uma mulher forte, determinada, inteligente, extremamente habilidosa com seu arco e flecha além de um talento nato pra magias de cura. A mina é filha do rei mas ela não é uma garotinha mimada, ela é uma política nata, e o povo a respeita de forma que é impressionante. Ela é a princesa de Kimlasca e honra suas tarefas todo o tempo lutando por seu povo com as próprias mãos, sendo que bem poderia enviar alguém em seu nome.

Várias reviravoltas acontecem com ela ao longo do jogo e quando ela entra no jogo, ela chega meio chatinha, depois ela se enturma e fica tudo certo, porém ela só vai melhorando e melhorando e melhorando, é um absurdo o nível do carisma dela. Natalia é provavelmente a princesa mais foda que já pintou num JRPG, e eu duvido que alguma outra seja melhor do que ela em qualquer aspecto.

Anise


Essa é outra personagem relativamente estereotipada do jogo, a garota kawaii.

Mas Anise não é meramente kawaii, ela tem background, ela não tem um passado digamos, muito complexo, afinal de contas ela é uma criança, então nada de cobrar dela o que ela não pode oferecer.

Mas ela é uma garota forte, uma maga que usa seu boneco Tokunaga como arma dentro da luta, tornando assim um urso de pelúcia gigante (e ela segurando ele pelas costas) sua arma dentro da batalha, ela é meio que o grandalhão do grupo.

Apesar de tudo, não se engane, ela é MUITO forte mesmo, tanto é que é uma das duas únicas crianças do exército de Malkuth e a guardiã pessoal do Fon Master, que por sinal a pessoa mais importante daquele mundo. Só isso.

Sentiram firmeza? Pois é, ela é a guardiã pessoal da pessoa mais importante do mundo e ela ainda é uma criança.

Mas muitas coisas também acontecem com ela de forma a torna-la memorável, sejam pelos eventos ligados à ela ou por seu humor extremamente retardado, ela me fazia rir de graça, e ela o tempo inteiro fica cantando Luke por ser filho de rico, alegando que quando crescer precisa de um homem rico que a bancasse.

E ela é bem desbocada pra uma garota da idade dela em determinadas situações deixando tudo nela ainda mais engraçado.

Além das poucas piadas sexuais que ela faz, que apesar de constrangedoras são absurdamente engraçadas. Eu me sentia culpado rindo, mas ainda bem que essa culpa passava rápido.

Mas são piadas leves, não entendam ela como fan service pervertido. Eu hein...

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Com isso deu pra ver que é até estranho escolher um grupo de 4 personagens, justamente porque todos os seis são muito legais, eu realmente não tinha um grupo fixo, eu gosto mais do Luke e Jade e eles nunca saíam mas o resto estava sempre variando, a que eu menos joguei acabou sendo Anise mas não por degostar dela, e sim por gostar mais dos outros do que dela, mas isso não me fazia deixar de jogar com ela.

Continuando...

Sim. Esse post vai ser looooongo!

Outra coisa, o jogo tem uma OST fuderosamente foda. Sim! Muito mas MUITO foda!

O jogo consiste em basicamente 3 atos, 3 grandes etapas do jogo de forma geral, e acreditem se quiser... A música de batalha muda de ato pra ato, mas o que mais me impressionou é que as músicas tem certo background com a situação de forma geral.

Eu imagino que não entendeu. Certo?

Anise em um de seus momentos mais doces...

Seguinte, a primeira música de batalha, The Arrow Was Shot, tem um climão de aventura e tudo mais, de coisa mais simples, é até uma música "boba" (no sentido de sem muita emoção) remetendo ao que eu já falei sobre Tear e Luke irem de volta pra casa, porém, claramente não é só isso e coisas acontecem, mas o foco é exatamente essa coisa mais voltada pra aventura padrão.

A segunda, The Edge Of A Decision, é mais forte, mais rápida e agressiva, justamente porque tem algo muito sério acontecendo e você PRECISA impedir, essa é digamos a parte mais de ação do jogo, onde os reais inimigos começam a aparecer e você precisa solucionar toda a treta que está por vir.

A terceira, e última, Never Surrender, é uma coisa mais melancólica, um tanto dramática e digamos, mostrando algo meio triste, uma coisa totalmente inevitável, ou seja, o confronto final, afinal de contas, a situação meio que se resolve antes da batalha final. Mas não é nada retardado, só digo a grosso modo mesmo.

Luke enquanto ainda era insuportável...
Não pensem que fica limitado à isso, os chefes, sub-chefes, grandes chefes e todas as demais situações tem suas músicas específicas de forma que são muito mas MUITO fodas, eu por exemplo fiquei um tanto quanto surpreso quando peguei o Tartarus, que é o navio de guerra do jogo e ouvi uma música totalmente diferente.

Pera, música pra navios? Sim. Tem! E ela é MUITO FODA!

Eu realmente fiquei abismado, o jogo tem uma variação sonora pra tudo, e o mesmo pra músicas de mapa, cenários, cidades, situações, cutscenes e tudo mais. Tudo MUITÍSSIMO bem encaixado.

Na verdade, essa parte sonora até ajuda nas cutscenes já que o gráfico não é dos melhores, ele é bonito mas tem suas notáveis limitações, mas as cutscenes são bem vivas justamente por conta do apoio sonoro de Motoi Sakuraba apoiado de Shinji Tamura e Motoo Fujiwara.


Vai entender porque a Namco investe em Tekken e no Tales of the Abyss investiu tão pouco em gráfico...

Não que seu gráfico seja feio, porém bem limitado se considerado à outros jogos da mesma época com maior poder visual. 

O gráfico é bonito, os cenários são enormes e ele é visualmente bem agradável por conta da estética de anime, mas em algumas situações é fácil notar que tem probleminhas aqui e ali, mas não é nada incômodo, na verdade... Um RPG por mim sendo bom de história, até um gameplay meia boca com gráfico feio eu suporto, mas aqui é pacote fechado.

E falando no enredo, a abordagem dele é de múltiplos temas. Mas como eu já falei, ele é fragmentado, nada é de graça ou corrido, tudo vai aparecendo devagar e no seu devido tempo, e com isso temos várias abordagens como religião, fanatismo, superação, aceitação, pontos de vista, amor, ódio, guerra e até mesmo discriminação, mas como eu falei, nada é totalmente JOGADO ou esfregado no seu nariz, as coisas acontecem e você tem de ver pouco a pouco e ficando sempre antenado pra não perder nada. 

Pra piorar as coisas, é necessário ficar duas vezes mais esperto porque a história é MUITO complexa principalmente do segundo ato do jogo em diante, mas ao menos, temos a função Synopsis que seria o Diário do Luke, lá através do ponto de vista dele, temos uma noção bem grande de tudo que ta havendo, é sempre bom usar ele principalmente se o Jade ou mais alguém falar algo SUPER complicado e você não entender, aí só dá uma passadinha por lá e vai ta escrito de forma resumida e simplificada justamente por ser o ponto de vista do Luke.

Cena de um dos três mangás
 
O mais assustador à respeito do enredo, é como ele aborda todos esses temas de uma só vez, sendo que de pouco a pouco eles vão sendo apresentados e desenvolvidos de forma que TODOS foram bem usados, não fica nada no ar ou mesmo um tema menos explorado que outro. É brilhante.

Uma coisa que eu gostei muito também foi a ausência de maniquéismo, não pensem que os vilões são do MAAAAAAAALLLLLL que não são. Nenhum deles.

NENHUM DELES!

Um deles até engana, eu cheguei a achar que ele realmente era do padrão "malvadinho porque sim" mas não, diferente da maioria, ele tinha uma opinião, uma forma de pensar que o levou a ser daquela forma, e ele é claramente um dos elementos que eu citei acima, mas creio que só quem jogou saberia identificar quem e qual.

Não nego que dá vontade de falar deles, afinal de contas são TODOS muito fodas, ao menos a esmagadora maioria deles, e seus motivos e crenças são formidáveis, mas melhor não, é uma experiência a longo prazo e realmente melhor não estragar como fizeram com boa parte da minha.

Asch é sem dúvidas um dos personagens mais marcantes do jogo. Talvez até da franquia.
Outro fator é que dentro das dungeons tem puzzles, nada colossal ou difícil, slevemente trabalhosos a maioria deles e assim as masmorras de modo geral não são meramente passar até o final e vencer o chefe, tem um pequeno desafio dentro delas como quebra de ritmo pra não ser um jogo que só tem batalhas, isso tudo contribui pra um dinamismo maior dentro do jogo de forma que com o ritmo de uma coisa só sendo constantemente quebrado, acaba por ficar menos cansativo.

O jogo tem um desafio normal, não é de graça feito um Final Fantasy seria mas te exige um pouco de treino e atenção nos combates mas nada comparado à um Shin Megami Tensei e se quiser aumentar a dificuldade, é só alterar dentro do menu. 

Bom, pra mim foi é NADA cansativo, foram 3 semanas seguidas jogando só quando dava e eu adorei tudo mesmo do jogo, eu me divertia pegando batalhas, lendo diálogos, falando com as pessoas da cidade e até mesmo nos puzzles das dungeons, eu só não fiz muita coisa extra porque tenho tanta coisa pra jogar e principalmente porque o enredo do jogo me deixou ALUCINADO de tanta vontade de ver o que diabos ia rolar.

Iron, o Fon Master, figura importantíssima do jogo!

"Mas o que será que vai acontecer?"

Foi a frase que mais usei durante a jogatina, o universo é extremamente rico e eu ficava pensando em todos os detalhes da história e tal coisa não acontecia comigo desde Persona 2 e Metal Gear Solid, é realmente brilhante o modo como tudo se desenvolve e o jogador fica cada vez mais maluco.

Sobre as side-quests, o Dipaula fez bastante coisa, e eu vi uma coisa ou outra do jogo dele porque no meu mesmo quase nada, eu só sei que o jogo ainda por cima tem um gigantesco fator replay porque só nele você pega as segundas Overlimits de cada personagem, eventos se abrem, além de outras mil coisas que você tem mais liberdade pra fazer.

Overlimit? Não sabe o que é?

Ah é... Eu quase esqueci de falar.

This ends now... INDIGNATION!

Tem uma barra abaixo do HP e TP que quando enche, você pode soltar ela e explodir (tipo The King of Fighters 97 mesmo) e você pode emendar combos e enfiar o Overlimit, que seria tipo um especial que tem foto do personagem na frente e tudo. Aquelas coisas legais de anime que a gente gosta.

E só pra não deixar passar, fiquem atentos porque assim como The Legend of Dragoon TODOS os chefes mais importantes tem suas próprias técnicas, eles tem Overlimit e tudo mais, é realmente impecável esse fator, porque os inimigos são como você, só que do outro lado.

Um detalhe MUITO forte e interessante foi a presença dos skits.

Skits são basicamente o seguinte, sabe quando tem diálogo e o grupo fala:

"Vamos pra lá?"


E você simplesmente vai... Mas nos 'Tales of' você sempre terá os skits. Que são a conversa dos personagens no meio do caminho ou durante uma masmorra, na cidade, em lojas, no mapa! Em TODO lugar existe a possibilidade de se ter um skit legal, os mais antigos só tinham pequenas falas e tudo, e eu não sei exatamente qual foi o jogo da série que fez com que fossem DIÁLOGOS mesmo, mas no Abyss os diálogos são fodas, e em alguns casos funcionam como complemento principalmente pra entender melhor determinados personagens.

Algumas coisas são meramente citadas por lá, e não é necessário pra se entender a história, mas são esses detalhes à parte que fazem do mundo de Auldrant um mundo MUITO rico de detalhes, determinadas coisas mal serão citadas na história mas nos skits será sempre bem trabalhado, então fica a seu critério usar ou não, mas eu recomendo, justamente por ser um dos acréscimos mais positivos em relação aos RPG's tradicionais.

Guy ao ver um fã de Final Fantasy VIII.

Com tudo isso, acho que os dois únicos reais problemas ao meu ver é o fato dos Skits não terem sido dublados na dublagem americana (imperdoável isso, na moral, enquanto a versão UNDUB TODOS são dublados) e alguns raros slowdowns quando a tela enchia de magias, afinal de contas, do meio pro final do jogo, Jade e Tear terão muitas magias, tudo isso misturado à muitas técnicas dos amigos e inimigos ao mesmo tempo e com isso em algumas batalhas ocorreram e até encheram o saco mas não foi nada que estragasse o jogo, até porque já tinha TANTA coisa boa (como deu pra notar, né?) e o gráfico que esporaficamente fica meio feio ou esses slowdowns não atrapalharam, eu diria que o maior problema ao meu ver é não ter os skits dublados mesmo.

Tales of the Abyss é um jogo MUITO foda, ele é incomum porque ele é profundo (mesmo que não tanto como Persona) e ele tem várias coisas como um enredo fragmentado de forma brilhante, personagens extremamente carismáticos e profundos (até a piloto do avião tem história, puta merda), uma grande jornada, vilões formidáveis e alguns deles é até difícil lutar contra, porque seus ideais são digamos... Reais! É absolutamente aceitável ver a causa que eles lutam e isso sem falar em tantos outros fatores como as tantas abordagens de diferentes temas num jogo só de forma que nada perde o foco e tudo é bem explicado e detalhado.

Até mesmo será citado, que a batalha final tem um mesmo objetivo com meios diferentes, será um "conflito de duas fés" e não uma batalha de bem e mal. Acreditem em mim, a ausência de maniqueísmo desse jogo só deixa ele ainda melhor.

Não use o mesmo status muito tempo, variar eles é variar suas habilidades obtidas!

Outra coisa mega divertida são os Títulos, situações são geradas ao longo do jogo e esses status recebidos podem ser adicionados nos personagens, eles influenciam nas AD Skills que você ganha ao passar do jogo e todo mundo tem um monte deles. E alguns títulos são roupas extras pros personagens, e eu vi poucas mas curti a esmagadora maioria, isso é um tremendo acréscimo de gameplay pra uma segunda jogada.

E os AD Skills que eu citei acima, são as habilidades obtidas com o passar de níveis de cada personagem, o modo como você joga influencia diretamente nisso, e com isso cada jogo de cada pessoa terá ganhos diferentes pra cada personagem, tornando assim toda jogatina inteiramente única, se você mudar de estratégia com todos os personagens numa segunda jogada, as AD Skills obtidas também mudarão.

O motivo de tanta coisa boa, ou seja, o fato desse jogo acertar pra todos os lados que ele atira, o torna um destruidor de clássicos. Por isso o título da postagem!

O motivo do cabelo curto de Luke e da briga com Asch são fantásticos!

Apesar do jogo ter anime (com a história do jogo, porém adaptada pra algo mais curto), mangá, e entre outras mais coisas na mídia...

...ele não é tããããão famoso como merece, mas ao menos é reconhecido na comunidade gamer, porém eu duvido que todos entendam a grandiosidade desse jogo, é possível aprender muito mesmo com ele como pessoa, dá pra rir muito dele porque o humor é extremamente bem usado, ele tem um fator replay gigante e gameplay violento, side quests bem maneiras que até complementam a história de determinados personagens... O jogo é bom em TUDO mesmo!

Existem basicamente dois formatos de JRPG's, aqueles que tem abordagem em profundidade como Shin Megami Tensei seja nos heróis ou vilões, e tem aqueles que como The Legend of Dragoon é uma grande jornada, sem muita profundidade mas todo mundo com muito carisma... O mais absurdo é que...

TALES OF THE ABYSS É OS DOIS! AO MESMO TEMPO! PUTA QUE PARIU!

Vamos perguntar o que ele acha de quem prefere Final Fantasy ao Tales of the Abyss:


Não fui eu quem disse, foi um presidente. Lide com isso!

Por esses motivos, apesar de ter Persona 2 como meu jogo favorito, eu reconheço com todas as letras que Tales of the Abyss é provavelmente o melhor JRPG que eu já joguei em toda minha vida. Eu recomendo fortemente porque quem gosta de um bom jogo, com bom enredo e um bom sistema vai encontrar aqui um pacote completamente perfeito com tudo de bom ao extremo.

Quando jogarem, vão entender o tamanho da covardia que é comparar Tales of the Abyss com qualquer outro jogo, exceto por uma meia dúzia aí como Persona 2, Legend of Mana e etc...

Ah, e tem versão pra 3DS. Que por sinal é tão boa quanto a do PS2 pelo que dizem!

Enfim, ficou longo mas espero que tenham gostado!

Lembrando que Tales of the Abyss tem o selo Jailson e Obama de qualidade xD


Enjoy!