11 de novembro de 2011

Rockman & Forte/Megaman & Bass

E ae galera, quanto tempo ?

Eu como disse na postagem passada, andei passando por coisas demais e ainda estou relativamente ferrado de saúde, com uma gripe que parece  não desgrudar de mim até o presente momento.

Mas como sempre, não vem ao caso.


Eu simplesmente tive a loucura de jogar esse jogo, Rockman & Forte, em japonês mesmo. A versão de Super Nintendo pra ser mais exata, cuja qual não existe em inglês, mas antes mesmo que eu precisasse procurar a versão em inglês do GBA, algum desocupado ao qual devo agradecer muito simplesmente traduziu esse jogo pro Super Nintendo, e eu como já disse, agradeço ele demais.

Enfim, trata-se de um spin-off da série clássica do Megaman, com o mesmíssimo visual do Megaman 8, porém lançado dois anos depois, pra ser mais exato em 1998, ano no qual jogos de SNES já eram raridade, e simplesmente veio um jogo que é incrível.

Em tudo, tudo mesmo.

Maaas, nem tudo é perfeito, e vamos ao meu diagnóstico.

Enfim, o jogo tem um visual lindíssimo, e tem o mesmo desenhista do Megaman 8 notavelmente, não precisa ser muito esperto pra perceber isso desde que se tenha jogado ambos.

As músicas também são bem legais, e sem contar que os inimigos são legais e tudo mais.


Mas quando se trata de jogabilidade vem um pequeno problema.

Na verdade, a mecânica do jogo funciona perfeitamente, absolutamente bem. Tanto com Megaman, quanto com Bass, porém a dificuldade do jogo segue o padrão da série clássica e pode tirar o fator diversão dos jogadores casuais como eu, que particularmente só gosto muito da série X.

As fases são longas, e se tratando de jogar com dois personagens diferentes, levando em conta que aquele que você começa, deverá terminar o jogo com ele. Não foi colocado nada que possa te ajudar como mudar o personagem de acordo com a fase, confesso que seria mais interessante pra mim se fosse dessa forma


O motivo é simples.


Jogar com Megaman e Bass são coisas completamente opostas, e vou explicar tudo. Megaman tem o buster simples e pode carrega-lo como de praxe, tem sua rasteira estranha mas ainda assim muito legal e só, enquanto Bass tem dash, como qualquer personagem da série X., dois pulos e um buster que seria mais como uma metralhadora porém sem carregar. E tecnicamente isso deixaria o jogo diversificado e balanceado mas não.

As fases com Megaman aparentemente são mais fáceis, mas na verdade são muitas vezes mais difíceis, e e contra os chefes, o buster carregado, pode até ser difícil de acertar, mas tira um bom dano, deixando os chefes relativamente mais fáceis, enquanto com Bass, as fases são moleza, brincadeira de criança mesmo. Nem é necessário muito esforço, porém a ausência de um tiro carregado faz com que cada tiro dele tire apenas uma mera faísca de life dos chefes, o que é uma merda. Por mais fácil que seja de esquivar, as batalhas são mais longas, e completamente chatas com ele.

E quando você pensa que o poder certo pode matar cada chefe com facilidade, vem o jogo e dá um tapão na sua cara, afinal, o azulzinho é mais econômico porém mais difícil de acertar, enquanto o outro é um senhor gasta tudo, sem save state é muito fácil morrer na batalha contra o chefe e usar o poder todo sem acertar tanto. E depois enfrentar ele (caso morra) sem nada, vira aquilo que eu acabei de falar, uma batalha bem longa...

Mas um ponto positivo no jogo, assim como em Megaman 7 e 8 é a possibilidade de comprar upgrades pro personagem, e nisso Megaman leva vantagem por que ele tem mais recursos a serem comprados, afinal de contas, jogar as fases com ele como já falei, é um desafio maior.

Uma coisa que pode soar interessante e ao mesmo tempo chata, é o modo de como se enfrenta os chefes. O jogador independente de quem escolha, tem a possibilidade de começar contra três, e só a vitória em um deles da caminho pra um novo chefe. Sem esquecer de mencionar que as últimas fases são desumanamente difíceis.


E se não gosta de spoiler pode sair, afinal eu vou mandar um dos grandes.

Agora sobre a história do jogo... Basicamente no começo da fase você ve um "novo" vilão, intitulado King. Este já mencionado, detona Protoman partindo-o em dois, e o vermelhão fica fora de combate até o final de jogo, onde é revelado que King foi construído por Dr. Willy.

Acho que não é nenhuma novidade, ou nada surpreendente, né ? Os outros chefes eram soldados te atrapalhando e blá blá blá... como sempre a série clássica tem a profundidade de um copo d'água.

Ao menos vemos King no final, percebendo que é inútil fazer uma comparação de humanos com robôs, e que era desnecessário esse tipo de combate, e ae Willy simplesmente aumenta a dose de lavagem cerebral, o que não faz sentido já que ele é um robô, mas esse é o termo usado por eles... eu não tenho culpa.

E como eu disse, depois dele, vem uma pequena série de história, onde Protoman tenta te salvar e novamente é danificado e o rumo disso muda de acordo com quem você está zerando.


Enfim, King se preocupa com Protoman no final, e Megaman o ajuda a salvar, enquanto Bass pouco se importa e King pessoalmente usa um "teleportador" e o tira da base, no final do robô do Dr. Light, vemos Megaman se lamentando pela suposta morte de King que desaparece, e depois recebe uma carta, sim, exatamente uma carta, do King falando que eles serão bons amigos. O final dele nem preciso dizer que é retardado.


Enquanto do Bass, Dr. Willy fala que simplesmente estava o testando, e colocou King pra "atrapalhar" ele na tentativa de matar Megaman, afinal de contas, Bass nunca conseguiu, mas ele derrotando o King, tudo mudava, e nisso ele o oferece a oportunidade de continuar trabalhando ao seu lado e que tinha um projeto de um segundo King, ainda mais poderoso, Bass chega a pensar mas nisso Protoman aparece, destrói o projeto e diz para Bass que ele jamais vai derrotar Megaman, por que o azulzinho luta por pessoas, e por objetivos maiores como a paz enquanto Bass era só um lobo solitário que luta por si mesmo. Bass se defente que o objetivo de sua vida ainda é matar Megaman e nisso acaba. O final dele também não é grande coisa mas é obviamente melhor que o primeiro.


Enfim, como um todo o jogo não é ruim, os finais como eu já falei, um é bom e o outro meio retardado e a dificuldade é absurda (usei save state feito doido) mas o jogo só sera de fato apreciado por jogadores que curtem jogos hardcore, ou mesmo pelos fãs da série clássica, do contrário é um pedido pra se estressar, e muito. Afinal de contas, a dificuldade é bem alta de forma que tira a diversão da grande maioria dos jogadores casuais no mínimo.

Mas se você sente fortes emoções num jogo desafiador, vá em frente.

4 comentários:

João Carlos disse...

Esse ai foi o melhor Megaman clássico que eu joguei no SNES. O 7 foi muito ruim e eu acho que esse aqui fez juz aos clássicos - pena que só tenha saído no Japão pra SNES então só pude jogar anos depois que eu vendi o meu.

Show de bola é achar os 100 CDs porque ai você ganha a database completa de todos os chefes e amigos da série toda. \o/

Scariel disse...

Eu ainda achei mais dificil de jogar com o Bass do que com o Megaman. Esse lance de não carregar tiro, não funciona pra mim.

Giusley Camilo disse...

POXA, SOU MUITO FÃ DESSE GAME! eu tambem usei save state pra caralho pra zerar, pra mim, eu achei mais dificil zerar com o megaman, não sei ao certo pq, eu acostumei mais com o bass. outro motivo que me fez adorar esse game foi a dificuldade, muito foda! pena que fica chato pra pessoas nubs que não aguentam as fases, muito exagerado na dificuldade pra algumas pessoas.

Juninho! disse...

Dificuldade extrema só atinge jogadores hardcore, e o resto dos jogadores prefere algo não necessáriamente simples, porém não tão desgastante... então eu acho que o jogo tem um potencial danado mas não foi totalmente aproveitado somente por causa disso...