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1 de março de 2015

Metal Gear Solid 3 - Tem Como Ser Superado?


Metal Gear Solid é realmente uma franquia incrível, depois de jogar o revolucionário primeiro jogo e terminá-lo por três vezes, jogar o Rising e me apaixonar por aquele hack'n'slash realmente ultra bem feito e jogar o 2 que todo mundo odeia sem motivos que até hoje pudessem me convencer, resolvi logo em seguida jogar o 3.

Eu nunca fui bom em jogos de Stealth, na verdade sou uma negação mesmo em Metal Gear, e só consigo apreciar porque como eu disse várias vezes, ele não é frustrante. Ele é simples na execução de forma que não se torna cansativo ou tampouco repetitivo, maçante, etc.

Quando eu conheci Metal Gear Solid, foi por esse jogo. Comprei meu PS2 destravado de um amigo meu, e nele vieram muitos jogos. Entre eles, MGS3. Me lembro de ter colocado o jogo no videogame, ter cortado todas as cutscenes e começado a jogar e... meh. Na época foi isso que eu pensei: "meh".

Depois, os anos passaram, a gente ganha uma cabeça melhor e o Dipaula, meu amigo e postador esporádico aqui desse humilde blog doentio me recomendou que jogasse o primeiro porque supostamente teria muito "da minha cara", e apesar da frustração pra aprender a jogar, eu consegui e terminei.

Depois disso, fui pro tão odiado Risigin e pro pouco menos odiado MGS2 e decidi que jogaria a franquia toda em ordem de lançamento, afinal de contas, vamos ver o que foi acrescentado pouco à pouco.



E nisso, voltei ao terceiro game da franquia, aquele que eu tive contato pela primeira vez e não gostei tanto na época. O que havia mudado em minha mente? E no jogo em si, quais eram as mudanças dos anteriores pra esse? A resposta é TUDO! Sim, tudo! Tudo mudou, pra mim, e na franquia. O que chega a ser uma ironia.

Verdade seja dita, MGS2 tem um enredo mais denso que do primeiro jogo, ele reformula tudo que você acha que sabia e joga por terra, te entrega informações totalmente novas e modifica algumas coisas e apresenta uma metalinguagem completamente diferente do padrão de jogos da época e do próprio MGS1. Com isso associado ao trailer do jogo que mostrava somente Snake, a presença de Raiden e uma complexidade fora do normal, MGS2 se tornou um dos jogos bons realmente odiados por aí.

Que por sinal é uma puta boa ideia pra um futuro post, quem sabe?

Com tudo isso, as vendas apesar de tudo cresceram muito, Metal Gear Solid tinha em mãos a possibilidade de um investimento milionário e o que Hideo Kojima projetava pra lançar em novembro de 2004. Ele fez o que muitas empresas tentam a anos e falharam, mesmo que parcialmente.

Ele fez uma prequel! Vejamos, uma PREQUEL. Mas o que temos por referência de prequel? Jogos que explicam o começo de algo mas geralmente não acrescentam em porra nenhuma pra franquia ao ponto de serem descartáveis ou medianos o suficiente pra não ligarmos uma vez que concluímos tal jogo.

Temos muitos exemplos de como prequels podem ser medianas ou ruins como Batman Arkham Origins, God of War Ascension, Gears of War Judgement, Silent Hill Origins, e por aí vai. É muito fácil fazer um prequel meia boca somente usando o nome daquela franquia que tanto amamos pra nos arrancar uma grana rápida e fácil.

Mas Metal Gear Solid 3: Snake Eater é considerado por aí a MELHOR PREQUEL DA HISTÓRIA dos games. Não é muito sem motivo, duvidam? Eu espero que não seja seu caso, mas se for, espero que jogue Metal Gear Solid e que não comece pelo 3 mas se começar também não será um problema. O motivo?

Bom, essa intro ta longa demais, vamos começar essa porra antes que você tenha um AVC porque...

...sim.

Essa parte lembra um filme de ação, só que jogável.

Saco devidamente puxado, vamos ao que interessa, MGS3 tem um enredo mais simples que os dois anteriores, e ironicamente ainda melhor. Basicamente, se você jogou o 1 e conhece Solid Snake, você sabe o que ele é, e se jogou o 2 sabe que rumo ele tomou da vida, então, o que rola é o seguinte:

No 3 conhecemos o Snake original, Naked Snake. Um soldado da CIA enviado à União Soviética durante o período da Guerra Fria (1964) pra investigar o que diabos aconteceu com Sokolov, cientista sequestrado. Esse cientista desenvolvia uma arma da qual a URSS tinha interesse em usar e com isso foi feito o sequestro, porém The Boss trai os Estados Unidos no meio da missão e com isso um ataque feito por Volgin à própria União Soviética tem culpa caída sobre The Boss, ou seja, os Estados Unidos eram acusados injustamente e teríamos um excelente motivo pra começar uma Terceira Guerra Mundial.

Mais do que isso me aperta o coração mas não posso falar, tudo em MGS3 envolve plots twists geniais e tão bem feitos que fariam seu cu cair da bunda em dois segundos. Apesar da narrativa mais digamos... Comum, principalmente se comparado ao 2, MGS3 faz bonito e muito e conduz a história de maneira genial, porém num ritmo mais lento. porque o jogo que antes, era um ritmo mais constante de história, agora se "divide" em partes de gameplay e partes de história, é como se o jogo tivesse partes de se "jogar" e partes de se "ler/ver". Existe uma maior separação e por conta disso, o jogo é levemente maior que seu anterior.

Antes de mais nada, gostaria de dizer que se possível, jogue na ordem de lançamento mas se começar pelo 3, pegará o começo de tudo mas por sorte não tem spoilers. Bom, até tem algumas datas nos créditos mas não atrapalha muito, mas ainda assim o ideal seria que começasse pela ordem lançada pra ir se acostumando com a jogabilidade que só foi melhorando e também pra não tomar possíveis spoilers como é o caso de se jogar o 2 sem jogar o 1. Mas já que começando a falar de mecânicas, vamos lá!


O gameplay foi totalmente reconstruído, tudo do zero. Algumas coisas ficaram como pendurar por aí, rastejar, atirar em primeira pessoa, mas muitas novas foram colocadas de forma brilhante como o CQC - Close Quarter Combat, sistema que permite agora brincar (no mais perverso dos sentidos) com os inimigos agarrando eles, e logo após jogando no chão, usá-los como escudo humano, dando uma bela estrangulada, cortando sua garganta e demais coisas. É um sistema completamente reconstruído e envolve muito mais coisas como partes de ação mais frenética porém nada genéricas, maior refinamento na arte de esconder ou fugir e maior inteligência artificial dos inimigos.

Por sinal, essa IA ta muito boa, se ela já é boa assim no Normal, nem gosto de imaginar como é nas dificuldades posteriores. Ainda mais que eu sou uma negação nesse tipo de jogo. Então...

Uma coisa que aumentou junto com a imersão foi o tamanho dos cenários, eles são gigantescos e como eu joguei a versão HD, tive acesso à versão remasterizada do Subsistence, acontece que no original a câmera era fixa e eu pude perceber que o cenário era grande demais pra tudo que ele tem a oferecer, nessa segunda versão eles botaram a câmera livre em terceira pessoa favorecendo muito ao jogador, devido à complexidade do ambiente. Dá pra notar isso na batalha dos chefes por exemplo, que na câmera fixa acaba sendo difícil pra caralho por motivos errados, por não ter o devido acesso à área de tão grande que ela é. Com a câmera livre ficou tudo mais maravilhoso que o mundo da Alice. Então beleza.

Uma das lutas com o jovem Ocelot, bem bacana inclusive jogar abelhas nele

Falando nos chefes, eles são ainda melhores, as batalhas do 2 eram criativas mas no fundo eram parcialmente uso das ideias do 1 e não muito melhores apesar de muito das fodas, mas no 3 tudo muda. As batalhas são completamente diferentes e relativamente desafiadoras numa primeira jogada e extremamente bem boladas, divertidas e até se usa o cenário selvagem a seu favor e os chefes fazem o mesmo. Basta notar nas lutas como The End ou The Fury. São simplesmente geniais e extremamente divertidas. Instigantes. A palavra certa seria instigante mesmo. E melhor ainda é que se pode matar os chefes de mil formas diferentes, há MUITOS recursos e um deles é o fato de serem iguais a nós, ou seja, tem uma barra de life e a outra de stamina, usando o tranquilizante (MK22) você pode vencê-los e ganhar alguma recompensa com isso nos trajes.

Parte da graça do MGS3 é também a camuflagem de Snake, de acordo com o cenário ambiente ela te permite ficar mais ou menos camuflado e com isso aumenta ou diminui o tempo de procura dos inimigos quando te percebem. E essa parte envolve disfarces e a porra toda, é extremamente bem construído e de longe dos acréscimos mais divertidos do game.

Agora, a parte mais imersiva é de longe o quanto Snake se machuca. Por vários motivos. Exemplo, se você se envenena e tenta atirar, ele vai errar, se botar a câmera em primeira pessoa, ele vai ficar com a mira balançando mostrando que tem algo errado, os efeitos do jogo não são mero dano, muitos alteram a mecânica pra melhor ou pior. São esses os pontos mais importantes na imersão de MGS3 somado aos pontos opcionais onde podemos dar Zoom, olhar pra qual ponto bem entendermos em cutscenes e demais situações que temos uma liberdade maior pra interagir no meio da invasão.

É simplesmente muito foda viver o clima de velharia com Snake, lugares com cores opacas, usando rádio, armas antigas e uma galera nova te ajudando, dos quais se destacou pra mim Major Zero e não desgostei mas gostei menos da Para-Medic do que de Rose ou Mei-Ling das ajudantes de Codec dos jogos anteriores. Acontece que a Para-Medic só fala de filmes e como eu não sou o maior apreciador de cinemas do mundo, era só chato pra mim. Sou suspeito nesse ponto.

Camuflagem é a grande novidade do game. Simplesmente incrível!

Um personagem formidável é Eva, mas não posso falar muito dela pra não spoilar e é legal conhecer o jovem Ocelot, que por sinal apanha bastante no jogo mas ainda assim tem um destaque e um carisma gigantesco.

Outro detalhe importante da história de MGS3 é que ele é mais cabeça em muitos pontos, aborda guerra (claro), mas aborda também o sofrimento dessas pessoas de muito perto (só zerando pra entender), homossexualidade, política, tortura e por aí vai. Tudo que MGS tinha de adulto ficou potencializado no 3 e principalmente a parte da tortura e da homossexualidade.

Na boa, eu consigo imaginar uma pessoa conservadora tendo crises de pânico só de imaginar determinadas cenas do MGS3. Assistiria com um saco de pipocas gigantesco e uma boa coca-cola geladinha. Mas voltando ao foco.

Se o gráfico do jogo já é foda (em HD ficou bem feito pra porra), com excelente gameplay e um puta enredo com milhões de plot twists do começo ao fim (literalmente), então o que faltava pra tudo ser perfeito?

Imersão total. E pra isso devo reforçar a ideia das músicas! Jogue com fones de ouvido (tipo o meu do PS3 7.1) ou então com Home Theater muito do bom com caixas de som bem posicionadas e sozinho em casa, vai ajudar muito! Porque o trabalho sonoro do jogo ta genial.


Caralho, como elas ficaram ainda melhores. Harry Gregson-Williams compôs tudo dessa vez ao lado de Norihiko Hibino e tudo ficou ainda melhor. As músicas são absolutamente críveis e parecem pertencer ao mundo de MGS3 de uma maneira tão inacreditável que cada chefe tem uma música de batalha tão incrível que elas ficaram pra sempre na minha memória. Todas elas. Sem exceção. A música de alerta também mudou e ficou ironicamente com clima de selva e muito melhor que as anteriores também. Tudo em MGS3 é um gigantesco passo à uma nova revolução.

A mesma revolução que Metal Gear teve no MSX e que o MGS1 teve no PS1. Esse jogo simplesmente reconstruiu ainda mais tudo aquilo de bom que MGS2 já tinha. É absolutamente impecável.

Olha, muita gente considera esse jogo a melhor prequel de todos os tempos e confesso, eu concordo. É difícil discordar até. Se você me conhece do blog sabe que eu não pego leve com falhas e erros mas é como se MGS3 fosse imune aos erros, é um jogo construído com o mais profundo esmero e amor ao que se faz de maneira tão absolutamente incrível que é por motivos assim que muita gente chora com o final dele. Eu não chorei, mas passei perto. E eu sou um cara relativamente amargo demais pra isso.

Mas o final é brilhante, absurdamente brilhante. Não há palavra melhor que isso pro desfecho.

Imune à erros, ao tempo, ao envelhecimento, e à tudo que poderia algum dia estragar essa verdadeira obra de arte. MGS3 é absurdamente recomendado por esse chato do blog como forte candidato à melhor jogo de 2015 que joguei.

Lembrando que mal começamos o ano, ainda tenho que jogar o 4 e ver em qual lado vou ficar, porque assim como o 2, metade o ama e a outra o odeia. Qual será o meu lado escolhido?

"I'm not a hero. Never was, never will be."

E sim, vou falar de todos os Metal Gear Solid no blog. Lide com isso! E jogue, jogue muito, jogue outra vez e jogue de novo. Porque Metal Gear Solid nunca é demais. E acredite, Metal Gear Solid pra variar, nunca termina como a gente imagina que vai ser, o final do 3 é um esclarecimento de tudo que rolou antes dos eventos de Shadow Moses começarem, revela muito do que aconteceria futuramente e principalmente termina de forma tão nada óbvia que assusta e te causará uma culpa gigante do que fez no ato final do jogo.

9 de fevereiro de 2014

Metal Gear Solid


Olá amiguinhos, eu sou o Patati e...

Ops, personagem errado!

"CHANGE DRAGON".

Pronto, agora virei o Power Ranger japonês que todo mundo odeia por ter um gosto diferenciado em termos de jogos de Super Nintendo.

Não entendeu absolutamente nada? Leia os comentários desse meu post antigo que até hoje dá o que falar e vai entender.

Esse começo também conhecido como "introdução sem sentido pra fazer merchan de post antigo" é uma coisa à párte, ignore-o. Ok?

Agora sim, vamos começar direito!

Vou contar uma história pra vocês, baseada em fatos reais que aconteceram realmente de verdade e com fatos.

Meu deus, quanta redundância.

Mas como diria Squall em toda sua mesquinharia:


De qualquer modo, o que tenho pra dizer é que Metal Gear Solid por ANOS foi ignorado por mim.

Muitos anos!

Eu realmente não tinha tanto contato com gente que jogava, e quem jogava me fazia o favor de não falar muita coisa sobre o game de forma que pudesse despertar interesse, quando somente olhamos pras fotos, pros personagens e capas do jogo só conseguimos (infelizmente) ver um jogo que tem uma temática de espionagem e nada além.

Ao menos pra mim. Não sei pra vocês!

A "cobra" preparando o bote... Se é que me enrtende...

Eu não sou lá o maior apreciador de jogos de Stealth, nunca curti a esmagadora maioria e acho Splinter Cell uma coisa super tediosa e sem dúvidas uma das melhores terapias pra insônia que existe.

Quando comprei o PS2 do meu amigo, o Metal Gear Solid 3: Snake Eater veio com ele, e eu sinceramente não sabia jogar, a falta de inglês e de interesse em jogos desse ramo foram realmente os motivos maiores desse jogo ter pegado um nível de poeira em minha pasta que seria necessário um pouco de ácido pra limpa-la.

Mas depois de um tempo, meus amigos começaram a perguntar se eu gostava da série e eu respondia que não, que não tinha graça pra mim e que sempre seria um jogo seco apesar de muito bem feito.

Até que me falaram:

"Seco onde, ta doido? Nunca viu os elementos de fantasia? Os chefes? O background?"

E eu:

"Não uai, nem sabia que tinha isso."

E assim eu comecei a dura jornada de jogar Metal Gear Solid, mas não sabia por onde começar e eu resolvi ir pelo primeiro.

Ação no ponto certo sem cansar e se tornar repetitivo.

Primeiro? Bom... O primeiro de grande nome, assim digamos. Porque o jogo já tinha dois jogos Metal Ger pro console japonês MSX.

E no caso, esse é o terceiro jogo e primeiro da franquia com nome "Solid".

Mas foda-se. Chega de tudo isso e vamo que vamo!

Diferente do que a maioria das pessoas que joga esse tipo de jogo, eu não o joguei pelo gameplay.

Que apesar de muito bom e terrivelmente difícil de se dominar quando se é um SUPER NOOB DO CARALHO como eu fui (e ainda sou, só que menos), nos remete à um nível de diversão muito grande mesmo que fosse somente jogado pela sua incrível jogabilidade.

Provavelmente muitos não concordarão comigo, mas pra mim ao menos, a grande sacada, a grande graça de Metal Gear Solid é a imersão, a profundidade, o enredo maravilhoso e super bem construído e tudo isso com um personagem principal super badass.

Sério, Solid Snake consegue ser mais badass que muito Kratos e Dante por aí.

O mata-leão é sem dúvidas o movimento mais difícil de se dominar e executar no jogo.

Ele é o tipo de cara que se confrontasse com Drácula em Castlevania, passaria o CASTELO INTEIRO sem ser visto, e na hora da luta com o dono do lugar, enrolaria uma granada na Vampire Killer, jogaria ela desenrolando o chicote de forma que ela acertaria a boca de Drácula e explodiria, e pela explosão, abriria um buraco no teto fazendo o vampirão sofrer de dor, a luz entrar e mata-lo no instante certo.

É como se a luta final com ele fosse um CG e não mesmo uma luta ou botton smasher de QTE.

Snake é sem dúvida dos mais badass dos personagens principais que eu já vi. Mas de toda forma.

O enredo da série Metal Gear é algo digamos... genérico à princípio.

"Juninho, como me diz que é maravilhoso e depois genérico?"

Calma, eu já chego lá!

Acredite em mim, jogar na base da espionagem é muito mais fácil. Use e abuse de todos os recursos pra isso.

Vamos combinar que organizações militares brigando pra desativar uma bomba nuclear de escala dinossaurica não é lá a ideia mais original do mundo.

Porém, o modo que Metal Gear Solid explorou isso realmente se tornou genial, fazendo assim o enredo ficar maravilhoso!

Tudo começou depois dos eventos de Metal Gear 2 do MSX, seis anos exatamente. Big Boss foi morto, e uma organização briga pelos restos mortais de Big Boss enquanto você, no controle de Solid Snake tem que ir atrás do lugar e desativar tudo, porque eles usam essa arma nuclear como forma de obrigar o governo a entregar à eles o que tanto querem.

O que escrevi acima é o máximo que posso contar sem dar spoilers relativamente grandes pra interferir na experiência do jogo, a grande sacada é como eles exploram isso, o desenvolvimento do jogo é grandiosidade tremenda, é simplesmente sensacional.

Psycho Mantis tem uma das batalhas de chefes mais criativas que já vi na vida.

O mais estranho é que os chefes, todos eles, trabalham pro cara que é lider de tudo, e ainda por cima recebem pra isso mas não fazem pelo dinheiro, todos tem suas profundidades e motivações muito particulares, e isso torna esses personagens super únicos, de forma que você se apega à todos eles, caso entendido o seu motivo.

Claro que você pode discordar, não é necessariamente uma "regra" isso, mas eu me apego facilmente à um personagem que independente do que faz, apresenta um motivo muito plausível pra isso, e não me diga que os chefes são simplesmente sem motivos ou profundidade e parte do gameplay senão pensarei nas mais diversas formas de disparar uma ogiva nuclear na sua casa, infiel.

O mais interessante é a forma dos confrontos, acredite em mim, é uma surpresa atrás da outra. Os chefes desse jogo são todos muito únicos, eu realmente gostei de TODOS eles.

Outra coisa muito bacana no jogo são os diálogos, sempre sempre fodas! Saber inglês vai te ajudar e muito à aproveitar o game, e não tem desculpa pra não joga-lo prestando atenção nas conversas porque esse jogo tem versão pra PC e PROVAVELMENTE tem algum patch pra deixa-lo o jogo em PT-BR. Mesmo que não muito bem traduzido mas que seja o suficiente pra você entender a ideia.


Plot Twist é o que você mais vai ver durante o game, o tempo todo você pensa uma coisa, e do  nada tem outra, e outra, e outra, e MAIS OUTRA. É impressionante como mesmo os personagens que você só fala no rádio tem muita profundidade e você sempre acaba mudando o que pensa deles com o decorrer do jogo.

Interessante como jogos assim tem muito enredo, consistente, convincente, personagens maduros e profundos e nos fazem imergir no game de forma assombrosa, e mais assustador ainda é ver que jogos como MGS são a grande prova que jogos genéricos atuais de ação e de pouco tempo atrás não tinham desculpa pra não ter bons enredos... Incrível como MGS tem mais profundidade e enredo que Final Fantasy VIII por exemplo, que tenta ser profundo e acaba sendo só idiota.

Você é um agente infiltrado, não deixe as câmeras de segurança de pegarem!

Jogadores de RPG se sentirão familiarizados, em diversas partes desse game é necessario voltar e pegar um item que antes você não tinha acesso, seja pra abrir uma porta ou enfrentar um chefe.

Um absurdo ponto positivo são as músicas do game, minha nossa, como são boas!

Incrível como todas são marcantes e funcionam com cada ambiente, é até complicado descrever porque as músicas encaixam muito bem! Já tinha tempos que eu não via músicas funcionando tão bem com seus respectivos ambientes de forma que eu seria capaz de me imaginar lá e com essas músicas tocando! A última vez que vi isso foi em The Last of Us no PS3.

Hideo Kojima, produtor do game, e quem escreve tudo sobre os enredos e etc, simplesmente a mente por trás da franquia, é diretor de cinema e ele usa isso em todos os jogos dessa série (nos outros eu não sei), e sinceramente, fiquei boquiaberto com a forma que os personagens interagem entre si, as conversas, os diálogos e principalmente com as cutscenes. Sinceramente, quando eu vi essa cutscene aqui, achei o máximo pra época que foi feito e simplesmente pela movimentação de Snake na neve.


Vocês não podem imaginar minha reação ao ver isso, é simples mas muito bem feita, Snake desliza na neve de forma absolutamente convincente, poucos jogos daquela época tinham isso. Poucos MESMO!

Fechando com chave de ouro, temos um vilão interessante, apesar de que na minha humilde opinião Liquid Snake acaba tendo um pouco do "vilão birrento" mas lembrem-se que estou usando como base somente o primeiro jogo e não joguei os outros pra saber se tem algo além do que foi apresentado aqui.

De acordo com esse jogo, apesar de ter profundidade, razões e etc, ele ainda carrega pouco da inveja de sempre que 99,9999999% dos vilões carregam consigo. Mas ele tem carisma e isso conta muito, ô se conta.

E bom, finais de jogos nem sempre agrada, ainda mais quando o jogo é toda uma aventura, que tem mais profundidade e desenvoltura como é o caso desse game.

Thermal Goggles ajudando a enxergar os sensores à laser, mas você também pode usar o cigarro...

Mas por sorte, um evento durante o jogo nos faz ter uma dura escolha, e cada uma das duas possibilidades gera um final. Um deles sobre o amor, porém contado de forma inteligente e adulta e o outro sobre viver, sobre deixar o que ficou pra trás no passado e seguir em frente.

O final verdadeiro, dá gancho pro próximo game, enquanto o final alternativo apesar de muito bem conclusivo tem menos conteúdo e não tem esse gancho, eu honestamente não vejo problemas nos dois porque apesar disso foram muito bem construídos.

E o jogo deu tão mas tão certo...

Que ainda fizeram um remake do game pro GameCube chamado Metal Gear Solid: The Twin Snakes e eu andei vendo no YouTube e pesquisei, porque infelizmente não tenho placa de vídeo pra emular o jogo e muito menos um Nintendo Wii ou GameCube pra joga-lo. Mas o que posso dizer é que ele tem outra pegada, isso é notável!

Enquanto a versão do PS1 foca mais no enredo, na boa atuação da dublagem e tudo mais, e tudo isso com elementos cinematográficos, a versão do GameCube tem mais gameplay, mais recursos e acabou focando demais na parte das Cutscenes transformando elas em lindas cenas em CG's e não sei se foi de propósito mas acabou perdendo parte do drama em determinadas partes.


Sejamos francos, quem jogou as duas versões tem mais que admitir que a parte da Meryl possuída por Psycho Mantis é muito melhor no Gamecube mas em contrapartida a morte da Sniper Wolf que é MUITO dramática e triste no PS1 ficou totalmente sem sal no Gamecube...

Mas por sorte, essa versão não parece nada ruim, apenas diferente. E algum dia eu irei falar dela por aqui, seja com auxílio de emulador ou um Nintendo Wii que possa ter "caído do caminhão", afinal de contas não vou falar que eu roubei ele né...

Com tudo isso, eu não tenho outras palavras a não ser jogue! Jogue muito, mas não foque no gameplay de espionagem somente, abrace o jogo e absorva cada ponta de seu excelente enredo, que como eu disse tem uma ideia genérica transformada em obra de arte.

Essa franquia é a maior prova que jogos de ação e espionagem (ou ambos juntos, como é o caso desse) não tem desculpas pra ter os enredos medíocres que normalmente tem. Todos poderiam ter boas ideias e bem exploradas e nem duvido que mutias tenham, 

Jogos assim, são a mais pura e bela forma de arte nos videogames, nos fazendo mergulhar numa verdadeira experiência.

Enjoy!