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1 de maio de 2013

A Fórmula Final Fantasy



            E aí, nerds que lêem! Aqui é o Dipaula. Sim, estou ficando folgado e abusando do blog do meu amigo... Quaisquer reclamações devem ser dirigidas diretamente aos meus advogados.

            Hoje estou aqui para falar de uma das mais bem-sucedidas franquias de games de RPG já lançada! A maioria dos gamers fala bem dela – claro, isso não é necessariamente um elogio, já que tenho um ponto de vista bem particular com respeito à opinião da maioria, mas deixemos esse assunto para outra ocasião.

            Se você pensou em Final Fantasy, não se sinta especial. Ter adivinhado só sugere que você consegue andar e falar ao celular ao mesmo tempo sem sofrer de estafa mental.

            Bem, não vou fazer uma resenha, mas sim dividir com vocês algo curioso, que me incomoda um pouco e que talvez não faça diferença para vocês, porém vale a pena ser discutido. Vou começar do início, vocês entenderão logo...

            Meu primeiro contato com a franquia foi com Final Fantasy 7, que achei incrível. Desde então vários outros títulos me foram recomendados e eu experimentei grande parte deles, mas terminei somente uns poucos. Algo nesses jogos me desagradava, eu perdia o entusiasmo depois de algumas horas de jogo, como alguém que joga o mesmo jogo seguidamente e não agüenta mais ver a mesma coisa. E foi então que percebi o motivo.

            Final Fantasy possui uma fórmula muito repetitiva, com seus elementos sendo usados à exaustão há anos, mudando apenas alguns detalhes. Isso causa em jogadores mais perceptivos, como eu, uma desconfortável sensação de estar vendo “mais do mesmo”.

            Ah, e não me refiro a elementos visuais e de mecânica como os frangos anabolizados chamados Chocobos ou o sistema de Jobs, que permite customizar os personagens. Estou falando de elementos de enredo que são reconhecíveis em diversos títulos da franquia. Vou descrever os principais deles separadamente citando jogos nos quais eles são usados. Acompanhe e veja se você concorda:

Os Cristais


            Comecemos com o elemento mais antigo e tolo da fórmula: cristais que funcionam como os pilares da natureza.

            Imagine um mundo cujas forças naturais são influenciadas por pedras colocadas em templos que ora estão abertos à visitação pública (entrada franca!) ora são vigiados por velhinhos barbados de vestido e seus Blackmages com ossos de vidro... Qualquer um pode invadir o local, roubar os cristais e usar como globo de discoteca sem problemas.

            O agravante é que se os cristais são removidos ou destruídos, o elemento natural correspondente fica fora de controle. Se o cristal do vento sair do altar, os ventos param de soprar ou se revoltam; se o da terra for levado, o solo se torna infértil ou terremotos assolam o mundo e assim por diante.

            Espera-se que um mundo assim tão frágil tenha uma força organizada e bem treinada de heróis que protegem os cristais através das eras, certo? Errado. Somente quando a natureza vira do avesso é que alguém percebe que os cristais sumiram e um grupo é reunido para recuperá-los. Parece até o Brasil...

            Isso me faz pensar que talvez o cristal da água fique em algum lugar do nosso país, e que alguém tem tirado ele do altar só de sacanagem todo ano, causando enchentes em tudo que é lugar... Não é assustador como ficção e realidade se confundem vez ou outra?

            A idéia dos cristais surgiu em Final Fantasy (o primeiro) e foi repetida nos Final Fantasy 3, 4 e 5. Tudo bem que tais jogos são de mil novecentos e pedra lascada e que na época enredos simples eram a regra, mas Final Fantasy 13 é recente e também faz uso dela. Sem falar da série Final Fantasy Crystal Chronicles, cujo título dispensa comentários...
           
            Ainda no embalo dos cristais, vamos falar dos tais heróis reunidos para salvar o mundo quando os mesmos são roubados ou destruídos:

Guerreiros da Luz (Ooooh...)

Não, eles não merecem ser mais bem desenhados que isso.

            Como foi mencionado anteriormente, são os sujeitos encarregados de reparar os danos causados pela falta dos cristais e bater nos “espíritos de porco” que os tiram de lá só para se divertir com o circo pegando fogo (que gentinha!).

            Pude notar esse elemento da fórmula em muitos títulos da franquia assim como os cristais: Final Fantasy 1, 3, 4, 5 e 13, mas talvez ele tenha sido usado em ainda mais jogos.

            Não há muito que se falar deles que ainda não tenha sido dito exceto que, em geral, são escolhidos pelo BEM para manter o equilíbrio entre a luz e as trevas e outras tolices maniqueístas.

            Sinceramente detesto esse tipo de desculpa para os personagens salvarem o mundo, acho bem mais interessante quando há motivações pessoais envolvidas. Isso os torna mais humanos, mais plausíveis.

            De repente o enredo de Super Mario não parece tão ruim... Pelo menos o encanador quer salvar a namorada rica que o sustenta!

            Eu consigo imaginar alguém lutando por isso no mundo real, mas se uma voz do além surgisse e nos desse uma missão, provavelmente procuraríamos um psiquiatra ou uma benzedeira, dependendo da pessoa.

            E já que falei de dois elementos ruins da fórmula Final Fantasy, falarei agora de um que acho bem melhor:

Força de Dominação Global (Tam-tam-tam...)


            Quantos Final Fantasy não têm no enredo um império ou semelhante tentando dominar o mundo e que, para tanto, mexe com forças proibidas colocando o mesmo em risco (como roubar os malditos cristais, por exemplo...)?

            Temos o Império de Palamecia (ou algo assim) em FF2, o reino de Baron em FF4, “O Império” de FF6 e o reino de Alexandria em FF9, entre outros.

            Essa força de dominação nem sempre é representada na forma literal de um império. Pode ser uma empresa de alcance global como a Shin-ra de FF7, que para alcançar suas metas suga o Life Stream do planeta colocando-o em risco, exatamente como eu descrevi no primeiro parágrafo.

            Esse é um elemento que eu gosto muito, na verdade. Adoro clima de guerra em uma história, sobretudo num RPG. Sem mencionar que uma força bélica espalhando medo pelo mundo é um motivo bem mais convincente para unir um grupo de heróis do que “ser escolhido pelo bem”. Contudo, essa idéia se repete tanto que acaba por se tornar um pouco maçante...

            A única força de dominação global da qual nunca se enjoa é a Shadaloo! Aprenda isso SquareEnix, por favor.

            Seguindo o raciocínio, vamos falar agora de outro elemento da fórmula profundamente relacionado com o que acabei de descrever:

Generais Fura-olho Que Se Tornam Os Vilões 
(Até tu, Brutus?)

Golbez. Tão badass que nem parece ter vindo de um Final Fantasy!

            As já mencionadas forças de dominação global naturalmente possuem líderes, sendo eles imperadores ou reis em sua maioria, mas às vezes presidentes (como a Shin-ra), ou qualquer outra coisa.

            Pois bem. Já notaram que eles têm sempre um general/braço-direito/ministro obviamente mal intencionado que eventualmente os mata, roubando a cena e tornando-se o vilão da história?

            A princípio o tal império é o inimigo a ser combatido, mas aí vem o General Fura-olho da vez e toma o lugar do imperador como objeto do ódio dos protagonistas.

            Golbez mata o rei de Baron em FF4, Kefka mata o imperador Gestahl em FF6, Sephiroth faz espetinho do presidente da Shin-ra em FF7, Kuja manda Bahamut fritar aquele travesti gordo e azul que é a rainha de Alexandria em FF9...

Como eu disse, travesti gordo e azul...

            Sem falar que todos eles são figuras MUITO suspeitas! Como os tais imperadores não notaram isso? Tudo bem que Golbez dominou a mente do rei em FF4, mas como não notar que Kefka precisa de remédio tarja preta e focinheira?

            Esses imperadores tinham muito a aprender com M. Bison. Só se lida com empregados barra pesada assim sendo muito durão. Coisa que eles não eram, ao que parece.
            Ainda falando dos vilões, aqui vai outra característica comum a vários deles:

Vilões Afeminados e Vilãs Peruas (Ui, poderosa!)

Edea e Kuja. Acreditem, ela é mais homem do que ele.

            Esse é um dos elementos que mais me causa desgosto. Sério, por que DIACHOS alguns vilões da franquia têm de parecer travestis? Pense em Kefka, Kuja e Seimour e veja se eles não se parecem com aqueles transformistas que participavam dos programas do Sílvio Santos na época da sua avó...

            Agora vejamos algumas vilãs. Ultimecia, Cloud of Darkness, Rosso the Crimson... Como alguém pôde pensar que vilãs que parecem ter vindo do reality show Mulheres Ricas seriam uma boa idéia? Na boa, olhem bem para Edea... Até a Bruxa Onilda inspira mais temor...

            Imagino o que motivou esse povo a tentar destruir/dominar o mundo... Provavelmente uma unha quebrada ou uma meia-calça desfiada...

            Prefiro mil vezes overlords blindados como Golbez e ExDeath, por mais clichê que sejam. Ainda bem que, pelo que sei, essa idéia deixou de ser usada depois de FF10 (corrijam-me se eu estiver enganado). Se isso tivesse se tornado um padrão, poderíamos esperar a Nany People como próximo vilão da série. Ou talvez o Ronaldo Esper.

            Vamos em frente antes que eu vomite...

Vilões e Protagonistas Têm Uma 
“Ligação Especial” (eu, hein...)

Reação de Jecht ao descobrir que seu filho é protagonista de um Final Fantasy!

            Continuando esse papo de vilões, quem aí já reparou que alguns deles possuem um forte elo com alguns protagonistas?

            Às vezes esse elo é algo mais corriqueiro, como o de Kefka e Terra em FF6: o palhaço foi o responsável por controlar a mente da moça e treiná-la para se tornar uma guerreira do Império. No entanto, na maior parte das vezes, esse elo tem a ver com a origem dos personagens, normalmente revelando que não são pessoas comuns, normalmente tendo origem alienígena. Vejamos alguns exemplos:

            No caso do vilão Golbez e do protagonista Cecil de FF4: eles são meio-irmãos e têm descendência alienígena; Bartz e Exdeath de FF5 também têm origem em outro planeta, Sephiroth e Cloud de FF7 são super-soldados geneticamente modificados com DNA de um ser alienígena, Kuja e Zidane de FF9 são seres artificiais vindos de outro mundo e Tidus e Jetch de FF10 também, de certa forma, são oriundos de um outro mundo...

            Vilões e heróis que se descobrem relacionados profundamente... O pessoal de Final Fantasy tem muito a agradecer a George Lucas...

            Entendedores entenderão...

            Ah... Criatividade e originalidade não estão na lista de prioridades dos roteiristas dessa franquia, hein? Se bem que, jogos com enredos realmente inteligentes não se tornam sucessos globais como Final Fantasy. Talvez eles apenas dêem o que o público pede, talvez investir em um roteiro realmente bom seja dar pérolas aos porcos...

            Entendedores entenderão...

Protagonistas Desmemoriados
(Originalidade... Não consigo lembrar o que significa...)

Água na Carol!

            Eis aqui outro elemento que acho válido num enredo, um personagem sem memória pode ser interessante se bem utilizado, pois é legal ir descobrindo seu passado aos poucos no decorrer do jogo.

            Agora, como o Juninho já disse antes, CINCO protagonistas desmemoriados em seguida!? Terra de FF6, Cloud de FF7, Squall de FF8, Zidane de FF9 e Tidus de FF10, todos com a mesma amnésia...

            E vez ou outra aparece alguém dizendo o quanto os personagens dessa franquia são humanos e profundos... Ai,ai... Pobres caipiras que nunca jogaram Persona...

            Que é isso, Sakaguchi? Um pouquinho mais e você chegaria ao nível do Akira Toriyama, e olha que ele fez de tudo para ferrar com o enredo de Dragonball Z, pois não agüentava mais escrever aquela abominação...

            Vamos para o próximo, então.

Donzelas Indefesas e Desamparadas 
(Socorro Popeye!)

Meu cabelo tem pontas duplas... Ai de mim!

            Bem como os Vilões Afeminados e as Vilãs Peruas, esse é um elemento que faz minhas vísceras revirarem.

            Final Fantasy é recheado de dondocas sem um pingo de atitude que só servem para serem amparadas pelos protagonistas masculinos, o que eu entendo como um recurso desesperado para tentar fazer os jogadores engolirem que esses mesmos protagonistas são fortes e decididos.

            Até compreendo esse desespero, pois quem levaria Squall ou Tidus a sério se não houvesse Rinoa ou Yuna para caírem em seus braços o tempo todo? Provavelmente as donzelas do grupo seriam eles mesmos...

            Ah, antes que eu me esqueça, não posso deixar de citar a outra utilidade para essas frágeis coitadinhas: formar um par com o dito protagonista num romance forçado... Imagino que esses romances de novela mexicana é que fazem os simplórios jogadores pensarem que Final Fantasy tem profundidade.

            Prestem atenção, vou falar uma única vez: romance e profundidade NÃO são a mesma coisa! O dia em que Final Fantasy tiver um protagonista que comete atos que não são politicamente corretos e que pensa em seus interesses ao invés de “fazer o que é certo”, aí sim ele poderá ser considerado humano. Quando seu lado psicológico for explorado, mostrando suas dores e inseguranças, aí sim ele poderá ser considerado profundo.

Hell yeah!!!

            Ops! Quase me esqueço de novo! Tenho que homenagear a única donzela da série que me agradou profundamente, pois teve a decência de morrer no início do jogo! Aeris, seus restos inchados e semi-devorados por peixes sempre ocuparão um lugar especial em nossos corações!

Personagens “Exóticos” (Isso aí morde?)

      
      Outra coisa que merece ser mencionada: certos personagens, digamos, peculiares, presentes em vários títulos.

            Não peculiares do tipo “Nossa que simpática essa sua cauda e essas suas orelhinhas de gato, posso tocá-las?”, mas do tipo “Não perca a esperança, tenho certeza que um dia surgirá algum tipo de tratamento para isso, afinal a medicina hoje em dia evolui rápido. O quê? Não, não quero apertar sua mão, obrigado...”.

            Novamente, por que DIACHOS tais “seres” foram concebidos? Eu entendo que quase todo RPG tem personagens não-humanos ou fofinhos e etc., mas em alguns Final Fantasy eles forçaram a barra! Talvez por tentarem ser originais ou talvez por misturarem remédios tarja preta com álcool, vai saber...

            Aqui vai um bestiário - digo - lista com alguns deles e uma breve descrição de suas características (não recomendado para menores de 18 anos):

            Cid de FF4: um mecânico gordo, peludo e provavelmente mal-cheiroso usando um collant de cores berrantes... Não fotografar usando flash para não irritá-lo.

Papai Noel é a...

            Gogo de FF6: um mímico com roupas espalhafatosas tais como as de Kefka e que quase nunca fala, não tem motivos para unir-se ao grupo ou significado na história e, por razões misteriosas, não é capaz de nada além imitar outros personagens... Pode aprender a assoviar o hino nacional se ensinado desde cedo.

Como Gogo está ganhando a vida após o término de Final Fantasy 6.

            Caith Sith de FF7: uma máquina espiã da Shin-ra enviada para enganar e sabotar os heróis. Estranhamente tem a forma de um gato de botas segurando um megafone montado numa espécie de yeti... Este, eu tenho certeza, foi concebido à base de remédios e bebida alcoólica.

Esta imagem me faz pensar em anfetamina...

           Quinna de FF9: um ser de sexo indefinido que parece uma versão abstrata de um fantoche da Vila Sésamo vestido de Tia Anastácia do Sítio do Pica-pau Amarelo. Comia sapos vivos para sobreviver em seu hábitat, um pequeno brejo. Eventualmente foi adotado pelos heróis como mascote e saiu pelo mundo devorando toda a vida selvagem, de goblins a dragões, causando desequilíbrio ambiental em todo mundo de Gaia. Mantenha distância da grade para evitar acidentes.

Deixa o pobre Caco em paz, Elmo do inferno!

            Fran de FF12: uma mulher curvilínea com orelhas de jumento... Chocante... Sempre que eu a vejo não posso evitar imaginá-la ruminando capim e espantando as moscas de seu traseiro com o rabo... Imagino que a intenção do desenhista tenha sido fazê-la com orelhas de coelho, mas acabaram parecendo as de um jerico. Agora não consigo evitar imaginá-la carregando um cearense no lombo...

Fran... trazendo gamers e otakus tarados ao fantástico mundo da zoofilia...

            Ah, e se você está pensando em retrucar com algo como “A Fran é mó gostosa!” pare aí mesmo, seu pervertido! Não existe tratamento para tipos como você? Aposto que quem te conhece se desinfeta com álcool gel após apertar a sua mão. Nojento!
           
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            Bem, acho que me fiz entender. Oh, e antes que algum fã incondicional queira me atirar paus e pedras, saiba que não considero a franquia necessariamente ruim. Apenas não penso que seu enredo seja nem de longe o que dizem dele. Final Fantasy é um sucesso por sua boa jogabilidade, com personagens customizáveis e coisas do tipo.
            De qualquer modo, se discordam do que disse e querem se manifestar, deixem seus comentários. Contudo, vamos nos lembrar que não há nenhuma necessidade de perder a civilidade...

            E vamos encerrar este post com um pensamento de nossa querida Rinoa, para refletirmos sobre a vida:


            “Cheira meu dedo...”

            Até a próxima!

25 de fevereiro de 2013

Scene by Scene: Final Fantasy VIII

Já faz algum tempo que não posto ou crio algo de humor pra colocar por aqui, e jogando Final Fantasy VIII eu tive essa ideia e gostaria de compartilhar.

E espero que gostem, por que essa ideia foi alimentada por meus amigos, qualquer coisa sem graça, por favor culpe-os.

Macho machão diz isso aí.
Agora que estou livre de culpas.

Vamos ao que interessa:

Squall tava de boa na festa, curtindo sua cara de bosta de sempre.


Pega uma taça de sei lá o que.


E enquanto se diverte fervorosamente eis que Zell aparece.


... e é ignorado como se fosse um membro da testemunha de Jeová batendo na sua porta aos domingos. E sua cara de tédio faz Zell sair correndo.


E quando Squall pensa ter voltado ao tédio...


Selphie chega correndo fazendo convites alucinantes ao vocalista de J-Pop que prontamente a ignora e volta ao tédio...


Quando Squall acha que sua noite finalmente poderia começar a ser produtiva por que seus dois estorvos o deixaram...


E de repente a cena muda pra uma estrela cadente no céu... MAS POR QUE ???

Bom, sentido já foi deixado de lado a essa altura de jogo há muito tempo. Então, vamos prosseguir.

Então...


~ A wild Rinoa appears ~

MAS POR QUE ELA FAZ SINAL, ELA É A NÚMERO 1 ? OU ERA PRA ELE OLHAR PRA CIMA ?

E Squall responde o sinal que ela fez...


Com uma cara de... aquela cara de...

Ah, cara de merda nenhuma. Quase todo o tempo ele faz cara "de nada", totalmente digno de suas aulas de expressões faciais com Kristen Stewart.

Sentindo que nosso herói (e motivo de sua cachoeira vaginal) não faria nada, Rinoa decide agir.


Chega junto, falando do seu visual mega descolado e se oferece pra dançar, claro que com intensões voltadas ao coito.


E Squall responde dando uma golada no seu copo com bebida feita com Farinha Lacta Nestlé.


Rinoa não percebe que está sendo ignorada e diz a coisa mais idiota que poderia pra essa ocasião.


Que tipo de pessoa acredita que homem só dança com mulher que se gosta... Afinal de contas, ela foi ignorada por motivos óbvios. Boa Squall, ganhou pontos depois dessa.

E então Rinoa, como mulher decidita e determinada que é, pede para que ele olhe em seus olhos e...


Tenta recitar algum tipo de hipnose dizendo: "Você-vai-gostar-de-mim...Você-vai-gostar-de-mim..."

Por que todo cara que se preze cai num truque desses logo a princípio. Com certeza!

E ela ainda pergunta em tom de seriedade:


"Funcionou ?"

MAS É CLARO QUE NÃO SUA RETARDADA.

Não percebe que estás sendo ignorada, nenhum homem sente nada além de tesão por uma estranha e você nem com roupas curtas conseguiu fazer isso com Squall.

E claro, ele terá uma resposta coerente ou uma breve tirada como "I don't care" em seguida.

Não é mesmo Squall ?

...

...

...

Pois é, a vida é cruel e eu estava errado... Mas uma coisa eu queria entender...

Por que Rinoa pergunta se a "hipnose" funciona e ele responde:

"Eu não sei dançar."

A pergunta era simples, um breve "Yes" ou "Not" responderia tudo.

É Squall, retiro os pontos que falei que você tinha ganhado.

E então...


Rinoa pede pra Tifa uma dose de atitude e chama ele pra dançar falando que ele se sairá bem e manda uma frase, que está na foto.

Porém, ela está errada, na verdade a tradução é:

"Eu estou procurando alguém pra dançar comigo, minha falta de simpatia impede os homens de se aproximar, então eu vim aqui no desespero para que você dance comigo. E não aceito não como resposta. Não posso ficar na pista da dança sozinha e se for um bom moço te recompenso essa noite."

Prosseguindo...


E num desespero de marca maior, puxa o pobre Esquálido de qualquer jeito fazendo o rapaz perder o equilíbrio.

E no meio da pista ela dá uma chave de você-sabe-o-que nele.


Mas Squall não tinha postura diante de uma encaixada de Lego com uma mulher, pois sua única experiência que tinha um certo contato foi há anos atrás com seus bonequinhos do Action Man.

Isso até...


Rinoa mostrar pra ele como um cara pega na cintura e nas mãos de uma dama oferecida... ops, de atitude.

Mas ela esqueceu um detalhe importante.


Que na verdade a dança é mais importante da cintura pra baixo e não deu aulinhas de "dois pra lá e dois pra cá" pro cara que seria o amor de sua vida mesmo ele a tratando feito lixo nuclear.

E o resultado foi...


Um quase tombo. Porra Rinoa, estamos aqui torcendo pra você derruba-lo. Não nos desaponte.

Mas depois de uma boa encarada com cara de nada de ambas as partes tudo se resolve...


E o baile segue...

Até que Rinoa se empolga, joga o seu amado pra frente, mas esquece que ele deveria voltar sozinho e dá um mega puxão nele. Coisa de gente inteligente mesmo.


Squall fica putinho da vida, por que além de nada tesuda e sem graça, ela ainda quase o derruba pela segunda vez.


E faz o que qualquer cara teria feito no começo do convite.


Mas Rinoa desiste ? Mas é claro que não!

Ela nunca viu o cara e sequer sabia seu nome, ela deveria se importar com ele ?

SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM.

Por que todo mundo chama um desconhecido pra dançar e se importa muito quando ele vai embora mesmo, perfeitamente normal.


Mas Squall como homem frio que é e vive dando coice até no vento, não aceitaria tão facilmente seu convite. Por ser um cara difícil...

Só que não!


E Squall como homem "difícil" que é, volta para dançar, e Rinoa continua bailando lindamente.


Enquanto Squall não tem a mesma sorte trombando no companheiro do lado.


Deixando ambos com cara de tacho.


Quando Rinoa manda um sorriso que na verdade quer dizer:

"Vai dar tudo certo, você dança mal mas ainda tem esperança."

Mesmo sem saber como... Rinoa tinha razão, pois assim como o episódio IV de Star Wars, surgiu uma nova esperança.

Essa esperança é conhecida como "O autor quis e pronto."

Por que do próximo segundo em diante...


Eles já se olham com cara de "a porra vai ficar séria."


E começam a dançar de forma mediana...


Depois passam pro modo avançado.


E em questão de segundos já foram pro nível profissional.


Mas onde estavam as palavras de "não sei dançar" de Squall, mas será que ele foi uma paquita e não divulgou pra sua amada recém conhecida ? Ou será que fez parte do grupo do dançarinas do Faustão em segredo ?


E de repente Squall aprende a coreografia que até segundos atrás ele tinha sequer percebido que existia


Ou então aprendeu no instinto. O modo não importa, a velocidade de aprendizado desse menino que assusta.


Com poses e tudo, saca só.




Reparem na cara de felicidade de Rinoa nos braços do seu amado e recém dançarino, que até o exato momento do jogo nem sequer sabia seu nome...

Quando a coreografia continua.


E o processo evolutivo de Squall continua decolando na velocidade da luz, em breve suas HQ's em todas as bancas.


E o cowboy em sua última laçada...


Quando dá a última puxada...


Como sempre em clichês de romance, como não poderia faltar...


...os foguetes foram soltados logo acima do casal, que olha lindamente de mãos dadas.

E eis que de repente... Rinoa faz sua típica cara de nada.


E Squall responde, de acordo com os aprendizados de sua mestra usando sua carinha de porcelana.


Rinoa dá uma piscadinha depois de uma breve falta de comunicação...


E sai correndo contar pras amigas o ocorrido, deixando o pobre recém dançarino chupando dedo sem a encaixada de lego prometida.


Deixando Squall com sua típica cara de Kristen Stewart.


Prodígio de dança e excelente aluno, ele prova que aprendeu direitinho com ela... Caso duvidem. Saca só.


Eu falei, não falei ?

...

Ela ficaria orgulhosa. Sei que ficaria.

E pior à respeito de Squall é continuar o game e poucos minutos após isso ele justificar pra Rinoa que seu "talento de dança" é uma das habilidades aprendidas entre os "SeeD" e pior ainda...

Ainda fala que isso é uma TÁTICA DE APROXIMAÇÃO AO INIMIGO.

Mas a Rinoa é tão sem graça que nem ameaça representa.

Ah não, chega! Vou encerrar isso, já me estressei com essa parte.


E aqui encerro essa postagem contando uma parte SEEEENSACIONALMENTE bizarra de Final Fantasy VIII.

Espero que tenham gostado dessa minha nova tentativa de humor, e caso tenham ideias podem me recomendar pelo Twitter ou Facebook na fan page.

Vale citar que me inspirei em algumas postagens que li no Blog do Amer pra fazer essa.