24 de junho de 2012

Megaman X7


A demora ocorreu, mas aqui estou. Dessa vez numa causa não muito nobre.

Keep calm and read this post.

Mas enfim, depois de 3 jogos nos 16 bits, e mais 3 nos 32, era hora do Megaman dar um pulo pra nova geração, que no caso já era de 128 bits...

Capcom por algum motivo, nos seus maiores surtos, resolveu inovar o gameplay da famosa franquia pra adaptar os gráficos de três dimensões agora disponíveis de forma mais bonita e dinâmica por causa dos recursos dos videogames da geração.


Coisa que eu sinceramente não esperava, afinal de contas a Capcom não costuma mudar muita coisa, principalmente se tratando de Megaman, eu deixei e postei em todos os seis primeiros jogos as poucas diferenças que eles ganharam, e foi realmente mínima, pra não mudar muito o "padrão" do jogo e a relação dos fãs com esse padrão.

Isso funcionou por anos, porém, como eu disse, nos seus maiores surtos, Capcom mudou o padrão em absolutamente tudo.

Levando em conta que tudo nesse jogo é ruim, fica muito difícil saber por onde começar.

Mas eu vou tentar, acho que o roteiro nojento já é um bom começo.

Axl, o novo personagem da série, que interage com X e Zero, agora gerando um trio, simplesmente é um novo modelo que é capaz de clonar com exatidão seus inimigos em absolutamente todos os aspectos. Ele fazia parte de um grupo chamado Red Alert, que usava ele por causa de sua capacidade até então nova.

Esse grupo que por algum motivo, caçava Marvericks. Claro, os Maverick Hunters não tem mais tanta atividade desde que X parou de lutar...

Pera, sério isso ? X parou de lutar...


Mas continuando a linha de pensamento, Axl por discordar de algumas das últimas ações dos Red Alert, simplesmente pulou fora e se aliou aos Marverick Hunters.

Mas ok, tudo certo.

MAS X PAROU DE LUTAR.

Sério, na moral, a Capcom além de tudo conseguiu estragar um personagem super carismático feito o X, eu realmente quando vi isso pensei algo como "O que vão fazer com o Zero ?..."

E quando você pensa que o roteiro pode gerar algo bom...

Mas só pensa, claro. O roteiro base fica por conta de uma disputa entre Marverick Hunters e Red Alert pra ver quem fica com Axl.

Ai ai, vamos pro gameplay, por que o roteiro já deu vontade de vomitar em longa distância.


O gameplay...

Difícil achar uma palavra que transcreva exatamente o nível da tosqueira desse gameplay.

Acho que horrendo funciona. Então vamos reformular a frase...

O GAMEPLAY É HORRENDO.

Sinceramente, esse lance de cenários com câmeras 2D e DO NADA trocar pro 3D e a jogabilidade pode mudar de acordo com isso.

Afinal de contas com X e Axl (sim, se joga com X, depois de salvar certo número de reploids, e a desculpa é completamente idiota, e como se fosse jogar com X fosse algo super apelativo, claro...) você precisa MIRAR pra atirar no cenário 3D.

Isso é uma batalha de chefe. Parece animador ?

De novo, vamo pensar. Jogar Megaman sempre foi legal, por atirar nos inimigos de forma simples e prática.

E DO NADA EU PRECISO SEGURAR UM BOTÃO DE MIRA PRA ATIRAR NA PORRA DO INIMIGO.

BOA CAPCOM, JAMAIS ESQUECEREI ESSE TRAUMA.

Mas não somente os dois atiradores foram estragados, Zero também foi na hora de jogar.

Ele usa uma espada, correto ? E agora imagina o cenário em 3D e jogando com um personagem de costas, JOGANDO COM UM CARA QUE USA ESPADA.

Sinceramente, jogar com Zero nunca deu tanto trabalho, e nunca foi TÃO CHATO jogar com ele...

Tanto em 2D como 3D, são duas jogabilidades ruins, uma ruim de controlar, e a outra é lenta demais. Ou seja, se Megaman se segurou por anos com gameplay, pela primeira vez em tempos, eles realmente não atingiram o objetivo...


E quando pensam que só o gameplay é ruim. Não, claro que não.

Cenários horríveis, chefes horrendos que lembram a série clássica (eca), músicas altamente cansativas (e olha que a OST de Megaman X sempre foi muito boa), e dublagem simplesmente monstruosa. Japonesa é minimamente melhor, mas a americana sabe dar desgosto.

Me pergunto quando verei novamente um jogo onde dublagens japonesa e americanas são boas, vide Persona 3.

Vale mencionar, que os chefes do X5 e X6 eram mais maduros, tinham objetivos e eram mais sérios, os chefes desse jogo são completamente retardados, com direito a um deles falando:

"Eu sinto dor, está doendo, se eu matar você a dor vai passar."

...

...

...

Um minuto de silêncio pra um reploid com síndrome de down.

E me decepciona muito ver uma OST de Megaman tão ruim, por que eu sempre baixo e fico ouvindo todas as outras, com exceção do X7 mesmo. Único onde você escuta as músicas e não sente aquela coisa das músicas da série X, todas tem suas características marcantes, músicas que só de ouvir já da pra pensar "nossa, é música de Megaman X".

Se você odiava as fases de Ride Chaser. Vai odiar ainda mais essa...

As do X7 são genéricas ou ruins, depende da música.

Com isso em mente, vemos o único da série X onde tudo foi por água abaixo... tudo mesmo.

Eu tentei jogar pela curiosidade, fui até as últimas fases, mas depois que perdi meu save, não tive mais coragem de ir adiante, eu mal vi o final no YouTube e é muito pior do que se pensa ou parecia que ia ser.

E olha que eu zerei todos os outros da série X muito mais de 10 vezes ein...

Antes de finalizar, só queria pedir desculpa pelos atrasos, problemas e falta de tempo afetaram o blog. Mas eu não pretendo esquecer de finalizar o especial Megaman X.

Afinal de contas, o último é de longe um dos meus favoritos também, pois X8 deu um novo ar pra série. E pretendo deixar bem claro isso na próxima e última postagem do especial Megaman X.

1 de junho de 2012

Megaman X6


E novamente aqui estou eu falando dessa vez do sexto episódio da franquia Megaman X.

Mas vale lembrar que pra mim Megaman X6 não é somente o o sexto jogo como O MELHOR jogo da série e MELHOR jogo de plataforma e aventura já produzido em todos os tempos.

Simplesmente foi com base nele que eu tive interesse de postar de todos os outros. Afinal de contas deu pra sacar bem na cara que Megaman X é algo que eu gosto demais, e eu não via motivos pra postar sobre todos levando em conta meu gosto pela série.


Pois bem.

Novamente spoilers serão contados, mas fica tranquilo, não vai atrapalhar em nada, e você leitor logo vai sacar o motivo.

Primeiramente, a produção de Megaman Zero corria muito bem e Keiji Inafune estava lá brincando de produzir o jogo quando de repente foi anunciado Megaman X6 pro PlayStation e PC.


E simplesmente não chamaram Keiji, afinal de contas ele estava lá produzindo a nova série do Megaman Zero que seria para o portátil GameBoy Advance.

Eu sinceramente não sei qual é a lógica pra isso, e muito menos o que levou a Capcom a isso. Mas pra ser sincero, muita gente desconfiava do resultado, afinal de contas, foram anos com o mesmo produtor e de repente ele não faria um jogo da série.

"Minha nossa, vai ser uma bosta".

Aposto que assim muitos pensaram.

Mas basicamente, primeiro de tudo, vamos por partes.

A equipe toda mudou, vale lembrar que a equipe já tinha mudado do X4 pro X5 e nisso deu um resultado imensamente positivo, afinal de contas, o Megaman X5 foi super bem recepcionado por diversos motivos, a trilha sonora do X5 foi criada de forma que é mais carismática e a dificuldade do jogo ter sido reduzida no Normal atraiu maior número de jogadores casuais, e nisso foi sucesso total.


E ainda pros fãs de jogo hardcore não tinha desculpa, como eu já falei na postagem anterior, o Xpert chega a dar nos nervos...

Entretanto, acredito que mais impulsionou foi a novidade dos upgrades além da armadura, porém, tinham 16 e só eram possíveis pegar 8 em cada jogo terminado, o que provavelmente desagradou alguns fãs como eu, sendo que a ideia era justamente aumentar a vida útil pra pessoa jogar e zerar de novo e de novo e de novo...

Mas por exemplo, eu gosto da idéia, mas não gosto do fato de ter que fazer dois jogos pra ver todos. E provavelmente com reclamações desse tipo a Capcom deu novamente uma inovada.

Dessa vez, além do roteiro ter sofrido junto com isso, veio a mecânica, e é nesse aspecto que entra a nova equipe.

Sem Keiji, a Capcom deu um super tiro no escuro, mas aparentemente deu carta branca pra nova equipe. Agora liderada por "Ohkoomi 16". Agora, por que o nome dele tem um número ? Não faço ideia...


E com isso temos o que irei explicar agora..

Primeiro de tudo, a trilha sonora segue o modelo do X5, fases com Ride Chaser (as motos) foram removidas, e a dificuldade ajustada.

A dificuldade do Megaman X6 como um todo é muito além dos outros jogos anteriores da série, provavelmente somente X3 e X8 teria tal dificuldade.

E a dificuldade funciona tão legal, por que é nesse ponto que entra o novo sistema de upgrades.

Agora, são 5 upgrades por fase, no total de 40. E claro, salvando reploids. Uma observação interessante é que no X5 todos os reploids são iguais e somente as cores mudam, e aqui todos os reploids são diferentes, cada fase tem seu modelo de reploid, o que deixa o visual mais agradável, menos cansativo e mais original.

Essa nova equipe fez um bom planejamento de jogo, por que além de novidades, colocaram também referências clássicas da série, mas são muitas pra serem ditas, se jogar todos em ordem vai ver aos montes.

E o lance da dificuldade é o seguinte, Megaman X6 não te dá upgrades atoa, nada aqui é de graça.


Mas recursos. Não faltam. Não faltam MESMO!

Ou seja, o jogo já fica ligado no Hard, se você tiver preguiça de procurar tudo. Porém achar tudo é questão de cautela e paciência. Em alguns casos muita paciência...

Por que ?

Os reploids salvos, são perseguidos por uma inimigo de fase, que normalmente coloca o DNA dele neles e já era, o reploid se vira contra você e quer te matar, mesmo causando dano MINÚSCULO, o que mais irrita é saber que ele ta perdido e poderia ser um dos 5 upgrades de cada fase...

Você nunca vai esquecer o tanto que esse bicho vai te atrapalhar.

Por isso, o ideal se perder um reploid é dar Load de novo e tentar ser mais rápido ou cauteloso.

Acredito que seja a maior dificuldade do jogo, por que os chefes, são padrões na série X, mais fáceis que qualquer um da série clássica, porém aqui alguns deles pode te torrar a paciência.

 Agora o roteiro do jogo.

O jogo se inicia 3 semanas após a queda da Eurasia, ou seja, após o término de Megaman X5.

Nesse meio tempo, Gate, cientista descupado no momento achou uma peça do Zero. E como Zero é super mega ultra overpower, já viu né... a partir dela, com DNA dele, começou a usar ela pra seus próprios interesses...

Os eventos são contados da mesma forma que no X5. Porém agora com dublagem somente japonesa.

Vamo combinar que num é grande coisa o começo, mas beleza.

E depois, Izac, líder dos reploids, começa a anunciar uma espécie de desligamento dos reploids com os humanos, e nisso os reploids meio que começam a atacar as áreas onde você deve passar e eliminar os 8 chefes.

Chefes que novamente não necessáriamente são vilões... afinal de contas, a Capcom pensou que é melhor dar um motivo pra eles lutarem. Alguns de fato como sempre querem só ver o circo pegando fogo, outros são leais a Gate e outros simplesmente, foram reconstruídos e se consideram servos do novo vilão a ponto de lutar por ele. Mesmo discordando de suas ideias. Como é o caso de uns dois ou três que enfrentamos.


Vale a pena ler as conversas, e depois de derrotados, Alia, nossa fiél comunicadora, não só demonstra o que pegamos na fase mas também costuma contar origem dos personagens.

Bem legal mesmo, alguns até foram Maverick Hunters e saíram junto com Gate quando ele começou a pesquisa, e certas informaçõe só poderão ser obtidas lá.

E no roteiro, novamente temos três finais.

Dessa vez o jogo só começa com Megaman, Zero poderá ser obtido conforme o seu progresso no jogo. E na verdade o que se deve fazer é derrotar o Nightmare Zero, e depois Zero reaparecerá.

E é bem simples, caso o encontre, ele dirá que "se reconstruiu". E isso de fato afeta o jogo em questões cronológicas e no final da postagem vou abordar isso.

Mas os três finais são, um com X sem encontrar Zero, outro com X encontrando Zero e novamente são dois lixos que não fazem a menor diferença na história e o de Zero sim, faz diferença, por que reconecta o buraco que poderia existir com Megaman Zero, porém ainda com falhas... e também vou explicar no final.


Agora falando de gameplay.

O jogo em si está com gráficos mais bonitos e mais bem animados que o jogo anterior, apesar de que só aprimoraram os sprites, por que ainda são os mesmos, e pra Zero temos um sprite novo, onde o segundo pulo dele é um mortal, nova espada, afinal a antiga está com X e jogamos com ela, e além de tudo toda a movimentação do Zero está melhor, mais bonita e mais haver com ele.

Experimentem ver a diferença do Zero deslizando na parede em Megaman X4 e X5 e depois vejam no X6 a diferença. E depois me falem.

E os comandos do jogo prevalecem o mesmo, com exceção da precisão de Megaman X6. Tá realmente muito melhor de jogar. Essa nova equipe fez muito bem ao jogo do robô azul.

E a dificuldade do jogo como já falei, é só inicialmente, por que uma vez que bem explorado, é tanto recurso que o jogo pode sim ficar MOLEZA.


Falo por experiência...

Com X basta pegar Jumper e Speedster que o jogo fica mole, e com Zero todos os upgrades pessoais dele são da espada, ou seja, dano super absurdo e alcance AINDA MAIOR.

Não tem choro mesmo, só preguiça de quem fala que o jogo é difícil... honestamente.

Agora, um ponto que eu achei positivo, foi a pressa de lançar ele no ocidente. Isso fez com o que o jogo só tivesse tradução e não houvesse dublagem americana. Algo que poderia estragar o jogo como em X4. No X5 não tinha dublagem alguma, e dessa vez tinha, porém japonesa.

E QUE POR SINAL É MILHÕES DE VEZES MELHOR, POR QUE SERÁ QUE NÃO ME SURPREENDE ?


Americanos, sempre tentando estereotipar os personagens com vozes estranhas e grandes vezes cômicas acabam tirando a pouca seriedade que um personagem pode ter, e o pior que eles conseguem fazer isso de forma que você passar a odiar dublagens americanas. Como é o meu caso.

Novamente voltando ao assunto do gameplay, X já começa com a Falcon Armor, porém levemente restaurada, tanto que ela não voa mais, Alia fala no começo do jogo que o saber do Zero está disponível porém a armadura não voa mais. E novas duas estão disponíveis.

Eu sempre gostei das armaduras do X, mas esse jogo me fez ter paixão pelas duas que aparecem .

No X5 eram duas armaduras, a Falcon é bem foda e a Gaea nem tanto mas ainda assim legal.

Mas quer saber, olha o visual dessas duas:

Blade Armor.


Shadow Armor.



Simplesmente apaixonante. Não acham ?

Blade é super legal, é praticamente o mesmo estilo das outras anteriores aplicada de forma diferente, mas a Shadow sim faz diferença, além de ser uma armadura NINJA.

Blade tem acesso a todos os poderes, todos carregam e além de tudo, ela fica parada no ar. Muito útil por sinal, na hora de pegar todos os reploids ela ajuda muito.

MAS A SHADOW É UMA ARMADURA NINJA. QUE DÁ TIRINHOS DE SHURIKENS E GRUDA DE CABEÇA PRA BAIXO NO TETO.

Foda-se as outras armaduras do X. Essa é a mais legal de todas. Shadow pra mim sempre será a melhor e mais legal armadura do X, só jogo pra zerar com ela, e passo tudo com ela desde que a pego. Tudo mesmo.


E pra variar, a armadura negra do Zero e a Ultimate Armor também são disponíveis, com códigos que o próprio jogo te fornece depois que você o termina com o personagem... Com X o código da Ultimate e pro Zero a Black Armor...

Agora, o final do jogo...

Bom, Sigma aparece de novo, pra variar, numa forma meio zumbi e depois enfrentamos o que seria do resto dele no X5 porém pouco mais aprimoradinho.

Apesar de que antes disso, temos que passar as fases do Gate em seu laboratório, enfrenta-lo e ainda ganhar do High Max, um mega robozão feito por ele.

Além da apelação do High Max, de quebra depois a suprema apeção do Gate, numa das batalhas mais chatas de vencer que já vi na série... ae sim vem Sigma.


E como eu já falei, os finais só te ajudam a ter raiva por que o único final que presta é o de Zero.

Antes de concluir a postagem, quero esclarecer o que eu falei acima.

O lance é o seguinte, no final do X5. O corpo dele fica destroçado enquanto X é mandado pra casa pelo Dr. Light. Ou seja, nesse meio tempo poderia o Weil do Megaman Zero ter pegado o corpo do X e construído o Omega com ele, e nisso a mente do Zero ter sido achada e jogada em um novo corpo, assim como em Megaman Zero, o lance dele se "regenerar" ou então ter se reconstruído deixa as coisas meio no vácuo, por que logo ali no final do X6 ele vai repousar e se programa pra acordar em 200 anos, e Megaman Zero é 100 anos depois a série X, e lá o Zero já tinha lutado com X na guerra élfica, ou seja, coisa do prólogo do jogo...

De toda forma, basta procurar saber com detalhes sobre Megaman Zero e vai entender que a série faz sentido sim com final do X6 mas ficaria muitos buracos e com X5 sim, ficaria exatamente perfeito.

Cena da abertura, que conta final do X5, cantada em japonês pelo dublador de X, Showtaro Morikubo.

O que mais me intriga que apesar de Keiji Inafune não ter produzido Megaman X6, ele quem construiu todo o roteiro da série e também desse jogo, ou seja, se ele tava no meio do Megaman Zero quando isso surgiu, por que não colocar algo que no mínimo seria declarado como Spin-off ou então criar um ligamento entre os dois jogos ????

Basicamente, não faz sentido, às vezes é meio irritante isso mas se levar em conta que Megaman em geral nunca teve histórias decentemente marcantes, eram só simples... então acho que uma confusão nem faz diferença, afinal de contas Megaman sempre foi do tipo que vendeu por gameplay e nada além.

Então, nesse aspecto Megaman X6 se mostra com total eficiência, cheio de recursos, comandos precisos e trilha sonora marcante.

A dificuldade pode assustar, mas basta ter paciência e dar uma boa vasculhada nos cenários, os upgrades chegam a deixar o jogo moleza. Então não há motivos pra deixar de jogar por isso.

Se quer jogar Megaman X com dificuldade decente, músicas sensacionais, movimentação perfeita, jogabilidade excelente e recursos de sobra, eis o melhor jogo da série.


Enjoy!

25 de abril de 2012

Megaman X5


E dando sequência a franquia, aqui estou novamente, e postando sobre o quinto jogo da série, que ganhou um novo banho de refinamentos e etc.

Mas calma Juninho, vamos por partes. Ok ?

Primeiro de tudo, vamos ao roteiro, que por sinal é bem legal.

Tudo começou tempos após os eventos de Megaman X4. Uma nova equipe foi juntada com intuito de deter os Mavericks e de fato agora temos algo que era pra ser a antiga Repliforce, porém de forma menos militar, algo muito mais organizado e com setores de destribuição de cargos e com isso temos novos personagens como Alia, Signas, Douglas e Lifesaver.


Alia é a comunicadora dos jogadores, X e Zero. Signas é o comandando que monta as estratégias e direciona os lugares nos quais você deve ir, no caso as fases, Lifesaver é como se fosse o que te recupera de uma missão pra outra, e com o roteiro explicado vai fazer sentido, e Douglas é o que monta os upgrades da sua armadura.

Agora direcionando ao roteiro base do jogo.

Simples, depois de todos esses eventos e do novo grupo formado, Sigma depois de breves férias, volta com tudo pra destroçar a galera.

Nunca se sabe quem reconstrói Sigma, mas já foi dito que ele é um vírus, basta ele infectar algum robô pra construir um novo pra ele e tudo resolvido. Megaman X2 sendo útil pra algo, tá vendo ?

Enfim, como já falei aqui no blog e se o leitor jogou X4, deve saber que Sigma foi infectado por Zero tempos atrás num combate alucinante em anime. Entretanto, Sigma descobriu que Zero fora feito originalmente pra ser um matador, o reploid assassino perfeito, e pretendo despertar o poder total de Zero, de forma que ele possa ter seu poder total e ainda por cima destrua X no processo.


Na fase inicial, como chefe inicial já vem Sigma Head, uma forma de Sigma, que basicamente atraiu os personagens pra lá, e quando destruído espalha o Sigma Virus pelo planeta inteiro infectando reploids e humanos.

Mas como um vírus de computador infecta humanos, não me pergunte. Ok ?

Enfim, e com isso o jogo é desenrolado, de forma que tudo não passa do Zero Vírus, e o jogo desenrola até o final.

Vale lembrar, que o jogo era pra ser cronologicamente o fechamento da série "Megaman X" .

Tanto que são 3 finais, porém, como sempre, dois do X e um de Zero. E os dois do X não fazem a MENOR DIFERENÇA pro roteiro base, DE NOVO. Né Dona Capcom ?

Signas, novo líder dos Maverick Hunters.

Mas o final do Zero sim, fecha a série, encerraria tudo de forma que encaixaria perfeitamente com o ínicio de Megaman Zero, série feita exclusivamente pro Game Boy Advance (e que pretendo um dia falar a respeito, um dia...).

Agora com o roteiro já mastigado, os detalhes vocês terão de jogar pra conhecer, pois são três arcos de história, dois deles onde X e Zero enfrentam Sigma, um com X e outro com Zero e um terceiro que é basicamente onde Zero fica de fato possuído pelo Zero Vírus e terá de ir com X até o final gerando um novo final. Muito ruim por sinal.



É que em determinado ponto do jogo Zero pode ficar infectado ou não, e o que mais incomoda é o fato de ser aleatório. Mas fique tranquilo, o jogo sempre salva antes das cenas de história, se ao acaso der errado, basta resetar o jogo e dar load de novo. Muito provável que mude, mas se der errado basta insistir.


Agora vamos ao gameplay. Que novamente foi refinado.

Basicamente, temos tudo que tínhamos nos jogos anteriores, entretanto muita coisa foi adicionada.

Primeiro de tudo, pelos novos sprites, que de tão bons foram só melhor animados no Megaman X6, mas esse do X5 é realmente bonito, e agora o jogo tem mais cores, muito mais.

O visual ambiente dos cenários chega a impressionar em detalhes, e as músicas dos cenários então, nem se fala.


Mas sinceramente, Megaman X5 tem uma das melhores OST's que já ouvi, realmente MUITO FODA. Não recordo de nenhuma música ruim no jogo, todas são cativantes e condizentes com os cenários em questão.

E sem contar na abertura, que em japonês era uma música pululante e chata e na versão americana tem uma música dramática em remix com o tema do Zero. Simplesmente impecável, e quem diria que americanos conseguiriam salvar alguma coisa.

E as de cenários são tão incríveis que eu quando joguei a primeira vez memorizei algumas de forma que até hoje lembro delas com detalhes, depois de baixar as OST's eu simplesmente tenho acesso a elas mas já me lembrava de quase todas mentalmente.


Sem contar o trance da Zero Final Stage 2, que é muito foda.

E se tratando de OST de Megaman é sinal de capricho máximo, as fases iniciais de X e Zero tem músicas diferentes assim como no jogo anterior. E a sonoplastia do jogo, dos chefes e dos mavericks espalhados na fase tá mais fluída e áudio mais limpo também.

E o esquema de chefes é o mesmo de sempre, podendo escolher e como eu disse, é como se Signas determinasse a melhor fase pra você ir.

Mas além de tudo novos detalhes foram adicionaos.

Bom, antes de tudo, Dynamo foi pago por Sigma pra direcionar a colônia espacial Eurásia pra Terra, e com isso tem que ser impedido, e o jogo te dá 16 horas pra fazer isso, cada fase passada é 1 hora perdida (até mesmo o próprio Dynamo vai te infernizar com isso algumas vezes), e se sair dela sem derrotar o chefe a contagem continua. E como tudo passa muito corrido é como se você voltasse com seu reploid escolhido estourado e o Lifesaver te desse os primeiros socorros.

Dynamo, competência e covardia.

Vale ressaltar que em Megaman X5, os chefes não são vilões.

Isso ae Capcom, maniqueísmo é o caralho.

Na verdade, os chefes tem as peças que ajudaram a montar o foguete e a arma espacial Enigma, porém nem todos estão dispostos a entregar sem luta e outros nem sequer se importam, e simplesmente acreditam que X e Zero estão infectados ou alguns sabem de suas infecções e preferem morrer em combate. Os diálogos com os chefes agora são longos e eles possuem personalidade.

Coisa que no X4 era "eu vou te matar" e "prepare-se para morrer"  aqui foram completamente eliminados, aqui chefes tem honra, respeito, medo e até mesmo insanidade. Todos são diferentes até nesse aspecto.

E como eu já disse acima, o desempenho das armas coletadas é aleatório e isso é realmente uma merda. Deveriam haver um sistema que determinasse mesmo em roteiro ao invés de um simples random.


E além de tudo, as falas são diferentes pra X e Zero, com X os robôs ou o veem como um bobo manipulado ou então o tratam em tom de igualdade, com Zero as coisas são bem diferentes, todos temem a Zero. E isso é muito bom senso, pena que o bom senso deles acaba ao enfrenta-lo.

E outro fator que deixa o jogo bem legal, e acho que é o mais legal na verdade. É a possibilidade de dar upgrades nos personagens. E funciona de forma meio estranha. Mas funciona.

Basicamente ao vencer o chefe, e pegar parte da nave ou da arma, se tem a opção de pegar "weapon + life" ou "weapon + energy", a primeira opção aumenta a barra de energia exatamente como um coração e a segunda aumenta a barra de energia das armas em geral.

Lifesaver e Douglas.

Porém, a escolha de cada uma gera itens de upgrade, como por exemplo contra The Skiver, se escolher a primeira, terá Jumper que permite pulos com dobro da altura e se escolher a segunda terá Speedster que faz o personagem andar com o dobro da velocidade.

Mas são somente 16 upgrades de forma que existem os que podem ser usados por X e Zero e outros exclusivos como o tiro automático carregado ou fortificado pra X e os upgrades da espada de Zero como apagar tiros, ou dobrar dano e extensor para a lâmina. E cada armadura de X e Zero tem seus slots disponíveis para deixar tudo mais equilibrado.


Mas novamente temos uma falha nesse requisito, afinal de contas, se escolher uma opção NÃO HÁ MEIOS de se pegar o outro que poderia ser pegado na mesma fase, acho que sei lá, no nível de dificuldade maior ou num new game + poderia bem ser possível, na intenção de aumentar a vida útil do jogo, que apesar de tudo já é maior que dos anteriores pelo sistema novo de upgrades e busca da armadura.

Armadura que por sinal, agora X já começa com a do jogo anterior, a Fourth Armor (no Japão conhecida como Nova Armor), e por razões de segurança, Dr Light separou suas cápsulas e só se pode usar a armadura depois de todas as 4 partes coletadas, porém são duas armaduras e isso também aumenta a vida útil do jogo. O velhinho ainda fala que é Alia que receberá os dados, de forma a passar pra Douglas, que por sinal além de montar as armaduras também equipa os upgrades na galera.

E são DUAS ARMADURAS NOVAS.

Sério, quando me falaram isso eu fiquei doido pra jogar, e quando eu peguei as duas então, quase infartei de felicidade.

Falcon Armor e Gaea Armor

Uma armadura pesadona e feita para combates de longa durabilidade contra chefes de sangue gigantes e que anda em espinhos, com nome de Gaea Armor e a Falcon Armor que é praticamente a mesma coisa da Fourth, porém não carrega os poderes de chefes, podendo somente utiliza-los de forma simplória, entretanto, ELA VOA, E muito. Além de um Giga Attack novo, que tem bom dano mas é necessário boa dose de sorte pra usa-lo.

E vale lembrar que tudo indica pelo roteiro do jogo que Dr Light deixou nas cápsulas um sistema de inteligência artificial, por que antes ele falava e o personagem pegava, e agora eles conversam com o Light, o que no caso seria uma projeção dele de forma que há comunicação. Tal comunicação gera o seguinte diálogo:


Light: "Desculpe Zero, mas essa armadura foi feita somente para X, eu o projetei mas eu não conheço suas programações para criar upgrades pra você"

E Zero sutilmente responde: "E quem falou que eu preciso de upgrades ?"

...

...

...

Antes da conclusão da postagem, vale citar que o jogo antes utilizou animes em seus seguimentos de roteiro, principalmente em Megaman X4, e provavelmente devido ao traço horroroso, cortaram e agora somente utilizam imagens (muito bem desenhadas por sinal) ilustrando a situação de forma detalhada e com as falas abaixo. 

Sigma, novamente muito legal

E lembrar daquelas vozes horríveis é algo tramático, ver Zero gritando no X4 "What I'm fighting for ?" é simplesmente HORRENDO.

Como eu falei na postagem anterior, a dublagem americana dos personagens durante o jogo é simplesmente horrenda, e a Capcom manteve a original japonesa mesmo no jogo traduzido pro inglês.

Ao menos ela em Megaman X não errou duas vezes... se ela errou ou desagradou algo, ela cortou ou mudou pra melhor, e isso também acontece no jogo que veio depois desse, mas isso é assunto pra depois.


Entretanto, a baixa dificuldade do jogo é algo que pode desanimar jogadores hardcore ou acostumados com jogos antigos, mas acho que a possibilidade dos recursos, upgrades e pela primeira vez poder abaixar num jogo da série deixam a parada muito interessante. Sinceramente, vale muito a pena conferir. Jogar e ver os 3 finais. Apesar que somente o do Zero vale a pena...

Mas agora não tem desculpa, afinal de contas o jogo tem as dificuldade "Normal" e "Xpert" e acreditem, jogar no Xpert pode ser tão desafiador quanto os antigos. Eu particularmente zerei nos dois modos e gostei mais do Xpert mesmo, pois a facilidade do Normal dá sono às vezes.

Uma observação interessante na dificuldade do jogo, é o fato que apesar de baixa ela foi feita pra todos os tipos de jogadores, e por que eu estou falando isso ?

Além do Normal e Xpert, as fases funcionam com um sistema de rank, mas vou explicar, todo chefe tem um "level" abaixo da barra de energia, e quanto mais alto seu rank, maior será a dificuldade do rank, porém, se o jogador tiver um rank mediano, vai enfrenta-lo de forma normal e se tiver um rank ruim, o chefe terá a dificuldade diminuída. Porém, a quantidade de energia dos chefes pode variar conforme as horas passam para a colisão da Eurásia, a explicação eu acredito que seja por conta de cada vez mais o Zero Virus infecta-los. Mas isso é uma teoria.

Por isso que eu disse, até os mais novatos vão poder se divertir de forma que não será estressante.



Além das referências aos jogos antigos, tem também a possibilidade de jogar com as armaduras Ultimate Armor do X e Black Armor do Zero, porém dessa vez sem macetes, basta acha-las em uma das fases finais. E isso tira anida mais o desafio... mas mesmo assim é bom saber que pegou uma coisa roubada sem macete, admita.

Eu honestamente tinha certa implicância com esse jogo mas depois eu notei que as coisas positivas dele dão banho nas poucas negativas. E sinceramente, hoje ele é um dos meus favoritos

Ou seja, existem suas falhas sim, como qualquer outro jogo, afinal de contas a Capcom sempre colocou algo novo no jogos da série de forma que era um tiro no escuro, porém vale a pena, o roteiro do jogo e seus upgrades valem muitíssimo a pena.


Enjoy!

18 de abril de 2012

Megaman X4


E já estou de volta, na vibe de Megaman X ainda, e como devem ter notado, pretendo abordar todos os jogos da série.

Então, já que Megaman X é série conhecida e se tem acompanhado meu blog sabe que eu tenho explicado muito bem a respeito.

Então, aperta o Start e simbora no review.

Antes de tudo, deixando bem claro, Megaman X é uma série que foi explorada somente no Super Nintendo e quando lançaram X3 pra PlayStation e Sega Saturn, não se preocuparam em dar uma "nova cara" ao jogo, pegaram o jogo pronto e fizeram a versão pra CD.


Nada além, o que é uma puta preguiça da Capcom, pra variar, essa empresa como sempre super preguiçosa...

Mas então, quando 2 anos após o lançamento do X3. Eis a novidade que sairia um novo Megaman. Aposto que os fãs esperavam algo com visual antigo de novo e eis que todos tomamos susto.

Se tratava de novo visual em tudo, novos sprites, muito mais bem animados e coloridos.

A Capcom é uma mercenária preguiçosa do inferno mas ela dessa vez merecia um puta de um viva. E vamos lá...

VIVAAA...

E quer a prova que os sprites eram bem melhores ?

Confere ae:

Sprites de X.


E agora de Zero.


Se você somente viu os antigos, vai ter como notar que houve uma IMENSA diferença, tudo aqui está melhor. Principalmente em aspectos de movimentação e tamanho de sprites.

Entretanto, algumas fórmulas foram mantidas e explicarei adiante.

E agora o roteiro do jogo, e exatamente um dos motivos de eu ter dado muito spoiler na postagem do X3.

Basicamente, do X1 ao X3 não tinha muita profundidade e tudo girava em torno de X, deixando claro a superioridade de Zero. Mas agora, no X4, dá um "novo arco" pra série onde o foco principal é Zero.


E graças a isso, oportunidade de jogar com ele, sem limitações idiotas como no X3 de "somente uma vida".

Bom, o roteiro é bem simples, a organização que deixava X e Zero chutando bunda de mavericks, se uniou e formou a Repliforce, um grupo que funcionava mais ou menos como um exército de reploids.

Contudo, após o desastre na cidade flutuante Sky Lagoon, que caiu e matou milhares de reploids e humanos, foram apontados que os causadores eram a própria Repliforce e que os Maverick Hunters até então haviam se tornado mavericks. E apontaram o culpado do incidente como Colonel.

Logo no começo do jogo, se sabe que quem provocou é Magma Dragoon, a mando do Colonel. E é ae que o jogo desenrola.


Porém, em Megaman X4, uma vez escolhido seu personagem, somente se poderia jogar com ele até o final do jogo, o que eu acho ótimo. E faz com que o roteiro seja fixado nele.

Porém, como eu disse acima, o roteiro "principal" fica em torno de Zero, deixando X com um roteiro muito meia boca, lembrando até mesmo os jogos anteriores...

Com X, somente se descobre o incidente e vai resolver, e é traído pelo amigo que te ajuda no QG, chamado de Double, que era um espião do Sigma.


Siiiim, Sigma, achou que ele tinha morrido de vez ? Jamais...

E isso é a história do X, um reploid triste por ter sido traído pelo colega, e puto pelo fato do incidente de Sky Lagoon ter estourado milhões de reploids e humanos.

E ae você me pergunta ? O roteiro de Zero é bom ?

Eu te respondo. Sim, mas MUITO seco.

Porém com uma coisa em especial que deixa tudo muito foda.


Vamos por partes. Primeiro de tudo, Zero antes de acabar a fase Sky Laggon, encontra Iris, uma reploid que é irmã do Colonel e que ajuda Zero no QG no lugar de Double.

E no final das contas, após a luta em anime do Zero com Colonel (muito legal por sinal), ela fica chateada por ele ser o único "membro" da família dela, e ainda por cima morto por Zero. Apesar de tudo ela não se contém de tristeza, pega um cristal roxo que sabe-se lá de onde ela tirou e se transforma numa robô muito doida e sem sentido...

Depois que Zero mostra pra ela quem é o fodão, ele chora e lamenta numa cena de anime um tanto quanto...


Legal. Mas só é legal pelo fato da dublagem americana. Que estraga mais da metade da graça. Afinal de contas... a dublagem americana é o maior problema do jogo de longe. X fala "get ready" quando atira com buster carregado e Zero ainda fica gritando "yeah" e "oooh", o que é um horror. Se antes o jogo não tinha dublagem, mas colocar esse tipo, eu preferia que nem tivesse. De tão ruim que é...

Muito mesmo. Ainda bem que a Capcom aprendeu nos jogos seguintes.


Mas deixa eu terminar antes que eu perca o foco.

Quando chega em Sigma, Zero putão de raiva pelo fato de Sigma ter provocado todo aquele incidente. Zero vai e questiona os motivos de Sigma, e ele responde dizendo que não é a primeira vez que eles se encontram, e que eles tiveram encontro não muito amigável muuuuuuito tempo atrás.

Uma das cenas do anime, episódio do dia: "Sigma picado ao molho pardo"

Eis o que tanto falei a todos na postagem do X1, que Sigma só se tornaria um vilão com motivos, nesse jogo, coisa que antes jamais tinha sido sequer pensado ou explicado.

Mas é bem legal tudo, pra quem quiser saber, basta ver o vídeo aqui.

Mas basicamente, Zero foi construído pra ser a máquina de destruição perfeita, e em algum momento, Sigma ainda como Maverick Hunter, e tido como o mais forte, foi até ele e levou uma puta surra... coisa de ficar parecendo um coitado, e ao quebrar o cristal que deixava zero em estado berserker, acabou pegando o vírus pra ele, com isso, Zero virou mocinho e Sigma o bandido.

E esse é o roteiro, onde somente um dos lados é bem favorecido. No caso o de Zero, por que o de X não acrescenta em NADA pra história. Nada mesmo, enquanto o de Zero justifica a origem de Sigma e ainda dá uma dose de drama não usada antes na série, principalmente quando se trata de Iris.


Mas como eu falei na postagem do X2 e X3, a Capcom lança Megaman X novo sem coisa nova ?

JAMAIS.

Primeiro de tudo, os sprites, que novamente digo, são lindos em relação aos antigos, fiquei muito motivado de jogar ao ver tanto capricho pra época.

Outro aspecto é a trilha sonora, que antes era muito boa e tudo mais, mas agora era realmente FODA. As músicas de cenários, eram incríveis, a fase inicial tinha uma música diferente de acordo com qual seria sua escolha de personagem.

Os gráficos bonitos e coloridos pra época, os inimigos agora finalmente bem desenhados de forma que se dá pra entende-los e os chefes... bom alguns ainda são medonhos de feios, mas temos Magma Dragoon e Slash Beast que por exemplo são super legais.


A jogabilidade se manteve quase intacta com diferença que agora se começa com 3 vidas normalmente, mas se pega um item que aumenta pra 5, e os sub-tanks de 4 caíram pra 2.

Eu imagino, que seja pelo fato de que usar o mesmo de antes, tornaria muito manjado e pior, mais fácil, por que o jogo foi feito em uma nova engine, mas eles capricharam, por que o jogo é bem desafiador, nada é muito de graça.

E eu particularmente acho jogar com Zero nas fases mais difícil que com X, porém nos chefes... eles mal tem chance. Zero contra chefes e nas útlimas fases passa detonando sem a menor dificuldade e com X é necessário um rebolado do caralho em alguns momentos.


Principalmente na última forma do Sigma.

Ops, nas últimas...

Por que o plural ? Sim, irei explicar.

Basicamente, antes era uma forma de cada vez, correto ? Sim, corretíssimo.

Agora Sigma vem em forma de "morte", depois uma forma recém saída da academia, e logo após ele se divide em dois robôs na batalha final.


Sim, dois, e ae é que complica tudo. Pois com X é difícil pra caralho, e com Zero nem tanto, se tiver prática e dominar o robô vermelho vai passar de primeira e sem sub-tank, agora com X o negócio fica feio mesmo.

Porém, apesar de dificuldade não é completamente frustrante e desgastante como o último Sigma do X3 por exemplo.

Outro fator interessante é os diálogos entre seu personagem e o chefe, apesar de super secos e simples. Eles estão ali...

Mas convenhamos né Capcom, poderia ter tido pouco mais de capricho afinal de contas um simples "Eu vou te destruir" é bem clichê não é ?


O resto é padrão, X coletando a armadura, usando poderes de chefes porém a novidade de Zero ao vencer chefes é que faz a diferença, pois não são usados meramente como os de X, poucos na verdade são, pois a grande maioria dos poderes adquiridos por Zero são comandos, e deixam o jogo mais divertido pela variedade.


Conclusão definitiva, vale MUITÍSSIMO a pena, um dos melhores jogos da série, dificuldade boa e desafiadora e ao mesmo tempo menos estressante que os primeiros títulos, trilha sonora lindíssima e sem contar o gráfico mudado que certamente chama atenção e principalmente pra quem conhece o jogo há tempos e tem vontade de jogar com Zero desde que conheceu, eis a oportunidade perfeita.


Vale lembrar que o jogo tem animes de abertura, encerramento e durante o jogo, porém ainda com o traço horrível do X3, entretanto mais bem animado, de forma que incomoda menos, muito menos. O que incomoda de fato no jogo é somente a dublagem americana, caso jogue pelo gameplay e não dê a mínima pro roteiro, jogue a versão japonesa.

É um grande favor que irá fazer a si mesmo.


Enjoy!