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19 de fevereiro de 2013

Crimson Gem Saga


Pois bem, novamente estou por aqui.

E dessa vez pra falar de um dos RPG's que eu mais gostei de jogar até hoje.

Bom, seus motivos pra estar aqui são simples e nem por isso menos importantes. Querem saber ?

Come on!


Basicamente, esse foi um jogo lançado inicialmente como exclusivo de PSP em 2008 com título de Astonishia Story 2 no Japão e enviado a nós do ocidente em 2009 com nome de Crimson Gem Saga, desenvolvido pela IRONNOS Sofftware e publicado pela Atlus.

Apesar de ser continuação do primeiro jogo da série, ele não necessariamente segue uma ordem de acontecimentos, tornando as duas histórias totalmente independentes.


Confesso que li, procurei e vi o primeiro jogo, não gostei de quase nada e preferi ignora-lo. Afinal de contas, só soube que era o segundo jogo da série logo após termina-lo.

E enfim, agora vamos ao mais importante que um RPG deve ter, sua história!

Que apesar de simples e nem de longe um best-seller pode te surpreender.

Tudo começa quando um garoto, Killian, protagonista principal da trama resolve entrar pra Ordem da Luz, organização de cavaleiros do jogo e seus motivos tem a profundidade de uma poça d'água nesse aspecto.

Spinel vai alegrar o jogo e te garantir boas risadas.

Porém, dentro da academia, fez um rival e ele esteve sempre em primeiro lugar, deixando Killian em segundo, e na sua formação acadêmica, eis que o principal da história se dá bem ?

Claro que não, ele fica em segundo. Apesar de contente com seu cargo, Herbert fez questão de esfregar em sua cara com todas as forças para que deixasse nosso herói da justiça com inveja e o fizesse sentir necessidade de provar seu valor ao redor do mundo e blá blá blá.

E tudo começa bem, quando o personagem encontra Spinel e sua aventura começa a tomar um rumo diferente do previsível pra qualquer jogador que tenha visto meia dúzia de histórias que inicialmente se parecem com essa.

Sem contar que como sempre, o verdadeiro inimigo só da as caras no final do jogo e seu nome é citado de muitas formas.

Uma coisa que eu gosto muito nesse jogo é a ausência do maniqueísmo, coisa presente em poucos momentos do jogo que se vistas com atenção, te fazem compreender a real motivação dos personagens e alguns elementos de roteiros que são usados de forma sutil.


Confesso, o começo do jogo é bacana, mas não anima, nem de longe te dará empolgação. Mas o capricho do jogo em si motiva, como por exemplo as ilustrações do jogo, a trilha sonora que colabora muito e funciona super bem pro ambiente que o jogo retrata, o cenário é lindo e a dublagem é MUITO bem feita, coisa que jamais devemos esperar de uma dublagem americana.

Afinal de contas, algumas poucas séries tem bom senso e deixam americanos dublarem desde que sejam competentes e algumas séries como Atelier Iris deixam as duas dublagens, americana e japonesa, pra que pessoas que odeiam vozes fru-frus de personagens femininas e de personagens masculinos semi-retardados sejam algo fora de nossa mente.

Seu sistema é interessante e totalmente simples, com uma árvore de habilidades a ser aprendida conforme avança o jogo e inimigos com inteligência artificial muito boa e muitas vezes bem fortes. É necessário um pouco de estratégia com o passar do jogo, por que nível não é algo tão tranquilo de ser adquirido.

Mas no limite certo, nada exagerado em dificuldade como um Shin Megami Tensei da vida.

O jogo tem seu sistema de combate baseado em turnos na maneira clássica, se pode usar um item ou fazer uma ação. Só que uma das graças desse jogo está em uma coisa simples que todo RPG deveria ter...

ATAQUES COMBINADOS.

Sério, é sempre legal ver um ataque combinado, mesmo que simples, porém feito com capricho devido! E sinceramete, ver os ataques combinados em 2D me deixa muito empolagdo.

Eis que do nada, você faz a magia combinada e dá uma coisa assim na tela:


E de repente eu jogando só mandei aquele grito:

"MEU, QUE FODA!"

Por que diferente da maioria das pessoas, não é que eu não goste do 3D mas eu particularmete prefiro 2D.

Outra coisa que eu gostei nesse jogo é que souberam dosar os persoangens de forma que todos são diferentes mas você não é obrigado a jogar com todos, caso queira tirar o mago e jogar com o guerreiro, você pode, desde que use estratégias e assim por diante.

Afinal de contas, o jogo possui um guerreiro simples (Killian), uma ladra (Spinel), um mago (Henson), monge (Lahduk), uma guerreira mais complexa (Acelora) e um clérigo (Gelts). E tudo muito bem dosado de forma que como eu disse, não será terrivelmente massante, e muito menos obrigatório a se jogar com "melhor grupo". Claro que existem estratégias mais simples, mas isso é opcional.

Falandos nos protagonistas, aqui vai um breve resumo deles.

Personagens


Killian


Personagem principal, como eu já disse acima, e bem típico de um principal, determinado e disposto a mostrar a todos suas forças e etc. Seu único diferencial é sua maturidade e seriedade, agindo de forma fria em vários momentos cruciais do jogo e mantendo uma postura de disciplinado.

Spinel


A ladra do grupo, muito eficiente com ataques seguidos, apesar do pouco dano, quando críticos e seguidos, seus ataques são devastadores. Com personalidade ousada e determinada, ela fala o que pensa, age e mostra ao grupo (e pra alguns produtores) como se faz um personagem fan service de forma decente.

Gelts


O ex membro da Ordem da Luz, que entra pro grupo no objetivo de colaboração total com seus personagens, em busca de riquezas. Aparentemente legal, mas depois se mostra um tremendo covarde. Possui ataques razoavelmente fortes e muitas magias de cura e proteção contra status negativos.

Lahduk


De longe o personagem mais legal do jogo, com golpes legais, especiais legais e uma personalidade forte. Apesar de Killian andar na frente, é Lahduk quem dá as coordenadas, organiza estratégias e está à frente no jogo, sendo praticamente o líder do grupo. Típico de um monge, tem golpes na base da porrada e livre de armas.

Henson


Mago recém-formado. Henson, apesar do nome bizarro e escroto tem um nível de poder fora do alcance normal, é um mago nada talentoso e totalmente digno de seu esforço, com algumas passagens do jogo provando isso claramente. Henson possui ataques mágicos elementais, força física de merda e MP monstruoso, típico de qualquer mago.

Acelora


Acelora é um personagem interessante com seu potencial não devidamente explorado, ela era uma das capitãs da Ordem da Luz até ser descartada quando seu uso não era mais necessário. Possui ataques fortes e poucas magias que apesar de pouco dano, acertam todos os inimigos, e possui habilidades de morte instantânea.

Conclusão

O jogo em si é curto, e com história simples, porém com algumas reviravoltas que deixariam os fãs alucinados de Final Fantasy com aneurisma de tanto ódio por verem como uma empresa pequena e simples terem muito mais cuidado com seu roteiro do que uma grande série.

E apesar de simples e curto, recomendo treinar todos os personagens e pegar todas as suas habilidades possíveis, o máximo de itens raros e afins, por que além da campanha principal, existem dois eventos extras durante o jogo que são pra se obter a armadura e espada secretas de Killian, deixando o restante do jogo uma piada de tão fácil.

Valer a pena até vale, mas tira parte da graça do jogo, eu mesmo só as usei no final. E vale citar que os dois eventos são duas quests das quais tem um chefe bem mega-super-roubado-pra-caralho-ao-extremo-cósmico esperando no final de cada uma. E como apelam... será necessário uma estratégica impecável (da qual não vou revelar) pra vencer.


Depois disso, a parte final do jogo tem uma grande reviravolta, da qual compensa manter todos os 6 personagens muito bem treinados. Caso joguem essa belezinha no PSP de vocês (ou emulador, caso consigam fazer funcionar), irão me entender.

Eu sei que irão, e vão agradecer e muito ao meu aviso!

Ainda bem que treinei bastante e não fui pego desprevinido tecnicamente falando, mas se tratando do roteiro... Sim, foi uma surpresa MUITO positiva!


Enjoy!

4 de janeiro de 2012

Persona 2 - Innocent Sin


Bom, agora que já estamos de volta com nossa programação normal, já que eu estava de férias (leia-se: Preguiça extrema e falta de criatividade no máximo), mas enfim, ano novo, vida nova, então por que não postagens novas ?

Afinal de contas, eu não abandonei essa joça. E nem sequer pretendo.

Mas enfim, vamos ao que realmente interessa.

Esses dias, zerei Persona 3 FES (postagem dele em outra hora), e tive incrível vontade de jogar outros jogos da série Shin Megami Tensei, cuja qual é a franquia chefe que carrega Persona, todos os que estiverem em inglês, claro. Mas por enquanto preferi continuar na série Persona, que por mais difícil que seja ainda é o mais tranquilo da franquia, e eu simpatizo mais com ele em roteiro do que com o resto.

Mas não se iludam, Shin Megami Tensei é conhecido por ser hardcore e ter histórias excepcionais.


Enfim, com tudo isso, eu queria jogar o segundo da série, mas havia um problema. São dois jogos Persona 2, Innocent Sin e Eternal Punishment, mas somente o segundo em questão foi lançado no ocidente, o primeiro foi lançado somente em japonês (depois saiu um hack com ele em inglês em 2008, versão americana oficial somente no PSP), e o motivo que se especula é o fato de Innocent Sin ter abordagens sobre homossexualismo e nazismo. O primeiro motivo eu descordo completamente, é tudo isso pelo fato de Eikichi, um personagem aparentemente andrógeno porém narcisista e o motivo maior seria Jun Kurosu, personagem andrógeno master do grupo.

Mas vou explicar em breve.


Agora vamos aos detalhes técnicos, Persona 2 como um todo, não tem gráficos surpreendentes, é tudo usado em sprites de forma simples, não tem movimentação que se possa vangloriar, mas ainda assim bem usada de toda forma.

O sistema de combate é ótimo, nas duas versões do jogo. E sim, eu me esqueci acima mas existem duas versões, a original do PlayStation e o remake do PSP, que por sinal tem gráficos melhores e mais coloridos mas ainda assim a mesma coisa.


Mas voltando ao sistema de combate, o de PS1 e PSP tem pequenas diferenças, no PS1, por exemplo as Fusions Spells, são usadas somente como fórmulas, por exemplo, pra se fazer Tower Inferno são necessárias três magias de: água, terra e fogo. Exatamente nessa ordem e nisso você mesmo que pode montar, enquanto no PSP já é usado o sistema do Eternal Punishment de otimização, no qual a Fusion Spell além da fórmula, pode ser escolhida de forma que automaticamente será selecionada a melhor magia de cada personagem. Desde que os personas envolvidos tenham a magia disponível, claro. E todos podem usar mais de um persona, mas isso seria gameplay do jogo, em história é como se cada um somente usasse um.

Além de tudo, cada persona tem rank, e vai de 1 a 8, e demora MUITO pra conseguir isso, sem contar que ele depois disso continua evoluindo com mutações ou ganhando atriutos no status ou magias novas com uso constante de fusion spells.

Outra coisa legal disponível é o fato de que se pode escolher o sistema de ordem de cada ataque além de poder escolher como será o decorrer da batalha, em um dos modos, o turno acaba e volta sua chance de trocar cada ação e o outro vai repetindo todas as suas útlimas ações de modo que depois do primeiro turno começa a priorizar a velocidade de cada um no combate.

Agora se tratando de roteiro. Que por sinal é impecável. Trata-se de algo no meu ponto de vista genial.


Somente pra começar, apesar de não parecer, se trata do mesmo universo do Persona 1, lançado originalmente também pra PlayStation (a versão americana tinha alterações na história), e pouco tempo atrás lançado um remake pra PSP com a história original em inglês, mesmo que nem tudo indique isso. Algumas coisas são tão diferentes que realmente não parece, mas o que prova isso são determinados locais e personagens do primeiro jogo, também presentes no segundo da série. Mesmo que como coadjuvantes.

O roteiro no início ao fim é brilhante, surpreendente e empolgante. É muito difiícil explicar o roteiro desse jogo sem dar spoiler, mas vou me esforçar.

Começando pelo simples fato da versão americana oficial no PSP ser suavizada, afinal de contas, a japonesa é sempre de uma forma ou de outra alterada.

A sorte é que não é nada que estrague a história, nem sequer incomoda, mas é foda sentir uma alteração na obra original, mas vamos ao que importa...

A realidade do jogo presente se encontra abalada, de forma que todas as coisas que muita gente acredita se torna realidade, tudo mesmo, até as mais bizarras e com isso vários eventos são citados, até que um deles acontece no colégio do personagem principal, Tatsuya Suou.


Porém pouco antes disso, por motivos de história, eles vão parar no Inconsciente Coletivo, onde Philemon garante a eles o uso de personas e explica que persona é nada além da materialização da personalidade de cada um. Lembrando que o próprio Philemon é o persona da humanidade, dos aspectos positivos dela. Enquanto Nyarlathotep, vilão-mor do jogo é exatamente o oposto.

Com objetivo de resolver tudo, Tatsuya, Lisa, Eikichi, Maya e Yukino se posicionam pra resolver o problema em questão. E o motivo de ser difícil sem dar spoiler é que cada evento concluído te da uma pista ou indicação do próximo, de forma que tudo se conecta até no final do jogo.

E como eu disse, Jun é o último a entrar no grupo, fazendo Yukino (que também é do Persona 1) sair de forma definitiva, porém eu disse isso a respeito do fato dele ser assimilado ao homossexualismo pelo fato de ser andrógeno.


Na verdade todos os personagens são extremamente profundos, Jun por exemplo é do tipo delicado, que não age de forma agressiva nem sequer com palavras, e é mostrado no jogo claramente como ele chega a sofrer por isso, Eikichi era um cara gordo que namorava uma das garotas mais lindas do colégio, porém ela de tanto ser humilhada por isso o abandona, o que o motiva a mudar e se tornar até mesmo narcisista. Lisa é uma garota japonesa, porém de pais americanos e é se sente péssima por não saber sequer uma palavra em inglês, mas isso é o menor dos problemas delas (quando jogar irão entender), Yukino aparentemente é bem resolvida mas também passa por um tremendo perrengue.

Maya é a repórter maluca (muito, mas muito mesmo...) que está sempre pensando positivo porém tem seus problemas e seus traumas e nem sempre consegue esconde-los. E Tatsuya é o típico personagem principal de RPG que não fala muito, mas pelo menos ele ainda tem motivo pra isso, e o próprio jogo mostra pessoas irritadas com ele por serem ignoradas.


Mas apesar de tudo isso que eu falei, é só uma gota perto do oceano que eles são em profundidade psicológica.

Parte da graça de Persona em geral é o roteiro, apesar de que no 3 e 4 a Atlus falou claramente que queria dar uma suavizada trocando por exemplo demônios por shadows. E também colocando o fator de vida social, coisa nem de longe presente nesse jogo da série. Porém certas coisas nunca mudam, como a profundidade que já disse, os temas normalmente apocalípticos e Igor, o cara narigudo que sempre está nos esperando na Velvet Room.

Apesar de ter me focado nesse jogo, até por que ele é o tema da postagem, evitei o máximo de comparações possíveis com Eternal Punishment, até por que ele é o tema da minha próxima postagem, e somente lá irei abrangir essa parte.


Mas como já falei, o gráfico não é grande coisa, o roteiro e a jogabilidade são incríveis, mas confesso que na primeira vez que joguei não gostei, eu realmente precisei entender do que se tratava pra gostar, adaptar e acostumar. De fato é meio estranho se você leitor comparar ele com qualquer outro jogo de RPG tradicional.

Um fator importante, é a trilha sonora, Shoji Meguro faz trilhas sonoras tão brilhantes quanto seus roteiros em jogos, são músicas lindas, incríveis e cativantes e a versão remake do PSP ainda te permite escolher entre a original e a refeita. Ambas execepcionais.

Porém, já disse e vou reafirmar, o roteiro é empolgante demais desde que o acompanhe fielmente, e mesmo com a dificuldade alta do jogo, ainda fica super divertido pelo simples fator "O que vai acontecer agora ?" - e é tudo tão surpreendente, que fica ainda mais foda e motivador.

Verdade seja dita. Se quiser RPG com gráfico bom no PS1 vai ter que jogar Chrono Cross, Legend Of Dragoon ou Final Fantasy IX, mas se quiser um roteiro impressionante, Persona em geral é uma série recomendada, com excessão do primeiro pra PS1 que os americanos fizeram o favor de estragar a história. Mas ainda bem que a Atlus viu o erro e fez remake dele no PSP, mas isso é história pra outro dia.

Falando em PSP, esse remake possui um modo bônus, um docinho na boca dos fãs que esperaram tanto, que é o Theater Mode, que são várias histórias paralelas,no qual uma delas se passa no St. Hermelin High School, colégio onde Yukino se formou, e é uma história que gira mais em torno da Maya, e isso é uma motivação e tanto. Não faz parte do roteiro original e pode ser acessado em qualquer parte do jogo. Porém, quando você pensa em histórias bônus a impressão que passa é ruim, mas pelo contrário, essas são boas, simples mas muito boas e são coesas com o universo do jogo mas como já falei, longe da trama original.

Ou seja, não faltam motivos pra se encarar um jogo desses. Certo ?

E pra terminar a postagem, vou deixar a foto do meu personagem favorito.


Enjoy!