13 de julho de 2012

Virtua Fighter 5 - Final Showdown

 
Eis que estou de volta novamente, fazendo um retorno.

Sim, foi redundante, mas é nada além de sinal de estresse que essa merda vem me causado...

Enfim, agora começando a postagem de forma decente.

Eu resolvi postar sobre um jogo bem diferente do meu próprio padrão de jogos de luta.
 
Eu basicamente amo e prefiro jogos de luta em 2D como Street Fighter, Guilty Gear e The King Of Fighters do que jogos 3D no modo geral, mas eu não desgosto deles, é apenas uma preferência.


Na verdade, dificilmente eles me prendem, por que sei lá, falta alguma coisa, mas alguns em compensação, me prenderam até demais, e hoje irei retratar sobre um desses.

Trata-se do maior jogo de luta da produtora do ouriço azul, a Sega.

Na verdade, os jogos da franquia fizeram sucesso mas nada absurdo como muitas outras franquias, e eu tive acesso a poucos deles na verdade, porém o único que joguei antes desse foi o 4, e confesso que não é grande coisa. É um bom jogo, mas seco demais, parece que falta algo a todo instante do jogo.

E isso muda totalmente no quinto jogo da série.

Apesar de que irei retratar somente a terceira versão do quinto jogo.


Pois a primeira intitulada Virtua Fighter 5 lançada primeiramente nos arcades e depois pra PlayStation 3, já com 18 personagens e dois novatos que são Eileen e El Blaze, e a chefe Dural, que é só um boneco 3D com golpes da Vanessa, se você considerar isso uma coisa nova, ok, serão três.

Porém, a versão do PlayStation 3 foi lançada digamos que cedo demais, e com isso acabou não recebendo patch de partidas online. Coisa que a versão do Xbox 360 recebeu, no seu lançamento seis meses mais tarde.

Depois a Sega atualizou o jogo, somente nas versões de arcade e com isso foi chamado de Virtua Fighter 5 R, que tinha como diferenças os cenários, nova trilha sonora, retorno de Taka Arashi, e estréia de Jean Kujo.

Logo depois, em 2010, a Sega atualizou novamente as versões de arcade com o título de Virtua Fighter 5 Final Showdown, dessa vez totalmente revisada com outra trilha sonora, e lançadas para consoles igualmente em 5 de Junho de 2012.


Agora se tratando de roteiro. Virtua Fighter tem a mesma profundidade porca de Street Fighter, porém ainda pior.

Sério. Muito pior.

Trata-se de uma organização chamada J6 (Judgement 6) tentando dominar o mundo através de uma andróide chamada de Dural. Que nada nada, foi feito com os dados de Vanessa Lewis, personagem que foi sequestratada em qualquer momento do quarto jogo da série, e ela conseguiu escapar mas não antes de ter todos os dados registrados em Dural, que na história do jogo se chama V-Dural.

O que mais me intriga, é que dentro do jogo, ESSA HISTÓRIA NÃO É CONTADA. E sim está tudo no manual do jogo.

Sinceramente, poucos jogos de luta tem história decente o bastante pra se montar um Story Mode, e eu gosto muito de usar Blazblue e Guilty Gear como exemplo. Mas poxa vida, o que custava colocar um final que desse pra entender a ideia de cada personagem no Arcade mesmo ?


TÃO DIFÍCIL ASSIM SEGA ? SÉRIO MESMO ?

Poxa, criar um prólogo simples, e com um final mesmo que em falas ou escrito na tela o que aconteceu e o porque de cada personagem lutar, seus sonhos, objetivos, vinganças e ideais.

Street Fighter Alpha 3 tem uma história simples e bem bacana, poderia criar algo desse nível, não seria complicado. Jogo de luta normalmente é bem falho em roteiro mesmo, então a base de tudo, ou seja simplicidade, seria mais que o necessário pra satisfazer.

Mas eu perdoo a Sega, mas só por um motivo.

O jogo tem um capricho absurdo no restante.


Se tratando do Final Showdown, claro. Eu joguei muito pouco a primeira versão do quinto jogo, e foi na casa de conhecidos, então acesso é o que eu menos tive em relação à esse jogo, e a segunda versão que somente ficou nos arcades, não tive acesso algum, afinal de contas, meu PC é lixo pra jogo moderno demais e na minha cidade não tem mais fliperamas. O que é uma coisa que eu lamento até hoje...

Mas saindo do meu triste desabafo sobre arcades e voltando ao capricho do jogo, realmente é notável o capricho da Sega em relação à versão definitiva para consoles.

Primeiro de tudo, o jogo possui sete trilhas sonoras.

SIM, SETE OST's. NÃO TEM DESCULPA DAS MÚSICAS ENCHEREM O SACO.


Mas falando delas, basicamente é a trilha sonora dos 4 primeiros jogos, refeitas de forma à se lembrar as originais porém sem perder a identidade delas. E uma ou outra música incluída para os personagens que não estiverem dentro do contexto dessas músicas, por que nem todos os personagens do jogo estiveram em todos os jogos, então foi feito de forma a adaptar para cada situação de forma muito bem calculada.

E as outras 3 são das três versões do quinto jogo. Diga-se de passagem que a primeira versão tem músicas muito comuns e nada marcantes, assim como as outras 4 já citadas acima. Porém as OST's do Virtua Fighter 5 R e do Final Showdown são excelentes.

Em especial do Final Showdown que transmite um clima de batalha muito foda. Poucas músicas de jogos de luta te passam tanto clima de combate como essas.


Agora a jogabilidade é simples como sempre, e ao mesmo tempo muito complexa. Parece paradoxo, eu sei, mas vou explicar.

Primeiro de tudo, o jogo consiste em 3 botões basicamente.

Grab, que defende mas também bate se usado em combos, Punch, e Kick.

E a mecânica é bem simples, o Tutorial se encarregará de ensinar tudo que precisa, e ainda tem as Licenças que ensina as coisas mais estratégicas do jogo.


Todos os personagens funcionam de forma diferente e balanceada de forma que torna o jogo super dinâmico e com um fator replay enorme, sem contar que são golpes realistas, além da imensa variedade de combos, golpes e arremessos.

Isso faz com que mesmo a quantia pequena de míseros 20 personagens seja algo super divertido. Dá pra se brincar horas e horas com todos os personagens e dificilmente você verá todos os seus possíveis combos e movimentos.

Eis aqui todos os personagens presentes no jogo e suas respectivas artes marciais:

Akira Yuki - Bajiquan (Hakkyoku-ken)


Kage Maru - Hagakure-ryu Ju-Jutsu


Sarah Bryant - Artes Marciais Mistas


Shun Di - Zui Quan (Drunken Fist conhecido como Punho Bêbado)


Goh Hinogami - Judô


Lau Chan - Koen-ken


Pai Chan - Ensei-Ken (Mizongquan)


Lei Fei - Shaolin Kung Fu


Brad Burns - Kickboxing

 
Wolf Hawkfield - Pro-Wrestling

Jacky Bryant - Jeet Kune Do


Aoi Umenokouji - Aikijutsu


Jeffry McWild - Pankration

 


Lion Rafale - Mantis Kung Fu


 
Vanessa Lewis - Vale-Tudo



El Blaze - Lucha Libre




Eileen - Monkey Kung Fu



 
Jean Kujo - Karate


Taka Arashi - Sumô


Dural - Combinação de artes marciais



E a respeito da dificuldade do jogo, ela é divertida, não é fácil demais e nem estressante demais, ajuda muito esse equilíbrio pois aumenta o fator replay de forma que zera-lo com personagens diferentes sempre será divertido. Mesmo sem roteiro algum.

Isso sem contar o modo online, que funciona muito bem, mas tão bem, que até a minha precária internet foi boa o bastante pra segurar várias partidas online com pouquíssimos slowdowns ou nenhum.

Arcade Stick do jogo. Muito foda. Queria um :(

E assim essa é a atualização definitiva do quinto jogo da série, apesar de manter um padrão com falta de história e todo o possível roteiro preso em manuais (ainda não me conformo com isso), excelentes músicas e um gameplay viciante, junto de cenários lindos e movimentações impecáveis dos personagens.

O único problema dessa versão é que só foi lançada como conteúdo de download, ou seja, terá que pagar na PSN ou na Xbox Live para te-lo. Apesar de mais barato que um jogo comum seria, é sempre melhor ter o disco físico para ver a arte da capa, encarte e tudo mais. Mas nesse caso é melhor em download mesmo por se tratar de um jogo bem antigo que somente recebe atualizações.

Quem me dera se a Capcom fosse assim. Mas sonhar não custa nada.


Enjoy

5 comentários:

João Carlos disse...

Virtua Fighter foi uma série que pude acompanhar desde o primeiro jogo, quando eu vi pela primeira num Arcade e falei: Ponte que partiu que jogo feio!! Mas a Sega não parou quieta e foi implementando o jogo e a cada versão nova ele ia ficando mais realista e bem feito.

Uma das grandes vantagens da Sega em relação às concorrentes na época era suas placas de Arcade muito à frente do seu tempo, tanto que é Virtua Fighter 4 era feito na Model 3, mesma placa usava inicialmente no Virtua Fighter 5 que sofreu adaptações pra sair no PlayStation 3, quem diria nos consoles da época.

Mas como nem todo jogo de luta são flores, a história peca e a jogabilidade precisa de MUITO treino e decorar sequencias pra se dar bem, então isso acaba afastando mesmo a galera do jogo.

Bom post.

Sheyla disse...

Eu vou pegar esse jogo na PSN.
Não ligo para história de games de luta mesmo. Só vale a jogabilidade, pra jogar multiplayer e online (depois de muita prática XD).

Juninho! disse...

Mas um story mode é um recurso a mais pra prender o jogador no personagem que ele gostar, e passando a história você já automaticamente vai treinando com ele. Até por que geralmente story mode não foca em dificuldade e sim em desenrolar a parada, então acaba sendo uma espécie de treino pra modos como Arcade e Versus.

Por isso é triste ver um jogo bom desses sem história =/

Sonic Tales disse...

Fiquei revoltado que deixaram minha negra favorita dos jogos branca nesse jogo... vanessinha... e ainda deixaram ela menos gostosa =p

Anônimo disse...

Primeiro jogo de luta que me entusiasmou no PS3! JOGAÇO!