8 de abril de 2013

Final Fantasy 8 - O Início da Queda!


Final Fantasy, franquia de roteiros questionáveis e personagens com cara de porcelana de um certo ponto em diante...

Vale deixar BEM CLARO, que esse post é o que eu acho desse jogo, e minha opinião sobre ele não é das melhores possíveis e sequer o vangloria como muitos dizem, se é um fã putinha disposto a comentar tranqueiras, sinta-se a vontade para fazer isso e ler respostas à altura ou ter comentários deletados, ignorados, etc.

Primeiramente, época de vacas magras à parte, tudo começou em 1987 com propostas inovadoras e um tanto quanto ambiciosas, salvando a antiga Square nas épocas de fundo de garagem de uma possível ruína...

E assim nasceu Final Fantasy, uma franquia que pra sua época revolucionou o mercado dos RPG's e fez os nerds de todo mundo vibrarem em pleno Nintendinho.


Os anos se passaram e com isso vieram Final Fantasy II e III que são pouco melhores que o primeiro e ainda mantinha a ideia super simples da franquia de modo geral.

Com isso, no Super Nintendo, veio o IV, apesar de que era tão simples quanto os outros, tinha pouco mais a oferecer em todos os aspectos. E com V veio uma tacada absolutamente voltada pro gameplay com uma história tão simples que poderia ser considerada uma continuação espiritual do primeiro game...

Antes de me matarem pelo que acabei de falar, quero deixar claro que mesmo não curtindo muito as histórias iniciais (e nem as que vieram depois do VII mas deixa baixo) eu entendo MUITO bem que era uma época ruim pra esses jogos na época e que esses jogos são o que são devido à sua época e a pouca exigência do público quanto à isso, não havia tanta cobrança em criar um roteiro muito maduro e a ideia dos cristais era a melhor disponível.


Porém, tudo mudou com Final Fantasy VI, eu e meus amigos deduzimos que foi algo assim:

"Já temos gameplay do caralho, umas ideias pra OST bacanas, vamos por um roteiro, algo tipo... UMA HISTÓRIA BOA, vamos ver o que acontece ?"

E assim nascia o sexto game, que no meu ponto de vista tem a melhor jogabilidade da série de forma disparada.

Partindo dessa ideia de uma história boa, resolveram dar a próxima tacada no Nintendo 64 e cancelaram alegando que o jogo tinha coisas demais pra caber num cartucho da Nintendo da época e migraram o projeto para o PlayStation e assim nascia o melhor jogo da franquia.

FINAL FANTASY VII! PORRA!

Apesar do leve regresso em questões de jogabilidade, digo em questões práticas, a história evoluiu MUITO, ganhou um roteiro maduro, personagens ainda mais carismáticos que em seu jogo anterior, uma complexidade de roteiro vista em poucos jogos de sua época e dessa vez com imensos recursos além da jogabilidade e história comum, como matérias e eventos extras para serem feitos.

Isso sem contar que FF7 tem os mini-games mais divertidos que já vi num RPG, não sei como fizeram isso, porque esse tipo de coisa geralmente não faz diferença ou é chato pra caralho...

Mas eu falarei dessa maravilha outro dia, afinal de contas, a postagem é sobre o oitavo jogo da série, e eu irei falar dele!


Começando com a imagem acima. Que por sinal só terá graça pra quem jogou...

De volta ao que interessa...

Essa ideia IMBECIL da cara de porcelana nos personagens começou onde ?

Adivinha ??

Nesse jogo! Exatamente nesse jogo!

Você deve estar se perguntando:

"Nossa, que radical o Juninho, por que será que ele odeia tanto esse clássico ?"

Se querem saber, sigam-me os bons!

Aviso aos navegantes: esse post contém spoilers fortíssimos sobre a série, mas como é clichê pra cacete, você nem precisa se preocupar com isso.

Certo ? Agora vamos ao roteiro e mecânica presentes no jogo!

Olha, esse roteiro foi MUITÍSSIMO mal escrito, com muitas incoerências e buracos durante o jogo que são totalmente ignorados e muitas das vezes o jogo manda um recado subliminar assim:

"Foda-se você jogador, não vamos explicar isso, é assim mesmo, porque sim e pronto!"

Sei que você não acredita em mim inicialmente, mas darei argumentos que provam minha tese.

O jogo se passa num mundo futurista onde a tecnologia dominou geral e existem uma espécie de "escola" de mercenários, que no jogo são conhecidos como SeeD's. E por que se aprende a ser mercenário é um mistério.

O recluso e a sem sal. Combinação perfeita!

E o único modo de ganhar dinheiro durante o jogo é evoluir seu rank de mercenário e ganhar seu "salário", com um sistema de responder questões de provas dentro do Tutorial do jogo...

Ooooooooh céus... por que ?!?!?!?!?!?!

Outra coisa criativa e não lá muito bem usada é o sistema de armas, cada personagem tem arma específica e somente "aprimora" ela, porém não é algo bem usado e divertido como Chrono Cross (lembra do Zappa, pois é...), é algo massante e que se aprende o que deve ser feito por REVISTAS que se acha ou compra durante o jogo.

REVISTAS!!! SÉRIO!!! PORRA SQUARE!!!

E o pior de tudo que o único jeito de causar dano é ficar buscando os itens malucos e aprimorar as armas e LEVEL NESSE JOGO NÃO QUER DIZER NADA EM DANO.

NADA!!!

Parece filme da sessão da tarde.... Sim ou claro ?

Level te faz ter muito HP e nada mais.

Outra coisa digamos... sinistra! É o fato de que os Guardian Forces, ou GF's como são citados no jogo (que na verdade são os Summons, Aeons, Espers, GF's, tudo a mesma coisa...) são seres vivos do planeta que não se misturam com os humanos mas que se aliam ao seu grupo mais uma vez "por que sim".

Mais estranho que isso é no começo a Quistis falando com Squall pra "pegar os GF's dele".

Assim, Squall tira eles de uma gaveta da sua mesa no começo do jogo, ele deveria ser físico...

E pequeno pra poder ser pegado de uma gavetinha.

O que me leva a crer que os Summons desse jogo são pequenos bonequinhos e que na verdade foram o protótipo da ideia do anime Bakugan.

Se você assistiu Bakugan por curiosidade ou por acidente (meu caso) sabe do que estou falando...

Mas se você não viu essa desgraça universal. Fique sem entender. Vai ser melhor assim!

MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASSSS...

O mais bizarro é que você deveria invoca-los de bonecos, porém eles ficam ALOJADOS NO CÉREBRO dos personagens, justificando até mesmo a perda de memória de quase todos os membros do grupo, por ficar alojadado na zona cerebral onde se localizam as lembranças...

PUTA QUE PARIU!!!

ESSA É SEM DÚVIDAS A PIOR DESCULPA QUE EU JÁ VI PRA JUSTIFICAR MEIA DÚZIA DE DESMEMORIADOS!

Educação é o forte desse garoto.

Se tiver duvidando de mim, o que eu sei que está. Em especial os fãs mais alienados do jogo... a prova está exatamente aqui.

Será necessário um pouco de inglês. Mas se tiver uma noção básica ficará de fácil entendimento. E não é necessário ver muito, deixei marcado no ponto que é necessário ler, com mais ou menos 1 minuto do ponto que eu deixei o vídeo será o bastante pra ver que eu digo a verdade.

Porém, se observarmos...

A Square tem algum tipo de tara com personagens principais sem memória, por que foram cinco em sequência... Terra, Cloud, Squall, Zidane e Tidus. Mesmo que os dois primeiros sejam muito mais bem detalhados, explicados e coesos com a situação presente em seus respectivos jogos, a ideia já estaria um tanto quanto gasta pra se usar em mais três jogos seguidos.

Isso sem contar no romance de novela mexicana absurdamente FORÇADO que o jogo mostra e as possessões sem sentido do jogo por parte da última chefe...

Olha, a possessão acontece assim... Ela POSSUIU Edea, e se ela vencesse uma lutra contra OS HERÓIS DA JUSTIÇA QUE LUTAM CONTRA O MAAAAAL, ela "possuiria de vez" o corpo dela, como ela perdeu, ela possui Rinoa como prêmio de consolação..

Sentiu a coerência passando LOOOOOONGE e te dando um tchauzinho ?

Esse é um cientista da cidade de Esthal. SÉRIO, ELE É UM CIENTISTA! EU JURO!

Depois disso, sem nenhuma dedução Squall e Rinoa (possuidinha like a zombie, sério) vão com mais um qualquer do grupo e sem SEQUER imaginar que Ultimecia (ultima chefe, meu deus que nome...) queria o corpo de Adel, coisa que ela mesma fala, eles não deduzem isso e vão somente pra entender o poder de Adel, e num "porque sim" absurdo, a influência do poder de Adel, Ultimecia sai do corpo de Rinoa...

Não estou resumindo, é assim que acontece, sem a menor explicação à respeito por parte do jogo...

Confesso que fiz força pra entender o que se passa, repeti essas partes algumas vezes pra ver se eu tinha perdido algo mas não era. Mas saquem só outra coisa sinistra.

O roteiro é dividido em 4 partes.

Ou seja, 4 cds. Sendo a última parte do quarto cd somente pra enfrentar Ultimecia. Ao invés de um único roteiro centrado e minimamente bem construído como se pede num RPG, não é esse o caso aqui.

Triângulo amoroso em um RPG... Fala sério!

Você novamente deve se perguntar por que eu disse isso...

Olha, o primeiro CD do jogo é algo girando em torno de intrigas adolescentes entre os personagens com discussões entre Zell e Seifer, Squall e Zell, Squall e Rinoa, e por aí vai... E é chato demais, demora pra acabar e quando o segundo CD chega eis que nos deparamos com uma parte mais agressiva da história, algo voltado pra ação e tudo mais.

Do nada vem aquele choque "mas que porra, o foco mudou nessa porra, mas ao menos ta melhor". Assim eu pensei...

E o terceiro CD chega do nada com informações absurdas tipo uma sacerdotisa do futuro possuindo corpos de duas personagens (Edea e Rinoa) e uma outra sacerdotisa selada NO ESPAÇO!

E essa parte DO ESPAÇO ainda tem direito à uma cena íntima entre o casal do game com direito à música romântica de fundo e brincadeiras junto à demonstrações de afeto de ambos principalmente da parte de Squall quando Rinoa senta em seu colo, ele delicadamente diz:

"Senta na sua cadeira."

Sério! E o mais legal é que a influência de Adel (a tal sacerdotisa) fez com que monstros DA LUA se unissem e se jogassem na Terra. Em mais um dos mágicos e gloriosos "por que sim" da história do jogo!


Alucinante, não acha ?

De repente a impressão que temos da Lua é algo como "satélite com furúnculo que jorra monstros no lugar de pus..."

Isso foi nojento, tipo... PRA CARALHO! Vamos avançar com o conteúdo, chega de nojeiras.

*CAHAM*

Isso sem contar as chatíssimas partes que se joga com Laguna, Kyros e Ward. Laguna é o pai de Squall e os outros dois são seus fieis escudeiros sem a menor importância...

A história dos três se passa bem antes do presente do jogo.

E o mais absurdo é que Ellone, irmã de Squall, que tem poderes "porque sim", transporta Squall e quem mais estiver com ele ao passado e eles ficam dentro dos corpos dos três personagens já ditos e Squall fica no corpo de Laguna e os outros dois é por conta da situação, quem tiver por perto fica no controle de ambos. Estranho é que por diversas partes do jogo, Squall sequer sabia da existência de sua irmã...

Kyros, Laguna e Ward.

Mas o que mais me assusta é que Ellone usava os personagens do presente para ser os "olhos" dela e entender o que houve no passado com sei pai Laguna.

É terrível, sem sentido e chato, MUITO CHATO MESMO esses eventos. Não fazem ideia...

Já que a trilha sonora do jogo é simplesmente em muitos casos ruim ou sem graça, não preciso falar muito dela. Ainda mais sabendo que tem duas músicas (até onde eu notei) simplesmente remixadas de seu jogo anterior, e te digo mais...

A música da Edea quando ela aparece é legal pra caramba, mas ela é meio orquestrada, com pegada de ópera e voltada totalmente pra música clássica...

Um leve plágio da música final de Sephiroth! Nem preciso falar o que eu achei disso...

Duvidam de mim de novo? Certo? Confiram aqui então, quem conhece a do Sephiroth sabe do que digo...

Agora, o gameplay é muito bom e ao mesmo tempo muito ruim. E como uma coisa dessas pode acontecer eu tentarei explicar...

Por que basicamente funciona assim:

Dentro de batalha, você tem comandos simples, como ataque, magia, GF (summon's),itens e etc...

No combate não temos problemas, é algo prático e simples. Com um sistema bastante funcional.

Contudo, a parte de status é MEGA confusa, e ainda tem uma imbecilidade atômica nuclear nela presente.

Discutindo a relação.

Simplesmente, a quantidade de magias que se tem, é anexada nos seus status. Por exemplo:

Você pode atribuir valores da sua magia no status de força, defesa, magias e etc... E eu achei bem idiota na verdade.

E só fica mais escroto quando você atribui imunidades ou o status que pode infligir no inimigo de acordo com uma porcentagem que é determinada pela quantidade.

Precisa de mais exemplos né? Eu sei que é confuso!

Vamos imaginar que você queira se tornar imune a trovão e causar silêncio nos inimigos.

Vai ter que equipar Thunder, Thundara ou Thundaga na parte de imunidade e na parte que causa status terás de anexar Silence. PORÉM...


A porcentagem de acerto desse status é de acordo com a quantidade de magias presentes. Se tiver 100 magias Silence, terás 100% de causar status Silcence nos inimigos.

Compreende o quanto isso é idiota e apelão ?

E só pra constar, os personagens aprendem como lutar na "escola de mercenários", mas não aprendem nada de mágico a não ser o uso de GF's, magias nesse jogo são adquiridas com o comando "Draw" que se anexa no personagem pelo menu.

O personagem olha o inimigo, vê as magias que ele tem, e simplesmente faz uma "cópia" delas, até aí tudo bem.

Porém, como os personagens do jogo são aptos para usarem magias é algo TOTALMENTE INEXISTENTE!

E você se pergunta se na parte de magia alguma coisa pode piorar... Mas é claro que pode! Afinal de contas estamos falando da OITAVA FANTASIA FINAL!!!

Está andando, encontra um inimigo, que pode ser sei lá... um TIRANOSSAURO!

Temos que pegar eu sei... pega-los eu tentarei...

E ele tem Firaga. Você rouba dele e pode usar logo em seguida. Por que roubar magias de animais irracionais que normalmente agiriam por instinto faz todo sentido, não acham?

Ou seja, resumindo... Roubou, usou e pronto!

PRATICIDADE TOTAL!

SENTIDO NENHUM!

Honestamente, pra que isso? Não seria mais prático evoluir naturalmente, ganhar dano nem que seja considerável e usando acessórios pra causar status ou ter imunidades?

Por que não ter itens que permitem ao usuário ter acesso à magias assim como as matérias do 7 ou magicites do 6?


Tentaram inovar e complicaram de forma desnecessário. Causando certa frustração aos jogadores.

Em um comentário que fiz em um blog, falando que odiei FF8 e FF9 me falaram que só quem era bom zerava esse jogo, e eu concordo hoje em dia.

Tem que ter uma BOA DOSE de paciência pra explorar o chatíssimo mundo sem nome do jogo. Muita paciência pra tolerar essa história de merda e personagens sem um sequer pingo de carisma.

Falando deles... Ótimo! Irei dizer quem e como são, preparem-se para a sessão desgosto:


Squall Leonheart


Squall é um emo enrustido e cretino de marca maior, definitivamente. Ele tem seus problemas pessoais e não suporta a opinião alheia, de forma que se tranca numa casca e fica nela recluso com ar de superioridade sendo que na verdade não passa de um COITADO!

Isso acontece no jogo, durante a cena que Rinoa esta mais morta que viva, ele a carrega nas costas e numa determinada parte ele para pra descansar e conversa com ela, MESMO SABENDO QUE ELA ESTÁ INCONSCIENTE e diz tudo o que sente e o que verdadeiramente é...

Já viu isso em algum lugar? Em algum dos milhões de filmes de romance que já passaram na Sessão da Tarde?

Como sei que vai ter fã putinha falando que é mentira minha, eis a prova:


Squall como cara frio que inicialmente começa assim como tantos outros personagens, tinha tanto potencial pra ser um personagem legal mas usaram da forma mais idiota clichê possível deixando a história dele totalmente sem graça.

Ele fica tão manjado com seus dizerem e com o uso constante da palavra "Whatever" que até mesmo Quistis e Rinoa "decoram" seus padrões e começam a caçoar dele falando antes dele, se tornando altamente previsível...

ATÉ MESMO PRA RINOA!!!

Triste viu... Muito triste! Eu no começo tive certa simpatia por ele mas depois veio a frustração.

Realmente tive esperança que ele fosse um cara que não gosta de ninguém mas que é bem resolvido, sendo que na verdade é um coitadinho...

Como se não bastasse o visual de integrande de banda de J-pop...


Zell Dincht

Zell não merecia uma ilustração dessas, mas o mundo não é justo mesmo...

Ele é o estudante que tenta ser descolado, engraçado e não passa de um cara bobo, maluco e ao invés de fazer as piadas, ele SE TORNA a própria...

Tal afirmação sobre ele é tão verdade que ao se formar na escola de mercenários (ainda não me conformo com escola pra isso) o diretor vira pra ele e diz com todas as letras:

"Parabéns Zell, mas tenho um aviso: controle suas emoções"

Afinal de contas, pode ser constrangedor ver alguém fazendo ISSO, afinal de contas não transmite muita dignidade:

Comemoração de Zell ao se formar...

E ele é visto como idiota de tal forma que ao chegar em sua cidade, o povo diz:

"Meu filho se tornará um SeeD, eu tenho todas as esperanças do mundo. Por que se até Zell se formou, qualquer um pode se formar lá tranquilamente."

Contrangedor ter um cara desses no grupo, eu sei!

Ele é legal mesmo assim, o que eu menos detestei no jogo pra falar a verdade e nem por isso ele é legal, mas pensa bem, onde um personagem bobo que vira a própria piada é o menos ofensivo de um jogo...

Sinal que tem ALGUMA coisa errada.


Quistis Trepe


Eis de longe a personagem com melhor personalidade do grupo. Ela no primeiro CG aparece com ar de durona, imponente. Mulher firme!!!

Primeiramente, ela é professora de Squall, Zell e Seifer, e apesar de ser somente dois anos mais velha, já é formada e instrutora dos SeeD, e claro, dos personagens da história... Porque conveniência não tem limites mesmo.

Mas apesar desse ar de durona, ela esconde um lado...

FRU-FRU!

Pois é... tanto que no começo, ela pede pra que Squall vá com ela num local onde só se encontram casais de Balamb Gardem (o tal lugar dos SeeD aprendendo a arte de ser mercenário...) e logo se deleita, falando que nem sempre o ar de durona dela é real, que ele deveria fazer como ela e ceder mesmo que às vezes.

Depois de tudo, ela se recompõe, volta a ser a durona de sempre e numa cena onde se esclarece a perda de memória do grupo, ela cita que confundia o amor de irmã que sente por Squall com amor de verdade...


"Eu pensei que era... amor.
Eu tinha que esconder meus sentimentos por que eu era uma instrutora, mas eu agora percebi que não era."

...

Ela pode ter esquecido do cara, mas não saber o que sente por ele depois de tanto tempo convivendo e justo uma explicação sobre os summons do jogo decidir tudo...

E ainda deixa claro que depois que Rinoa apareceu, mesmo se ela gostasse dele deixaria espaço pra ela.

Parece que todo mundo já sabia que eles seriam o casal da jogada mesmo...

Pensem junto comigo, ela nunca viu Rinoa inicialmente, não teria por que abrir mão do tal amor por Squall só por questões da "princesinha" do jogo ter dado as caras.

É... vamos pro próximo!

Selphie Tilmitt


Sabe a garota fofinha super kawaii de cada jogo?

Pois é... Aqui esse é o trabalho de Selphie. Ser a personagem extremamente chata e açucarada que poderia te matar de diabetes.

Apesar de que uma primeira impressão dela é tremendamente positiva, ela chega com seu vestidinho amarelo ridículo e na luta tira um nunchaku do bolso pra lutar e eu pensei:

"Nossa, que legal, uma garota com aparência delicadinha que bate com nunchaku, não tem como ela ser ridícula..."

E minha nossa como me enganei... Puta merda!!!

Como eu disse, fofinha, kawaii, e isso remete à retardada, desajeitada, e com palavras de amor e carinho pra cada 5 segundos de jogo nos momentos de diálogo onde ela está presente.

Ela é um SACO!

O único momento do jogo onde se controla ela e temos uma leve impressão de que ela vai amadurecer e se tornar um personagem interessante...

Sagakuchi te dá um tiro no cu com uma surpresa gratificante deixando ela AINDA mais retardada... Honestamente. Me perdoem os fãs dela, mas o que essa personagem sem carisma pode ter?

E como foi difícil achar uma imagem dela que ela não tivesse com peitos enormes ou bunda da Mulher Melancia. Essa pobre coitada nem corpo tem.

Que bando de tarados do inferno na pobre magrela. Puta que pariu!


Irvine Kinneas


De repente, está seu grupo com 5 personagens e chega em uma cidade próxima. Onde os caras de lá chegam e falam:

"Tá vendo esse retardado aqui? Levem ele com vocês, ele vai ser nosso... representante."

*E DE REPENTE SAEM CORRENDO*

Mais ou menos assim que Irvine entra no grupo. Mas pelo menos, ele não ofende.

De fato. Ele não tem nenhuma importância no grupo, e tão pouco pro jogo. O evento principal afinal de contas é ligado ao romance de Rinoa com Squall, Zell mal aparece e Selphie menos ainda. Porém eles ainda aparecem assim como Quistis.

Entretanto, Irvine não tem participação no jogo, e não tem nada à ser desvendado sobre seu passado e menos ainda sobre seu presente. O máximo que acontece é um evento que o "apresenta".
 
Conhecido como "evento que te obriga a jogar com o personagem novato". Entendem?

Pois é, só mostra duas pequenas partes onde ele entra pro grupo obrigatoriamente e sem nenhuma importância no roteiro (se jogar, prestem atenção, quem jogou sabe do que falo) e o máximo que acontece é umas batalhas onde mostra ele fazendo muitas poses e atirando com sua escopeta.

Irvine tem uma personalidade de pegador, do galanteador romântico e de quebra usa frases de efeito como:

"Não tenho por que estar aqui mas estou, e vou ajudar a todos a fazer a COISA CERTA, POR QUE É MEU DEVER. PORQUE SIIIIIIIIIIM"

Isso logo após o evento que eles descobrem que Ultimecia é a verdadeira ameaça...

Chato né ? Eu sei...


Rinoa Heartilly


Pois é, o que se espera de uma garota que tem "coração" no nome ?

Rinoa começa interessante, filha de um general militar que faz opressão em seu povo, e ela se vê contra ele e se junta à uma resistência que vai contra o governo que o próprio papai está.

Isso é uma ideia manjada e sim, muito interessante. Ao menos nas primeiras horas do jogo...

Por que como eu falei acima, o roteiro meio que se perde e essa parte do jogo não se resolve completamente e ela entra pro grupo contra algo que nem sequer tem a ver com ela e muito menos sem resolver o problema que antes fazia sentido com sua existência no jogo.

Depois disso sua presença no jogo dedica-se a inteiramente trazer o personagem principal calado e introvertdo para a luz com seu amor e carinho...

Acho que vou morrer de diabetes com tanto açucar.

Mas me perdoe quem curte, mas romance num RPG se não for muito bem escrito fica chato e se for totalmente focado numa novela eletrônica como é o caso desse jogo fica algo semelhante à novela mexicana.

Por que afinal de contas, ela é o par de Squall e pouco importa o background dela, e sim a hora que ela esteja pronta pra dar uma chave de xavasca em Squall.

E ela é possuída, vira zumbi, vira feiticeira e se ela me falar que vende Avon não ficaria nada surpreso.

Carne... cérebro... Resi... dent... E... viiilll...

Honestamente, essa parte da Rinoa é o cúmulo, força a barra demais da conta, confesso que na hora fiquei exatamente assim:


Com tudo isso, Rinoa é uma personagem bizarra, patética e possivelmente a pior personagem da série Final Fantasy.

Ou pelo menos uma das piores.

Chegando ao ponto de usar uma arma imbecil no braço que nem sou louco de tentar descobrir o que é, mas num dos limits dela ela atira o próprio cachorro!

Não sei se fico puto pela ideia idiota ou pela covardia com o pobre Angelo.

Sim, Angelo é o nome do cachorro

Além de ridícula,  sem graça e sem uma história decente, ela é a personagem mais sem carisma DO JOGO. Não tem como torcer por ela, ou querer ela no grupo. Definitivamente, a pior personagem do jogo é uma donzela que faz par romântico com o par principal.

Quando eu comecei a jogar num imaginei que teria personagem pior que a Selphie mas de repente ela parece interessante...


Seifer Almasy


Seifer inicialmente tem uma importância crua e ridícula, que é de ser o personagem que tem inveja do principal e de caçoar o idiota do grupo, no caso Zell.

Sinceramente, ele é um tosco visualmente falando, e em história ele é um cretino. Se você gosta dele na história você é tão cretino quanto ele, e se você se identifica, está no mesmo nível de pessoas que ficariam do lado do Escad em Legend of Mana, como o Dipaula já disse nesse post.

Por que Seifer é um cretino de marca maior. Muito superior ao nível de Squall ou qualquer outro do jogo e ainda bem que essa bosta não entra pro grupo definitivamente, só um evento e depois ele começa a ter o  contexto de "rival" do herói...

Ele é um idiota. Como deu pra notar!

Tão idiota, que é facilmente corrompido por Edea que simplesmente disse pra ele:

"Quer deixar de ser um garoto, venha comigo e serás um homem de valor..."

E ele numa boa aceita e vai pra lá, virando o GUARDIÃO DA SACERDOTISA...

Ui que moral, ele virou cachorrinho de madame.


Laguna Loire


Laguna é o personagem do passado que tem seus dois fieis escudeiros.

Mais ou menos "Dona Flor e seus dois Maridos"...

Mentira, essa parte é mentira, Laguna é um tímido good guy que sente sua perna endurecer (literalmente, e não... não é uma piada) quando a timidez toma conta.

Isso eu não vou deixar link, é ridículo demais e contrangedor. Essa eu vou deixar por conta de vocês leitores verem no jogo ou procurarem no youtube. Na verdade isso acontece na primeira vez que se joga com ele.

E ele...

Na verdade é o presidente de Balamb Garden, o Cid!

Tá certo, ele não é. Mas ninguém faria a menor diferença pro Cid ainda assim. Laguna anida tem uma parte de aventura minimamente legal e TALVEZ isso deixaria o Cid um pouco menor retardado. Afinal de contas Laguna é digamos, do jogo, o personagem menos...

Deprimente!

Ao menos ele e seus amigos são legais visualmente, Laguna e Kyros são muito fodas! Kyros é mais legal que Laguna e ainda usa uma Katar como arma. Pena que esses dois tem participação quase nula e Laguna é um bobo (e divertido) que não tem muito carisma assim como a esmagadora maioria do elenco.

Mas saca a moral, pelo menos jogando no passado com ele, você pode jogar com uma música de batalha diferente.

Mas PELO MENOS, a música de batalha de quando jogamos com ele é algo agradável de ouvir, e se querem saber, parece música de fase do Power Rangers de SNES... diferente da canção de indução ao coma usado em terapias contra insônia que é o tema de batalha normal.


Edea Kramer


Só pra constar, ela foi criada pelos desenhistas do jogo antes mesmo do projeto do mesmo ser iniciado. Acho que isso justifica tamanho deslocamento visual dela para com os outros presentes.

Edea na verdade é a "primeira grande vilã" do jogo.

Depois de vencida no final do primeiro cd, ela simplesmente... perde boa parte do foco e depois tudo volta pra ela como o fato dela ser sacerdotisa, passar os poderes pra alguém (Rinoa, mas é claro) e ainda aparece como personagem jogável por um curto período de tempo.

Também é revelado, que ela deveria ser assassinada, a mandado do seu próprio marido, Cid! Que provavelmente queria uma mulher mais bonita e jovem de Balamb e por isso decidiu chutar o balde com sua esposa de visual um tanto quanto...

Exótico!

Por que ninguém seria louco de se casar com uma mulher que anda com ESSE tipo de visual pra cima e pra baixo ou de andar com ela, então por isso ela ta num lugar e ele em outro. Agora fez sentido...

Porém, depois ele se junta à ela, alegando que ela estava possuída pelos poderes de Ultimecia...

Honestamente, essa parte do jogo que abrange ela, faz tão pouco sentido!

Por que não conta como ela virou sacerdotisa, uma vez que ela foi a pessoa que cuidou de todos os personagens do grupo quando crianças antes de perderem a memória... E ela era conhecida como "Matron".

Só pra constar, ela mesma chega a falar que nessa época ela era normal, não usava poderes e não tinha um visual que seria digno pro apelido da Dona Clotilde.

Ela depois que passa os poderes pra Rinoa, sem nenhuma causa, motivo, razão ou circustância... Ela simplesmente some do jogo.

Depois de tudo ainda é dito pra Rinoa:

"Edea perdeu seus poderes, você é a nova sacerdotisa"

Ela questiona:

"Como vocês sabem disso ?"

Os guardiões de Esthal:

"Ela tentou usar seus poderes e simplesmente não conseguiu, eles foram transferidos para sua sucessora, que é você. Você deve vir conosco."

Com isso, Rinoa aceita numa boa.

E depois disso Edea desaparece do jogo perdendo toda a sua pouca importância.

Perder espaço pra Rinoa é sinal que as coisas andam mal...


Ultimecia


Ainda mais bizarra que Edea, essa merda é a última chefe do jogo.

Honestamente, com exceções como Sephiroth e Golbez, Final Fantasy parece insistir muito com vilões andrógenos como Kuja (que é uma diva) e Seymour e vilãs peruas como Ultimecia e Cloud of Darkness.

Minha nossa, olha o nome da vilã: "NUVEM DAS TREEEEEEEVAS".

UUUIIIII QUE MEDO! ESTOU TREMENDO DE MEDO!

*Me recompondo...*

Porém, falando de Ultimecia, basicamente ela é uma sacerdotisa do futuro, que busca a compreensão do tempo.

Em vista do seu objetivo ela possuiu Edea, Rinoa e fez um cadinho de coisas em OUTRA realidade num futuro um tanto quanto distante do presente do jogo.

O mais bizarro de tudo, é que ela quer a "Compreensão do Tempo", sendo que na verdade ela quer é fundir todas as épocas, e eliminar todos os seres vivos de forma que ela se tornasse uma deusa onipotente.

Concordo que essa "busca pelo poder" de últimos chefes é sempre clichê, e eles tentaram inovar até nisso, porém deram desculpas idiotas e que não fazem sentido, gerando MAIS UMA incoerência!

Por que compreender o tempo daria poder? A menos que algo místico, mágico ou coisa do tipo fizesse tal compreensão, aí sim faria sentido!

Só que não tem nada do tipo. Ela diz e procura por uma coisa, sendo que quer outra...

Puta que pariu! Esse jogo não nem sequer um vilão decente!!!

Depois que tudo acaba no terceiro cd, num desespero de Sagakuchi pra acabar com o jogo, Ellone  tem a brilhante ideia de enfrentar ela lá, no tempo dela.

MAS ESSA NÃO SOLUÇÃO ERA A MAIS ÓBVIA DESDE O COMEÇO?

E por último fechando com chave de ouro, à respeito de Ultimecia, não preciso dizer o quanto é tosco uma feiticeira do futuro que usa uma máquina pra possuir pessoas de tempos passados.

Preciso?

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Finalizando, antes de mais nada, quero deixar claro que joguei e entendi a história do jogo, pros fãs putinhas alienados que levantaram os machados e foices lendo esse post.

Se bobiar os metidos a cult vão chegar falando do final profundo e maduro sendo que na verdade é uma merda e sem sentido!

Odiei tudo presente nele, se quiserem, procurem a cláusula que permita me processar por odiar um jogo visto como clássico!

Mas ops, eu disse que odiei tudo...

Eu me enganei!

Esse jogo tem uma coisa foda!

Os summons...

Tá vendo alguém legal ? Eu também não. O meu favorito ta logo ali em outro jogo.

Eu sei que são GF's, não precisa me corrigir. Summon, GF, Aeon, Esper. Tudo a mesma coisa!

Mas na moral, as INVOCAÇÕES desse jogo são muito legais, apesar de também ilógicas como eu já disse e com argumentos de sobra. Isso se você considerar o fato de além de ilógicas ela não terem sequer uma penalidade para serem usadas, é literalmente infinito, e se tiver boost vai esmagar o botão quadrado como se não houvesse amanhã...

Mesmo assim tem muitos legais como Queatzacolt, Pandemona, Cerberus, Alexander, e sem contar os clássicos como Odin, Shiva, Bahamut e Ifrit que são ainda mais legal que suas versões anteriores presentes nos jogos antigos.

Ifrit desse jogo é o mais foda que já vi, assim como Leviathan que também faz sua melhor aparição da série nesse jogo.

Shiva pra mim nesse jogo, só perde pra Shiva do X e Bahamuth é sempre foda. Sempre sempre foda! E não é que ele também faz sua aparição mais impresisonante nesse jogo de merda.

Mas sempre tem summons idiotas como Carbuncle, Brothers ou Siren. Sendo Siren uma das invocações mais idiotas que eu já vi.

Porém. Esse jogo tem um pingo de moral comigo... E você deve estar achando que é algo incrível pra eu dar um pingo de moral depois de tanto estardalhaço!

ESSA COISA É O SUMMON "DIABLOS".


Podem me chamar de ateu do capeta, mas esse GF é incrível. Muito muito irado mesmo!

Quem fez esse summon, merece um prêmio por que pra mim é disparado a invocação mais foda que eu já vi na série Final Fantasy.

Ainda mais se levar em conta o quanto é raro um aliado de trevas no grupo, seja como summon ou personagem, é quase sempre elementos da natureza ou guerreiros da luz e etc...

Originalidade pra cacete nesse GF. Ousadia e sem contar na eficiência, ele chega, aparece numa pose foda, dispara sua "BOOOOLA DE RANCÔÔÔÔR" e depois simplesmente desaparece da mesma forma improvável que apareceu.


Parece que não, mas Diablos é de fato a única coisa MUITO FODA nesse jogo.

O resto que presta é legal ou mediano. Porque a esmagadora maioria do conteúdo presente no jogo é lixo, uma história de romance forçada com direito a ignorar boa parte dos personagens principais, uma aventura no passado sem sentido e personagens sem um maldito pingo de carisma.

Tudo isso num jogo que tem sérios problemas com os ângulos da câmera.

Puta que pariu Square.

Só pra concluir, quero deixar um desabafo pessoal.

Apesar de odiar o jogo, e deixar claro o quanto acho ele um lixo, eu entendo que  foi tudo uma jogada de experimentos na franquia. Mas é aí que entra o que eu queria questionar.

Square antes mesmo e durante Final Fantasy VIII já tinha Xenogears, Parasite Eve, Chrono Cross, Legend of Mana e tantos outros jogos lançados quase na mesma época ou antes, mas a pergunta geral é:

Por que ela nunca experimentou isso nos jogos que são franquias secundárias dela ao invés de apostar tudo na franquia principal que demorou anos pra decolar da maneira devida e se tornar uma referência no gênero de RPG's ?

Honestamente, era só fazer o mesmo que fez com Parasite Eve 2 por exemplo, uma tentativa diferente da primeira e que poderia dar tanto certo quanto errado, mas apostar tudo na franquia principal foi um tanto quanto burrice. E exatamente por isso que no meu ponto de vista a série afundou exatamente nesse jogo.

Melhor cena. Sem dúvidas. Todos garantem.
E depois no desespero de usar tudo que é clássico no IX pra só então tentar algo novo no X. E algo mais ousado ainda no XII. Mas entendem o que eu quero dizer?

Capcom pegou tudo que deu certo no Darkstalkers e usou em Street Fighter Alpha. Foi uma jogada inteligente pra não arriscar uma franquia principal.

Com isso, a Square só afasta mais e mais seus fãs, desiludidos de um novo clássico como o sétimo jogo da franquia e ainda mais depois que ela se recusou à fazer o remake do FF7 e anunciou publicamente que só tentaria mais e mais com jogos novos.

Pena que ela já criou um padrão idiota pra roteiro nos jogos de modo geral, mas isso eu deixarei pro post que o Dipaula já fez e só estamos esperando a oportunidade certa de lançar!

Pra quem curtiu o post, também pode conferir esse aqui no qual dou uma zuada legal numa cena desse jogo.

E NÃO, NÃO RECOMENDO ESSA MERDA DE JOGO!

Há menos que você seja masoquista ou jogue esse título somente pra rir! Por que o jogo não tem condições de ser levado à sério!


*BÔNUS GAME*

Fuçando na internet por acaso encontrei essa imagem... Acredite, transmite exatamente como me senti com esse game.

2 de abril de 2013

Top 5 - Melhores Jogos da Franquia Mortal Kombat


Quem me conhece sabe bem como amo jogos de luta, e como sou fã de Street Fighter.

Mas não somente de Street Fighter vive o homem, certo ?

Por que mesmo fã de Street Fighter, antes de tudo eu sou um amante dos jogos de luta.

Então...

Quando criança, eu já demonstrava interesse enorme por videogames e o meu primeiro contato com um jogo foi Mortal Kombat II nos primórdios de minha vida, enquanto minha mãe fazia compras e me deixava lá na loja jogando e jogando...

Bons tempos, onde a minha única preocupação era JOGAR, esse lance de colocar o cartucho, assoprar e tal era coisa de fraco...

MENTIRA!

Ter o cartucho em casa é super legal, assoprar e torcer pra funcionar que não é tanto.

Mas enfim, conversando com o meu amigo João Carlos sobre a série, me deu mais vontade de ir jogando mais e mais da série, buscar mais e mais da sua rasa história e conhecer ainda mais do universo de um dos meus jogos de luta favorito.

Eu acompanhei a série, que eu praticamente vi nascer ela totalmente e acompanhei cada passo de sua evolução nos consoles, por que Arcade em cidade pequena é o mesmo que cabeça de bacalhau, você ouve falar mas nunca viu...

Com isso, resolvi montar os meus jogos favoritos da franquia, e como eu fiz nos meus outros tops, somente baseado na minha opinião, essa postagem não é uma "postagem técnica" como alegaram que eu deveria fazer.

Sério, uma postagem "técnica" em um blog pessoal, coisas desse tipo me deixam um tanto quanto irritado, quem quiser uma postagem com "melhores" desse tipo, que vá num site ou blog pra isso. Fala sério...

Enfim, vamos começar essa joça que já perdi tempo demais me explicando!


5° Lugar - Mortal Kombat 4


Esse jogo eu mesmo o injusticei por anos. Muitos anos.

Mas depois jogando-o, percebi o quão sacana eu fui, desmerecendo um puta jogão desses, afinal de contas MK4 é daqueles títulos que se torna 3D sem perder o "charme" e que mantém o espírito do jogo completamente vivo.

Mas nem tudo são flores, alguns novos fatalities em 3D são toscos, alguns personagens novos não tem tanto carisma como os clássicos Scorpion ou Raiden, mas nem por isso são personagens bizarros.

Nada se compara ao nível de personagens horrendos que entrou na série em plena sexta geração dos consoles. Aquilo é inadmissível.

Fala sério... Blaze ? Moloch ? Darrius ? E quase todos os novos do Armageddon ?

Credão nessas merdas. MK4 colocou personagens novos com um pingo de carisma pelo menos.

Tipo Tanya, Reiko, Shinnok e Fujin.

E me perdoem quem curte, mas não sou fã de chefe roubado tipo Shao Khan, prefiro um cara normal me enchendo de porrada do que um super apelão com super dano e etc, nesse ponto Shinnok funciona melhor que qualquer um na série.

Mortal Kombat 4 na verdade é aquela sua prima feia de 12 anos que você ignorou e hoje ela tá com 15 super gostosa e você é doido pra comer mas ela não quer... Entende ?

Se você odiou o jogo por estar na vibe dos clássicos e está com mente aberta o bastante, jogue de novo. Afinal de contas, como eu falei, MK4 poderia ser a sua prima gostosa. Só que pra jogar não precisa pedir!


4° Lugar - Mortal Kombat II


Bom, esse jogo é um clássico. O quanto devo a esse jogo não é brincadeira!

Afinal de contas, FOI O PRIMEIRO jogo que eu joguei na minha vida.

E não confundo nostalgia com qualidade, nem por isso ele é o primeiro da minha lista, tá vendo retronostalgicfucking gamers ?!?!?!?!

Muita gente confunde qualidade com nostalgia, esse jogo pra mim é nostálgico sim, mas nem de longe o melhor da série, ele é um dos melhores da série "semduvidamente", já dizia o sábio Zeca Urubu.

Ele manteve a ideia clássica do 1, mesmo em ambientação e nos cenários e principalmente nas músicas.

Além de que tem um ponto dele que muitos AMAM e eu acho dispensável...

Que é o fato de todo mundo ter soco alto e baixo, e chute alto e baixo. Tudo muito repetitivo. E eu como já disse, eu acompanhei a série, e eu comecei no II. O 1 é bom sim, de fato. Mas muito cru, ainda mais pra quem já pegou no II.

Porém, explicarei depois o por que logo abaixo...


3° Lugar - Mortal Kombat Trilogy


Praticamente um Dream Match, a reunião de todo mundo da série.

Todo mundo MESMO, com direito à versões antigas de alguns personagens e chefes jogáveis.

E ISSO É MUITO FODA! MUITO MUITO FODA MESMO!

Mas o jogo tem uma leve histórinha, coisa que eu particularmente nunca apreciei muito na série.

Basicamente todas em 1, uma espécie de resumo da história já feita.

Mas não tem muito o que ser dito à respeito desse. Afinal de contas é um jogo simples, um título simples da franquia, com intuito de vender o máximo possível na quinta geração, saindo somente para PlayStation, Sega Saturn, PC e Nintendo 64.

Nem Arcade a coisa saiu, de tão sinistra que era a tentativa comercial.

Trata-se de um título com pouco acréscimo ao que já tinha sido feito no terceiro jogo da série, mas ainda assim um super título.

Acredito que por muitos anos esse foi (e talvez ainda seja) o melhor jogo da série pra jogar partidas de versus contra um amigo, algo próximo á The King Of Fighters 98' pra reunir todo mundo e sem muita preocupação com roteiro, saca ?


2° Lugar - Mortal Kombat 3/Ultimate Mortal Kombat 3


Esse jogo foi um marco, tanto a primeira versão quando sua atualização Ultimate. Joguei muito, mas muito MESMO no meu já falecido Super Nintendo

Na primeira, MK3 foi uma revolução incrível. Os personagens além de fatalities tanto finalizadores como de cenários, agora tinham uma coisa nova e muito foda:

ANIMALITIES!

Sinceramente, me impressionou a primeira vez que perdi e a CPU usou contra mim, achei simplesmente FODA!

Foda mas foda com força mesmo!

Lembram que eu falei acima que o sistema do MKII era muito cru ? Pois é.

Aqui surgiram combos, arremessos mais legais e simplesmente o número de personagens aumentou e alguns entraram, outros saíram. Mas confesso que prefiro a galera do 3 que do II brincando.

Em especial Shang Tsung, que deixou de ter um visual escroto e ganhou um visual decente, pela primeira vez!

No Ultimate apesar de terem removido os Animalities (que ainda existiam no Arcade) por falta de espaço, incluíram algo que nem o arcade tinha e somente o MK Trilogy havia testemunhado:

OS BRUTALITIES!

Outra coisa super legal, me diverti muitíssimo nessa versão do game, do Super Nintendo em especial. E depois de ter jogado TODAS vejo que ainda acho ela a melhor, pelo equilibrio e personagens adicionais se tratando do Arcade e Mega Drive.

E também reconheço suas falhas e inclusive as mais graves como ter menos movimentação que o II e os "braços voadores" depois de alguns fatalities ou até mesmo metade de corpos parados no ar depois de serem devadorados ou cortados. Enquanto no II os corpos caem e tudo bem fluído...

Mas uma falha não justifica ser pior e ainda mantenho minha opinião.

E pensar que numa determinada época eu tava tão viciado que eu decorei TODOS os fatalities, brutalities e combos de TODOS os personagens. Foram muitos anos jogando UMK3. Muitos mesmo!

Eu sei que eu não tinha vida! Já sei!


1° Lugar - Mortal Kombat 9


Simplesmente, outro jogo que eu meti o pau antes da hora.

Assumo minha falha e me arrependo dela amargamente!

Simplesmente, quando anunciado, os gráficos 3D lindíssimos e etc, eu imaginei que se tratava de outro jogo de luta 3D, e mesmo com seu lançamento, vi coisas que me desagradaram visualmente como o sistema de juggle levemente copiado de Tekken (e esse é o único aspecto do jogo que eu acho meio mal feito).

Mas o que rolou foi o seguinte, um cara da minha cidade me emprestou o jogo, eu pedi pra ver o Story Mode tão bem falado e conhecer a ideia do jogo por mim mesmo.

E simplesmente me apaixonei. Eu poderia falar mil coisas aqui que são mega ultra fodas nesse jogo.

Mas basicamente imagino a cena como foi, depois que a Midway praticamente virou NeatherRealms foi algo assim...

O diretor da galera chegou e falou grosso em alto e bom tom:

"VAMOS PEGAR TUDO QUE PRESTOU ATÉ HOJE NESSA PORRA E VAMO MONTAR O REBOOT DO SÉCULO, VALEU ?"

E os caras obedeceram:

"Reboot? Ok!"

"Personagens clássicos? Ok!"

"História contada de forma imergente e com novidades interessantes? Ok!"

"Personagens com golpes diferentes uns dos outros? Ok!"

"Movimentação fantástica e cenários dinâmicos? Ok!"

"Elementos 3D removidos? Ok"

"Personagens escrotos removidos? Ok!"

"Arcade com finais decentes? Ok!"

"Fatalities clássicos e ao mesmo tempo com cheiro de novo? Ok!"

"Fatalities novos igualmente legais? Ok!"

"Referências em todos os cantos? Ok!"

"Modo tag divertido? Ok!"

"Entupir o jogo de modos extras divertidos de forma que deixe o jogador sem saber o que jogar? Ok!".

"Músicas clássicas feitas do zero e melhoradas? Ok!"

"Cenários clássicos remodelados e cenários novos lindos? Ok!"

Mostra pra ele Scorpion!

Esses e mais outros motivos levaram a mim e mais uma legião de fãs a considerar MK9 o melhor jogo em toda a série.

E digo mais, na nova geração, BlazBlue Continuum Shift Extend e Dead Or Alive 5 tinham tudo pra superarem MK9 mas isso não aconteceu, cada um com suas falhas não soube dosar como Ed Boon soube sabiamente.

Os modos extras desse jogo são incrivelmente divertidos, a Torre dos Desafios é absurdamente grande e nem por isso menos divertida (um dia eu completo ela, passei da metade) e novamente repito, os finais do Arcade são muito bons, eles usam tudo que tem no universo do game e colocam o personagem como principal dando um final muito bom pra ele.

Eu poderia falar bem mais inclusive. Porém vou deixar isso pra um post exclusivo pro game, por que apesar de Super Street Fighter IV: Arcade Edition ser meu favorito da nova geração por questões de jogabilidade.

Afinal de contas MK sempre foi "meio duro" de se jogar...

Mas mesmo assim Mortal Kombat 9 é sem dúvidas além de melhor da franquia, o jogo de luta mais completo da nova geração. E tenho dito!


Menção Honrosa

Mortal Kombat: Shaolink Monks


Antes de me xingar, eu nunca disse que seria um post com games de luta somente, disse ?

Não lembro nem do comi no almoço de ontem, então se eu disse foda-se, então eu retiro!

Basicamente, trata-se de um jogo de aventura e beat'em up da série lançado no PlayStation 2 e Xbox, sendo assim o único da sexta geração que presta, por que puta merda no Deadly Alliance, Deception e principalmente no Armageddon!

Esse jogo poderia facilmente ser canônico, mas ele é um spin-off que conta os eventos que houveram entre MK1 e MKII. E a história é simples porém muito funcional.

Shang Tsung após ser derrotado no MK1, vai para Outworld e os lutadores devem fugir da ilha que se encontram, fazendo com que Kung Lao e Liu Kang, os dois monges shaolins protagonistas do game vão para Outworld junto com os demais participantes para em Outworld tentarem novamente vencerem um torneio Mortal Kombat.

E caso Shang Tsung vença, ele poderia conquistar a Terra sem um MK feito lá, algo tecnicamente fora das regras.

Regras que sabe-lá quem fez, e mesmo que houvesse "quem" fez, não se saberia por que fez.

Só sei que é foda!

E nesse processo ainda vencer Shao Khan, mas confesso que essa parte final já não sei se é considerado MKII ou um prólogo do jogo... Entretanto, esse jogo justifica algumas coisas inclusive o aprisionamento de Sonya Blade, mostrado somente no cenário do vilão-mor da série no segundo jogo.

Jogo extremamente bem feito e nada mais justo que ser citado.

Sem contar na possibilidade de jogar com Scorpion e Sub-Zero. Não poderia ser mais foda que isso!

19 de março de 2013

Parasite Eve


Tanto eu quanto meus amigos consideramos o PS1, o melhor console de todos os tempos em questão de RPG's. 

Numa época onde os gráficos já começaram a dominar os jogos e a diversão nem por isso começava a diminuir, porém nos RPG's algo necessitava de mais do que simples gráficos.

E eu te digo o que é: CRIATIVIDADE!

Dentro desse padrões muitos títulos foram lançados e eternizados dentro os jogos de RPG dessa geração tornando-se clássicos intocáveis.


E dentro deles estão Final Fantasy VII, Parasite Eve, Xenogears, Legend of Mana, Star Ocean: The Second Story, Persona 2 (Innocent Sin e Eternal Punishment), Legend of Dragoon e Chrono Cross.

Jogos que pretendo um dia ainda falar sobre eles, com exceção do Persona 2 que já falei a respeito.

A época era um tanto quanto precária pros RPG's de modo geral, havia muito mais investimento em Resident Evil ou Tekken e qualquer título possível que saísse mais fácil do que em RPG's que são jogos de público mais limitado, poucos foram os jogos do gênero que abraçaram multidões.

Com isso em mente, a criatividade deveria cativar as pessoas, seja por história ou por jogabilidade. E é nesse ponto que encontramos uma coisa interessante.


O fato de tentar chamar atenção de vários por dois motivos diferentes fez reinar jogos com jogabilidades incríveis e histórias alucinantes e não vou ficar falando de cada um deles, isso eu faço outro dia.

Mas a pergunta é, por que Parasite Eve chamou tanta atenção e se tornou um clássico.

Bom, é disso que eu pretendo falar.

Lançado em 29 de março de 1998, o jogo tinha como tentativa fazer algo inusitado.

Um RPG numa história de Survivor Horror.

Parece doentio, ou algo impossível, mas a Square conseguiu.

Afinal de contas, a Square gastava mais sua criatividade com jogos assim enquanto sua franquia principal ficava se repetindo sem parar (em breve um post disso, aguardem, Dipaula vem aí detonando).

A história é basicamente a seguinte:

Lindos... eerrr... Gráficos!

Aya Brea, personagem principal, linda de morrer e transbordando carisma, vai linda e elegante até um conserto de ópera cantado por Melissa.

Chegando lá com seu ficante/namorado ou qualquer coisa do tipo e além de tudo, sem nome.

Coisas começam a acontecer, a começar pelo teatro envolvido antes da ópera e de repente, Melissa canta lindamente até que todos do palco começam a pegar fogo, assim como os seus espectadores.

Essa cena é realmente inesquecível.

E somente Aya Brea não se incendiou, além de policial novata que é, usa seu senso de justiça pra colocar o dever em prática e ignorando totalmente a morte do seu possível futuro namorado.

Sinceramente, o roteiro começa simples, apesar de tudo, e é aqui que entra o que eu disse. Investigando o local deparamos com algo nojento e ao mesmo tempo fantástico pra época do PS1.


Simplesmente incrível, essa cena é muito marcante pra mim e imagino que pra muitos que conhecem o jogo e destrincharam os jogos fantásticos do PlayStation, por que as cenas de computação gráficas nem sempre eram fantásticas, mas as poucas presentes eram marcantes.

Olha como é convincente. E nojento. Claro!

Continuando a história, depois de encontrar Melissa, Aya fica sendo totalmente perturbada tanto por alucinações e também pelos dizerem de Melissa que inicialmente não fazem o menor sentido (sendo explicado no final, óbvio).

Outro fator bem legal é a data do jogo, se passa em 24 de Dezembro de 1997 até o dia 29, em Nova Iorque. Ou seja em pleno natal e várias catástrofes acontecendo e ferrando o bom e velho espírito natalino. Foram ousados o bastante pra desafiar um feriado religioso, coisa que provavelmente fez muita gente dos Estados Unidos torcerem o nariz por ter sua esmagadora população cristã.


A abordagem do roteiro é mais voltada pra ciência com poderes de mitocôndria envolvidos numa pesquisa e Aya mesmo desperta poderes que até certa parte do jogo não fazem o menor sentido, e dando impressão de serem aspectos de gameplay, mas depois tudo é acertado.

Entretanto, acho que posso parar aqui, mais do que isso seria um tremendo spoiler para quem desconhece o jogo e num RPG a história deve ser seu principal foco de curiosidade. Certo ?

Por que afinal de contas, você joga com uma policial, a investigação fica por conta dela.
 
Agora, o seu sistema, esse também era uma grande novidade!

Simplesmente por ser um RPG com elementos de Ação, mas não se tornando necessariamente um Action RPG por que nesse jogo a presença de turnos e estratégia se tornam parte do combate.


Suas armas são usadas como armas de fogo de verdade, gastando munições porém com um elemento um tanto quanto fantasioso que é colocando propriedades elementais ou atributos de outras armas em uma única.

Uma pistola por exemplo pode dar tiros explosivos ou 10 de uma sub-metralhadora e causar dano com elemento de trovão por exemplo. Mas isso é algo a ser feito a longuíssimo prazo. Demora muito MESMO para se ter esse tipo de possibilidade.

O jogo tem muitas cenas assim, com diálogos interessantes. Simplesmente FODA!

Uma coisa interessante, é que a cada nível passado, você ganha BP's e esses Battle Points podem ser destribuídos em várias coisas como, velocidade no passar do turno, balas a serem carregadas numa arma, dano da mesma e até aumento na defesa do seu colete.

E digo mais, o último chefe do jogo apela bastante, vai ser necessário mais dano do que tudo. Use tudo que for possível numa única arma e deixe ela com seu dano colossal. Acreditem, caso sigam meu conselho vão me agradecer e muito por isso.

Voltando ao gameplay, hora do "combate" com os inimigos, se abre um campo de visão sobre o inimigo e mostra suas chances de acerto, balas e dano.


Realmente é bem interessante, dá pra ficar perdendo horas e horas procurando lutas. Por que tamanho é o divertimento desse jogo ao pegar batalhas.

Só um problema está envolvido nesse sistema... Mas depende de cada pessoa se vai ver isso como "problema".

É que vamos imaginar que uma área do game tem 4 lugares onde batalhas são certeza. Você tem que pegar batalha nos 4 e somente depois repetir, a "ordem" dos lugares de combate. Ou seja, rodar um mesmo lugar não vai te dar batalhas aleatórias nele, por que elas são meio que contadas pelo jogo.

Isso eu confesso que achei desnecessário em vista de outro problema que provavelmente incomoda boa parte dos jogadores...

AYA BREA É MUITO MOLE, ELA ANDA SUPER DEVAGAR. PARECE UMA LESMA PARAPLÉGICA!

Sério. Incomoda muito mas MUITO MESMO!

Ela anda super devagar, mas super devagar mesmo! Tanto que ela correndo e andando tem POUQUÍSSIMA diferença. Acredito ser a personagem mais lenta que já vi em ação num RPG.

Se houvesse algum tipo de corrida, maratona ou coisa do tipo e fosse necessário jogar com Aya... E pior, se fosse pra chegar em primeiro, com certeza seria o maior desafio do jogo. Mas ainda bem que não temos nada parecido!

Apesar dessa irritação em gameplay, não tira nem um décimo do carisma de Aya Brea. E nem dos coadjuvantes da história...


Daniel é o parceiro de Aya, e amigo da loira, um veterano que com 20 anos como policial não foram o bastantes pra lhe transformar em um robô movido à ordens, isso é muito bom. É um personagem mostrado com muito afinco na história de forma que mostra seu filho Ben, e como o relacionamento entre ambos é afetado por sua vida policial e principalmente pela separação da sua esposa Lorraine, dando um "novo ar" pra coisas do tipo, por que normalmente o homem que abandona o filho com a mulher, mas aqui foi exatamente o oposto.


Hans Klamp é outro, que é bem legal que a princípio não chama a MENOR atenção, por ser um cientista, frio, sério e completamente concentrado em suas pesquisas sobre mitocôndrias, porém seus motivos e razões ficam ocultos por boa parte do jogo. Carrancudo, arrogante, absolutamente ignorante e mau-humorado são simples palavras que descrevem sua personalidade. Porém, ele tem muito mais que um simples estereótipo de cientista pra carregar...


E pra fechar o elenco dos personagens que andam com Aya, temos Kunihiko Maeda, que é um cientista japonês que tem sua pronúncia não lá das melhores em inglês e que é altamente supersticioso e constantemente te dá presentes de sua terra natal. Aparentemente interessado em Aya, sua timidez e jeito recluso meio que o atrapalham. Investigando o lance das mitocôndrias Eve, ele acaba indo pra Nova Iorque e se junta a Daniel e Aya em sua busca e no final do jogo tem suprema importância.

Só nunca entendi COMO um cientista pode ser TÃO supersticioso. Sinceramente...


E por último temos Melissa é a infectada por Eve e aparentemente antagonista do jogo quando na verdade é uma das, sendo que uma vez que sua mitocôndria toma conta de suas emoções (sério isso), ela revela que não deseja destruição e sim uma "evolução", algo como a seleção natural. Ela poderia facilmente ser uma antagonista, mas a sua falta de profundidade não permite que seja. Seria interessante dois antagonistas em um só jogo.

Aliando isso à estrutura interessante do RPG com diálogos inteligentes e situações inusitadas mostrando uma história série e cheia de reviravoltas, tudo isso ao lado de uma trilha sonora não lá das mais marcantes mas ainda assim muio competente, a Square criou um jogo lindo, inteligente, maduro e muito empolgante.

É muito mas muito empolgante, e um dos seus pesares é ter uma história curta, apesar de muito bem feita.

Acredito que com esse potencial no jogo, os roteiristas poderiam ter criado além do que foi produzido.


Como é foda lembrar de um jogo onde não temos um vilão e sim um inimigo a ser enfrentado e um antagonista durante o jogo. Como o Dipaula citou nesse post.

Ele monta o seu plano e age de acordo com o que acredita e defende com unhas e dentes. E até mesmo morre por seus ideais, e nem por isso o jogo acaba. Muito pelo contrário. Só se sabe quem fez, o que deve ser combatido só conclui no final do jogo...

Mas isso é digamos... uma parte do fim do jogo.

Por que o final verdadeiro só se é assistido em um "New Game +". E depois de certo evento, aparece uma torre que se devem ser subidos exatos 77 andares pra descobrir partes da história que seriam "buracos" mas o jogo teve competência o bastante pra cubri-los e ainda lhe dando um final verdadeiro pros fatos acontecidos.


Existe toda uma explicação pra isso, mas não vou estragar a surpresa. Porém, difícil demais e ainda não me atrevi, fico satisfeito de assistir no youtube mesmo.

A dificuldade não é só alta, existem limitações pros jogadores e todos dizem ser extremamente complicado de se concluir, porém, tudo é recompensado com uma boa história, o verdadeiro chefe e um novo (e verdadeiro) final.

Se gostar de Survivor Horror (e suas histórias) deve pegar esse jogo, e se gosta de RPG's, também deve pegar. Mas se gosta de ambos é bem provável que tenha um orgasmo jogando.

Pois é SquareEnix, tragam esse povo que fez Parasite Eve, Chrono Cross, Legend of Mana e Xenogears para Final Fantasy, sua série principal precisa de renovação não é de hoje.

Mas tudo acaba um dia, até a criatividade.


Enjoy!