17 de março de 2011

Ultimas novidades do Metal !

E ae galera, primeiro de tudo gostaria de agradecer pelas 4 mil visitas do blog, continuem acessando, comentem, mostrem sua opinião bem abertamente, posititva ou negativa, isso vai servir como um meio de ver o que ta errado e eu mudarei caso me agrade, enfim, mais um tempo sem postar, mas três discos recentemente foram lançados e eu gostaria de mostrar as algumas resenhas que fiz para o Universo do Rock, e consequentemente dar minha opinião sobre eles, só que irei diferenciar um pouco, e agora darei um veredicto de 0 a 10 pra todas as minhas resenhas aqui no meu blog ! xD


Children Of Bodom - Relentless Reckless Forever



Children Of Bodom é o tipo de banda que sempre teve destaque ao redor do mundo por seu som pesado, rápido, ríspido e direto, sem muitas frescuras e totalmente sem vocais limpos, a banda se solidificou muito com o passar dos anos com álbuns como Are You Dead Yet?, Hate Crew Deathroll e até mesmo com o não compreendido Blooddrunk que por mais que nem todos aceitem ou gostem muito, ele é notávelmente competente, com muito peso, porém o espaço maior concedido aos teclados parece ter incomodados muitos, mas não vem ao caso agora...

O novo registro oficial da banda é intitulado Relentless Reckless Forever, e confesso que seus dois primeiros singles não me agradaram tanto, trata-se da mediana “Was It Worth It ?”, ainda no meu ponto de vista a música mais fraca do álbum, porém audível, mas quando se acostuma com músicas de alto nível, ou mesmo discos impecáveis, fica difícil não se decepcionar, e o segundo single foi “Ugly” e essa eu de impacto achei estranha, mas é uma música excelente, basta prestar muita atenção, mas eu entendo as pessoas que não gostarem dela...

O álbum começa com “Not My Funeral”, um peso excelente, guitarras bem trabalhadas, peso alto, bateria animadora e baixo bem eficaz, ao lado da voz do talentoso Alexi Laiho, cantando e tocando muito como sempre, essa música tem uma parte interessante, que é a parte do teclado dando abertura ao solo, algo que não é novidade, mas nessa música ficou diferente do convencional adotado pela banda, em seguida vem “Shovel Knockout” que tem uma linha bem pesada, refrão cativante e ritmo interessante, como seqüência vem a cadenciada “Roundtrip to Hell and Back”, uma com muito peso e ao mesmo tempo com ritmo mais calmo, algo presente em praticamente todos os álbuns da banda, essa vale destacar pela amosfera encontrada na música com teclado freqüente no fundo e um refrão com trabalho das guitarras muito bom, na faixa seguinte, começa com uma narrativa estranha e meio que do nada começa “Pussyfoot Miss Suicide”, que vai mudando o seu ritmo, com começo relativamente calmo, aceleração antes do refrão e uma acelerada no refrão bem legal, a bateria nessa música realmente trabalhou muito.

A faixa titulo do disco é a próxima, que começa bem pesada, solos avulsos antes mesmo dos vocais, base firme e teclados interessantes, o refrão dela é um tanto cadenciado, dando um clima bacana na música, seguindo numa linha mais sombria vem “Cry Of The Nihilist” que é o tipo de som que tem aquela sombriedade causada pelo teclado, mais ou menos na linha de “Hate Me” instrumentalmente falando... E pra alegria de todos os fãs das mais porradas do Children Of Bodom, vem a última faixa pra fechar o álbum com chave de ouro, e destaque realmente merecido, a pesada e explosiva “Northpole Throwdown”, com seus quase três minutos de muita pancadaria, ritmo acelerado e refrão violento. Realmente pesada essa música, na mesma linha de “Roadkill Morning” do álbum anterior, porém com menos teclado !

O Time composto pelo líder da banda, guitarrista e vocalista, Alexi Laiho, e Roope Latvala também nas guitarras, Janne Wirman nos teclados, Jaska Raatikainen na batera e Henkka Seppälä no baixo e backing vocals, bom, o novo álbum da banda como um todo ta bom, mas ainda longe de se tornar um clássico alguns mais antigos, mas se você curtiu Blooddrunk, vai firme, você não irá se arrepender ! Vale lembrar que a arte gráfica da capa ficou muito caprichada, realmente formidável !

Nota: 8,0

TrackList:

01 - "Not My Funeral" 
02 - "Shovel Knockout"
03 - "Roundtrip to Hell and Back"
04 - "Pussyfoot Miss Suicide"
05 - "Relentless Reckless Forever"
06 - "Ugly"
07 - "Cry Of The Nihilist"
08 - "Was It Worth It ?"
09 - "Northpole Throwdown"


Children Of Bodom



myGRAIN - myGRAIN




myGRAIN desde seu debut intitulado "Orbit Dance" e seu sucessor "Signs Of Existence" já chama muita atenção de todos por seu gutural matador, vocal limpo arrasador, melodias cativantes e peso bem alto, mesmo para uma banda de Melodic Death com pegada de Modern... Afinal de contas, o progresso da banda exponencial, e agora no novo álbum que leva o nome da banda, e depois de três longos anos de espera, temos um lançamento digno de nota máxima.

Tommy cantando ainda melhor nos vocais limpos e usando uma técnica no vocal gutural que difere um pouco dos seus dois primeiros trabalhos na banda, não que isso esteja ruim, foi até bom pra uma inovação dentro da banda, e o som continua o mesmo. Resistor e Matthew nas guitarras, Jonas no baixo, Eve no teclado e DJ Locomotive na bateria como sempre mostrando uma harmonia numa intensidade realmente complicada de se ver nos dias de hoje.

O disco inicia com "Into the Parallel Universe" que vem com começo lento e pouco depois dos quarenta segundos vai evoluindo em peso de forma cativante, e depois do primeiro frase em forma de grito, vem a porrada ! Logo em sequência numa pancadaria mais direta vem "Shadow People" que vem com grooves mais rápidos, uma levada meio diferente na guitarra e um refrão de enlouquecer. Na sequencia vem a excelente "Dust Devils And Cosmic Storms", que da sequencia com bastante animo e peso e um refrão mais cadenciado, riffs bem legais de ouvir e melodia diferente até do que a própria banda costuma fazer, porém eficaz ! Mais uma com começo lentinho porém com boa dose de peso é a seguinte, denominada "Of Immortal Aeons", e essa com destaque para os teclados de Eve no refrão, que ficou muito bom, outra bem diferente do padrão da banda é a "A Clockwork Apocalypse", e com uma pegada na bateria cativante, essa é o tipo de musica que tu ouve e depois que le a letra, sai cantando por ae sem nem ao menos se dar conta de que ta viciado. O restante do cd é basicamente seguindo o que eu disse acima, claro que sem repetições, e do mesmo nível também, só pra esclarecer... com destaque pra "Trapped In An Hourglass", que é definitivamente uma das melhores da banda, e do disco, assim como as que eu citei.

Resumindo de forma clara, a banda evoluiu de forma assombrosa e segue atualmente por um rumo pouco diferente dos dois discos anteriores, mas não está pior, e sim no mesmo nível, acredito que esse novo caminho da banda, deu um novo ar ao seu som e não tornou os seus trabalhos injuativos ou repetitivos, a mixagem do novo disco ta ótima, e a capa ta bem legal mas poderia ser melhor, afinal as duas primeiras eram sinistras e interessantes, e a nova deixou pouco a desejar ! Mas de forma geral, o álbum novo é recomendadíssimo pra quem já conhece ou pra quem quer um death melódico com pegada de metal moderno interessante.

Nota: 9,5

Tracklist:

01. "Into The Parallel Universe"
02. "Shadow People"
03. "Dust Devils And Cosmic Storms"
04. "Of Immortal Aeons"
05. "A Clockwork Apocalypse"
06. "Eye Of The Void"
07. "Trapped In An Hourglass"
08. "Xenomorphic"
09. "Cataclysm Child"

myGRAIN



Amon Amarth - Surtur Rising



Quem conhece Amon Amarth, e espera algo novo, sabe muito bem do que se trata, certo ?? De mais um álbum interessante, bom, pesado e com todas as suas temáticas voltadas ao Viking, deixando até mesmo a banda conhecida por Viking Metal, o que é um grande erro, afinal sua sonoridade é totalmente voltada ao mais puro Melodic Death Metal, e quem conhece a banda e o gênero sabe bem do que digo...

Enfim, ao longo de sua carreira, Amon Amarth não foi o tipo de banda que revolucionou por criar algo novo, e sim por se estabilizar dentro de uma sonoridade, que segue intacta desde o primeiro álbum, criando uma identidade única ao seu som, e criando sucessos excelentes como "Versus The World" em 2002, "Fate Of Norns" em 2004, ou mesmo o brilhante "Twilight Of The Thunder God" de 2008, esse último gerando grandes vendas, sucessos, e uma turnê incrivelmente grande, e merecido todo esse sucesso, ao contrário de álbuns comercias que se vê por ae !

Os filhos de Odin em 2011 presenteiam seus fãs com o magnífico "Surtur Rising" que logo no início de tudo começa bem explosivo com o provável mais novo hit da banda, e primeiro single aliás, denominada "War Of The Gods", começando com guitarras bem típicas da banda, e logo após poucos segundos, a explosão de peso, essa com certeza tem potencial pra ser um dos novos clássicos da banda, e o refrão é muito viciante, diga-se da passagem, em seguida vem a cadenciada "Töck's Taunt - Loke's Treachery Part II", algo mais técnico e com guitarras e baixo alinhados, além da bateria fazendo só o necessário pra acompanhar o som e manter a música numa atmosfera bem sinistra, e logo na sequencia pra não perder o costume da pancadaria vem uma que eu também acredito ser um novo hit, devido ao refrão viciante, peso bem trabalhado e excelente trabalho vocal do Johan Hegg, trata-se de "Destroyer of the Universe". Outras que dão muito gosto ao disco são "Slaves of Fear", "The Last Stand of Frej" e "A Beast Am I".

Outras faixas destaques que marcam o potencial da banda são "Live Without Regrets" e "Doom Over Dead Man", essas últimas são boas demais, e a primeira parece que veio diretamente do álbum anterior, mesma pegada, mesma atmosfera sonora, e a segunda seguindo um lado mais obscuro da banda, pouco explorado na grande maioria dos discos anteriores, mas com potencial muito alto, vale a pena ouvir essa com atenção ! Além de tudo, foram 3 covers disponibilizados como faixas bônus, "War Machine" do Kiss, "Balls to the Walls" do Accept, e "Aerials" do System Of A Down, confesso que me assustei quando vi a banda que eles fizeram cover, mas eu garanto que "Aerials" ficou interessante, boa, pesada e totalmente diferente do que se espera de um cover normal, simplesmente surpreendente.

A banda que segue com formação até que antiga conta com Johan Hegg nos vocais, Johan Söderberg  e Olavi Mikkonen nas guitarras, Ted Lundström no baixo, Fredrik Andersson na bateria, a banda segue com a mesma formação a mais ou menos 13 anos, será que além da competência de todos como músicos aliada a uma amizade com uma formação até mesmo antiga é o segredo de tanto sucesso e tanta qualidade ??

Nota: 10

TrackList:

01 - "War Of The Gods"
02 - "Töck's Taunt - Loke's Treachery Part II"
03 -  "Destroyer Of The Universe"
04 - "Slaves Of Fear"
05 - "Live Without Regrets"
06 - "The Last Stand Of Frej"
07 - "For Victory Or Death"
08 - "Wrath Of The Norsemen"
09 - "A Beast I Am"
10 - "Doom Over Dead Man"

Amon Amarth

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