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10 de agosto de 2014

Verdades Sobre Resident Evil



Resident Evil... Resident Evil... A polêmica franquia que nasceu em 1996 num período onde o único survival horror existente estava nos PC's - ou seja Alone in the Dark, e mal dava pra ter acesso ao jogo, e ainda por cima todos reclamavam dizendo que tinha uma péssima jogabilidade e outros demais problemas.

Aí veio Resident Evil e revolucionou tudo, criou uma legião de fãs sólida e depois eles se mostraram totalmente rebeldes quando a franquia virou ação no 4 e 5... Mas a pergunta é uma só:

Faz sentido?

A nostalgia REALMENTE pode trair e vou mostrar algumas coisas que provam que no fundo, a franquia não mudou taaaaaanto assim... Esse post aqui vai funcionar mais ou menos como a Fórmula Final Fantasy.

Antes que digam que odeio Resident Evil. Não, eu gosto e muito da franquia, mas não concordo com uma pá de coisas ditas sobre a série pelos mais extremistas.

O por que de tudo isso? Só lendo pra crer.

E vamos torcer pra no final eu não seja muito xingado, e não sofra de nenhum ataque que me infecte com o T-Vírus.

Puzzles Patéticos

Meu Deus, o que farei? Já sei. Ligarei pro CAPITÃO ÓBVIO.

Ok, vamos começar pelo elemento que mais se perdeu dentro da franquia: Os puzzles.

Ou melhor "puzzles". Porque usei as aspas? Porque puzzle é o que te faz pensar, teoricamente falando, o que temos em Resident Evil 1 por exemplo são bons puzzles, aqueles sim.

Do 2 pra frente, muita gente aceita numa boa, mas não, aquilo NÃO é puzzle, eu diria que é uma mera quebra de ritmo pra shooters, porque é isso que eles realmente são. E não necessariamente digo que é uma coisa ruim porque eu gosto deles.

Mas a verdade é que... a presença deles simplesmente do 2 em diante não faz a menor diferença, são patéticos de fáceis, não é muito difícil se resolver os puzzles do RE2 ou RE3 por exemplo só com tentativa e erro, isso definitivamente não pode ter o nome de puzzle, se querem bons exemplos basta andar fora da franquia da Capcom e verá um monte deles, como belo exemplo o enigma do piano do Silent Hill e dentro da franquia temos praticamente qualquer puzzle do RE1.

Ainda que ser atacado pelos corvos ao errar não faça sentido... Esse é um puzzle de respeito.

Você pode falar que o 2 e 3 tem "puzzles mais fáceis" e de certa forma não estará errado, mas pensa comigo, um puzzle, como eu disse acima, é o que te faz pensar, existe um enigma e você precisa PENSAR pra resolver e não usar tentativa e erro pra achar uma solução.

Não que tentativa e erro seja uma alternativa ruim pra se resolver algo, mas foge da própria lógica do termo puzzle.

Tanto é que no 2 eu não vi nenhum difícil e no 3 o único que eu achei desafiador é aquele do final do jogo, do medidor de água porque o resto deu pra passar batido. 


Enredo Clichê... E RUIM

Vamos combinar que o enredo de Resident Evil nunca foi dos melhores...

Sério, qual é a maior fama da Capcom? Criar jogos típicos de Arcade, quando eu digo Arcade não é necessariamente da máquina de fliperama e sim bons jogos com bons gameplays sem muito background. Isso acontece nas duas maiores franquias dela que são de longe Resident Evil e Street Fighter.

Basta pensar o quão vago é a história de TODOS os jogos dessa série, é simplesmente ridículo se for levado minimamente a sério.

O 1 é a mansão "mal assombrada" (não há literalidade nisso viu, por favor...), só faltou a risada de bruxa na entrada pra ficar mais clichê. O 2 é a cidade tomada por zumbis, coisa beeeeee típica também, o 3 é um pouco antes do 2 com a mesma cidade tomada por zumbis mas dessa vez com a heroína fodona intocável.

Mansão... Zumbis... Pessoas presas. Acho que eu NUNCA VI nada parecido antes.

E por mais que eu prefira os jogos do 4 em diante, os enredos deles são ainda piores. Principalmente do 4 que é tão mas TÃO imbecil que durante uma cena do jogo eu quase tive um colapso nervoso de tanto rir.

O 5 também é uma bosta de enredo com direito à uma cena final ridícula de Chris dizer pra Wesker que seu plano é digno de um vilão de quadrinhos... E o 6 por mais que eu adore o jogo tem um enredo igualmente bobo, clichê e retardado. Eu até costumo dizer que o 6 só tem pouco mais de enredo porque tem quatro campanhas entrelaçadas então ele é menos vago, e nem Revelations escapa, mas o Revelations ao menos tem começo, meio e fim (eu digo fim de forma que há conclusão da "história" e você vê o que aconteceu com cada personagem) mas como a história também é ruim, eu diria pouco menos ruim mas ainda ruim, então no fundo não muda muita coisa...

A cena que eu quase morri de rir do 4 foi essa:


Se não entendeu onde está a piada, você precisa de ajuda. Procure um médico.

E um ponto muito ruim da série são seus finais, a maioria deles é "vamos pra casa" sem mostrar muita conclusão de nada. Tá certo que o enredo do jogo é simples e não permite muita coisa mas Revelations tem a mesma pegada e ao menos conclui a trama.

Isso definitivamente mostra o quão pouco a Capcom se preocupa com o enredo dessa série, à ponto de nem se preocupar em montar uma conclusão decente. Qual a diferença desse tipo de conclusão com os típicos finais de Arcade?


Exploração Limitada Faz Tanta Falta Assim?

Vamos por partes, guarda essa faca de açougueiro e vamos com calma, muita calma.

Nos primórdios do PS1 o jogo era 3D, com gráficos renderizados, ou seja, nem tudo do cenário era 3D tornando em partes limitada a quantidade de cenários com itens a serem achados, balas e tudo mais.

No fundo no fundo, acaba sendo limitado, e insisto, se querem uma exploração boa nesse ponto basta pegar quase qualquer jogo 3D daquela época que ERA totalmente 3D (*COF COF* SILENT HILL *COF COF* DINO CRISIS *COF COF* TOMB RAIDER *COF COF* ) então vai ver a total diferença.

Me lembro claramente de ter por exemplo, várias situações onde haviam 3 portas, duas abertas e uma fechada, você pega a chave ali perto e é bem óbvio que só falta a porta trancada pra você usar a chave. Querendo ou não é uma exploração? Certo?

Tradução da legenda: "Abre a única porta fechada até agora".

Sim. Claro que é. Mas é limitada. Porque fica óbvio demais e isso NÃO é uma coisa ruim, mas os fãs tanto dizem sobre a falta dela em jogos posteriores como se os antigos tivessem o melhor sistema de exploração do mundo e NÃO era. O 4 mesmo tem pouco disso, bem pouco eu diria, porque por muito pouco ele não é uma total linha reta como todos os jogos que vieram depois dele.

O jogo que eu achei bem bolada a exploração foi justamente o Revelations, e ele é bem dividido, muito purista ainda odeia ele por ter uma câmera em terceira pessoa (ou primeira no 3DS) mas não é nada grande coisa, ele só tem a ideia dos primeiros usada de uma forma pouco diferente e em 3 dimensões...

O que eu acho melhor nos antigos era o fato de não ter uma linearidade, mas não adianta muita coisa quando a exploração é totalmente pobre, e acaba não fazendo tanta diferença assim.


Medo? Só Se For do Mr X.

Sim, exatamente. Resident Evil nunca foi TERROR e sim survival horror, ou seja, o horror voltado pra sobrevivência, mas dentro todos os monstros, criaturas e demais coisas do jogo, o ÚNICO monstro que me deu um pouco de tensão foi esse danado aqui:


Um cara de 2 metros, com uma roupa tampando quase todo seu corpo, num rosto sem expressão e que vem devagar atrás dos seus inimigos no maior estilo Michael Myers, engraçado como ele provoca real aflição e sem abusar de coisas bobas como tentáculos e demais bobagens que monstros como Nemesis usam.

Mas você provavelmente se perguntou porque eu digo que só o Mr X dá um medinho, uma leve aflição funcional (que era pra ter em todos mas...) e eu te digo, a resposta é bem simples:

Com ele o combate NÃO existe até o final do jogo (no segundo disco, claro) é ver e fugir, correr. E ele vem andando tranquilamente... Como se você não fosse nada, isso é de certa forma, uma manobra bem legal de causar um desconforto, uma pequena aflição porque você pode descarregar duas metralhadoras giratórias nele e ele NÃO VAI CAIR. O combate simplesmente não existe. Isso, exatamente ISSO tornam ele tão legal.

O que me assusta no Nemesis são esses dentes que ele não escova desde 1999

Enquanto Nemesis você pode fugir ou lutar e se decidir lutar você pode enfiar uma granada na boca dele e mandar aquele Tatsumaki Senpuu Kyakuu gostoso nele que ele vai se foder.

Vamos ver quantos entenderão essa piada com a Jill...

Isso é tão verdade, que Jill empurra ele do alto de uma torre e faz ceninha de piedade.

Unstanak do RE6 dá pra ver que é uma mistura entre Mr. X e Nemesis, e até funciona bem, ele tem a parte de fuga porém ao mesmo tempo abusa de elementos como sair correndo feito louco atrás de Jake e Sherry te obrigando a fugir em determinado pontos se esconder. Ele se assemelha à Nemesis no modo como foge e ao Mr X por ser um tanto quanto mais sóbrio se comparado à demais monstros da série.

Mas não tem o mesmo impacto do bizarro e estranho Mr X.


Terror B Não É Terror

Há um pequeno erro nesse título de "B", antigamente um filme B era um filme com investimento mais barato que dividia a sessão com um filme A, ou seja, um filme com investimento alto e notavelmente com ingressos mais caros.

O termo eventualmente se deturpou e virou algo como "tenta ser e não é", é como um filme de comédia que não te faz rir ou um filme de ação que te faz dormir.

Resident Evil é mais ou menos isso, pra mim ele nunca tentou ser terror, eu sempre me diverti pelo gameplay e personagens porque enredo e temática são os mais batidos possíveis e depois de ver Shinji Mikami, criador da série, falar sobre The Evil Within algumas coisas como:

"Vamos resgatar o horror que se perdeu em franquias como Resident Evil"

Boa Mikami, com uma cena de "terror" dessas não sei como Resident Evil não virou filme... Não, pera.

Eu realmente comecei a ter dó do cara, ele TENTOU MESMO fazer terror. E falhou. Miseravelmente.

Porque ninguém com mais de 10 anos leva a sério um "terror" que tem como base monstros de laboratório que usam tentáculos pra matar, ou cães que pulam de janelas e nem mesmo situações de "perigo" nos quais você é um SOLDADO (ou o mais próximo disso) que tem de se virar naquela situação de "perigo".

UAU, um soldado que sabe se virar no perigo da infecção...

Definitivamente, não. Isso é Terror B. Com toda a glória possível, e terror B não é terror.

É uma tentativa falha de ser, o único jogo com um belíssimo potencial pra isso é o RE2 onde há uma situação de perigo, com muitos inimigos e etc, mas forma que os dois personagens caíram de para-quedas. Leon tava no primeiro dia de serviço, Claire procurava seu irmão e ninguém imaginou que tudo aquilo estaria daquele jeito, diferente de todos os outros onde eles vão até a situação de perigo.

Esse é o motivo pelo qual tanta gente ama o RE2 e eu compreendo claramente, afinal é onde tem mais perigo propriamente dito.


Mas infelizmente, o enredo da série é bobo, não se leva a sério mesmo quando tem potencial como o já citado acima ou Revelations.

Tão verdade, que como eu poderia levar tais falas com um mínimo de seriedade?!?!

RE1: "Você quase virou um sanduíche de Jill"

RE2: "Não atire em mim, sou humano" (voz de síndrome de down)

RE4: "Você sabe Leon, nós somos americanos" - E o Leon fala como se fizesse sentido... WHAT THE FUCK?

RE5: "Ei Wesker, e você vai nos julgar? Você tirou essa ideia de alguma história em quadrinhos?"

Ok, já que vimos falas típicas de "terror", bora pro próximo tópico.


A Franquia Virou Ação no 4? Será?

Vamos pensar friamente. No maior estilo Mr Freeze.

O 1 era um jogo onde havia escassez de balas, um número considerável de inimigos (era pouco, muito pouco, mas em vista do número de balas...) então havia um lugar fechado no qual os personagens passavam boa parte do tempo trancados e tudo mais. De fato, por mais clichê que seja a mansão com pessoas presas dentro, a mecânica e tudo mais colaboravam claramente pra ser um jogo legítimo de sobrevivência, ou seja, como tem monstros, acaba por ser Survival Horror, o mais puro e legítimo possível.

Até aí, tudo certo.

No 2, foram inseridos mais monstros, uma atmosfera mais urbana porém manteve parte do espírito, havia boa parte daquele lance de sobrevivência mas agora você poderia se muito bem entendesse lidar com boa parte dos monstros (se for muito bom, pode acabar com todos), essa possibilidade de matar mais e mais, mesmo que de certa forma sutil, é o que? Um elemento de ação. Mas não total. O que o torna um jogo de Survival Horror por sua essência maior ser sobreviver em meio à tudo aquilo passando por puzzles e etc.

"O LIXO DO RE4 TEM AÇÃO DEMAIS, ATÉ TEM BARRIL DE GASOLINA PRA ATIRAR E EXPLODIR"

No 3... Os puzzles ficaram mais patéticos de fáceis que os do 2 já haviam ficado em relação ao 1. Alguns dos "desafios" do RE3 era abrir um galpão com pé de cabra, queimar uma corda, a caixa de música... Fala sério. Mas... Qual era a grande e maior diferença do RE3 pros dois anteriores?

O volume de inimigos, que eram em hordas, o número de balas que DESDE O COMEÇO era MUITO grande, a quantidade de armas pesadas, e o simples fato de que você poderia fazer sem muito esforço uma matança generalizada.

Isso é ruim? Não. A mecânica era ainda a mais usada por jogos de survival horror, como RE3 também era um dessa mesma época acaba por ser considerado por muitos como tal, mas como eu trabalhei em bancas de revistas (na verdade ainda trabalho, minha família tem monopólio municipal nisso) eu me lembro claramente de RE2 ter sido anunciado em revistas como Ação Games com título de SURVIVAL e RE3 como AÇÃO.

Se for pensar direitinho, não é necessário ter uma mecânica de survival horror pra ser survival horror, tal como não precisa ser um jogo inteiramente realista e 3D pra ser terror e a prova disso é o Lone Survivor, sim, aquele fanmade 2D.

Dino Crisis 2 e Paraside Eve 2 eram jogos de ação. Resident Evil 3 não era muito diferente, o fato de ter um ser cheio de tentáculos correndo atrás da Jill e cachorros pulando de janelas impedem ele de ser TOTALMENTE ação, mas não tira o fato que Jill tem muita mas muita bala MESMO, esquivava, dava cambalhota e vendia Jequiti nas horas vagas.

Rapaz, como a mocinha indefesa do 1 evoluiu, quase uma super heroína.

Pensa bem, RE3 e RE4 são absurdamente parecidos nesse ponto, o que muda mesmo neles é exatamente a mecânica usada em suas épocas. Claro que há diferenças mas são bem pequenas no feeling e eu vi muita gente que gostava do RE1 e 2 torcer o nariz com tanta força que viraria do avesso quando o 3 foi lançado...

"RE4 E RE5 TEM INIMIGOS DEMAIS, NOS ANTIGOS NÃO ERA ASSIM"

Com tudo isso em mente, Code Veronica veio com tudo, era difícil, sobreviver com Claire era absurdamente tenso, tinha puzzles que pareciam ter sido feitos por pessoas com uso de alucinógenos e tinha bem a cara do primeiro jogo com leves elementos do segundo.

E aconteceu o que? Rejeitado. Justamente tudo que reclamaram que havia em excesso no 3, foi simplesmente rejeitado em Code Veronica.

Tudo isso ligado à uma desnecessária exclusividade, obrigaram o próximo jogo da franquia a ser algo mais ação, tal como o RE3 tinha sido. E foi exatamente isso que aconteceu.

Quer outro elemento perdido no 3. Lembra quando se achava uma chave no 1 ou 2? Você tinha que fazer o que? Examina-las. Entender em qual porta usar mas não bastava chegar e clicar, você TINHA que analisar justamente porque era o meio que o jogo tinha pra te "avisar" que não bastava sair pegando tudo feito um maluco, e sim que havia uma necessidade de ter mais atenção com os itens achados.

E isso só foi limado no 3. Onde pegava a chave e ia direto abrindo tudo. Pode parecer bobo mas é um elemento sutil de exploração a menos.

O 4 só aumentou ainda mais uma ação já existente no 3, os puzzles que todo mundo reclama que mal tem no 4, já mal haviam no 3. A ação de Resident Evil nasceu no terceiro jogo da franquia.

Tá vendo como a nostalgia pode ser traiçoeira?


Personagens

Eis aqui o ponto mais alto da série, tal como quase todo jogo da Capcom, os personagens tiveram uma excelente art design e são altamente carismáticos mesmo tendo o background digno de um personagem de shounen.

Ou até mais rasos... Tipo... Qualquer um.

A grande verdade por trás do sucesso absoluto de Resident Evil ao longo dos anos é o carisma que a esmagadora maioria dos seus personagens transmite como Chris, Jill, Claire ou Leon. São excelentes exemplos que até mesmo não ofuscaram tais novatos como Sheva, Parker ou mesmo Jake e Piers do polêmico RE6. E isso se amplia aos vilões como Wesker, Ada Wong e William Birkin.

Capcom sempre foi muito mestra nesse aspecto e não é difícil usar exemplos como Captain Commando, Phoenix Wright, Street Fighter e demais outros jogos onde a esmagadora maioria eram focados em absoluto gameplay. Afinal de contas, ela é conhecida por ter sido aquela que revolucionou os arcades e de certa forma continua fazendo jogos bem próximos disso até hoje.

Olha que quantidade bacana de personagem daora.

Não, eles não são personagens ruins por serem rasos, é exatamente o contrário, eles são bons até demais pra personagens tão rasos, normalmente não teria nada demais neles mas eles tem o carisma necessário pra fazer uma franquia vender.

Afinal de contas, em termos de Survival Horror tanto na época quanto hoje já temos jogos melhores, e não precisa achar que o mesmo não se aplica à hoje com jogos de ação da franquia porque é ainda mais fácil.

O que torna os jogos de Resident Evil de forma geral bons são em boa porcentagem pelos personagens. Porque se formos realmente severos, a lista de jogos melhores é BEM grande. Independente do quão revolucionário ele foi pra sua época seja no 1 pela sobrevivência ou no 4 por ter influenciado boa parte dos jogos de ação.


Finalizando...

Parabéns se você leu até aqui cuidadosamente. Eu realmente agradeço por isso, afinal de contas Resident Evil costuma ter uma legião de fãs com absurdo nível de extremismo tal como os fãs de Final Fantasy.

Mas... Quero que saibam que não questionei gostos e sim lógica. Nada além disso.

Eu nunca disse que não gosto da série, eu gosto é até demais e esse post é só pra mostrar que nem tudo que dizem sobre tais mudanças é necessariamente justo.

Muitas dessas afirmações como "ser terror e não ser mais" ou "virar ação do 4 em diante" são um abuso porque simplesmente forçam uma barra tremenda, principalmente por mudanças ocorridas logo após o primeiro jogo da franquia, e isso é o que?

"Estilo policial? Sai fora, prefiro o estilo Matrix. Mais estilo"

Nostalgia. É a nostalgia traindo você e suas boas lembranças, fazendo com que vejam o jogo como adultos de uma forma que o enxergaram quando crianças ou adolescentes. O papo de "foi terror pra época" simplesmente não funciona, porque Metal Gear Solid 1 é uma experiência cinemática num jogo de ação tanto lá na época quanto hoje em dia. Aspectos como esse são atemporais e não é o caso de Resident Evil se tratando de algo voltado ao terror.

Se impressionar com o fato de algo ser possível num jogo (como zumbis, situações de perigo, etc) é diferente de realmente de sentir medo propriamente dito, porque o máximo que o RE antigo proporciona são sustos mas qualquer coisa pode assustar.

Lembrando aquilo que todo mundo já sabe, havia uma banda chamada Biohazard na época e isso não permitia que o jogo fosse lançado com esse nome no ocidente, eles tiveram que mudar pra não ter que pagar direitos autorais pelo nome.

Então essa desculpa de "ah, mas o foco antes era mansão e etc" simplesmente não existe porque o tema do jogo é justamente infecção de armas biológicas, sejam em proporções pequenas ou grandes, então eles não estão andando muito fora da linha desde o começo. O foco do jogo está justamente nas armas biológicas, no combate à elas, então... Qual o problema? Se o problema aumentar ou diminuir de proporção... A lógica inicial ainda estaria sendo respeitada.

Se querem saber o que acho da franquia? Acho ela excelente em seus dois aspectos mas acho que já deu praticamente tudo que tinha que dar, acho que é hora de encerrar porque já tem jogos demais de sobrevivência e de ação, então é hora de repaginar, renovar, claro que eu compraria um novo, mas tudo que fica longo demais, tende a cansar seja de uma forma ou de outra.

Em breve, em 2029

E só pra constar, Shinji Mikami foi tão azarado que mesmo tendo feito Resident Evil 1, o mais importante jogo criado por ele pra indústria dos games é justamente o Resident Evil 4. Por ter revolucionado o modelo de jogos de ação que viriam depois dele, e sabe o que é ainda mais irônico?

Ele fala mal do 5 como se tivesse muita diferente dele pro 4... E sabe o mais irônico ainda? Ele fez Vanquish que é um jogo com AINDA MAIS AÇÃO que o Resident Evil 5 tanto criticado por ele.

Definitivamente... Não dá pra levar esse cara a sério, tanto quanto a franquia igualmente não permite.

Afinal de contas Resident Evil como terror é um bom filme de comédia.

2 de novembro de 2013

Vilões Carne-de-Pescoço dos Games!




            Como vão, meus caros e ociosos leitores do Lugar de Nerd? Quem vos fala é Dipaula, colaborador esporádico (aprendi esta com o Batman!) deste construtivo e didático blog.

            Há um tempo atrás publiquei aqui minha primeira postagem: Antagonistas Marcantes nos Games. Nela eu diferencio antagonistas de vilões, sendo que uso o primeiro termo para definir vilões que possuem motivações plausíveis para serem assassinos de beatas, descrevendo alguns dos que mais me marcaram nos games.

            Hoje minha proposta é falar do outro grupo: os vilões! Enquanto os antagonistas possuem background e razões convincentes, os vilões simplesmente são (ou pelo menos crêem que são) melhores, mais capazes ou mais poderosos que a massa de símios que os cerca. Sendo assim é simplesmente lógico que eles os dominem, é a lei da natureza! Ora, pois!

            Para ilustrar o que disse, farei uso de uma célebre frase do vilão Sinestro, inimigo dos Lanternas Verdes, personagens da DC Comics:

            “Ter todo este poder e não dominar o universo seria simplesmente loucura!”

            Eu é que não vou discutir com ele!

            Agora vejamos uma lista com alguns dos mais célebres da categoria!

M. Bison Street Fighter (Não! Jura?!)



            Ah... O que dizer de Vossa Fodeza Imperial Todo-Poderoso Lorde M. Bison-Sama?

            Ele é o mais poderoso, carismático e notável personagem de Street Fighter desde... Ora, desde sempre! Nunca houve ou haverá nenhum vilão na série que o supere! A menos, é claro, que você esteja considerando aquele fisiculturista metido a padre de duas cores do Gill ou aquele filho abortado da Dural de Virtua Fighter com o Tyrant de Resident Evil chamado Seth... Nesse caso eu lhe peço para apalpar seu crânio, pois deve haver uma singela viga de construção atravessando uma parte importante do seu diminuto cérebro...  MALDITO!!!

            Perdoem minha séria perda de compostura...

            Agora falando sério, ele comanda a maior organização terrorista do mundo (que a Shadaloo viva para sempre!) cuja influência alcança diversos governos da Terra, permitindo-o fazer o que bem entende onde bem entende sem que possa ser levado a julgamento. A única forma que os agentes da lei encontram para combatê-lo é desobedecer a seus superiores e caçá-lo por conta própria, muitas vezes burlando leis, já que o senhor da Shadaloo controla diversas organizações governamentais, tais como a Interpol e a Força Aérea Americana, deixando-as de mãos atadas.

            Ele também é um mestre em artes marciais sem deixar nada a dever a velhos chineses baixinhos bebedores de chá habitantes de montanhas que dizem “Shiryuuuuuuu”...

            Não bastassem suas habilidades marciais, ele tem simplesmente os super-poderes mais legais de todos: poderes psíquicos! Isso mesmo, ele pode dominar mentes, voar ou fazer você dar a volta ao mundo em oitenta segundos com telecinésia. Sem falar que ele pode envolver os punhos com energia sinistra para que seus socos doam na alma... Nem preciso mencionar o Psycho Crusher!

Bison está se lixando para a Lei Maria da Penha!
            Outra coisa linda a respeito de seus poderes é que eles nunca param de crescer, obrigando-o a trocar de corpo de tempos em tempos, pois o mesmo não suporta seu Psycho Power e explode que nem um monstro da série Kamen Rider! Porém nada temam meus caros, sua mente é indestrutível e ele sempre reencarna (chupa essa Aang!).

            Além disso, seus poderes também aumentam com as emoções negativas direcionadas a ele, como ódio, medo, hostilidade... E ele ganha a vida contrabandeando armas, seqüestrando, espalhando drogas pelo mundo, assassinando... Enfim, digamos que há muitas emoções negativas direcionadas a ele, deixando-o ainda mais poderoso...

            Para concluir (antes que eu fique o post inteiro falando dele), ele é o tipo de vilão que só perde mesmo por conta daquela história da justiça prevalecer no fim e bla-bla-blá...

            Huh? Como assim, “fanboy puxa-saco”? Não entendi...

Dr. Weil – Série Megaman Zero

            Já falei sobre ele em minha postagem sobre Antagonistas, disse que ele é um misto de Hitler, Lex luthor e Freddy Krueger. Hitler porque não hesita em exterminar populações para fazer valer sua vontade, Luthor porque é obcecado por subjugar seu inimigo Zero e é péssimo perdedor, por fim, Freddie Krueger porque é mais difícil de eliminar que vírus da gripe e sempre dá um jeitinho de voltar com sua icônica risada: “Muuu-ha-ha-ha-ha!”.

            Ele fez em dois jogos o que Sigma e Dr. Wily (aquele do “magamanzinho” clássico, não confunda os nomes!) não conseguiram em quase duas dezenas. Já explico:

            Após a batalha contra Sigma em Megaman X5, Zero tem seu corpo severamente danificado, por ter salvado o traseiro azul de seu amigo X... De novo. Seu corpo ficou tão ferrado, que os caras dos Maverick Hunters tiveram que construir um novo e transmitir sua consciência para ele. Agora, adivinhem que cientista humano nutria uma obsessão por Zero e o observava desde sempre, só esperando uma oportunidade de se apossar de seu poderoso corpo original...

            É isso aí! Dr. Weil toma posse do corpo original de Zero e o utiliza para criar o reploid mais filho de Satã de todos os tempos: Omega! Ele era tão poderoso que distorcia o tecido da realidade só por existir...

            Ah, sim. Na mesma época, um programa consciente chamado Elfa Mãe foi criado para eliminar o Vírus Sigma dos reploids infectados, fazendo-os deixar de serem mavericks. Claro, Weil também se apossou da Elfa Mãe e a corrompeu tornando-a Elfa Negra, que ao invés de eliminar o vírus, dava ao bom doutor controle total sobre os mavericks da Terra.

Sorriso de quem gosta de um mal feito...
            Assim, tendo Omega e um exército de mavericks a seu dispor, Weil inicia sua empreitada de dominação global. A guerra que se seguiu ficou conhecida como Elf Wars e varreu da existência a maioria dos humanos e reploids. No fim, seus planos foram frustrados por X e Zero, resultando em seu exílio para o espaço juntamente com os restos de Omega.

            A guerra foi tão terrível que Zero se pôs em sono profundo em um local secreto, para que ninguém mais usasse seu poder para causar destruição. X se sacrificou para selar a Elfa Negra, pelas mesmas razões.

            Viram só? Ele eliminou a maior parte da vida na Terra e fez com que seus dois maiores heróis saíssem de circulação. E ainda tem mais...

            Ele retorna de seu exílio com um corpo quase imortal, tendo reconstruído Omega, se apossando novamente da Elfa Negra e tomando o controle da civilização humana, apenas para fazê-los sofrer um inferno diário sob seu governo tirânico. Mesmo após sua morte (que resultou na morte definitiva de Zero, diga-se de passagem) a presença de seus restos no planeta resultaria em mais derramamento de sangue em um futuro longínquo, no jogo Megaman ZX Advent.

            E você pensava que Sigma era badass... HA! Pense de novo!

Riccardo – Haunting Ground
           
Não! Não tem nada a ver com Ezio Auditore!

            Comecemos com uma rápida explicação sobre o jogo Haunting Ground: nele, a jovem e indefesa Fiona tem de sobreviver a perseguidores psicóticos, se escondendo e fugindo o tempo todo de um grandalhão retardado e deformado, uma mulher artificial sanguinária, um velho paraplégico que se arrasta pelo chão, entre outros pitorescos personagens.

            Pois bem, Riccardo é o responsável por colocar a pobre moça nessa situação periclitante. Ele nem é o vilão-mor da história, mas o supera de longe no quesito “filha-da-putice”. Vejam só:

            Fiona viajava com seus pais, feliz da vida, quando o “cão dos inferno” surge com seu carro e dá uma trombada no carro da família, fazendo-o se chocar contra uma pilha de toras à beira da estrada, matando a mãe da coitada e deixando seu pai agonizando. Claro, ele completa o serviço enfiando uma adaga no peito do pobre homem. Depois ele leva Fiona, inconsciente, para seu lar: o gótico e clichê Castelo Belli.

            Lá, a moça é perseguida incansavelmente, como eu disse no princípio, por toda sorte de gente com saúde mental discutível, que quase sempre quer violentá-la sexualmente. A única exceção de que me lembro é Daniella, a tal mulher artificial, que quer rasgar seu ventre com um caco de vidro ou um atiçador de brasas para remover seu útero... E você reclamando da vida aí, hein?

            Riccardo é dos que querem conhecer Fiona a fundo... - Não acredito que disse isso! - Mas, enfim, ele quer engravidá-la, para que, através de alquimia, possa renascer no filho que ela carregaria. Não surpreendentemente, a moça não está muito disposta a cooperar, talvez porque alquimistas de 600 anos, insanos, homicidas e com a cara coberta de cicatrizes não sejam o tipo dela... Essas meninas fúteis de hoje, viu...

Riccardo sem o capuz: olha o que você perdeu Fiona!
            Pior ainda, ele a persegue com uma arma de fogo, não se importando em incapacitá-la com um tiro, para então fazer a festa sem que a moça resista.

            Devo acrescentar que ele se diverte muito aterrorizando a moça, principalmente na parte em que ele se torna invisível.



             Recapitulando: ele mata a família da moça, expondo-a a horrores inimagináveis, atormentando-a psicologicamente e ainda tentando violentá-la. Ainda bem que ele encontra um fim horrível, sendo jogado de uma torre altíssima, se esborrachando no chão e logo depois servindo de consolo para o tal velho paraplégico que já não encontrava “afeto” havia séculos...

            Eu sei... Haunting Ground é um jogo MUITO estranho...

Mary Barrows – Clock Tower
 


            Já que falei de Riccardo, falarei agora de alguém que já ameaçava mocinhas frágeis bem antes de Haunting Ground ter sido lançado: Mary Barrows.

            Clock Tower, do Super Nintendo, é um jogo de terror do tipo “touch and go”, ou seja, você controla um cursor pela tela e clica no local onde você quer que o personagem vá. Nele você controla a órfã Jennifer, que junto com três amigas, é adotada por uma mulher rica (advinha quem?) e levada para viver em sua mansão. Claro, as coisas ficam sinistras e Jennifer se perde das companheiras. Ao tentar encontrá-las pela mansão, ela as vê sendo mortas uma a uma, enquanto tenta fugir para proteger a própria vida.

            Seu perseguidor na maior parte do tempo é Bob: um garotinho corcunda de rosto desfigurado que carrega uma tesoura gigante capaz de cortar você ao meio. Porém, ela também é perseguida por Dan: um bebê gigante, obeso e canibal, além da própria Mary.

            A verdade é que Mary é mãe dos monstruosos Bob e Dan, crianças portadoras de terríveis más-formações que deveriam ter nascido mortas. Contudo ela, uma ocultista, utiliza de rituais macabros para manter seus “anjinhos” vivos. E não é que os pequerruchos comeram a mão do obstetra no momento em que vieram ao mundo? Que belezinhas!


Este é Bob. Aww... Quem é a abominaçãozinha da mamãe? Quem?
            Aparentemente (pois não me lembro com clareza dos detalhes da história e não confio muito na Wikipédia), ela leva jovens de tempos em tempos para a mansão para serem mortas por seus pimpolhos como oferendas à entidade sinistra que os mantém vivos. Eles continuarão vivendo enquanto a torre do relógio da mansão continuar parada, simbolizando que o tempo para eles não passará e suas mortes nunca chegarão.

            Agora vejamos alguns dos feitos da megera Sra. Barrows:

            Ela mantém seu marido trancado em uma jaula, provavelmente por ele ter ousado se opor à “plausível” idéia de firmar um pacto com um ser sobrenatural para salvar seus filhos deformados. O coitado não diz coisa com coisa, sua sanidade se esvaiu com os anos de cárcere. Além disso, sua fome é tal, que ele não hesita em comer Jennifer viva... Literalmente. Isso mesmo, uma das formas de se morrer no jogo é virar refeição do Sr. Barrows. Não é surpresa, pois a pose de dondoca de Mary sugere que ela não sabe fritar nem um ovo...

            Outro pobre diabo que sofreu nas mãos da bruaca é o tal obstetra que fez o parto dela. Além de ter a mão comida por seus pimpolhos sanguinários, ele foi trancafiado em um aposento secreto do casarão e deixado lá para apodrecer. De fato, quando Jennifer o encontra só restam seus ossos. Para piorar, a garota descobre que ele é seu pai! Sério, se o pai de Jennifer tivesse voltado para casa após o parto dos filhos de Mary, a garota não teria ficado sozinha no mundo após perder a mãe e não estaria vivendo um pesadelo na mansão Barrows, nas mãos da própria Mary... Uau! Que ironia digna de uma novela das oito!

Se eu tivesse que trocar as fraldas dele também correria...
            Após tantas façanhas, Mary Barrows encontra seu amargo fim, que curiosamente, é semelhante ao de Riccardo do tópico anterior: ela cai do alto da torre do relógio de sua mansão, que havia sido reativada por Jennifer, quebrando o ritual e dando fim à influência sobrenatural que pairava sobre o local.

            Pelo menos ninguém se aproveita de seu cadáver, como acontece com o pobre Riccardo...

Vega – Street Fighter (Óbvio...)



            Como é bom falar dele: o gracioso e sanguinário ceifeiro mascarado! Saibam que ele me inspira muito, então preparem-se para constatar o que o Juninho, dono do blog, chama de “puxada de saco nível master”, mas que eu prefiro chamar de “admiração desmedida”.

            Vega, sem dúvida, faz parte da elite dos street fighters. A combinação de ninjutsu com técnicas de tourada o torna o assassino perfeito, tanto em eficiência quanto na beleza de seus movimentos. Muito mais do que um ninja comum, ele não se contenta em ser rápido, silencioso e mortal. Para ele, matar é uma forma de arte e, como tal, algo a ser apreciado sem pressa, um espetáculo em vários atos.

            Sádico, ele se deleita ao dilacerar seus oponentes com suas garras e assisti-los agonizarem. Nas palavras do próprio: “Vou transformá-lo em uma estátua de agonia pintada com o seu próprio sangue...”.

            Além de tudo ele é um poeta!

            Agora, no caso de alguém aí estar pensando “Ah, ele nem é tão fodão assim, vai. Ele nem sabe lançar magia!” eu respondo:

            Ele não precisa de projéteis, pois sua agilidade e precisão letal lhe bastam. Não importam quantos hadoukens ou sonic booms você lance contra ele, ele se desviará deles com a graça de um dançarino e antes que você possa fazer piada a respeito de seus gritinhos, sentirá o sabor ferroso de seu próprio sangue inundando sua boca, e claro, o impacto de seu rosto contra o chão logo em seguida...

Em um universo onde lançar projéteis é relativamente comum até para fracassados como Dan, nada impediria Vega de fazê-lo, certo? Pois é, ele foi recrutado por M. Bison para trabalhar como seu general, e isso é privilégio para uns poucos seletos. Isso prova que ele só não aprendeu tais técnicas por que não quis, preferiu um estilo que se adequasse a suas tendências psicopat... Artísticas.

            E aí, perceberam o quanto ele é casca-grossa? Tenho certeza que acham minha admiração pelo personagem muito justa, certo?

Huh? Concordam com o Juninho e acham que sou puxa-saco?!

Humph! Ignorantes...

Soul Edge – Série Soul Calibur


Não, vocês não perderam o juízo nem seus cérebros atrofiaram por passarem tempo demais lendo blogs sem sentido na rede (pensando bem, eu não garanto nada...).  O fato é que eu estou prestes a falar de uma espada em um post sobre vilões (ooooh!).

Como muitos já sabem, a Soul Edge está muito distante de ser uma espada comum; ela é, na verdade uma espécie de entidade sanguinária que se alimenta de carnificina e destruição. Para tanto, ela se apossa das almas de guerreiros tolos o bastante para desejarem seu poder e empunhá-la, sendo dominados por ela e transformando-se em aberrações “Resident-Evílicas”...

Sim, eu inventei essa palavra agora e, sim, sei que é ridícula... Não, não vou procurar nada construtivo para ocupar meu tempo, cuide da sua vida!

Voltando ao assunto, veja como Nightmare, que é o cavaleiro Siegfried possuído pela espada, parece Arthur de Ghouls and Ghosts infectado por um dos vírus da Umbrella:



            A própria Soul Edge parece a espada de Cloud de Final Fantasy 7 com mutações semelhantes às do vilão William de Resident Evil 2. Confira:

Matemática pura...

            Isso me faz pensar o quanto a imaginação dos desenhistas da série pode ser, digamos, pitoresca.

            Para citar alguns dos méritos da Soul Edge, vou falar apenas que guerras sangrentas varreram a Europa, matando milhares e milhares, ora causadas por aqueles que queriam seu poder, ora em nome da violência insana daqueles já dominados por ele.

 Contudo, para mim, a maior maldade da espada amaldiçoada foi “trollar” a sua contraparte “do bem” (bleargh!), a espada Soul Calibur, roubando dela todo o destaque no enredo dos jogos da série. Já notaram que a série se chama Soul Calibur, mas os personagens não dão a mínima para ela, sempre buscando a Soul Edge?

Soul Calibur e Soul Edge são como abobrinha e bacon, religião e dinheiro, amor e sexo, todos pregam o quanto o primeiro é melhor, mas quase todo mundo se atira de boca no segundo...

Tentações...

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Acho que os exemplos citados acima definem bem o que é ser um vilão: cumprir nossos desejos e colocar nossos inimigos no local o qual nasceram para ocupar: Debaixo de nossos pés! MWAHAHAHAHAHAH!!!

...

Já me recompus...

E já que falei de tanta gente boa (OK, eles não são nada bons e a Soul Edge nem é gente...) falarei agora de alguns vilões incompetentes que, no ápice de seus esforços e com muita sorte, provocam risadas ou compaixão. Apresento-lhes...

Troféu Privada – Vergonhas da Categoria!

Geese Howard – Série Fatal Fury


Geese Howard nada mais é do que um riquinho mimado que parece o Draco Malfoy de Harry Potter usando quimono. Ele é tão chorão que, quando não consegue vencer, se joga do alto de seu edifício para a morte só para ter a desculpa de que foi ele mesmo que deu fim à luta e não seu oponente que o derrotou... Que nem aquele seu primo mimado de fora da cidade que, na época de infância, vinha passar o feriado em sua casa e, quando estava prestes a perder no game de luta, largava o controle e dizia que te deixou vencer...

Não sei qual dos dois eu ofendo mais com esta comparação...
O que foi? Por que está desviando o olhar? Hmm... Você já usou essa desculpa, não é? Ha! Nem adianta negar!

Mas tudo bem, você fez isso quando era criança (assim espero...), diferente do Sr. Howard aqui, que é adulto e um empresário bem-sucedido... O que torna o comportamento dele ainda mais ridículo...

Que vergonha, hein Geese?

Nemesis – Resident Evil 3



Um super-soldado criado em laboratório para eliminar as provas e as testemunhas da culpa da empresa Umbrella na infestação do vírus pela cidade.

Ele é grande! É feio! É impiedoso! Carrega uma bazuca e... Apanha de uma mulher com um terço de seu peso, muito menos armada do que ele...

Sempre que me lembro das surras consecutivas que ele levou durante o jogo eu deixo escapar uma risada. Ele sempre surgia imponente com sua voz grave e gutural gritando “Woaaah!!!”, para logo em seguida ser eletrocutado ou humilhantemente empurrado de uma ponte ou prédio...

Nemesis se entrega ao alcoolismo para lidar com a depressão...
Creio que a intenção foi fazê-lo parecido com grandes vilões de filmes de terror slasher, como Jason Voorhees de Sexta-feira 13 ou Michael Myers de Halloween. Todos eles perseguem suas vítimas incansavelmente e nunca morrem; não importa quantos tiros ou pancadas eles levem, sempre retornam quando a vítima pensa estar segura, para tentar estripá-las.

Essa tentativa foi bem sucedida com Mr. X em Resident Evil 2, mas o pobre Nemesis  mais se parece com um gato de desenhos animados no estilo Tom & Jerry, que persegue sua presa sem parar, mas só consegue fraturas e humilhações...

Minha nossa, Nemesis como vilão é comparável ao Frajola...

Deixei escapar outra risada.

Juri – Super Street Fighter 4
 

 Juri foi criada para ser a mais nova vilã da série, poderosa rival de M. Bison, mas não houve muito êxito nessa empreitada.

Para começar, ela é (mais) uma assassina impiedosa que sente prazer em causar dor a seus inimigos. Para isso já temos o já citado Vega (esse sim merece respeito!), além de Gen e Akuma. Todos um TANTO melhores do que ela.

Para piorar, ela tenta fazer o tipo “psicótica sexy”, mas não convence. É doloroso admitir isso, já que não sou exatamente fã do freak show conhecido como The King of Fighters, mas a vilã Vice faz esse papel bem melhor do que Juri.

Sua tentativa desesperada de ser sensual consegue deixá-la tão vulgar que até Ana Williams teria vergonha de sair com ela... Ela se contorce, mostra a língua e se insinua para qualquer coisa que se mova. Muito forçado.

Ela se comporta como aquelas moças, digamos, não possuidoras de uma beleza distinta ou muito carisma, que precisa obsessivamente chamar a atenção dos rapazes e, para isso, se oferece como um saquinho de balas de São Cosme e Damião. Aqui vai uma amostra:

 Juri: “Bisoooooon... Olha eu aqui pegando fogo! Tssss! Vem me pegar, meu ditador, vem!!!”


Bison: “Pare de se rebaixar, garota. Se eu gostasse de mulheres fáceis iria a um bordel...”.

 Juri: “Hmmmm... Para que se dar ao trabalho, se já estou bem aqui?”.

Bison: “Errr...........................................”

E foi nesse dia que Lorde Bison conheceu a vergonha alheia...

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Isso é tudo por enquanto, meus amigos. Antes de me despedir quero falar de algo já repetitivo vindo de mim, mas que umas poucas pessoas parecem não ter compreendido bem.

Essa última parte intitulada “Vergonhas da Categoria” é apenas uma forma ácida de fazer piada com personagens que EU considero fracos enquanto vilões. Não é minha intenção partir os sensíveis corações alguns de seus fãs, portanto se não gostaram da postagem ou discordam do que disse, comentem à vontade, mas sem nos atacar pessoalmente. Fica feio para vocês.

Aos demais leitores (os pensantes) eu agradeço a atenção. Claro, continuem acompanhando o blog, senão acionarei meus contatos na Shadaloo e mandarei Vega abri-los como porcos...

Até mais...