2 de abril de 2013

Top 5 - Melhores Jogos da Franquia Mortal Kombat


Quem me conhece sabe bem como amo jogos de luta, e como sou fã de Street Fighter.

Mas não somente de Street Fighter vive o homem, certo ?

Por que mesmo fã de Street Fighter, antes de tudo eu sou um amante dos jogos de luta.

Então...

Quando criança, eu já demonstrava interesse enorme por videogames e o meu primeiro contato com um jogo foi Mortal Kombat II nos primórdios de minha vida, enquanto minha mãe fazia compras e me deixava lá na loja jogando e jogando...

Bons tempos, onde a minha única preocupação era JOGAR, esse lance de colocar o cartucho, assoprar e tal era coisa de fraco...

MENTIRA!

Ter o cartucho em casa é super legal, assoprar e torcer pra funcionar que não é tanto.

Mas enfim, conversando com o meu amigo João Carlos sobre a série, me deu mais vontade de ir jogando mais e mais da série, buscar mais e mais da sua rasa história e conhecer ainda mais do universo de um dos meus jogos de luta favorito.

Eu acompanhei a série, que eu praticamente vi nascer ela totalmente e acompanhei cada passo de sua evolução nos consoles, por que Arcade em cidade pequena é o mesmo que cabeça de bacalhau, você ouve falar mas nunca viu...

Com isso, resolvi montar os meus jogos favoritos da franquia, e como eu fiz nos meus outros tops, somente baseado na minha opinião, essa postagem não é uma "postagem técnica" como alegaram que eu deveria fazer.

Sério, uma postagem "técnica" em um blog pessoal, coisas desse tipo me deixam um tanto quanto irritado, quem quiser uma postagem com "melhores" desse tipo, que vá num site ou blog pra isso. Fala sério...

Enfim, vamos começar essa joça que já perdi tempo demais me explicando!


5° Lugar - Mortal Kombat 4


Esse jogo eu mesmo o injusticei por anos. Muitos anos.

Mas depois jogando-o, percebi o quão sacana eu fui, desmerecendo um puta jogão desses, afinal de contas MK4 é daqueles títulos que se torna 3D sem perder o "charme" e que mantém o espírito do jogo completamente vivo.

Mas nem tudo são flores, alguns novos fatalities em 3D são toscos, alguns personagens novos não tem tanto carisma como os clássicos Scorpion ou Raiden, mas nem por isso são personagens bizarros.

Nada se compara ao nível de personagens horrendos que entrou na série em plena sexta geração dos consoles. Aquilo é inadmissível.

Fala sério... Blaze ? Moloch ? Darrius ? E quase todos os novos do Armageddon ?

Credão nessas merdas. MK4 colocou personagens novos com um pingo de carisma pelo menos.

Tipo Tanya, Reiko, Shinnok e Fujin.

E me perdoem quem curte, mas não sou fã de chefe roubado tipo Shao Khan, prefiro um cara normal me enchendo de porrada do que um super apelão com super dano e etc, nesse ponto Shinnok funciona melhor que qualquer um na série.

Mortal Kombat 4 na verdade é aquela sua prima feia de 12 anos que você ignorou e hoje ela tá com 15 super gostosa e você é doido pra comer mas ela não quer... Entende ?

Se você odiou o jogo por estar na vibe dos clássicos e está com mente aberta o bastante, jogue de novo. Afinal de contas, como eu falei, MK4 poderia ser a sua prima gostosa. Só que pra jogar não precisa pedir!


4° Lugar - Mortal Kombat II


Bom, esse jogo é um clássico. O quanto devo a esse jogo não é brincadeira!

Afinal de contas, FOI O PRIMEIRO jogo que eu joguei na minha vida.

E não confundo nostalgia com qualidade, nem por isso ele é o primeiro da minha lista, tá vendo retronostalgicfucking gamers ?!?!?!?!

Muita gente confunde qualidade com nostalgia, esse jogo pra mim é nostálgico sim, mas nem de longe o melhor da série, ele é um dos melhores da série "semduvidamente", já dizia o sábio Zeca Urubu.

Ele manteve a ideia clássica do 1, mesmo em ambientação e nos cenários e principalmente nas músicas.

Além de que tem um ponto dele que muitos AMAM e eu acho dispensável...

Que é o fato de todo mundo ter soco alto e baixo, e chute alto e baixo. Tudo muito repetitivo. E eu como já disse, eu acompanhei a série, e eu comecei no II. O 1 é bom sim, de fato. Mas muito cru, ainda mais pra quem já pegou no II.

Porém, explicarei depois o por que logo abaixo...


3° Lugar - Mortal Kombat Trilogy


Praticamente um Dream Match, a reunião de todo mundo da série.

Todo mundo MESMO, com direito à versões antigas de alguns personagens e chefes jogáveis.

E ISSO É MUITO FODA! MUITO MUITO FODA MESMO!

Mas o jogo tem uma leve histórinha, coisa que eu particularmente nunca apreciei muito na série.

Basicamente todas em 1, uma espécie de resumo da história já feita.

Mas não tem muito o que ser dito à respeito desse. Afinal de contas é um jogo simples, um título simples da franquia, com intuito de vender o máximo possível na quinta geração, saindo somente para PlayStation, Sega Saturn, PC e Nintendo 64.

Nem Arcade a coisa saiu, de tão sinistra que era a tentativa comercial.

Trata-se de um título com pouco acréscimo ao que já tinha sido feito no terceiro jogo da série, mas ainda assim um super título.

Acredito que por muitos anos esse foi (e talvez ainda seja) o melhor jogo da série pra jogar partidas de versus contra um amigo, algo próximo á The King Of Fighters 98' pra reunir todo mundo e sem muita preocupação com roteiro, saca ?


2° Lugar - Mortal Kombat 3/Ultimate Mortal Kombat 3


Esse jogo foi um marco, tanto a primeira versão quando sua atualização Ultimate. Joguei muito, mas muito MESMO no meu já falecido Super Nintendo

Na primeira, MK3 foi uma revolução incrível. Os personagens além de fatalities tanto finalizadores como de cenários, agora tinham uma coisa nova e muito foda:

ANIMALITIES!

Sinceramente, me impressionou a primeira vez que perdi e a CPU usou contra mim, achei simplesmente FODA!

Foda mas foda com força mesmo!

Lembram que eu falei acima que o sistema do MKII era muito cru ? Pois é.

Aqui surgiram combos, arremessos mais legais e simplesmente o número de personagens aumentou e alguns entraram, outros saíram. Mas confesso que prefiro a galera do 3 que do II brincando.

Em especial Shang Tsung, que deixou de ter um visual escroto e ganhou um visual decente, pela primeira vez!

No Ultimate apesar de terem removido os Animalities (que ainda existiam no Arcade) por falta de espaço, incluíram algo que nem o arcade tinha e somente o MK Trilogy havia testemunhado:

OS BRUTALITIES!

Outra coisa super legal, me diverti muitíssimo nessa versão do game, do Super Nintendo em especial. E depois de ter jogado TODAS vejo que ainda acho ela a melhor, pelo equilibrio e personagens adicionais se tratando do Arcade e Mega Drive.

E também reconheço suas falhas e inclusive as mais graves como ter menos movimentação que o II e os "braços voadores" depois de alguns fatalities ou até mesmo metade de corpos parados no ar depois de serem devadorados ou cortados. Enquanto no II os corpos caem e tudo bem fluído...

Mas uma falha não justifica ser pior e ainda mantenho minha opinião.

E pensar que numa determinada época eu tava tão viciado que eu decorei TODOS os fatalities, brutalities e combos de TODOS os personagens. Foram muitos anos jogando UMK3. Muitos mesmo!

Eu sei que eu não tinha vida! Já sei!


1° Lugar - Mortal Kombat 9


Simplesmente, outro jogo que eu meti o pau antes da hora.

Assumo minha falha e me arrependo dela amargamente!

Simplesmente, quando anunciado, os gráficos 3D lindíssimos e etc, eu imaginei que se tratava de outro jogo de luta 3D, e mesmo com seu lançamento, vi coisas que me desagradaram visualmente como o sistema de juggle levemente copiado de Tekken (e esse é o único aspecto do jogo que eu acho meio mal feito).

Mas o que rolou foi o seguinte, um cara da minha cidade me emprestou o jogo, eu pedi pra ver o Story Mode tão bem falado e conhecer a ideia do jogo por mim mesmo.

E simplesmente me apaixonei. Eu poderia falar mil coisas aqui que são mega ultra fodas nesse jogo.

Mas basicamente imagino a cena como foi, depois que a Midway praticamente virou NeatherRealms foi algo assim...

O diretor da galera chegou e falou grosso em alto e bom tom:

"VAMOS PEGAR TUDO QUE PRESTOU ATÉ HOJE NESSA PORRA E VAMO MONTAR O REBOOT DO SÉCULO, VALEU ?"

E os caras obedeceram:

"Reboot? Ok!"

"Personagens clássicos? Ok!"

"História contada de forma imergente e com novidades interessantes? Ok!"

"Personagens com golpes diferentes uns dos outros? Ok!"

"Movimentação fantástica e cenários dinâmicos? Ok!"

"Elementos 3D removidos? Ok"

"Personagens escrotos removidos? Ok!"

"Arcade com finais decentes? Ok!"

"Fatalities clássicos e ao mesmo tempo com cheiro de novo? Ok!"

"Fatalities novos igualmente legais? Ok!"

"Referências em todos os cantos? Ok!"

"Modo tag divertido? Ok!"

"Entupir o jogo de modos extras divertidos de forma que deixe o jogador sem saber o que jogar? Ok!".

"Músicas clássicas feitas do zero e melhoradas? Ok!"

"Cenários clássicos remodelados e cenários novos lindos? Ok!"

Mostra pra ele Scorpion!

Esses e mais outros motivos levaram a mim e mais uma legião de fãs a considerar MK9 o melhor jogo em toda a série.

E digo mais, na nova geração, BlazBlue Continuum Shift Extend e Dead Or Alive 5 tinham tudo pra superarem MK9 mas isso não aconteceu, cada um com suas falhas não soube dosar como Ed Boon soube sabiamente.

Os modos extras desse jogo são incrivelmente divertidos, a Torre dos Desafios é absurdamente grande e nem por isso menos divertida (um dia eu completo ela, passei da metade) e novamente repito, os finais do Arcade são muito bons, eles usam tudo que tem no universo do game e colocam o personagem como principal dando um final muito bom pra ele.

Eu poderia falar bem mais inclusive. Porém vou deixar isso pra um post exclusivo pro game, por que apesar de Super Street Fighter IV: Arcade Edition ser meu favorito da nova geração por questões de jogabilidade.

Afinal de contas MK sempre foi "meio duro" de se jogar...

Mas mesmo assim Mortal Kombat 9 é sem dúvidas além de melhor da franquia, o jogo de luta mais completo da nova geração. E tenho dito!


Menção Honrosa

Mortal Kombat: Shaolink Monks


Antes de me xingar, eu nunca disse que seria um post com games de luta somente, disse ?

Não lembro nem do comi no almoço de ontem, então se eu disse foda-se, então eu retiro!

Basicamente, trata-se de um jogo de aventura e beat'em up da série lançado no PlayStation 2 e Xbox, sendo assim o único da sexta geração que presta, por que puta merda no Deadly Alliance, Deception e principalmente no Armageddon!

Esse jogo poderia facilmente ser canônico, mas ele é um spin-off que conta os eventos que houveram entre MK1 e MKII. E a história é simples porém muito funcional.

Shang Tsung após ser derrotado no MK1, vai para Outworld e os lutadores devem fugir da ilha que se encontram, fazendo com que Kung Lao e Liu Kang, os dois monges shaolins protagonistas do game vão para Outworld junto com os demais participantes para em Outworld tentarem novamente vencerem um torneio Mortal Kombat.

E caso Shang Tsung vença, ele poderia conquistar a Terra sem um MK feito lá, algo tecnicamente fora das regras.

Regras que sabe-lá quem fez, e mesmo que houvesse "quem" fez, não se saberia por que fez.

Só sei que é foda!

E nesse processo ainda vencer Shao Khan, mas confesso que essa parte final já não sei se é considerado MKII ou um prólogo do jogo... Entretanto, esse jogo justifica algumas coisas inclusive o aprisionamento de Sonya Blade, mostrado somente no cenário do vilão-mor da série no segundo jogo.

Jogo extremamente bem feito e nada mais justo que ser citado.

Sem contar na possibilidade de jogar com Scorpion e Sub-Zero. Não poderia ser mais foda que isso!

19 de março de 2013

Parasite Eve


Tanto eu quanto meus amigos consideramos o PS1, o melhor console de todos os tempos em questão de RPG's. 

Numa época onde os gráficos já começaram a dominar os jogos e a diversão nem por isso começava a diminuir, porém nos RPG's algo necessitava de mais do que simples gráficos.

E eu te digo o que é: CRIATIVIDADE!

Dentro desse padrões muitos títulos foram lançados e eternizados dentro os jogos de RPG dessa geração tornando-se clássicos intocáveis.


E dentro deles estão Final Fantasy VII, Parasite Eve, Xenogears, Legend of Mana, Star Ocean: The Second Story, Persona 2 (Innocent Sin e Eternal Punishment), Legend of Dragoon e Chrono Cross.

Jogos que pretendo um dia ainda falar sobre eles, com exceção do Persona 2 que já falei a respeito.

A época era um tanto quanto precária pros RPG's de modo geral, havia muito mais investimento em Resident Evil ou Tekken e qualquer título possível que saísse mais fácil do que em RPG's que são jogos de público mais limitado, poucos foram os jogos do gênero que abraçaram multidões.

Com isso em mente, a criatividade deveria cativar as pessoas, seja por história ou por jogabilidade. E é nesse ponto que encontramos uma coisa interessante.


O fato de tentar chamar atenção de vários por dois motivos diferentes fez reinar jogos com jogabilidades incríveis e histórias alucinantes e não vou ficar falando de cada um deles, isso eu faço outro dia.

Mas a pergunta é, por que Parasite Eve chamou tanta atenção e se tornou um clássico.

Bom, é disso que eu pretendo falar.

Lançado em 29 de março de 1998, o jogo tinha como tentativa fazer algo inusitado.

Um RPG numa história de Survivor Horror.

Parece doentio, ou algo impossível, mas a Square conseguiu.

Afinal de contas, a Square gastava mais sua criatividade com jogos assim enquanto sua franquia principal ficava se repetindo sem parar (em breve um post disso, aguardem, Dipaula vem aí detonando).

A história é basicamente a seguinte:

Lindos... eerrr... Gráficos!

Aya Brea, personagem principal, linda de morrer e transbordando carisma, vai linda e elegante até um conserto de ópera cantado por Melissa.

Chegando lá com seu ficante/namorado ou qualquer coisa do tipo e além de tudo, sem nome.

Coisas começam a acontecer, a começar pelo teatro envolvido antes da ópera e de repente, Melissa canta lindamente até que todos do palco começam a pegar fogo, assim como os seus espectadores.

Essa cena é realmente inesquecível.

E somente Aya Brea não se incendiou, além de policial novata que é, usa seu senso de justiça pra colocar o dever em prática e ignorando totalmente a morte do seu possível futuro namorado.

Sinceramente, o roteiro começa simples, apesar de tudo, e é aqui que entra o que eu disse. Investigando o local deparamos com algo nojento e ao mesmo tempo fantástico pra época do PS1.


Simplesmente incrível, essa cena é muito marcante pra mim e imagino que pra muitos que conhecem o jogo e destrincharam os jogos fantásticos do PlayStation, por que as cenas de computação gráficas nem sempre eram fantásticas, mas as poucas presentes eram marcantes.

Olha como é convincente. E nojento. Claro!

Continuando a história, depois de encontrar Melissa, Aya fica sendo totalmente perturbada tanto por alucinações e também pelos dizerem de Melissa que inicialmente não fazem o menor sentido (sendo explicado no final, óbvio).

Outro fator bem legal é a data do jogo, se passa em 24 de Dezembro de 1997 até o dia 29, em Nova Iorque. Ou seja em pleno natal e várias catástrofes acontecendo e ferrando o bom e velho espírito natalino. Foram ousados o bastante pra desafiar um feriado religioso, coisa que provavelmente fez muita gente dos Estados Unidos torcerem o nariz por ter sua esmagadora população cristã.


A abordagem do roteiro é mais voltada pra ciência com poderes de mitocôndria envolvidos numa pesquisa e Aya mesmo desperta poderes que até certa parte do jogo não fazem o menor sentido, e dando impressão de serem aspectos de gameplay, mas depois tudo é acertado.

Entretanto, acho que posso parar aqui, mais do que isso seria um tremendo spoiler para quem desconhece o jogo e num RPG a história deve ser seu principal foco de curiosidade. Certo ?

Por que afinal de contas, você joga com uma policial, a investigação fica por conta dela.
 
Agora, o seu sistema, esse também era uma grande novidade!

Simplesmente por ser um RPG com elementos de Ação, mas não se tornando necessariamente um Action RPG por que nesse jogo a presença de turnos e estratégia se tornam parte do combate.


Suas armas são usadas como armas de fogo de verdade, gastando munições porém com um elemento um tanto quanto fantasioso que é colocando propriedades elementais ou atributos de outras armas em uma única.

Uma pistola por exemplo pode dar tiros explosivos ou 10 de uma sub-metralhadora e causar dano com elemento de trovão por exemplo. Mas isso é algo a ser feito a longuíssimo prazo. Demora muito MESMO para se ter esse tipo de possibilidade.

O jogo tem muitas cenas assim, com diálogos interessantes. Simplesmente FODA!

Uma coisa interessante, é que a cada nível passado, você ganha BP's e esses Battle Points podem ser destribuídos em várias coisas como, velocidade no passar do turno, balas a serem carregadas numa arma, dano da mesma e até aumento na defesa do seu colete.

E digo mais, o último chefe do jogo apela bastante, vai ser necessário mais dano do que tudo. Use tudo que for possível numa única arma e deixe ela com seu dano colossal. Acreditem, caso sigam meu conselho vão me agradecer e muito por isso.

Voltando ao gameplay, hora do "combate" com os inimigos, se abre um campo de visão sobre o inimigo e mostra suas chances de acerto, balas e dano.


Realmente é bem interessante, dá pra ficar perdendo horas e horas procurando lutas. Por que tamanho é o divertimento desse jogo ao pegar batalhas.

Só um problema está envolvido nesse sistema... Mas depende de cada pessoa se vai ver isso como "problema".

É que vamos imaginar que uma área do game tem 4 lugares onde batalhas são certeza. Você tem que pegar batalha nos 4 e somente depois repetir, a "ordem" dos lugares de combate. Ou seja, rodar um mesmo lugar não vai te dar batalhas aleatórias nele, por que elas são meio que contadas pelo jogo.

Isso eu confesso que achei desnecessário em vista de outro problema que provavelmente incomoda boa parte dos jogadores...

AYA BREA É MUITO MOLE, ELA ANDA SUPER DEVAGAR. PARECE UMA LESMA PARAPLÉGICA!

Sério. Incomoda muito mas MUITO MESMO!

Ela anda super devagar, mas super devagar mesmo! Tanto que ela correndo e andando tem POUQUÍSSIMA diferença. Acredito ser a personagem mais lenta que já vi em ação num RPG.

Se houvesse algum tipo de corrida, maratona ou coisa do tipo e fosse necessário jogar com Aya... E pior, se fosse pra chegar em primeiro, com certeza seria o maior desafio do jogo. Mas ainda bem que não temos nada parecido!

Apesar dessa irritação em gameplay, não tira nem um décimo do carisma de Aya Brea. E nem dos coadjuvantes da história...


Daniel é o parceiro de Aya, e amigo da loira, um veterano que com 20 anos como policial não foram o bastantes pra lhe transformar em um robô movido à ordens, isso é muito bom. É um personagem mostrado com muito afinco na história de forma que mostra seu filho Ben, e como o relacionamento entre ambos é afetado por sua vida policial e principalmente pela separação da sua esposa Lorraine, dando um "novo ar" pra coisas do tipo, por que normalmente o homem que abandona o filho com a mulher, mas aqui foi exatamente o oposto.


Hans Klamp é outro, que é bem legal que a princípio não chama a MENOR atenção, por ser um cientista, frio, sério e completamente concentrado em suas pesquisas sobre mitocôndrias, porém seus motivos e razões ficam ocultos por boa parte do jogo. Carrancudo, arrogante, absolutamente ignorante e mau-humorado são simples palavras que descrevem sua personalidade. Porém, ele tem muito mais que um simples estereótipo de cientista pra carregar...


E pra fechar o elenco dos personagens que andam com Aya, temos Kunihiko Maeda, que é um cientista japonês que tem sua pronúncia não lá das melhores em inglês e que é altamente supersticioso e constantemente te dá presentes de sua terra natal. Aparentemente interessado em Aya, sua timidez e jeito recluso meio que o atrapalham. Investigando o lance das mitocôndrias Eve, ele acaba indo pra Nova Iorque e se junta a Daniel e Aya em sua busca e no final do jogo tem suprema importância.

Só nunca entendi COMO um cientista pode ser TÃO supersticioso. Sinceramente...


E por último temos Melissa é a infectada por Eve e aparentemente antagonista do jogo quando na verdade é uma das, sendo que uma vez que sua mitocôndria toma conta de suas emoções (sério isso), ela revela que não deseja destruição e sim uma "evolução", algo como a seleção natural. Ela poderia facilmente ser uma antagonista, mas a sua falta de profundidade não permite que seja. Seria interessante dois antagonistas em um só jogo.

Aliando isso à estrutura interessante do RPG com diálogos inteligentes e situações inusitadas mostrando uma história série e cheia de reviravoltas, tudo isso ao lado de uma trilha sonora não lá das mais marcantes mas ainda assim muio competente, a Square criou um jogo lindo, inteligente, maduro e muito empolgante.

É muito mas muito empolgante, e um dos seus pesares é ter uma história curta, apesar de muito bem feita.

Acredito que com esse potencial no jogo, os roteiristas poderiam ter criado além do que foi produzido.


Como é foda lembrar de um jogo onde não temos um vilão e sim um inimigo a ser enfrentado e um antagonista durante o jogo. Como o Dipaula citou nesse post.

Ele monta o seu plano e age de acordo com o que acredita e defende com unhas e dentes. E até mesmo morre por seus ideais, e nem por isso o jogo acaba. Muito pelo contrário. Só se sabe quem fez, o que deve ser combatido só conclui no final do jogo...

Mas isso é digamos... uma parte do fim do jogo.

Por que o final verdadeiro só se é assistido em um "New Game +". E depois de certo evento, aparece uma torre que se devem ser subidos exatos 77 andares pra descobrir partes da história que seriam "buracos" mas o jogo teve competência o bastante pra cubri-los e ainda lhe dando um final verdadeiro pros fatos acontecidos.


Existe toda uma explicação pra isso, mas não vou estragar a surpresa. Porém, difícil demais e ainda não me atrevi, fico satisfeito de assistir no youtube mesmo.

A dificuldade não é só alta, existem limitações pros jogadores e todos dizem ser extremamente complicado de se concluir, porém, tudo é recompensado com uma boa história, o verdadeiro chefe e um novo (e verdadeiro) final.

Se gostar de Survivor Horror (e suas histórias) deve pegar esse jogo, e se gosta de RPG's, também deve pegar. Mas se gosta de ambos é bem provável que tenha um orgasmo jogando.

Pois é SquareEnix, tragam esse povo que fez Parasite Eve, Chrono Cross, Legend of Mana e Xenogears para Final Fantasy, sua série principal precisa de renovação não é de hoje.

Mas tudo acaba um dia, até a criatividade.


Enjoy!

25 de fevereiro de 2013

Scene by Scene: Final Fantasy VIII

Já faz algum tempo que não posto ou crio algo de humor pra colocar por aqui, e jogando Final Fantasy VIII eu tive essa ideia e gostaria de compartilhar.

E espero que gostem, por que essa ideia foi alimentada por meus amigos, qualquer coisa sem graça, por favor culpe-os.

Macho machão diz isso aí.
Agora que estou livre de culpas.

Vamos ao que interessa:

Squall tava de boa na festa, curtindo sua cara de bosta de sempre.


Pega uma taça de sei lá o que.


E enquanto se diverte fervorosamente eis que Zell aparece.


... e é ignorado como se fosse um membro da testemunha de Jeová batendo na sua porta aos domingos. E sua cara de tédio faz Zell sair correndo.


E quando Squall pensa ter voltado ao tédio...


Selphie chega correndo fazendo convites alucinantes ao vocalista de J-Pop que prontamente a ignora e volta ao tédio...


Quando Squall acha que sua noite finalmente poderia começar a ser produtiva por que seus dois estorvos o deixaram...


E de repente a cena muda pra uma estrela cadente no céu... MAS POR QUE ???

Bom, sentido já foi deixado de lado a essa altura de jogo há muito tempo. Então, vamos prosseguir.

Então...


~ A wild Rinoa appears ~

MAS POR QUE ELA FAZ SINAL, ELA É A NÚMERO 1 ? OU ERA PRA ELE OLHAR PRA CIMA ?

E Squall responde o sinal que ela fez...


Com uma cara de... aquela cara de...

Ah, cara de merda nenhuma. Quase todo o tempo ele faz cara "de nada", totalmente digno de suas aulas de expressões faciais com Kristen Stewart.

Sentindo que nosso herói (e motivo de sua cachoeira vaginal) não faria nada, Rinoa decide agir.


Chega junto, falando do seu visual mega descolado e se oferece pra dançar, claro que com intensões voltadas ao coito.


E Squall responde dando uma golada no seu copo com bebida feita com Farinha Lacta Nestlé.


Rinoa não percebe que está sendo ignorada e diz a coisa mais idiota que poderia pra essa ocasião.


Que tipo de pessoa acredita que homem só dança com mulher que se gosta... Afinal de contas, ela foi ignorada por motivos óbvios. Boa Squall, ganhou pontos depois dessa.

E então Rinoa, como mulher decidita e determinada que é, pede para que ele olhe em seus olhos e...


Tenta recitar algum tipo de hipnose dizendo: "Você-vai-gostar-de-mim...Você-vai-gostar-de-mim..."

Por que todo cara que se preze cai num truque desses logo a princípio. Com certeza!

E ela ainda pergunta em tom de seriedade:


"Funcionou ?"

MAS É CLARO QUE NÃO SUA RETARDADA.

Não percebe que estás sendo ignorada, nenhum homem sente nada além de tesão por uma estranha e você nem com roupas curtas conseguiu fazer isso com Squall.

E claro, ele terá uma resposta coerente ou uma breve tirada como "I don't care" em seguida.

Não é mesmo Squall ?

...

...

...

Pois é, a vida é cruel e eu estava errado... Mas uma coisa eu queria entender...

Por que Rinoa pergunta se a "hipnose" funciona e ele responde:

"Eu não sei dançar."

A pergunta era simples, um breve "Yes" ou "Not" responderia tudo.

É Squall, retiro os pontos que falei que você tinha ganhado.

E então...


Rinoa pede pra Tifa uma dose de atitude e chama ele pra dançar falando que ele se sairá bem e manda uma frase, que está na foto.

Porém, ela está errada, na verdade a tradução é:

"Eu estou procurando alguém pra dançar comigo, minha falta de simpatia impede os homens de se aproximar, então eu vim aqui no desespero para que você dance comigo. E não aceito não como resposta. Não posso ficar na pista da dança sozinha e se for um bom moço te recompenso essa noite."

Prosseguindo...


E num desespero de marca maior, puxa o pobre Esquálido de qualquer jeito fazendo o rapaz perder o equilíbrio.

E no meio da pista ela dá uma chave de você-sabe-o-que nele.


Mas Squall não tinha postura diante de uma encaixada de Lego com uma mulher, pois sua única experiência que tinha um certo contato foi há anos atrás com seus bonequinhos do Action Man.

Isso até...


Rinoa mostrar pra ele como um cara pega na cintura e nas mãos de uma dama oferecida... ops, de atitude.

Mas ela esqueceu um detalhe importante.


Que na verdade a dança é mais importante da cintura pra baixo e não deu aulinhas de "dois pra lá e dois pra cá" pro cara que seria o amor de sua vida mesmo ele a tratando feito lixo nuclear.

E o resultado foi...


Um quase tombo. Porra Rinoa, estamos aqui torcendo pra você derruba-lo. Não nos desaponte.

Mas depois de uma boa encarada com cara de nada de ambas as partes tudo se resolve...


E o baile segue...

Até que Rinoa se empolga, joga o seu amado pra frente, mas esquece que ele deveria voltar sozinho e dá um mega puxão nele. Coisa de gente inteligente mesmo.


Squall fica putinho da vida, por que além de nada tesuda e sem graça, ela ainda quase o derruba pela segunda vez.


E faz o que qualquer cara teria feito no começo do convite.


Mas Rinoa desiste ? Mas é claro que não!

Ela nunca viu o cara e sequer sabia seu nome, ela deveria se importar com ele ?

SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM.

Por que todo mundo chama um desconhecido pra dançar e se importa muito quando ele vai embora mesmo, perfeitamente normal.


Mas Squall como homem frio que é e vive dando coice até no vento, não aceitaria tão facilmente seu convite. Por ser um cara difícil...

Só que não!


E Squall como homem "difícil" que é, volta para dançar, e Rinoa continua bailando lindamente.


Enquanto Squall não tem a mesma sorte trombando no companheiro do lado.


Deixando ambos com cara de tacho.


Quando Rinoa manda um sorriso que na verdade quer dizer:

"Vai dar tudo certo, você dança mal mas ainda tem esperança."

Mesmo sem saber como... Rinoa tinha razão, pois assim como o episódio IV de Star Wars, surgiu uma nova esperança.

Essa esperança é conhecida como "O autor quis e pronto."

Por que do próximo segundo em diante...


Eles já se olham com cara de "a porra vai ficar séria."


E começam a dançar de forma mediana...


Depois passam pro modo avançado.


E em questão de segundos já foram pro nível profissional.


Mas onde estavam as palavras de "não sei dançar" de Squall, mas será que ele foi uma paquita e não divulgou pra sua amada recém conhecida ? Ou será que fez parte do grupo do dançarinas do Faustão em segredo ?


E de repente Squall aprende a coreografia que até segundos atrás ele tinha sequer percebido que existia


Ou então aprendeu no instinto. O modo não importa, a velocidade de aprendizado desse menino que assusta.


Com poses e tudo, saca só.




Reparem na cara de felicidade de Rinoa nos braços do seu amado e recém dançarino, que até o exato momento do jogo nem sequer sabia seu nome...

Quando a coreografia continua.


E o processo evolutivo de Squall continua decolando na velocidade da luz, em breve suas HQ's em todas as bancas.


E o cowboy em sua última laçada...


Quando dá a última puxada...


Como sempre em clichês de romance, como não poderia faltar...


...os foguetes foram soltados logo acima do casal, que olha lindamente de mãos dadas.

E eis que de repente... Rinoa faz sua típica cara de nada.


E Squall responde, de acordo com os aprendizados de sua mestra usando sua carinha de porcelana.


Rinoa dá uma piscadinha depois de uma breve falta de comunicação...


E sai correndo contar pras amigas o ocorrido, deixando o pobre recém dançarino chupando dedo sem a encaixada de lego prometida.


Deixando Squall com sua típica cara de Kristen Stewart.


Prodígio de dança e excelente aluno, ele prova que aprendeu direitinho com ela... Caso duvidem. Saca só.


Eu falei, não falei ?

...

Ela ficaria orgulhosa. Sei que ficaria.

E pior à respeito de Squall é continuar o game e poucos minutos após isso ele justificar pra Rinoa que seu "talento de dança" é uma das habilidades aprendidas entre os "SeeD" e pior ainda...

Ainda fala que isso é uma TÁTICA DE APROXIMAÇÃO AO INIMIGO.

Mas a Rinoa é tão sem graça que nem ameaça representa.

Ah não, chega! Vou encerrar isso, já me estressei com essa parte.


E aqui encerro essa postagem contando uma parte SEEEENSACIONALMENTE bizarra de Final Fantasy VIII.

Espero que tenham gostado dessa minha nova tentativa de humor, e caso tenham ideias podem me recomendar pelo Twitter ou Facebook na fan page.

Vale citar que me inspirei em algumas postagens que li no Blog do Amer pra fazer essa.